Bom dia car@s amig@s do mundo rural! Tudo bem?

Gostaria de convidar a tod@s para o 3º Seminário O Trabalho no Século XXI: Educação, Trabalho e Saúde no Campo e 1º Seminário de Educação do Campo da Unesp de São José do Rio Preto – SP. Website do evento: http://www.fabiofernandesvillela.pro.br/eventos/seminario-trabalhador-2014/home

Os seminários tem por objetivos: promover o debate de trabalhos e pesquisas que tenham como temática: a Educação, o Trabalho e a Saúde no Campo. Fomentar o debate entre a comunidade acadêmica, organismos governamentais e representantes da sociedade civil a respeito das condições de educação, trabalho e saúde no campo. Público alvo: professores, pesquisadores e estudantes que trabalham e/ou estudam problemas relacionados à temática geral do seminário, representantes sindicais, profissionais da área e demais interessados.

Até lá! Prof. Fábio Fernandes Villela.

Bom Dia Queridas Alunas! Tudo bem?

A última postagem de Sociologia da Educação 3 diz respeito ao ranking do Brasil no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Segundo reportagem da Uol de 2010, a cidade de Xangai, na China, que participou pela primeira vez, obteve a melhor pontuação em leitura do exame. O Brasil ficou na 53ª posição. O exame, feito pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), avaliou em 2009 o conhecimento de cerca de 470 mil estudantes em leitura, ciências e matemática de 65 países. Neste ano, a área que teve ênfase na avaliação foi a de leitura. A pergunta para o comentário é a seguinte: por que, apesar de todo o esforço das políticas públicas, PCNs, RCMEIs, ENEM, SAEB, investimentos, etc., o Brasil está na 53ª posição no ranking do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos)?

Saudações, Prof. FFV.

OBS. Para ajudar na reflexão vcs podem acessar os seguintes links:

Campanha “Fechar Escola é Crime”: http://www.cecmundorural.com.br/?p=235

Documentários: “Destino: Educação”

Sinopse do documentário: “Destino: Educação”

Vamos começar com uma pergunta: como fazer para a educação de qualidade chegar a todas as crianças? Para responder, nada melhor do que quem vive o dia-a-dia da educação nos países que são exemplo em educação. Vamos entrar na sala de aula, nos aproximar dos alunos, falar com os professores, ir até a casa dos estudantes para mostrar sua rotina de estudos e conversar com seus pais. Tudo para entender como em cenários tão distintos quanto a Finlândia, a Coréia, o Chile, Xangai, o Canadá e o Brasil a educação chega até quem mais interessa. O aluno. Todo aluno.
Qual a preocupação dos governos com o ensino? O que eles têm feito? E como isso se percebe na realidade e no aprendizado destes alunos? Como valorizar e capacitar o elemento-chave nesse processo, o professor? Como lidar com os sindicatos e a qualidade da educação? Quem são as pessoas que estão por trás dos bons resultados do PISA? A família tem realmente papel decisivo na educação? Por quê? Vale tudo para melhorar a aprendizagem? Qual o limite?

A série “Destino: Educação”:

http://www.futura.org.br/blog/2011/09/28/nova-serie-investiga-desempenho-dos-paises-lideres-em-educacao/

Vídeos:

Geral:
http://www.youtube.com/watch?v=AZu9QFufWaw&feature=related

Brasil:
http://www.youtube.com/watch?v=qhD1V1gqwP8

Prancha elaborado pelo arquiteto Hamilton Foz para o Assentamento Reunidas – Promissão – SP – Brasil (Fonte: Juliana Foz: http://malemolencia-juh.blogspot.com.br/)

Boa noite amig@s do Mutirão! Tudo bem?

