Alfabetização e Letramento na EJA – 2

On novembro 26, 2016, in EduCoop, by Fábio Fernandes Villela

Bom dia amig@s da EJA! Tudo bem?

Esta é a área para a postagem do módulo 2 do curso: “Alfabetização e Letramento na EJA”. Vocês devem fazer uma reflexão, no máximo 2 parágrafos, sobre a temática abordada nesse módulo, a partir da leitura do livro da bibliografia do curso:

* TFOUNI, Leda Verdiani. Letramento e alfabetização. São Paulo: Cortez, 2002.

Como atividade complementar os participantes podem ver o documentário sobre histórias de vida, formação de professores e os desafios do trabalho docente abaixo:

(1) Escola Quilombo: Educação Cultivada. (Brasil, 2015, 40 min., colorido), direção: Alexandra Duarte.

Documentário com narrativas de educadores sobre a realidade de estudo e trabalho em escolas públicas instaladas em Comunidades Quilombolas “Kalunga do Mimoso” e “Lagoa da Pedra”, na região de Arraias, estado do Tocantins. Foca histórias de vida e formação de professores e os desafios do trabalho docente em meio ao cotidiano pedagógico em escolas rurais. Produção do Observatório da Educação do Campo / Universidade Federal do Tocantins – UFT. Duração: 40 minutos. Realização: Observatório da Educação do Campo / Universidade Federal do Tocantins – UFT. Produção Co.Inspiração Amazônica Filmes. Coordenação e Produção: Raquel Alves de Carvalho e Idemar Vizolli. Direção Geral, Imagens e Edição: Evandro Medeiros. Direção de Fotografia e Imagens: Alexandra Duarte.

- Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZUqbAPy5bzw

Bom trabalho! Prof. Fábio Villela.

Prancha elaborado pelo arquiteto Hamilton Foz para o Assentamento Reunidas – Promissão – SP – Brasil (Fonte: Juliana Foz: http://malemolencia-juh.blogspot.com.br/)

Boa noite amig@s do Mutirão! Tudo bem?

Gostaria de convidar a tod@s para o curso de extensão temático: “Educação do Campo, Novas Tecnologias e Cultura Ambiental em Assentamentos de Reforma Agrária”. O curso tem carga horária: 16 (dezesseis) horas/aula, sendo 04 (quatro) horas de aulas teóricas e 12 (doze) horas de aula-prática (haverá excursão didática ao Assentamento Reunidas em Promissão – SP). O número de vagas é mínimo de 05 (cinco) e máximo de 40 (quarenta),  público-alvo: alunos do IBILCE/UNESP e comunidade em geral. Até lá! Prof. Fábio Fernandes Villela.

Objetivo do curso: O estudo dos assentamentos de reforma agrária adquire cada dia maior importância nos dias de hoje, especialmente no estado de São Paulo, pois trata-se de um espaço para onde convergem diversos fatores, tais como: conhecimentos populares, hábitos, usos e costumes que distinguem determinada comunidade. Trata-se de um patrimônio material e imaterial acumulado e que com o passar do tempo, poderá auxiliar no desenvolvimento de novas experiências de assentamentos de reforma agrária. A preservação dessas tradições poderá manter-se ou desaparecer em função das políticas aplicadas. O objetivo deste curso é elaborar estratégias de preservação dessas tradições através da capacitação de promotores da cultura ambiental de assentamentos de reforma agrária. Os objetivos específicos são: 1 – realizar uma análise da situação da cultura ambiental de uma comunidade, o Assentamento Reunidas, em Promissão – SP, 2 – formar promotores culturais, 3 – elaborar estratégias de preservação a cultura ambiental ao nível da comunidade, 4 – gerenciar estratégias de preservação da cultura ambiental através do uso das novas tecnologias aplicadas à educação do campo, especificamente o blog Centro de Estudos e Culturas do Mundo Rural (www.cecmundorural.com.br), do proponente deste curso.

Conteúdo Programático:

1 – Conceitos Fundamentais sobre educação do campo, novas tecnologias e cultura ambiental.

2 – Aspectos Teórico-Metodológicos da cultura ambiental do promotor cultural ao nível comunitário.

3 – Capacitação ambiental para o promotor cultural de assentamentos de reforma agrária.

4 – Estratégias de preservação da cultura ambiental através do uso das novas tecnologias aplicadas à educação do campo.

