Problematização: Pedagogia, Letras e Biologia

On abril 29, 2020, in SocioEdu1, by Fábio Fernandes Villela

(Archigrams: Prints of Modern Architecture Icons that Inspire)

Queridos alun@s, bom dia!

Esta é a área para a postagem da Produção de Texto sobre o Estado da Arte (SEA). O aluno deverá postar individualmente uma pesquisa livre (internet, livros, textos, google drive da disciplina, etc.) sobre o Estado da Arte da produção científica sobre o “ENSINO” de Sociologia, História ou Filosofia (temática livre para o aluno escolher), onde será avaliada a capacidade de pesquisa, leitura, interpretação, articulação dos textos da disciplina. A pesquisa é livre, não tem texto específico no Google Drive da disciplina. Estado da Arte é o nível de desenvolvimento em que se encontra, em um momento determinado, uma disciplina, técnica, ciência, etc. OBS: É para PESQUISAR e escrever somente 2 parágrafos. O aluno pode consultar os seminários já realizados anteriormente no Google Drive da disciplina: “SEMINÁRIOS” para ter uma base para a escolha da temática.

É comum encontrar a expressão “Estado da Arte” em teses acadêmicas, seja como parte da introdução ou no capítulo seguinte, que se destina a documentar o que está a ser feito atualmente no campo em estudo. Esse é um capítulo fundamental para explicar os acréscimos da tese ao estado de conhecimento atual. Conforme Ferreira (2002) as pesquisas conhecidas pela denominação “estado da arte” ou “estado do conhecimento” parecem trazer em comum o desafio de mapear e de discutir certa produção acadêmica em diferentes campos do conhecimento, tentando responder que aspectos e dimensões vêm sendo destacados e privilegiados em diferentes épocas e lugares, de que formas e em que condições têm sido produzidas certas dissertações de mestrado, teses de doutorado, publicações em periódicos e comunicações em anais de congressos e de seminários.

Bom trabalho a tod@s!

Leitura Complementar

FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. As pesquisas denominadas “estado da arte”. Educação & Sociedade, São Paulo, ano 23, n. 79, p.257-272, ago. 2002.

Link: http://www.scielo.br/pdf/es/v23n79/10857.pdf

ROMANOWSKI, Joana P.; ENS, Romilda T. As pesquisas denominadas do tipo “estado da arte” em educação. Revista Diálogo Educacional, vol. 6, núm. 19, setembro-dezembro, 2006, pp. 37-50, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Paraná, Brasil.

Link: http://www.ufpb.br/evento/index.php/18redor/18redor/paper/viewFile/2192/648

RIBEIRO, D. L. G. DA; CASTRO, R. C. A. DE M. Estado da arte, o que é isso afinal? Anais do III Conedu – Congresso Nacional de Educação, p. 1–10, 2003.

Link: http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV056_MD1_SA4_ID9733_15082016120453.pdf

95 Comentários “Problematização: Pedagogia, Letras e Biologia”

  1. João Pedro Pópoli Basso disse:

    Para entender a dinâmica do estado da arte referente ao ensino de Sociologia, faz-se necessário, em primeiro momento, compreender o caráter intermitente da disciplina na história da educação Brasileira e as razões que levaram à ocorrência de tal falto. É importante destacar que a instabilidade da Sociologia dentro da Educação Básica se deu por razões que se distanciam do argumento simplista de que a criticidade da disciplina seria seu principal algoz, apontando que a Sociologia, na maioria dos casos, foi retirada das bases curriculares por ser entendida como desempenhando um papel indefinido na formação do aluno, sendo desnecessária na execução de uma educação mais orgânica, resultadista e pareada com a Pedagogia Tecnicista, como no contexto da ditadura militar e na elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1961, ano em que o país tinha como modelo político uma democracia. Vale ressaltar, também, que a Sociologia pode ainda desempenhar um papel conservadorista, como evidenciado no primeiro Manual de Sociologia elaborado em 1926 para o ensino da disciplina no Brasil. Com as várias reformas educacionais ocorridas no país, destacam-se as diversas inserções (ou reinserções) e retiradas da Sociologia da base curricular nacional, como nas reformas Constant e Campos, nas quais a Sociologia se fazia presente, mas em caráter elitista, e na reforma Capanema, ocorrida em 1942, responsável por desconfigurar a Sociologia como uma disciplina obrigatória. O retorno da Sociologia se iniciou de forma parcial e frágil, com a retomada da disciplina em estados específicos após o fim da ditadura militar e da tecnificação do ensino médio. Cita-se a valorização da Sociologia na época, categorizando essa ciência como um dos pilares para a redemocratização do país. Apesar disso, a Sociologia só foi reintroduzida em âmbito nacional em 2008, com o advento da Lei n° 11.684/08.
    No que se refere ao estado da arte no Ensino de Sociologia na Educação Básica, podemos, com base em dados apresentados por Handfas e Oliveira, explicitar o provável caminho a ser trilhado continuamente por essa área das Ciências Sociais. Segundo Oliveira (2013), “Os próximos capítulos que serão escritos sobre o Ensino de Sociologia na Educação Básica possuem grandes desafios pela frente, que tangenciam os diversos modelos de formação de professores, e a própria necessidade de compreender esta formação como prioritária junto aos Departamentos de Ciências Sociais; bem como a demanda de desenvolver um debate mais sistematizado em torno das metodologias de ensino específicas desta ciência, das possibilidades de utilização e elaboração de material didático, além de uma reflexão contínua sobre as finalidades do Ensino desta ciência na Educação Básica.” Dentre as produções analisadas por Handfas, que englobavam 41 dissertações de mestrado e duas teses de doutorado, pode-se visualizar seis temas principais, sendo estes: (1) currículo; (2) formação do professor; (3) concepções sobre a sociologia escolar; (4) institucionalização das ciências sociais; (5) trabalho docente; e (6) práticas pedagógicas e metodologias de ensino. Este último tema, por sua vez, apresentou-se como o mais explorado em pesquisas num intervalo de tempo que compreendia de 1993, ano em que foi encontrado a primeira dissertação sobre a temática, até 2012. A razão dos cientistas da área se debruçarem tanto sobre esse assunto pode ser facilmente compreendida pela constatação do fato de que a Ciência Social é extremamente recente quando comparada às outras já consolidadas dentro da Educação Básica. Somado a isso, temos a intermitência da Sociologia dentro da educação Brasileira, o que nos permite concluir que a disciplina ainda não teve a possibilidade, devido a seu curto período de atuação, de se firmar em seus preceitos teóricos e práticos. Outro fato, ainda, seria o de que a esmagadora maioria dos pesquisadores envolvidos nessa temática já desempenharam funções como professor, estudando, muitas vezes, seus próprios casos pessoais. É importante salientar, finalmente, a dicotomia encontrada entre os programas de pós-graduação em Educação e Ciências Sociais quando em relação a publicações de dissertações e teses envolvendo a Sociologia da educação. Esse fato se deve, principalmente, à Reforma Universitária ocorrida em 1968, que separou os cursos das faculdades de Filosofia, Ciências e Letras, ocasionando na segregação dos estudos relacionados à pedagogia e no agravamento do quadro de declínio da Sociologia no contexto educacional. O desinteresse por parte dos cientistas sociais nesta área se tornou ainda mais visível a partir da autossuficiência dessas pesquisas nos programas de pós-graduação em Educação, o que apenas reafirma o pressuposto da “causação circular”, proposto por Gouveia em 1992. Handfas propõe, no entanto, a partir da análise do número de trabalhos que ainda serão publicados, uma nova equiparação numérica de produções entre as duas pós-graduações, como em 2006, ou ainda uma inversão inédita desse quadro, no qual, pela primeira vez na história, as pesquisas dessa temática seriam mais numerosas nas pós-graduações de Ciências Sociais do que nas de Educação.

  2. Lorenza Imiane Ramos disse:

    Sabemos que a sociologia tem uma grande contribuição para o desenvolvimento de um indivíduo, por meio dela podemos entender como se constituem as sociedades humanas e quais são os valores morais e éticos desenvolvidos por cada um, começamos a olhar de forma crítica e investigativa o modo que nossas ações interferem o meio em que vivemos. Contudo, a sociologia nem sempre esteve presente na educação básica, a disciplina só começou a ter obrigatoriedade nos três anos do ensino médio com a entrada em vigor da lei nº 11.684 em junho de 2008, durante o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O Parecer CNE/CEB nº 38/2006, aprovado em 7 de julho de 2006 reivindicava a obrigatoriedade da disciplina afirmando que o conhecimento do componente curricular é necessário ao exercício da cidadania e que a sociologia também auxilia o aprimoramento individual, a formação ética, o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico assim como os demais componentes curriculares que já eram obrigatórios.
    As mudanças após essa lei não foram tão satisfatórias, pois nosso país não possuía professores aptos a lecionar essa disciplina, assim muitos professores que lecionavam outros componentes curriculares se adequaram e começaram a ensinar também sociologia. Para intervir nessa situação, foi publicado o Parecer nº 8/2008 do CNE com o objetivo de criar programas emergenciais de curta duração em segunda licenciatura para professores em exercício na educação básica. Atualmente, existem muitos professores formados em sociologia e a disciplina está familiarizada para a maioria das pessoas. Nas redes estaduais de ensino básico de nosso estado são abordados vários assuntos com o objetivo de desenvolver o senso crítico dos alunos e apresentar propostas de intervenção social que resultem em melhorias na sociedade. Segundo o caderno do aluno do estado de São Paulo de 2020, alguns conteúdos apresentados no ensino médio são: o que é a sociologia, quais são os métodos que ela utiliza em seu trabalho e quem são os sociólogos; o que é a vida em sociedade; o que significa diversidade social; como se dá construção identitária dos jovens; a importância da participação política e quais são direitos e deveres no exercício da cidadania.

  3. Laura Cristina Nogueira Dias disse:

    TURMA DE PEDAGOGIA (1º SEMESTRE)
    A sociologia faz parte do conjunto das ciências humanas e ela é muito importante para entendermos as pessoas e o mundo. Ela tem como objetivo estudar e entender as formações sociais, as comunidades para buscar e apresentar propostas sociais que tenha como visão as melhorias na sociedade. No Brasil, a sociologia era praticada em temas relacionados às classes trabalhadoras; em 1960 esteve presente no processo de industrialização, na questão da reforma agrária e nos movimentos sociais, mas a partir de 1971 durante o período da ditadura militar, a sociologia foi banida do ensino secundarista. No entanto, após 40 anos, a sociologia e filosofia foram novamente incorporadas ao ensino médio, se tornando disciplinas obrigatórias nos três anos do ensino médio, em junho de 2008 em vigor com a Lei nº 11.684. Quando foram banidas do currículo escolar foram substituídas por educação moral e cívica. Com a obrigatoriedade das disciplinas no ensino médio, os professores tiveram que aprimorar seus conhecimentos, com isso o Parecer nº 8/2008 do CNE criou a chamada segunda licenciatura, voltada especificamente para o atendimento de professores que estão lecionando disciplinas para as quais não têm a graduação específica, assim foram disponibilizados cursos para que os professores aprimorassem seus conhecimentos porque até então não tinham especialização para lecionar essas duas disciplinas.
    A sociologia é muito importante no currículo escolar porque ela ajuda os alunos a terem o conhecimento do que são direitos e deveres do cidadão, a como viver em sociedade, a entender a visão de cada sociólogo, entre outros. Além disso, a sociologia estuda outros aspectos sociais como violência, globalização, êxodo rural, consumo e a organização das cidades. A sociologia ajuda o ser humano a viver em sociedade e a exercer o seu papel nela e também a observar as transformações sociais e as consequências que essas trazem. Enfim, a sociologia é importante para o mundo atual pois ela contribui para compreendermos os problemas sociais e como podemos buscar soluções através da nossa reflexão e debates.

  4. lucas barboza disse:

    * Problematização(estado da arte ), como referencial analítico e observatório de interpretação da objetificação do estudo, esclarecido como modismo social.

    Podemos esclarecer em princípios analíticos e elucidatórios as representatividades e convenções relacionadas e traçadas em princípios e olhares do populismo e da massificação de conceitos e ideais filosóficos e sociológico em todas as partes e folhetins de mídias sociais ou mesmo postagens eletrônicas com frases instigantes e revigorantes , ou mesmo manifestações intelectuais em programas de televisão aberta para a massa populacional , ou também vídeos distribuídos com vários acessos simultâneos como as denominadas lives, verdadeiras figuras em termos quase eclesiásticos, em que também visualizamos termos e ilustrações de cunho acadêmico repassado para editoras de grande porte como sucesso de vendas e tiragens de e-books ou mesmo o acesso à cursos da evocação positivista do século xix , com u imenso recorde visualizações e inscrições online, mas agora você deve estar me perguntando o nosso querido país se tornou uma potencialização educadora, acadêmica e principalmente intelectualizadora. Pois bem, visualizamos esta seguinte situação de um coating explicitando sua capacidade individualista e egocêntrica de obter produtividade e evolução no período mais fúnebre e catastrófico de nosso humilde e triste história brasileira, ou mesmo uma palestra destes então filósofos, sociólogos pop star redigindo uma palestra que irriga profundamente nossa alma no retrato desigualitário social, mas quando na realidade todos estão pensando como vão pagar o ingresso da palestra; ou até mesmo o retrato retaliação acadêmica retirando temáticas conceituais de contexto, mas o tema da sagrada vídeo aula é sobre honestidade recíproca, acho que escolheram mau o tema; são figura e ilustrações como estas que nos denotam o pseudointelectualismo , criado por instituições e indivíduos para primeiramente o benefício e bem feitorias próprias e a sua estabilização materialista, a final todos somos filho do coating, nós merecemos, o ainda em critérios de aprofundamento acadêmico, em que realizam a usurpação de conceitual e temática de ideais préviamente concebidos e retirados de contexto pra a alterar sua trajetória e transformar o robusto conteúdo elucidante e acadêmico em lembretes de auto-ajuda para serem repassados no zap, mas a verdade é que atualmente todos são filósofos e sociólogos , pois todos tem seu mantra de produtividade ,honestidade , organização, individualismo estrutural, responsabilidade , são todos ciadões inativos não representativos e fixos em suas linda e colorida casa rodeada por wifi e consumindo a sabedoria da imobilidade produtiva ou podemos denominar escravização pop, em que sobrinhos, avós, pais e parentes familiares em geral do seu município, estado e país, ou seja todos estamos m uma imensa acadêmia em que os professores nos escravizam e chibateiam com a sua ignorância intelectual , mas mesmo assim insistimos no conteúdo mazoquista, em que todos se preocupam com a próxima mensagem de auto-ajuda do dia e não percebem que seus coatings só alargaram a dimensão do seu próprio umbigo, e todos ão saem do lugar ou das telas e palestras se ocupando e vivênciar o seu mesmo retrato toda vez , mas com fotógrafos diferentes e reveladores da alienação sempre iguais ou igual , ou seja por que não fazer a massa populacional pensar que a sabedoria virou uma epidemia, quando já foram infectados por tamanha ignorância que não se quer perceberam que o cruzeiro navegante era apenas um carrocel de parque, ou mesmo uma brincadeira canina de correr atrás do próprio rabo, em nós fazemos apenas uma indagação sagrada e sábia digna de um verdadeiro coating,ou seja desta vez não tem petisco.
    Podemos esclarecer acerca do enunciado analítico e observatório que a representatividade do pseudointelectualismo ou modismo social transformando ilustrações, conceitos, conhecimentos e ideais desconexos para a massificação popular do auto-ajudismo estagnatório do pensar , ou seja realizando a estruturalização de um falso conhecimento marqueteiro e estagnatório individualista para ser retratado como o conhecimento acadêmico filosófico e sociológico formal , ou seja, credenciando um pensamento com bases exploratórias e escravistas por meio de mídias sociais , além do poderil ideológico mental do enriquecimento acadêmico , ou seja em que todos pensam permear na palma da primeira palestra milionária, ou seja referenciado um batalhão populacional de mentalidades fixas e imóveis enobrecidas por seu caráter racionalista de bêbado, ou seja se equilibra da sarjeta acreditado que está andando e se movimentando , mas realmente já está caído e desmoralizado sempre no meso lugar de alguma esquina ou cruzamento verdadeiramente e honradamente patriota;mas entre nós cidadões imóveis por natureza este mesmo batalhão ridiculariza a fonte primária de seus argumentos racionalizantemente alienados , mas que em seus primórdios surgiu em catálogos , amostras e referencias acadêmicos , na qual hoje é ridicularizada e especificadamente envergonhada em ver conceitos e argumentos enovelados em aprardigmas alienatórios da cegueira atacarem e humilharem uma instituição baseada no pensamento elucidatório anti-alienante, ou seja principalmente as humanidades , ou seja princípio da elucidação humana e referencial esclarecido sobre princípios globalizantes e verdadeiramente de conhecimentos concretos, de uma sociedade brasileira que insiste em apedrejar, boicotar e até mesmo ignorar a concretude da significação de sua vivência e assim mostrar o sol do esclarecimento platônico, nós nos fazemos o seguinte questionamento; por que os maconheiros universitários estão na nossa caverna, certamente desfrutar do ópio com suas piranhas, só pode.com isso a universidade como uma totalidade se distanciou das causas, manifestações e representatividades sociais de anti-estagnação, ou seja espaço ocupado elo pseudoconhecimento mas com o referencial de manter todos bem atentos às movimentações e secreção de nossos poros , uma consequência clara de olhar muito ao nosso próprio umbigo,pois desa maneira o conhecimento acadêmico e a sua intelectualidade pura e se frustou apenas em sua própria bolha não ocupando espaço algum e sem funcionalidade aparente ao sensu comum, ou seja estabelecemos em princípios racionalizantes e analíticos , em fatores tão estruturados que caímos na armadilha mais simples, ou seja somos as cinzas de uma fogueira antigamente acesa na caverna, mas é muito trabalho pra acender de novo, por isso ficamos no escuro com todos que é muito melhor até aconchegante;por fim entraremos na essência desta escuridão ou consequências destas cinzas na sala de aula universitária, ou seja em que como todo bom aluno brasileiro debate e provocação é caso de apedrejamento público do professor, ou mesmo representatividade e manifestação de ideias opostas é militância corporativa, ou até agrupamentos de ideais se forem diferentes e opositores não utilizam jogam fora como o ato vulgar de cuspir, ou seja transformando mantras pop do pseudoconhecimento em dógmas acadêmicos irrefutáveis , principalmente para o professor que se torna refém de indagações estudantis modistas e estagnantes , ou seja o professor é submetido a um sequestro mesmo se ser préviamente avisado,ou seja o que me dá mais prazer em assoprar as cinzas resultantes para bem longe e e os seus fósforos meus caros professores, está dando uma preguiça de acender.

  5. Rebeca Silva Guimarães disse:

    Educação à margem
    As escolas públicas são umas das instituições sociais mais importantes que existem, e, desde sua idealização, houve um grande consentimento acerca de uma renovação no ensino e de um modelo de escola elementar direcionado para a escolarização em massa, entretanto, mesmo diante do acolhimento desse sistema de ensinamento, ainda há dificuldades a serem enfrentadas (como o fato de a grade curricular ser engessada, assim, não concedendo autonomia aos professores), para que haja um ensino de qualidade e não ocorra essa distinção gritante entre as classes sociais, que é tão comum.
    Nota-se que a educação se encontra diretamente ligada à democracia e à cidadania, portanto, “[...] é sabido que as escolas teriam uma contribuição específica a dar, como agências de formação do horizonte intelectual dos homens.” Diante disso, “Cabia à lei fixar certas condições, que assegurassem duas coisas essenciais: a equidade na distribuição das oportunidades educacionais; a conversão das escolas em instituições socializadoras, pondo cobro ao divórcio existente entre a escolarização e o meio social.” (FERNANDES, Florestan. Educação e sociedade no Brasil. São Paulo: Dominus/Edusp, 1966. p. 537).

  6. Dienifer Cristina de Souza Simionato disse:

    A Importância do Convício Social

    O convívio social é o que faz o ser humano, por exemplo, na infância, é o nosso convívio social que nos faz começar a formular as primeiras frases, é o que nos faz criar nossos ideais, é com o convívio social que a gente aprende as regras morais, também é com ele que aprendemos a ter ética, ou não. Enfim, é ele que faz do ser humano quem ele é, até porque, querendo ou não, somos influenciados pelas pessoas se deixarmos.
    Pesquisas mostram que o convívio social faz bem para a saúde, A vida em grupo possibilita crescimento, aponta oportunidades, consola nos momentos difíceis. Os psicólogos afirmam que as pessoas que vivem rodeadas de amigos são mais felizes, bem dispostas e cada vez melhor aceitas no convívio social. Alertam, ainda, que o isolamento, está associado ao aumento da pressão sanguínea, das atividades do hipotálamo e de glândulas vinculadas ao hormônio do estresse. Junto a isso, somam-se o alcoolismo, o sedentarismo e a obesidade que aparecem igualmente na lista dos males de quem vive só.