Gostaria de convidar a tod@s para o curso de extensão temático: “Educação do Campo, Novas Tecnologias e Cultura Ambiental em Assentamentos de Reforma Agrária”. O curso tem carga horária: 16 (dezesseis) horas/aula, sendo 04 (quatro) horas de aulas teóricas e 12 (doze) horas de aula-prática (haverá excursão didática ao Assentamento Reunidas em Promissão – SP). O número de vagas é mínimo de 05 (cinco) e máximo de 40 (quarenta),  público-alvo: alunos do IBILCE/UNESP e comunidade em geral. Até lá! Prof. Fábio Fernandes Villela.

Objetivo do curso: O estudo dos assentamentos de reforma agrária adquire cada dia maior importância nos dias de hoje, especialmente no estado de São Paulo, pois trata-se de um espaço para onde convergem diversos fatores, tais como: conhecimentos populares, hábitos, usos e costumes que distinguem determinada comunidade. Trata-se de um patrimônio material e imaterial acumulado e que com o passar do tempo, poderá auxiliar no desenvolvimento de novas experiências de assentamentos de reforma agrária. A preservação dessas tradições poderá manter-se ou desaparecer em função das políticas aplicadas. O objetivo deste curso é elaborar estratégias de preservação dessas tradições através da capacitação de promotores da cultura ambiental de assentamentos de reforma agrária. Os objetivos específicos são: 1 – realizar uma análise da situação da cultura ambiental de uma comunidade, o Assentamento Reunidas, em Promissão – SP, 2 – formar promotores culturais, 3 – elaborar estratégias de preservação a cultura ambiental ao nível da comunidade, 4 – gerenciar estratégias de preservação da cultura ambiental através do uso das novas tecnologias aplicadas à educação do campo, especificamente o blog Centro de Estudos e Culturas do Mundo Rural (www.cecmundorural.com.br), do proponente deste curso.

Conteúdo Programático:

1 – Conceitos Fundamentais sobre educação do campo, novas tecnologias e cultura ambiental.

2 – Aspectos Teórico-Metodológicos da cultura ambiental do promotor cultural ao nível comunitário.

3 – Capacitação ambiental para o promotor cultural de assentamentos de reforma agrária.

4 – Estratégias de preservação da cultura ambiental através do uso das novas tecnologias aplicadas à educação do campo.

Câmpus de São José do Rio Preto

INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS, LETRAS E CIÊNCIAS EXATAS – STA

Rua Cristóvão Colombo, 2265, Jardim Nazareth, CEP. 15054-000, São José do Rio Preto/SP

Tel. (0xx17) 3221-2428 / (0xx17) 3221-2318 e-mail: sta@ibilce.unesp.br / www.ibilce.unesp.br

Executores: Prof. Dr. Fábio Fernandes Villela – coordenador e ministrante (16 horas) – IBILCE/UNESP.

Período e local de realização: Aulas teóricas: 03 e 10 de dezembro de 2012 (segundas-feiras) das 17h às 19h no Laboratório de Ensino da Pedagogia. Aula prática: 16 de dezembro de 2012 (domingo) excursão didática ao Assentamento Reunidas em Promissão – SP. Local de inscrição: Seção Técnica de Comunicações do IBILCE/UNESP.

ATENÇÃO PARA O PERÍODO DE INSCRIÇÕES

Período de Inscrição:

De 19 a 23 de novembro de 2012 – inscrições exclusivas para graduandos do Curso de Pedagogia do IBILCE/UNESP.

De 26 a 27 de novembro de 2012 – inscrições abertas para demais alunos do IBILCE/UNESP.

De 28 a 30 de novembro de 2012 – inscrições abertas para a comunidade em geral.

Condições para inscrição: Para os alunos de graduação do IBILCE/UNESP será necessária a apresentação de xerox do histórico escolar no ato da inscrição. Documentos necessários para inscrição: Cópia do RG, ficha de inscrição a ser preenchida na Seção Técnica de Comunicações da UNESP/IBILCE, recolhimento da taxa regulamentar da UNESP e documento que comprove atendimento ao item “Condições para inscrição”.

