Catarse: Pedagogia, Letras e Biologia

On julho 27, 2020, in SocioEdu1, by Fábio Fernandes Villela

Diagrama representativo da metodologia da Pedagogia Histórico-Crítica (Saviani, 2012).

Prezados alun@s, bom dia! Tudo bem com vcs?

Esta é a área para postagem da Produção de Texto 2 (OTP). Relembrando… o aluno deverá produzir, ao longo do semestre, dois trabalhos escritos sobre o conteúdo programático da disciplina a serem postados no blog de aula, no início e no final do semestre (Prática Social Inicial do Conteúdo e a Catarse (Quesito de avaliação: Organização do Trabalho Pedagógico = OTP). Este texto final diz respeito a “Catarse” proposta pela didática na disciplina. Para Saviani, a educação é entendida como mediação no seio da prática social global. A prática social se põe, portanto, como o ponto de partida e o ponto de chegada da prática educativa. Daí decorre um método pedagógico que parte da prática social onde professor e aluno se encontram igualmente inseridos, ocupando, porém, posições distintas, condição para que travem uma relação fecunda na compreensão e encaminhamento da solução dos problemas postos pela prática social, cabendo aos momentos intermediários do método identificar as questões suscitadas pela prática social (problematização), dispor os instrumentos teóricos e práticos para a sua compreensão e solução (instrumentação) e viabilizar sua incorporação como elementos integrantes da própria vida dos alunos (catarse) (Glossário HISTDBR).

A Catarse diz respeito aos conteúdos incorporados e os processos de sua construção, ainda que de forma provisória, é chegado o momento em que o aluno é solicitado a mostrar o quanto se aproximou da solução dos problemas anteriormente levantados sobre o tema em questão em função das questões anteriormente enunciadas. Agora ele traduz por escrito a compreensão que teve de todo o processo de trabalho. É o momento em que o aluno estrutura, em nova forma, seu pensamento sobre as questões que conduziram à construção do conhecimento. Esta é a nova maneira de entender a prática social. É o momento em que o aluno evidencia se de fato incorporou ou não os conteúdos trabalhados. Este é o momento da avaliação que traduz o crescimento do aluno, que expressa como se apropriou do conteúdo, como resolveu as questões propostas, como reconstituiu seu processo de concepção da realidade social (Portal da Educação). Neste texto para a postagem, o aluno deve explicitar quais conteúdos trabalhados da disciplina incorporou e, também, a compreensão que teve de todo o processo de trabalho da disciplina. Bom trabalho a tod@s!

Referências e Leituras Complementares

Mario Mariano Ruiz Cardoso e Marcos Francisco Martins. A catarse na pedagogia histórico-crítica. Link: https://www.researchgate.net/publication/312660683_A_catarse_na_pedagogia_historico-critica

Newton Duarte: A catarse na didática da pedagogia histórico-crítica. Link: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/183749

Pedagogia Histórico-Crítica. Portal da Educação: https://siteantigo.portaleducacao.com.br/

Glossário “Navegando na História da Educação” do HISTDBR: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/navegando/glossario.html

Mateus Henrique Turini e Fábio Fernandes Villela. Fundamentos de uma análise histórico-crítica sobre os desafios do ensino médio para a década de 2020. Link: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/e-mosaicos/article/view/46461

3 Comentários “Catarse: Pedagogia, Letras e Biologia”

  1. Edinayara de Pádua Lima disse:

    De todo o conteúdo trabalhado na disciplina, as interações fundamentais da Sociologia da educação foi o que mais me interessei. Alienação, Reitificação, Fetichismo e Estranhamento são as quatro categorias fundamentais para interação com a Sociologia da Educação, onde essas interações determinam a vida social do indivíduo, influenciando também todo o processo escolar. No texto “Trabalho, Escola e Ideologia” de Mariano Enguita (1993), é apresentado o conceito de Isomorfismo que compara o dia a dia de um trabalhador em fábrica e o aluno na escola, onde ambos são considerados seres alienados. O trabalhador dentro de um meio de produção capitalista obedece a regras e uma hierarquia, oferece sua força de trabalho em troca de uma remuneração, e é visto como uma máquina, faz tudo no automático sem entender o porquê de estar fazendo. Já o aluno desde os primeiros anos escolares aprende a respeitar uma determinada hierarquia, seguir regras e o que for imposto sem questionar ou se negar a cumprir, e com isso ao longo da jornada escolar passa a não se sentir participante do processo educativo. O trabalhador e o aluno parecem não entenderem a necessidade do real conhecimento. Considerando tudo isso, a escola se torna uma reprodução da sociedade que parece se importar somente com a formação de alunos trabalhadores, de mão de obra. Assim os alunos passam a se conformar com sua situação sem procurar evoluir, progredir, quebrar regras ou padrões estipulados pela sociedade.

    • Letícia Rodrigues Meneghelli Batista disse:

      Turma: Ciências Biológica.
      Produção de texto final/ Catarse.

      Título: O loop da educação.

