Catarse: Pedagogia, Letras e Biologia

On julho 27, 2020, in SocioEdu1, by Fábio Fernandes Villela

Diagrama representativo da metodologia da Pedagogia Histórico-Crítica (Saviani, 2012).

Prezados alun@s, bom dia! Tudo bem com vcs?

Esta é a área para postagem da Produção de Texto 2 (OTP). Relembrando… o aluno deverá produzir, ao longo do semestre, dois trabalhos escritos sobre o conteúdo programático da disciplina a serem postados no blog de aula, no início e no final do semestre (Prática Social Inicial do Conteúdo e a Catarse (Quesito de avaliação: Organização do Trabalho Pedagógico = OTP). Este texto final diz respeito a “Catarse” proposta pela didática na disciplina. Para Saviani, a educação é entendida como mediação no seio da prática social global. A prática social se põe, portanto, como o ponto de partida e o ponto de chegada da prática educativa. Daí decorre um método pedagógico que parte da prática social onde professor e aluno se encontram igualmente inseridos, ocupando, porém, posições distintas, condição para que travem uma relação fecunda na compreensão e encaminhamento da solução dos problemas postos pela prática social, cabendo aos momentos intermediários do método identificar as questões suscitadas pela prática social (problematização), dispor os instrumentos teóricos e práticos para a sua compreensão e solução (instrumentação) e viabilizar sua incorporação como elementos integrantes da própria vida dos alunos (catarse) (Glossário HISTDBR).

A Catarse diz respeito aos conteúdos incorporados e os processos de sua construção, ainda que de forma provisória, é chegado o momento em que o aluno é solicitado a mostrar o quanto se aproximou da solução dos problemas anteriormente levantados sobre o tema em questão em função das questões anteriormente enunciadas. Agora ele traduz por escrito a compreensão que teve de todo o processo de trabalho. É o momento em que o aluno estrutura, em nova forma, seu pensamento sobre as questões que conduziram à construção do conhecimento. Esta é a nova maneira de entender a prática social. É o momento em que o aluno evidencia se de fato incorporou ou não os conteúdos trabalhados. Este é o momento da avaliação que traduz o crescimento do aluno, que expressa como se apropriou do conteúdo, como resolveu as questões propostas, como reconstituiu seu processo de concepção da realidade social (Portal da Educação). Neste texto para a postagem, o aluno deve explicitar quais conteúdos trabalhados da disciplina incorporou e, também, a compreensão que teve de todo o processo de trabalho da disciplina. Bom trabalho a tod@s!

Referências e Leituras Complementares

Mario Mariano Ruiz Cardoso e Marcos Francisco Martins. A catarse na pedagogia histórico-crítica. Link: https://www.researchgate.net/publication/312660683_A_catarse_na_pedagogia_historico-critica

Newton Duarte: A catarse na didática da pedagogia histórico-crítica. Link: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/183749

Pedagogia Histórico-Crítica. Portal da Educação: https://siteantigo.portaleducacao.com.br/

Glossário “Navegando na História da Educação” do HISTDBR: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/navegando/glossario.html

Mateus Henrique Turini e Fábio Fernandes Villela. Fundamentos de uma análise histórico-crítica sobre os desafios do ensino médio para a década de 2020. Link: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/e-mosaicos/article/view/46461

74 Comentários “Catarse: Pedagogia, Letras e Biologia”

  1. Edinayara de Pádua Lima disse:

    De todo o conteúdo trabalhado na disciplina, as interações fundamentais da Sociologia da educação foi o que mais me interessei. Alienação, Reitificação, Fetichismo e Estranhamento são as quatro categorias fundamentais para interação com a Sociologia da Educação, onde essas interações determinam a vida social do indivíduo, influenciando também todo o processo escolar. No texto “Trabalho, Escola e Ideologia” de Mariano Enguita (1993), é apresentado o conceito de Isomorfismo que compara o dia a dia de um trabalhador em fábrica e o aluno na escola, onde ambos são considerados seres alienados. O trabalhador dentro de um meio de produção capitalista obedece a regras e uma hierarquia, oferece sua força de trabalho em troca de uma remuneração, e é visto como uma máquina, faz tudo no automático sem entender o porquê de estar fazendo. Já o aluno desde os primeiros anos escolares aprende a respeitar uma determinada hierarquia, seguir regras e o que for imposto sem questionar ou se negar a cumprir, e com isso ao longo da jornada escolar passa a não se sentir participante do processo educativo. O trabalhador e o aluno parecem não entenderem a necessidade do real conhecimento. Considerando tudo isso, a escola se torna uma reprodução da sociedade que parece se importar somente com a formação de alunos trabalhadores, de mão de obra. Assim os alunos passam a se conformar com sua situação sem procurar evoluir, progredir, quebrar regras ou padrões estipulados pela sociedade.

    • Letícia Rodrigues Meneghelli Batista disse:

      Turma: Ciências Biológica.
      Produção de texto final/ Catarse.

      Título: O loop da educação.

      A paidéia, segundo Kevin Robb é a ideia de passagem dos costumes educativos dos ancestrais para as proles seguintes, o que não é muito distante do que ocorre agora, pois os pais e avós, dão continuidade na educação dos seus descendentes, tornando-os parte de uma tradição educacional, grandes pensadores como Platão, Aristóteles, Marrou, Werner Jaeger trouxeram uma definição para paidéia, entre outros ensinadores. Além disso, o que todos estes têm em comum em suas definições são que o homem e a mulher em suas fases de crescimento precisam de uma instrumentalização educacionais que os eleve como seres pensantes, modificando o caráter e suas ações através da educação. Ademais os conceitos de paidéia foram se complementando e modificando ao longo da história, como no caso da Idade Média, no qual a igreja implementou novos sentidos para este, mas também um termo que pode ser abordado é o de Omnilateral, sendo que este expressa os lados que um indivíduo como intelectual, cultural, psicológico, afetivo, entre outros, segundo István Mészáros, formando o sujeito como um todo, não apenas a parte educativa. Outrossim, quando começa os estudos sociológicos na educação percebe-se que os problemas envolvidos se dão pelo desigualdade social, no qual a consequência para os estudantes menos favorecidos é a evasão escolar, pois a escola tornou-se um objeto de não interesse, sendo que este sujeito deixa a instituição de ensino, tem sua inserção no trabalho árduo e sem reconhecimento ou ascensão financeira desde de cedo, restringindo as melhores formas de ensino para as camadas burguesas, visto que estes que tem os melhores recursos financeiros e não precisam se preocupar com alimentação, moradia, entre outros recursos que são essenciais para a sobrevivência. O Brasil, passou por vários processos ao longo de sua história, no qual sua tradição não permite o investimento na educação, como no exemplo do Brasil colonial, onde o rei João terceiro não enviava dinheiro destinados para o ensino, levando os jesuítas reservarem suas verbas para isto, isso ocorre até nos dias de hoje, pois os órgãos municipais, estaduais, regionais e federais, infelizmente encontram meios de burlar as leis que visam direcionar montante para a educação. Além disso, quando a Ditadura Militar inicia-se no Brasil, muitos estudiosos que não são a favor deste regime, precisam sair do país, pois poderiam ser caçados, torturados ou até mortos, neste período ocorre uma ruptura entre a educação e a sociologia, visto que a verdade tinha consequências reais. No início da década de 90 final da de 80, com o final do Regime Militar, ocorre a união novamente da sociologia e a da educação. Alias, grandes sociólogos como Karl Marx ( publicou muitas obras como “ As diferenças da filosofia da em Demócrito e Epicuro”, “Sagrada família” , “O 18 Brumários de Luís Bonaparte”, entre outras), Pistrak (estudou a pedagógico do trabalho na sociedade contemporânea, como algo de valor e não inútil), Makarenko ( dirigiu uma colônia de trabalho Gorki, instituto de reabilitação para jovens delinquentes, que abrigou órgãos, desempregados e toxicômanos, escrevendo “Poema pedagógico”, também desenvolveu um projeto, no qual seu objetivo era de uma reeducação por meio de trabalho), entre outros sociólogos que influenciaram na forma de se educar e ensinar, por meio de estudos sociais tornou-se possível o desenvolvimento do indivíduo na sociedade, não tornando a classe social como fator de impedimento. No entanto, existem os sociólogos reprodutivista que estudavam uma linha de pensamento que retrata como a burguesia tinha privilégios de um ensino educacional completo e cheio de equipamentos que agregava no conhecimento, enquanto o proletariado ia para uma escola, no qual não tinha o material completo e nem elementos adicionais para integrar no seu aprendizado, dando força para a evasão escolar. Em suma, vale ressaltar que a matéria de Fundamento da educação, tem o intuito de mostrar como as alterações que a linha do tempo sofre por meio de acontecimentos que o homem influenciou ou não, acarretam consequências na educação e como os indivíduos agem perante a formação que eles foram sujeitos durante a vida toda, sendo que a desigualdade social que as cadeias hierárquicas estão inseridas mudam seu aprendizado, suas escolhas, seu círculo social, tornando mais difícil sua ascensão financeira.

  2. Renan Gonçalves Rocco disse:

    Turma: Letras – Diurno
    RA: 201042193

    No decorrer dos estudos de Fundamentos da Educação, tive contato com inúmeras questões problemáticas de caráter social. Interessei-me, principalmente, pela problemática do ensino das relações étnico-raciais no Brasil. Aprofundei os meus conhecimentos sobre a história da educação no Brasil e pude concluir com propriedade que o país sofreu, em toda sua história, um racismo institucionalizado. Desde os primórdios, o preconceito racial esteve inserido na literatura, geografia, biologia, entre outras matérias escolares. Além disso, perdura até os dias atuais um ensino majoritariamente eurocentrista, o qual praticamente ignora a cultura africana e a história do continente, que possui inegável presença no dia a dia de todos os brasileiros.
    A educação no Brasil deve ser pensada no desenvolvimento de uma sociedade qualificada e favorável a assegurar os direitos do povo, além de valorizar e preservar a cultura. É importante que seja incrementado um ensino que visa a proteção dos direitos culturais, sociais, políticos e econômicos da população. Entretanto, os docentes no Brasil enfrentam diversos entraves. Isso pôde ser visto e aprofundado no texto “A perspectiva da formação docente: analisando reivindicações históricas e propondo táticas superadoras.”. Pude compreender que, por mais que várias medidas positivas tenham sido implementadas na educação brasileira, a falta de um projeto de reestruturação de carreira permeou a carência de um sistema de boa qualidade. Ademais, a desqualificação do sistema também provém da burguesia, a qual persiste assiduamente na alienação do trabalhador, na destruição do conhecimento científico e na “desdemocratização” do ensino como projeto, através de privatizações neoliberais.
    A compreensão dos conhecimentos resumidos acima contribuiu demasiadamente para a minha evolução pessoal, meu julgamento sobre a realidade em sociedade. O processo de estudo racional da história é fundamental para a compreensão de qualquer conteúdo. Para mais, é pertinente pontuar que a escolarização no Brasil precisa de um projeto que assegure os direitos do povo, incentive a atitude científica, instrua a consciência de classe e contribua com a formação política do estudante.

  3. Beatriz dos Santos Caires disse:

    Turma: Pedagogia

    Na disciplina Sociologia da Educação I, desenvolvida remotamente por causa da pandemia do covid19, foram estudados diversos conteúdos por meio de vídeos, encontros pelo Google Meet, além de PDFs e textos complementares, dessa maneira, o conteúdo que mais me interessei e assimilei foram As Interações Fundamentais da Sociologia da Educação, pois estava presente no conteúdo das aulas e também, no texto “A Mercadoria” de Karl Marx, que fiquei responsável na atividade Síntese do Seminário de Textos (SST). Logo, nessa matéria, aprendemos o significado de Fetichismo da Mercadoria, onde esse fetiche torna a mercadoria uma figura autônoma, com vida própria, escondendo em sua essência o trabalho social e os homens, ou seja, uma dicotomia entre aparência e realidade, sendo o exemplo mais simples e universal do capitalismo. Além, de dar origem a conceitos como Reificação ou Coisificação, que significa a inverção entre as coisas e as pessoas, tornando os trabalhadores objetos, que são manipulados pelas mercadorias. Alienação, onde um individuo, um grupo, uma instituição ou uma sociedade são alienados aos resultados de sua própria atividade, à natureza a qual vivem, a outros seres humanos e também, a si mesmos, causando um grande problema para a educação, pois um aluno com auto-alienação pode ter seu desenvolvimento humano impedido. Estranhamento ou “trabalho estranhado” refere-se à existência de barreiras sociais que se opõem ao desenvolvimento da capacidade e personalidade humana, dessa forma, também sendo uma dificuldade no âmbito escolar.
    Por fim, essas quatro categorias são fundamentais para a interação da Sociologia com a Educação.

  4. Beatriz dos Santos Caires disse:

    Turma: Pedagogia

    Na disciplina Sociologia da Educação I, desenvolvida remotamente por causa da pandemia do covid19, foram estudados diversos conteúdos por meio de vídeos, encontros pelo Google Meet, além de PDFs e textos complementares, dessa maneira, o conteúdo que mais me interessei e assimilei foram As Interações Fundamentais da Sociologia da Educação, pois estava presente no conteúdo das aulas e também, no texto “A Mercadoria” de Karl Marx, que fiquei responsável na atividade Síntese do Seminário de Textos (SST). Logo, nessa matéria, aprendemos o significado de Fetichismo da Mercadoria, onde esse fetiche torna a mercadoria uma figura autônoma, com vida própria, escondendo em sua essência o trabalho social e os homens, ou seja, uma dicotomia entre aparência e realidade, sendo o exemplo mais simples e universal do capitalismo. Além, de dar origem a conceitos como Reificação ou Coisificação, que significa a inverção entre as coisas e as pessoas, tornando os trabalhadores objetos, que são manipulados pelas mercadorias. Alienação, onde um individuo, um grupo, uma instituição ou uma sociedade são alienados aos resultados de sua própria atividade, à natureza a qual vivem, a outros seres humanos e também, a si mesmos, causando um grande problema para a educação, pois um aluno com auto-alienação pode ter seu desenvolvimento humano impedido. Estranhamento ou “trabalho estranhado” refere-se à existência de barreiras sociais que se opõem ao desenvolvimento da capacidade e personalidade humana, dessa forma, também sendo uma dificuldade no âmbito escolar.
    Por fim, essas quatro categorias são fundamentais para a interação da Sociologia e a Educação.

  5. Beatriz da Silva Pascoal disse:

    Na matéria de Sociologia da Educação I o assunto que mais me interessou foram as relações sociais existentes na educação. Os alunos no ambiente escolar se relacionam com vários conceitos como: com o produto de seu aprendizado, o método de aprendizagem, com a cultura em que ele está inserido, com o êxito que a escola dá para diferentes rendimentos escolares, com os conteúdos aprendidos e com o processo de ensino, ele desenvolve também relação com papéis sociais, com profissões, jornada escolar, horário escolar e com o trabalho escolar, o qual muitas vezes é considerado um meio para satisfazer suas necessidades pessoais. Porém mesmo com todas essas relações muitas vezes o aluno se vê alienado no meio em que ele está inserido, esse discente tem dificuldade para entender o que ele deve aprender, entende que o método de aprendizagem não lhe diz respeito, até mesmo a cultura é ensinada de forma reificada, o sentimento de competição, o entendimento de que o êxito alheio é o seu fracasso geram um sistema de recompensas, e esse sistema não motiva os alunos a adquirirem conhecimento, eles fazem tudo visando notas, títulos, presentes ou férias.

  6. Lorenza Imiane Ramos disse:

    Nesse semestre comecei a analisar o que é a sociologia e quais são suas aplicações práticas no contexto social, inclusive na educação. Nunca havia pensado que a sociologia pudesse andar junto com a educação, mas com o passar das aulas e dos textos apresentados na disciplina percebi que a sociologia é mais presente em nossa vida do que pensamos. Durante o meu Ensino Médio poucos assuntos dessa matéria foram apresentados, por isso muitos conceitos básicos comecei a assimilar somente nesse semestre, conceitos como: trabalho enquanto atividade humanizadora, estranhamento, alienação, relações de produção, fetichismo e até mesmo os métodos e teorias dos três principais fundadores da sociologia, Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber. Gostei bastante de como as teorias de Karl Marx são comparadas com o trabalho docente, como o professor pode ficar alienado a sua função. Para Marx o trabalho é a própria atividade humana, faz parte de nossa identidade, é o que nos define; no âmbito escolar o trabalho é composto por todas as ações educativas, seja por parte do professor, do aluno, do diretor, etc. No texto Trabalho Docente de Kenia Miranda é apresentado como o professor vende sua força de trabalho à uma instituição educacional e que muitas vezes ele não vê o produto de seu trabalho “Os trabalhadores da educação são trabalhadores assalariados em sua totalidade, sem propriedade dos meios de produção, possuindo parcial controle do processo de trabalho e flexibilizado nas suas formas de contratação”. Mariano Enguita esclarece muito bem como se dá alienação do trabalho docente; por meio do texto “Trabalho docente: alienação, autonomia e gestão escolar” e também por seu próprio texto (Trabalho e ideologia) podemos ter uma compreensão mais ampla sobre esse processo “a perda de autonomia do trabalho do docente se concretiza pela perda de decisão sobre o resultado da sua atividade, pois as regulamentações, normas, disciplinas, e procedimentos pedagógicos são determinações que não contam com a participação do docente”.
    Assim, podemos concluir que a alienação do trabalho docente está muito presente em nossa sociedade e se dá de várias maneiras diferentes, por isso quando o trabalho sofre alienação há uma mudança radical em seu significado, pois passa de atividade prazerosa e humanizadora, para uma atividade cansativa, incoerente e desconexa, cujo único objetivo é vender as forças de trabalho para garantir sua forma de subsistência, seu salário.