Custo: Será cobrada apenas a taxa regulamentar da UNESP, vigente à época das inscrições, a ser paga na Seção Técnica de Finanças do IBILCE/UNESP. Bolsas: Não há necessidade de bolsas, uma vez que o curso não prevê pagamento de mensalidades. Frequência mínima obrigatória: mínimo 70%. Maiores informações: Telefones (17) 3221-2320 ou 3221-2318.

Seção Técnica Acadêmica do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas do Câmpus de São José do Rio Preto, 18 de outubro de 2012.

Imagem do projeto Biota Cerrado – USP – Assentamento Reunidas – Promissão – SP

APOIO: Instituto Cultural Lyndolpho Silva

http://www.iclyndolphosilva.net

Tópicos da Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias 2

On outubro 11, 2012, in Miscelan, RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

Bom Dia Car@s Alun@s! Tudo bem?

Esta postagem procura desvendar o que o trabalho está sendo. O professor Ricardo Antunes, titular de Sociologia no IFCH da Unicamp, autor de livros que abordam a temática tais como Adeus ao trabalho? (São Paulo, Cortez, 1995), Os sentidos do trabalho (São Paulo, Boitempo, 1999) e O caracol e sua concha (São Paulo, Boitempo, 2005) e ), entre outros,  afirma que:

[...] Sabemos que o trabalho, concebido como atividade vital, nasceu sob o signo da contradição. Desde o primeiro momento, foi capaz de plasmar a própria sociabilidade humana, por meio da criação de bens materiais e simbólicos socialmente vitais e necessários. Mas também trouxe dentro dele, desde seus primeiros passos, a marca do sofrimento, da servidão e da sujeição. Ao mesmo tempo em que expressa o momento da potência e da criação, o trabalho também se originou nos meandros do “tripalium”, instrumento de punição e tortura. Se era, para muitos, dotado de uma ética positiva (ver as análises de Weber), própria do mundo dos negócios (cujo significado etimológico é negar o ócio), para outros, ao contrário, tornou-se um não valor, estampado na magistral síntese de Marx: “Se pudessem, os trabalhadores fugiriam do trabalho como se foge de uma peste! [...].

[...] Mas o século 20 moldou-se pela estruturação da chamada sociedade do trabalho, em que desde muito cedo fomos educados para o princípio fundante do trabalho. Esse cenário começou a ruir, no entanto, a partir dos últimos 20 anos. Tragicamente, quanto mais a população vem aumentando, menor é a capacidade de incorporar os jovens ao mercado de trabalho. Esta é a situação que vivenciamos hoje: não encontramos empregos para aqueles que dele necessitam para sobreviver e os que ainda estão empregados em geral trabalham muito e não ficam um dia sem pensar no risco do desemprego. Esse medo ocorre não só na base dos assalariados, pois essa tendência cada vez mais avança na ponta da pirâmide social, chegando até os gestores.  [...] (Revista Cult, 139, 2010).

No Roda Viva de 03/09/2012,  o Prof. Ricardo Antunes discutiu com os convidados o mundo do trabalho. O professor, um dos mais destacados sociólogos da atualidade, apresentou  o tema do “trabalho” e suas novas formas de relação dentro do mundo capitalista contemporâneo. O programa pode ser acessado no seguinte link:

http://tvcultura.cmais.com.br/rodaviva/roda-viva-discute-o-mundo-do-trabalho-com-ricardo-antunes

A pergunta para o comentário é a seguinte: o que o trabalho está sendo nesse começo de século XXI? Bom trabalho, Prof. Fábio  Fernandes Villela.