Câmpus de São José do Rio Preto

INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS, LETRAS E CIÊNCIAS EXATAS – STA

Rua Cristóvão Colombo, 2265, Jardim Nazareth, CEP. 15054-000, São José do Rio Preto/SP

Tel. (0xx17) 3221-2428 / (0xx17) 3221-2318 e-mail: sta@ibilce.unesp.br / www.ibilce.unesp.br

Executores: Prof. Dr. Fábio Fernandes Villela – coordenador e ministrante (16 horas) – IBILCE/UNESP.

Período e local de realização: Aulas teóricas: 03 e 10 de dezembro de 2012 (segundas-feiras) das 17h às 19h no Laboratório de Ensino da Pedagogia. Aula prática: 16 de dezembro de 2012 (domingo) excursão didática ao Assentamento Reunidas em Promissão – SP. Local de inscrição: Seção Técnica de Comunicações do IBILCE/UNESP.

ATENÇÃO PARA O PERÍODO DE INSCRIÇÕES

Período de Inscrição:

De 19 a 23 de novembro de 2012 – inscrições exclusivas para graduandos do Curso de Pedagogia do IBILCE/UNESP.

De 26 a 27 de novembro de 2012 – inscrições abertas para demais alunos do IBILCE/UNESP.

De 28 a 30 de novembro de 2012 – inscrições abertas para a comunidade em geral.

Condições para inscrição: Para os alunos de graduação do IBILCE/UNESP será necessária a apresentação de xerox do histórico escolar no ato da inscrição. Documentos necessários para inscrição: Cópia do RG, ficha de inscrição a ser preenchida na Seção Técnica de Comunicações da UNESP/IBILCE, recolhimento da taxa regulamentar da UNESP e documento que comprove atendimento ao item “Condições para inscrição”.

Custo: Será cobrada apenas a taxa regulamentar da UNESP, vigente à época das inscrições, a ser paga na Seção Técnica de Finanças do IBILCE/UNESP. Bolsas: Não há necessidade de bolsas, uma vez que o curso não prevê pagamento de mensalidades. Frequência mínima obrigatória: mínimo 70%. Maiores informações: Telefones (17) 3221-2320 ou 3221-2318.

Seção Técnica Acadêmica do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas do Câmpus de São José do Rio Preto, 18 de outubro de 2012.

Imagem do projeto Biota Cerrado – USP – Assentamento Reunidas – Promissão – SP

APOIO: Instituto Cultural Lyndolpho Silva

http://www.iclyndolphosilva.net

Curso de Extensão: Arte, Cinema e Educação do Campo na Unesp de Rio Preto

On outubro 16, 2012, in Gepedoc, by Fábio Fernandes Villela

(Foto: W. Guimarães)

Bom Dia Car@s Amig@s do Mutirão! Tudo bem?

Gostaria de convidar a tod@s para o curso de extensão temático: “Arte, Cinema e Educação do Campo”, com carga horária de 08 (oito) horas/aula e número de vagas: mínimo de 05 (cinco) e máximo de 40 (quarenta). O curso tem como público-alvo os alunos do IBILCE/UNESP e a comunidade em geral. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

Objetivos do curso: A vivência da linguagem visual é uma questão central para a formação de pessoas capacitadas a lidar com a interface arte, cinema e educação do campo. Os educadores são porta-vozes de visões de mundo, transmissores de comportamentos, interferindo direta e ativamente nos modos de socialização dos indivíduos e a vivência prática da linguagem visual é um pressuposto básico no cotidiano destes educadores. O objetivo principal deste curso é oferecer aos alunos do IBILCE/UNESP, especialmente os de Pedagogia, e a comunidade em geral, a possibilidade de adquirir uma vivência de linguagem visual na área de cinema e educação do campo. Os objetivos específicos do curso são:

1.Desenvolver um conjunto de conhecimentos que possibilitam a criação de propostas pedagógicas que tenham a arte, o cinema e a educação do campo como eixo que permeia e integra as diversas áreas do currículo escolar,

2. Propor maneiras de aperfeiçoar a qualidade educativa do ensino e aprendizagem das Artes Visuais na escola,

3. Compreender a educação do campo, sua pedagogia, seu “método” de ensino-aprendizagem, especialmente aplicado ao campo das Artes Visuais (Cinema),

4. Capacitar os alunos para trabalhar com as Artes Visuais tendo a filmografia sobre Educação do Campo como suporte teórico-prático.

Conteúdo:

1 – Conceitos Fundamentais de Arte e Educação.

2 – Aspectos Teórico-Metodológicos da Interface Cinema e Educação do Campo.

3 – Análise da Filmografia sobre Educação do Campo.

Executores: Prof. Dr. Fábio Fernandes Villela – coordenador e ministrante (08 horas) – IBILCE/UNESP.