  7. Jaime Bizarri Duarte disse:

    Dentro da disciplina de Sociologia da Educação I, realizada remotamente devido a pandemia de COVID-19, utilizando os recursos digitais disponíveis, me agradou os conteúdos referentes as relações sociais no ambiente escolar. Como sabemos a escola é um espaço onde existem diversos indivíduos, com diversas funções e papeis, além de estabelecerem diferentes tipos de relações sociais. Estas relações influenciam diretamente e indiretamente as interpretações dos educandos com relação ao ambiente.
    Os produtos dessas relações são a aprendizagem, os métodos de ensino, a cultura escolar vigente, o sucesso e o fracasso escolar, além das relações com estruturas sociais pré-estabelecidas como os papeis sociais, rotina de estudos e profissões. Toda essa construção social que a escola faz com o indivíduo pode e irá moldar sua atuação social, de forma que internalize formas de agir em sociedade e assumir papeis sociais, tendo aí o papel fundamental do professor como agende de problematização do social, formando os seus alunos criticamente para atuarem como agentes de transformação social.

  8. Tamires Gomes Manhães disse:

    No decorrer do estudo de Sociologias nos deparamos com inúmeros estudos interessantes e que geraram grande aprendizado e reflexão, porém o que mais me chamou a atenção foi sobre a Sociologia da educação de Émile Durkheim, sociólogo francês que acreditava que a principal função do professor é formar cidadãos capazes de contribuir para a harmonia social.
    Durkheim acreditava que a sociedade seria mais beneficiada pelo processo educativo. Para ele, “a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta”. E quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola esteja inserida.
    Nessa concepção durkheimiana – também chamada de funcionalista -, as consciências individuais são formadas pela sociedade.
    Essa teoria, além de caracterizar a educação como um bem social, a relacionou pela primeira vez às normas sociais e à cultura local, diminuindo o valor que as capacidades individuais têm na constituição de um desenvolvimento coletivo.
    Essa ideia me chamou muito a atenção e me fez me aprofundar mais no assunto, absorver mais o conteúdo e conhecimento.

  9. Júlia C. Rodrigues disse:

    Na disciplina de Sociologia da Educação I, o assunto pelo qual mais me interessei foi as interações fundamentais na Sociologia da Educação, no qual é possível traçar um paralelo com a realidade educacional nos dias atuais. É claramente visível no ambiente escolar a desmotivação por parte dos professores, que são completamente alheios ao trabalho que fazem, o executando somente para cumprir para com a sua obrigação; são realmente raros aqueles que exercem sua profissão sentindo prazer em fazê-la. Os professores visam somente o salário no começo do mês (como o capitalismo instiga a todos a fazerem isso) e não se reconhecem mais na profissão que exercem, no trabalho que executam.
    Os alunos, desde cedo na escola, são obrigados a se encaixarem num molde que possui uma hierarquia e dela não podem se desviar; não têm prazer em estudar, em adquirir conhecimento, mas somente estudam porque é visto como uma obrigação conseguir notas, conseguir aprovação no final do ano, para no final da carreira escolar conseguir ser aprovado no Vestibular. De fato, a sociedade em geral enfia na cabeça do aluno que “você estudou a vida toda para esse momento, não estrague tudo agora”, e isso é um dos motivos que mais desmotivam o aluno durante o período escolar. Para o estudante, a escola é vista como uma obrigação enfadonha, onde se é obrigado a tirar boas notas para, no final, ser recompensado com a aprovação e com as férias, caso contrário, ele deve refazer o ano de novo, além de sofrer com o julgamento de toda uma sociedade.

  10. Laura Cristina Nogueira Dias disse:

    Turma: Pedagogia

    Na disciplina de Sociologia da Educação I o que mais me interessou foi sobre a visão de Karl Marx, que desenvolveu sua filosofia Práxis (onde a prática não se separa do ato de pensar, o pensamento ganha vida no momento que é encarnado na realidade). Os conceitos da Teoria Marxista são: materialismo histórico e dialético, classes sociais, exploração e opressão, trabalho, alienação e estranhamento. Marx analisa a sociedade perante as classes sociais, a relação entre indivíduo e sociedade é delimitada pela classe social em que ele está posicionado. As classes sociais segundo Marx estão divididas em duas: burguesia (donos dos meios de produção – super estrutura/classe dominante) e proletariado (trabalhadores que vende a força de trabalho e inclusive produzem lucro para enriquecer a burguesia – estrutura/classe dominada). O materialismo recebe esse nome porque tem a materialidade da análise, Marx vai dizer que não pode analisar as coisas como se fossem mero acaso, elas acontecem porque tem esse posicionamento na classe social, ou seja, são diferentes histórias que vai de acordo com a classe social de cada pessoa, ou seja, segundo a realidade material das pessoas. Marx vai se basear na contradição dialética entre as classes burguesa e proletário para obter uma transformação na sociedade, porque a classe dominada recebe a ideologia da classe dominante e para que ocorresse uma mudança, era necessário a classe proletária ter consciência de classes porque até então era alienada pela burguesia. O trabalho designa a operação humana na transformação da matéria natural em objeto de cultura, então desde sempre o homem trabalha para sua própria sobrevivência e por isso Marx dizia que a essência do ser humano está no trabalho, o que os homens produzem é o que eles são. O homem é o que ele faz e a natureza dos indivíduos depende, portanto, das condições materiais que determinam sua atividade produtiva. O trabalho seria o fator que faz a mediação entre o homem e natureza, é a expressão da vida humana. O que humaniza e desumaniza (exploração) o ser humano é o trabalho. Como o homem está submetido ao trabalho moderno, assim ele se desumaniza, não sendo dono do projeto que produziu porque ele não se reconhece no produto que ele fez, por conta da divisão do trabalho, causando assim a alienação, um indivíduo ou sociedade se tornam alheios, estranhos aos resultados ou produtos de sua própria atividade e também a si mesmos, a natureza e a outros seres humanos, provocando um estranhamento pois há barreiras sociais que se opõe ao desenvolvimento da personalidade humana. Também há alienação no âmbito escolar, no texto ‘Trabalho docente: alienação, autonomia e gestão escolar’ esclarece muito bem sobre esse assunto, Mariano Enguita explica “a perda de autonomia do trabalho do docente se concretiza pela perda de decisão sobre o resultado da sua atividade, pois as regulamentações, normas, disciplinas, e procedimentos pedagógicos são determinações que não contam com a participação do docente”, ou seja, se sente alienado na participação da aprendizagem do discente, como consequência, não se reconhece mais na sua própria atividade e em si mesmo, o individuo perde o prazer na sua profissão e passa ter cansaço, tristeza, se tornando um peso para sua vida, só realiza sua atividade ou trabalho ( vende sua força de trabalho) para suprir suas necessidades e obter o seu salário. Então é possível ver isso ainda nos dias de hoje o individuo tanto no meio de produção quanto no ambiente escolar se sente estranho diante de sua própria atividade e também a outro indivíduo.

  11. Jadie Soares Rosa Rezio disse:

    No final da disciplina fundamentos históricos, sociológicos e filosóficos da educação, pude compreender a fundo a metodologia de ensino da pedagogia histórico-crítica proposta por Saviani. As pesquisas em estado da arte também se tornaram conhecimento prático para o meu dia a dia, após realizar as atividades proposta, utilizei o conhecimento para a realização de outros trabalhos em outras disciplinas. Através dos materiais disponibilizados, das vídeo aulas e dos encontros ao vivo, pude compreender mais do cenário educacional mundial (Retomo aqui as atividades sobre história da educação com o livro do Manacorda) e nacional e principalmente refletir sobre quais são as tendências que a educação tem demonstrado. Reconheci que o modelo capitalista impacta diretamente no discurso e no modo que as disciplinas são trabalhadas em sala de aula. Tenho para mim que a educação deveria ter um papel emancipatório, dando sabedoria para que os estudantes possam compreender o mundo ao qual estão inseridos, afim de retirá-los do trabalho alienado.

  12. Larissa Fernanda Moraes disse:

    De acordo com o que pude compreender da Matéria de Sociologia da Educação, ministrada remotamente, trata-se da compreensão e discussão de um todo, neste conteúdo saímos de um “eu” para um “nós”, entendemos a formação da sociedade em um conjunto e especificamente em torno da educação, então através desse pensamento estudamos as escolas, pelo seu ambiente social e de formação humana. Houve um destaque em três clássico da sociologia, são eles: Karl Marx, Durkheim, Max Weber. Cada um deles se dedicou a uma ideia que marcou a história, como exemplo Marx que criticou a sociedade de classes (capitalista).
    Enfim, o texto que mais me chamou a atenção foi , foi interessantes os destaques apresentados no texto sobre a alienação no âmbito educacional, e como a forma capitalista da sociedade faz com que nossas ideias e ações se prendam em uma caixinha, não vemos a real amplitude do nosso trabalho. O texto trata da importância e necessidade de revolucionar o modo de trabalho, em escolas principalmente, para transformar a dignidade humana e assim desalienada, nos tornando capaz de realizar diferentes ações, tornando-se livres e exercendo nossas múltiplas potencialidades.

  13. Dienifer Cristina de Souza Simionato disse:

    De todos os conteúdos estudados por nós, o que eu achei mais interessante foi Marx, quando ele fala a respeito da Alienação, Reificação, Fetichismo e Estranhamento, para Marx o trabalho no modo de produção capitalista aliena o trabalhador, porque o homem executa o trabalho, mas não compreende a razão, isso torna o trabalho alienado, no modo de produção capitalista o homem não pensa sobre o trabalho que faz, ele simplesmente faz, ele não se realiza, se sente fora de si no trabalho e dessa forma ele se desumaniza, porque na concepção de Marx o trabalho torna o homem mais humano, para ele o seres humanos transformam o mundo pelo trabalho. O modo de produção capitalista leva ao fetichismo da mercadoria e à coisificação (reificação) do trabalho, ou seja, é como se a mercadoria ganhasse vida, a pessoa ama tanto as coisas que é como se elas tivessem vida, na reificação o trabalhador é transformado em mercadoria.
    Outro ponto que me chamou bastante atenção é o que Marx pensa a respeito da educação, ele e Engels pensam que a educação pode transformar o ser humano em um ser humano crítico, que percebe a relações que estão por trás da sociedade capitalista, um ser humano que pode desenvolver plenamente suas potencialidades, por meio do desenvolvimento de nossas potencialidades nós vamos nos construindo humanos. Então, a educação juntamente com a práxis social (participara da sociedade de maneira crítica consciente), forma o homem novo, consciente de suas potencialidades.

  14. Hellaine Cristina Damião Rodrigues disse:

    Turma: Pedagogia I

    A disciplina de Sociologia do primeiro semestre foi passada de forma remota e que através dela consegui aprender sobre alguns assuntos, principalmente sobre a interferência do capitalismo na educação. Durante as aulas aprendi sobre a história da Sociologia e seu conceito, principalmente no Brasil, com a criação do Inep e com os estudos sobre a formação do trabalhador. Também, foi retratada a sua importância para as mudanças sociais e para as características que diferem os Homens. Durante as aulas do primeiro semestre foram apresentadas as teorias e obras da tríade fundadora da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber. Além disso, para expandir o meu conhecimento foi feita leituras de obras que colocaram como principal agente o capitalismo, suas características e consequências, como um homem subordinado ao outro, o consumo e a produção exagerados de mercadorias com a prioridade de valorizar o capital. Essas características que mantém o capitalismo ativo na sociedade foram o que mais achei de interessante. As características iniciam visivelmente nos processos de aprendizagem, com a preparação de um Homem voltado para o mundo do trabalho. Com isso, compreendi que dentro da escola a pessoa aprende como funciona a sociedade. Ela aprende sobre as relações sociais e que o aluno não determina o produto do seu trabalho, ou seja, como algo impossível de ser mudado. O aluno possui seu papel pré-determinado pela escola, pois a escola cria pessoas sem personalidades próprias, pessoas que já sabem manter o seu horário de trabalho, pois aprendeu com o horário escolar, que é parecido com o tempo de um trabalho, com a entrega das tarefas em um prazo, com a obtenção de gratificações obtidas por meio das atividades cumpridas, com as competições e com a satisfação de que o outro não alcance suas metas. Assim, como na escola é passado esse ensino, no trabalho só continua com o que foi aprendido, ou seja, com a valorização do capital, com as relações mais individualizadas, estranhadas e com mais jornadas. Achei importante o assunto sobre como se encontra o trabalho docente, esse trabalho encaixado nas exigências da sociedade capitalista, que a cada dia o professor não possui a liberdade de produzir suas aulas, de expressar suas opiniões, ou seja, não possui o controle dos instrumentos e meios de produção e sem condições de autonomia para planejar e executar o seu trabalho ocasionando a sua desvalorização. O que é estabelecido possui influência da forma que a educação tornou-se comercial, com as empresas e indústrias modificando o sistema de aprendizagem, que obviamente proporciona o aumento da economia. Com isso, compreendi que se constroem, como consequência, pessoas alienadas, estranhadas e prontas para se encaixar no que foi determinado pela sociedade do capital. Essas pessoas são transformadas em seres que não sentem vontade de fazer seu trabalho, de dominar o seu produto de ofício e por isso, torna-se um trabalho desqualificado, especialmente como uma mercadoria e não como a realização do homem. Portanto, também considero de importante a mercadoria que se tornou algo natural, ou melhor, os materiais tornaram-se naturais na sociedade capitalista e que são portadores de valor.

  15. HEITOR APARECIDO DE PAULA SILVA disse:

    Turma: Ciências Biológica.
    Título: A tragetória da educação brasileira

    A disciplina de fundamentos da educação possibilitou uma visão mais abrangente a respeito dos temas história, filosofia e sociologia voltados a educação.
    O tema que mais me aprofundei foi a história da educação,ele nos mostra a construção do ensino no Brasil, desde a chegada dos jesuítas que desenvolveram no país a pedagogia tradicional católica até os dias atuais sofrendo forte influência do sistema capitalista que influência um sistema educacional profissionalmente buscando capacitar os jovens para as demandas do mercado.
    Segundo Saviani, a história da educação brasileira pode ser dividida em 4 pontos principais, sendo a primeira a chegada dos jesuítas com o objetivo de converter a alma do índio brasileiro à fé cristã, ignorando a cultura nativa e forçando suas crenças e ensinamentos. Posteriormente, contrário aos jesuítas tivemos as reformas pombalinas influenciado pelas ideias iluministas ele instalou um sistema laico de ensino, onde o professor era uma figura central no processo educacional.
    O terceiro março corresponde ao período ditatorial brasileiro, nele o ensino passou a ser controlado pelo governo federal limitando a autônomia dos estado e o que era ensinado sendo o período mais difícil para o educador brasileiro. Por fim, nós dias atuais como no decorrer da história o ensino sofre com a falta de incentivo por parte do governo, formando ” analfabetos funcionais ” visando atender as demandas do mercado, vale ressaltar a dificuldade que os educadores sofrem até hoje devido as condições precárias no ambiente escolar e falta de incentivo salarial gerando um sucateamento da educação brasileira.

  16. João Pedro Pópoli Basso disse:

    Ao longo da disciplina, por ter tido contato direto com diversos estudos relacionados às concepções filosóficas, sociológicas e históricas da educação, acabei por despertar um enorme interesse nos conteúdos que trabalham, com maior ênfase, a pedagogia socialista e as teorias marxistas da educação. Na aplicação das teses absorvidas em minha prática social (entende-se o momento da catarse), busquei me aproximar de um quadro analítico que me permitisse discutir as propostas de Marx para a realização plena de uma pedagogia socialista. Vale lembrar, no entanto, que me basearei apenas nas poucas falas de Marx e Engels sobre a educação para a realização desse exercício. Dessa forma, reconheço estar trabalhando apenas com uma pequena fração do conteúdo desta vasta área de pesquisa, explorada, principalmente, por autores como Suchodolski, Dommanget, Rossi, entre outros.
    Baseando-me na leitura de trechos de obras como “Manifesto do Partido Comunista” e “O Capital”, pude perceber uma tendência muito clara de Marx a se apoiar em premissas da filosofia materialista. Para o autor, os pilares que sustentam a pedagogia socialista devem, em grande parte, pautar-se em ações práticas aplicadas aos mais variados ofícios encontrados na sociedade. A pedagogia socialista, nesse quesito, dispõe-se como promotora de diretrizes que se opõem drasticamente a qualquer tipo de pedagogia da consciência (como as pedagogias sensualista e idealista, por exemplo). Marx acreditava, portanto, que apenas a união do trabalho remunerado precoce com o ensino comum poderia criar homens plenamente desenvolvidos e capazes de se sobrepor socialmente às classes dominantes.
    De forma sucinta, Marx se mostrava favorável à aplicação de uma metodologia baseada em três itens que, segundo ele, são indispensáveis para o exercício de uma educação pública, gratuita e de qualidade. Estes itens denominam-se: “Ensino Intelectual”, “Educação Física” e “Adestramento Tecnológico”. O primeiro item refere-se ao ensino escolar comum baseado no conhecimento científico. O segundo item, por sua vez, associa-se à execução de exercícios militares nas escolas, para o fortalecimento dos corpos e a melhora da saúde dos jovens. O último item, “Adestramento Tecnológico”, diz respeito ao contato precoce dos indivíduos, de idades entre 9 e 17 anos, com todo o maquinário necessário para o desempenho dos mais variados ofícios dentro da sociedade. Tal prática se faz necessária para que os futuros revolucionários, além de conhecerem intimamente os meios de produção, tornem-se familiarizados com toda a ciência por trás de cada bem, material ou intelectual, produzido em nossa sociedade.
    Por fim, é possível dizer que a teoria marxista da educação, interpretada por meio do socialismo científico, sintetiza-se em dois pontos:
    - Pauta-se no materialismo.
    - Pontua o indivíduo criativo como aquele capaz de criar meios para que outros cheguem a sua mesma constatação física ou mental.