Mutirão no Teleduc: Arte e Educação à Distância

On janeiro 19, 2012, in ArteEdu1, EduCoop, by Fábio Fernandes Villela
Hamã, 1975, Sérgio Ferro
Bom Dia Amigos do Mutirão!
Vamos abrir a possibilidade de pessoas interessadas em “Arte e Educação” acompanharem uma disciplina oferecida na Pedagogia – Ibilce – Unesp à distância. Serão nossos “companheiros de viagem”.  Não será fornecido certificado de participação. Trata-se da disciplina Conteúdo e Metodologia do Ensino de Expressão Artística e Corporal. Alguns dos conteúdos desta disciplina estão disponíveis na categoria “ArtEdu1″ do Mutirão: (http://www.mutiraodesociologia.com.br/?cat=10/). Vamos utilizar a plataforma TELEDUC da Unesp como Apoio às Aulas Presencias.
O que é o TELEDUC?
O TelEduc é um ambiente para a criação, participação e administração de cursos na Web. Ele foi concebido tendo como alvo o processo de formação de professores para informática educativa, baseado na metodologia de formação contextualizada desenvolvida por pesquisadores do Nied (Núcleo de Informática Aplicada à Educação) da Unicamp. O TelEduc foi desenvolvido de forma participativa, ou seja, todas as suas ferramentas foram idealizadas, projetadas e depuradas segundo necessidades relatadas por seus usuários. Com isso, ele apresenta características que o diferenciam dos demais ambientes para educação a distância disponíveis no mercado, como a facilidade de uso por pessoas não especialistas em computação, a flexibilidade quanto a como usá-lo, e um conjunto enxuto de funcionalidades.

O TelEduc foi concebido tendo como elemento central a ferramenta que disponibiliza Atividades. Isso possibilita a ação onde o aprendizado de conceitos em qualquer domínio do conhecimento é feito a partir da resolução de problemas, com o subsídio de diferentes materiais didáticos como textos, softwares, referências na Internet, dentre outros, que podem ser colocadas para o aluno usando ferramentas como: Material de Apoio, Leituras, Perguntas Frequentes, etc.

A intensa comunicação entre os participantes do curso e ampla visibilidade dos trabalhos desenvolvidos também são pontos importantes, por isso foi desenvolvido um amplo conjunto de ferramentas de comunicação como o Correio Eletrônico, Grupos de Discussão, Mural, Portfólio, Diário de Bordo, Bate-Papo etc., além de ferramentas de consulta às informações geradas em um curso como a ferramenta Intermap, Acessos, etc

Visite a página do NEaD – Núcleo de Educação a Distância da UNESP:
Teleduc – Cursos com inscrições abertas no Ibilce – Unesp – Rio Preto:

http://prograd.ead.unesp.br/~teleduc/pagina_inicial/cursos_all.php?&tipo_curso=I&cod_pasta=7

Vamos fazer um Mutirão no Teleduc? A gente se vê virtualmente! Prof. Fábio Fernandes Villela.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

On dezembro 17, 2011, in Miscelan, by Fábio Fernandes Villela

Vasco Fernandes (Grão Vasco) – “Adoração dos Reis Magos” – 1501-6  – Museu de Grão Vasco - Viseu, Portugal.

Bom Dia Caros Alunos!

Gostaria de desejar a todos os alunos e amigos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo!  São os sinceros votos do Prof. Fábio Fernandes Villela. PS. Como professor não deixa de professorar, nem nestas horas,  aí vai mais uma de “Arte e Educação”. A pintura acima é o quadro “Adoração dos Reis Magos”, do pintor Vasco Fernandes, foi feito entre 1501 e 1506. Cabral seria o personagem ajoelhado. Talvez seja o seu único retrato verdadeiro. Esta imagem apareceu pela primeira vez no livro “Retratos e Elogios de Varões e Donas”, editado em Lisboa em 1807. Impressa na antiga cédula brasileira de 1000 cruzeiros, tornou-se a face oficial de Pedro Álvares Cabral. Abraços a todos, Prof. FV.

Blog de Aula – Mutirão de Sociologia no Programa “Nosso Campo” da TV TEM

On dezembro 6, 2011, in RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem?