Período e local de realização: de 05 a 26 de novembro de 2012, às segundas-feiras das 17h às 19h, no Laboratório de Ensino da Pedagogia do IBILCE/UNESP.

Local de inscrição: Seção Técnica de Comunicações do IBILCE/UNESP. Câmpus de São José do Rio Preto

INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS, LETRAS E CIÊNCIAS EXATAS – STA

Rua Cristóvão Colombo, 2265, Jardim Nazareth, CEP. 15054-000, São José do Rio Preto/SP

Tel. (0xx17) 3221-2318 / e-mail: sta@ibilce.unesp.br / www.ibilce.unesp.br

ATENÇÃO PARA O PERÍODO DE INSCRIÇÕES:

De 15 a 22 de outubro de 2012 – inscrições exclusivas para graduandos do Curso de Pedagogia do IBILCE/UNESP.

De 23 a 26 de outubro de 2012 – inscrições abertas para demais alunos do IBILCE/UNESP.

De 29 a 31 de outubro de 2012 – inscrições abertas para a comunidade em geral.

Condições para inscrição: para os alunos de graduação do IBILCE/UNESP será necessária a apresentação de xerox do histórico escolar no ato da inscrição. Documentos necessários para inscrição: Cópia do RG, ficha de inscrição a ser preenchida na Seção Técnica de Comunicações da UNESP/IBILCE, recolhimento da taxa regulamentar da UNESP e documento que comprove atendimento ao item “Condições para inscrição”.

Custo: será cobrada apenas a taxa regulamentar da UNESP, vigente à época das inscrições, a ser paga na Seção Técnica de Finanças do IBILCE/UNESP.

Bolsas: não há necessidade de bolsas, uma vez que o curso não prevê pagamento de mensalidades.

Frequência mínima obrigatória: mínimo 70%.

Maiores informações: Telefones (17) 3221-2318.

Seção Técnica Acadêmica do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas do Câmpus de São José do Rio Preto, 15 de outubro de 2012.

APOIO: Instituto Cultural Lyndolpho Silva

http://www.iclyndolphosilva.net

Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem?

Gostaria de partilhar com todos que nosso Projeto de Extensão, desenvolvido no Distrito de Talhado em São José do Rio Preto – SP – Brasil, foi apresentado no Programa “Nosso Campo” da TV TEM.  O objetivo central do projeto, em 2011, foi desenvolver tópicos da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, através do Blog de Aula – Mutirão de Sociologia, para alunos que manifestarem interesse, regularmente matriculados, na escola pública Prof. Dr. João Deoclésio da Silva Ramos, situada no distrito de Talhado, em São José do Rio Preto (SP), de forma experimental, e depois estender a experiência para outras escolas estaduais que tiverem interesse. Vc podem assistir a reportagem através do link abaixo.

Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

Acesse a reportagem sobre o Blog de Aula – Mutirão de Sociologia no Programa “Nosso Campo” da TV TEM:

http://www.youtube.com/watch?v=a3eYOhobHD8

José Antonio da Silva – Bois – 22 x 30 cm – guache sobre papel – 1985

Bom Dia Amigos da Coopec! Tudo bem?

Este é o local da atividade da oficina de leitura do livro “Boi, Boiada, Boiadeiro” de Ruth Rocha e José Antonio da Silva. Vamos produzir um pequeno texto na categoria “Educação Cooperativa” do Blog de Aula – Mutirão de Sociologia do Prof. Fábio Fernandes Villela (Unesp – Rio Preto). O livro Boi, Boiada, Boiadeiro, “tem boi, gosto de goiaba, de cana, de jabuticaba; tem música, festa, alegria e tristeza também, tudo feito com a poesia de Ruth Rocha e quadros de José Antonio da Silva”. A ideia central desta oficina é oferecer atividades que oportunizam a vivência de atitudes e valores de cooperação e cidadania. A pergunta que gostaria que respondessem no blog é a seguinte: o que vcs consideram mais importante no trabalho de cooperação destes 2 grandes artistas brasileiros: Ruth Rocha e José Antonio da Silva?  Um grande abraço a tod@s, Prof. Fábio Fernandes Villela.

Blog de Aula – Mutirão de Sociologia no Programa “Nosso Campo” da TV TEM

On dezembro 6, 2011, in RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem?

