Módulo 7 – Sociologia da Educação 2: Entre os Muros da Escola

On maio 22, 2011, in SocioEdu2, by Fábio Fernandes Villela

O filme “Entre os Muros da Escola” (Entre les murs, França, 2008, 128 min., cor), com direção de Laurent Cantet, apresenta o professor François e seus colegas começando o novo ano letivo em uma difícil escola da periferia parisiense. Munidos das melhores intenções, eles se apoiam mutuamente para manter vivo o estímulo de dar a melhor educação a seus alunos. A sala de aula, um microcosmo da França contemporânea, testemunha os choques entre as diferentes culturas. E por mais inspiradores e divertidos que sejam os adolescentes, seu difícil comportamento pode acabar com qualquer entusiasmo dos professores. A partir das situações apresentadas no filme, procure relacionar os conceitos do Módulo 7 de Sociologia da Educação 2. O filme pode ser baixado da internet. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

 

26 Comentários “Módulo 7 – Sociologia da Educação 2: Entre os Muros da Escola”

  1. Michele Souza disse:

    Alguns estudiosos da educação defendem que a Escola é uma Instituição que está e sempre esteve posta para equalizar, pelo menos dentro de seus domínios, a sociedade. Segundo esses estudiosos a Instituição Escola é livre de juízos de valor e procura atender a todos igualmente sem nenhum tipo de exclusão seja esta: por classe social, raça, sexo, entre outros.
    Isto é totalmente contestável quando estudamos a história da Escola no Brasil, se nos fizermos os seguintes questionamentos tudo o que foi dito acima cai por terra: Como,quando e por que motivos a Escola surgiu no Brasil? A qual classe da sociedade atribuímos este fato? Quais interesses políticos rondavam e ainda rondam essa Instituição?
    Depois de termos assistido ao filme “Entre os muros da Escola” podemos entender que a esta apenas confirma os valores postos pela classe social dominante. O material didático (livro) utilizado na escola faz referência a qual estrato da sociedade? Certamente a Classe média (burguesia), quando a imagem de uma casa é trazida no livro didático esta certamente não será um barraco de lona, o sofá não é um caixote de madeira e as luzes não serão velas acesas.

    Em em toda essa história onde esta o respeito pela realidade na qual o aluno esta inserido e que ele traz consigo para a sala de aula?

  2. Paula Rocha disse:

    O papel dos professores é fundamental para a formação do ser autônomo capaz de ler o mundo, isso compreende ser capaz de entender as diferenças e as desigualdades que fazem parte deste modelo social em que vivemos, sendo que, o aluno deve ser preparado para poder agir dentro da sociedade na qual está inserido. O aluno trás para a sala de aula um complexo de vida, uma história sócio cultural que não pode ser desprezada pela escola e pelo professor. Não há como ser neutro na função de ensinar, o professor desempenha queira ou não um papel pedagógico-político.

  3. Franciele Baptista disse:

    O filme “Entre os muros da escola” mostra claramente o constante embate entre alunos e professores em uma escola de periferia. Assim como na realidade atual, que não é diferente, isto ocorre porque o professor leva até a sala de aula uma realidade que não condiz com a realidade dos alunos; ele transmite conhecimentos alheios e até mesmo considerados inúteis aos estudantes. Isso faz com que eles desanimem e tenham como único objetivo concluir logo os estudos para poder pegar um diploma e estar aptos para atuar no mercado de trabalho. Este sim é o retrato das instituições que não formam de acordo com a realidade e necessidade da população escolar, mas sim de acordo com as ideologias burguesas, que são defendidas pelo Estado.