  17. Ohk Sun dos Santos Durães Mazucato disse:

    Turma: Ciências Biológicas

    Ao cursar a matéria de Fundamentos Históricos, Sociológicos e Filosóficos da Educação, mesmo que de forma remota, pude enfim ter um contato mais aprofundado com essas três áreas, principalmente com a Sociologia e a Filosofia, as quais foram insuficientes durante meu ensino médio. Com o módulo de história da educação, foi possível compreender como, desde o princípio da história, trabalho e educação andam juntos. Analisando os diversos tipos de produção que existiram na história humana pode-se observar como cada um deles influenciou a educação humana, desde o surgimento da educação escolar com a privatização da propriedade, passando pela hipertrofia da escola com o capitalismo, até a ideia de formação omnilateral, que assim como outros modelos de formação, tem suas raízes na paideia grega. A formação omnilateral se contrapõe a formação unilateral que vivenciamos atualmente, a qual é provocada pelo trabalho alienado, pela divisão do trabalho, pelo estranhamento e pela atual sociedade. No módulo de Sociologia da educação, foi possível entender como a sociologia e a educação andam juntas. Refletindo sobre a obra de Karl Marx nota-se como o modo de produção capitalista levou a uma divisão de classes sociais, visto que a produção é a forma que o homem manifesta sua existência e durante o processo de produção estabelece relações sociais. Além de chegar a outros conceitos como exploração e opressão, alienação e estranhamento. Analisando as teorias socialistas da educação é possível ver como a divisão de classes sociais afeta diretamente a escola que em consequência reproduz a desigualdade social e a perpetua, além de impor a cultura da classe dominante. Entender os processos que se passam na escola se mostrou de suma importância para compreender e assim obter ferramentas para lidar com os mecanismos da escola em uma sociedade dividida em classes. Por fim no módulo de Filosofia da educação pode-se compreender o significado do trabalho para o homem, sendo elemento central e fundamental para a humanização. Através do trabalho o homem pode moldar a natureza a seu favor e com esse processo ele também molda a sua natureza e se educa. Na sociedade capitalista o trabalho perde essa função humanizadora como resultado da alienação e estranhamento. Para combater isso tem-se então a formação omnilateral que busca reconstruir a relação trabalho-educação.

  18. Carolina Marzochi dos Santos disse:

    Trabalho Sociologia da Educação I
    Docente:Fábio Villela
    Discente:Carolina Marzochi
    Turma: Pedagogia

    Os três principais pensadores clássicos da sociologia são Karl Marx(1818-1883), Émile Durkheim (1858-1917) e Max Weber (1864-1920), estudamos cada um desses sociólogos pelo semestre, porém antes, no Ensino Médio a sociologia fez pouca parte dos meus estudos, mas quando ensinada, sempre tinha um sociólogo que destacava minha curiosidade, Karl Marx, e junto com esses estudos consegui me aprofundar mais em sua história.
    Seus pensamentos e teorias são aplicados em vários estudos, desde a Economia até a Psicologia, entre muitos outros, contudo como é de se esperar, seus estudos com o campo da educação me interessaram mais. Karl Marx não se teve um foco certo no estudo da educação, porém dentre as várias teorias dele, algumas se encaixam muito bem com o tema educação, as teorias sobre o trabalho e alienação de Marx são uma delas.
    Em resumo esta teoria de Marx diz que a capital e os operários nunca se deram bem, são totalmente diferentes, contudo ambos precisam um do outro de acordo com a necessidade de cada um, dentro dessa divisão ocorre a alienação no proletariado, essa alienação seria o estranhamento desses operários em relação ao tanto que trabalham, e como são desvalorizados. Se este operário produzir mais, ganhará mais, mesmo que para o capital o produto seja mais valioso que o trabalhador, gerando uma exploração e suborno. A alienação seria o dever de trabalhar para satisfação do capital e não do operário, eles apenas trabalham para a sobrevivência.
    De acordo com isso vemos que em nossa sociedade há grande desigualdade, a classe alta social seriam os donos dessas capitais, já a população de baixa renda são os proletários, e isto muitas vezes vem sendo alienado desde o trabalho docente na escola, com características que desencadeiam essa acostumação de regras dentro da escola para o trabalho, entre outras táticas para a alienação do trabalho.

  19. Rívia Ribeiro Cezar disse:

    Turma: Ciências Biológicas

    Durante o desenvolvimento do semestre, a disciplina Fundamentos da Educação foi responsável por apresentar diversos domínios nas áreas de história, filosofia e sociologia, com foco nos processos relacionados principalmente à educação. Embora tenha sido realizada remotamente, devido a pandemia que infelizmente nos aflige, obtive a oportunidade de acompanhar a disciplina e atualmente carrego comigo inúmeros aprendizados adquiridos durante as aulas e pelos seus materiais complementares.
    Por meio das aulas expositivas do módulo História da Educação, foi possível observar e analisar os processos que ocorreram sobre a educação ao longo dos séculos, podendo realizar comparações com os atuais métodos utilizados na educação na contemporaneidade. Alguns dos tópicos estudados e que particularmente tive maior curiosidade e interesse, foi a “Paideia”, a visão grega de educação. A forma como a Paideia envolvia civilização, tradição e cultura, além da educação no período da Grécia Antiga, nos leva a refletir os atuais moldes da educação e conhecer como esse conceito foi importante para a formação de vários filósofos e sábios durante os séculos.
    A concepção socialista da educação e as teorias socialistas também foram tópicos, relacionados ao módulo de sociologia, que com as suas diversas teorias e obras como as de Pistrak e Makarenko, Gramsci, teorias progressistas e teorias crítico-reprodutivistas me habilitaram a compreender como alguns teóricos relacionaram dialeticamente a educação e a sociedade. Dessa maneira, foi possível observar como uma sociedade que possui divisão de classe é afetada desde a formação escolar dos indivíduos, de forma que a estrutura do sistema educacional encontrada no capitalismo seja uma das causas responsáveis pela estratificação social e contribui para a desigualdade social.
    Levando-se em conta os aspectos apresentados e muitos outros que foram estudados durante o semestre, de modo geral acredito que a disciplina me levou a ter uma maior compreensão de como as áreas de história, sociologia e filosofia influenciaram e ainda influenciam na educação atualmente e nos métodos de aprendizagem utilizados. Dessa forma, o conhecimento que adquiri por meio da disciplina contribui positivamente para minha formação na licenciatura e na minha futura atuação profissional.

  20. Rafaella Madalhano Rogério disse:

    Curso: Pedagogia
    Com base no que aprendi durante o primeiro semestre, as informações absorvidas puderam me ajudar a compreender que a disciplina de Sociologia é muito mais abrangente do que pensei que fosse. Com referência a Karl Marx, obtive conhecimento de que o estudo de Marx é com relação ao trabalho humano e a sua produção, podendo estabelecer inúmeros tipos de relações, como de afinidade, rejeição e de superação, que no caso, elas podem ocorrer ao mesmo tempo. Além disso, aprendi que o modo de produção é que molda o modo de vida de cada indivíduo. Nas sociedades capitalistas, o modo de produção da vida material é quem mantém o decorrer da vida dos indivíduos, já que nelas, a população busca o consumismo. Ademais, o conceito de alienação reflete muito nos dias atuais, um indivíduo ou grupos acabam deixando ser desinteressados diante de inúmeros fatores da vida social, afetando a capacidade dos indivíduos de agirem e pensarem por si próprios. Ainda, referente à Émile Durkheim, compreendi que o fato social são instrumentos que coordenam toda ação de um indivíduo, e que ele é exterior- quando atua sobre os indivíduos mesmo contra sua vontade, coercitivo- quando controlam os indivíduos à se conformarem com as regras da sociedade e geral- quando se manifesta em todos ou na maioria de indivíduos de uma sociedade. Ademais, os fatos sociais exis-tem porque possuem uma função na sociedade que é a de ligação com a parte e o todo. Durkheim, compara a sociedade como se fosse um corpo vivo, então, cada órgão do corpo seria encarregado de uma função específica e, já que o todo predomina sobre as partes, ele simboliza que a sociedade estaria sendo desempenhada pela parte que é constituída pelos fatos sociais.

  21. Tamires Boareto Capelari disse:

    Turma:Ciências Biológicas.

    Segundo Saviani, se os educadores quiserem compreender a fundo o significado essencial de sua profissão, eles devem se abrir sem reservas para a história da educação. Diante disso, compreendi que a história pode ser dividida em períodos de acordo com o modo de produção (comunismo primitivo, escravidão clássica, feudalismo, capitalismo, entre outros) e a educação está diretamente ligada a isto.
    A escola surgiu de acordo com a necessidade de uma educação diferenciada para a classe dominante, a qual possuía esse privilégio; já os da classe não dominante aprendiam na prática, sem oportunidade de estudo. Após o taylorismo e o fordismo, houve uma revolução educacional, a qual a máquina se tornou o centro do processo produtivo e a escola a forma principal e dominante de educação. Com isso, o sistema de ensino se bifurcou entre: escolas de formação geral e escolas profissionais.
    No mundo contemporâneo, vivenciamos a Segunda Revolução Industrial, na qual o objetivo é transferir as próprias operações intelectuais para as máquinas. É nesse momento que a escola é a forma principal, dominante e generalizada de educação, a qual desenvolve ao máximo as potencialidades dos indivíduos, através da omnilateralidade.
    Na parte de filosofia, apresentou-se muito a relação trabalho e educação. Foi exposto que o estranhamento remete a ideia de barreiras sociais e não possibilita o pleno desenvolvimento da omnilateralidade do ser. Mostrou-se também que formação omnilateral é o melhor projeto de educação para o contexto que vivemos, em razão de abranger dimensões intelectual, corporal e tecnológica, superando a divisão entre o trabalho físico e intelectual (contrapondo o desenvolvimento unilateral).
    A sociologia apresenta um conhecimento gerado em meio a dificuldades, dúvidas e problemas, sem regras eternas e sem relativismo generalizado. Esta ciência estuda o “social” e os “fenômenos sociais”, os quais possuem um campo extenso, invadindo diferentes campos científicos. Aprendi que a sociologia na educação está inserida através de pesquisas educacionais, as quais ao longo do tempo exibiu diferentes perspectivas. O INEP, por exemplo, foi criado nos anos 30, porém, apenas na década de 1950 financiou pesquisas com enfoque na educação, apresentando temáticas e abordagens diversificadas.

  22. Lara Maria Biancheti disse:

    Turma: Ciências Biológicas

    Ao longo do semestre, abordamos diversos assuntos relacionados à história, à filosofia e à sociologia, correlacionando-os às muitas temáticas que envolvem a educação. Conseguimos vislumbrar os preceitos que influenciaram as decisões tomadas para formar o ensino de hoje.
    Estudamos a história da educação no Brasil e como ela é baseada na europeia. O país sofreu, sofre e, se nada (ou pouca coisa) for feita, ainda sofrerá muito com o racismo institucionalizado que nos rege. A cultura, costumes, história, lendas e até as religiões de origem africana e indígena foram, e ainda são, marginalizadas pela sociedade, o que se reflete no ensino formal.
    Vimos as dificuldades e entraves que os docentes brasileiros enfrentam no que diz respeito a não-valorização do trabalho refletida nos baixos salários, a falta de estrutura (espaço físico, material didático, etc), e, mais atualmente, na interferência de setores conservadores no conteúdo a ser aplicado, além de um certo tipo de censura nas salas de aula. De determinada forma, essa desqualificação do ensino brasileiro favorece uma burguesia que se mantém graças a alienação do trabalhador, já que a falta de educação contribui para manter as pessoas no mesmo nível, sem possibilidade de subida na pirâmide social, o que produz mão-de-obra barata.
    O estudo de diversos modelos educacionais propostos por grandes pensadores, antigos e contemporâneos, me fez refletir sobre o porquê estes conhecimentos e estruturas de ensino não são empregadas, já que muito provavelmente refletiriam em melhorias na educação. Dessa forma, encerro a disciplina com muitos ganhos: dúvidas! Acredito que a dúvida só nasce em terreno fértil e todo o conteúdo dispensado foi como adubo para a mente. A busca por respostas continua.

  23. Sandra Aparecida Candido disse:

    Pedagogia 1-
    Sociologia da educação
    Docente-Fábio Vilela
    Discente-Sandra Aparecida Candido

    Em Sociologia estudamos a didática histórica critica de Dermeval Saviani,filósofo e pedagogo Brasileiro e vimos a análise de suas teorias ou seja das teorias da educação,assunto que por mim houve maior interesse no aprendizado ,Vimos as teorias não críticas,pedagogia tradicional,pedagogia nova,pedagogia tecnista também as teorias crítico reprodutivas que serviram de base para a partida da criação da prática pedagógica segundo Saviani.
    Fizemos uma pesquisa sobre Estado da Arte , no qual eu gostei muito desse trabalho envolvido na escolha de um texto próprio , onde pudemos fazer nossa pesquisa sobre o assunto que mais nos interessava , e que nos fez desejar ter ainda mais conhecimento sobre o estado da arte e suas definições .
    Estudamos a sociedade ,os indivíduos e os processos de socialização.
    a unilateralidade,a omnilateralidade,e a politécnica.O conceito de omnilateralidade também é de grande importância para a reflexão em torno do problema da educação em Marx,ele se refere a uma formação humana oposta á formação unilateral provocada pelo trabalho alienado,pela divisão social do trabalho,pela reificação,pelas relações burguesas estranhadas,enfim.
    esse conceito não foi precisamente definido por Marx,todavia,em sua obra ,há suficientes indicações para que seja compreendido como uma ruptura ampla e radical com o homem limitado da sociedade capitalista.
    A unilateralidade burguesa se revela de diversas formas,de início a partir da própria separação em classe sociais antagônicas,base segundo a qual se desenvolvem modos diferentes de apropriação e explicação do real revela se ainda por meio do desenvolvimento dos indivíduos em direções especificas ,pela especialização da formação ,pelo quase desenvolvimento exclusivo da intelectualidade.
    Com certeza o ponto de chegada e o de partida na busca do conhecimento é um caminho incansável.

  24. Anne Beatriz Vilela Sarausa disse:

    Anne Beatriz Vilela Sarausa
    Ciências Biológicas

    De princípio, meu principal interesse na disciplina de Fundamentos era focado nas área da filosofia, com o decorrer da disciplina e as atividades de texto produzidas, acabei me aproximando mais e encontrando grande interesse na questão histórica/sociológica da educação.Na atividade de texto “Instrumentalização” tive contato com o capítulo “O nosso século em direção ao ano dois mil” o qual falava muito sobre a questão da educação, principalmente os modelos de escolas. A parte da disciplina na qual mais me aprofundei foi então a da história da educação no Brasil, modelos de escola e a sociologia da educação.
    Pude entender melhor todo o desenvolvimento da sociologia da educação a partir dos anos 30; partir dos anos 40 com um maior desenvolvimento na área pesquisa e nos anos 60 nos quais realmente se iniciaram os estudos sociológicos no Brasil e a partir daí foram abertos diálogos que promovam também maior entendimento sobre os aspectos socioeconômicas no quesito da educação. Estudamos ainda nos 70 um período diferente da sociologia,já que nesse momento o Brasil se encontrava na ditadura. Foi visto também o momento atual, e começo dos anos 2000, com a falta de valorização, estrutura e investimento na educação brasileira, mas em contrapartida vimos também certa mudança se comparados com os anos anteriores, o que acaba trazendo alguma esperança para os anos que ainda virão.

  25. lucas barboza disse:

    *TÍTULO: PRÁTICA SOCIAL FINAL, CONCEIITUALIZADA, ORGANIZADA, ESTRUTURADA, DESENVOLVIDA, ANALISA E DIVERSOS ASPECTOS ILUSTRATIVOS E REPRESENTATIVOS COM REFERENCIA A DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA DAEDUCAÇÃO QUE FOI CORRELACIONADA E INTERNALIZADA SEMESTRALMENTE EM PRICÍPIOS ANUAIS NA PERIODIZAÇÃO DE 2020.