  7. Hellaine Cristina Damião Rodrigues disse:

    Historicamente, a sociologia somente foi inserida na cultura brasileira quando houve a desestruturação da sociedade escravocrata e senhorial, dando início a uma lenta secularização da cultura e o progresso técnico com os primeiros cursos voltados à formação de professores. As mudanças no sistema escolar e na divisão do trabalho estimularam a especialização da sociologia e a sua institucionalização dentro do ensino e da pesquisa. No século XX, de acordo com a urbanização e industrialização das cidades, as classes dominantes modificaram o campo intelectual e as funções das escolas. A partir da década de 1920, o ensino das ciências sociais foi incentivado pelas elites com o intuito de formar lideranças e criar soluções racionais e pacíficas para resolver os problemas sociais brasileiros. Essa classe buscava a modernização e aprendiam a lidar com as mudanças para evitar as agitações sociais. Décadas mais tarde, a elite transformou a educação em privilégio para alguns e, a Sociologia serviu como referência para compreender essa realidade. Segundo Frigotto (2007) no artigo “A relação da educação profissional e tecnológica com a universalização da educação”, a interferência do capitalismo existente na nossa sociedade motivado pelo período colonial e as consequências desse sistema na educação, como os altos índices de analfabetismo, pouca qualidade de educação, possibilitou a formação profissional às bases dos interesses do mercado. Tendo em vista este histórico, o excesso de avanços e programas de pesquisa dos últimos anos, o Estado da Arte nos permite conhecer como está a discussão sobre o ensino de sociologia e, quais as lacunas ainda existentes sobre isso. Logo, mesmo ainda uma terminologia recente, o Estado da Arte contribui com estratégias para mapeamento e quantificação da produção científica sobre o ensino de Sociologia, assim como também a relevância social do mesmo.
    No levantamento realizado por Cidart e Bogales (2017) sobre a temática “ensino de sociologia” no Brasil, foram identificados 106 trabalhos defendidos/apresentados em programas de pós graduação strictu senso, sendo 12 teses de doutoramento e 94 dissertações de mestrado do período de 1993 a 2015, sendo também a maioria dos pesquisadores pessoas do sexo feminino. Desse período, os pontos relevantes que se destacam: “a Lei 11.684/2008, impondo a obrigatoriedade da disciplina na Educação Básica; a inclusão da Sociologia nas ações do Programa de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD); a criação de novas linhas de pesquisa e implementação de mestrados profissionais sobre o Ensino de Sociologia (já que o mestrado é ensino de Ciências Sociais) e a criação e ampliação de eventos, livros-coletâneas, revistas, dossiês e grupos de pesquisa sobre a temática (2017)´´. Na identificação e categorização de temáticas comuns dos trabalhos, relacionaram-se também as pesquisas de Handfas e Maçaira (2014) e Silva (2010) sendo o currículo; prática pedagógica; metodologia de ensino; concepções sobre a Sociologia escolar; institucionalização e trabalho docente, com adicional de formação docente e livro escolar. Essa pesquisa estimula indagações e reflexões sobre o por quê há mais dissertações do que teses; mais mulheres do que homens escrevendo sobre isso e também os desinteresse de instituições privadas na produção científica sobre o ensino de Sociologia. Com a intensificação da globalização, os setores da educação ficaram restritos com pouco orçamento que impedem os avanços nessa área. Há a valorização do mercado empresarial que cria grupos poderosos, modificando as políticas educacionais aos poucos que supervalorizam a competição, em detrimento da igualdade de condições. As evidências das desigualdades e dos interesses de mercado no país ficaram fortemente marcados com A Lei da Reforma do Ensino Médio (13.415/2017), com consequências fortes na Sociologia. No processo de aprovação da reforma foram desconsiderados pesquisas e propostas de educadores, como também diálogos entre alunos e professores para avaliar os impactos que seriam gerados. Resumindo, uma maneira antidemocrática e sem contato com a sociedade. Por isso, no trabalho “A reforma do ensino médio e o ensino de sociologia” de Ferreira e Santana (2018), salienta a preocupação da Sociologia nos novos rumos educacionais, como por exemplo essa reforma que não deixa claro como será desenvolvida a disciplina de Sociologia, dando abertura para que professores não especializados nessa área lecionar a disciplina, comprometendo a qualidade do ensino, principalmente em escolas públicas. Essa parece ser uma das lacunas que a análise das produções acadêmicas nos permitem concluir, portanto cabe às próximas pesquisas apresentarem mais conteúdos para analisar.

  8. Carolina Marzochi dos Santos disse:

    A importância do ensino de História no ensino fundamental

    Junto com o estado da arte será dito alguns pontos da disciplina de história para entender sua importância. O ensino de história na educação é bastante criticado, às vezes chamado de desnecessário por ser um estudo sobre nossos acontecimentos passados, mas isto é sim muito importante e necessário a toda á sociedade. A disciplina de história surgiu e foi aprovada como disciplina no Brasil a partir do século XIX, inspirada no modelo francês focava na formação da elite, que apenas focava no ensino de feitos heroicos nacionais e religião, e isso durou por muito tempo. Até que na ditadura militar ela foi retirada do ensino e substituída por uma disciplina chamada estudos sociais, que era usada para difundir as concepções e ideologias. Apenas a partir da década de 80 o ensino de história foi repensado e teve o pensar de desenvolver cidadãos.
    Segundo o texto “A importância do ensino de História no ensino fundamental I, a partir de uma perspectiva Marxista” de Marcio José Onório e Vanessa Cristina Treviso, é dito que ensino de história mostra os muitos acontecimentos em nossa sociedade desde o surgimento de tudo até atualmente, a criança ou adolescente cria um pensamento crítico a partir desses episódios reais, uma associação de valores, e o que também a leva a compreensão do que é ser um cidadão, ou seja, a História não se limita a uma linha do tempo, não serve para entender o passado, mas sim seus erros, desenvolvimento, descobertas, ensinamentos, etc… Porém felizmente já existem leis que tornam a disciplina obrigatória e até mesmo estudos que antes nem apareciam por preconceitos, como a lei 10.6393 que visa à cultura afro-brasileira sejam apresentadas nas salas de aula, e também uma nova lei, a lei 11.645\10 que traz além de estudos sobre a cultura afro-brasileira há também a cultura indígena.

    Pedagogia
    Sociologia da Educação I

  9. Ana Beatriz Talhari de Souza disse:

    Tratando-se do ensino de filosofia, é válido destacar a sua importância nas situações, comuns ou não, do nosso cotidiano, mas que necessitam de uma atitude filosófica e crítica composta por indagações e problematizações, possibilitando nossa capacidade de pensar e de reflexão. Isto é, no meio educacional ela é importante para proporcionar espaços de pensamentos, meios de debate e críticas. Historicamente, o estudo dessa disciplina era reservado apenas para a elite, como no período jesuítico, cujo ensino era reservado para os colonos brancos. No decorrer do tempo, ocorreram muitas mudanças em relação a sua obrigatoriedade no currículo escolar, passando por diversas épocas em que se fazia presente ou ausente e dentre elas destaca-se o período entre as décadas de 60 e 70 (com a Ditadura Militar em 1964), em que a Filosofia deixou de ser obrigatória (sendo optativa e ficando de fora de muitas instituições de ensino) em 1961 (Lei n. 4.024/61) e foi excluída do currículo escolar oficial em 1971 (Lei n. 5.692/71); a partir da década de 80 começaram algumas reivindicações para o seu retorno no currículo e este ensino foi ganhar notoriedade apenas no ano de 2008 com a promulgação da Lei nº 11.684, tornando-a obrigatória nos três anos do Ensino Médio.
    Entretanto, surge a preocupação de como a Filosofia deve ser ensinada e com qualidade, já que, segundo Paiva (2015), não basta tê-la no currículo e apenas ler e comentar um filósofo, necessita-se também que ela passe alguma mensagem para os alunos e suas vidas, estimulando suas reflexões. Muitas pessoas acreditam que este ensino não possui utilidade ou não serve para os estudantes, pois estes não estão preparados e nem possuem bases para adquirir estes conhecimentos, enfatizando mais uma vez a exclusão desde a antiguidade. E é exatamente por isso que nas salas de aula seja crucial despertar a discussão de ideias, uma visão crítica nos alunos perante a vida humana e a sociedade. Todos os estudantes e indivíduos devem ter acesso à Filosofia pois ela contribui para a educação de humanização e autonomia.

  10. Leticia Rodrigues Meneghelli Batista disse:

    Turma de Biologia

    Problematização :Estado da arte na Educação.

    Texto: Os paradoxos na filosofia.

    Segundo o filosofo Sócrates(470-300a.C), o paradoxo consistia em posições éticas que iriam contra a opinião comum, pode-se fazer uma comparação entre os operários e a burguesia, sendo que um nasce para o trabalho manual e o outro para questões acadêmicas, dentre essa condição histórica o encarregado dificilmente consegue se estabelecer socialmente na classe dominante, tornando árduo o acesso ao conhecimento e ao aprendizado, mesmo que a historia mostre que muitos educadores partilhem de uma posição incomum entre os demais estudiosos, sendo um destes o educador e pedagogo Dermeval Saviani(1943) que dedicou a sua vida as problematizações na área da educação. Ademais, o conhecimento e a escolarização são duas palavras com sentidos diferentes ao longo da história, pois desde que os indivíduos começaram a se organizar em grupos, estão distanciados por questões sócias e raciais, tornando o acesso a estes uma problemática. Além disso, a filosofia surgiu com o intuito de questionar o momento histórico e politico, como também sobre ensinar e passar o conhecimento adiante.
    Outrossim, a filosofia consiste em duas eras a pré-socrática e a pós-socrática, sendo que ao longo dos séculos surgiram os pensadores mais renomados e respeitados, bem como originou diversas áreas do saber, com um intuito incomum passar o conhecimento adiante, formando muitos professores e alunos. A fim de que em 2006 a filosofia passou a ser uma matéria obrigatória nas instituições de ensino pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), pois eles visam que as problematização de situações vivenciadas ao longo dos séculos geram questionamentos, consequentemente podem levar a soluções destes através do ato de pensar. Dessa forma, ” Pensamos que o justo seria o educar , hoje, para que o aluno seja outro e não o mesmo, um mesmo que qualquer modelo, ou seja, que ele seja ele. O justo é educar para oferecer condições ao educando conquistar o pensamento autônomo. O pensamento que conhece suas razões, que escolhe seus critérios, que é responsável, consciente de seus procedimentos e consequências e aberto a se corrigir. Pensamento criativo, capaz de rir de si mesmo, buscador de compreensão, sempre atento ao seu tamanho justo.” (ASPIS,204, p.309), analisando este trecho do livro de O professor de filosofia: o ensino da filosofia no ensino médio como experiência filosófica. CAD. Cedes, Campinas, percebe-se que é de suma importância a abordagem filosófica na crescimento de um individuo, para instigar a busca pelo saber e torna- ló um ser com pensamento critico, capaz de se auto- analisar e analisar os outros.

  11. Rafaella Madalhano Rogério disse:

    O Estado da Arte sobre o ensino da Sociolgia na Educação Básica
    As primeiras tentativas de se estabelecer a Sociolgia na educação básica foi no final do século XIX, mais exatamente no ano de 1890, com a chamada Reforma Benjamin Constant. Nessa reforma, a disciplina possuía um caráter elitista, pois somente uma parcela de alunos tinham contato com a disciplina no ensino secundário (ensino fundamental e médio). Essa parcela de alunos eram os que queriam ingressar nas carreiras de Medicina, Odontologia, Farmácia, Engenharia, Arquitetura e Direito. Após várias reformas da educação básica com reviravoltas, a Reforma Rocha Vaz em 1925, foi quem retomou o ensino da Sociologia e que propôs a obrigatoriedade de tal nos anos finais de formação.
    Já a Reforma Capanema realizada em 1942 no Governo Vargas durante o Estado Novo, marca o fim da obrigatoriedade da disciplina na educação secundária. Para os governos autoritários da época, a Sociologia era compreendida como um conhecimento desnecessário e por isso decidiram acabar com a obrigatoriedade nos currículos escolares. Novamente, após várias reviravoltas, em 1996 a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) definiu e regularizou o sistema de educação com foco nos princípios da Constituição e incluiu a disciplina de Sociologia como obrigatória nos currículos de ensino médio. Em 2008, com a lei n° 11.684, a Sociologia passou a ser introduzida em todas as séries do ensino médio. Assim, após inúmeras lutas para permanecer o ensino de Sociologia na educação básica, é preciso que venhamos preservá-la e lutar novamente se for preciso caso haja novos ataques para a retirada da disciplina dos currículos escolares, já que ela é fundamental para compreendermos a sociedade, as relações sociais e nos fazer pensar sobre questões de desigualdade e poder.

  12. Júlia C. Rodrigues disse:

    A Sociologia teve seu início no século XIX, sob influência das Revolução Industrial e da Revolução Francesa. Seu objetivo é estudar a complexa estrutura social que envolve todos (que, à época, sofrera grandes transformações que se fazem refletir ainda nos dias atuais), fazendo com que os indivíduos reconheçam o papel de cidadãos que possuem e que suas decisões influenciam a sociedade que vivem como um todo, cabendo a eles racionalidade ao fazerem suas escolhas. A Sociologia é parte essencial na formação da consciência politica humana, e por isso, é imprescindível o ensino dessa disciplina na Educação Básica.
    A disciplina de Sociologia foi incluída definitivamente no currículo da Educação Básica, mais especificamente no Ensino Médio, em 1996, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), após ter passado um bom tempo fora da grade curricular obrigatória (foi retirada durante a Ditadura Militar junto com a Filosofia, substituídas pelas disciplinas de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil), e em 2008, com a lei 11.684, passou a ser obrigatório o ensino da Sociologia em todas as séries do Ensino Médio. A mecanização do ensino da classe operária, a fim de que tornem somente mão-de-obra, tem se tornado interessante na visão do Estado, que cada vez mais sucateia a educação pública, que tem, dentre suas medidas, a aprovação da Lei de Reforma do Ensino Médio (13.415/2017), fazendo com que não só a Sociologia, mas toda a grade de Ciências Humanas seja repensada, a fim de que os alunos de Ensino Médio mantenham-se alienados, sem a consciência cidadã a que têm direito, para que sejam facilmente manipulados para perpetrarem o sistema que enriquece poucos e aumenta a desigualdade social.

  13. Sérgio Bueno disse:

    A dinâmica do ensino filosófico e de suas práticas tem uma de suas muitas bases fincadas não somente no ensino histórico e crítico, como também na prática histórica de análise e ação no tempo presente. Pode-se analizar as lacunas deixadas por essa carestia (e também suas mazelas diretas) em diversas sociedades através de rupturas históricas da carga filosófica dos indivíduos. Um exemplo é a diretividade da atual carência moral da sociedade brasileira, viúva direta da probreza filosófica que se instaurou no país desde a quebra mais recente da carga educacional filosófica no Brasil: A Ditadura Militar. As lacunas e as cicatrizes deixadas por esse período, no direto sentido de crítica, análise e filosofia, são hoje sentidas, e muito nos elucida sobre nossa sociedade atual. A filosofia brasileira, em todo seu sentido amplo, ainda se arrasta maltratada por culpa das feridas da época, que refletem em uma população que simplesmente ignora seu valor. A dinâmica do Estado da Arte na filosofia brasileira, para ser entendido, precisa primeiro ser elucidado assim.

    Até 1988, por conta da reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio que acaba por mudar esse cenário, a educação brasileira possuía uma carência absoluta em ciências Filosóficas e Sociológicas. Sendo efetivamente posta à combate (mas não vencida) somente em 2 de junho de 2008, pela lei 11.684. Os próximos passos que serão trilhados sobre a Filosofia brasileira, e sobretudo sobre o Ensino da filosfia no Brasil possui uma sinuoza estrada pela frente, que tangencia desde uma falta de centralidade de modelos e de formação de professores, até a própria necessidade de compreender esta formação como importante dentro da academia. Desde a aceitação comunitária da lógica reflexiva, passando pela própria elaboração de materiais didáticos e de pesquisa e focando na reflexão contínua, sobretudo nas finalidades do Ensino. Pesquisas sobre Ensino de Filosofia vem sendo feitas no Brasil, com esforço e integridade, desde a década de 1990, por nomes como Leoni Henning, Marcos Lorieri, Silvio Gallo, Walter Kohan, entre outros/as. Pesquisas estas que questionam a supra referida formação de professores de Filosofia, reivindicando a consideração do ensino sob a perspectiva filosófica e a integralidade das licenciaturas enquanto cursos de graduação. Diagnosticando temas relevantes, emergentes e recorrentes sobre, e indicando alguns dos tipos de pesquisa que ocorrem dentro da área da Filosofia Brasileira voltada à educação, em uma rápida lucubração é possível observar que, não necessariamente em ordem, as pesquisas se acumulam em pontos: (1) Voltadas ao método, suas ferramentas e execuções (2) Voltadas à formação do profissional (3) Voltadas à ligação das dificuldades da realidade atual ao método.

  14. Rívia Ribeiro Cezar disse:

    A Trajetória do Ensino da Sociologia na Educação Brasileira.

    A implementação da sociologia como disciplina obrigatória na grade curricular brasileira sofreu muitas alterações ao longo dos séculos. A sua história é dividida em três períodos: Período de Institucionalização (1891-1941), Período de Ausência (1941-1981) e Período de Reinserção (1981 – dias atuais). Inicialmente, a sociologia foi introduzida no Brasil por Benjamin Constant, em 1891, após a Proclamação da República, que colocava em execução um esquema educacional completo pela primeira vez no país, porém a sociologia foi retirada das grades em 1901 pela Reforma Epitácio Pessoa e somente em 1925 a disciplina voltou a ser recolocada nas grades curriculares, pela Reforma Rocha Vaz.
    Entretanto, com o decreto do Estado Novo, a sociologia foi retirada pelas reformas educacionais da época, por ser associada a princípios socialistas; e isso se manteve durante as décadas seguintes, com o Golpe de 1964. A partir da redemocratização durante os anos 80, a sociologia passou a ganhar espaço como um importante instrumento de cidadania e voltou a ser reinserida nos currículos escolares, passando por várias etapas, incluindo a A Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1996 que propôs que os alunos deveriam dominar, ao final do Ensino Médio, os conhecimentos da disciplina, mas sua obrigatoriedade não foi afirmada e gerava falta de clareza, possibilitando uma dúbia interpretação. Após campanhas empreendidas por profissionais da área, o Congresso Nacional votou e tornou a disciplina obrigatória em 2008. Dessa forma, entende-se que sua ausência ou presença esteve relacionada ao contexto político do país e sua permanência depende da luta por sua consolidação curricular. É necessário observar que sua implementação é extremamente importante para a formação de uma sociedade mais reflexiva, compreensiva e questionadora sobre sua realidade, contribuindo para um olhar mais critico perante a sociedade.

  15. Luis Eduardo Lucas de Castro disse:

    A história da educação apresenta evoluções, reviravoltas e discussões em temas que se alongaram até os dias de hoje. Analisada a grosso modo, a educação pode ser tida como um processo de construção e produção da capacitação e desenvolvimento do individuo como ser social e cultural. Dentre os tantos temas que se ramificam e que criam vida própria me atentei a um que muito me interessou o estudo: educação versus sexualidade/homossexualismo. Durante a pesquisa vários pontos e configurações foram postas sobre a mesa, e fica ainda mais distinta se analisada por uma ciência especifica. Seguida nos passos da filosofia, encontramos alguns filósofos que defendem a prática da discussão e ensino de sexualidade, alguns afirmam que esse estudo expande a compreensão que temos de nós mesmos; segundo Foucault “o ser humano é um completo e total, portando sentimentos, desejos, vontades, sonhos e não se pode ser reduzido a sua condição de comportamento social e sexual”. Vista num âmbito social a discussão se eleva a novos níveis uma vez que a sexualidade é defendida tanto como construção de uma identidade como quanto fator de precarização do indivíduo.
    Levada essa discussão na prática de ensino em escolas o teor fica ainda mais sério e complexo. Por mais que haja vários estudos que fortalecem a noção de que se discutir sexualidade nas crianças e jovens iria fortalecer a sua capacidade de assimilação entre o certo e o errado e o autoconhecimento, cujo esse defendido como primordial, às vezes. Temos na contramão a defesa de que se ensinar esse tipo de conteúdo nas escolas provocaria a procura pelo sexo, gerando consequências socias sérias — doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, prostituição e outros. Também que esse tipo de discussão não deve ser conduzido por educadores, mas sim caber ao âmbito familiar tais ações. Independente de qual lado esteja mais correto ou mais bem fundado, a abertura de conhecimento e conversação complementaria a noção crítica que todo ser humano deveria ter. Sendo assim, a sociedade se faria mais inclusa, mais comunicativa e toda discriminação e/ou ato de preconceito se anularia no simples fato do aluno/cidadão sair sabendo que existe-se uma diversidade e que ela é a sua própria resignação cultural.