      A paidéia, segundo Kevin Robb é a ideia de passagem dos costumes educativos dos ancestrais para as proles seguintes, o que não é muito distante do que ocorre agora, pois os pais e avós, dão continuidade na educação dos seus descendentes, tornando-os parte de uma tradição educacional, grandes pensadores como Platão, Aristóteles, Marrou, Werner Jaeger trouxeram uma definição para paidéia, entre outros ensinadores. Além disso, o que todos estes têm em comum em suas definições são que o homem e a mulher em suas fases de crescimento precisam de uma instrumentalização educacionais que os eleve como seres pensantes, modificando o caráter e suas ações através da educação. Ademais os conceitos de paidéia foram se complementando e modificando ao longo da história, como no caso da Idade Média, no qual a igreja implementou novos sentidos para este, mas também um termo que pode ser abordado é o de Omnilateral, sendo que este expressa os lados que um indivíduo como intelectual, cultural, psicológico, afetivo, entre outros, segundo István Mészáros, formando o sujeito como um todo, não apenas a parte educativa. Outrossim, quando começa os estudos sociológicos na educação percebe-se que os problemas envolvidos se dão pelo desigualdade social, no qual a consequência para os estudantes menos favorecidos é a evasão escolar, pois a escola tornou-se um objeto de não interesse, sendo que este sujeito deixa a instituição de ensino, tem sua inserção no trabalho árduo e sem reconhecimento ou ascensão financeira desde de cedo, restringindo as melhores formas de ensino para as camadas burguesas, visto que estes que tem os melhores recursos financeiros e não precisam se preocupar com alimentação, moradia, entre outros recursos que são essenciais para a sobrevivência. O Brasil, passou por vários processos ao longo de sua história, no qual sua tradição não permite o investimento na educação, como no exemplo do Brasil colonial, onde o rei João terceiro não enviava dinheiro destinados para o ensino, levando os jesuítas reservarem suas verbas para isto, isso ocorre até nos dias de hoje, pois os órgãos municipais, estaduais, regionais e federais, infelizmente encontram meios de burlar as leis que visam direcionar montante para a educação. Além disso, quando a Ditadura Militar inicia-se no Brasil, muitos estudiosos que não são a favor deste regime, precisam sair do país, pois poderiam ser caçados, torturados ou até mortos, neste período ocorre uma ruptura entre a educação e a sociologia, visto que a verdade tinha consequências reais. No início da década de 90 final da de 80, com o final do Regime Militar, ocorre a união novamente da sociologia e a da educação. Alias, grandes sociólogos como Karl Marx ( publicou muitas obras como “ As diferenças da filosofia da em Demócrito e Epicuro”, “Sagrada família” , “O 18 Brumários de Luís Bonaparte”, entre outras), Pistrak (estudou a pedagógico do trabalho na sociedade contemporânea, como algo de valor e não inútil), Makarenko ( dirigiu uma colônia de trabalho Gorki, instituto de reabilitação para jovens delinquentes, que abrigou órgãos, desempregados e toxicômanos, escrevendo “Poema pedagógico”, também desenvolveu um projeto, no qual seu objetivo era de uma reeducação por meio de trabalho), entre outros sociólogos que influenciaram na forma de se educar e ensinar, por meio de estudos sociais tornou-se possível o desenvolvimento do indivíduo na sociedade, não tornando a classe social como fator de impedimento. No entanto, existem os sociólogos reprodutivista que estudavam uma linha de pensamento que retrata como a burguesia tinha privilégios de um ensino educacional completo e cheio de equipamentos que agregava no conhecimento, enquanto o proletariado ia para uma escola, no qual não tinha o material completo e nem elementos adicionais para integrar no seu aprendizado, dando força para a evasão escolar. Em suma, vale ressaltar que a matéria de Fundamento da educação, tem o intuito de mostrar como as alterações que a linha do tempo sofre por meio de acontecimentos que o homem influenciou ou não, acarretam consequências na educação e como os indivíduos agem perante a formação que eles foram sujeitos durante a vida toda, sendo que a desigualdade social que as cadeias hierárquicas estão inseridas mudam seu aprendizado, suas escolhas, seu círculo social, tornando mais difícil sua ascensão financeira.

  2. Renan Gonçalves Rocco disse:

    Turma: Letras – Diurno
    RA: 201042193

    No decorrer dos estudos de Fundamentos da Educação, tive contato com inúmeras questões problemáticas de caráter social. Interessei-me, principalmente, pela problemática do ensino das relações étnico-raciais no Brasil. Aprofundei os meus conhecimentos sobre a história da educação no Brasil e pude concluir com propriedade que o país sofreu, em toda sua história, um racismo institucionalizado. Desde os primórdios, o preconceito racial esteve inserido na literatura, geografia, biologia, entre outras matérias escolares. Além disso, perdura até os dias atuais um ensino majoritariamente eurocentrista, o qual praticamente ignora a cultura africana e a história do continente, que possui inegável presença no dia a dia de todos os brasileiros.
    A educação no Brasil deve ser pensada no desenvolvimento de uma sociedade qualificada e favorável a assegurar os direitos do povo, além de valorizar e preservar a cultura. É importante que seja incrementado um ensino que visa a proteção dos direitos culturais, sociais, políticos e econômicos da população. Entretanto, os docentes no Brasil enfrentam diversos entraves. Isso pôde ser visto e aprofundado no texto “A perspectiva da formação docente: analisando reivindicações históricas e propondo táticas superadoras.”. Pude compreender que, por mais que várias medidas positivas tenham sido implementadas na educação brasileira, a falta de um projeto de reestruturação de carreira permeou a carência de um sistema de boa qualidade. Ademais, a desqualificação do sistema também provém da burguesia, a qual persiste assiduamente na alienação do trabalhador, na destruição do conhecimento científico e na “desdemocratização” do ensino como projeto, através de privatizações neoliberais.
    A compreensão dos conhecimentos resumidos acima contribuiu demasiadamente para a minha evolução pessoal, meu julgamento sobre a realidade em sociedade. O processo de estudo racional da história é fundamental para a compreensão de qualquer conteúdo. Para mais, é pertinente pontuar que a escolarização no Brasil precisa de um projeto que assegure os direitos do povo, incentive a atitude científica, instrua a consciência de classe e contribua com a formação política do estudante.

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