Escola e Sociologia da Educação

On janeiro 30, 2021, in SocioEdu2, by Fábio Fernandes Villela

A imagem pode conter: 1 pessoa

Bom dia pessoal! Esta é a área para a postagem da unidade “6. Escola e Sociologia da Educação” da disciplina Sociologia da Educação 2. A atividade é produzir um parágrafo reflexivo baseado em nossa vídeo-aula, especialmente nas conclusões. Relembrando: “[...] avaliamos que professores de educação do campo devem trabalhar o preconceito contra a origem geográfica e de lugar em jovens de escolas de meio rural como elemento de constituição da humanização do educando e devem defender seu espaço no currículo escolar, pois é na escola que o indivíduo irá se apropriar deste conhecimento de forma direta e intencional, permitindo ao educando ascender do “senso comum à consciência filosófica”, conforme demonstra Saviani (1983). A abordagem da temática do preconceito contra a origem geográfica e de lugar contribui para que, nesta época de acirramento de intolerâncias, possamos compreender e aceitar as diferenças, entendendo-as como produto de percursos distintos que os grupos humanos fizeram na História, conforme aponta Freitas (2007).

SAVIANI, Demerval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1983.

FREITAS, Marcos Cezar de. Apresentação da coleção preconceitos. In: ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval M. Preconceito contra a origem geográfica e de lugar: as fronteiras da discórdia. São Paulo: Cortez, 2007. (Preconceitos; v. 3).

VILLELA, Fábio Fernandes. A educação dos jovens caipiras: um estudo sobre o preconceito em jovens de escolas de meio rural para a formação de professores em educação do campo. CONGRESSO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES, 2.; CONGRESSO ESTADUAL PAULISTA SOBRE FORMAÇÃO DE EDUCADORES, 12., 2011, Águas de Lindóia. Anais 2. Congresso Nacional de Professores 12. Congresso Estadual sobre Formação de Educadores… São Paulo: UNESP; PROGRAD, 2014. p. 7011-7023 Disponível em: < https://repositorio.unesp.br/handle/11449/141640 >.

Bom final de semestre!

 

19 Comentários “Escola e Sociologia da Educação”

  1. Thamiris Del Poente disse:

    A educação do campo tem conquistado lugar na agenda política nas instâncias municipal, estadual e federal nos últimos anos. A educação do campo expressa uma nova concepção quanto ao campo, fortalecendo o caráter de classe nas lutas em torno da educação. Em contrapartida disso, a visão de camponês e de rural como sinônimo de arcaico e atrasado, a concepção de educação do campo valoriza os conhecimentos da prática social dos camponeses e enfatiza o campo como lugar de trabalho, moradia, lazer, sociabilidade, identidade, enfim, como lugar da construção de novas possibilidades de reprodução social e de desenvolvimento sustentável. É preciso mencionar a diferença primordial entre educação do campo e educação rural. A educação do campo tem um significado que incorpora os espaços da floresta, da pecuária, das minas e da agricultura. O campo, nesse sentido, mais do que um perímetro não-urbano, é um campo de possibilidades que dinamizam a ligação dos seres humanos com a própria produção das condições da existência social e com as realizações de sociedade humana.

  2. GABRIELA FERNANDA DA SILVA disse:

    A educação do campo vem sendo pauta nas lutas dos trabalhadores do campo por alguns anos, pois eles buscam uma educação, uma escola que faca sentido para eles. Uma escola que possa ir de encontro a população do campo, e não o contrário.
    O estudo é necessário para que aconteça esse processo de interpretação da realidade, para assim poder transformara-la e é de extrema importância para a constituição e fortalecimento do sujeito social, seja ele do campo a ou cidade.
    Isto somente será construído deste jeito, se os povos do campo, em sua identidade e diversidade, assumiram este desafio.

  3. Sâmia Lima disse:

    Através da pesquisa trabalhada neste tema, podemos observar que o trabalho docente encontra-se deficitário na questão de trabalhar a origem geográfica dos educandos ajudando-os a reconhecerem-se e a mitigar o preconceito entre os mesmos, havendo, também, um apagamento da identidade e tradições dos sujeitos dessas regionalidades.
    A autora Lígia Martins defende a tríade conteúdo, forma e destinatário, onde esses três elementos formam uma unidade, levando em consideração a pesquisa apresentada neste tema de estudo, podemos observar que o destinatário não está sendo levado em consideração com a escolha do conteúdo, já que abordar a origem geográfica não encontra-se presente no trabalho pedagógico, consequentemente, a educação pode carecer de sentido para esses sujeitos.