Gostaria de partilhar com todos que nosso Projeto de Extensão, desenvolvido no Distrito de Talhado em São José do Rio Preto – SP – Brasil, foi apresentado no Programa “Nosso Campo” da TV TEM.  O objetivo central do projeto, em 2011, foi desenvolver tópicos da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, através do Blog de Aula – Mutirão de Sociologia, para alunos que manifestarem interesse, regularmente matriculados, na escola pública Prof. Dr. João Deoclésio da Silva Ramos, situada no distrito de Talhado, em São José do Rio Preto (SP), de forma experimental, e depois estender a experiência para outras escolas estaduais que tiverem interesse. Vc podem assistir a reportagem através do link abaixo.

Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

Blog de Aula – Mutirão de Sociologia no Programa “Nosso Campo” da TV TEM:

http://www.temmais.com/nossocampo/interna_detalhe.aspx?editoria_id=6371&menu_id=33

Caros alunos, boa tarde!
O termo curta-metragem começou a ser utilizado nos Estados Unidos na década de 1910, quando boa parte dos filmes começava a ter durações cada vez maiores. O gênero que mais utilizou o formato de curta-metragem foram as animações. Ainda hoje há muitos filmes com ação ao vivo (live-action) e de animação produzidos como curta-metragem, havendo inclusive um premio dos Oscar para cada tipo. Formato bastante difundido e em expansão no Brasil desde os anos 70, a curta-metragem é também adoptada em documentários, filmes de estudantes e filmes de pesquisa experimental. Segundo a Agência Nacional do Cinema (ANCINE) em sua Instrução Normativa 22, anexo I, a definição de Curta-Metragem é dada a filmes de até 15 minutos, Média-Metragem para filmes com tempo acima de 15 minutos e até 70 e Longa para filmes com mais de 70 minutos. Uma sugestão para as férias é ver os curta-metragens produzidos pelos alunos de Pedagogia Ibilce/Unesp (Turma 2008)  no Youtube, sob orientação do Prof. Dr. Humberto Perinelli Neto da disciplina Conteúdo e Metodologia do Ensino de História e Geografia:

Praça Rui Barbosa – São José do Rio Preto – SP – Brasil:

Sociabilidades Rurais: Produções Agropecuárias:

Logradouro Público: Rua Bernardino de Campos:

Estrada de Ferro Araraquarense:

Boas férias a tod@s! Prof. Fábio Fernandes Villela.

Ecos da Paulistânia

Ecos da Paulistânia

Ecos da Paulistânia é uma apresentação musical inspirada em histórias sobre a formação da Paulistânia Caipira.

Segundo Darcy Ribeiro, em seu livro  ”O Povo Brasileiro”, a Paulistânia é uma área cultural que abrange o centro-sul do Brasil, desde São Paulo, Espírito Santo e estado do Rio de Janeiro, na costa, até Minas Gerais e Mato Grosso, estendendo-se ainda sobre as áreas vizinhas do Paraná.

Desde sempre, a Paulistânia Caipira vem recebendo gente de todos os cantos do mundo que trouxeram de longe suas culturas e modos de vida, suas violas, sanfonas e tambus, seus cantos, ritmos e histórias. A aproximação desses povos com os Filhos dessa Terra foi inevitável, e foi através de conflitos, da dor e também do amor que os povos nativos e os povos do além-mar uniram seus cantos, suas danças, seus ritos e ritmos para amenizar as dores do parto de um povo novo.
 
O relacionamento entre povos de origem tupi e portugueses, as bandeiras, o ciclo do ouro, a origem da cultura caipira, a implantação das fazendas de café e o êxodo rural são momentos históricos fundamentais na formação da cultura dessa região. Inspirado em histórias desses momentos, o espetáculo apresenta arranjos de cantigas de manifestações culturais como a Congada, a Folia de Reis e o Vissungo; estilos musicais como a Guarânia e a Moda de Viola; além de canções próprias e de grandes compositores brasileiros que dialogam com o tema sugerido.