    Podemos esclarecer, em princípios e referenciais analíticos, conceituais, práticos, teóricos, observatórios assim como estruturados, organizados e desenvolvidos e referenciados, a partir de embasamentos e correlações em referencia principal ao desenvolvimento introdutório e primordial da sociologia como conceitualização teórica e conceitual explícíta, ou seja podemos estabelecer que a sociologia em seu príncipio ilustrativo e representativo, se apresenta como uma ciência conceitual, teórica e prática e estritamente nova, ou seja em comparação com diverasas outras ramificações, históricas, filosóficas e geográficas, ou seja dentre as área das humanidades a sociologia de destaca como a ciência mais juvenil em seu bom sentido de jovialidade, mutação e transformação constante de seus meios representativos e ilustrativos que tiveram seu início no século XIX, ou em pleno vigor, energia e transpiração da então revolução industrial capitalista burguesa, que tem seu berço estabelecidamente luxuoso e herdado dentre seus privilégios pela sua mãe Inglaterra, ou seja a denominada pátria mãe capitalista burguesa, ou seja a mesma se dividiu em três partes, a primeira ainda na transição manufatureira para a realidade de produção maquinofatureira de produção em série ou esteiras, a partir da aquisição de diversas linhas de montagem e produtividade, lucratividade e representatividade ideológica intensa aos olhos de uma economia mundial que ainda sonhava com dias ensolarados e bucólicos de suas lavouras, enxadas e machados em um puro suspiro Carp diem do oragânico e humanista, que já não existia mais, pelo menos no círculo ocidental europeu, em que o campo, antes a pouquíssimo tempo era denotado, a partir figuras expostas em poemas romantizados, agora se estabelceu como um classificado de jornal matutinopara a busca de vagas nas diversas indústrias europeias, o que ocasionou um fluxo em grande escala do campo em direção as cidades inglesas, assim como todo o reino unido reino, ou seja a então representação lucrativa, rentável, potencializadora de capital, e acima de tudo uma representação ideológica e estritamente embasada e estabelecida ao poder da ascenção social por meio direcional da aquisição de bens e propriedades do capital, ou seja o capitalismo burguês, havia atingido o seu ápice fordista, toyotista e teylorismo, em todos os seus âmbitos ocidentais elitistas, ou seja a vida da nossa adorável e soberana elite industrial nacionalista, classista e burguesa, nunca fora tão alegremente e repugnantemente de suas almas, consciências, mentalidades, estrutura física, e claro sentados aos ombros de alguma criança ou mulher que estabeleciam seus ofícios compartilhando da maior alegria, harmoniosidade e reciprocidade com seus patrões, que retribuíam com a exploração infantil, de mulheres por horas intermináveis de trabalho em série, maquinofaturas ou linhas de montagens e jornadas repetitivas exploratórias, extenuantes, e representativamente, ilustrativamente escravocrata, visando que não havia horas para termino, começo ou descanso, e você já está transpirando e cansaço com esta leitura, pense que ainda assim os patrões atrasavam os relógios dos mesmo para trabalharem ainda mais, ou seja a maioria proveniente do fluxo ruralista para a cidade citado anteriormente, ou seja o êxodo rural europeu, em que além das brincadeiras exploratórias e do chicote em linha reta denominado de esteiras, ou memso os operários destas mesmas indústrias que serviriam como peças para execução do sistema capitalista motriz da lucratividade burguesa, em que estas mesmas não obtinham nem ao menos um lugar para algum delírio do patronato em libertá-los por algumas horas, ou seja o reino unido e as cidades inglesas com exôdo rural, não só de sua localidade, mas também fruto de toda a europa visto a descentralização eminente do sistema rural ou do campo, restando a alternativa de referenciar sua subsistência ao capital industrial de alta empregabilidade e necessidade de mão de obra e por isso houve uma grande lotação e aumento dos níveis demográficos de forma exponencial principalmente em todo o reino unido, ou seja considerada a região do desenvolvimento mundial capitalista, lucrativa, rentável, escravista e exploratória, ou seja só esqueceram e falar que estes termos que soavam como música clássica e de excelente repertório aos ouvidos de classe burguesa, e que os mesmos ouvidos mas do lado vitimista da história, no qual só ouviam ruídos, falas, discussões, diálogos, sofrimento, sons da maquinofatura desenvolvimenticia chegando para agregar a sua transpiração a sua razão de existência, ou seja uma pura obra socrática, em meio a vícios, desvios, fulgacidades, efemeridades e transitoriedades, como o alcoolismo, a depressão, a liquidez de suas vidas vazias, traições.. prostituições, estupros, ou seja o resultado das incessantes instrumentações tocadas para diferentes classes., estruturas, ocasiões e organizações, pois afinal um puro Chopam burguês clássico, pode se tornar um choop do bom aos ouvidos do operário, que repassa aos gritos do alcoolismo depressivo que de todas os seus preenchimentos lhe sobram vazio e apenas o tão somente o pensar, que de tanto vazio preferiu se juntar ao nada e ganhar a verdadeira liberdade do operáriado industrial, ou seja o prazer de não existir pelo menos em quanto o patrão pisca, sonha, se alegra enaltece e ilustra a troca de olhares direta e em perfeitamente recíproca, ou seja se retorcendo de pura alegria para poder ao menos se libertar de suas neessidades básicas ou pode ser um sintoma de um trabalhador motivado pelo seu exemplar patrão, quem sabe? fui encoberto por mais uma cortina católica, protestante e industrial, ou seja todas tinham um” Desing” tão lindo e por isso foi tão difícil se concentrar no texto, não eu iria falar e meu bocejo mesmo; por isso podemos estabelecer que foi em meio a este cenário que surgiu nossa nova sociologia, em um cenário problemárico, conturbado, dificultoso e estritamente radical em todos os aspectos sociais, ou seja uma sociedade me pleno respiro social, político e econômico, e assim como em seu surgimento de teorias contemporâneos da sociologia se implantam em ambientes camufláveis , inóspitos e desagradáveis aos olhos da superfície da sociedade, pois tudo que envolve eu, você e nós se torna invasivo e desconfortável, a menos que você já esteja acostumado com as curtidas dos posts ,midiático instagrameiros, ou seja o resto incomoda a todos, pois a sociologia é a representação máxima da nossa essência de conhecimentos, ideais, fragilidades, vícios, desvios liquidez, desequilibrio que a sociedade e o seu livrete de autoajuda insiste em esconde o carrasco da sociologia que aplica mais um de seus golpes e retira aquela manta quentinha que você insiste em utilizar, mas pode ser coisa da idade não é, o problema que que este senhor insiste em continuar adolescente a pelo menos 200 anos, além disso apesar de ser obtida através da problematização da sociedade em seus contextos dificultosos de sua vivência e experimentação luminosamente coletiva,conceitual e teórica e por isso não passa de uma adolescente reclamão de 200 anos, ou seja incomodo a todos frequentemente em diferentes dias, meados e períodos por isso ele necessita de três pais, sim não é casal homoafetivo e por isso pode já retirar sua cara feia e conservadora daí e não precisa começar a clamar por mitos e mortadelas, o que eu me refiro é sobre primeiramente Kahr marx, no qual desenvolveu diversas obras em referência ao operariado e sua exploração extenuantemente escravocrata, ou seja se aprofundando em termos filosóficos junto a dialética de Heigel e Platão , assim como o o desenvolvimento de seu próprio embasamento filosófico e dialético marxista, para referenciar sua própria ideologia e filosofia de vida e que estabelecia o meio como principal destinatário do ser social e sua vida , intelectual , política e cultural em seus diversos aspectos, assim como por sequência ao seu desenvolvimento e embasamento filosófico de vida e ideológico de contra-partida ao ideário capitalista de exploração escravista de acúmulo e bens de uma alta rotatividade, produtiva e escalonada, Marx estabeleceu o princípio de seu plano ideário de oposição ao sIstema burguês dominante, a partir da figuara central em todo este sistema, ou seja ,o trabalho, referenciado como a essência da conciência veradeira e reflexiva do homem, ou seja o trabalho é a sua significação perante o ambio coletivo, por isso o ofício ou o trabaho do homem em refreencia ao ofício da natureza aimalesca se difere bruscamente, pois para os animais em termos exemplares, se comportam por instinto e irracionalizantemente sobre o seu ofício, ou seja é algo externo a eles, já o homem imagina e projeta seu trabalho até sua conclusão final, ou seja resiguinificando sua existência na essência verdadeira e puramente humana, a partir do trabalho ou ofício, o que não ocorre na sociedade do nosso adorável e romantizado sistema industrial de produção capitalista, que animaliza o ser humano e termos e referenciais instintivos, ou seja puramente irracionais em sua essência e movidos por seus instintos, pois não imaginam e nem muito menos projetam algo sobre o produto e seu resultado final, por exatamente desconhecerem sua produção , a própria máquina que executam e desconhecem profundamente de seu ofício em relação ao produto acabado ou atividade final, referenciando um caráter alienante, ou seja no qual o operário se torna separado, ou alheio, externo, e estranho ao ofício, atividade, instrumentação e produto final ou seja são referenciados e vitimizados por esta alienação em sua vida intelectual, espirítual e social, ou seja estabelecendo a desefetivação do mesmo, mas eu acho que tudo isso é coisa de drogado ou comunistinha de universidade pública,, ou mesmo dos velhos guerriheiros trancafiados em armários por mais de 40 anos dentro da Usp e saíram despejando o ato comunista utópico pelo mundo, é quase realizei um biscate digno dos mitos, tradicionais conservadores e tipicamente brasileiro, agora é melhor me acalmar respirar e expirar, contar a até dez e pensar positivo, ou seja parar de imaginar ideologias conspiratórias e assim começar a dialogar com o meu velho coating Max weber, este eu escuto totalmente referenciado, organizado e estrIturado, sobre o que eu preciso ou seja uma boa e vellha neblina, para me lembrar do interior na serra, e por isso eu necessito da neutralidade em todos os termos pequisados, inclusive em diversos professorezinhos que se metem em reflexiar, pensar econseitualizar e lecionar, ou seja além disso podemos referenciar que o caro Max, referenciou todas as atitudes de um ser humano vivente e entre atitudes racinanis de fins e meios, valores, tradições e afetivas, que são comportamentos contrláveis e previsíveis, por isso denominados de racionais, assim como seus comportamentos tomados como desvios , transitoriedades e irracionalidades e incompreenciveis do ponto de vista da complexidade puramente racional, além de que me inspira a me tornar o ser social ativo que só depende de minhas capacidades para alterar meu sistema de classe, estamentos e partidos devidamente concebidos, como uma ferramenta para usufruto perfeito do bem capital ou produto de sua rentabilidade exploratória, física, mental e ideológica instrumentalizada pelo Weberianismo ou mesmo o coating da juventude libertária e neutra ao mesmo tempo, e cada vez mais vemos que os jovens se torna mais incompreensíveis, até por que são estão seguros pelas instituições Durkheimianas e seu ”Fato social” que estimula a coersão das forças externas das estruturas sociais e referenciarem ao domínio social sobre o indivÍduo que se torna parte do corpo, assim como suas forças que o regem ou seja o fato social que logo, após interliga-se as instituições tradicionais e socias pelo pepel social exercícido por cada indivíduo ou membro do corpo social, para o estabelecimento constante, oraganizado e esruturado do grande corpo vivo socialmente descrito e funcional de suas instituições, indivíduos que constituem a formação de uma sociedade puramente concebida , ou seja podemos dizer que referenciamos, perante todas as ilustrações retratadas que a sociedade tem um bem em comum entre todos os pontos estabelecidos pelos seus pias do nosso adolescente de 200 anos , ou seja um é ausente e utópico , guardado em escrituras ou nichos socais, o outro é afere-se a logica, motivacional de autoajuda capitalista e auto-escravista, jamais vista em todos os tempos e coathinianos, com diferença que você não precisa pular nenhum anúncio incoveniente para estabelecer contato e que estabelece e prefere que você permaneça exatamente como está, ou seja parado e para todo o sempre em paz, nossa quase virou culto ecumênico, acho melhor é você de uma vez por todas parar de ler, acho que é algo muito parado, para os dias estáticos de hoje..

  26. Nicole disse:

    Turma: Pedagogia – noturno

    No primeiro semestre de Sociologia da Educação I, um assunto que me abriu os olhos e me levou ao senso crítico mais apurado sobre a alienação. Durante o estudo sobre Marx e a leitura do livro “O que é alienação” de Wanderley Codo, mostrou-me , com mais veemência, a importância da sociologia no ramo da educação e a partilha desta ciência com a jovem demanda estudantil brasileira, que futuramente, estrei lecionando. Não muito distante deste pensamento, temos a comparação de um aluno em sala de aula e um trabalhador em seu posto de trabalho, texto “Trabalho, Escola e Ideologia” de Mariano Enguita (1993), ilustra exatamente a alienação desde os primórdios, o fato do aluno estar em uma posição de subordinado e coma falsa ilusão de controle, se dá ao mesmo sentimento do trabalhador, que também está em uma posição d subordinação e com um leve, e talvez inexistente, controle de sua vida.
    A consequência grave deste acontecimento é o Estranhamento, a barreira invisível entre o poder da dialética e satisfação da ignorância, mesmo que inconsciente. A falta de embasamento para a construção deste sentimento de reflexão, pesquisa e aprofundamento está levando a sociedade cada vez mais para a ausência do controle de suas vidas, desta forma a sociologia trilha os caminhos para a percepção desta realidade, por isso a importância de sua introdução no ensino básico e, principalmente, na formação de profissionais do meio educacional ou não, pois assim introduzem conscientemente os pêndulos para sua vida (ZELAND, Vadin, Reality Transurfing, 2011).

  27. Ezechiele Azevedo disse:

    Turma: Pedagogia
    Matéria: Sociologia da Educação 1
    Ezechiele Gemima Andrade Azevedo
    Estamos em um momento em que grande parte da população se encontra em um estado de alienação, seja pelos comerciais ou pelo ambiente de trabalho. O nosso mundo para se desenvolver precisa alienar as pessoas, fazer-las acharem que estão pensando, quando na verdade outras pessoas estão colocando ideias sobre um mundo que não existe. Um exemplo de alienação em nossa vida é na educação, onde o professor se encontra obrigado a prestar conta sobre o que faz e como faz, sendo limitado por seus superiores em como desenvolver suas aulas. A alienação esta presente em todas as esferas que existem em nosso cotidiano, é necessário prestar muita atenção se o que fazemos é porque queremos ou porque alguém falou que tinha que fazer, pensar por nos mesmos é o mais importante em um mundo que não se pensa por si mesmo mais.

  28. Ana Beatriz Talhari de Souza disse:

    Dentre os conteúdos estudados remotamente durante o semestre com a disciplina Sociologia da Educação I, o que mais me interessou foi o assunto sobre a alienação e o trabalho pedagógico. A alienação está presente nas sociedades, principalmente no meio de trabalho, sendo ele parte da nossa humanização. Porém, podemos destacar dois tipos de trabalhos: um é por prazer e outro é um sacrifício. O primeiro ocorre quando pensamos no trabalho fora do sistema capitalista e o que produzimos carrega nossa essência. Já o segundo ocorre inserido no sistema, dentro de fábricas e industrias por exemplo, onde produzimos em modo automático e fragmentado com várias pessoas e várias funções, sem fazer uso de nossa criatividade. É neste segundo cenário que nos encontramos alienados, aquilo que fazemos e criamos não nos pertence. Uma pessoa que trabalha numa indústria construtora de automóveis, por exemplo, tem alguma função especifica dentro da montagem de um carro, com trabalho pesado e várias horas de jornada, mas o seu salário não chega nem perto do valor desse mesmo carro que ela produziu, e é aí que ela se encontra alienada. Nesse sentido, o trabalho faz parte da nossa sobrevivência física, torna-se cansativo e sacrificante ao invés de fazer parte da nossa humanização. No ambiente escolar, é considerado como trabalho todas as ações educacionais das pessoas que o compõem, assim como o processo de humanização desenvolvido pelos indivíduos por meio da educação. Entretanto, o ambiente escolar também está inserido no modo capitalista e historicamente, como diz o texto “Trabalho docente: alienação, autonomia e gestão escolar”, os educadores fazem parte do sistema educacional imposto pela burguesia que segrega trabalho intelectual e manual. O conhecimento é o produto do processo educativo e a aprendizagem é imposta a partir do currículo criado pelo sistema, em que o docente se estranha com seu trabalho. Ele percebe uma proletarização e falta de autonomia na estrutura escolar, sempre recebendo normas externas e ordens superiores, sem sua própria participação. Então, mesmo que esse trabalho não tenha ligação direta com o capital em si, atende ao modelo do mercado. Sua profissão é tão desvalorizada que nem se conhecem mais como humanos, visto que sua remuneração é o mínimo para as necessidades vitais de comer e beber.
    Contudo, segundo Marx e Engels, a humanidade será capaz de viver livre da alienação em uma sociedade comunista, assim cada pessoa poderá ter um desenvolvimento de suas características próprias com dignidade, e para isso é necessário uma reorganização social e do trabalho escolar.