  4. A disciplina Sociologia da Educação II contribuiu para entender que por mais que tentem esconder, não há uma educação igualitária em nosso país, e as questões centrais abordadas nos textos ao longo da disciplina nos deixa isso muito claro. Por meio delas, também podemos compreender que cada região e cada comunidade tem suas necessidades portanto, as escolas são diferentes, tendo suas especificidades e meios adequados para tal.
    É esse o trabalho que a Sociologia passa a nós. O trabalho de buscar o que é melhor para cada povo e como aplicar os conhecimentos às necessidades e realidades sem que ninguém seja prejudicado.

  5. Cleber P da Silva disse:

    Vivendo e aprendendo (espero que no caminho certo). PNPCT nunca tinha ouvido (lido) nada sobre essa sigla, mas o que ela representa me interessou, a luta na preservação dessas comunidades que conseguem nesse mundo tão globalizado resistir (ainda não foram “arrebatados”, acometidos por completo) ao imperialismo americano (hegemonia). Conseguem conservar uma certa harmonia com a natureza (produzindo para sua subsistência e da comunidade) e utilizando os conhecimentos transmitidos pela tradição local.
    Quem da nossa cidade pode dizer que não tem nada de caipira em si? Gostei da pesquisa pois foi desenvolvida numa escola “rurbana” e teve como objetivo desconstruir os preconceitos estigmatizados de que o “cool” é ser urbano (mais uma vez os veículos ideológicos, a violência simbólica agindo em favor da hegemonia capitalista).
    A contradição no ser humano: muitos presenciaram algum tipo de preconceito mas quase ninguém pratica. As pessoas (nós) não admitem/admitimos ou não percebem/percebemos que são/somos preconceituosos (acham/achamos que são apenas brincadeiras inofensivas). O problema é tão arraigado nas instituições escolares que não apenas alunos praticam bullying, mas professores, funcionários e gestores (quando tentam amenizar, quando não se posicionam ou pior, quando participam).
    A pesquisa constatou que professores devem trabalhar o preconceito contra a origem geográfica e defender o espaço no currículo escolar de forma contra-hegemônica (Gramsci). A humanização do educando partindo do senso comum (pensamento sincrético) à consciência filosófica (pensamento sintético) defendido por Saviani.

  6. Thafarel Pitton disse:

    Adorei esse assunto, embora acredite que o preconceito em relação ao caipira deva ser material de muito estudo ainda. Discordo um pouco do conceito de rurbanização, pois não acredito na simples intenção de se deixar o meio rural e talvez existam evidencias da inversão desse valor na sociedade atual. Não seria o movimento vegano ou a busca pelos organicos uma retomada da vida rurar?

  7. Danielly Rodrigues Ferreira disse:

    A concepção de Educação do campo reconhece a prática social dos camponeses e salienta o campo como lugar de novas oportunidades de reprodução social e de desenvolvimento sustentável, combatendo a visão de camponês e de rural como atrasado, menos evoluído. Observa-se na pesquisa que os professores tem de ajudar os educandos dessas regionalidades a reconhecerem sua identidade e suavizar os preconceitos existentes entre eles, pois é algo tão enraizado na sociedade e instituições escolares que todos praticam bullying, dos professores aos alunos. Todos devem se atentar a tais questões.

  8. Isabela da Silva Araujo disse:

    A educação do campo é um tema pouco debatido ainda na sociedade. A desvalorização do caipira reflete no meio educacional. O campo tem que ser visto como um lugar que produz cultura, educação, lazer, oportunidades e etc. O rural não deve ser visto como atrasado e arcaico, mas como um meio que possui algumas identidades, práticas sociais, tradições, conhecimentos diferentes do meio urbano. O trabalho docente nessa perspectiva regional e geográfica ainda possui muitos desafios a serem enfrentados, seja por questões ideológicas, de formação, de concepções, preconceitos e aceitação nesse meio.