  16. Carolina Marzochi dos Santos disse:

    A importância do ensino de História no ensino fundamental
    Junto com o estado da arte será dito alguns pontos da disciplina de história para entender sua importância. O ensino de história na educação é bastante criticado, às vezes chamado de desnecessário por ser um estudo sobre nossos acontecimentos passados, mas isto é sim muito importante e necessário a toda á sociedade. A disciplina de história surgiu e foi aprovada como disciplina no Brasil a partir do século XIX, inspirada no modelo francês focava na formação da elite, que apenas focava no ensino de feitos heroicos nacionais e religião, e isso durou por muito tempo. Até que na ditadura militar ela foi retirada do ensino e substituída por uma disciplina chamada estudos sociais, que era usada para difundir as concepções e ideologias. Apenas a partir da década de 80 o ensino de história foi repensado e teve o pensar de desenvolver cidadãos.
    Segundo o texto “A importância do ensino de História no ensino fundamental I, a partir de uma perspectiva Marxista” de Marcio José Onório e Vanessa Cristina Treviso, é dito que ensino de história mostra os muitos acontecimentos em nossa sociedade desde o surgimento de tudo até atualmente, a criança ou adolescente cria um pensamento crítico a partir desses episódios reais, uma associação de valores, e o que também a leva a compreensão do que é ser um cidadão, ou seja, a História não se limita a uma linha do tempo, não serve para entender o passado, mas sim seus erros, desenvolvimento, descobertas, ensinamentos, etc… Porém felizmente já existem leis que tornam a disciplina obrigatória e até mesmo estudos que antes nem apreciam por preconceitos, como a lei 10.6393 que visa à cultura afro-brasileira sejam apresentadas nas salas de aula, e também uma nova lei, a lei 11.645\10 que traz além de estudos sobre a cultura afro-brasileira há também a cultura indígena.

    Pedagogia

  17. Carolina Marzochi dos Santos disse:

    A importância do ensino de História no ensino fundamental
    Junto com o estado da arte será dito alguns pontos da disciplina de história para entender sua importância. O ensino de história na educação é bastante criticado, às vezes chamado de desnecessário por ser um estudo sobre nossos acontecimentos passados, mas isto é sim muito importante e necessário a toda á sociedade. A disciplina de história surgiu e foi aprovada como disciplina no Brasil a partir do século XIX, inspirada no modelo francês focava na formação da elite, que apenas focava no ensino de feitos heroicos nacionais e religião, e isso durou por muito tempo. Até que na ditadura militar ela foi retirada do ensino e substituída por uma disciplina chamada estudos sociais, que era usada para difundir as concepções e ideologias. Apenas a partir da década de 80 o ensino de história foi repensado e teve o pensar de desenvolver cidadãos.
    Segundo o texto “A importância do ensino de História no ensino fundamental I, a partir de uma perspectiva Marxista” de Marcio José Onório e Vanessa Cristina Treviso, é dito que ensino de história mostra os muitos acontecimentos em nossa sociedade desde o surgimento de tudo até atualmente, a criança ou adolescente cria um pensamento crítico a partir desses episódios reais, uma associação de valores, e o que também a leva a compreensão do que é ser um cidadão, ou seja, a História não se limita a uma linha do tempo, não serve para entender o passado, mas sim seus erros, desenvolvimento, descobertas, ensinamentos, etc… Porém felizmente já existem leis que tornam a disciplina obrigatória e até mesmo estudos que antes nem apreciam por preconceitos, como a lei 10.6393 que visa à cultura afro-brasileira sejam apresentadas nas salas de aula, e também uma nova lei, a lei 11.645\10 que traz além de estudos sobre a cultura afro-brasileira há também a cultura indígena.

  18. Vitória de Oliveira Reinoso disse:

    O Estado da Arte sobre a História da Educação da População Negra no Brasil.

    Desde o período da chegada dos portugueses às terras brasileiras a educação se construiu como uma importante ferramenta para formação de um tipo de sociedade. Por exemplo: Brasil Colônia: a educação tinha como objetivo que fossem moldados os povos nativos para se adequar aos modos europeus e inclui-los em uma lógica de trabalho escravizado. Educação destinada aos colonos: eles eram instruídos e direcionados para a preservação dos valores morais e religiosos. Ao passo que excluía os escravizados. No Brasil Império quando as escolas se propagaram,não existia escolas formais para negros e nenhum tipo de apoio governamental que permitisse o ingresso para a escola. Há registros, porém não muito aprofundado, que a primeira escola para negros no Brasil foi a escola de Pretextato, que funcionou de 1853 á 1873, situada no Rio de Janeiro. Os negros que conseguiram ingressar nas escolas eram os negros livres ou libertos, maiores de 14 anos, somente do sexo masculino, saudáveis e vacinados, e se pode notar a exclusão das mulheres negras e escravos. Após a abolição da escravatura a escola permaneceu eletista e não possibilitou aos negros e negras acesso á educação de qualidade, formação acadêmica surgindo assim, além da exclusão social a exclusão intelectual. Essa exclusão social e racial perdurou por décadas do período abolicionista, limita o ingresso dos negros\as nas universidades e qualifica-o como marginal.
    MNU (Movimento Negro Unificado 1978), criado 90 anos após a abolição. A militância pela ruptura das desigualdades e injustiças sociais fez emergir o Movimento Negro Unificado que veio para romper barreiras racistas e foi importante para a criação e implementação de políticas públicas, como: cotas universitárias, cotas em concursos públicos e fortaleceu a formação docente voltada para a valorização da cultura negra a partir da criação das leis. Em 2003 foi sancionada a lei 10.639 que tornou obrigatório o ensino da cultura Afro-brasileira e oficializa o dia 20 de novembro como o “Dia da Consciência Negra”. A educação para a população negra se deu através de lutas e resistências. A partir de desobediências se forjaram vários movimentos que contribuíram para a efetivação de uma escolarização para os negros. A Imprensa Negra e o MNU, demonstram como os movimentos sociais foram importantes para a criação das leis 10.639/03 e 12.711/12, leia tardias, mas necessárias, para a reparação das desigualdades sociais.

  19. Camila Rodrigues Rosa disse:

    Turma da Biologia

    A trajetória do ensino para as mulheres na educação brasileira

    No Brasil Colônia a mulher era tratada com “imbecilitus sexus”, ou seja, os sexos imbecis, como as crianças e doentes mentais, por isso não tinham acesso à leitura e à escrita, sendo as escolas voltadas para o público masculino. Por exemplo, existia um abecedário moral, onde cada letra correspondia ao padrão de comportamento feminino desejado. A primeira contestação surgiu dos indígenas, que viam as mulheres como companheiras, por isso data que a primeira mulher que aprendeu a ler e a escrever foi uma indígena, Madalena Caramuru, chegando a escrever uma carta ao padre Manoel de Nóbrega, em 1561. Entre 1750 e 1777, com a reforma educacional pombalina, as mulheres tiveram permissão para frequentar as salas de aulas, que eram separadas por sexo, e somente professoras poderiam dar aula para as meninas, o que não mudou com a chegada da família real portuguesa (1808). Já no império brasileiro, não eram obrigadas a cursar o ensino secundário, que preparava apenas os homens para o ensino superior. A constituição de 1824, tornava o ensino gratuito a todos os cidadãos, menos aos negros e indígenas, mas as mulheres não tinham acesso a todas as matérias, pois não iam ser inseridas no mercado de trabalho, e nem iriam receber o mesmo salário que os homens.
    A entrada da mulher no ensino acadêmico se deu por volta de 1881, pelo Decreto Imperial, porém as provas para entrada ainda eram restritas aos homens, além disso as solteiras deveriam apresentar licença de seus pais e as casadas de seu marido. Em 1887, Rita Lobato foi a primeira mulher a ingressar na faculdade de medicina, tornando-se a primeira Médica do Brasil. Em 1910, as mulheres começaram a dominar o ensino fundamental, mas havia a exigência do celibato para serem professoras, como também tinham que ser solteiras ou viúvas, por isso o magistério passou a sofrer uma “feminização”, mas os cargos administrativos da escola continuavam sendo chefiados por homens. Atualmente, as mulheres superam os homens em número médio de anos de estudos, segundo a INEP do ano 2000, 85% dos 1,6 milhão de professores da educação básica em todo país são do sexo feminino, já na graduação representam 57,2% dos estudantes matriculados e na docência são 45,5%, segundo o Censo de Educação Superior de 2016. Mesmo com a predominância feminina, os homens recebem um salário cerca de 20% maior, segundo o IBGE. Além disso, 125 milhões de crianças no mundo não vão à escola, sendo que dois terços desse número são meninas, e que um em cada quatro adultos nos países em desenvolvimento não sabem ler, sendo dois terços as mulheres (Mittler, 2002, p.11).

    Referências:
    MONTEIRO, Ivanilde Alves; GATI, Hajnalka Halasz. A MULHER NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: ENTRAVES E AVANÇOS DE UMA ÉPOCA. IX SEMINÁRIO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS “HISTÓRIA, SOCIEDADE E EDUCAÇÃO NO BRASIL”, [s. l.], 2012. Disponível em: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario9/PDFs/4.09.pdf. Acesso em: 19 maio 2020.

    A HISTÓRIA da educação feminina. [S. l.], 7 mar. 2019. Disponível em: http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/14812-a-hist%C3%B3ria-da-educa%C3%A7%C3%A3o-feminina. Acesso em: 19 maio 2020.

    UM OLHAR NA HISTORIA: A MULHER NA ESCOLA (BRASIL: 1549 – 1910). [S. l.], 2002. Disponível em: http://sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe2/pdfs/Tema5/0539.pdf. Acesso em: 20 maio 2020.

    A EDUCAÇÃO FEMININA DURANTE O BRASIL COLONIAL. [S. l.], 2012. Disponível em: http://www.ppe.uem.br/semanadepedagogia/2012/pdf/T4/T4-002.pdf. Acesso em: 20 maio 2020.

  20. Thais Natalie Lopes da Silva disse:

    Turma: Letras
    A compactação do ensino de filosofia nas escolas brasileiras para ser direcionada ao vestibular.

    A Filosofia, área do conhecimento que faz seus estudiosos assumirem o ofício de, segundo Immanuel Kant, não de um mero técnico, mas de um “legislador da razão”, que deve utilizar a sua habilidade de pensar meios para fins quaisquer com o objetivo de relacionar os diversos usos da razão com a “meta final da razão humana”. Sendo assim, a filosofia deve então nos conduzir ao “fim supremo a que todos os outros fins se subordinam e no qual todos devem se unificar.” Ou seja, essa área do conhecimento tem a capacidade de libertar as pessoas da ignorância, da manipulação e desenvolver nelas o senso crítico para interpretar o mundo, a política, a argumentação e o motivo da existência humana. Além disso, conhecimentos de ética, lógica, argumentação, política, estética, filosofia da religião, filosofia da ciência etc., são certamente indispensáveis para a compreensão refletida da própria posição no mundo. E, curiosamente, uma área tão poderosa criticamente vem sendo ensinada de maneira compactada nas escolas, passando por uma seleção de “conteúdos importantes”, em que são selecionados somente os conteúdos da filosofia que costumam cair nos vestibulares do país.

    Sócrates já dizia que “uma vida sem reflexão, sem exame, não vale a pena ser vivida”, porém, o interesse dos poderosos ainda prevalece, e então, a política do país ainda atende os movimentos políticos que identificam, por ignorância ou por um maléfico plano de sucateação da educação pública (que atende, em sua maioria, a classe baixa do país) a filosofia como negativa e doutrinadora, assim reduzindo cada vez mais a sua importância no ensino público, com pouquíssimas aulas que deixam o conteúdo compactado e, aos professores da disciplina, só resta seguir um cronograma com conteúdos selecionados para o vestibular, que acabam deixando de lado outros conteúdos importantes da área de filosofia, que poucas pessoas acabam conhecendo, e assim, a matéria se torna cada vez mais desvalorizada ou fragmentada. Assim, a profissão de professor de filosofia se torna desvalorizada e a área das humanas, mal compreendida, pois todo conteúdo apresentado de forma errada, pode se tornar de difícil entendimento. Assim, é necessário que a comunidade escolar e universitária tome consciência que a compactação do ensino da filosofia nas escolas brasileiras para ser direcionada ao vestibular é um desperdício da habilidade de incríveis profissionais da área da filosofia e um desperdício dos talentos que a filosofia poderia despertar em alunos, uma vez que fosse ensinada com mais profundidade e não somente para o vestibular robotizado.

  21. Rafaela Salvador Banhos disse:

    Estado da arte da disciplina de história no Brasil.
    A disciplina de história foi introduzida no Brasil durante o século XIX e, em seus primórdios, era direcionada à sedimentação de uma origem branca, a qual era composta por “heróis” que contribuíram para a formação da sociedade brasileira. É de conhecimento geral que a história possui um papel de grande importância na formação de indivíduos tanto em sua integridade moral quanto em seus deveres como cidadão, portanto sua concepção primordial apresentava falhas hediondas, as quais, a afastavam de seu propósito como instrumento de formação de seres sociais íntegros e morais. Felizmente, desde sua introdução, a disciplina passou por diversas mudanças que a colocaram em sintonia com seu propósito, como por exemplo a inserção de assuntos ligados as minorias indígenas e africanas.
    Contudo, embora esses assuntos de grande relevância tenham sido exaltados, no momento em que vivemos a sociedade se encontra mais elitista e preconceituosa do que nunca e, como consequência, a disciplina de história vem sendo intensamente desvalorizada, impactando negativamente não só a sociedade como também a continuação da profissão de professor de história. Independentemente da posição política, crenças ou princípios é necessário reconhecer que essa ciência é essencial para o progresso e para a evolução humana, percebendo isso, a utopia de uma sociedade saudável e igualitária pode se tornar realidade em um futuro não tão distante.

  22. Victória Orniz disse:

    As Ciências Sociais garantem um papel fundamental, questionador e transformador na educação brasileira e sua implementação é responsável por diversas mudanças ocorridas ao longo da história. Indivíduos com algum tipo de deficiência sempre encontraram barreiras e impedimentos ao tentarem estudar e muitas vezes observaram a frieza das instituições formadoras de opinião que nunca buscaram mínimas tentativas de se adaptarem ao diferente, obrigando a criança com deficiência a mover esforços para garantir aceitação e principalmente inclusão. Apenas em 1961 houve uma atuação do Poder Público ao fundamentar a educação às pessoas com deficiência, porém ainda nomeadas de “excepcionais”. Já em 1971, durante a ditadura militar, a segunda lei de diretrizes e bases educacionais do Brasil salientou ainda mais a exclusão ao determinar necessária a educação especial para alunos com deficiências físicas, mentais, atraso quanto a idade regular e superdotação, desmembrando crianças do convívio em uma escola comum e tratando como diferente os estudantes que conseguiriam estudar normalmente em um ambiente propício e preocupado com suas limitações, sem a exclusão.
    Em 2011, o Decreto 7.611 determinou como obrigatório que o sistema educacional público seja inclusivo de todas as formas e proibiu a exclusão por qualquer justificativa que envolva algum tipo de deficiência. Essa medida carrega uma perspectiva muito almejada de inclusão, mas infelizmente a realidade não se baseia nesse Decreto. Diversas crianças nem chegam a concluir a matrícula pois prontamente as escolas já adiantam que não garantem adaptações e professores preparados; a quantidade de profissionais especializados em educação inclusiva, seja a especialização em dificuldades de aprendizagem, psicopedagogia, LIBRAS e outras vertentes, é pequena em virtude dos alunos com necessidade dessa aplicação. Por outro lado, grande parte dos profissionais preparados para essas situações se recusam a aceitar um estudante com alguma limitação, pelo desinteresse em atuar nesse processo educacional com um ensino visado em atender as necessidades desse aluno. Essas atitudes, tanto do pedagogo como da escola, refletem tamanho preconceito e desinteresse em ajudar na inclusão de todas as crianças e jovens brasileiros, portanto, é preciso que haja mudança por parte dos profissionais e do sistema educacional.

  23. Edinayara de Pádua Lima disse:

    Turma: Pedagogia 2020 – O estado da arte sobre o ensino de sociologia da educação na formação do docente

    A sociologia da educação estuda a realidade sócio educacional, os ambientes que ocorrem os processos educativos e os meios de socialização que se desenvolvem neste eixo, a partir das relações existentes neste processo, como entre professores, alunos, coordenadores, supervisores, inspetores e pais de alunos. Émile Durkheim é considerado o “pai fundador da sociologia da educação”, e defende que a educação se organiza enquanto instituição para realizar uma função moralizadora da sociedade, sendo responsável por imprimir no homem um conjunto de valores, comportamentos, regras e atitudes que são indispensáveis para a coesão social. Durkheim intencionava ainda que os conhecimentos desenvolvidos através dos estudos em sociologia da educação fossem servir para futuramente orientar os professores sobre um novo modelo educacional, racional, sem apelações a religiões.
    A sociologia da educação tendo como objeto de estudo a escola e suas relações, não se caracteriza apenas enquanto formulação teórica, sendo importante na construção da escola como uma instituição social capaz de fornecer elementos para a construção do conhecimento sobre a sociedade. Portanto é necessário que os docentes a partir da reflexão acerca da sociologia da educação tenham uma visão crítica e questionadora, para preparar e formar alunos que compreendam e consigam modificar a realidade em que vivem.

  24. Antonio de Oliveira Ferraz disse:

    Para compreendermos as dinâmicas do ensino de Filosofia no Brasil, é necessário, primeiramente, compreender a sua história. A Filosofia deixa de ser obrigatória em 1961 (com a Lei n. 4.024/61) e durante a época do regime militar ela praticamente desaparece das escolas. Em 1996, “O artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/96), determina que, ao final do ensino médio, todo estudante deverá ‘dominar os conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania’” (Faveiro et al., 2004). Veremos que, a Filosofia como uma promovedora de cidadania será um conceito recorrente a partir de então. Em 1998, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Resolução CEB/CNE n. 3/98), procuraram tratar os temas nas escolas de uma forma transversal, dissolvendo seus conteúdos em outras disciplinas, dessa forma, não era necessária tratar a Filosofia como uma disciplina e a LDB era cumprida. Como defesa do ensino transversal dois pontos são recorrentes “O primeiro diz respeito à precariedade da formação de professores de Filosofia para o ensino médio em âmbito nacional. Outro argumento, fortemente vinculado ao primeiro, diz respeito aos problemas que a obrigatoriedade da disciplina em nível nacional poderia trazer aos estados e seus sistemas de ensino, em especial em termos de investimentos.” (Faveiro et al.,. 2004). Por esses motivos o então presidente da república Fernando Henrique Cardoso vetou em 2001 um projeto de lei complementar que substituia o artigo 36 da LDB, instituindo a obrigatoriedade das disciplinas de Filosofia e Sociologia nos currículos do ensino médio. “(…) a defesa do ensino da Filosofia na educação média brasileira nas décadas de 1970 e 1980 mesclou-se com a luta contra a ditadura. Do mesmo modo, seu retorno aos currículos foi um dos efeitos do processo de redemocratização do país.” (Gallo, Silvio 2014). A PCN ( Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio) publicadas em 1999, enfatiza que a Filosofia é necessária para “promover, sistematicamente, condições indispensáveis para a formação da cidadania plena “. Em 2002, o ministério da educação publicou outro documento, o PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos PCN. Nele há complementos que consolidam a Filosofia como disciplina, “Nesse documento, há uma delimitação de conhecimentos e conteúdos estruturados tematicamente, já prevendo a presença da Filosofia nos currículos como disciplina e não como conteúdos a serem trabalhados de modo transversal.” (Gallo, Silvio 2014). Em 2006, as Orientações Curriculares para o Ensino Médio discorrem sobre a necessidade de a Filosofia ser uma disciplina obrigatória na grade e esclarece como essa atividade pode contribuir para a formação cidadã. Dessa forma há uma formulação muito clara da articulação da Filosofia com o exercício da cidadania. E, finalmente, em 2008, foi sancionado pelo Presidente da República em exercício o projeto de lei n. 1641/2003, que tornava Filosofia e Sociologia disciplinas obrigatórias na grade curricular das escolas de ensino médio em todo o país.
    Como foi explicitado, o ensino de Filosofia é importante pois ele é um constituinte ímpar da cidadania. “A partir de depoimentos de professores de vários estados, pode-se dizer que os filósofos mais comumente trabalhados pelos professores em seus programas de ensino são: Sócrates, Platão, Aristóteles, Descartes, Sartre, Kant e Marx. (…) No ensino fundamental e no ensino médio, em geral, não se faz referência a filósofos brasileiros ou mesmo latino-americanos. (…) na educação básica os professores restringem-se aos filósofos europeus. (…) Em termos gerais, podemos afirmar que o ensino de Filosofia feito no Brasil ainda é bastante tradicional” (Faveiro et al., 2004). Vemos, então, que o ensino de Filosofia hoje, mesmo com seu caráter de disciplina obrigatória, ainda levanta questões a serem trabalhadas. Ele segue uma receita que repete sempre os mesmos filósofos, sem adequar as discussões para o ambiente brasileiro, tendo em vista a hegemonia de filósofos europeus. Esses sem dúvidas são importantes, mas a Filosofia deve ir além e, ademais, deve dar ferramentas para o pensamento sócio-crítico. “Não se trata de consumir as palavras dos filósofos como se consome uma fórmula matemática. Deve-se ler Filosofia como se lê poesia, revivendo-a: ressuscitando-a, encarnando-a, emocionando-se com ela, reinventando-a.” (Aspis, Renata 2004). A Filosofia deve ser transformadora. As aulas de Filosofia são, na verdade, aulas sobre filosofar, a arte de criar, discutir e resolver problemas, pois a Filosofia não é, ela se transforma e nunca tem fim, “(…) nunca se realizou uma obra filosófica que fosse duradoura em todas as suas partes. Por isso não se pode em absoluto aprender Filosofia, porque ela ainda não existe” (Kant, 1983, p. 407). Logo, “O ensino de Filosofia deve ser produção de Filosofia, deve ser filosofar. (…) O professor de Filosofia é um super-herói às avessas: ele cria problemas (…) e é também um artesão. Ele vai confeccionar exercícios, vai selecionar textos, ele vai criar atividades e jogos. E assim, exercitando sua criatividade, será também modelo de criatividade.”(Aspis, Renata 2004).