Os temas musicais são permeados de histórias que situam o público, de forma poética, no contexto de cada passagem histórica.

Em 2008, esse projeto musical foi contemplado pelo edital PAC da Secretaria de cultura de Estado de São Paulo e circulou cidades no interior e CEUs na capital paulista

Segue texto do Doutor Salomão Jovino sobre o espetáculo:

“A Paulistânia não foi nem é um espaço geográfico, é uma quimera literária e no entanto, não o é enquanto fato cultural, esta mais ligada à uma projeção identitária de hoje para futuro, do que uma real experiência histórica da passado  e nisso reside sua beleza e vitalidade. Pra mim é estimulante apreender de que maneira, jovens paulistas movidos por um sentimento de inconformismo diante da sociedade em que vivem se lançam em um projeto estético hercúleo de pesquisa que visa a (re)valorização do passado.

Eles (vocês) capturam elementos da cultura musical, instrumentos, modos, motes, sonoridades, articulam com fragmentos da literatura histórica, antropológica e sociológica( que também sonhou compreender esse país) para construir uma narrativa vivas, coloridas, totalmente nova, sem ser inovadora, amplamente reconhecível sem ser piegas, culturalmente paulista sem ser excludente.

Ansiamos por isso, um olhar capaz de fazer nossa conciliação com nossas próprias origens e nos remeter prum futuro de múltiplas identidades intercambiáveis e em movimento e um gozo de plena cidadania. Parabéns.”

Ficha Técnica

“O projeto Ecos da Paulistânia foi inspirado na obra de Darcy Ribeiro e Kaká Werá e é dedicado à esses grandes autores brasileiros. Dedicamos também, especialmente aos nossos ancestrais que fizeram de sua vida a nossa história.”

Arranjos e Atuação Artística:
Leandro Pfeifer (Vocal, Compositor, Violão, Cavaquinho e Percussão).
Domingos de Salvi (Viola Caipira)
Tatiana Zalla (Vocal e Contadora de Histórias)
Rosângela de Macedo Santos (Vocal e Percussão)
Felipe Soares (Sanfona e Percussão)
Melina Cabral (Percussão e Vocal).

Concepção do Projeto: Leandro Pfeifer .
Produção: Leandro Pfeifer e Tatiana Zalla.
Pesquisa: Leandro Pfeifer, Tatiana Zalla, Domingos de Salvi e Rosângela Macedo. Organização de textos (espetáculo e divulgação): Tatiana Zalla e Leandro Pfeifer.
Arte final do cartaz: André Lau.
Fotos para o cartaz: André Dib.
Iluminação: Beatriz Fortes.
Bibliografia Principal: O Povo Brasileiro (Darcy Ribeiro), Tupã Tenondé e Terra dos Mil Povos (Kaká Werá).

Ecos da Paulistânia

Músicas e texto podem ser acessados em: http://www.encantoria.com/ecosdapaulistania

Prefeitura de Araraquara inaugura Primeira Creche do Campo

On abril 5, 2011, in EduCoop, Geo, Gepedoc, RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

Em Solenidade que contou com a presença de mais de 600 pessoas, o prefeito Marcelo Barbieri inaugurou a primeira creche do campo da região de Araraquara

Com um público de mais de 600 pessoas, entre autoridades e comunidade local, que lotaram o espaço reservado para a solenidade de inauguração, a Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal da Educação, entregou nesta terça-feira (22) a primeira unidade de educação infantil do campo, no Assentamento Bela Vista.

O novo prédio, anexo, à Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Hermínio Pagotto, que leva o nome do ex-deputado estadual Waldyr Alceu Trigo, recebeu o investimento de R$ 650 mil para a construção e atenderá, já a partir desta quarta-feira (23), crianças de zero a cinco anos filhos dos assentados e dos moradores dos lotes próximos à Fazenda Bela Vista, que receberão também o transporte escolar gratuito.