  4. Andréa Petreca disse:

    Os textos do módulo 7 enfocam, principalmente, a questão da educação ser uma reprodução das relações sociais de produção vigentes. A violência simbólica seria responsável por uma manipulação do estudante, fazendo com que ele vá ao encontro dos interesses burgueses, os mesmos que “controlam” a educação, formando cidadãos que se enquadrem às necessidades do mercado. Para reforçar essas ideias, sobre a teoria da correspondência, os autores Bowles e Gintis não encontraram correspondência entre QI e notas ou sucesso profissional/financeiro, o que demonstra que é a classe social que determina os resultados, ou seja, os grupos já estão pré-determinados para “comandarem”.
    Assim sendo, a cultura pertencente à elite é “infiltrada” na escola. Um exemplo visto no filme é o ensino da gramática normativa, ou seja, a norma culta da língua sendo introduzida e, frequentemente questionada pelos alunos. Para eles, não é suficiente saberem que essa norma é padrão existente e que é necessário aprendê-la para uma comunicação mais eficiente. Os alunos apenas questionam o professor sobre o fato de, na realidade deles, essa linguagem não ser empregada. Eis o choque entre as diferentes classes, que pode acontecer entre aluno e professor e entre os próprios alunos de uma escola ou sala de aula.
    O filme, além de destacar o fato da escola reforçar as desigualdades sociais, também nos mostra, ainda, a difícil relação entre professor e aluno, fato muito discutido atualmente em nosso país.

  5. Monise Matucci disse:

    O filme “Entre os muros da escola” apresenta o cotidiano de uma escola com características do capitalismo, ou seja, que faz parte de um sistema de ensino que divide os alunos de acordo com suas classes sociais. Os alunos são da mesma classe social, e portanto, possuem suas culturas de acordo com esta classe. Assim, a escola transmite conhecimentos aos alunos que não correspondem a seus costumes, impondo uma cultura mais próxima da burguesia, revelando seu caráter de opositora. Em consequência, como demonstrado no filme, os alunos têm mais dificuldade em aprender os conteúdos ensinados pelo professor, pois o que lhes é ensinado não faz sentido, e sim os torna discriminados.

  6. Bruna Tairine disse:

    O filme mostra a realidade da educação de uma escola de periferia da França, com alunos de diversas etnias, culturas e raças. Demonstra a relação professor/aluno que evidencia um impasse, pois o professor expõe um modo de pensar e de ensinar o conteúdo escolar que não tem relevância para o aluno com o qual está lidando, ou seja, alunos com diferentes níveis sociais. Sendo assim, o filme relata a divisão de classes, bem como as desigualdades sociais, à importância da escola privada (relato explícito na fala de uma mãe) e a herança cultural presente nos alunos, que segundo BOURDIEU (1998) é adquirida pelo aluno através de seus pais e é responsável pela diferença entre os indivíduos diante da experiência escolar, além de contribuir para as atitudes frente ao capital cultural e a instituição escolar. Portanto, a herança cultural trazida pelo aluno está condicionada, a partir do meio social e do modelo de sociedade em que estão inseridos, explicito nos seus comportamentos, experiências e no modo de se expressar.

  7. Emerson Roberto disse:

    Ao ler o textos observo as questões que envolvem educação e relaçoes sociais, apresentando a escola como um objeto de controle do Estado, um local que favorece apenas aos interesses comerciais e que estejam de acordo com o poder atual de governo
    No que se refere aos diversos tipos de sociedade, podemos enfocar a diferença de classes . Este tema é apresentado no filme ” Entre os muros da escola” onde podemos entrar em contato com situações que envolvem professores com ideias próprios, tendo que entender os demais pensamentos e vivências de seus alunos, cada um com sua realidade e com sua classe social.
    Procuramos hoje entender uma educação que favoreça a todos igualmente, reforçando a idéia de que a educação seja um processo intermediador entre mundo e sociedade.
    Para que possamos fazer valer nossos objetivos, devemos entender os processos que o envolvem, articulando-os no âmbito educacional, familiar, político e social

  8. Saulo disse:

    Neste filme temos uma perspectiva da situação da educação oferecida a classe proletariada dentro da sociedade capitalista. Sendo a França um dos paises mais desenvolvidos do mundo moderno, o filme capita o principal embate dos profissionais que tentam levar o tipo de ensino dado a classe burguesa, um ensino que não é compativel com sua realidade e por isso rejeitado pela mesma. Os pré-requisitos da modificação da sociedade vão além da capacidade da educação, pois alem deste meio existem os meios sociais, economicos, politcos, religiosos que cada alunos vivencia e tem diferentes valores.