  29. Fernanda Drigo Gomes disse:

    Curso: Ciências Biológicas
    Disciplina: Fundamentos Históricos, Sociológicos e Filosóficos da Educação

    Como demonstrado na atividade “prática social inicial”, eu trouxe pouco conhecimento advindo do ensino fundamental e médio com relação aos conteúdos gerais das disciplinas de história, sociologia e filosofia. Desta forma, essa disciplina me foi muito útil em termos de conhecimentos antes não obtidos, principalmente com relação às grande influências dos meios sociais e filosóficos na construção dos modelos educacionais adotados ao longo dos anos, assim, como o conceito de omnilateralidade na educação. Este último conceito me chamou a atenção, pois, ao meu ver, se constitui num modelo educacional ideal permitindo ao ser humano experimentar e conhecer todas as áreas do conhecimento e, com isso, o permite ter um conhecimento amplo do funcionamento do mundo e da sociedade, assim, como de todos os processos que rodeiam o ser humano. A formação omnilateral envolve a vida corpórea material e seu desenvolvimento intelectual, cultural, educacional, psicossocial, afetivo, estético e lúdico (Mészáros, 1981), e deste modo, abrange a formação do ser humano em sua totalidade, e não apenas de acordo com o conceito unilateral adotado como método educacional nos dias atuais.
    Tendo em vista os métodos educacionais e a idéia de “escola”, pontuo meu interesse específico relacionado a sociologia da educação, a qual aborda os conceitos de alienação, fetichismo, coisificação e estranhamento, tanto na sociedade quanto na esfera educacional. Por meio dos textos, e aulas expositivas, fui contemplada pelos pensamentos e teorias de Karl Marx, voltados a críticas do trabalho e do desenvolvimento do ser humano como um todo dentro do sistema capitalista, principalmente nos trabalhos de Miranda (O processo de trabalho docente: interfaces entre a produção e a escola, 2006) e Ramos (Trabalho docente: alienação, autonomia e gestão escolar, 2013), disponibilizados para a leitura.
    Marx pontua inúmeras vezes os efeitos que a construção desse sistema interferiu diretamente no saber e na vida das pessoas. Tendo como base o pensamento de que a alienação/estranhamento ocorre em quatro dimensões: (1) quando o produto não pertence ao trabalhador, causando a coisificação, ou seja, a valorização excessiva de coisas, em detrimento de pessoas; (2) quando o trabalhador está alienado com relação ao ato da produção dentro do trabalho, pois esta é repetitiva, mecânica, fazendo com que o trabalho prazeroso dê lugar ao cansaço, à fadiga e ao estranhamento; (3) quando o trabalhador com relação ao próprio homem, à comunidade, pois não tem noção social e o outro é visto como inimigo, concorrente; (4) quando a alienação é referente a vida genérica, desta forma, a vida se transforma em meio de vida, no qual a vida produtiva aparece como único meio de satisfação de uma necessidade que é a sobrevivência, causando estranhamentos também consigo mesmo (RAMOS, 2013, p. 54-55).
    Diante dessas etapas, os autores (Miranda e Ramos) trabalham os fundamentos marxistas relacionando-os ao modelo educacional contemporâneo, com enfoque no trabalho docente. Miranda (2006) aponta que, durante o processo de transição para o sistema de produção capitalista, a “educação passa a ser compreendida como propriedade privada de uma determinada classe social; aquela que controla os meios de produção material começa também a exercer o controle sobre os meios de produção espiritual”. Deste modo, a educação compreendida como direito do ser humano, foi se tornando cada vez mais institucionalizada. O corpo docente, antes formado majoritariamente pela classe média, agora é composto pela classe trabalhadora, sendo afetado pelas etapas da alienação, pois os educadores estão inseridos num modo de produção e exploração do sistema capitalista, de modo a estarem sujeitos a um “sistema educacional imposto pela burguesia, que tende a perpetuar a dicotomia entre os trabalhadores intelectuais e os trabalhadores manuais” (Ramos, 2013).

  30. Júlia Helena Santana de Carvalho disse:

    Turma: Ciências biológicas.

    Visto que vivemos em uma sociedade capitalista sustentada por pilares ideológicos, é fundamental sabermos qual a posição da educação nesse cenário e como a escola se relaciona, desde os primórdios, aos sistemas de produção de cada época e/ou região. Ao longo da disciplina Fundamentos Históricos, Sociológicos e Filosóficos da Educação, pude tomar conhecimento a respeito do processo histórico da pedagogia, assim como de diferentes modelos de formação humana, como a Paideia (sistema educativo e de formação ética da Grécia Antiga). No entanto, o que mais me chamou atenção e me possibilitou uma maior conexão à realidade foi observar a mudança dentro das pesquisas educacionais ao longo do tempo, analisar a realidade a partir de uma visão marxista, e principalmente, conhecer a pedagogia socialista, tendo Moisey Pistrak e seu trabalho na escola Lepechinsky como alvo de meu maior interesse e curiosidade.
    Não apenas não tinha conhecimento sobre tais ideias referentes à pedagogia, como também possuía uma visão limitada e já bem delineada sobre escola. Apesar de ter uma consciência e uma opinião críticas sobre o atual modelo de educação, as aulas e os materiais recomendados abriram-me horizontes para que pudesse conhecer outros modelos de ensino. Sabendo todo o delicado processo que a escola e a pedagogia sofrem com a transformação de uma sociedade e seu modelo econômico, o assunto em questão não torna-se menos complexo, mas sim, menos abstrato, trazendo um maior entendimento daquilo que nos cerca, e das suas especificidades, alcançando uma compreensão de como se mantêm estruturada a nossa sociedade e o quanto disso se deve ao modelo pedagógico vigente.

  31. Antonio de Oliveira Ferraz disse:

    Turma: Ciências biológicas

    Ao longo da disciplina, uma gama de conceitos foi sendo discutida para agregar no entendimento sobre a relação entre a educação e a história, a sociologia e a filosofia.
    No primeiro módulo da disciplina, foi discutido o conceito de modo de produção, suas mudanças no decorrer da história e sua relação com a escola, sendo apontado como as escolas foram sendo transformadas como consequência dos modos de produção. O conceito de paideia também foi discutido, sendo visto sua definição (a partir de diversos pensadores, como Platão e Aristófanes), sua evolução (desde sua origem Grega, passando pela paideia em Roma e na Idade Média) e sua relação com o conceito de omnilateralidade e como este último se opõe a alienação. O conceito de bildung foi apresentado, através das obras de Werner Jeager.
    No segundo módulo, foi nos apresentado os três pensadores mais influentes da sociologia (Marx, Durkheim e Weber). Na disciplina houve um foco para com o Marx, sendo abordado sua vida e sua obra. Foi abordada a sociologia marxista e uma investigação sobre o conceito de dialética, passando por Platão, Hegel até a dialética marxista. Em seguida, foram discutidas as teorias socialistas e como elas relacionam, dialéticamente, a educação e a sociedade. Grandes nomes, como Pistrak, Makarenko e Gramsci foram discutidos, tendo suas ideias e obras apresentadas. Houve um foco, então, nas teorias reprodutivistas, sendo explicado sua definição e seus principais expoentes (Bourdieu, Althusser, Establet e Baudelot). As teorias progressistas, também foram abordadas, sendo discutidas sua definição e os principais autores (Snyder e Ivan Illich).
    No terceiro módulo, foi visto o conceito de trabalho para Marx, a etimologia desse conceito, sua relação com o homem e o conceito de alienação. Foi, então, vista a pedagogia histórico-crítica e seu principal expoente: Dermeval Saviani, sendo explicado em detalhe sua pedagogia e os passos necessários para a aplicação da mesma.
    Ademais, foi sugerida a leitura do texto “O legado educacional do ‘longo século XX’” do Saviani. Esse texto foi essencial para a compreensão da história da escola pública no Brasil, seus percalços e conquistas, dando uma explicação de como as coisas hoje são como são através de um panorama detalhado.

  32. Guilherme Calixto Sanches de Sousa disse:

    Como afirmei no primeiro texto para a disciplina, eu sempre me interessei por humanas principalmente a área de história, porém no decorrer das aulas eu mudei isso pois a área com a qual mais me interessei e procurei saber mais foi a de sociologia da educação. Na sociologia ensinada no ensino médio são estudados os sociólogos e fenômenos sociais, porém ironicamente não se estuda a sociologia da educação e pedagogia e isso é uma coisa muito problemática vendo a partir da visão que tenho hoje. Acredito que é possível estabelecer uma linha de pensamento com o que absorvi que é totalmente aplicável aos dias atuais e que seria necessária nas escolas.
    Dentro da área da sociologia a mais chamou minha atenção foram as ideias de Antonio Gramsci, como a de escola unitária, hegemonia, sociedade civil e política e a de guerra de posições. Gramsci afirma, resumidamente, que existe um “consenso espontâneo” de admiração e submissão das classes “mais baixas” em relação às “mais altas”. Isso é basicamente o que ele chama de hegemonia, a manutenção da dominação de um grupo por meio da educação da sociedade civil, como as escolas. As escolas possuem um papel importante em dar continuidade na hegemonia educando as novas gerações a serem subservientes.
    Outra ideia que me chamou muita atenção foi a dos críticos-reprodutivistas. Em resumo, esses pensadores afirmavam que a escola não é um ambiente democrático pois ele da a falsa ilusão para classes mais baixas (a classe dominada) de que a educação é o único meio de garantia para o sucesso e desenvolvimento social. Esse é um discurso pregado pelas classes mais altas (a classe dominadora) para manter o funcionamento da sociedade capitalista.
    Dessa forma vemos que o sistema de classe dominante/classe dominada é um fato pois foi observado de forma similar por vários pesquisadores. Esse fato ocorre atualmente e podemos ver isso na formação tecnicista incentivada às classes mais baixas de forma que elas se contentam com isso e não procuram mudar pois está tudo aparentemente “bem”. Por isso acredito que a importância do desenvolvimento dessa área de pedagogia dentro da sociologia no ensino médio é tão necessária para que os estudantes dentro do modelo vigente se conscientizem do que ocorre e possam mudar isso, inclusive por meio de ideias também estudadas, como uma revolução do proletariado ou até a guerra de posições de Gramsci.

  33. Antônio Augusto Martins de Amorim disse:

    Turma: Ciências Biológicas

    Tendo como base os estudos da matéria de Fundamentos Históricos, Sociológicos e Filosóficos da Educação, obtive mais foco na parte da história da educação, com foco no século XX, onde as grandes guerras e a divisão política mundial com o comunismo na União Soviética, o facismo Italiano junto do Nazismo e o capitalismo ocidental, principalmente nos Estados Unidos, causando divergências enormes na educação em diversos níveis.
    Com o regime facista Italiano, seguindo preceitos conservadores de família, a educação seguia-se como uma extensão do ambiente familiar, diferente da educação soviética, onde o regime comunista, baseado nas teorias marxistas, teria uma identidade politécnica, onde o indivíduo teria uma instrução para se preparar para várias habilidades, preparado para um modelo de vários trabalhos. Por fim, com o estado advindo do capitalismo, havendo mais foco na implementação de tecnologias e uso da base científica para melhorias na sua educação.

  34. Marina Lopes Pessôa disse:

    Turma: Ciências Biológicas

    Iniciei a disciplina de Fundamentos Históricos, Sociológicos e Filosóficos da Educação tendo uma base muito fraca de conhecimento nessas disciplinas. Infelizmente, os estudos foram conduzidos a distância, devido a pandemia, o que dificultou a compreensão de alguns assuntos. No entanto, os trabalhos desenvolvidos no decorrer da disciplina foram muito engrandecedores, abrindo meus olhos para o papel real do educador, além de contribuir para minha vida pessoal e acadêmica de forma geral.
    Lendo um dos textos sugeridos para a realização de atividades compreendi que o papel do educador é mais do que apenas repassar um conteúdo engessado baseado em provas engessadas e sim conhecer o homem e entender suas necessidades. Por meio do material disponibilizado pude entender a visão de Saviani sobre a pedagogia histórico-crítica, além de compreender melhor a educação em uma conjuntura geral. Foi possível também compreender que o contexto social de político afeta de forma direta a educação como um todo e ver como o capitalismo trata a educação como uma forma de mercadoria, para formar menos pensadores e mais operários robotizados, o papel do educador é reverter essa situação e guiar os alunos a um pensamento livre, crítico e auto suficiente para que assim se emancipem da alienação imposta a eles.

  35. Sabrina Nicolau Feitosa disse:

    Turma: Pedagogia

    Neste primeiro semestre de sociologia da educação, fomos incumbidos de fazer algumas leituras pedagógicas, históricas e reflexivas, como atividade final deveríamos escolher algum desses conteúdos e produzir uma catarse.Na sociologia temos três principais sociológicos que são Èmili Durkheim, Karl Marx e Max Weber,em suma falarei sobre Èmili Durkheim e sua contribuição para sociologia da educação.
    De acordo com Durkheim a sociedade existe independentemente do indivíduo, para ele o indivíduo é alguém “vazio” preenchido por regras e valores culturais da sociedade em que está inserido,logo, a sociedade é quem define o indivíduo,isto é, o indivíduo deve se adaptar aos objetivos da sociedade e daí é definido o fato social.Para que o indivíduo se adapte, é necessário a educação como instrumento principal,pois é por meio dela que se passa as regras e valores e se forma o indivíduo em um cidadão integrado, ativo e disciplinado na sociedade,sendo assim,a educação tem a função de incluir o homem na sociedade.Por meio de suas observações ele fundamenta a sua teoria no modo funcionalista, isto é,a sociedade como um organismo vivo, em que os órgão trabalham em harmonia dentro do organismo,logo, um um acontecimento degradante compromete a sociedade riscos,deste modo, a sociedade faz parte de nós e nós fazemos parte dela.
    Conseguinte concluímos que a educação é fundamental, pois sem ela não seríamos introduzidos na sociedade, já que é por meia desta que nos tornamos seres desenvolvidos.Assim compreendemos que a prática pedagógica sempre esteve e sempre será presente.

  36. Roberto Oliveira disse:

    Letras

    Através dos textos e das aulas, foi possível fazer uma constatação óbvia: a educação sempre esteve subordinada aos grupos dominantes. Por mais democrática que seja, ainda nos dias de hoje, a educação está diretamente submetida aos interesses de uma classe dominante. A partir dos textos de Manacorda, é possível estabelecer essa relação entre a educação e os interesses de uma elite vigente.
    No século XX, apesar da maior abrangência, o ensino continuava a replicar pensamentos recheados de eurocentrismos e com uma “visão industrial”, que serviu para fomentar e legitimar os interesses dos mais ricos. No Brasil, por exemplo, pouco se aprende sobre a herança cultural dos povos nativos e africanos, que tanto contribuíram para o processo de formação do país. Sem contar os ideais eugenistas que foram implementadas e incentivadas pelo governo.
    É preciso um longo caminho para que a educação seja desvencilhada do ideal capitalista-neoliberal e possa ser verdadeiramente transformadora, e não apenas uma ideia falsa que no fim só contribui para fins econômicos. Hoje com a internet, a educação tem alcançado novos lugares e mostrado diferentes perspectivas, revelando sua necessidade e versatilidade.

  37. Camila Rodrigues Rosa disse:

    Por mais que tive contato com as disciplinas de história, sociologia e filosofia tanto no ensino médio quanto no cursinho, essa matéria possibilitou a quebra de alguns conceitos e pude entender com mais maturidade e aprofundamento, contribuindo para minha formação pessoal e profissional. Além disso, foram abordados temas sobre e relacionados com a educação, processo de aprendizagem do qual nunca tive. Os trabalhos da disciplina me tiraram da zona de conforto, onde tive que aprender sobre formas de pesquisas como o Estado da Arte, ler muitos textos e artigos para tal compreensão e poder formular um pensamento. Também tive a oportunidade de aprofundar meus conhecimentos sobre Marx, principalmente na sociologia da educação, teorias que não conhecia, e também sobre outros autores como o Saviani e suas teorias da educação.
    O que mais gostei na matéria foi a parte de modelos de produção e a relação com a educação, que sempre foi desigual, privilegiando as classes dominantes e beneficiando a sociedade capitalista. Assim, podemos relacionar esses temas com os dias atuais, onde a desigualdade social e na educação se mantém, ficando mais evidente com a pandemia, os que possuem mais privilégios como computadores, celulares e internet puderam estudar sem problemas, e quem não tem esse acesso está sendo prejudicado. Deste modo, a educação está passando por um aprofundamento na injustiça e indiferença dos governantes com os mais pobres, o que refletirá futuramente na formação de estudantes e profissionais. Por isso, como futura educadora, vejo que é importante ter conhecimento sobre o conteúdo que vou lecionar, mas mais importante ainda é ver a educação como um método revolucionário e formador de caráter das futuras gerações e compreender que o ensino não deve ser tratado como no mundo empresarial onde bater metas é mais importante, mas sim tornar os estudantes como sujeitos e a escola como uma democracia, combatendo a violência e desigualdade.

  38. Rebecca Moreno Julião disse:

    Turma: Ciências Biológicas

    Na primeira parte da matéria, fiquei realmente cativada com os modelos de ensino utilizados no decorrer da história: durante o comunismo primitivo em que haviam divergências entre a educação dos proprietários (escolar) e dos não proprietários (voltada ao trabalho), passando para o feudalismo onde escolas paroquiais, catedráticas e monarcas para classes dominantes incluíram o ensino religioso, e finalmente o capitalismo, que incorporou a ciência e códigos de escrita além de inserirem o proletariado. Episódios imensuravelmente relevantes para a formação da sociedade atual. Esse conhecimento absorvido estabeleceu uma base importante para a construção da minha linha de raciocínio no decorrer da matéria, tornando mais fluida a aprendizagem sobre Paidéia e Formação Omnilateral.
    Sempre tive dificuldade nas matérias história, sociologia e filosofia e, mesmo que tenha compreendido a matéria até aí, os tópicos subsequentes tornaram-se embaçados.
    Por mais que eu carregue uma humilde bagagem sobre sociologia e entenda os objetivos de Karl Marx, os muitos termos utilizados nas literaturas e repassados nas aulas são muito complicados de entender. Até parece que os filósofos e sociólogos têm uma linguagem exclusiva! Senti-me a vítima da teoria crítico-reprodutivista de Pierre Bourdieu. Por mais que não me encaixe plenamente no conceito de ‘’excluídos do interior’’, parte da matéria, infelizmente, não foi por mim incorporada. Mesmo assim, esta teoria me envolveu de tal modo que fiquei sensibilizada: modo como Bourdieu constrói a atmosfera escolar é estupenda, questionando a estratificação social e suas danosas consequências no ensino capitalista. O sociólogo delineia a existência de conhecimentos socialmente valorizados, onde há uma construção da legitimidade pela posse material, além de adentrar na percepção dos professores perante a cultura herdada individualmente pelo mesmo em confronto com a herdada pelos alunos na frase. Felizmente, Bourdieu apresenta uma solução para isso: a Pedagogia Racional, a qual envolve o termo antes mensionado ”excluídos do interior” e nos faz refletir sobre o papel do educador. Citando Pierre Bourdieu: ‘’o corpo está no mundo social, e o mundo social está no corpo’’. Levarei este ensinamento como bagagem da minha formação em licenciatura para a vida.