  25. HEITOR APARECIDO DE PAULA SILVA disse:

    Turma: BIOLOGIA
    O estado da arte sobre o ensino de filosofia para a formação do educador

    Filosofia é um campo do conhecimento que estuda a existência humana e o saberpor meio da análise racional. Do grego, o termo filosofia significa “amor ao conhecimento”. Segundo o filósofo Gilles Deleuze (1925-1995), a filosofia é a disciplina responsável pela criação de conceitos.
    A Filosofia da Educação como disciplina pode proporcionar reflexões aos
    professores sobre a importância de rever e compreender suas próprias concepções,
    permitindo repensar sobre suas práticas pedagógicas. Propondo a construção de respeito
    pelo capital cultural do aluno, e quem sabe possibilitar aos professores um domínio
    dinâmico, crítico e dialógico, que promova significado real para os conteúdos
    partilhados durante a aula. Chamando a atenção dos educadores para as construções de
    relações humanizadas, em que os sujeitos são reconhecidos e tem a liberdade para
    dialogar acerca de diferentes formas de conhecimento, tendo suas individualidades
    fortalecidas e respeitadas.

  26. Júlia Helena Santana de Carvalho disse:

    Turma: Biologia
    O estado da arte relativo ao marxismo e a sociologia no Brasil

    O marxismo refere-se a um método sociológico, filosófico, político e econômico baseado no materialismo histórico dialético elaborado por Karl Marx e Friedrich Engels baseado na realidade européia do século XIX. É considerado uma das nossas bases teóricas educacionais, influenciando até hoje diversas linhas de pensamento que divergiram a partir de seu ponto de vista. Entretanto, a importância do marxismo na educação e na sociologia vem sendo questionada há anos, sendo muitas vezes vítima de teorias conspiracionistas que atrapalham a continuidade das análises, reflexões e aprendizados a respeito. Para se ter o mínimo de conhecimento sobre o caminho que esse conjunto de ideias precisou e precisa cruzar até os dias de hoje, dentro do estudo da sociologia no Brasil, é necessário saber que foi em meados de 1922 e 1930, com a fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB), que o marxismo passou a ser introduzido de forma mais considerável em nosso país. A partir de então, juntamente com um período de forte polarização política, houve um aumento de produções sociológicas que utilizavam a metodologia marxista. Contudo, com a instauração do Regime Militar de 1964, as políticas repressivas dos militares e a clandestinidade imposta aos movimentos sociais, as organizações foram enfraquecidas e perderam em grande parte, sua autonomia. Não só o marxismo como qualquer outra ideologia contrária ao sistema era tida como algo nocivo e imoral, que deveria ser eliminado; um exemplo claro desse pensamento é o fato de que a sociologia foi retirada do ensino secundarista. Apesar das inúmeras tentativas do apagamento dessas ideias, as pesquisas acadêmicas continuaram a acontecer; esse fato é analisado no livro “Sociologia da educação: do positivismo aos estudos culturais”, no capítulo 17: “O marxismo e a pesquisa educacional no Brasil”. Mesmo com o esforço do regime em controlar as universidades, por meio da Reforma Universitária, foi aprofundado os estudos sociológicos e educacionais que utilizavam o marxismo como base teórica.
    Com o fim da ditadura no Brasil e da perseguição política, surgiram novos partidos e organizações que agora possuíam maior liberdade para debater sobre suas concepções. Além disso, a sociologia voltou, em 1980, a fazer parte da grade curricular do ensino médio brasileiro, e se tornou obrigatória em 2008. Até os dias atuais a sociologia vem sendo criticada e perseguida por aqueles que acreditam que existe um processo de doutrinação nas escolas e nas universidades, ligando-se principalmente a ideia do marxismo cultural. E é nesse contexto que novamente, o debate sobre o método de Marx encontra-se ameaçado, assim como outras vertentes sociológicas e filosóficas. Com a aprovação da Lei da Reforma do Ensino Médio (13.415/2017), todas as ciências humanas são questionadas e levadas a um lugar de descaso e precarização. Apesar da sociologia, das pesquisas acadêmicas e do marxismo como método e como ideologia resistirem, é inegável que devemos insistir para que o pensamento crítico não seja censurado, e sim que ele seja cada vez mais aprofundado, elaborado e objeto de pesquisa.

  27. Tamires Boareto Capelari disse:

    O ensino de ciências e biologia para alunos deficientes visuais na educação básica.
    A educação inclusiva vem promovendo discussões ao longo dos últimos anos, pois além de ter papel fundamental no processo de escolarização do aluno com qualquer tipo de deficiência, oferece oportunidade de desenvolver suas capacidades e interagir na sociedade. No Brasil, somente a partir de 1970 a educação inclusiva passou a ser discutida, porém, apenas com a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases de 1996, houve mudanças sociais para a construção de uma escola inclusiva, na qual há ênfase sobre a educação especial; oferta de educação na rede regular para os alunos deficientes; serviço de apoio especializado; restrição do atendimento em classes e/ou escolas especializadas apenas aos alunos cuja deficiência não permitir a sua integração na rede regular. Atualmente há outro cenário, com órgãos de referência nacional, como o Instituto Benjamin Constant localizado no Rio de Janeiro especializado em deficiência visual; o museu de Ciências Morfológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, que também realiza trabalhos voltados para o ensino de pessoas deficientes visuais, com o projeto “A Célula ao Alcance das Mãos”, o qual constitui uma coleção de modelos tridimensionais em gesso, representativos de células com suas organelas, todos os tipos de tecidos, fases do desenvolvimento embrionário e fetal, órgãos e sistemas orgânicos humanos, em tamanhos próximos do natural e alguns em grande aumento, visando facilitar a compreensão de cada estrutura representada, realizando um trabalho que aproxima a comunidade da universidade, contribuindo para o conhecimento científico.
    O principal responsável pelo aluno ter contato com o conhecimento científico é o professor e para isso é importante que o docente desenvolva habilidades para o atendimento de todos os alunos, sendo fundamental a sua formação frente à política da inclusão. Ainda há resistência de muitas escolas em receber alunos deficientes e grande parte alega a falta de experiência que os professores apresentam, sem saber como lidar com as peculiaridades de inúmeras deficiências em sala, uma vez que nos cursos superiores, a maioria apenas tem acesso á teoria e não às práticas pedagógicas, principalmente com alunos da educação especial. Então para viabilizar a construção de conhecimentos, os docentes precisam contar com os recursos didáticos que são muito importantes para a relação entre professor, aluno e conteúdo, e facilitam o processo de aprendizagem. Podem ser classificados em recursos visuais; recursos auditivos; recursos audiovisuais e recursos múltiplos (junção dos recursos), os quais exploram os demais sentidos e supri as necessidades específicas tanto para alunos deficientes visuais quanto para aqueles com visão normal, chegando a uma aprendizagem efetiva com adaptações nas práticas pedagógicas e utilização de recursos didáticos específicos. Há um peso grande dos recursos didáticos no processo de inclusão escolar ao ensino de Ciências e Biologia mostrando-se facilitadores no processo de ensino e aprendizagem. A utilização de modelos tridimensionais de baixo custo, por exemplo, vem sendo uma saída para suprir as lacunas desse aprendizado, e são confeccionados com conteúdos táteis em alto relevo, para atender a alunos cegos e em cores diferenciadas e fortes, para os alunos com baixa visão.

  28. Guilherme Calixto Sanches de Sousa disse:

    O Estado da Arte no ensino da disciplina de História

    O ensino de história não possui uma “data” exata de início específico, seu ensino de certa forma existe desde escolas jesuítas que apresentavam fatos e personalidades, mas de acordo com o historiador francês François Furet sua presença nos currículos de ensino do ocidente só se tornou fundamental e relevante como disciplina a partir do século XIX. Ele afirma que isso se deve ao fato de história ser a disciplina que “apresentava a árvore genealógica das nações europeias e da civilização de que são portadoras”, isso no contexto pós revolução francesa e queda do Estado Absolutista era necessário pois ajudava a criar uma identidade nacional entre os indivíduos de cada nação europeia. A educação foi se transformando e com uma forte influência humanista, era dada às classes dominantes uma educação mais filosófica e, por conta do crescimento industrial na primeira metade do século XIX, para os trabalhadores subalternos era uma educação mais prática e tecnicista, como afirma Gramsci. Dessa forma, fatores influenciadores da educação, como o início da necessidade de construção de identidades nacionais e a dicotomia entre ensino tecnicista prático e filosófico humanista, fizeram com que o ensino de história desse enfoque apenas a personalidades históricas, a eventos e as produções humanas arquivadas apenas, assim desconsiderando importantes grupos humanos, indivíduos e estruturas. Nesse contexto, em 1929, surge a Escola de Annales, um movimento fundado pelos historiadores franceses Lucien Febvre e Mach Bloch que criticava essa forma de ensino de história que reduzia a historiografia a meros “jogos de poder” e não levava em conta toda complexidade e profundidade humana. Entre suas propostas estavam a substituição da história narrativa, factual e política tradicional para uma história-problema, ou seja, uma história baseada em questionamentos e na busca por respostas deles, sem levar em consideração apenas fatos políticos, considerando também até o cotidiano de uma sociedade estudada e seus pormenores como relevantes para a compreensão do momento em questão, consideram também tudo que o homem produz, toca ou pensa, desde os indivíduos mais “apagados” dos fatos arquivados, como objetos de estudo fundamentais. Outro importante ponto defendido por eles era do caráter interdisciplinar que a análise da história deveria tomar, envolvendo também a geografia, sociologia, antropologia e outras humanidades. Esse movimento mudou completamente a historiografia e assim a forma de ensinar história. O Brasil sempre teve forte influência europeia e principalmente de intelectuais franceses, dessa forma os ideais da Escola de Annales chegaram ao Brasil. Professores franceses que vieram para fundação da USP e lecionaram na recém formada Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, que abrigava os cursos de História e Geografia passaram para seus alunos as ideias dos Annales e assim formaram aqui uma geração de historiadores com essa influência.
    No contexto brasileiro a educação geral não era popular, era restrita à pequena parcela dominante da população, enquanto a grande maioria era educada apenas a trabalhar, assim como critica Gramsci. O ensino da história enquanto disciplina surgiu no século XIX, ainda no Brasil Império. Ele progrediu de maneira semelhante à da disciplina na Europa, ou seja, do seu surgimento até a disseminação das ideias da Escola de Annales o ensino de história era basicamente focado na construção de uma identidade nacional, com a idealização de heróis nacionais, feitos políticos importantes e ainda a modelação dos educandos a uma conduta moral e cívica específica. Na década de 30 também surge o “Manifesto do Pioneiros da Educação Nova”, manifesto influenciado pelos ideais da Escola Nova que surgiu também na Europa e defendia, resumidamente, um ensino público, gratuito, obrigatório, laico, já que a Igreja detinha significativa parcela da educação, e que desse aos estudantes um pensamento crítico, investigativo e que fomentava um pensamento mais ativo por parte deles. No contexto pós revolução de 30 esse manifesto teve grande impacto em conjunto de importantes políticas e projetos educacionais produzidos no início do século XX pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, porém a história continuou sendo ministrada quase da mesma maneira. Foi com a forte influência dos historiadores formados pelos professores franceses que a historiografia positivista e suas influências no ensino básico foram substituídas pela historiografia com ideias dos Annales. O ensino de história avançou dessa forma até 1971, quando durante a ditadura militar foi implementado a disciplina de Estudos Sociais. Essa disciplina foi criada nos EUA durante o período pós-crise de 1929 pois a educação foi “culpada” pela crise e chegou ao Brasil junto de muitas outras influências após a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA se tornaram uma grande potência do Ocidente. Esse método de Estudos Sociais fundia história e geografia nessa única disciplina, junto com uma série de censuras no ensino de todas as humanidades. Os professores eram obrigados a lecionar em matérias que eles não eram formados e utilizando livros censurados, dessa forma o ensino era raso e precário. O ensino de história regrediu muito por conta da ditadura e só na década de 80 ele voltou à grade e a ser reestruturado. Por consequência da Constituição de 1988 importantes reformas educacionais ocorreram na década de 90, dentre elas o Parâmetro Curricular Nacional, que ditou o ensino em todos os níveis básicos e é vigente até os dias de hoje com algumas alterações. O atual estado do ensino de história no Brasil não acompanha a produção historiográfica dos pesquisadores, o ensino é até hoje muito influenciado pela história factual, que leva os estudantes a decorarem muitas datas, principalmente pelo formato dos vestibulares, porém essa forma de ensino aos poucos está mudando para acompanhar a pesquisa científica de história, guiada fortemente pela história problema. Um dos exemplos de grande avanço no ensino de história são as leis que incluem de forma obrigatória no currículo de toda rede de ensino a história da cultura afro-brasileira e indígena, dois povos de suma importância para formação da sociedade brasileira como um todo e que foram desconsiderados por muito tempo da educação, Isso é muito relevante pois a história na educação básica não é uma disciplina apenas para mostrar fatos e sim formar cidadãos críticos e que compreendam todos problemas da realidade que vivem com base em tudo que já aconteceu e é para isso que estamos caminhando paulatinamente.

  29. Beatriz da Silva Pascoal disse:

    A importância da dança na educação
    O conceito de dança é mover o corpo expressivamente seguindo movimentos ritmados, normalmente ao som de música. Segundo a abordagem marxista o homem caracteriza-se pelo princípio de movimento, e quando eles são dominados é possível perceber melhores estímulos sensoriais, cores, formas e sabores, essa dominância pode ocorrer para as crianças utilizando o dançar em forma de brincadeira, liberdade e prazer, sendo assim essa linguagem artística aplicada na escola não tem o objetivo de formar dançarinos, ela tem a função de educar através da arte e formar cidadãos capazes de se expressar, participar e ajudar a construir uma sociedade crítica e reflexiva. Howard Gardner, um psicólogo estadunidense, dedicou-se a estudar as inteligências múltiplas, ele as identificou como: inteligência linguística, lógico-matemática, espacial, musical, corporal-cinestésica, interpessoal e intrapessoal, se relacionarmos a pesquisa dele veremos que através da dança é possível ver que cinco das sete inteligências são desenvolvidas, sendo elas a corpórea-cinestésica, a musical, espacial, interpessoal e intrapessoal.
    Em 2001, Paulo Freire, um educador e filósofo brasileiro, fez o questionamento sobre o porquê das crianças não aprenderam dança em suas escolas, já que é tão nítida a sua influência na sociedade. Como linguagem artística, a dança está referenciada na LDB (Lei de diretrizes e bases da educação, 9394/96), entretanto, assim como outras linguagens artísticas, ela nem sempre está presente na grade curricular, um fator atenuante é a ausência de especialistas nessa área, uma pesquisa feita com professores de educação física na cidade de Porteirinha, Minas Gerais, mostra que 12,5% responderam não ter experiência na área, outro fator é a falta de interesse dos alunos e também o sexismo presente, muitos meninos acreditam essa atividade ser “feminina”. É de extrema importância salientar a dança não como recreação somente, e sim como desenvolvimento de equilíbrio psíquico, expressão criativa e espontânea, o progresso nessas áreas desperta a identidade social do aluno, ajudando na construção de cidadania. O professor não deve exercer o papel de ensinar o aluno a dançar, demonstrando movimentos, o educador deve criar condições para que o educando se movimente, sem regras ou certo e errado, favorecendo a aprendizagem, dessa forma a dança pode ser um dos pilares para a educação do século XXI.

    Referências bibliográficas:
    ALMEIDA, Fernanda de Souza. Que dança é essa? :uma proposta para a educação infantil. 2013. 254 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Instituto de Artes, 2013. Disponível em: .
    SILVA, Wilney Fernando; ALVES, Darjane Silva; RIBEIRO, Gersiane Franciere Freitas. A dança nas escolas da rede estadual de ensino fundamental na cidade de Porteirinha/MG: análise da sua aplicabilidade e metodologias. Educação Física em Revista, v. 4, n. 2, 2010.
    MALLMANN, M.; BARRETO, S. A dança e seus efeitos no desenvolvimento das inteligências múltiplas da criança. Instituto Catarinense de Pós-Graduação, 2012.

  30. Beatriz dos Santos Caires disse:

    Sociologia da Educação I

    O ensino de Filosofia no Brasil
    Na educação escolar brasileira, a filosofia historicamente esteve ligada a formação das elites, com um ensino sem possibilidade de reflexão e problematização. Tal concepção revela as visões idealistas racionais e pragmáticas que até meados do século XX caracterizaram o ensino no Brasil. No Brasil Colônia, o ensino de filosofia era para poucos colégios, onde a escolástica era a base do ensino, por causa dos jesuítas, que eram responsáveis pela educação na época. Logo, em 1942, com a Reforma Capanema, o ensino de Filosofia se torna obrigatório, principalmente nas escolas religiosas. Já em 1961, com a promulgação da Lei n° 4.024, a Filosofia deixa de ser disciplina
    obrigatória e passa a ser disciplina complementar nos currículos escolares. Em 1971, a Lei n° 5.692, em pleno regime militar extingue a Filosofia dos currículos. Com as diversas mobilizações feitas no país, o Conselho Federal de Educação – CFE, com o Parecer 7.044/82, abre possibilidades para o retorno da disciplina de Filosofia aos currículos do Ensino Médio – EM. Então,
    por meio da edição da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN 9.394/96, o ensino de filosofia e sociologia em nenhum aspecto é proibido, mas também, não é obrigatório. Porém, após quase 40 anos, em 2008 A Lei nº 11.684 altera o art. 36 da Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio, já que elas, juntamente com a História e Geografia, integram a área de “Ciências Humanas e Sociais Aplicadas”.
    Portanto, é notável que o ensino de Filosofia no Brasil nunca foi linear, mas a sua importância é enorme, já que ela nos permite desenvolver o senso crítico e não aceitar respostas óbvias e imediatas, mas sim, fazer uma reflexão e investigação profunda das situações.

  31. Gabrielli Oliveira Casarotti disse:

    Turma: Letras Diurno

    O Estado da Arte sobre a trajetória histórica da formação de professores no Brasil até os dias atuais

    A trajetória histórica da formação de professores no Brasil pode ser dividida em 3 grandes períodos, os quais serão enumerados e analisados a seguir. A princípio, o primeiro período corresponde ao período colonial como um todo, desde a instituição dos colégios jesuítas, passando, posteriormente, pelas escolas régias instituídas por meio das reformas pombalinas, a instalação dos cursos superiores por Dom João VI em 1808, a instituição das escolas normais, até a proclamação da República. Durante o Período Colonial até a criação dos cursos superiores por Dom João VI, não havia uma preocupação a respeito de uma boa formação para docentes. Esta preocupação se concretizou somente em 1827, anos após a independência, através da promulgação da Lei das Escolas de Primeiras Letras em 15 de Outubro, que determinava um treinamento para professores, porém, estes deveriam cumprir com seus próprios gastos, caracterizando assim uma “formação” acessível apenas para uma pequena elite. Este cenário mudou por meio do Ato Institucional de 1834, pelo qual foi determinado que a formação de professores estava sob a responsabilidade das províncias, revelando o desinteresse do governo central por tal formação. Para isso, as províncias adotaram o modelo europeu com a instalação das Escolas Normais, inaugurada em 1835 na província do Rio de Janeiro, e que posteriormente seriam inauguradas no restante das províncias brasileiras. Contudo, não obtiveram bom êxito devido a maioria da população ser rural e à questão da escravidão, que impediam um grande engajamento por parte do magistério. O segundo período é marcado pela reforma educacional realizada pelo Estado de São Paulo em 1890, a partir de influências iluministas e positivistas, as quais defendiam que a educação colabora com o desenvolvimento do país. Essa reforma definiu um novo modelo de organização e funcionamento das escolas normais, através de um novo preparo de professores com conteúdos científicos e didático-pedagógico. Contudo, foi durante a década de 30 que a formação de professores deixa de ser promovida pelas escolas normais, instituindo-se os cursos superiores no Brasil, adentrando, dessa forma, ao terceiro período desta trajetória. A instituição dos cursos superiores deu-se por meio do decreto do Estatuto das Universidades Brasileiras em 1931, tendo por influências o surgimento da Associação Brasileira de Educação (ABE) em 1924, e do movimento “Manifesto dos pioneiros da Educação Nova” . A partir do decreto, surgiu a “Organização dos Institutos de Educação” (1932-1939), a qual caracterizava as reformas de Anísio Teixeira no Distrito Federal (Rio de Janeiro) e de Fernando de Azevedo em São Paulo, que pretendiam corrigir as ineficiências e distorções das escolas normais do passado. Tais institutos foram elevados à níveis de universidade tornando-se base para os cursos superiores de Educação instalados. O instituto paulista anexou-se à Universidade de São Paulo (USP) em 1934 e o carioca à Universidade do Distrito Federal em 1935. Em 4 de Abril de 1939, a partir do Decreto nº 1190, ocorreu a organização definitiva da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil e dos cursos de formação para professores.