  9. Jéssica Carla Balestreiro disse:

    Infelizmente o modelo de educação em que se vive é sistemático e metódico conservador, e a escola como aparelho ideológico do Estado reproduz os interesses do meio capitalista em que se vive, sem se preocupar realmente com a situação e interesse real do aluno, propondo um ensino de quantidade e “oportunidade”, ou seja, o que lhes importa é obter o maior número de alunos na escola, com isso o que se vê são salas de aulas lotadas com alunos desinteressados no que está aprendendo. O filme retrata esta relação de discriminação da divisão de classes sociais, retratando a realidade escolar que se vive como também a relação professor x aluno, em que se ambos se alienam por um não estar interado na realidade do aluno e o outro interessado apenas em pegar seu diploma. É importante então ressaltar a verdadeira função de um professor em sala de aula, se estão formando cidadãos pensantes ou apenas massas de manipulação do sistema.

  10. Leticia Bortolozo disse:

    o documentário Entre os Muros da Escola apresenta a realidade nas salas de aula, os textos do modulo 7 apresentam as situações e realidades que levam a educação estar na situação em que se encontra hoje, por diversos motivos: mal preparo dos docentes, desvalorização do Estado para com a educação, o que leva a sociedade desvalorizá-la também, desigualdades frente a escola e a cultura e as diversas contradições entre as relações de trabalho e educação.
    Os textos do Modulo 7 dizem que a formação social deve reproduzir as condições de produção ao mesmo tempo em que produz, e que as necessidades humanas são variáveis. Porém o que se aprende na escola? Algumas técnicas para alfabetização, alguma “cultura científica” ou “letrada”, mas nada aprofundado, não se ensina o como pensar, apenas o como fazer, apende-se apenas o “know-how”. Aprende-se regras de comportamento, que se contradizem nas realidades dos alunos, que vivem em uma sociedade que não respeita seus direitos e pensamentos, que não quer saber o que eles sentem ou sabem, ensinando-os a darem ordens, porém a sociedade não abre espaço para que o proletário reaja, ou seja, a Escola e/ou qualquer outra Instituição de Ensino do Estado ensinam a submissão à ideologia dominante, cuja ideologia, sistema de ideias, de representação que domina o espírito de um homem ou grupo social, possui caráter ilusório. Só há pratica através de e sob uma ideologia e só há ideologia pelo e para o sujeito

  11. Josy Fernandes disse:

    A escola, defensora da hegemonia burguesa, não está preocupada com a bagagem sociocultural que os alunos carregam. Dessa forma, os alunos apenas querem “pegar o diploma”, sem se preocuparem com sua formação, pois os professores, muitas vezes, por não estarem inseridos na mesma realidade, transmite um conhecimento que não faz parte do mundo dos alunos, se tornando assim inútil do ponto de vista deles. Assim, o papel do professor não está sendo cumprido, não está formando seres capazes de entender as diferenças existentes no mundo, já que a realidade dos alunos está sendo totalmente desprezada.

  12. Emerson Roberto Borges disse:

    Ao longo do curso, entramos em contato com afirmações que nos remetem a valorização da cultura individual dos alunos
    No filme ” Entre os muros da escola”, vemos a visão de professores que trabalham com diferentes tipos de realidades sociais. As dificuldades encontradas refletem a importância do conhecimento de novas culturas que surgem juntamente com novos pensamentos e idéias
    A visão capitalista da divisão de classes nos mostra o confronto entre tias culturas em sala de aula.
    A questão do preconceito envolve essas novas realidades, portanto, conhecer e entender esses novos contextos dociais é um dos papéis que o educador deve exercer em conjunto com os aspectos gerias da educação, da sociedade, da família e do poder político

  13. Cláudia disse:

    O filme “Entre os Muros da Escola” , bem como os textos do módulo 7, mostram a crise em que a educação se encontra. A escola como aparelho ideológico do estado onde a violência simbólica acontece entre as dificuldades que o professor enfrenta dentro da sala de aula e os conflitos culturais de uma sociedade que estimula o individualismo, valorizando os mais abastados, reproduzindo assim as desigualdades sociais existentes no sistema capitalista.