Gostaria de partilhar com todos que nosso Projeto de Extensão, desenvolvido no Distrito de Talhado em São José do Rio Preto – SP – Brasil, foi apresentado no Programa “Nosso Campo” da TV TEM.  O objetivo central do projeto, em 2011, foi desenvolver tópicos da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, através do Blog de Aula – Mutirão de Sociologia, para alunos que manifestarem interesse, regularmente matriculados, na escola pública Prof. Dr. João Deoclésio da Silva Ramos, situada no distrito de Talhado, em São José do Rio Preto (SP), de forma experimental, e depois estender a experiência para outras escolas estaduais que tiverem interesse. Vc podem assistir a reportagem através do link abaixo.

Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

Blog de Aula – Mutirão de Sociologia no Programa “Nosso Campo” da TV TEM:

http://www.temmais.com/nossocampo/interna_detalhe.aspx?editoria_id=6371&menu_id=33

O Menino da Porteira: um Cinema Popular Brasileiro

On outubro 11, 2011, in RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

 

Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem? 

O filme “O Menino da Porteira” ganhou um remake em 2009.  A primeira filmagem do clássico da música sertaneja “O Menino da Porteira” foi feita em 1976. “O Menino da Porteira” é um “Cururu” da autoria de Teddy Vieira e Luizinho (da dupla Luizinho & Limeira). Foi gravada originalmente em 1955 por Luizinho & Limeira. Dois filmes foram feitos com o título “O Menino da Porteira”. O primeiro estrelado por Sérgio Reis em 1976 e o segundo pelo cantor Daniel em 2009. O cinesta Jeremias Moreira no texto abaixo explica porque refilmou “O Menino da Porteira”.  Vejamos a sua argumentação. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

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Letra da Música “O Menino Da Porteira”  (Teddy Vieira e Luizinho)

 

Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino

de longe eu avistava a figura de um menino

que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo:

- Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo.

Quando a boiada passava e a poeira ia baixando,

eu jogava uma moeda e ele saía pulando:

- Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando

pra aquele sertão à fora meu berrante ia tocando.

Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontrei,

mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei

Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei

Vendo a porteira fechada o menino não avistei.

Apeei do meu cavalo e no ranchinho a beira chão

Ví uma mulher chorando, quis saber qual a razão

- Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão!

Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração!

Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem

quando passo na porteira até vejo a sua imagem

O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem

Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem.

A cruzinha no estradão do pensamento não sai

Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais

Nem que o meu gado estoure, e eu precise ir atrás

Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais.

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O Menino da Porteira com Sergio Reis: http://www.youtube.com/watch?v=jaYLzTs4mbY

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Sinopse do Filme “O Menino da Porteira” (2009)

Interior do sudeste do Brasil, anos 50. Diogo é um peão de boiadeiro calado, introspectivo, mas de enorme coração. Quando solta a voz na cantoria, todos se encantam. Ao tocar uma grande boiada para a Fazenda Ouro Fino, de propriedade do truculento Major Batista, Diogo passa pelo Sítio Remanso, de Otacílio Mendes, onde conhece e trava amizade com Rodrigo, o menino da porteira. Porém, Otacílio é inimigo político do Major, e Diogo logo percebe a forte tensão que existe pela região. Chegando ao vilarejo, Diogo é procurado por um grupo de pequenos sitiantes que lhe revelam a maneira predatória e violenta como o Major domina o lugar, forçando os criadores a vender gado e terras pelo preço que impõe. Contra os que se recusam, ele costuma usar a violência de seus capangas. Diogo aceita levar o rebanho dos pequenos criadores para ser vendido em melhores condições, em outra região. O Major reage de maneira brutal. A situação entre Diogo e o Major fica cada vez mais insustentável. A cidade está dividida, o clima é de guerra e as consequências serão tragicamente inevitáveis. E como se tudo isso não bastasse, Diogo ainda se encanta com Juliana, a bela enteada do Major. O amor que surge entre eles provoca ainda mais a ira do tirano local.

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Porque refilmar O Menino da Porteira (Jeremias Moreira)

O folder do nosso filme “O Menino da Porteira” inicia-se com o texto “Por um cinema popular brasileiro” porque acreditamos que cinema é, sobretudo uma arte que se faz para o grande publico.

Por isso nos propusemos a praticar um cinema popular. Popular pela narrativa simples e direta, popular no sentido de atrair, também a população periférica e de baixa renda, popular ao escolher temas que motivem o espectador eventual a entrar no cinema.

O cinema brasileiro atravessa uma fase em que se tornam necessários, também, filmes voltados ao mercado e que reencontre o sucesso popular que viveu em muitos momentos. Como por exemplo, com as produções da Cinédia; da Atlântida, com Oscarito e Grande Otelo; da Vera Cruz, com os fenômenos “Mazzaropi” e “O Cangaceiro”. E durante os anos 70 com “Mazzaropi”, “Os Trapalhões” e os “Sertanejos” e que foi retomada em 2005 com “Dois Filhos de Francisco”.