  39. Ana Laura Maranha Marini disse:

    Para que possamos compreender e elaborar métodos de superação das
    limitações e problemas presentes no sistema educacional nos dias atuais, é de suma importância que tenhamos conhecimento sobre o passado e como, ao longo do tempo, esses problemas foram construídos. Observei que a relação educação-trabalho sofreu uma fragmentação ao decorrer da história dos modos de produção, apresentando o maior agravamento no sistema capitalista a partir da implementação de modelos de produção que visam ao lucro acima do trabalhador, o que enquadra um trabalho alienado e explorador. Marx afirma que a alienação do trabalho não permite que o homem tenha visão do todo de seu trabalho e isso o reduz ao que lhe é instintivo e até mesmo animal. Seu trabalho não é, portanto, voluntário, mas compulsório, trabalho forçado.

    Baseado nesse pensamento, os elementos que o trabalho – como
    dimensão inseparável da realidade humana – oferece para a vinculação entre atividade manual e intelectual, problematização da sociedade, vivência de relações sociais e econômicas entre as pessoas, são ameaçados pelo modelo capitalista exploratório, o qual estamos inseridos e que causa a desumanização do ser a partir de uma formação unilateral.

    Por isso, a matéria de Fundamentos Históricos, Sociológicos e
    Filosóficos da Educação foi essencial para que eu pudesse enxergar
    amplamente essas questões de maneira consciente. A partir do pensamento de Saviani, podemos entender de que a educação está diretamente atrelada com a prática social, não sendo exclusivamente pedagógica, mas essencialmente política, associada diretamente com o tipo de sociedade que se deseja ver construída.

    A partir desse entendimento, poderei utilizar de minha posição como
    futura professora para combater as falhas no sistema educacional e contribuir para fornecer, da melhor maneira dentro das condições atuais, uma formação omnilateral, abrangendo as dimensões intelectual, corporal e tecnológica, que extrapole o ato de instrução e vise a formação da personalidade humana, e de sujeitos criativos, participantes da construção da sociedade. Por uma educação do homem para o trabalho e pelo trabalho, numa esfera humana nova na qual os homens se convertam em produtores conscientes e independentes de maneira igualitária.

  40. Vitória Nogueira Pedro disse:

    A atividade de síntese de seminário de texto para mim foi uma das que mais agregou informações, pois me interessei bastante pelo assunto tratado no texto “história da educação”. Além disso, a atividade do estado da arte acabou sendo um complemento para o que eu já havia aprendido com a atividade anterior, pois escolhi tratar do tema de história também. É interessante e importante saber como o ato de educar foi se aprimorando ao longo do tempo, antes como um ensinamento passado entre gerações e seu vinculo com a religião, a qual foi uma das encarregadas do ensino durante uma época, para depois ser associado ao trabalho e a industrialização uma vez que precisava acompanha-la para manter o potencial de produção. A partir dai também é possível fazer uma conexão com a parte de sociologia, que foi ensinado nas aulas gravadas sobre as teorias socialistas que relacionam trabalho e educação, por exemplo de Pistrak e Makarenko.
    Também cabe ressaltar a ideia de paideia, que surgiu na Grécia como um sistema de ensino para formar indivíduos capazes de liderar e serem liderados, o qual serviu de inspiração para outras civilizações. E a formação chamada omnilateralidade, que busca abrangir todos os sentidos humanos na educação.
    Por fim, mas não menos importante, achei deveras relevante as teorias crítico-reprodutivas que visam a influência da divisão social de classes dentro do âmbito educacional, responsável por perpetuar o status quo, sendo que dentro desse cenário a democratização deveria ser priorizada.

  41. Luciana Tolentino Arantes Martins disse:

    Trabalho Sociologia da Educação
    1° ano Pedagogia
    No estudo da matéria Sociologia da Educação I, devido à pandemia, tivemos aulas gravadas pelo professor e disponibilizadas para nós de maneira assíncrona. Apesar de preferir o modelo de aula síncrona, que permite maior interação em tempo real e instantânea com o professor, acredito que consegui compreender em grande parte a matéria ministrada, especialmente porque visualizei primeiro as aulas complementares de introdução à sociologia, que deram uma base do que é a sociologia e seus principais pensadores, especialmente Durkheim e Weber, uma vez que não tive uma noção básica, apenas conhecia o pensamento de Marx, visto que na minha época de ensino médio essa disciplina não era obrigatória. Assim, aprofundei-me nos ensinos de Marx, particularmente com relação ao modelo omnilateral de educação. O conceito de omnilateralidade não foi precisamente definido por Marx, mas pelo estudo de sua obra pode ser entendido como o fim do ser humano limitado da sociedade capitalista. Essa limitação encontra-se na unilateralidade, quando, por exemplo, ocorre a especialização da formação do indivíduo ou, ainda, quando seu desenvolvimento se faz apenas no plano intelectual ou apenas no plano manual, entre outros aspectos. Em contraposição, está o homem omnilateral que possui uma ampla abertura e disponibilidade para saber e conhecer coisas, com a totalidade de aptidões e valores, sendo equivalente ao conceito de homem rico, conforme Marx declara: “o homem rico é ao mesmo tempo o homem que necessita de uma totalidade de manifestações humanas”.

  42. Lanny Ribeiro Dias disse:

    Durante o semestre de sociologia da educação além das aulas que tivemos via meet e google drive me interessei principalmente pelos trabalhos que foram destinados para cada um de nós, sinto que tive melhor aproveitamento e absorção destes conteúdos em especifico (pontuo aqui que provavelmente devido a modalidade online que tivemos que adotar devido ao momento). Para o seminário desenvolvido por nós fiquei encarregada de parte do texto “Uma didática para a pedagogia histórico-crítica” e neste coloco destaque em toda a relação descrita entre aluno e professor, me encontrando ao perceber que a maioria das didáticas em sala de professores que eu mais me interessei em todas as instituições de ensino pelas quais passei se relacionavam muito com o conteúdo abordado. Acredito ser fundamental o entendimento da prática social pelos docentes já que essa diz respeito a compreensão sobre o aluno, sua forma de visualizar e se interessar pelo conteúdo abordado. Para nós estudantes de licenciatura esse conceito se faz fundamental para ser compreendido em teoria e aplicado na nossa futura prática (que também é abordada neste nas cinco etapas da pedagogia histórico-crítica). A função que o texto coloca sobre o professor de esclarecer, aprofundar e organizar conclusões que talvez já façam parte da rotina dos alunos está baseada em uma relação de confiança e respeito entre ambos na qual eu posso visualizar minha própria relação com os professores cujos conteúdos abordados mais me marcaram.
    Também acredito ter sido uma excelente oportunidade para todos nós estudantes a busca do estado da arte de temas de nosso interesse sobre a lente da sociologia. Tive a oportunidade de desenvolver o trabalho que nomeei de “Perfil histórico e social da educação de pessoas do espectro autista” buscando embasamento em um assunto pelo qual tenho muito interesse e também visualizando o potencial interdisciplinar que este teve já que fazendo conexões entre o perfil histórico e social senti que o aproveitamento deste trabalho foi ainda maior.

  43. Natalia Francielle Ramanaschi disse:

    Turma: Ciências Biológicas

    Como eu havia mencionado na primeira atividade, faz quase seis anos desde que eu terminei o Ensino Médio, desde então, eu perdi muito contato com outras disciplinas que não estivessem diretamente relacionadas com a biologia, então de certa forma eu acabei me afastando muito das disciplinas das ciências humanas, de forma geral, e ter essa aproximação de novo foi muito interessante, me trouxe novas reflexões e que muito provavelmente eu não teria se não tivesse cursado a disciplina.
    Como esperado, as aulas sobre a história da educação me agradaram muito, já tinha noção de como era a trajetória da educação através dos anos, mas houveram muitos pontos novos, como todo o conceito de paidéia e formação omnilateral. Contudo, considerando tudo que foi abordado na disciplina, o que foi discutido sobre a sociologia foi o que mais me interessou, o que foi uma surpresa pra mim, levando em consideração o meu contato raso com a sociologia no Ensino Médio. A atividade que eu mais gostei de fazer foi sobre o Estado da Arte, sequer havia falar sobre e foi um excelente desafio para mim, aprendi muito com ele.
    A disciplina me proporcionou contato com textos excelentes que vão acrescentar muito na minha trajetória pela docência. Os vídeos apresentados também foram muito didáticos e serão igualmente úteis. Encerro essa disciplina com ainda mais vontade de me aprofundar nas questões filosóficas e sociológicas da educação.

  44. Enzo Luchesi Trazzi disse:

    Turma: Ciências biológicas

    Em um apanhando geral, a disciplina me proporcionou um bom entendimento sobre cada etapa, cada aula, leitura realizada. E na minha interpretação, agora ao fim do semestre, o marcante elo que conecta história, sociologia e filosofia da educação, é seu propósito, ou seja, quais a funções do ensino e da escola, quem as define, de que forma e para quais grupos da sociedade este ensino é concedido.
    Historicamente, o ensino e formação devem seguir a demanda da sociedade, mesmo vindo do padrão genérico da Paideia grega e ideais filosóficos da criação do cidadão perfeito. Tal demanda pode surgir intrinsecamente de acordo com as necessidades do prosseguimento daquele mecanismo social, ou acaba por ser construída a atender os objetivos das classes dominantes, assim, vemos o ensino sendo moldado ao querer destas classes, seja em seus interesses de poder e controle econômico, político, cultural, moral e religioso. Entretanto, no andar da história, as noções do emolumento que a dominância deseja mudam, e por conseguinte, o ensino, flutuando entre alguns ideais dos modelos de formação humana que surgiram ao longo do tempo: a educação baseada em tradições e ensinamentos passados de geração à geração, a Paideia; o individualismo e racionalismo iluminista da Bildung; ou o desenvolver total das diversas potencialidades do ser humano que a Omnilateralidade, prescindente das últimas duas formações, almeja.
    A educação surge junto aos primeiros homens, que em sua vivência, ao agir sob a natureza e a transformar, passava tais ensinamentos ao realizar tal atividade. O acervo do conhecimento humano se incia transmitindo para as gerações seguintes pela práxis e experiência. Com a nova noção de propriedade, a educação toma outro formato, dividida naquela direcionada aos proprietários, e naquela direcionada aos não proprietários.
    Os trabalhos de Marx, Weber e Durkheim tomam discussões pertinentes sobre a relação entre o trabalho humano, produção e a sociedade, assim posteriormente, se iniciam estudos e debates referentes às teorias e práticas de ensino e suas relações sociais pertinentes. Pistrak e Makarenko, teóricos progressistas, apresentam seus estudos práticos e suas teorias pedagógicas, e como Gramsci, revelam as relações entre ensino e trabalho, trabalho intelectual e manual. Eventualmente, surgem debates influenciados pelas teorias crítico-reprodutivistas (de Bourdieu, Passeron, Baudelot, Passeron e outros), sobre o verdadeiro papel da escola, que agiria como aparelho ideológico que reproduz e conserva as desilgualdadess sociais.
    Em conclusão, voltamos à busca de uma educação verdadeiramente libertadora e emancipadora (como cita Snyder, Saviani, Freire, bell hooks e tantos outros), essencial para ruptura dos processos de alienação que perpetuam diferenças sociais, busca que como estudamos, tem sua origem tão remota quanto a da própria educação.

  45. Larissa Manzano Silva disse:

    A disciplina Sociologia da Educação foi desenvolvida remotamente nesse ano, para isso, utilizamos inúmeras ferramentas digitais, como e-mail institucional e Sisgrad para mensagens e avisos, Google Meet para encontros e tirar dúvidas, Classroom para postagem de atividades, o Drive para postagem de textos e videoaulas e o Blog Mutirão da Sociologia para postagem das atividades realizadas. Ao longo de todas as aulas assistidas e atividades realizadas, o assunto que mais tive interesse foi sobre As Interações Fundamentais da Sociologia da Educação, trazido nas videoaulas 6 e 7, que tratou de forma mais especifica sobre a Alienação, Reificação, Fetichismo, Estranhamento e Isomorfismo. Nessas videoaulas foram trazidas as relações sociais na educação a partir das relações sociais no processo de trabalho, sendo esse último um tema muito trabalhado por Karl Marx. A partir disso, vimos que a escola é como um espelho da sociedade, trazendo como foco os alunos, aprendemos que há um paralelismo entre alunos e trabalhadores; assim como os alunos não possuem capacidade para determinar o produto de seu trabalho (quem determina esse produto, ou seja, os conteúdos a serem estudados, são os professores, diretores e outras autoridades educacionais), o trabalhador também não possui essa capacidade, pois é alienado ao processo e ao produto de seu trabalho, não tendo poder sobre estes. Além disso, através da individualização da aprendizagem, da realização de exames, testes e atribuição de notas, o aluno é preparado para o trabalho como sendo um elemento competidor na produção. Desse modo, aprendemos que grande parte das características sociais do trabalhador são adquiridas no processo escolar.

  46. Arthur Lima Barbosa disse:

    Turma: Ciências Biológicas

    Inicialmente, o conhecimento que possuía a respeito da disciplina era relativamente pequeno, quando comparado ao nível de profundidade apresentado nessa disciplina. Infelizmente, após um número minúsculo de aulas ministradas presencialmente, as atividades foram canceladas, portanto tudo foi feito remotamente. A partir das leituras recomendadas e dos vídeos disponibilizados, consegui compreender melhor as propostas da disciplina. Muitos assuntos foram “ministrados”, mesmo que remotamente e por conta própria, como a sociologia da educação, a evolução deste processo, os fundamentos marxistas, o “estado da arte” e sobre Saviani.
    Na minha opinião, um ponto principal mais prendeu minha atenção, proporcionando maior reflexão, sendo ele a obra de Saviani, principalmente o texto “As Concepções Pedagógicas na História da Educação Brasileira”. Nele, há a descrição da trajetória da educação no Brasil, incorporando elementos dos assuntos citados anteriormente, podendo extrapolá-los para um cenário mais amplo: Como a classe social do indivíduo influencia no grau de escolaridade, considerando a aplicação de conhecimento mais técnico para as classes mais baixas e mais intelectual para as altas, o que vai de acordo com os princípios marxistas de “trabalho alienado”, por exemplo. Essa possibilidade de reflexão que o texto proporciona ao agrupar o conhecimento ensinado é um ponto forte não só do autor, mas da disciplina em si.

  47. Arthur Lima Barbosa disse:

    Ciências Biológicas

    Inicialmente, o conhecimento que possuía a respeito da disciplina era relativamente pequeno, quando comparado ao nível de profundidade apresentado nessa disciplina. Infelizmente, após um número minúsculo de aulas ministradas presencialmente, as atividades foram canceladas, portanto tudo foi feito remotamente. A partir das leituras recomendadas e dos vídeos disponibilizados, consegui compreender melhor as propostas da disciplina. Muitos assuntos foram “ministrados”, mesmo que remotamente e por conta própria, como a sociologia da educação, a evolução deste processo, os fundamentos marxistas, o “estado da arte” e sobre Saviani.
    Na minha opinião, um ponto principal mais prendeu minha atenção, proporcionando maior reflexão, sendo ele a obra de Saviani, principalmente o texto “As Concepções Pedagógicas na História da Educação Brasileira”. Nele, há a descrição da trajetória da educação no Brasil, incorporando elementos dos assuntos citados anteriormente, podendo extrapolá-los para um cenário mais amplo: Como a classe social do indivíduo influencia no grau de escolaridade, considerando a aplicação de conhecimento mais técnico para as classes mais baixas e mais intelectual para as altas, o que vai de acordo com os princípios marxistas de “trabalho alienado”, por exemplo. Essa possibilidade de reflexão que o texto proporciona ao agrupar o conhecimento ensinado é um ponto forte não só do autor, mas da disciplina em si.

  48. Pedro Antonio R. Pimentel Junior disse:

    Turma: Ciências Biológicas.

    Desde antes do contato aprofundado com esses temas, pairava sobre minhas ideias uma curiosidade acerca do estudo da pedagogia de abordagem marxista e socialista (no sentido amplo) e, ao longo da disciplina, tive a oportunidade de me familiarizar com eles e estudá-los mais intimamente. As atividades indicadas pelo professor, principalmente a de problematização, bem como as leituras de apoio, foram ótimas ferramentas para o estudo desses tópicos e de vários outros dentro da sociologia da educação.
    Apoiando-se nas ideias marxistas, marxianas e socialistas em sentido mais amplo, pude entender a importância de se compreender a alienação do trabalho, principalmente do trabalho-docente, e como as práticas e estudos pedagógicos podem ser afetados por ela. Além disso, as ideias dos sociólogos Émile Durkheim e Max Weber foram estudadas por mim em destaque, junto às ideias de Marx, o que enriqueceu o processo pedagógico.
    Mesmo sendo realizada no formato Online, Fundamentos Históricos, Sociológicos e Filosóficos da Educação foi uma matéria satisfatoriamente aplicada, sendo ela de suma importância para esclarecer certos pontos de vista, principalmente para futuros professores. Embora os aspectos mais tocantes tenham sido os de sociologia, a história e a filosofia da educação auxiliaram na construção de uma base de conhecimento mais sólida para carregar por toda vida.

  49. Victória Orniz disse:

    Durante o primeiro período da graduação de pedagogia, estudei na disciplina de Sociologia I diversos assuntos. Por incrível que pareça, o que mais me despertou interesse foi o texto que estudei. O “Manifesto Comunista” de Karl Max explicitou o que era o ideal comunista.
    Atualmente, a palavra “comunismo” é muito abominada, e por ser uma discussão tão atual, achei muito importante me inteirar do assunto e entender melhor o que é o ideal comunista. A Revolução Industrial abriu portas para a maior obtenção de lucro, distribuindo a população em classes e inferiorizando o proletário. A mão de obra era desvalorizada e por isso, a população trabalhadora era obrigada a aceitar o salário oferecido, por menor que fosse.
    Portanto, diante do cenário explorado pela obra, ficou mais fácil entender que o comunismo nada mais é que uma forma de tentar estabelecer justiça com uma sociedade igualitária sendo a propriedade coletiva dos meios de produção.