  14. Tânia Batista disse:

    O filme retrata as realidades da educação que revela as dificuldades do professor em trabalhar com alunos de periferia, por conseguinte, o filme prova a capacidade do professor em despertar o interesse do aluno sobre a disciplina. O filme da ênfase para a educação em escala mundial, pois apresenta a importância do professor como mediador entre aluno e aprendizagem, bem como a difícil tarefa de transmitir conteúdos de maneira clara e didática para os estudantes. O filme neste sentido, apresenta o relato da experiência desse professor que propaga perseverança em uma escola pública do Ensino Médio da periferia parisiense, onde seus alunos compõem um quadro de heterogenias diversas: etnias, raças, classes e, intrinsecamente, as condutas e hábitos culturais dos alunos, que são complexas e diferentes. Do modo que o filme constrói seu enfoque, apresentando a falta de respeito por parte dos alunos; grandes descasos profissionais, e falta de interesse dos alunos em aprender. Enxergamos neste momento então, uma grande semelhança com a realidade observada em nossa sociedade, onde são grandes os esforços dos professores em apreender a atenção de seus alunos para assim passar conhecimento a eles, porém, é maior a falta de vontade por parte destes.

  15. Susa Karen disse:

    O filme “Entre os muros da escola” e os textos do módulo 7 chamam a atenção para a real função da escola na sociedade capitalista. Queremos formar alunos críticos transformadores da sociedade ou alunos que reproduzem as ideias de uma classe dominante? O filme retrata a discrepância entre os conteúdos ensinados na escola e a realidade do aluno, fato que os leva muitas vezes ao desinteresse. Seguindo esse sistema, a escola conduz o aluno para que ele siga aos interesses da classe dominante, enquadrando-se nas necessidades do mercado.

  16. Damires disse:

    o filme ‘Entre os muros da escola” nos remete a relidade de muitras escolas atuais. Demonstrando a “batalha” que o professor enfrenta diariamente. Desse modo, fica nítida a perda de autonomia da escola, pois torna-se apenas um Aparelho Ideologico do Estado, reforçando a competição, o individualismo do mundo capitalista vigente.

  17. Bárbara Ceron disse:

    O filme “Entre os Muros da Escola” nos mostra como a diferença social e cultural pode se manifestar dentro de uma sala de aula, gerando conflitos entre alunos e professores, e, incompreensões por ambas as partes. O filme também nos remete a realidade que vivemos em nossas escolas atuais, as dificuldades que os professores enfrentam no dia a dia, e que nos leva a pensar em como esses alunos são formados, quais os objetivos e que dentro desse sistema é reproduzida a desigualdade social e os interesses da classe dominante.

  18. Patricia Toledo disse:

    O filme “Entre os muros da escola” mostra a realidade enfrentada em uma escola da periferia de Paris, que tem como público alvo muitos estudantes estrangeiros, que não se identificam com os ideais franceses. São alunos, alguns argelinos, muçulmanos e judeus, que contém diversas realidades culturais.
    O filme , em muitos aspectos, nos remete à realidade da educação brasileira, pois mostra o desinteresse dos alunos com as disciplinas e o descaso com o professor, que tenta, da melhor maneira possivel ensinar os conteúdos, sem, no entanto, fazer uma análise crítica do que enfrenta em seu dia a dia.
    Assim, o filme pode ser relacionado às chamadas teorias crítico-reprodutivistas da educação, de Bourdieu, Passeron, Althusser e Baudelot, que postulam ser impossivel compreender o fenomeno educação fora de seus condicionantes sociais. No filme, a escola aparece tanto quanto uma violencia simbólica, como aparelho ideológico do Estado e como escola dualista.
    Escola como violência simbólica, pois os gurpos dominantes controlam o capital cultural. O professor, nesse caso, aparece como um instrumento de reprodução das diferenças culturais e sociais, na medida em que acredita possuir um conhecimento superior ao do aluno.
    Escola como aparelho ideológico do Estado fica demonstrado no filme pois os conteúdos não condizem com a reaidade dos alunos, e a escola busca ensinar o modo de vida e a ideologia capitalista, ignorando as diversas realidades sociais e culturais.
    A escola dualista fica demonstrada no filme, pois a verdadeira intenção do sistema de ensino não é mudar a realidade e sim manter os interesses da burguesia. Uma escola da periferia, que enfrenta o descaso do poder público, das famílias, dos alunos e, muitas vezes, dos próprios professores, serve como instrumento de discriminação social e reprodução do capitalismo.
    Acredito que as situações críticas e de confronto mostradas no filme, poderiam ser minimizadas se o professor tivesse consciêcia de seu papel enquanto reprodutor das desigulades no sistema capitalista. Na verdade, a revolta dos alunos é contra o sistema que os exclui.