Paulo Emílio Salles Gomes, era um defensor da idéia de cinema popular. E disse, em entrevista à revista Cinegrafia, o seguinte: “Se o pessoal que preparou a Vera Cruz tivesse se preocupado mais cedo em encontrar um ator que fosse a emanação do teatro ligeiro, do mambembe brasileiro, como o Mazzaropi e se tivesse descoberto o veio do cangaço, também antes, e caminhasse mais nestas duas direções, eu penso que a Vera Cruz poderia ter enfrentado melhor as pressões do comercio cinematográfico”.

É nesta tradição de cinema popular que se insere nosso projeto. E meus filmes anteriores parecem confirmar que este é um bom caminho (os três atraíram, só nas salas de cinema, cerca de 7 milhões de espectadores, sendo que apenas o O Menino…, em torno de 4 milhões).

Cinema popular não significa cinema mal feito e apelativo. Significa para mim, antes de tudo, cinema que tenha vínculos com a vida, e por opção minha, com a vida simples do homem que tem ligação afetiva e de sobrevivência com a terra. O homem do interior, o homem do campo.

A historia d`O Menino da Porteira, que fala a música, é um pretexto para falarmos de gente, construir personagens que existem e que estão no imaginário do povo e com os quais ele se identifica. Gente que trabalha, se diverte, ama, odeia, sofre, luta, ganha, perde, e que tem como pano de fundo o vilarejo e o campo. Um microcosmo da política e da economia do país nos anos 50. É desse homem simples, com opiniões fortes, mas quase singelas, que desejo falar.

O paulista mameluco, resultante da miscigenação do português, do índio e do africano, se constituiu como tipo, vivenciou as transformações sociais e econômicas desse interior paulista e deixou raízes – o estilo de vida caipira.

A cultura caipira secular, por mais que se transforme com a modernidade, continua enraizada no modo de ser e agir do homem do interior. A partir dos anos 50, a cultura caipira se disseminou e influenciou o comportamento de um vasto segmento de brasileiros e a música talvez seja a sua expressão mais abrangente.

A evolução sócio-econômica do caipira, enfocada por Antônio Cândido em “Parceiros do Rio Bonito” e por Darcy Ribeiro em “O Povo Brasileiro”, talvez seja o assunto principal do nosso filme, embora citado de modo simples e direto. Coube, porém, tratá-lo de modo verossimilhante como estrutura dramática do roteiro.

Para construção desses personagens conto com a minha história de vida (sou caipira de Taquaritinga), mas também com textos de Waldomiro Silveira e Cornélio Pires que criaram histórias, tipos e personagens extraídos deste contexto caipira.

Portanto, a narrativa adotada no filme será simples, direta e pela verossimilhança. Vejo a verossimilhança como uma opção de liberdade criadora que se situa entre o estereótipo, que queremos fugir, e o realismo, que nem sempre é suficiente para representar a própria realidade.  

Em relação a um conceito fotográfico para o filme, penso numa luz que seja “definidora” de um ambiente rude, empoeirado e causticante e onde pulsam vivências de gente com fortes ligações com a terra.

Rodrigo Naves, no artigo “O Sol no Meio do Caminho” refere-se à luz de Almeida Junior, como “…luz do sol que age sem piedade…” e mais à frente “O sol é o grande personagem deste ‘Caipira picando fumo’..”..

O caipira é tema recorrente na pintura de Almeida Junior e, sem dúvida, sua obra será fonte de referência para composição estética de personagens e ambientações mas, principalmente para conceituar esse tipo de luz “definidora”, ou “uma luz como instrumento do olhar”,como diz Naves, que dê ao ambiente rural caráter e personalidade. 

Nosso filme será rodado no interior do estado de São Paulo, nas regiões de Brotas e Paulínia. Vamos aproveitar cerca de 800 moradores destas cidades como figurantes e pequenos papeis. Diversas fazendas e sítios servirão de locações e cenários. Vamos utilizar serviços de hotelaria, alimentação e transporte. Serão utilizados cerca de 100 cavalos e burros e 4.000 cabeças de gado e o respectivo pessoal para manuseio.

Esses números dão idéia do impacto econômico e geração de emprego temporário que o filme produzirá na região.

A cidade de Paulínia criou o Paulínia Magia do Cinema, um Pólo de fomento ao cinema brasileiro, do qual nosso projeto é um dos contemplados.