  50. Melissa Sparvoli L Ribeiro disse:

    Pedagogia 2020

    Durante o primeiro semestre da disciplina de Sociologia da Educação ministrada remotamente nesse período, foram importantes os enfoques nos três autores pilares, Karl Marx, Max Webber e Émile Durkheim. Também foi marcante o esboço de seminário do Estado da Arte no qual permitiu maior conhecimento, através de pesquisas, sobre o ensino atual de sociologia Brasil. Esses fatores foram essenciais para contextualizar o âmbito da sociologia nos papéis educacionais e o próprio ideal de educação que, para Durkheim, é definido através de da sociedade como um todo e por cada meio social particular. Além disso, através da leitura dos textos, compreende-se a relação entre homem e sociedade em variados sentidos, sendo o mais explorado o da educação em seu sistema, um conjunto de práticas e instituições que não depende da vontade individual, ou seja, estrutura-se justamente nessa relação. Ainda através dos textos e aulas expositivas, se analisa a influência capitalista no meio estudado, em sua aplicação, colocado como “alienação” por Marx. Esse conceito, que chama atenção, compara o aluno como produto dessa alienação por parte daqueles que reproduzem o trabalho determinado pelo capital, assim como o método de aprendizagem. Enfim, essas contextualizações me ajudam a formar um pensamento base sobre o ensino e as relações escola-sociedade, indispensáveis para a formação de um educador.

  51. Gabrielle Ferreira Neves disse:

    Curso: Biologia
    Durante o decorrer da disciplina, pude me aprofundar, principalmente, em História e Sociologia. Na parte de história, vimos como há a divisão de períodos de acordo com o modo de produção presente em cada um (comunismo primitivo, modo de produção asiático, escravidão clássica, feudalismo e capitalismo). A origem da escola ocorreu a partir do momento em que houve a divisão do homem em duas classes, devido ao surgimento da propriedade privada, e a mesma era frequentada apenas pela classe dominante. É apenas durante a Sociedade Moderna que a escola passa a realizar as funções educativas anteriormente realizadas fora dela, pois surgiu a necessidade de que a ciência se convertesse em potência material por meio da indústria. Mas, ainda assim, a burguesia queria manter o saber como propriedade privada, ficando relutante em expandi-lo. Após a Primeira Revolução Industrial, houve a bifurcação do sistema de ensino em escolas de formação geral (intelectual) e escolas profissionais (intelectuais e manuais). Atualmente estamos na Segunda Revolução Industrial, e em busca de uma escola que atinja a omnilateralidade – que, segundo Marx, é oposta a unilateralidade (sendo essa provocada pelo trabalho alienado) – tratando-se de uma ruptura com o homem limitado da sociedade capitalista, desenvolvendo ao máximo as potencialidades dos indivíduos. Entretanto, ainda enfrentamos dificuldades.
    Em Sociologia, discutimos os enfoques das pesquisas educacionais ao longo do tempo, desde a criação do INEP (em 1938) até as décadas de 80 e 90. Houve também a explicação da sociologia como um todo (fundada por Marx, Durkheim e Weber) e um foco na Sociologia Marxista (proposta por Marx e Engels), que têm em vista a análise da totalidade diversificada do real e busca a relação dialética (discutir/analisar a realidade) entre o trabalho humano e sua produção. Para tal, Marx elabora o chamado Materialismo Histórico e Dialético, que diz que o modo de produção da vida material é o que condiciona o processo da vida social, política e intelectual.
    Já em Filosofia, vimos que para Marx a essência do ser humano está em seu trabalho e, através do mesmo, o homem modifica tanto a natureza quanto a si mesmo. Ele dizia que o homem projetava as coisas antes de realizá-las, tendo em sua imaginação o produto final desejado. Porém, isso não está sendo possível na sociedade capitalista, o que torna o trabalho uma alienação, além de desumano, e gera também a sensação de estranhamento (o ser torna-se um estranho para si próprio).
    Fora isso, também tive contato pela primeira vez com o termo “Estado da Arte”, durante a realização da pesquisa para a atividade proposta.

  52. Carlos Alberto A. dos Santos Jr. disse:

    Durante o primeiro semestre do curso de Pedagogia na UNESP-IBILCE, em Sociologia da Educação I, pudemos estudar sobre diversos temas como, alienação (do trabalho docente), fetichismo (da mercadoria), reitificação (do humano sob o sistema capitalista de produção) e autores como Weber, Durkheim, Engels, entre outros. Tais autores e temas são bases importantíssimas para os próximos sete semestres restantes para a conclusão do curso, e não somente isso, para toda uma abertura ao processo de obtenção do conhecimento em sociologia na nossa vida acadêmica e docente. E dentre o que estudamos, o processo dialético descrito nas obras de Karl Marx foi o que mais me chamou atenção durante as aulas e leituras propostas para a disciplina. Embora houvesse por minha parte um conhecimento prévio sobre o assunto, o direcionamento da leitura, e os aspectos nela abordados foi o que mais me satisfez enquanto aluno. A construção do conhecimento teórico-pratico e a possibilidade de transformar o meu meio social, mesmo que de forma pequena, reflete exatamente a apropriação do conteúdo proposto.
    Na minha vida acadêmica como discente fiquei instigado a participar da melhor maneira que me fosse oportuna à contribuir de alguma forma para a luta diária dos estudantes. E logo que a pandemia Covid19 surgiu em Março e o isolamento social foi imprescindível, realizar adaptações foi mais do que essencial, e problematizar situações adversas necessitava de conhecimento teórico e prático. Conhecimentos em saúde pública não foram difíceis de adquirir, pois sou formado em nível técnico em enfermagem, e tenho uma experiência de cinco anos na área da saúde. Porém, por mais que fosse do meu agrado os estudos em filosofia, política e sociologia, me aprofundar durante as aulas garantiu uma base argumentativa melhor, e mais do que isso, uma instrumentalização do conteúdo fazendo possível resolução de problemas que fossem aparecendo ao decorrer do semestre.
    Um destes problemas foi a falta de participação estudantil, ou melhor dizendo, de uma participação disciplinada, robusta e profundamente organizada por parte dos estudantes da pedagogia frente à tantas mudanças que ocorreram com a vinda do isolamento social e a realização do ensino através das aulas síncronas de maneira online e emergêncial disponibilizadas pelo IBILCE. Entendi que esse era um problema, porque compreendendo que a educação em Marx tem um caráter transformador e reconhecendo em nós humanos, seres complexos que somos, a capacidade de conhecimento, memória e articulação, em meu raciocínio (por mais inexperiente que fosse) o contraste da aceitação por parte dos alunos e a ausência destes nas discussões com o restante do corpo de funcionários (professores, técnicos e trabalhadores) sobre como teríamos o ano letivo, se caracterizou como uma barreira a ser resolvida.
    Ao longo do semestre foram inúmeras leituras que defendiam esta minha visão sobre a participação dos alunos de pedagogia, dos próprios professores e pedagogos na construção da vida social. Líbâneo, Marx, Saviani, e até pensadores distintos, que não estavam inclusos na lista de autores, mas de alguma forma eram citados nos textos e livros, como Lukács e Gramsci. Afinal, com base na leitura e a apropriação do conteúdo feita por mim, foi possível entender sua a finalidade, como disse Marx, seres humanos capazes de seu desenvolvimento intelectual e físico para que a produção da vida social fosse plena.
    Ao final do semestre, agora mais ponderado, foi possível a catarse mesmo que de forma efêmera. Foi-me feito um convite para compor a chapa – na figura de presidente – Nilma Lino Gomes que pretende assumir o Centro Acadêmico da Pedagogia no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE) de São José do Rio Preto. É possível neste momento, de forma crítico-reflexiva e transformadora, com a ajuda dos outros alunos e alunas – vinte e um no total – fazer de forma lúcida e participativa o que para Marx era extremamente necessário na Inglaterra do século XIX: intervir de forma direta e dialética. E embora Marx estivesse falando da classe trabalhadora em seus escritos, nós enquanto alunos somos os principais interessados e temos o dever de tentarmos concluir da melhor maneira possível o que antes era o problema principal, ou seja, a participação organizada e disciplinada dos alunos do curso de Pedagogia no processo ensino-aprendizagem e na produção da vida social dentro da comunidade ibilceana.
    Concluo que todo este processo realizado durante o curso de Sociologia da Educação I, entre outras disciplinas relevantes, foi de suma importância no contexto, onde eu e também outros alunos tenham a capacidade de se organizar, articular e realizar pequenas transformações na produção da vida social dentro da própria Universidade.

  53. Cibele Rodrigues disse:

    Turma: Pedagogia

    Durante este primeiro semestre nas aulas de sociologia da educação, o que me chamou mais a atenção ao decorrer das atividades foi o livro que eu li, Trabalho, Escola e ideologia de Mariano F. Enguita, onde o mesmo tem o objetivo de retomar os textos de Karl Marx procurando informações que ajudam na melhor percepção das concepções de Marxistas referentes a educação e o trabalho. Acredito ser importante ressaltar o quanto Marx acreditava que a educação e o trabalho “andavam juntas”, visto que, para ele, a escola é parte de uma superestrutura de controle usada pelas classes dominantes (burguesia). Por esse motivo, ao aceitar as ideias passadas pela escola, à classe proletária cria uma falsa consciência que a impede de perceber os interesses de sua classe.

  54. Gervásio Evangelista Brito Filho disse:

    Apesar de ter tido um contato muito superficial com as disciplinas de sociologia e filosofia durante minha vida acadêmica, o que possivelmente tornou a compreensão de alguns termos e conteúdos mais complicada, no decorrer deste período pude adquirir uma melhor compreensão do nível de importância da educação para a formação de uma sociedade. Fui capaz de notar tal importância, especialmente ao analisar o pensamento dos sociólogos Comte e Durkheim, presentes em uma das leituras realizadas ao longo do semestre.
    Aprendi que o papel da educação na sociedade como um todo, tem o poder tanto de criar novas mentes revolucionárias com um anseio de mudança, quanto de padronizar e mecanizar o pensamento das pessoas para um fim determinado. Ficando isso evidente quando se observa, por exemplo, o pensamento do sociólogo Auguste Comte, que vê a educação como uma forma de doutrinação para as novas gerações, gerando adultos obedientes que não questionam as relações sociais, políticas e econômicas formuladas pelas gerações passadas, agindo como uma forma de manipular grandes massas.
    Esse pensamento traz exatamente a noção contrária ao papel da educação, que seria instigar nos novos indivíduos a curiosidade e o pensamento crítico em relação ao mundo a sua volta, fazendo-os, não reproduzir mecanicamente o que lhes foi passado, mas buscar compreender o porquê dos fatos, adaptando-se e evoluindo com o surgimento de novos desafios.
    Em suma, é indiscutível o grau de importância da educação para toda e qualquer sociedade e, com isso, a dimensão da responsabilidade e competência que se deve esperar por parte do educador. O papel fundamental da educação é formar humanos mais racionais, desenvolvidos e preparados para a vida em sociedade, sendo necessária e presente em todos os níveis de desenvolvimento cultural, intelectual e social.

    Curso: Ciências Biológicas

  55. Mariane Tavares disse:

    Curso: Pedagogia – 1° período (noturno)

    O percurso deste semestre foi um tanto quanto desafiador, não só para os discentes, mas para toda a corporação estudantil, pois, foi necessário se adaptar, saber lidar com as situações de dificuldade, se reinventar e principalmente manter o foco nos horários de estudo e nas aulas, sendo estas desenvolvidas remotamente. É possível observar que a sociologia se faz presente em nosso cotidiano, e, consequentemente, em meio a sociedade, possui esferas fundamentais para compreender e ampliar a visão de mundo, como por exemplo o fetichismo dito por Marx, que olhou para o outro lado da moeda e explicitou que no mundo capitalista, um simples objeto pode se tornar mais que aquilo, como os produtos de marca, que são vistos e considerados os melhores, que te fazem mais poderoso, porém não se enxerga o trabalho por trás daquilo, mão-de-obra escrava, relação social, etc., o dito poder imaginário. Diversos assuntos foram articulados neste período, mas dentre eles, o que eu mais apreciei na disciplina de Sociologia da Educação I foi sobre Émile Durkheim que determinou o objeto de estudo da mesma sociologia, propriamente dita, e, onde ele trata da epistemologia, diferenciando o objeto (sociedade) como superior ao indivíduo (sujeito), como se a sociedade já estivesse pronta antes de virmos ao mundo, traz uma reflexão geral que se repete, fatos sociais que são comportamentos dos indivíduos, tais como valores, preceitos, sendo causados pelos fatores externos, após isso, a coerção, sendo a punição ou rejeição sobre os indivíduos, como uma repressão ao fugir da regra social, ou seja, o padrão. Além disso, gostei muito de ter aprendido sobre o que é Estado da Arte, pois nunca tinha ouvido falar, logo, não sabia nem do que se tratava, mas ao pesquisar, descobri o quão rico e interessante é, e me agregou bastante estudar sobre esta problematização, portanto, deixo meu feedback positivo ao docente e seu respectivo conteúdo.

  56. Jhonata Henrique Araújo Martins disse:

    Durante o desenvolvimento da disciplina de Fundamentos da Educação, a parte que mais chamou minha atenção foi sobre as diferentes vertentes da formação humana ao longo dos séculos, principalmente, da omnilateralidade. Entre as demais formações estão a paideia e a Bildung, cada uma contribuindo para a questão do que é formar um ser humano e também correlacionar isso com as necessidades, acontecimentos e até conflitos que surgem a cada época. O interessante sobre a formação (Educação) de uma pessoa é a sua relação social e os problemas relacionados a cada aspecto de sua vida. Por isso, falar em formação humana também é falar sobre a problematização do convívio em sociedade, assim como sobre a divisão de classes sociais e a superioridade de uma delas sobre outras. Por outro lado, aproximando-se de um aspecto histórico e filosófico é possível analisar com mais minuciosidade essas diferentes formações e entender como suas construções permitiram chegar à formação que podemos ver hoje.
    Então, como mencionado, existem três importantes formações que surgiram e tiveram maior impacto na história humana, a formação grega (paideia), a formação de influência alemã (Bildung) e a formação idealizada pelo alemão Karl Marx (omnilateralidade). Cada uma tendo características próprias de seu tempo e entre suas principais funções tendo como objetivo formar um ser humano apto para realizar as diferentes tarefas dentro de sua sociedade. Entre os modos de formação, o que mais me interessei foi o da omnilateralidade que falarei mais a frente, pois acho importante comentar sobre as outras duas citadas anteriormente para a construção do entendimento dessa última.
    A paideia originou-se na Grécia antiga. O interessante desta forma de ensino é que ela foi uma primeira preocupação a respeito de uma formação geral pela qual os indivíduos formandos desse período poderiam aprender a atuar de diferentes formas dentro da sociedade se tornando assim como cidadãos atuantes e questionadores de seus modos de agir e pensar assim como o da sociedade. Nesse período também surgiu à democracia em Atenas, o que empoderou esse sistema de ensino, permitindo ainda mais que esses indivíduos, no caso homens, pudessem atuar de diferentes formas políticas para a construção e desenvolvimento de sua sociedade e nação. Além disso, essa formação permitia que cada um desses homens incorporasse de diferentes maneiras conhecimentos culturais para o desenvolvimento de suas habilidades e aperfeiçoamento de outras que já possuíam.
    A Bildung alemã, por sua vez, se originou em um período em que o liberalismo e a burguesia estavam ganhando força em uma sociedade após o período em que o feudalismo e a igreja dominavam sobre a Europa. A Bildung teve influência da paideia por meio do Renascimento, entretanto, esta quebra com os ideais de entendimento e valorização do corpo humano e se preocupando mais especificamente com o desenvolvimento intelectual e a razão que se justificam, em um período em que burgueses procuram mais liberdade econômica, política e social, além de intelectual que se centrava na Igreja Católica. Embora fosse de início uma formação, aparentemente, interessante, a meu ver assim como de outras, esta foi discriminadora, pois somente quem fosse da classe dominante (burguesia) poderia ter acesso a esse tipo de ensino/formação. A Bildung de certa forma continua existindo ainda na sociedade atual, principalmente quando observamos a facilidade de pessoas ditas “importantes” de alcançar o ensino superior enquanto pessoas pobres possuem grandes barreiras para alcançar o mesmo objetivo.
    A omnilateralidade, diferente das anteriores, me interessou mais, principalmente, por causa de suas características peculiares e integradoras. Peculiares, pois ela surge em uma sociedade, predominantemente, capitalista em que, como todos sabem, há uma dominância de uma classe social sobre outra, sendo esta última à subjugada e mais prejudicada. Ainda nesse aspecto, é um tipo de formação que tem como objetivo formar cidadãos que não sejam somente intelectuais e atuantes na sociedade ou somente explorados e atuantes em um trabalho físico (uniteralidade), mas sim exploradores de suas diferentes formas de trabalho exercendo todas as funções possíveis pelas quais um ser humano pode ser capaz, derrubando dessa forma a hierarquia social que observamos hoje em dia. Por esse mesmo sentido, se diz que também é uma formação integradora, pois ela derruba a hierarquia social e dá fim a discriminação social, permitindo que não mais classes exerçam diferentes funções, mas que todos os cidadãos possam exercer as mesmas funções e ter as mesmas oportunidades. Entretanto, para que isso ocorra, deve haver uma emancipação humana pala qual há a libertação de uma classe capitalista que só tem como objetivo acumular mais seu capital e explorar outras classes.