    Em 1971, a Lei nº 5.692 reformulou a Educação Básica extinguindo as escolas normais e introduziu uma habilitação para formação denominada Magistério. Em 1982, a Lei nº 7.044 manteve o Magistério, porém implantou outras opções formativas para docentes de anos iniciais e finais do Ensino Fundamental. Em seguida, foram criados os cursos de Licenciatura para docentes de anos iniciais e finais do Ensino Fundamental II e Médio. Todavia, a formação atual de docentes se dá pelo Art. 22 da LDB 9.394/96 que diz :”a Educação Básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores” e a formação de profissionais da educação de modo a atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e as características de cada fase do desenvolvimento do educando”.

  32. Thalissa Ribeiro disse:

    Curso: Biologia

    A inserção da educação ambiental no ensino básico

    A degradação ambiental causada principalmente pela ação antrópica, afeta o equilíbrio do meio ambiente,causando modificações na fauna e flora e grande perda na biodiversidade. Com isso se vê a necessidade de promover a inserção da educação ambiental no ensino básico, com o objetivo de através da educação, promover a formação de cidadãos mais conscientes, capazes de observar os problemas existentes, minimizar os danos por nós já causados, buscando de modo ativo preservar o meio ambiente, que pertence a todos os seres vivos e não apenas a nós.
    A unidade escolar, por se tratar de um meio onde ocorre a produção, formação e troca de conhecimento , torna se um local propício para a disseminação do conhecimento ambiental, de modo que os alunos possam aprender efetivamente sobre o ecossistema, levando em consideração tanto a parte biótica quanto a abiótica. Sendo necessário para a transmissão desse conhecimento, além de material didático, a ocorrência de atividades práticas que promovam o contato direto dos alunos ao que é tratado na parte teórica, levando em conta sempre, as limitações para a ocorrência dessas atividades.Outrossim, a formação dos professores é extremamente fundamental para que o conteúdo passado aos alunos, apesar de ser transmitido a estes com clareza, seja aprofundado. Para que isso ocorra é necessário que haja investimento público, não apenas para a disponibilização de materiais para o desenvolvimento das atividades, como também para a formação dos professores de modo que estes possam apresentar domínio sobre o assunto abordado. Segundo um estudo realizado pelo grupo de pesquisa em educação ambiental da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Bauru, parte significativa das escolas brasileiras, dizem abordar o tema em sala de aula, entretanto o material utilizado pelos professores para a construção do conteúdo a ser ministrado se baseia nos livros didáticos distribuídos aos alunos, o que faz com que o assunto seja abordado de modo superficial e ineficiente
    .
    REFERÊNCIAS

    http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v19n2/a09v19n2.pdf
    https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/80430
    http://www.nutes.ufrj.br/abrapec/vienpec/CR2/p145.pdf

  33. Joudimar Nagamine Cavallari disse:

    “Pra se aprender é tempo que se precisa. Porque eu não posso determinar o tempo do outro.” (Claudia dos Santos – Orientadora Pedagógica)
    Atualmente, o cenário da educação básica brasileira é alarmante. Conforme dados divulgados pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em setembro de 2018, o país não atingiu as metas nos anos finais dos Ensinos Fundamental e Médio. Os resultados projetados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontaram que a educação brasileira passa por momentos precários ao constatar que as metas projetadas para alunos do Ensino Médio não foram alcançadas (o projetado era 4,7 e foi-se alcançado 3,8).
    A fim de se evitar tais resultados, muitas mudanças e projetos pedagógicos já foram apresentados à sociedade e alguns têm gerado bons frutos. Um dos projetos que ganharam grande destaque na última década (embora tenha se iniciado há mais de duas) é o Projeto Âncora. Trata-se de um projeto sócio-cultural que já beneficiou mais de seis mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social na região de Cotia (SP). Apresenta uma proposta “diferente” de educação e ensino das escolas “tradicionais” brasileiras (cujos fundamentos são do século 19). Desenvolvido com base em roteiros de estudos (e não por apostilas ou livros didáticos), cerca de 200 crianças aprendem, diariamente, conteúdos correspondentes aos do Ensino Fundamental I e II (reconhecido pelo MEC), além de outras práticas desportivas como teatro, música, circo, etc. Cada criança escolhe um “tutor” que será responsável pela elaboração (juntamente a essa) dos roteiros de estudos. A “escola” não trabalha com séries, mas com “Núcleos de Aprendizagem”, correspondentes ao nível em que os “educandos” se encontram. São eles: “Iniciação”, “Desenvolvimento” e “Aprofundamento”. Desse modo, cada educando estará aprendendo conforme seu tempo e suas capacidades cognitivas. As crianças aprendem a “trabalhar” em cima de cinco valores morais: respeito, solidariedade, responsabilidade, afetividade e honestidade.
    Abaixo, citações que estão presentes nos depoimentos de duas educadoras que fazem parte do Projeto.
    “A gente recebe muitas visitas, e tem umas perguntas que a gente não escapa. Primeiro é “Onde tão as crianças?” porque, como eles não ouvem barulho, não ouvem gritaria, não ouvem confusão, eles perguntam “Faltaram hoje?”, e a gente “Não, tá todo mundo aí.”. E a outra questão é querer entender se não tem aula, não tem turma, não tem série, não tem prova… “O que é que tem…?”. Tem relação humana [...] Ninguém fala alto com o outro, ninguém grita com o outro, ninguém ofende o outro, o respeito é total. Imagina se um professor não sonha com uma coisa dessa?” (Claudia dos Santos – Orientadora Pedagógica).
    “Nós temos, aqui, todo trabalho pautado na lei. Não somos uma ‘escola revolucionária…’ e nem queremos fazer algo que prejudique as crianças ou que eles não tenham como, depois, comprovar a continuidade de sua escolarização. Nós não partimos de um objetivo nosso. Nós não elencamos quais os objetivos que queremos que a criança aprenda naquele ano ou naquele tempo. Nós temos todos os objetivos das áreas do conhecimento, com base nos PCNs, que são os ‘Parâmetros Curriculares da Educação Nacional’, nós temos eles listados. Ao longo do processo de aprendizagem, nós vamos ticando, vamos colocando quais os objetivos que já foram atingidos. Independente da ordem. Essa é a grande diferença de uma escola tradicional [...]” (Edilene Brito – Coordenadora Pedagógica).
    Considerações Finais: A atual situação pedagógica no Brasil encontra-se, em parte, coibida pela mentalidade dos próprios cidadãos que acham que a educação é, exclusivamente, um dever do Estado. Embora grande parte da população brasileira ainda se encontre em situações precárias, é preciso, em primeiro lugar, a conscientização nacional da importância da educação no processo de transformação das sociedades atuais. Nesse sentido, projetos sócio-educacionais-não-governamentais, como o “Âncora”, ganhariam maiores incentivos e passariam a contemplar um maior número de “educandos”, colocando a situação pedagógica do Brasil frente a de “países de primeiro-mundo”, e não numa perspectiva utópica, como muitos gostam de pensar.

    Referências:
    https://www.projetoancora.org.br/
    https://www.youtube.com/watch?v=kE6MlnwML8Y
    https://www.youtube.com/channel/UClN8BQCWDX58ImPgRrqpapA/featured

  34. Yasmin Leticia Porfirio de Almeida disse:

    De acordo com o filósofo Sócrates ” a vida não examinada não vale a pena ser vivida”, e é exatamente esse o papel do ensino da filosofia, ensinar a dialogar e refletir sobre questões presentes no mundo. Antes, na Grécia Antiga, o ensino da filosofia era passado através de diálogos que geravam questionamentos, como nas conversas administradas por Sócrates em praças públicas ou em lugares criados para ensinar filosofia com métodos semelhantes aos de Sócrates, como na Acadêmia de Platão. Diálogos com o intuito de fazer quem estava escutando raciocinar sobre um assunto tornava o cidadão mais capaz de reflexão sobre várias temáticas, incluindo leis, coisas naturais e até mesmo sobre o próprio ”eu”.
    Hoje em dia, o ensino da filosofia ainda se baseia em diálogos e reflexões, entretanto, há muitas pessoas que se questionam sobre a necessidade do ensino da disciplina, considerando que cada individuo pode pensar por si próprio, porém essa é uma visão limitada sobre o pensar, pois um cidadão só se torna capaz de questionar o que está a sua volta quando pode debater, escutar outras visões sobre um assunto – principalmente, quando essa vem de um estudioso sobre o tema – e analisar o mesmo com cuidado. Por isso, ter um ensino de filosofia é necessário na formação de um individuo crítico. Se há falta dessa disciplina no currículo de um estudante, o mesmo é privado de uma maior reflexão e análise sobre a sociedade em que vive e questões sobre o mundo. Também, é necessário lembrar que, normalmente, professores precisam seguir um cronograma em relação à disciplina, que envolve o que deve ser ensinado, limitando, às vezes, a maneira que o professor pode apresentar um tema ou tendo falta de outros. Portanto, isso é uma coisa que precisa ser questionada e analisada com mais atenção, sem nunca deixar faltar debates temáticos no ensino, pois isso é muito importante no desenvolvimento crítico do aluno.

  35. Jadie Soares Rosa Rezio disse:

    Estado da arte da produção científica sobre o ensino de sociologia

    É evidente que por volta dos anos 2000, as entidades representativas dos sociólogos estavam em um processo de luta para incluir as disciplinas de sociologia e filosofia na educação básica. A lei que atribuía obrigatoriedade nas disciplinas se promulgou oficialmente em 2008 e é a partir de 2009 que observamos uma maior produção de teses e dissertações sobre o ensino de sociologia, onde sua maior parte estava atrelada às pós-graduações em educação (ANTUNES, GARCIA, ALVES, 2019). As produções acadêmicas são predominantemente realizadas em programas do estado de São Paulo e logo após, pelo Rio de Janeiro, conclui-se então, que são esses estados que se envolvem de maneira mais sistemática às discussões sobre o tema. (HANDFAS, MAÇAIRA, 2014).
    Nesse contexto, é importante dizer que os professores não possuíam uma orientação didático-metodológica sobre quais conteúdos deveriam ser utilizados na educação dos jovens (BRASIL, 2006), dessa forma, a maior parte das pesquisas estavam voltadas para a compreensão dos currículos, recursos didáticos e na prática pedagógica do professor, poucas pesquisas buscam pensar sociologicamente o ensino de sociologia (HANDFAS, MAÇAIRA, 2014). Convém dizer que, a pesquisa em ensino de sociologia está de certa forma bem representada, principalmente se compararmos com número de produções acadêmicas da história que é uma matéria tradicional, ambas possuem um número semelhante.

    Referências bibliográficas:
    ANTUNES, V. A; GARCIA. S, A; E. ALVES. F, A. O ensino de sociologia retratado nas teses e dissertações entre 1996 e 2015: um estado da arte. CSOnline – Revista Eletrônica de Ciências Sociais, Juiz de Fora, n.28, 2019.

    BRASIL. Orientações curriculares para o ensino médio: Ciências humanas e suas tecnologias / Secretaria da Educação Básica. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006.

    HANDFAS. A; MAÇAIRA. P, J; O estado da arte da produção científica sobre o ensino de sociologia na educação básica. BIB, São Paulo, n.74, 2º semestre de 2012, p. 43-59. Publicada em julho de 2014.

    BODART. N, C; CIGALES. P, M; Ensino de Sociologia no Brasil (1993-2015): Um estado da Arte na Pós-Graduação. Revista de Ciências Sociais, Fortaleza, v.48, n.2, p.256-281, jul./dez., 2017.

    BITTENCOURT; Abordagens históricas sobre a história escolar. In: Educação & Realidade, Porto Alegre, v.36, n.1, p. 83-104, jan./abril., 2011.

  36. Ezechiele Azevedo disse:

    A sociologia havia sido banida em 1971, pela ditadura, por fazer com que o aluno pense crítico, pois tirando a sociologia os militares tirariam a consciência do que realmente estava acontecendo. Mas em junho de 2008 a sociologia voltou a ser obrigatória para o currículo do Ensino Médio, por meio da Lei n°11.684, apesar de já ser aplicada em 17 estados brasileiros, mostrando sua importância e o quanto precisamos dela no nosso dia a dia, e em nossa vida.
    A Sociologia possibilita o aluno olhar além de si mesmo, além de sua própria realidade. Promove um olhar desnaturalizado dos fenômenos sociais, enxergando-os sob uma perspectiva histórica, relacional e dialética, o que gera uma postura crítica diante do mundo, possibilitando aos alunos inserção consciente nos diversos espaços da sociedade.

  37. Joudimar Nagamine Cavallari disse:

    Educação Tradicional vs Educação Idealizada: o papel dos projetos sócio-educacionais mediante à atual situação educacional brasileira

    “Pra se aprender é tempo que se precisa. Porque eu não posso determinar o tempo do outro.” (Claudia dos Santos – Orientadora Pedagógica)

    Atualmente, o cenário da educação básica brasileira é alarmante. Conforme dados divulgados pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em setembro de 2018, o país não atingiu as metas nos anos finais dos Ensinos Fundamental e Médio. Os resultados projetados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontaram que a educação brasileira passa por momentos precários ao constatar que as metas projetadas para alunos do Ensino Médio não foram alcançadas (o projetado era 4,7 e foi-se alcançado 3,8).
    A fim de se evitar tais resultados, muitas mudanças e projetos pedagógicos já foram apresentados à sociedade e alguns têm gerado bons frutos. Um dos projetos que ganharam grande destaque na última década (embora tenha se iniciado há mais de duas) é o Projeto Âncora. Trata-se de um projeto sócio-cultural que já beneficiou mais de seis mil crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social na região de Cotia (SP). Apresenta uma proposta “diferente” de educação e ensino das escolas “tradicionais” brasileiras (cujos fundamentos são do século 19). Desenvolvido com base em roteiros de estudos (e não por apostilas ou livros didáticos), cerca de 200 crianças aprendem, diariamente, conteúdos correspondentes aos do Ensino Fundamental I e II (reconhecido pelo MEC), além de outras práticas desportivas como teatro, música, circo, etc. Cada criança escolhe um “tutor” que será responsável pela elaboração (juntamente a essa) dos roteiros de estudos. A “escola” não trabalha com séries, mas com “Núcleos de Aprendizagem”, correspondentes ao nível em que os “educandos” se encontram. São eles: “Iniciação”, “Desenvolvimento” e “Aprofundamento”. Desse modo, cada educando estará aprendendo conforme seu tempo e suas capacidades cognitivas. As crianças aprendem a “trabalhar” em cima de cinco valores morais: respeito, solidariedade, responsabilidade, afetividade e honestidade.
    Abaixo, citações que estão presentes nos depoimentos de duas educadoras que fazem parte do Projeto.
    “A gente recebe muitas visitas, e tem umas perguntas que a gente não escapa. Primeiro é “Onde tão as crianças?” porque, como eles não ouvem barulho, não ouvem gritaria, não ouvem confusão, eles perguntam “Faltaram hoje?”, e a gente “Não, tá todo mundo aí.”. E a outra questão é querer entender se não tem aula, não tem turma, não tem série, não tem prova… “O que é que tem…?”. Tem relação humana [...] Ninguém fala alto com o outro, ninguém grita com o outro, ninguém ofende o outro, o respeito é total. Imagina se um professor não sonha com uma coisa dessa?” (Claudia dos Santos – Orientadora Pedagógica).
    “Nós temos, aqui, todo trabalho pautado na lei. Não somos uma ‘escola revolucionária…’ e nem queremos fazer algo que prejudique as crianças ou que eles não tenham como, depois, comprovar a continuidade de sua escolarização. Nós não partimos de um objetivo nosso. Nós não elencamos quais os objetivos que queremos que a criança aprenda naquele ano ou naquele tempo. Nós temos todos os objetivos das áreas do conhecimento, com base nos PCNs, que são os ‘Parâmetros Curriculares da Educação Nacional’, nós temos eles listados. Ao longo do processo de aprendizagem, nós vamos ticando, vamos colocando quais os objetivos que já foram atingidos. Independente da ordem. Essa é a grande diferença de uma escola tradicional [...]” (Edilene Brito – Coordenadora Pedagógica).
    Considerações Finais: A atual situação pedagógica no Brasil encontra-se, em parte, coibida pela mentalidade dos próprios cidadãos que acham que a educação é, exclusivamente, um dever do Estado. Embora grande parte da população brasileira ainda se encontre em situações precárias, é preciso, em primeiro lugar, a conscientização nacional da importância da educação no processo de transformação das sociedades atuais. Nesse sentido, projetos sócio-educacionais-não-governamentais, como o “Âncora”, ganhariam maiores incentivos e passariam a contemplar um maior número de “educandos”, colocando a situação pedagógica do Brasil frente a de “países de primeiro-mundo”, e não numa perspectiva utópica, como muitos gostam de pensar.

    Referências:
    https://www.projetoancora.org.br/
    https://www.youtube.com/watch?v=kE6MlnwML8Y
    https://www.youtube.com/channel/UClN8BQCWDX58ImPgRrqpapA/featured

  38. Nicole Magosso Lacerda disse:

    Estado da Arte no desenvolvimento crítico do aluno.

    A introdução da filosofia, história e sociologia no âmbito educacional básico têm papel fundamental na formação da trindade: “bom senso, senso comum e senso crítico”, muito trabalhado na filosofia, sendo de grande valia para o entendimento da sociedade e suas mutações. A importância do saber histórico ilustra e explica o cenário do mundo em determinado período, desde Heródoto (485 a.C – 425 a.C), pesquisando e discutindo sobre as guerras greco-persas, até Eric Hobsbawm (1917 – 2017), com seus estudos sobre marx e a sociedade, sendo de extrema importância para entendermos o contexto de certos pensamentos e acontecimentos que moldam o mundo e a sociedade em que vivemos. Assim como a história, a filosofia obtém uma importância crucial no desenvolvimento crítico do aluno, pois a partir dos estudos sobre filósofos, como Platão, que desenvolveu um grande trabalho de reflexão da política e sociedade na polis, sendo hoje um grande objeto de estudo pela criação de uma pedagogia própria. Contudo, a sociologia, complementando os dois últimos saberes, é responsável por fortalecer e aguçar pensamento crítico, dentre eles, Marx (1818 – 1883), desenvolvendo um trabalho sobre a luta de classes e a relação do trabalho com a humanidade.
    Ao pensarmos na sociedade como um todo, podemos observar a importância do pensamento crítico para o desenvolvimento e pesquisa sobre algo, e tendo em vista este pensamento, o termo “atitude filosófica” se encaixa perfeitamente para o desenvolver deste texto, pois ao estabelecer um relacionamento de reflexão com nós mesmos e, principalmente, o mundo, colocamos em foco a necessidade de problematizar, refletir e aprofundar o conhecimento que passamos adiante. O educador tem como objetivo desenvolver o recurso cognitivo do discente, para além disso, também, incitar a indagação e o poder da “atitude crítica”, em razão da necessidade de aprimorar o senso de pesquisa e senso crítico. Pequenas palavras, guardam em si, um poder extraordinário para encorajar crianças e adolescentes a avaliar e aprofundar a reflexivamente, como a importância do “como?” e “o que é?”; para auxiliar a capacidade de defender suas respostas e refletirem onde e como pesquisar tal assunto; é interessante o “como você sabe disso?” e, por fim, propor a mudança de perspectiva no sentido de conscientizar a empatia, além de investigar meios para a resolução de problemas e situações que vivemos no cotidiano, instruindo a importância dos alunos pensarem por si mesmos, diz Brian Oshiro especialista em desenvolvimento acadêmico e educador. Segundo Aranha (1996) a Pedagogia Crítico-social oferece uma saída para a compreensão da nossa realidade histórica e social, criando a possibilidade de uma forma mediatizada no processo de transformação da sociedade, neste método é possível observar a importância da preocupação com a análise do mundo social, laboral e cultural de uma maneira democrática e organizada.“A atuação da escola consiste na preparação do aluno para o mundo adulto e suas contradições, fornecendo-lhe um instrumental, por meio da aquisição de conteúdos e da socialização, para uma participação organizada e ativa na democratização da sociedade”. (LIBÂNEO, 1994, p. 70).