Assim como os tradicionais apoiadores de nosso cinema, onde o BNDES se insere, uma cidade do interior, como Paulínia, criar um Pólo Cinematográfico, com leis municipais de apoio e fomento à produção, é como um oásis que ganha importância para nosso cinema e que merece se consolidar.

Assim como a combinação O Menino da Porteira/Sérgio Reis foi fundamental para o sucesso do primeiro filme, a associação que fazemos agora com o grande ídolo da música sertaneja Daniel, também é uma estratégia de marketing.

Daniel nasceu em Brotas, interior de São Paulo e tem fortes ligações com a música sertaneja de raiz. Nasceu e cresceu impregnado de cultura caipira.

Além disso, em teste pelo método de Viola Spolin, Daniel revelou-se um ator intuitivo de muita sensibilidade. Acredito que após a preparação do elenco estará apto a dar verdade ao personagem do boiadeiro Diogo e, ao encabeçar o elenco do filme, será um reforço a mais na proposta de filme popular.

Gostaria de falar da nossa capacidade de realização. A minha, como diretor: Fui assistente de direção de Luis Sergio Person e Roberto Santos, fui diretor de produção e montador de diversos filmes de publicidade e de longa metragem, dirigi 3 filmes de longa metragem e uma série na TV Cultura de SP. Atuo no mercado de cinema publicitário desde 1980, segmento em o Brasil está entre os quatro melhores do mundo em qualidade, e onde realizei cerca de 1500 filmes. Já fui premiado com o Leão de Ouro no festival de Cannes e Gran-Prix nos de Gramado e Mar Del Prata.  Tenho como ponto forte no meu trabalho a direção de atores e contar histórias. Entre 1970 e 73 fui aluno de interpretação de Eugênio Kusnet, sempre com foco na direção de atores. Ao longo dos anos aprimorei um processo de interpretação com “não-atores” numa mistura dos métodos de Stanislavisk e de Viola Spolin, que me valeu, durante muitos anos, ser considerado o melhor diretor de filmes com crianças.

Moracy do Val, o produtor executivo e co-produtor do projeto é jornalista e produtor cultural. Participou das fundações dos teatros Oficina, Gazeta e Procópio Ferreira. Co-produziu as peças “A Ratoeira”, “Godspell” e “Hair” e os shows “Noite de Bossa” no Teatro de Arena. Co-produziu, também seis filmes de longa-metragem e foi o responsável por um dos maiores fenômenos do show-business brasileiro, o grupo Secos & Molhados.

A JerêFilmes, produtora responsável, atua no mercado publicitário desde 1992 e já realizou filmes para clientes como, Nestlé, Banco do Brasil, Fleyshman-Royal, Sadia, UniLever, Epson e Coca-Cola, entre outros. Alguns, no contexto de campanhas com custos significativos. Portanto, é uma produtora que está habituada a trabalhos de grande porte e com altas cifras e que agora, com a realização deste filme, pretende, também atuar no mercado de conteúdo.

Em síntese, a primeira versão do filme “O Menino da Porteira” foi lançada nos cinemas em 1977 e constituiu-se num dos maiores sucessos de nosso cinema. O numero de espectadores aproximou-se de quatro milhões.

Em sua primeira exibição na TV Record, no domingo de 11 de outubro de 1981, o filme atingiu pico de audiência de 36 pontos, chegando a superar o Fantástico, segundo o IBOPE.

A música de Luizinho e Teddy Vieira, em que se baseou, é a mais gravada e a mais popular do repertório caipira. Sua letra serviu de argumento para o filme e fala de costumes e sentimentos vivenciados por antepassados de muitas famílias brasileiras, a maioria vivendo hoje nas grandes cidades e nas capitais. Um grande sentimento atávico une essas famílias a suas origens e provoca nostálgicas reminiscências.

Em 2008 o lançamento da versão original do filme completará 31 anos, havendo um enorme contingente de potenciais espectadores nascidos após o evento. Sem contar que pode trazer de volta aos cinemas parte dos milhões que assistiram àquela versão tanto no cinema, como na TV e em “home-vídeo”.

A música “O Menino da Porteira” continua a de maior sucesso dentro do gênero, apreciada e cantada pelas novas gerações e conservando o mesmo apelo popular da época do primeiro filme. O site Youtube registra mais de 500 vídeos de jovens cantando “O Menino da Porteira”.

Nestes trinta anos, também, o cinema como um todo e em especial o do Brasil passou por aprimoramento técnico-artístico sem precedente. O filme “O Menino da Porteira”, que é pioneiro e considerado um clássico no gênero, merece uma versão compatível com a consistência estética que o atual estágio de nossos realizadores e técnicos é capaz de dar.