Para o prefeito Marcelo Barbieri, a entrega da creche, que integra o complexo educativo do campo, atende a uma reivindicação antiga e justa. O Assentamento Bela Vista merece ser valorizado como investimento público que garanta o acesso à saúde, lazer, trabalho e educação. Uma creche aqui representa, entre outras inúmeras vantagens, mais renda, pois permite que a mãe também trabalhe no campo e colabore com a renda da família, falou o prefeito.

Toda mãe tem o direito de deixar seu filho em num local adequado, onde possa se alimentar bem, dormir, brincar e aprender. Nesta unidade, assim como em todas as creches de Araraquara, as crianças também terão acesso aos laboratórios de informática equipados com o que há de mais moderno em computadores e à lousa digital, pois estamos investindo em Educação para todos, sem exceção, e os alunos dos assentamentos têm e merecem este direito, afirmou Marcelo.

O secretário municipal da Educação, Orlando Mengatti Filho (Nino), destacou as melhorias feitas na área rural como meio de inclusão. É impossível aceitar que a mulher do campo não tivesse os mesmos direitos que a da cidade. Por isso, o prefeito Marcelo tem a preocupação de resgatar a dignidade dessas pessoas, garantindo justiça na igualdade dos direitos. Prova disso é a entrega desta creche, assim como fez na implantação de internet banda larga que tirou a divisão que existia entre os moradores do campo e da cidade, um março na história deste assentamento, declarou Nino.

Para o vereador presidente da Câmara Municipal, Aluisio Braz (Boi), o prefeito Marcelo prova a cada dia que governa para toda a cidade sem distinção, levando serviços onde quer que precise. Vejo as estruturas, equipamentos, internet, formação para professores – tudo de primeira qualidade. Com isso, ele está construindo uma história de melhorias e respeito que jamais serão esquecidas pelos moradores do assentamento e de toda a cidade, aclamou o vereador.

O coordenador de Ensino do Interior, Rubens Mandetta, agradeceu pela oportunidade de participar, em nome do secretário Estadual da Educação, da conquista do benefício. Ficamos satisfeitos e emocionados quando vemos um prefeito como o Marcelo, que tem comprometimento com seus ideais e luta a vida toda por eles. Agradeço pela oportunidade de estar aqui presenciando este grande avanço na educação de Araraquara, declarou.

A festa realizada pela equipe da escola para receber o prefeito, comunidade e autoridades, liderada pela diretora do complexo educativo do campo no Bela Vista, Adriana Morales Caravieri, contou com apresentação dos alunos em diversas coreografias que remetem à origem rural da comunidade, com músicas e poemas que resgatam as origens do Assentamento e de trabalhadores que usam a terra como matéria-prima.

Concretização de um sonho

Os investimentos da Prefeitura na educação do campo inserem Araraquara em um cenário diferente da realidade apresentada no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pnera) apenas 5% das crianças até os seis anos de idade freqüentam escolas da educação infantil no campo, e somente 3% estão em creches.

Apenas nos assentamentos do Brasil, há 800 mil famílias. São 6.500 assentamentos, nos quais a maior parte das crianças não tem garantido o direito de aprender e a resolução que estabelece as diretrizes nacionais para a educação infantil do campo reafirma o direito de as crianças freqüentarem escolas próximas às suas residências.

De acordo com a diretora Adriana, mesmo com as dificuldades reconhecidas, foi constatado que a educação infantil no município de Araraquara vive um momento ímpar, pois, de acordo com ela, a comunidade escolar, as famílias dos assentamentos, apoiados pelo governo municipal, procuraram a oferta do atendimento de creche e de pré-escola e o poder público, sensibilizado com a necessidade e consciente de sua responsabilidade, se organizou para atender essas demandas.