  39. Jaime Bizarri Duarte disse:

    PEDAGOGIA

    A POPULAÇÃO LGBT NO AMBIENTE ESCOLAR

    Para que possamos entender a dinâmica da homofobia dentro do espaço escolar e motivos para a evasão escolar neste grupo devemos nos atentar aos dados que Bortolini (2008) trazem sobre o espaço escolar. Segundo trabalho, 87% da comunidade escolar é homofóbica em algum grau, 60% dos professores assumem que não saber lidar com a diversidade sexual e 39% dos estudantes do sexo masculino assumem não gostarem de ter colegas homossexuais. Quando olhamos para os alunos que sofrem preconceitos, 27% declaram ter sofrido homofobia dentro das escolas e 13% afirma que a escola foi o primeiro espaço em que sofreram discriminação. Esses dados acabam por casar com os dados levantados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP, onde questionaram diretores sobre que tipo de discriminação viram ou souberam que houve em suas escolas e 40% disseram ter visto e souberam de casos envolvem discriminação com homossexuais. Este mesmo estudo mostrou que em escolas preconceituosas o desempenho de todos os alunos é menor.
    Rezende (2016) afirma que as escolas normatizam as práticas sociais, dessa forma a escola acaba por dando o molde dito com aceitável para seus alunos e quem não se enquadra neste molde dado é excluído e rechaçado e como o autor afirma também, a escola se presta a este papel há muito tempo. Este discurso normatizador, segundo Rezende (2016) fica presente na vida do indivíduo e isso acaba causando marcas psicológicas e a falta de pertencimento ao ambiente escolar.
    Esta normatização de determinada sexualidade e o preconceito acabam afetando o sucesso escolar dos indivíduos, de forma que Moreira (2013) traz que existe um valor significativo de pessoas que abandonam a escola devido a homofobia e dos seus entrevistados 56% afirmam terem sofrido violência (física, moral ou ambas). Desta forma podemos notar que a violência voltada para a população LGBT é intensa e causa prejuízos para as vítimas, tanto a curto prazo quanto a longo prazo.

    BORTOLINI, A. Diversidade sexual na escola. 2ª ed. Rio de Janeiro: Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ, 2008;
    MEC; FIPE/USP. Pesquisa Nacional Diversidade na Escola. 2009. Disponível em . Acesso em 20 de maio de 2020;
    MOREIRA, Y. F.. Saindo do armário e da escola: Índices e causas de evasão de indivíduos não heterossexuais da escola. In: Hiran Pinel; Christovam Mendonça. (Org.). Diversidade Sexual: Silêncio, Diálogo e Currículo. 01ed.São Carlos: Pedro e João, 2013, v. 01, p. 287-298;
    REZENDE, M. M.. Homofobia para além das aparências. 1. ed. Porto Alegre: Mediação, 2016. v. 1. 192p.

  40. Enzo Luchesi Trazzi disse:

    Ensino de ecologia e fragmentação do conhecimento

    Com os crescentes impactos prejudiciais da ação humana na natureza, o estudo de ecologia avançou rapidamente a partir do século XX, no intuito de buscar métodos sustentáveis de extrair, utilizar e produzir recursos. Mas apesar dos estudos e ciência aplicada em ascensão, o ensino de ecologia na Educação Básica falha num dos aspectos mais importantes de qualquer ciência, sua função e prática social.
    Apesar de a BNCC tratar de alguns objetivos da boa formação cidadã do aluno, voltada para a papel social do ensino de ciência. Nos livros didáticos, a ecologia é tomada de forma limitante a alguns de seus fundamentos básicos, sendo desenvolvida principalmente na visão dos organismos não humanos e suas relações, biomas e biodiversidade. Infelizmente, o que se observa em aula, em livros didáticos e pesquisas, é que a ecologia é ainda ensinada em terceira pessoa, assim aprendemos sob um julgamento errôneo de que não estamos totalmente sujeitos aos processos da natureza. E para isso, dou o exemplo simples da dificuldade de encontrar, na pesquisa do Google ou em livros didáticos, representações de teia alimentar/cadeia alimentar que abranja um ser humano, ou exemplos de relações ecológicas em que somos incluídos. Estudamos tudo isso ante a uma perspectiva isentaria ou até mesmo de superioridade, devemos aprender e ensinar a ecologia perante um panorama o qual fazemos parte, e evitar o pretexto de que somos unicamente observadores inatingíveis.
    O estado da arte do ensino de ecologia evoluiu rapidamente, mas ainda sim a confinamos às disciplinas de Ciências e Biologia, e nos cerceamos da gigantesca interdisciplinaridade deste assunto dentro e fora das Ciências da Natureza. A ecologia se estende para as esferas sociais, como política, economia, sustentabilidade, causa sociais, saúde pública; exige conhecimentos de geografia, química, física, filosofia, sociologia; e constrói noção de empatia e respeito com o meio ambiente e entre nossos semelhantes.
    Segundo Freire (2005), a boa educação deve trazer ao aluno a problematização das questões que o oprimem. O homem como ser inconcluso, precisa ser capaz de reconhecer isto e buscar mais. Um bom ensino de ecologia tem aflorado, e a despeito de não evoluir à mesma velocidade dos seus estudos aplicados, é possível observar em pequena escala os efeitos de uma educação emancipadora que agora abrange a auto-reflexão-crítica e forma melhores cidadãos, aptos a viverem em uma sociedade capaz de subsistir em equilíbrio.

    ROSA, M. D.; NETO, J. M. As coleções de Ciências de 6º a 9º ano do Ensino Fundamental: uma análise dos conteúdos no Guia de Livros Didáticos de 2014. XI Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências – XI ENPEC Florianópolis, SC. 2017. Disponível em:

    FREIRE, de A. L.; ALMEIDA de S. R. A interdisciplinaridade como integração do conhecimento: superando a fragmentação do saber. Percurso Acadêmico, Belo Horizonte, v. 7, n. 14, jul./dez. 2017

  41. Ana Laura Maranha Marini disse:

    tema: O Estado da Arte sobre o ensino da filosofia e seu papel no desenvolvimento da moral e a autonomia do ser

    A filosofia surgiu na Grécia antiga no início do século VI a.C. e nasceu da necessidade das pessoas de desmistificar o conhecimento, a partir de sua relativização, para atingir melhor compreensão da natureza e seus fenômenos. Simplificadamente, é a atividade que se dedica a identificar, compreender e exprimir a realidade por meio de conceitos lógico-racionais. Dessa forma, a argumentação, a capacidade de convencer e explicar baseadas na razão começaram a ganhar importância. Com o desenvolvimento do pensamento filosófico e a complexidade da vida pública, a observação dos filósofos abandonou gradativamente as questões relacionadas à natureza e voltou-se para as atividades humanas, sendo as teorias e questionamentos, frutos desse evento, responsáveis por construir as bases do esclarecimento que influenciaram todo o pensamento ocidental até os dias de hoje. A filosofia não é só vista como necessária na formação de crianças e jovens, mas também de educadores e como principal base para a educação e reformulação de estratégias de ensino.
    O ensino da filosofia foi construído a partir do questionamento e colabora de modo significativo na composição do conhecimento crítico, no perguntar e no perguntar-se sobre todos os aspectos cotidianos, convidando os estudantes a se voltarem a si mesmos, de modo a propiciar a autonomia no ato de filosofar. Em 2008 a filosofia foi incluída nas três séries do Ensino Médio por lei, tornando-a obrigatória nos currículos escolares do Brasil, uma grande conquista que trouxe avanços significativos na formação de estudantes em cidadãos críticos e conscientes. Porém, a partir de 2016 essas matérias passaram a ser ameaçadas devido à desvalorização das disciplinas da área humanística, sendo em 2018, aprovada uma nova reforma do ensino médio, diminuindo consideravelmente sua carga horária por não ser mais exigida nos três anos. Um estudo recente mostrou que crianças do ensino fundamental de escolas da Inglaterra tiveram melhor desempenho em leitura e matemática depois da implementação do programa Philosophy for Children (Filosofia para Crianças) com a finalidade de ensinar filosofia básica aos alunos. Assim, é importante que reparemos nos motivos que tornaram possível essa nova reforma e como, a longo prazo, isso pode apresentar uma grande ameaça ao desenvolvimento criterioso, que se projeta principalmente no meio político e cultural.

  42. Gervásio Evangelista Brito Filho disse:

    Ensino de história do Brasil no ensino fundamental e médio

    De fundamental importância para a compreensão do atual contexto político-social no qual se insere o país, o ensino de história do brasil ainda continua sendo suprimido nas grades curriculares das escolas. No geral passamos grande parte do ensino fundamental e médio com uma visão eurocêntrica da história, enquanto, muitas vezes, deixamos de conhecer quem foram os grandes responsáveis pela formação da sociedade brasileira contemporânea, dos seus problemas e de seus costumes, trazendo, de certa forma, uma alienação à história do próprio país. Tal déficit na grade de história se dá pelo fato das mudanças nessa disciplina, que ocorreram ao longo dos anos, tendo ganho status oficial de disciplina nos anos 1830, cem anos depois unificada com geografia e ambas serem transformadas em estudos sociais, até que,finalmente, em 1996 fossem implementados os PCNs e as disciplinas voltassem individualmente ao cenário acadêmico no ano seguinte.
    Todavia o estudo da história não está encarcerado em um passado distante. Esse pode, e deve, também, estar ligado com contextos mais atuais e mais próximos da realidade a qual os estudantes estão inseridos. Mas ainda que possível, a possibilidade de estudar um passado próximo mostra-se cada vez mais distante, pois faltam pesquisas antropológicas mais aprofundadas sobre a real situação de toda a população. Não apenas do contexto atual, como em um contexto geral, a história brasileira apresenta várias lacunas, especialmente nos momentos de regimes ditatoriais, e tais brechas anseiam por serem preenchidas com as informações corretas. Tal alienação do passado reflete em uma população que desconhece as reais cicatrizes de sua história, o que desencadeia uma aparente amnésia sobre do passado, a qual incita uma grande parte da massa a aderir determinado viés de pensamentos ou tomar atitudes já observadas anteriormente e que, por fatores diversos, são ruins ou destrutivas.

  43. Lanny Ribeiro Dias disse:

    PERFIL HISTÓRICO E SOCIAL DA EDUCAÇÃO DE PESSOAS DO ESPECTRO AUTISTA
    O desenvolvimento histórico da educação especial no Brasil teve início no século 19 quando alguns Brasileiros, inspirados por ações norte-americanas e europeias, passaram a se interessar pelo desenvolvimento de ações particulares e isoladas voltadas para o ensino especifico de pessoas com deficiências mentais, sensórias e físicas. Apenas no século seguinte a educação especial passa a se tornar um dos componentes do sistema educacional Brasileiro. Do início de seu processo histórico até o final da década de oitenta a educação especial foi desenvolvida de maneira isolada, em seu mundo à parte. A princípio se enfatizava o ensino juntamente com o atendimento clinico especializado em instituições focadas em cada uma das segmentações das deficiências. Muito recentemente as pessoas com deficiência tem se organizado visando assegurar seu direito de convívio com as demais, reforçando dessa maneira a pauta de que até então a educação especial reforçava o segregacionismo, e ressaltando seu direito de inclusão não só no âmbito escolar como em todas as esferas sociais. De acordo com dados de 2016 crianças afrodescendentes, hispânicas e asiáticas que atendem aos critérios para serem diagnosticadas com transtorno do espectro autista tendem a ser diagnosticadas muito mais tarde que outras crianças. A escola se torna um fator de extrema importância para o diagnóstico precoce, principalmente quando se diz respeito das mesmas que tendem a receber menos assistência social e médica, diagnostico esse que é fundamental para o processo de inclusão social.
    Atualmente a discussão sobre a inclusão social de acordo com grande parte dos educadores, pais e pessoas com deficiência não avançou do ponto de vista prático da mesma maneira que tem sido esclarecido do ponto de vista teórico. Inúmeros projetos em todo Brasil buscam reverter o abismo entre o velho e novo na instituição escolar Brasileira, cada vez mais educadores buscam aplicar conceitos sobre inclusão social em seus métodos pedagógicos, mas está muito claro que por parte da maioria das instituições brasileiras o caminho necessário para alcançar uma sociedade escolar com mais inclusão ainda é longo.

  44. Marina Lopes Pessôa disse:

    A produção científica sobre o ensino de sociologia na educação básica, segundo Handfas e Maçaira (2012), tem se dedicado a analisar a presença da disciplina na educação básica, o que implica uma investigação da sua história como disciplina escolar, os problemas ligados à transferência didática dos conteúdos para o contexto escolar, ou ainda as questões relacionadas à formação do professor de sociologia. O estudo mostra o levantamento de trabalhos concluídos e defendidos entre 1993 e 2012 e aponta seis grandes temas que contemplam as produções em nível de pós-graduação sobre ensino de sociologia: (1) currículo; (2) práticas pedagógicas e metodologias de ensino; (3) concepções sobre a sociologia escolar; (4) institucionalização das ciências sociais; (5) trabalho docente; e (6) formação do professor. Foram agrupadas no tema “currículo” todas as pesquisas que se dedicaram à análise de diretrizes curriculares nacionais e estaduais, livros/manuais didáticos, propostas curriculares de colégios e professores, bem como as características da sociologia como disciplina escolar. O tema “práticas pedagógicas e metodologias do ensino” engloba pesquisas dedicadas ao exame dos recursos didáticos, propostas pedagógicas, questões relativas à didática em sala de aula e relatos de experiências didáticas. No tema “institucionalização das ciências sociais” foram reunidos os estudos dedicados à história da disciplina escolar Sociologia e ao perfil dos intelectuais envolvidos com o ensino da disciplina nas escolas. As pesquisas categorizadas no tema “trabalho docente” investigaram as condições de trabalho, a jornada de trabalho e o perfil socioeconômico do professor de sociologia. O tema “concepções sobre a sociologia escolar” inclui os estudos sobre as percepções de alunos, professores e demais agentes da escola sobre a disciplina, a relação entre o ensino de sociologia na educação básica e a cidadania. Por fim, o último grande tema – “formação do professor”– contém trabalhos sobre a relação entre bacharelado e licenciatura em ciências sociais e a formação do professor de sociologia.
    Analisando esse conjunto de temas é possível observar uma tendência na maioria das pesquisas: a aproximação dos temas de interesse com a aplicabilidade da sociologia no contexto escolar. As autoras dizem que tal preocupação com a dimensão prática da sociologia na escola pode estar associada à sua existência ainda recente e por essa razão, carente de tempo para se consolidar como disciplina escolar. Isso pode justificar a preocupação dos pesquisadores com o desenvolvimento de investigações que busquem conhecer as implicações da presença da sociologia na escola, apresentando alternativas de novas práticas pedagógicas, por meio da elaboração de recursos didáticos ou de novas metodologias de ensino. Em outra direção, foram identificadas um número menor de pesquisas que deslocaram o foco do empírico e se dedicaram a estudos de caráter teórico sobre as diferentes manifestações da presença da sociologia na escola. Tais pesquisas que envolvem a disciplina escolar e sua diferenciação com o conhecimento científico, ou analisam as implicações do ensino de sociologia quando associado à dimensão moral ou prescritiva. Um outro conjunto de pesquisas adotou como procedimento metodológico a análise documental, que consiste em analisar programas de ensino, diretrizes curriculares, recursos didáticos e relatórios de prática de ensino, entre outros. Nesses estudos, o interesse dos pesquisadores foi o de levantar elementos que possibilitem a compreensão das formas de configuração da sociologia como disciplina escolar, e estabelecer parâmetros comuns de conteúdo entre diferentes propostas de programa da disciplina. Por fim, analisando o estudo é possível concluir que os temas “currículo” e “práticas pedagógicas e metodologias do ensino” são predominantes, as pesquisas estão muito mais voltadas para um olhar para a sala de aula do que para uma compreensão mais ampla dos processos didáticos, históricos e sociológicos que envolvem a presença da sociologia no contexto escolar.

  45. Ana Julia Silva de Carvalho disse:

    Pedagogia 1 ano

    O ensino para a igualdade racial no Brasil

    A comunidade negra, nas suas mais variadas formas de organização política, não reivindica a educação somente como um direito social e humano. Não luta apenas por uma educação universal que se coloca na luta contra as desigualdades. Antes, ela exige uma educação que seja pública, laica e que reconheça, respeite e dialogue com a diversidade de maneira afirmativa.
    O Brasil é um país racista e para combater e superar esse fenômeno é necessário que todas as instituições sociais, sobretudo aquelas que se dedicam à formação das cidadãs e dos cidadãos, adotem o antirracismo como eixo de suas práticas, projetos e políticas. Ele tem que ser um princípio ético de todas as ações educativas. A abordagem da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas auxilia no autoconhecimento e aceitação da identidade de jovens e crianças negras, além de contribuir para a igualdade étnico-racial desde a infância.

    Referências: https://www.membros.abpn.org.br/download/download?ID_DOWNLOAD=58

    https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/03/21/educacao-e-ferramenta-contra-racismo-dizem-partidipantes-de-audiencia

  46. Isabella Camilo disse:

    Visando uma melhoria na questão social, novas matérias deveriam ser implementadas no currículo escolar a fim de proporcionar uma melhor preparação para a vida particular, que contribui com a sociedade como um todo. Essas matérias serviriam, de maneira geral, para formar cidadãos mais instruídos socialmente, politicamente, e (por que não?) economicamente, não somente preocupados em passar de ano ou prestar vestibular – sem descartar a importância dos mesmos.Conhecimentos necessários para o melhor desenvolvimento social que, muitas vezes, ninguém conta, ou então se aprendem demasiadamente pouco. Um bom exemplo e sem dúvidas de extrema importância,é acrescentar Libras e outras formas de acesso a pessoas surdas, cegas, e mudas. Seria um grande avanço de inclusão. Outra disciplina poderia ser nutrição, um estudo mais aprofundado de uma boa alimentação, um ‘porque’ e um ‘como’ se alimentar bem mais concreto e esclarecido.
    Com a maioria da nossa acessibilidade e comunicação advindas da internet, a segurança para desfrutá-la se tornou essencial, principalmente às crianças e adolescentes, que se vêem com um mundo inteiro de possibilidades nas mãos. Estratégias de como se proteger de possíveis perigos e de como utilizar a internet de forma mais saudável se vê como imprescindível na sociedade atual.Outro fator são os dias cada vez mais corridos e atarefados, que ficam curtos para fazer todas as atividades, saber como se planejar e gerenciar o tempo seriam extremamente úteis para a contemporaneidade. Uma vez que estamos ainda em processo de adaptação desse estilo de vida, é importante que se aprenda o quanto antes tais noções de organização. O mundo está mais capitalista que nunca, saber como ganhar, investir, e guardar dinheiro é fundamental para o bom funcionamento da economia. Enfim, para ser um cidadão apropriado em diversos setores, é necessário ter uma boa formação de como fazer isso, elaborando métodos eficientes que ajudariam a corporação social se tornar mais desenvolvida e preparada para viver bem no social.

    • Isabella Camilo disse:

      Primeiro ano de Letras – DIURNO
      Tema: Alternativa de formação do indivíduo social mais progressista a partir de inovadoras disciplinas no currículo escolar.

  47. Pedro Antonio R. Pimentel Junior disse:

    Estado da Arte sobre educação ambiental no ensino básico.

    A educação ambiental é um tema que não recebe a devida atenção, por mais que sempre seja discutido, é debatido de forma superficial, como um tema saturado que todos já ouviram falar e acreditam entender a relevância. De nada adianta dizer à criança ou ao adolescente que não se deve jogar lixo na rua se eles não entenderem qual o impacto real disso. Ajudá-los a entender como os pensamentos devem ser direcionados e as consequências que chegarão, em decorrência da negligência humana, é necessário desde quando começam a estruturar sua visão sobre a vida. As novas mentes, além de desenvolver um senso crítico ao mundo, precisam desenvolver uma visão crítica de si mesmos e de seus atos, para assim entender melhor como suas ações podem contribuir diretamente para o colapso de sua espécie e a extinção em massa de diversas outras, entendendo que ele, como forma de vida pensante, precisa lutar para desfazer o sofrimento e a destruição causada pelos da sua espécie sem o mesmo entendimento do mundo.