Jeremias Moreira

19/03/2009

Texto retirado de: http://www2.uol.com.br/omeninodaporteira/

Tópicos da Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias 5

On outubro 11, 2011, in RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

Ciclo Arturiano

As referências mais antigas ao rei Artur situam-se cerca do ano 600 d. C., em dois poemas galeses. Mais tarde, na Historia Brittonum (História da Bretanha) do monge escocês Nennius do século IX, é apelidado de senhor dos exércitos, que numa só das batalhas matou novecentos e sessenta homens.

É conhecida a menção feita nas Mirabilia (Maravilhas) à pedra que tem a pegada que o seu cão Cabal deixou na caçada ao porco Twrch Twryth e o sepulcro de Amr, filho do rei. O rei Artur aparece como um juiz que milagrosamente se coloca do lado do Bem nas Vidas de Santos dos séculos IX e XII. Também se refere uma batalha, a de Camlann, na qual caíram Artur e Medrawd nos Annales Cambriae (Anais da Cambria) do século X.

É relatado num poema galês, no livro de Chrétien de Troyes e na Vita Gildae o reencontro de Artur com Gwenhwyfar (nome galês de Guinevere), sua mulher, que tinha sido raptada pelo rei do País do verão, Melwas. Os romances de Chrétien de Troyes e de Marie de France, dos séculos XII e XIII, lançaram as bases do mito da altura da Távola Redonda.

Foi quando Edmond Faral publicou A Lenda Artúrica, estudando a origem de textos latinos medievais que se falou pela primeira vez num Ciclo Arturiano. Neste livro se fala de obras como a Historiae Regum Britaniae (História do Reino da Bretanha) de Geoffroi de Monmouth, datada de 1137 e que relata as lendas das conquistas e da morte de Artur em 542 d. C.

Uma das origens indicadas para este Ciclo é a da fusão de lendas do século VI teriam levado para a Bretanha referentes um chefe guerreiro chamado Artur e de um deus celta chamado Artaius.

Em 1191 os monges da Abadia da Ilha de Glastonbury (que foi por alguns identificada com Avalon) declararam ter descoberto o túmulo de Guinevere e de Artur, causando grande agitação. Em 1278 os ossos foram transportados para uma nova sepultura e perdidos quando esta foi destruída durante a Reforma.

No poema de Chrétien de Troyes aparece como rei de Camelot, acompanhado por pelo sábio feiticeiro Merlim e rodeado de nobres cavaleiros que participam em grandiosas aventuras (como a da procura do Santo Graal). Entre estes cavaleiros, pertencentes à Távola (Mesa) Redonda, estão Lancelot, Gawain e Galahad.

Artur terá ganho o direito de ser rei depois de ter arrancado uma espada (Excalibur) que estava cravada numa rocha. Esta espada só podia ser retirada pelo herdeiro do rei Uther Pendragon, que seria o “verdadeiro rei”, e cortava qualquer material. Noutros contos diz-se que a Excalibur teria sido dada ao rei pela Dama do Lago.

Foi na batalha de Camlann contra o exército de Mordred que foi morto. Algumas versões dizem que apenas ficou ferido e foi depois transportado para a ilha de Avalon. Mordred é apresentado também como filho do incesto de Artur com a sua irmã e como Cavaleiro da Távola Redonda, tendo conseguido matar o pai porque este não usava a cota de malha que lhe dava a invencibilidade. A Távola Redonda teria sido o dote da rainha Guinevere, e o facto de ser circular evitava lutas pela precedência.

A história de Tristão e Isolda é também associada ao Ciclo Arturiano, apesar do rei Artur não desempenhar um papel muito importante. A queda de Camelot está diretamente ligada ao romance da rainha Guinevere com Lancelot.

A verdade é que não se sabe se as lendas referentes ao rei Artur e aos Cavaleiros da Távola Redonda foram inventadas e escritas por romancistas da Idade Média ou se têm origem em mitos populares transmitidos por via oral. O mais provável é que este Ciclo tenha surgido da mesma maneira que surgiu quase toda a literatura: juntavam-se vários elementos diferentes para criar uma história nova. A história da ida de Artur para Avalon reflete uma inconformidade comum a muitos povos, que não aceitam a desaparição do herói salvador acreditando que um dia voltará.