Hoje temos esta inauguração que vem coroar os anseios e as lutas de uma comunidade que por duas décadas vem pleiteando do poder público a efetivação desse direito, destacou Adriana. Percebemos o alto grau de comprometimento e dedicação do prefeito e secretários com a causa do povo, nos trazendo ainda mais admiração, acrescentou a diretora.

A gerente de Educação Infantil, Viviane Cereda, destacou os desafios da nova unidade. Sempre que começamos uma obra de construção ou reforma duas palavras me vêm à cabeça: desafio e superação, pois procuramos o melhor, tanto na organização dos espaços como no mobiliário, equipamentos e brinquedos. Isso porque acreditamos que cada criança merece o que de melhor pudermos oferecer. Essa escola nos proporciona um desafio especial, pois aliamos a nossa experiência em educação infantil à experiência em ensino no campo, muito bem conduzido pela diretora, há mais de dez anos aqui, disse Viviane.

Estrutura

A área de aproximadamente 15 mil m², distante mais de 20 quilômetros da cidade, possui agora um complexo educativo no campo com uma estrutura completa para atendimento na Educação Básica. O investimento nesta obra, segundo o secretário de Obras, Valter Rozatto, somando à construção da creche e às melhorias feitas na EMEF, é de cerca de R$ 900 mil.

O prédio conta com um berçário com lactário e sala de banho; sala de multimeios com cantinho de brinquedo, fantasia e TV e espaço para repouso; sala para atividades com mesas e cadeiras, espaço para jogos e cantinho de leitura; lavanderia com depósito; sanitários com acessibilidade; depósito; e amplo espaço de convivência.

A EMEF também recebeu diversas melhorias. A cozinha que atenderá as duas unidades foi ampliada e passou por reforma geral, incluindo as despensas, colocação de forro de PVC no refeitório e pintura geral da unidade. Na área externa, foi construído um quiosque para atividades e eventos, além de duas passarelas – interligando as unidades (CER E EMEF) e, também, interligando o prédio da escola à quadra de esportes e à área de laboratórios.

Toda a área livre do complexo educativo do campo foi revitalizada. O espaço recebeu novo gramado e serviços de paisagismo. A quadra de esportes também passou por reforma no ano passado e recebeu pintura completa e iluminação.

Waldyr Alceu Trigo

O CER recebeu o nome de Waldyr Alceu Trigo, grande apoiador do Assentamento Bela Vista.

O prefeito Marcelo lembrou da luta que o ex-deputado travou junto ao governo estadual para garantir aos assentados o direito à terra. O Waldyr sempre acompanhou o processo de evolução deste assentamento, trabalhando conosco em prol de melhorias para os moradores e brigando junto ao Governo pelo direito à terra. Sempre lutamos pela democracia no país e, desde jovem, tivemos grandes ícones nesta batalha, como o Waldyr, que nos serviu de referência pelo compromisso e pela seriedade, falou.

Presente no evento, o filho de Waldyr, Fabiano Trigo, destacou a alegria em receber a homenagem em nome da família. Meu pai se dedicou muito ao assentamento Bela Vista, pois tinha o sonho de melhorar as condições de quem mora no campo. Estar aqui hoje, vendo esta escola com toda a estrutura que vai garantir um futuro digno para as crianças, vejo que a luta dele valeu a pena, falou emocionado.

Além de médico, farmacêutico-bioquímico e biomédico, Waldyr foi prefeito de Sertãozinho entre 1977/1982, e deputado estadual em 1983/1987 e 1987/1991. Eleito constituinte com 59.094 votos fez parte das Comissões Permanentes de Saúde, Trabalho, Fiscalização e Controle da Assembléia Legislativa e, na Constituinte, foi membro efetivo da Comissão da Ordem Econômica e Social e suplente das comissões do Poder Executivo e de Sistematização.

Extraído de: Prefeitura Municipal de Araraquara  -  22 de Março de 2011