    Quando olhamos para o ensino básico, vemos alunos que estão cansados de ouvir sobre a ‘preservação do meio ambiente’, mas que não a praticam o que sabem e não entendem o porquê de o tema ser tão importante e propagado. O ensino ambiental, mesmo que muito falado, é muito raso, e pautado em assuntos que não auxiliam de fato no objetivo final. A preservação ambiental deve ser o centro das tomadas de decisões de líderes em qualquer nível, não é segredo que vivemos em uma crise ambiental causada por nossa espécie, então fica evidente que quem deve solucionar isso somos nós. É necessário, por exemplo, explicar que o plástico indevidamente descartado polui, mas é mais urgente explicar que a produção em massa desse composto, e de vários outros, além da necessidade, através da destruição ambiental, é mais crítico. A educação ambiental deve virar seus olhos para o epicentro do problema, as tomadas de decisão humana, para preservar a natureza, mas sempre com o cuidado de não colocar a culpa do problema na humanidade enquanto espécie, pois o Homo-sapiens faz parte da biodiversidade, é importante que fique claro para os alunos que o problema está em ‘como’, não em ‘quem’.

  48. Fernanda Drigo Gomes disse:

    Turma: Biologia (1º semestre de 2020)

    Tema: Estado da Arte do Ensino de Filosofia no Brasil

    O ensino de filosofia vem sendo articulado e modificado no Brasil desde a época da ação portuguesa sobre os acontecimentos do país. No período colonial, o ensino de filosofia era voltado apenas para os mais ricos da colônia, e, mesmo nesses termos, os ensinamentos da disciplina eram apenas voltados para os pensamentos de filósofos que apoiavam a igreja. Nesta época, a filosofia possuía somente um caráter propedêutico e livresco, servindo exclusivamente aos interesses da classe dominante (SANTOS, 2016, p.188). No século XVIII, com foco na produção, a filosofia passou a ser vista como ciência natural, possuindo caráter prático e utilitário implantado pela ideologia burguesa (SANTOS, 2016, p.189). Nesta época, a filosofia estava presente apenas no ensino superior, em caráter propedêutico nos cursos de Teologia e Direito. Durante o império, até próximo ao período da independência, não houveram muitas mudanças no ensino de filosofia no Brasil, porém, no período republicano, a filosofia desaparece pela primeira vez do currículo educacional brasileiro (BARROS apud SANTOS, 2016, p.192). O decreto nº 981 de 8 de novembro de 1890 acaba por excluir a filosofia do currículo escolar, incluindo apenas disciplinas científicas mais técnicas e aplicáveis; e, a partir daí, inicia se um processo de presença e ausência no currículo escolar secundário. Em 1961, a lei nº 4.024/61, aumenta ainda mais a precariedade da filosofia, até que em 68, durante o Regime Militar, ela foi extinta definitivamente, devido ao seu potencial revolucionário. Doravante, começam a surgir diversas reações a favor da filosofia na educação básica, e, por consequência, houveram muitas conquistas políticas com relação a este tema, como a fundação da atual Sociedade de Estudos e Atividades Pedagógicas (SEAF) em 1975, porém, só em 1987, com a instalação da Assembleia Constituinte, que foi possível assistir a intensos debates no campo da educação, e, quase 2 décadas depois, em 2008, com a lei n. 11.684 de autoria do Deputado Federal Ribamar Alves (PSB-MA), “que a Filosofia (juntamente com a Sociologia) passa a ser incluída como disciplina obrigatória nos currículos do Ensino Médio, embora essa obrigatoriedade não exista (ainda!) para o Ensino Fundamental” (SANTOS, 2016, p.199).
    A partir da instauração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, “as escolas brasileiras tiveram que dar sua resposta à Lei e a comunidade científica respondeu à demanda das escolas com um aumento na produção científica em artigos em periódicos acadêmicos sobre o ensino dessas disciplinas” (PONCE & WOGEL, 2016, p.136). Frente a este fato, dados levantados pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), revelam que as produções sobre a temática “ensino de filosofia no ensino médio” aumentaram significativamente, juntamente com o interesse sobre tema na produção acadêmica em teses e dissertações brasileiras. Porém, apesar deste aumento, as produções que relacionam educação e filosofia ainda são muito escassas. Diante disto, ainda há preocupação com o modo como a filosofia é tratada no ensino médio, como uma disciplina meramente enciclopédica, tratando apenas da transmissão da história de filosofia e não da “formação de almas fortes pelo exercício da análise de si e do pensamento autônomo” (MATOS apud LORIERI, 2016, p.172). Segundo Ponce e Wogel (2016, p.139) “um dos riscos para o ensino de Filosofia que o tornará não formativo é que ele se apresente somente como um conjunto de informações passíveis de serem transmitidas como conhecimentos enciclopédicos. Nessa concepção de ensino de filosofia, os estudantes aprenderão uma gama de conteúdos e acumularão uma quantidade de informações da história das filosofias, como se fossem fórmulas a decorar ou receitas a cumprir”. Por isso, é defendido que a formação humana não se da sem a contribuição filosófica. “É por tudo isso que não pode haver educação, verdadeiramente formativa, sem a participação, sem o exercício e o cultivo da filosofia em todos os momentos da formação das pessoas” (SEVERINO apud LORIERI, 2016, p.167). Portanto, a filosofia é inteiramente importante para a formação do ser humano, pois, segundo Chauí (2003, p.24):
    “Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum, for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos, for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política, for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos, for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes”.

  49. Melissa Sparvoli L Ribeiro disse:

    Estado da arte do ensino de sociologia sobre gênero e sexualidade no Ensino Fundamental.

    O Parecer CNE/CEB nº 38/2006, aprovado em 7 de julho de 2006, determinou a inclusão obrigatória das disciplinas de Filosofia e Sociologia no currículo do Ensino Médio. Desde então, na disciplina de Sociologia, vêm sido adicionado ao plano escolar aulas de Sexualidade e Gênero. Nessas aulas é proposto que ocorra a distinção entre sexo, sexualidade e gênero e apresentar suas definições em conjunto com a conscientização dos adolescentes sobre violência contra a mulher e preconceitos como homofobia, transfobia, machismo e sexismo; e essa é uma das principais importâncias do estudo de gênero e sexualidade. Como um processo de intervenção pedagógica, tem por objetivo transmitir informações e problematizar questões relacionadas à sexualidade, incluindo posturas, crenças, tabus e valores a ela associados, sem invadir a intimidade nem direcionar o comportamento dos alunos. (PCN, p.67, 1998) Porém, ao restringir essas aulas apenas ao ensino médio, perde-se a oportunidade de conscientizar o jovem no início de sua vida escolar, que pode crescer em meio de tabus e até reproduzir o preconceito da sociedade.
    A proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais para Orientação Sexual é que a escola trate da sexualidade como algo fundamental na vida das pessoas, questão ampla e polêmica, marcada pela história, pela cultura e pela evolução social, sendo importante também levar em consideração a pluralidade cultural para analisar o melhor método para expor o assunto. Não é possível entender a juventude de hoje invocando as lembranças da própria juventude; para se compreender os jovens da atualidade, é preciso despir-se de modelos e preconceitos e analisá-los à luz das transformações socioculturais, compreendendo que a diversidade é uma marca desse tempo. (PCN, p.112) Sobre diferenças de gênero, o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (BRASIL, 2004c), elaborado pela 38 Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil — Volume 1 Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, propõe em seu capítulo 2 a educação inclusiva e não sexista e como seu primeiro objetivo “Incorporar a perspectiva de gênero, raça, etnia e orientação sexual no processo educacional formal e informal”. A inclusão educacional deve também possibilitar melhores oportunidades de inserção igualitária no mercado de trabalho para mães e pais. Esses dados reforçam a importância de se pensar o ensino de sociologia sobre gênero e sexualidade no que diz respeito sobre pensamento crítico e formação de cidadãos socialmente conscientes desde o ensino fundamental.

  50. Antônio Augusto Martins de Amorim disse:

    Estado da Arte do Ensino de Metodologia Científico no Combate às Pseudociências do Século XXI

    Acordar e ler seu horóscopo para o dia, tomar uma água “energizada” para curar uma dorzinha de cabeça, contratar um “coach quântico” para te ajudar a passar por aquela fase difícil da sua vida, tudo isso parecem inofensivos aos olhos humanos, o que de mal poderia acontecer se você ler que hoje o dia não está bom para sagitarianos afinal? De acordo com Marcelo Knobel, físico argentino, docente titular do Instituto de Física Glen Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) “O perigo se revela, por exemplo, quando indústrias ou setores específicos da sociedade, por motivos religiosos, políticos ou econômicos, articulam-se para tirar proveito do baixo conhecimento que a população tem de como a ciência é feita”. Cada vez mais a ciência disputa espaço com as pseudociências, desde as mais simples como a astrologia até as mais complexas como a homeopatia ou a negação do aquecimento global. Uma das grandes causas de fato é que essas pseudociências de fato tem um apelo enorme para o emocional, são mais simples, mostram uma verdade de fato, diferente da ciência que busca explicações para acontecimentos, em busca de leis que resolvam minimamente problemas relacionados a existência, mas que se provados ao contrário podem ser sim revogados e aprimorados, como é a situação da gravidade descrita por Newton em 1687, que serviu por muito tempo até ser aprimorada para a teoria de Einstein em 1915. O fato é: a ciência ainda é um dos principais modos de combater essa desinformação propagada e o melhor jeito dela existir ainda é pelo ensino da própria metodologia científica.
    Infelizmente, o próprio estado do ensino no fundamental não tem sido tão valorizado no Brasil e cada vez mais as ciências têm sido difícil de discutir com alunos dessa idade, já que com o passar do tempo tem-se acompanhado um afunilamento da educação com foco apenas em vestibulares e não em um aprendizado que de uma base para levar para a vida, para quando confrontados com tais pseudociências saibam se guiar contra, fazendo com que as pessoas tendam a ser mais emocionais e se guiem por aquilo que é mais reconfortante. Um belo exemplo são os acontecimentos hodiernos do país, onde a busca por uma cura para o vírus da COVID-19 faz com que pessoas utilizem remédios sem provas, como a cloroquina, resultando em um uso massivo de algo que pode prejudicar uma crise como a que ocorre hoje em dia. Outro exemplo é no tratamento de crianças com autismo, que muitas vezes tem tratamentos caros receitados, como a ecoterapia e outras terapias que não possuem provas concretas de eficácia e muitas vezes prova o contrário, pois atrasa o real tratamento do problema. Fora do ambiente acadêmico, a credibilidade da ciência tem diminuído entre a população, sendo que a mesma as vezes descarta a ciência por uma ou duas linhas escritas no horóscopo, justamente o problema, pois se ela abre mão de pesquisas para crer em coisas simples, ela está disposta para usar tratamentos de cura.

  51. Marlon Vinícius dos Santos dos Anjos disse:

    (LETRAS – DIURNO)

    Ensino de História da América Latina no Brasil:

    O ensino de História nas escolas é essencial para que os(as) educandos(as) entendam seu lugar no mundo, construam uma identidade e visão crítica acerca da sociedade. Pensando nesta perspectiva, faz-se necessário no Brasil a presença de tópicos que abordem a formação histórica das Américas, para que nos reconheçamos nação singular mas, inserida em um contexto de formação histórico-social comum à outros países vizinhos. De acordo com Conceição e Dias (2011), o Brasil e outros países latino-americanos, que viveram ditaduras em períodos próximos, adotaram – a partir de tais acontecimentos – na educação o foco em uma história nacional, centrando-se na formação histórica de cada nação de forma dissociada do restante do continente. Para as autoras, essa perspectiva perdurou por um longo período, passou por algumas mudanças porém, atualmente mantém esse foco interno no ensino de História.
    O ensino de História do Brasil é de extrema importância, cada nação latino-americana precisa conhecer as suas raízes, o que acontece, é que ao se nacionalizar o ensino de história nas escolas brasileiras, acaba-se dissociando a história de um país da de outro, quando na realidade tais histórias são transversais, com essa dissociação o(a) brasileiro(a) não consegue se identificar como latino-americano(a). Conceição e Dias, apontam que além das ditaduras a influência norte-americana nos países latino-americanos também influenciou a dissociação entre estas nações, para os Estados Unidos não é econômica e politicamente interessante uma América Latina forte e unida. Quando o ensino de História Latino-Americana for um tópico obrigatório no plano de ensino de História no Brasil e em outros países como Argentina e Chile, os(as) educandos(as) passaram a se reconhecer e a outra nação vizinha, como latino-americanas, que passaram por processos de colonização similares, além disso, o fortalecimento de uma identidade e irmandade latino-americana favorece relações de integração entre estas nações, fortalecendo-as em diversos setores.

  52. Larissa Fernanda Moraes disse:

    Turma: Pedagogia
    Tema: O estado da arte na Filosofia analítica

    A filosofia tem ganhado grandes formas e avanços conforme o tempo, soluções a problemas são descobertos, ferramentas de análise estão sendo a cada dia desenvolvida e utilizada para a resolução de problemas tradicionais de nosso dia-a-dia. Podemos analisar tal progresso comparando questionamentos e dúvidas contemporâneas que hoje em nossa visão já são entendidas com mais clareza e maior formulação de defesas para diversas posições.
    Nosso conceito de racionalidade, por exemplo, havia pessoas que foram criadas através de tradições que abandonaram essa razão, hoje fica mais claro a todos que isso é a única coisa que pode levar raça humana a evolução da mente e investigação de mundo. Entendemos então como diz o texto que “É mais fácil construir uma casa com ferramentas adequadas do que com as mãos nuas.” Assim quando fazemos o uso da razão temos nossas capacidades intelectuais aumentadas e nossas habilidades formada, nossa concepção de mundo aberto e a abertura de dúvidas filosóficas para novos conceitos e busca de novas repostas, permitindo assim que a evolução da Filosofia Analítica continue.
    Texto: “O progresso da Filosofia” – Pedro Santos.

  53. Rebecca Moreno Julião disse:

    A História da Educação Artística no Brasil

    A educação artística, por muitos subestimada, é um dos pilares para a formação crítica e consciente do cidadão ativo. Contudo, tardiamente recebeu sua devida relevância em maio de 2016, quando foram incluídas as artes visuais, a dança, a música e o teatro nos currículos dos diversos níveis da educação básica, pela Lei 13.278/2016. Ana Mae Barbosa, especialista em arte-educação no Brasil, enxerga a mudança com otimismo e aponta que a dificuldade em reconhecer as artes, em geral, como disciplinas necessárias na escola, possa ter sido derivada de um preconceito nascido nas bases jesuítas da nossa educação, quando as artes visuais e sensoriais remetiam ao pecado.
    Do século XVI até meados do século XIX, no Brasil, o ensino informal da arte visava formar uma mão de obra especializada – como por exemplo assistentes para artistas estrangeiros, no final do século XVIII -, a educação estética não tinha importância alguma. Somente em 1826, por obra de D. João VI, que acreditava que tornaria o Brasil ‘’o mais rico e opulento dos reinos conhecidos’’, o ensino de arte recebeu importância, mesmo que em moldes semelhantes aos das academias de arte européias, na Academia Imperial de Belas Artes. Logo no final do século XVII, e com outro nome, a Academia de Belas Artes foi a primeira instituição de ensino em que a história da arte foi ministrada como conteúdo, mas era especialmente para a formação de artistas. Finalmente, em 1932, o Manifesto da Escola Nova divulgou uma escola pública, laica e gratuita com a livre expressão inserida nos novos métodos de ensino artístico, estimulando, em 1971, o surgimento dos cursos universitários e, em 1980, a intenção da pedagogia histórico-crítica de preparar o aluno para a vida social, para a participação ativa na sociedade. A luta a favor das artes só começou.

  54. Vitória Nogueira Pedro disse:

    Texto sobre o Estado da Arte do ensino de história

    O ensino de História sofreu diversas mudanças no que diz respeito aos métodos, conteúdos e finalidades. Podemos citar sua primeira aparição real nos “planos de estudos” da primeira escola pública do Brasil em 1837 quando eram utilizados textos como “ a constituição do império e história do Brasil” para ensinar as crianças a ler e nada mais, portanto apenas a ideia de senso moral e patriotismo era passado e isso se manteve pelos séculos XIX e XX. Já a partir do regime republicano, apareceram escolas primarias complementares onde era ensinado a matéria de história, mas somente no contexto religioso. Em meados dessa época também, foi abolida a escravidão e em decorrência da crescente urbanização era necessário ensinar um maior número de pessoas sobre seus deveres e direitos sociais e civis. Por muito tempo, os métodos de ensino dessa área se caracterizavam como mnemônicos, baseados em memorização e depois de muito contestado, Jhonatas Serrano escreveu em 1917 uma obra enfatizando a utilização de métodos ativos na educação. Segundo o historiador francês Henri Miniot, o ensino de História nas escolas no fim do XIX é que garantiu a sua existência no âmbito universitário e ainda manteve a divisão entre os períodos: Antiguidade, Idade Média, Moderna e Contemporânea. Porém, a formação de profissionais e estudos da área se iniciou apenas em 1930 com a criação da Ministério da Educação, o que também tornou mais rígidas as normas a serem seguidas pelas escolas. A partir de então, História e Geografia uniram-se numa disciplina de Estudos Sociais, que deveria integrar o indivíduo na sociedade em que vivia. A professora Amélia Americano da cadeira de Didática da USP, escreveu uma tese pioneira sobre o ensino de história de forma neutra e objetiva e então em 1960, foram introduzidas nova “técnicas” como peças de teatros, filmes e até debates na educação ativa. Contudo, as escolas que adotaram esses métodos foram fechadas não muito tempo depois, em decorrência do regime militar instituído e passaram a ser vistas como subversivas.
    Já num contexto mais recente, o mercado financeiro atual tem feito tudo girar a seu favor e além disso, vem provocando uma desigualdade crescente entre escolas públicas e privadas, logo, fica difícil estabelecer um currículo homogêneo. Diante disso, o Brasil decidiu reformular o currículo geral a fim de oferecer conhecimento de qualidade e que fosse passado de forma eficiente para as camadas populares assim como nas instituições particulares, portanto o MEC (Ministério da Educação) se encarregou disso. A solução encontrada foi criar a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), em 1996 que organiza a educação básica e superior brasileira com base nos princípios presentes na Constituição. Em 2014 novamente se falou em criar uma base nacional comum curricular, de acordo com o que diz a LDB e assim nasceu a BNCC, orientada pelo MEC. A mesma possui a finalidade de sistematizar todo o conteúdo que deve ser ensinado nas escolas brasileiras desde a Educação Infantil ao Ensino Médio. Entretanto, o grupo de pessoas que contribuem com essa criação, de nada entendem sobre educação pois não são especialistas na área, segundo Ivor Goodson. De modo geral, a escola tende a ser o lugar onde são ensinados conteúdos sociais, ideários, políticos e democráticos. Os estudantes devem desenvolver a consciência de que a convivência social deve ser alicerçada na percepção e no respeito aos elementos que caracterizam e diferenciam os indivíduos e os grupos que compõem a sociedade. Em contrapartida, em 2014 foi criado um projeto denominado “Escola sem Partido”, com iniciativa de Flávio Bolsonaro, afim de eliminar todo e qualquer posicionamento político das escolas, pois isso poderia influenciar os alunos a irem contra os ideais religioso e políticos de sua própria família. Porém, é impossível haver qualquer tipo de neutralidade, pois ensinar História significa avaliar criticamente os valores que estão presentes na sociedade e também é contraditório ao “pluralismo de ideias” o que faz com que sociologia e história percam seu propósito. Esse projeto não foi aprovado até então, porém serviu como inspiração para outros em algumas cidades do Brasil. Para concluir, nos dias de hoje o ensino de história ainda é desigual entre o setor público e particular, nos deixando na expectativa de que haja um novo reajuste no currículo desta disciplina e/ou que seja executado de forma eficiente.

  55. Anne Beatriz Vilela Sarausa disse:

    A educação ambiental e as praticas pedagógicas no ensino.

    A partir da revolução industrial a sociedade passou por diversas mudanças que acabaram aumentando a produção de bens de consumo e consequentemente a degradação ambiental e escassez de recursos. Só na década de 70 o conceito de desenvolvimento sustentável passou a ser utilizado e a ter uma maior importância, com o crescimento desse conceito e uma mudança de pensamento por parte da população várias conferências passaram a ser feitas com o intuito de alertar sobre as consequências para o planeta e a humanidade caso o modelo de desenvolvimento atual fosse mantido. A conferência Rio-92 (e suas sucessoras 10 e 20) foram muito importantes e mais de 160 países entraram em acordo para a construção de uma sociedade mais sustentável. A educação ambiental surgiu a partir daí e começou a ser implementada em escolas de todo o mundo em níveis diferentes e com objetivo de conscientizar e educar, algumas escolas utilizam e ensinam seus alunos a trabalharem melhor com materiais reciclados, outras possuem hortas nas quais os alunos podem ajudar a cultivar e preparar alimentos, e assim começou o ensino ambiental desde o ensino infantil.
    Atualmente esse ensino está sendo mais difundidos e existem escolas completamente sustentáveis, em termos gerais boa parte das escolas tem foco em ensinar esse tema com práticas pedagógicas que facilitem o ensinamento da criança desde o começo auxiliando na confecção dos próprios brinquedos, no conhecimento sobre o lixo e seu descarte correto, em relação às árvores/plantas e sua importância para a humanidade o planeta e em nossa alimentação, usando a interdisciplinaridade dentro de sala de aula e quanto possível promover atividades externas a sala e que possibilitem o maior contato da criança com o tema de forma mais direta. Ainda de acordo com Meirelles e Santos (2005) “o processo de aprendizagem na educação ambiental é cíclico e vai crescendo em complexidade e profundidade a cada caminhada”.