  19. Juliana Constâncio disse:

    O filme “Entre os Muros da Escola” mostra, de maneira contínua e repetitiva, o embate entre o professor e seus alunos em sala de aula. A repetição do embate já nos remete às teorias crítico-reprodutivistas, estudadas no módulo 7. Ou seja, a repetição indicia a reprodução das relações sociais entre classe dominante e classe dominada, perpetrada pela escola.
    Em sala de aula, sempre entra em choque o conhecimento que o professor tenta transmitir aos alunos (no caso, conhecimento sobre a modalidade lingüística formal do francês) e o conhecimento que os alunos trazem (no caso, a modalidade lingüística informal do francês, caracterizada principalmente pelo uso de gírias). Vemos que ocorre o domínio do capital cultural pela classe dominante, o que fica claro quando os alunos dizem que as pessoas burguesas dominam a modalidade culta da língua. A distribuição desigual do capital cultural faz com que os alunos, que têm um capital cultural menor, questionem o capital trazido pelo professor para a sala de aula. Desse modo, os alunos se recusam a aprender a modalidade culta da língua, dizendo que ela não pertence ao dia-a-dia deles. O professor, por sua vez, ridiculariza alguns alunos, dizendo que não serão capazes de fazer o exercício proposto. Esse comportamento mostra que é impossível quebrar a reprodução das relações de poder entre as classes da sociedade na escola.
    Podemos ver também a tentativa do professor de inculcar nos alunos a modalidade formal da língua francesa, por meio de exercícios sem sentido, questionados pelos alunos. O professor também diz que é importante saber a diferença entre a modalidade formal e informal da língua e quando usar cada uma. Fica clara a exclusão dos alunos quando um deles descreve a maneira como foi tratado em uma situação formal no passado. Assim, aprender a modalidade formal da língua não faria sentido, já que dificilmente os alunos se encontrariam em uma situação formal para usar tal modalidade.

  20. Andréia Fidelis disse:

    O filme retrata o cotidiano de uma escola de perferia da França, composta por alunos de outras nacionalidades.
    Os alunos reclamam do conteúdo que devem aprender, são de nacionalidades diferentes e esse conteúdo não é contextualizado com o seu dia a dia. O que vemos é uma alienação desses alunos, pois é lhes passado algo que não iram utilizar. Tornando a escola desistimulante e perpetuador da desigualdade social, pois não promove o crescimento intelectual dos alunos, formando -os para serem os praticadores da ação e não os seres pensantes da sociedade, como defende Emile Durkeim: ” Nem todos somos feitos para refletir; e será preciso que haja sempre homens de sensibilidade e homens de ação” (p. 34).
    Sem contar a fala de alguns professores, que menosprezam a capacidade de seus alunos, dizendo que permaneceram ignorantes. Claro que permaceceram, pois esse professor rege na melodia do capitalismo, pois também é um alienado, que segue a risca as diretrizes educacionais imposta pelo Estado.
    Gostei desses alunos, são questionadores, criativos, mas infelizmente a escola inibe essa qualidade, moldando-os a maneira do capitalistas a serem os cumpridores da ação.

  21. Ana Carla I. T. Viteri disse:

    Os textos do módulo 7 abordam praticamente a mesma perspectiva de educação capitalista mostrada no filme ” Entre os muros da escola”. A estrutura do filme, entre outras totalidades para a educação, nos coloca dentro de uma sala de aula. O filme fala das realidades educacionais do Brasil e, por conseguinte do mundo. Porque o mesmo traz considerações sobre as múltiplas utilidades do professor, revelando e mostrando a relação do professor com os alunos e, portanto, a luta, ou mesmo, as barreiras da profissão, isto é, às complicações interna e externas, fora e dentro da escola que, vem se materializar na sala de aula dos professores ao ensinar algo a eles, no seu o dia a dia de sua sala de aula, pois é delicado tratar de conflitos nas relações dos alunos com os professores como, por exemplo, em cenas do filme que os alunos não acham importante aprender a norma culta, pois esta é a linguagem que os burgueses utilizam. Assim como, de conquistar perspectivas em alunos desestimulados com a vida, com a cidadania e, portanto, com a educação, enfim pelas “competições” em consequência do modo de produção capitalista que se baseia na racionalidade econômica.