  9. Thais Cristina dos Santos Amador disse:

    O tema da pesquisa apresentada, é sem dúvida muito importante para a nossa formação, visto que futuramente deveremos lidar com esses preconceitos durante a nossa prática docente. Embora as escolas “rurbanas” ainda sejam consideradas como um nicho da sociedade em que vivemos, devemos respeitá-las e respeitar os alunos e trabalhadores que vivem no campo. Acredito que o nosso papel enquanto professores seja o de fazer com que esses alunos não se sintam desvalorizados ou discriminados, e sim apoiados para que possam concluir seus objetivos.

  10. Ingrid Vitoria Aguiar disse:

    A educação no campo é um assunto de extrema importância pois ainda existe muito preconceito com as escolas de meio rural. Ainda é preciso que os professores do campo trabalhem esse preconceito, pois ainda é visto como um lugar atrasado. É preciso criar possibilidades para que as escolas possam chegar no campo, para que os alunos não precisem migrar para o meio urbano procurando uma escola de qualidade. O certo seria que a escola de qualidade existisse no campo. Esse assunto trouxe uma reflexão sobre preconceitos geográficos e como os professores precisam trabalhar para que isso não aconteça e não seja algo comum. É preciso sempre uma contribuição da parte pedagógica para ressaltar sempre o respeito com todas as culturas para que não haja nenhum tipo de descriminação.

  11. Renan de Almeida Alves Ferreira disse:

    Bom, acho que não cresci longe dos costumes caipiras. Naquele primeiro documentário que assistimos, o povo brasileiro: capítulo 7, reconheci varias práticas que minha família tinha o costume de fazer. Enfim, morei em uma cidade do interior com 7 mil habitantes até os meus 17 anos.
    Ao pensar sobre o fazer pedagógico nesse sentido, tanto no campo, quanto na sociedade rubarna, tomo as ideias de Paulo Freire, em pedagogia da solidariedade. É necessário conhecer a cultura, a historia e a situação das pessoas que estão sendo educadas, porque a educação deve partir do lugar que essa pessoa está no mundo, para que assim, por meio da conscientização, ocorra a transformação e a humanização pela dos sujeitos.
    Infelizmente, não é assim que acontece. Porém, a nossa práxis pode trazer isso e, mesmo que em pequena escala, gerar uma transformação nas pessoas que estão em uma situação de ensino/aprendizagem conosco.

  12. Géssica Couto disse:

    O tema da pesquisa é extremamente importante para a nossa formação, pois a educação do campo é pouco abordada e debatida nos cursos de formação de professores. Para proporcionar um trabalho educativo, que leve os alunos das escolas de meio rural a refletirem sobre esse preconceito relacionado às suas origens, acredito que seja necessário que o educador tenha consciência e conhecimento desse processo histórico que contribuiu para a criação e propagação desse preconceito. Em nosso país, a sociedade capitalista estabeleceu um estereótipo baseado no eurocentrismo, valorizando a sua cultura em detrimento das demais. Neste sentido, o caipira é tratado com inferioridade e desprezo sofrendo preconceito devido a sua cultura e origem geográfica. A escola, neste contexto deveria ser um espaço de respeito e debate sobre a diversidade cultural, entretanto o que vemos, muitas vezes, é o oposto. Dessa forma, a pesquisa possibilitou, entre tantos outros pontos importantes, promover reflexões acerca da importância dos educadores trabalharem a questão do preconceito contra a origem geográfica e de lugar, visando à humanização do educando.

  13. Leonardo Paes Souza disse:

    Percebemos que não há uma educação igualitária no nosso país, mesmo a educação do campo com a prática social dos camponeses e mostra o campo como lugar de desenvolvimento sustentável, tentando tirar a visão de camponês e de rural como atrasado. Ao longo da disciplina também podemos compreender que cada região e cada comunidade tem suas necessidades portanto, as escolas são diferentes, tendo que se adequa para cada uma. os professores tem de ajudar os educandos dessas regionalidades a combater os preconceitos existentes entre eles, é algo tão forte na sociedade e nas escolares que todos praticam bullying, dos professores aos alunos.