Artur tem a sua corte ou na Cornualha ou no Sudeste do País de Gales (conforme o mencionado em obras como Culhwch e Olwen), sendo caçador de bruxas, javalis mágicos, monstros, guerreiro que chefia um exército magnífico e heroico, generoso, destemido e protetor das mulheres, aventurando-se através de todos os enigmas para chegar aos mistérios do Além, parecendo-se assim aos Fianna irlandeses (exércitos nómadas e aventureiros, de hábitos severos, liderado por Finn mac Cumhal, do qual também se diz que voltará numa hora de necessidade). Estas características estão também presentes nos seus Cavaleiros, que vivem aventuras nobres, maravilhosas e arriscadas e quando cometem algum erro são repreendidos em público.

No Ciclo Arturiano estão representadas as três funções indo-europeias (o Conhecimento, o Combate e a Riqueza) nas aventuras dos heróis Peredur, Owain e Geraint. O Sonho de Rhonabwy, A Dama da Fonte, Lancelot, o Cavaleiro do Carro e a Lenda de Taliesin são outras lendas arturianas. Na catedral de Módena, em Itália, foi gravada no século XII, na arquivolta do portal virado a norte, uma cena que representa o ataque de um castelo pelo rei Artur e os seus cavaleiros. Este exemplo demonstra a importância que o tema atingiu.

Literatura Galega

A lírica trovadoresca galaico-portuguesa configura-se, provavelmente, como uma das mais originais e ricas do panorama trovadoresco e demarca, no século XIII, o momento álgido da literatura desta região. O mesmo não se pode dizer da narrativa, caracterizada por um desenvolvimento tardio que se deve a dois factores: a permanência do latim como veículo internacional de cultura e a crescente pressão do castelhano no mesmo registo. Em contrapartida, dispõe-se de um grande número de documentos notariais, actas de conselhos, ordenamentos, foros, etc, em língua galega. Esta situação resulta da falta de normalidade que caracterizou o desenvolvimento da língua galega e da própria estrutura política e social de base.

A prosa medieval galaico-portuguesa divide-se em três ciclos: o ciclo bretão, o clássico e o carolíngio. O primeiro estava escrito em galego-português, ao passo que os restantes dois se encontravam já em galego.

O ciclo bretão contempla os principais blocos temáticos da matéria de Bretanha: as aventuras do Rei Artur, o mago Merlin, a rainha Ginebra e os cavaleiros Perceval, Lançarote, Galaaz, Boors; a história de amor entre Tristão e Isolda, fruto de uma beberagem mágica que os conduz a um fim trágico; e a lenda da demanda do Santo Graal. Este último bloco temático narra as aventuras dos cavaleiros do Rei Artur em busca do cálice que Jesus teria usado, supostamente, na última ceia e que continha o segredo da vida eterna. Encontra-se dividido em três partes:

1. O Livro de José de Arimateia: explica como José de Arimateia, um carpinteiro judeu, teria recolhido o sangue de Jesús num cálice (o Santo Graal) e transportado a um misterioso castelo na Grã-Bretanha, onde permaneceria sob custodia. Só um cavaleiro distinguido pela sua virtude se poderia beneficiar do seu poder.

2. Fragmentos do Livro de Merlin: narra as profecias do mago a respeito do virtuoso cavaleiro que se beneficiaria do poder do Graal.

3. A Demanda do Santo Graal: descreve as aventuras dos cavaleiros artúricos na procura do Santo Graal. Apenas Perceval, Galaaz e Boors seriam agraciados com a graça da vida espiritual. Galaaz e Perceval pereceriam e apenas Boors sobreviria para chegar à corte do Rei Artur e relatar-lhe a morte dos seus companheiros.

Estas lendas têm origem na mitologia celta e adquirem um forte impulso a partir do século XII, sendo amplamente acolhidas pelo conjunto da sociedade medieval europeia. A primeira menção, porém, a uma personagem histórica que poderia ter servido de modelo para a elaboração do mítico Artur de Camelot remonta ao século VI e é da autoria de Gildes, o Sábio, um monge bretão autor de De excidio et conquestu Britanniae (Sobre a destruição e a conquista de Britannia). Na sua obra, Giles menciona um general bretão de origem romana chamado Ambrosius Aurelianus que derrotou os invasores Saxões em mais do que uma ocasião. Por volta do ano 800, o historiador Nennius, no capítulo 56 da sua Historia Britonum, identifica o general mencionado por Giles como sendo Arthur, dux bellorum dos bretões.

Fontes:

Ciclo Arturiano. In: Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$ciclo-arturiano>.

Literatura Galega. In: Wikipédia. Disponível na www: <URL: http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_galega>.

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Profª. Renata Sbrogio

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