  22. Carolina disse:

    O filme demonstra uma grande diferença cultural e social que gera incompreensão e atrito entre ambas as partes, em um retrato do que seria a França contemporânea, naquele período. Os muros da escola não são os únicos que revelam uma divisão e uma impenetrabilidade entre dois lados, é notável a existência de um fosso que separa o professor e os alunos que protagonizam o longa, no interior de uma sala de aula, a expressão “choque de civilizações” poderia ser usada para sintetizar a relação entre eles, pois, de um lado está François Marin, um professor de francês, do outro, está um grupo de alunos entre 13 e 15 anos de idade, composto por negros africanos, asiáticos latino-americanos e franceses. O educador é enfatizado nos momentos em que se esforça para que seus alunos incorporem o idioma francês, podendo ser interpretado como uma espécie de “processo civilizador” imposto a esses alunos caracteristicamente diferentes. Entre alunos insolentes, problemáticos e rebeldes, destaca-se um chinês, dedicado ao estudo. O professor, auxiliado por embasamento científico e muita determinação, demonstra que a rebeldia deve ser conquistada através da assimilação da cultura de diferentes civilizações. A imagem de alunos que questionam a autoridade do professor e até mesmo são agressivos é um retrato que nos remete às escolas brasileiras, em que é comum o relato de desrespeito ao mestre, uso de gírias e insolência. Essas são características da escola dualista, que demonstram a grande disparidade entre o ensino periférico e elitizado.

  23. Luciana disse:

    O filme “Entre os muros da Escola” apresenta uma escola da periferia da França com um público estudantil muito diversificado. Alunos de várias etnias, nacionalidades, juntos na mesma sala de aula. Apresenta a dificuldade de um professor transmitir o conteúdo para um grupo de jovens com interesses muito diversificados. Professor e alunos estão em constantes conflitos, pois o que o professor tenta ensinar nada tem a ver com a realidade deles. Dessa forma retrata a escola como aparelho ideológico do Estado, acentuando assim as desigualdades a partir do momento que impõe uma educação voltada para os interesses da classe dominante, existentes no sistema capitalista.

  24. Renata Luiza disse:

    O filme aborda a realidade das escolas na França, principalmente escola de periferia, representando um problema de muitos paises, tais como o Brasil. O professor com considerável bagagem cultural se depara com uma classe de estudantes como grandes diversidades culturais e isso se torna para o professor um empecilio muito grande. Tenta atribuir aos alunos um conhecimento de mundo, trazendo ao professor enormes questionamentos conturbando as aulas. O que se percebe que o professor contextualiza temas que não condizem com as realidades dos alunos, perpetuando ainda mais a desigualdade social. Acredito que esse filme contribui para nossas reflexões enquanto buscamos nossa formação, termos a consciência da diversidade cultural que tem a escola e como lidar com essa situação.

  25. MªCristina M. Guimarães disse:

    No Filme: Entre os muros da Escola a realidade apresentada da França em uma escola da periferia com alunos que são filhos de imigrantes, mas que nasceram e cresceram neste país, mesmo que ainda não se sintam franceses, demonstra na prática como a violência simbólica, que segundo a teoria crítico-reprodutivista se expressa de diversas e múltiplas formas, como na ação pedagógica que o professor francês “azedo” impõe suas regras arbitrariamente, exercendo sua autoridade pedagógica para perpetuar nestas práticas a cultura francesa. Segundo Bourdieu esta escola que estigmatiza e “engana” o aluno/família que se sacrificam por um diploma muitas vezes desvalorizados, faz esta prática escolar calcada na ideia de que a sociedade proporcionou uma chance, mas que gera “uma imensa decepção coletiva: essa espécie de terra prometida, semelhante ao horizonte, que recua na medida em que se avança em sua direção.” ( p.221), mas que é realidade também aqui no Brasil.

  26. Dayse disse:

    Os alunos apenas questionam o professor sobre o fato de, na realidade deles, essa linguagem não ser empregada. Eis o choque entre as diferentes classes, que pode acontecer entre aluno e professor e entre os próprios alunos de uma escola ou sala de aula.
    O filme, além de destacar o fato da escola reforçar as desigualdades sociais, também nos mostra, ainda, a difícil relação entre professor e aluno, fato muito discutido atualmente em nosso país.

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