  14. Maria Solara Pedran Serralheiro disse:

    A educação do campo é um tema que não é conversado e debatido o suficiente, é necessário uma escola onde os preconceitos com o meio rural não exista. É necessário além de respeitar as diversas culturas, integrar e aproximar de forma legítima o meio rural com um ensino de qualidade e que mantenha suas tradições e costumes. São os considerados “excluídos do interior” no qual Pierre Bourdieu se refere, onde esses estudantes do interior estão dentro do sistema, tem o diploma, mas as diferenças e preconceitos continuam ali pois não é suficiente apenas colocar o indivíduo ali, é necessário que eles não sejam diminuídos e que suas escolas e universidades sejam valorizadas. Além disso, é preciso criar um ambiente onde essas pessoas do interior não se sintam excluídas, e que saibam que a sua cultura, seus costumes e sua linguagem são levados em consideração e não são menos que as pessoas do meio urbano.

  15. Raquel Gomes disse:

    As lutas que envolvem umas educação de qualidade no campo são constantes, a busca por uma boa infraestrutura e recursos para as escolas é o único meio que possibilita a inclusão dos jovens da área rural no ensino humanizador e emancipador. Os preconceitos entorno do tema só dificultam esse trabalho, a visão distorcida do capira ignorante que coloca essas pessoas como inferiores deve ser combatida com educação, portanto cabe a nós professores ter o conhecimento da totalidade, conscientizando as pessoas a aceitarem as diferenças e mostrando o importante papel da escola nesse processo de evolução.

  16. Larissa Silva Toledo disse:

    A educação do campo é uma modalidade de educação que ocorre em espaços denominados rurais. A educação do meio rural no Brasil, ainda tem muito a desenvolver. A falta de políticas educacionais voltadas para esse fim caracteriza a desvalorização do homem do campo. Na educação do campo, os currículos geralmente não são interessantes, não atraem os estudantes, pois fogem à realidade de suas vidas. No artigo 28 da LDB, percebe-se um direcionamento para a educação do campo, no qual é destacado a necessidade de os sistemas de ensino realizarem as devidas adequações às peculiaridades da vida rural e de cada região em relação aos conteúdos curriculares, metodologias e organização escolar. Os currículos deveriam ser adaptados à realidade local, valorizando aquilo que faz parte da vida dos alunos. Percebe-se que os investimentos na educação do campo são baixos, carecendo de maior dedicação e olhares mais voltados para as verdadeiras necessidades dessa população. Por isso, é preciso um currículo integrador que leve em consideração as necessidades e a realidade daqueles que vivem no campo, contribuindo assim para a permanência destes na escola, com dignidade e qualidade de vida. Além de todas as dificuldades que os alunos do campo encontram, há também o preconceito que precisam carregar: há uma grande porcentagem de jovens que sofrem com o preconceito contra sua origem geográfica e de lugar no dia a dia escolar.

  17. Tatiely Carvalho da Silva disse:

    Na disciplina Sociologia da Educação II nos mostrou que não há uma educação igualitária em nosso país, por mais que tentem esconder, isso ficou muito claro nos textos abordados ao longo da disciplina. Na disciplina, também podemos compreender que cada região e cada comunidade tem suas necessidades, especificidades e meios, como por exemplo a escola do campo; devemos combater essa ideia de que esse meio rural é atrasado e sim compreender que é um meio diferente e que as diferenças na verdade contribui para o enriquecimento do nosso país e educação como todo, por isso devemos apoia-la, investir nessas escolar, divulgar e conscientizar as pessoas, combatendo aos preconceitos.

  18. Marcella Melato Ramos disse:

    A educação do campo é um tema pouco conhecido, mas que têm conquistado espaço nos ultimos anos. A visão de camponês e de rural como atrasado e arcaico, influencia nos preconceitos relacionados a essa educação do campo.
    A educação do campo abrange todo os espaços das minas, da floresta, da agricultura e da pecuária. Esta valoriza os conhecimentos da prática social dos camponeses e o enfatiza como lugar de construção de novas possibilidades, como moradia, lazer, trabalho, sociabilidade e identidade.
    Faz-se necessário o trabalho docente para realizar o processo de desconstrução das questões que levam ao preconceito.

  19. Jocasta Aline da Silva disse:

    Não existe uma educação igualitária no Brasil e durante a disciplina de Sociologia da educação II pudemos observar isso.
    A educação de campo não é um tema muito debatido, acredito que seja um tanto desvalorizado na verdade.
    Como educadores, é necessário estarmos preparados para lidar com esses alunos e suas dificuldades.

Deixar um comentário