  57. Sérgio Henrique Silva Bueno disse:

    A paixão pela história da educação sempre foi muito presente em minha pessoa, e, com o advento da disciplina, a curiosidade e o deslumbramento que possuo sobre a matéria puderam ser finalmente saciados. Uma pena, é verdade, que o cenário atual de saúde pública global tenha obrigado aos estudos e discussões sobre temas a adotar uma abordagem remota, através do EaD. Pela quantidade de material e tópicos pertinentes, consegue-se perceber que e o debate presencial acrescentaria em muito os assuntos.
    Mas, deixando as lamuriações de lado, tenho de expressar minha crescente paixão pelas teorias abordadas. Dentre os muitos textos e artigos de Saviani lidos e contemplados, um especialmente chamou minha atenção. Em seu artigo “Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos”, Saviani trabalha em cima da ideia de que o ser do homem e, portanto, o ser do trabalho, é histórico; o qual, brincando com o título, segere que este deveria ser na realidade fundamentos
    ontológico-históricos, já que é praticamente impossível separar um do outro. Em determinado momento do artigo, em uma espécie de devaneio filosófico, o autor disserta sobre as tentativas de definição d’O homem através da linha histórica da filosofia, terminando seu nó pensático demonstrando que definitivamente trabalho e educação fariam parte desse conjunto de traços. E lembro que isso realmente me marcou a primeira vez que li.
    Não apenas me demorando em Saviani, mas com apreço também em todo um geral da perspectiva da educação sob a ótica socialista e suas ciências marxistas como um todo. Suas críticas ao modelo de ensino tecnicista modeladas pelo capital e suas idéias acerca da instrumentalização da educação.
    Termino a disciplina não lendo tudo aquilo que gostaria de ter conseguido ler nesse tempo de “aulas remostas” tão estranho, mas também com um HD cheio de artigos e textos semelhantes aos trabalhos baixados, prontos para leitura e estudo. Afinal, o homem nada é senão um processo contínuo de crítica e aprendizado.

  58. Beatriz Borghi Estevam disse:

    Turma: Ciências Biológicas

    Antes mesmo de iniciar os estudos sobre Fundamentos Históricos, Sociológicos e Filosóficos da Educação já tinha em meus pensamentos íntimos reflexões sobre o mundo e a sociedade. Pouco depois do início da disciplina fui designada a escrever sobre uma pequena parte do texto Teorias Pedagógicas Contra-hegemônicas no Brasil, de Dermeval Saviani. A princípio o título me chamou a atenção, pois sempre tive carinho pelos assuntos relacionados à ruptura de padrões educacionais estrangeiros, os quais são aplicados, na maioria das vezes, no formato obsoleto e não são adequados as reais necessidades de nosso país.
    Ao ler a primeira (e única) página atribuída ao meu trabalho, novamente me foi comprovado de que nosso sistema educacional é arquitetado para favorecer o cenário atual: a pobreza e a ignorância. Um povo que não têm acesso ao conhecimento é um povo moldável, suscetível a repressões, sejam elas neutralizadas ou não. Um povo pobre é um povo preso às amarras capitalistas, movidos pela necessidade maior de sobreviver, visto que em um piscar de olhos podem ser substituídos prontamente. Paulo Freire, aquele que lutou por aquilo que acreditava até o fim de sua vida, já nos alertava de que é uma atitude ingênua esperar que as classes dominantes desenvolvam uma forma de educação que proporcione às classes dominadas perceber as injustiças sociais de maneira crítica. Da maneira mais encantadora e perseverante possível ele, um educador singular, soube apresentar a soberania da população brasileira à população brasileira.
    O cenário atual grita todos os dias pelos aprendizados que tive, expõe todas as más intenções embutidas na educação, que moldam a perfeita massa para o (des)funcionamento do mundo.
    Lembro de ter citado, em minha primeira produção de texto da disciplina, sobre os conhecimentos populares e o quanto eles são desvalorizados e marginalizados pela elite “intelectual” do nosso país.
    Vejo como esse pensamento está ligado ao texto de D. Saviani que li. Mais uma vez, ao entrarmos em contato com aos ensinamentos sobre coisificação e alienação durante as aulas, tudo se conecta e é escancarado em nossas faces.
    Infelizmente nossos encontros foram feitos à distância porém os conteúdos enviados pelo professor através de plataformas de chamadas de vídeo, textos de apoio, livros e vídeos, proporcionaram uma boa apresentação dos ensinamentos.
    Hoje, mais do que ontem, me sinto disposta a por em prática meus aprendizados.

  59. Yasmin Leticia Porfirio de Almeida disse:

    Letras (diurno)

    Eu sempre achei importante refletir sobre o ensino, entretanto os conteúdos trabalhados na disciplina tornaram possível que eu tivesse um direcionamento maior e mais profundo sobre isso.
    O texto ‘’As concepções pedagógicas na história da educação brasileira’’ do autor Dermeval Saviani me fez perceber a importância da visão e percepção de mundo de cada indivíduo, que muitas vezes é complementada com aulas de filosofia, história e sociologia, de suma importância para a criação de um pensamento crítico.
    Essas disciplinas passaram a ser desvalorizadas, de certa forma, com o decorrer do tempo, principalmente em escolas públicas, o que é uma coisa gravíssima, pois são essas disciplinas que ajudam a complementar o pensamento crítico de muitos alunos e, acima de tudo, cidadãos. Normalmente, uma parte privilegiada da sociedade, que podem optar por um ensino pago, entendem a importância dessas matérias para a formação de alguém; enquanto a parte desprivilegiada, que normalmente precisa optar por um ensino público, muitas vezes acaba afetada pela desvalorização dessas disciplinas, que, quando precárias, acabam resultando em uma falta na formação e desenvolvimento do ensino dessas pessoas.
    Saber disso é necessário para poder lembrar que toda instituição de ensino deveria ter um nível de aprendizado semelhante ou o suficiente boa para formação de um aluno e cidadão que pensa criticamente e, portanto, também é fundamental lembrar da importância de matérias que ensinam a pensar.
    Ainda, é claro, a disciplina de história fornece as pessoas o conhecimento de acontecimentos importantes do mundo, que foram e são de indiscutível importância para o mundo e sociedade em que vivemos hoje. Portanto, saber e entender essa matéria fornece aos alunos o conhecimento sobre o mundo no qual estão inseridos e da história e evolução do mesmo.
    Em uma de minhas pesquisas na disciplina de Fundamentos da Educação, tive uma visão mais detalhada de que, antigamente, as discussões e debates eram de extrema importância para a formação educacional de um cidadão, coisa que vem sendo prolongada com os anos e deveria continuar nos dias atuais.
    A disciplina estudada foi importante para que eu, como estudante, pudesse entender a importância de questionar e refletir sobre essas disciplinas e aproveitar essas perspectivas mais profundas sobre a questão da educação nos dias atuais.

  60. Thalíssa Ribeiro disse:

    Ciências Biológicas

    Ao longo da disciplina Fundamentos Históricos,Sociológicos e Filosóficos da Educação, estudamos os processos pelos quais há a formação do sujeito e consequentemente dos processos educativos. Dentre os assuntos abordados, a “Formação omnilateral”, foi um dos pontos mais incorporados por mim ao longo da disciplina, uma vez que, através desse conceito de formação do indivíduo, evidencia- se a necessidade de se romper com o processo de desenvolvimento prejudicial e unilateral do Homem, imposto pela sociedade capitalista, que visa a capacitação apenas física e não intelectual deste. A formação omnilateral, por sua vez , compreende que a formação do ser por meio da educação deve ocorrer tanto no âmbito tecnológico, quanto corporal e intelectual, promovendo assim não apenas a formação de mão de obra para a manutenção do sistema capitalista, mas de indivíduos detentores de conhecimento intelectual, capazes de questionar e desenvolver o pensamento crítico, de modo a se desvencilhar com o processo de alienação que fomenta o sistema capitalista.

  61. Yullia Kaory Shimizu Alves disse:

    Turma: Biologia 2020
    Momento catarse

    O grande aprendizado que vou levar da disciplina, como futura professora, é a importância de se criticar os métodos pedagógicos, e a educação como um todo, principalmente em seus aspectos históricos. Pois, como foi apresentado pelo próprio professor, a escola, desde sua origem, na Grécia, foi utilizada como fator excludente, principalmente das famílias “servis”, ou ainda, em muitos casos, foi, e ainda é, utilizada como forma de controle pelo capitalismo, que torna o conhecimento uma propriedade do processo produtivo, com a separação da escola profissionalizante (voltada a classe trabalhadora), e a escola intelectual (voltada a burguesia), algo que se tem início na era pós Revolução Industrial. Além disso, tive a oportunidade de conhecer um excelentíssimo autor que fala desse tema, Dermeval Saviani. A pedagogia histórico crítica, que me foi apresentada por Saviani, não apenas me faz repensar a educação e a marginalização da ignorância, mas me motiva a buscar uma nova forma de lutar contra a discriminação do ensino das classes populares.

  62. Ana Julia Silva de Carvalho disse:

    Ana Julia Silva de Carvalho
    1° ano de Pedagogia

    Entre todo o conteúdo trabalhado na disciplina, as interações fundamentais da Sociologia da educação foi o tema que mais me interessou. Alienação, Retificação, Fetichismo e Estranhamento são as quatro categorias fundamentais para interação com a Sociologia da Educação, onde essas interações determinam a vida social do indivíduo, influenciando também todo o processo escolar. No texto “Trabalho, Escola e Ideologia” de Mariano Enguita (1993), é apresentado o conceito de Isomorfismo que compara o dia a dia de um trabalhador em fábrica e o aluno na escola, onde ambos são considerados seres alienados. O trabalhador dentro de um meio de produção capitalista obedece a regras e uma hierarquia, oferece sua força de trabalho em troca de uma remuneração, e é visto como uma máquina, faz tudo no automático sem entender o porquê de estar fazendo. Já o aluno desde os primeiros anos escolares aprende a respeitar uma determinada hierarquia, seguir regras e o que for imposto sem questionar ou se negar a cumprir, e com isso ao longo da jornada escolar passa a não se sentir participante do processo educativo. O trabalhador e o aluno parecem não entenderem a necessidade do real conhecimento. Considerando tudo isso, a escola se torna uma reprodução da sociedade que parece se importar somente com a formação de alunos trabalhadores, de mão de obra. Assim os alunos passam a se conformar com sua situação sem procurar em evoluir e progredir.

  63. Maria Laura Viudes Pedrin disse:

    Curso de Licenciatura em Letras – Diurno.

    A disciplina de Fundamentos Históricos, Sociológicos e Filosóficos da Educação foi de suma importância para minha formação como futura docente, pois, através das aulas pude compreender a pedagogia histórico-crítica de Saviani, assim como suas teorias e o modo como seus princípios se aplicam à realidade das escolas brasileiras. É por meio das relações sociais do homem e da educação que ele, enquanto ser livre e pensante, recebe de outro homem, que o mesmo se torna capaz de processar e estimular pensamentos de maneiras completamente diferentes de seu transmissor, a partir da informação recebida, evoluindo, dessa forma, em diferentes graus de maturação. Igualmente, fui capaz de compreender o papel que a escola possui, sendo de grande importância para a formação do caráter não somente acadêmico, mas também social de um indivíduo.

    A educação é capaz de impulsionar o processo de promoção humana. O ambiente escolar e o educando podem provocar grande impacto na formação de um indivíduo, sendo capaz, até mesmo, de combater a marginalidade em escolas localizadas em bairros menos abastados através da educação. A utilização de métodos acolhedores e progressivos de ensino estimulam o pensamento crítico e a consciência de classe de um aluno, acabando, muitas vezes, com sua alienação, o que as aulas de Fundamentos pôde me proporcionar. Por fim, ainda relacionado à importância da disciplina e de sua temática pedagógica abordada, vale ressaltar a escola como ponto de partida e de chegada do aluno, uma vez que a educação de hoje formará o jovem de amanhã.

  64. Rafaela Salvador Banhos disse:

    Turma: Letras-Diurno

    Sem dúvidas, ao longo da disciplina de Fundamentos da Educação, diversas questões de grande importância relacionadas ao meio educativo foram abordadas, essas que proporcionaram a criação de uma perspectiva mais ampla e humana sobre a vida em sala de aula. Dito isso, toda essa exposição a qual definitivamente exerceu grande influência no aperfeiçoamento do meu modo de pensar, fez com que ficassem claras as falhas no sistema de ensino brasileiro, as quais, infelizmente, superam os acertos.
    O que mais chamou minha atenção e que provocou uma profunda reflexão de minha parte foi a vertente do Reprodutivismo, com destaque as ideias de Pierre Bordieu, a partir da noção de capital cultural, a desigualdade presente no meio educacional veio à tona, pois ela mostra que uma escola baseada na meritocracia de seus alunos é falsa. A noção de capital cultural seria nada menos que os estímulos recebidos em relação a fatores considerados eruditos em nossa sociedade como a arte, por exemplo, e esses estímulos vem do ambiente familiar, ou seja, a escola não toma parte deles, a questão é que por ser oriundo da convivência em família, de maneira óbvia, variam, e essa variação é conforme a posição social da família. No caso de uma família mais privilegiada no âmbito social, os estímulos serão maiores e contínuos, já no caso de uma família de menor posição social, esses estímulos serão muito poucos ou até nulos. Tudo isso nos leva a questão de que a diferença de bagagem cultural entre os alunos prejudica uns e dão vantagens a outros em relação ao seu desempenho escolar, quebrando a meritocracia que supostamente estaria intrínseca no sistema brasileiro de educação.
    Diante do exposto, fica clara a necessidade de ação para mudar essa realidade. Certamente essa ação deve ser coletiva para reformular o sistema e extinguir a desigualdade, e acredito que essa mudança comece na qualidade de nossa formação, sendo introduzidos temas como esse apresentado acima. Portanto me sinto muito grata pelo conhecimento adquirido através da disciplina de Fundamentos e espero contribuir para essa mudança tão necessária na educação brasileira futuramente.

  65. Marina Campanhã Cury Sotine disse:

    Turma: Letras- Diurno

    Aprender sobre a História, Filosofia e Sociologia por trás da Educação foi, sem dúvidas, uma tarefa bastante inquietante. Ficou clara a percepção de que o meio educacional também passou por suas próprias modificações internas e proporcionou importantes mudanças em seu meio externo (afinal, se puder parafrasear Paulo Freire, a educação, quando é libertadora para o indivíduo, é capaz de gerar libertações para a sociedade como um todo). É preciso, entretanto, ressaltar que, por mais necessários que sejam os meios e métodos educacionais, sobretudo na atualidade, nem sempre foram armas necessariamente potentes contra a hegemonia opressora.
    É mais que evidente que o surgimento da educação formal, não coincidentemente, deu-se de forma concomitante ao desenvolvimento e implantação do capitalismo e liberalismo e às revoluções tangentes aos conhecimentos. O processo educacional, dessarte, surgiu com o objetivo específico de alimentar as iminentes alterações culturais pelas quais passavam as sociedades. Assim, ensinavam-se filosofias, literatura, matemática etc., a fim de, como era cultuado à época, elevar o espírito e a mente do homem. Obviamente, esse conceito não se estendia à população como um todo. Como sempre, eram as elites econômicas as beneficiadas com conhecimentos e “evoluções”. Aos menos abastados, eram ensinados ofícios, trabalhos manuais, (pré)industriais, que abasteceriam as novas práticas lucrativas. Aos mais pobres, portanto, resta a automatização e a produtividade material. Eram eles forçadamente destinados a ser mão de obra em condições insalubres, exaustivas e nada recompensatórias.
    O processo educacional, dessa maneira, subordina-se aos meios de produção. Dessa maneira, não somente as classes menos privilegiadas da sociedade aprendiam quase exclusivamente os ofícios necessários para fazer rodar as primeiras engrenagens do sistema capitalista, como drenava os saberes capazes de gerar na coletividade a revolução e reinvindicação de seus direitos básicos. Mesmo nessa época os grupos dominantes já sabiam que um povo que não pensa (por falta de instrumentos de estímulo) é um povo que se submete piamente a seus “superiores”. Como o capitalismo cresceu com o passar do tempo e a produtividade, consequentemente, também, esse cerne objetivo do processo educacional não se dissolveu por completo.
    Todo processo de revolução interno a uma área do conhecimento costuma ser lento. Na contemporaneidade, muito embora a educação seja, a sua própria maneira, mais democrática em comparação ao passado, ainda carrega como herança “sutil” seu desejo em gerar mão de obra especializada e precarizada. É função dos educadores e de seus futuros profissionais proporcionar aos seus respectivos estudantes uma educação que seja, de fato, libertadora, individual e coletivamente. Todo ser humano carrega em si uma potência revolucionária que pode ser ignizada pelo processo de aprendizagem. Basta um bom professor para, no mínimo, acender a faísca na subjetividade dos estudantes.
    Em síntese, para mim, a matéria de Fundamentos Históricos, Filosóficos e Sociológicos da educação foi de essencial importância para a compreensão das origens da educação e da importância do processo educacional. O ensino não é feito somente com a razão de “provocar a ascensão socioeconômica” daqueles que atendem a instituições de estudo, mas também como uma ferramenta extremamente potente contra as cristalizações impostas pela História e contra os grupos hegemônicos. É fundamental que nós, como futuros professores, façamos, com esse conhecimento, a revolução de que o mundo precisa, e que o passemos, com qualidade, pensamento crítico e democracia, às atuais e próximas gerações.

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