    Referencias : PESSOA, Francisca Lopes. Educação ambiental
    e práticas pedagógicas da consciência, preservação e sustentabilidade no ensino infantil, 2016.
    PEDRINI, Alexandre Gusmão. Educação ambiental: reflexões e práticas
    contemporâneas. 5. ed. Petrópolis Vozes, 1997.

  56. Larissa Manzano Silva disse:

    Pedagogia 1° ano – Sociologia I

    Cultura e Identidade Negra na Escola:
    A cultura e identidade negra é um transformador social e cultural, que ajuda inserir o outro lado da história não contada nos livros e nas escolas. Ela foi escondida durante anos e vista com preconceito e até hoje, não possui o mesmo espaço que as demais culturas nos espaços de educação formais, ela ainda enfrenta diversos empecilhos, como o preconceito e da falta de conhecimento e acesso à história do Brasil completa, contada pelos dois lados, colonizadores e colonizados. A cultura está entrelaçada com a formação das identidades sociais, afinal é por meio da educação formal e informal que se aprende sobre os signos das representações culturais e a formação identitária. Dessa forma, a escola é um dos espaços em que a cultura é aprendida, além de possuir o poder de valorizar ou estigmatizar determinadas formações culturais. Assim, a presença da cultura e identidade negra na escola é fundamental para garantir a sensação de representação/pertencimento àquele espaço. Discutir a real importância da cultura e identidade negra na escola é resgatar a autoestima e criar novas perspectivas na forma do cidadão enxergar-se como igual aos demais. Nessa temática, para que a identidade racial da criança negra seja promovida há necessidade que a história e cultura dos Afrodescendentes seja trabalhada em sala de aula. Atualmente isto está assegurado na Lei Federal 10.639/03, que altera a Lei (LDB-Lei 9394/96) e torna obrigatório o estudo sobre a cultura e História Afro-Brasileira e Africana nas instituições públicas. Dessa maneira, cria-se um âmbito escolar em que os professores atuem como agentes construtores e empoderadores das questões étnicas, no que diz respeito ao resgate da história e sua contribuição na formação do país e do cidadão.

    Através das lutas do movimento negro ao longo do tempo, houve o aumento da valorização e reconhecimento da participação da cultura africana na construção da sociedade, fato que pode condicionar a ampliação dos horizontes dos alunos quanto à aceitação, reconhecimento e aprendizado. Atualmente, há uma crescente valorização da cultura negra e percepção da necessidade de conceder espaço a ela nos espaços formais de educação. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o percentual de autodeclarados negros foi de 54,9%, entre pardos aumentou de 45,3% para 46,7% e, pretos de 7,4% para 8,2%, De acordo com a responsável pela pesquisa, Maria Lucia Vieira, isso está relacionado ao “reconhecimento da população negra em relação à própria cor, que faz mais pessoas se identificarem como pretas”. Apesar desse aumento, o papel da escola na desconstrução do racismo, preconceito e discriminação não pode falhar, enfocando as contribuições dos afrodescendentes para o desenvolvimento da humanidade.

    REFERÊNCIAS:
    https://www.politize.com.br/cultura-e-identidade-negra/
    http://www2.seduc.mt.gov.br/-/a-construcao-da-identidade-racial-da-crianca-negra-no-contexto-escol-1
    https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/o-papel-escola-na-desconstrucao-racismo-preconceito.htm

  57. Leonardo Ribeiro Ferreira disse:

    Turma: Letras Diurno
    Tema: O ensino de filosofia e a promoção de um conhecimento crítico-reflexivo

    Embora a disciplina de Filosofia não apresente boa aceitação dentro dos costumes conservadores vigentes no Brasil, explicita uma trajetória de origem antiga. A primeira fase do ensino de filosofia no país pode ser compreendida com a chegada dos jesuítas no século XVI. Nesse contexto, enfatizava-se, sobretudo, a expansão da fé cristã; isto é, adotava-se uma postura com viés teocrático. Com a expulsão dos jesuítas (realizada por Marquês de Pombal sob uma ordem unicamente política), observou-se a chegada dos ideais da Filosofia moderna francesa, como: igualdade, liberdade e a defesa de um anticristianismo. O pensamento passou a adquirir valor racionalista e revolucionário. Com a chegada de Dom João VI e a abertura para o comércio mundial, a Filosofia passa a se voltar para a formação profissional e, não mais, um ensino propedêutico que visava à formação sacerdotal e à difusão da fé cristã; ou seja, a Filosofia no Brasil, no século XIX, foi marcada pelo setor econômico.

    Com a queda do Império e a instauração da República, a meta da elite intelectual passou a ser a busca por uma sociedade racional. No ano de 1908, fundava-se a Faculdade Livre de Filosofia e Letras que possuía uma orientação puramente neotomista. Em 1915, a nova reforma educacional, com o decreto n° 11.530, colocou a Filosofia como disciplina facultativa. Ressurgiu, então a disciplina de “Filosofia” nos currículos, embora não exercesse ainda o seu verdadeiro papel. A partir do ano de 1930, houve mais duas reformas que despertaram uma mudança na educação do Ensino Médio brasileiro. A primeira se deu em 1931 e determinava que a educação visasse, não somente à matrícula nos cursos superiores, mas também, à formação do homem para todos os setores da vida, isto é, uma formação integral que lhe possibilitasse tomar decisões claras e seguras em qualquer situação de sua existência. A segunda de 1942, decreto n° 4.244, intitulada Lei Orgânica do Ensino Secundário, dividiu o ensino em dois ciclos: o ginásio que era cursado em quatro anos e o colegial em três. Ainda o colegial subdividia-se em científico e clássico. O científico visava ao ensino das ciências, já o clássico, por sua vez, previa uma carga horária de quatro horas semanais para a Filosofia. Seria a formação intelectual. No ano de 1961, um marco de grande valia foi a edição da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n°. 4024. Essa Lei foi o resultado de inúmeros debates e lutas ideológicas entre os educadores e políticos da época. A Filosofia foi sugerida como disciplina complementar, perdendo, assim, a sua obrigatoriedade no sistema federal de ensino. Já no ano de 1964, com o golpe militar, a Filosofia foi banida dos currículos, tornando-se facultativa. Em 1971, com a lei n° 5692, a Filosofia é expulsa por completo dos currículos para, somente no ano de 1986, voltar a ter a sua inclusão recomendada nos currículos. Surge depois de um longo período de espera e discussão, no âmbito da educação brasileira, a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a LDB 9394/96, e, na sequência, em 1999, os Parâmetros Curriculares Nacionais, para o ensino brasileiro que, para a decepção de muitos, apenas recomenda que a disciplina de Filosofia complemente os Temas Transversais dos PCNs. A Filosofia é recomendada, nos PCNs, como conteúdo e não como uma disciplina. A ideia norteadora dos PCNs é de organizar os currículos por competências.

    Referência bibliográfica: https://periodicos.ufn.edu.br/index.php/disciplinarumCH/article/viewFile/1582/1487

  58. Beatriz Borghi Estevam disse:

    História da educação ambiental nas escolas brasileiras

    Por séculos, e de forma desenfreada, os recursos naturais do Brasil e do mundo foram explorados sem restrições visando o lucro de indústrias e donos de meios de produção. Além disso, nenhuma estratégia foi implementada na sociedade a fim de diminuir os impactos da degradação do meio ambiente. No mundo, apenas nos anos 60, quando os efeitos drásticos já eram sentidos pela população, iniciou-se uma série de debates a nível global com a temática da degradação ambiental.
    Em 1977, a Conferência de Tbilisi na Geórgia trouxe uma série de ações efetivas como a criação de órgãos de política ambiental, de projetos, cursos e programas voltados para a área ambiental, bem como leis federais, estaduais e municipais com a intenção de regulamentar tais políticas no país. No ano de 1992 realizou-se no Brasil o ECO 92 no Rio de Janeiro, considerado como o encontro mais importante sobre o meio ambiente. A partir dessa conferência foi implementado no nosso país, em 1994, o PRONEA – Programa Nacional de Educação Ambiental. Porém, até o momento, nenhuma lei ou determinação dizia sobre o ensino ambiental nos mais diversos níveis educacionais. Foi quando, nesse mesmo ano, o Ministério da Educação elaborou os PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais, os quais definiram o meio ambiente como tema transversal nos currículos básicos do ensino fundamental.
    Foi em 27 de abril de 1999 que, pela promulgação da Lei 9.795, foi instituída a Política Nacional de Educação Ambiental, a qual obrigava a educação ambiental em todos os níveis educacionais brasileiros. Em 2004, uma mudança no ministério e a criação da Secretaria de Educação Continuada, por exemplo, permitiu um maior enraizamento da EA no MEC passando a atuar de forma integrada na educação escolar indígena e educação no campo, conferindo assim maior visibilidade à Educação Ambiental.
    Atualmente, temos consciência de que tais medidas antigas em conjunto com as atuais são de extrema importância para a conscientização da população sobre os cuidados com o meio ambiente. Porém, é fato que apenas medidas educacionais não são o suficiente para sanar o problema da degradação da natureza. O cenário das riquezas naturais brasileiras não poderia ser menos caótico de 2017 até o ano em que nos encontramos. A cada dia a Floresta Amazônica é reduzida a pastos, projetos de conservação, bem como educacionais, são destruídos. Ainda há muito a se lutar pela educação ambiental.

  59. Sabrina Nicolau Feitosa disse:

    História da Educação no Brasil e seu desenvolvimento no Brasil

    Ao olharmos para a história da educação na sociedade brasileira, percebemos a sua constante mudança e transformação em todos os âmbitos da sociedade, desde o seu princípio que se iniciou em 1549,com a chegada dos jesuítas ao Brasil, no qual a igreja católica juntamente com o governo português ,tinham o objetivo de catequizar os índios, para logo então usa-los a serviço da fé e em seguida ao estado com mão de obra ,consequente a isto futuramente os índios não conseguiriam estudar pois prestavam serviços ,enquanto a elite tinha acesso a educação. Com o passar do tempo ,os jesuítas foram expulsos do Brasil, sem eles a educação degradou-se ,até o estado apropriar-se da educação e posteriormente com a chegada da família real ao Brasil ,investindo no ensino técnico e nas escolas de ensino superior (com interesses as classes dirigentes)todavia deixando de lado a educação popular e os ensinos primários. Entretanto com o passar do tempo a situação alterou-se , quando foi criada a CF(constituição Federal) em 1824 que dizia “ a instrução primaria e gratuita a todos os cidadãos “ e após dez anos um AI(ato institucional) que passava ao estado a obrigação de se responsabilizar pelos ensinos primários e secundários ,oque trouxe muitos alunos para as salas de aulas(durante todos esses os anos, aconteceram muitos outros processos na política, educação, economia ,etc )Conseguinte, para a educação foram criadas mais constituições ,como a de Getúlio Vargas na qual dizia que a educação é direito de todos, importante ressaltar que , nesta época também era valorizado o ensino profissionalizante ,sendo o estudo dividido em cinco anos primários, quatro de curso ginasial e três de colegial, foram longos anos ,muitas criações e processos.
    Em seguida com o fim da ditadura os educadores passaram a discutir o ensino de forma mais ampla e democrática, até ser criada a CF de 88 que deu nascimento a LDB (Lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional),baseada no princípio do direito universal a educação para todos , no qual traz como principal característica o ensino fundamental obrigatório e gratuito ,gestão e democracia do ensino público e a progressiva autonomia pedagógica e administrativa das escolas. Como afirma Paulo Freire ,a educação como intervenção inspira mudanças radicais na sociedade, na economia, nas relações humanas e na busca dos direitos, ou seja, uma sociedade sem educação não evolui, isto é fato, ao vermos o mapeamento da história da educação ,seus processos e como a educação esta presente em todos os âmbitos das sociedade ,transformando ao longo do tempo. A educação molda o Homem ,educação é essencial, independente de sua finalidade na sociedade, pode ser utilizada como forma de dominação ou de libertação, e com ela podemos desenvolver novos projetos e desenvolver e pesquisas na área da educação .

  60. Arthur Lima Barbosa disse:

    Turma: Biologia
    Ensino de História no Brasil – Revisionismo e discussão sobre as Bandeiras

    Os bandeirantes sempre foram alvo de controvérsias. Existem argumentos convincentes a favor – expansão territorial, criação de cidades, aumento da integração cultural entre o tupi e o português – e, em mesma quantidade e peso, argumentos contra – morte e escravização de indígenas, destruição de quilombos, pilhagem de missões jesuíticas. Mesmo com tais polêmicas, há monumentos e um feriado dedicados a eles, como se fossem heróis nacionais. Tudo isso leva a um questionamento: o ensino sobre os bandeirantes nas escolas traz esse tipo de discussões? Por meio de pesquisas, é possível analisar que tais discussões são inexistentes ou superficiais, ou seja, o conteúdo é ensinado sem debates, apenas para cumprir metas.

    As Bandeiras, no ensino escolar, não são examinadas com o devido olhar, como antes mostrado. Em maior profundidade, são mostradas como expedições feitas por interioranos com o objetivo de exploração do local, procura por tribos indígenas não descobertas, ou contratados por alguém para fazer outro trabalho relacionado. Percebe-se, ao olhar para tal ensino, que carece de qualquer outro tipo de reflexão do assunto, portanto é possível propor melhorias. Em primeiro lugar, é necessário provocar uma reflexão sobre as consequências imediatas e as de longo prazo que as Bandeiras tiveram – exploração e expansão da cartografia do território em primeira instância, hegemonia de São Paulo e o ciclo do café como uma consequência a longo prazo. Segundo, discussões sobre a moralidade das ações tomadas, mais especificamente as relacionadas ao escravismo de índios: “Nos olhos de um bandeirante, interiorano mestiço e pobre, é aceitável subjugar alguém mais próximo de você do que seu contratante à trabalho forçado? ”. As escolas que promovem esses dois debates são raras, portanto pode-se afirmar que o “estado da arte” no assunto Bandeiras está longe de ser ideal.

    Fontes:
    https://www.defesa.gov.br/component/content/article/171-menu-superior/area-de-imprensa/artigos-e-entrevistas-do-ministro/17452-justica-aos-bandeirantes
    https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,bandeirantes-passado-presente-e-futuro,10000092971
    Ler sem paywall: https://outline.com/Y5JTJ4
    https://jornal.usp.br/artigos/combates-pela-historia-do-brasil-uma-resposta-ao-revisionismo-historico/
    https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/medio/historia-do-brasil-desmitificando-os-bandeirantes.htm
    https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/bandeirantes-herois-ou-viloes-a-construcao-do-mito.htm

  61. Marcos Antonio disse:

    Turma: Letras Diurno
    RA: 201041081
    Estado da Arte: Ensino de Artes durante e após a ditadura militar no Brasil.

    Primeiramente, o ensino da classe trabalhadora durante a ditadura foi completamente voltado à formação de profissionais minimamente capacitados e limitados à formação por meio de cursos técnicos. Esse fato visava o desenvolvimento econômico almejado pelo país que necessitava desse tipo de mão de obra para sustentar as indústrias, porém, o ensino disponibilizado pelo governo não era suficiente para formar profissionais que atendessem as exigências mínimas requeridas pelas indústrias. Além do interesse econômico sobre esses trabalhadores, havia o objetivo de criar uma massa de pessoas sem pensamento crítico e guiadas pelos interesses políticos. Diante desse contexto, o ensino de Artes, assim como o de disciplinas como história, não era de interesse do governo, por serem julgadas desnecessárias na formação de um trabalhador e, logo, sem retorno econômico imediato. Voltando-se para a educação artística, em 1971 entrou em vigor uma lei que tornava a disciplina de Artes parte da educação obrigatória no currículo escolar. Ainda que parecesse um incentivo para o desenvolvimento artístico, os profissionais que lecionavam artes não eram adequadamente formados pelos recursos disponibilizados pelo governo e tornavam-se, assim como os trabalhadores das indústrias, mão de obra barata e insuficientemente qualificada para atender as exigências de um educador. Para tentar suprir as qualificações ausentes em sua formação, muitos professores limitavam-se ao ensino de livros didáticos de Educação Artística.
    Com o fim do regime militar e, consequentemente, da censura, um novo movimento começa a florescer na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, rompendo com movimentos como a arte conceitual, que apresentava uma maneira mais técnica e mecânica de ensino, visava a produção de obras sóbrias e predominava na época da ditadura. O recente movimento criado por professores e alunos da já mencionada escola visava revolucionar o ensino e aprendizagem de artes através da reabertura para a criatividade e da promoção de novas experimentações, dando origem ao grupo “Geração 80″. Esse grupo foi responsável pela promoção da exposição “Como vai você, geração 80?” que contou com a participação de 123 artistas brasileiros. A exposição foi realizada com o intuito de promover uma nova tendência artística que pregava o retorno do subjetivismo às artes plásticas e, principalmente, o não estabelecimento de modelos ou posturas, mas sim a exposição de diferentes tendências artísticas da época. Por fim, após diversos eventos que possibilitaram novamente a restauração da importância da arte, o estudo dessa disciplina nas escolas foi gradualmente dando espaço para o ensino de história da arte, que é atualmente cobrada em vestibulares e se mostra imprescindível para a formação cultural e crítica de um indivíduo, além de preservar os exercícios relacionados à expressão artística.

  62. Guilherme Milhomem Domene disse:

    O Ensino De Filosofia.

    A concepção de filosofia difundida no Brasil por meio das escolas esteve ligado a saberes abstratos e racionalistas, ligados a formação das elites. Essas bases escolásticas vem do Brasil Colônia e causam desvinculação e falta de identificação com as realidades vivenciadas pelos alunos. Afastando-a de possibilidades ligadas a reflexão e problematização.
    No Ensino Médio o currículo segue uma estrutura toda focada para a realização do vestibular, sem espaço para reflexões sobre o conteúdo estudado, se ensina filosofia do mesmo jeito que se ensina matemática, que se ensina física, com fórmulas e nomes de autores a serem decorados e não se busca debates e discussões mais aprofundadas.
    O ensino filosófico no entanto não pode ter a mesma metodologia de uma ciência exata, ensinar filosofia é ensinar pensar criticamente e não a apenas decorar e repetir informações em momentos oportunos como a prova do vestibular. Além disso há a desagradável observação de que os cursos superiores de licenciatura em filosofia no Brasil estão esvaziados, o campo tem sido cada vez mais desvalorizado por lideranças políticas no país,privilegiando-se sempre aqueles cursos cujo status socioeconômico, de acordo com a lógica mercadológica e pragmática atual, sejam mais relevantes para o desenvolvimento do país e para a ascensão profissional de seus egressos.
    Concluímos que no Brasil a filosofia é ensinada com uma lógica mercadológica, sem levar em conta as particularidades de uma disciplina que é fundamental, do grego o termo filosofia se traduz como “amor ao conhecimento” e infelizmente no ensino da disciplina no Brasil o que menos se observa é esse amor ao conhecimento.

    Fontes:
    https://www.scielo.br/pdf/er/n46/n46a06.pdf
    https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/perspectivas/article/download/3736/9734/

  63. Carlos Alberto A. dos Santos Jr. disse:

    O estado da arte do ensino de filosofia no curso de enfermagem no Brasil atual
    É de suma importância para a enfermagem, em todos os seus aspectos o estudo da filosofia. O presente estudo, visa, em pequenas linhas, traduzir esta importância e atingir de forma mesmo que incompleta os limites da presença do ensino de filosofia nos cursos de graduação de enfermagem no Brasil atualmente.
    Comecemos pelas diretrizes do curso, organizadas e despachadas pelo Conselho Nacional de Educação. Este encontrado como resolução nº 3, de 7 de Novembro 2001, que fixa as diretrizes do curso de enfermagem. Nela já se pode encontrar de forma predominante a filosofia em seu caráter de totalidade. No art. 3 fica exposto que se preconiza um enfermeiro capaz de ser reflexivo, crítico e humanista. Em seu art. 4 é reforçado este caráter onde é cobrado do profissional ser “capaz de pensar criticamente, de analisar os problemas da sociedade e procurar soluções”. É necessário um conhecimento geral em filosofia para se compreender o art. 5, no inciso III onde procura-se “estabelecer novas relações com o contexto social, reconhecendo a estrutura e as formas de organização social, suas transformações e expressões”. Também é impretado ao enfermeiro à reconhecer-se como agente de transformação social como proposto no mesmo artigo mas no inciso XIV.
    Ainda é importante que reconheça seu papel político e social enquanto enfermeiro, como se encontra no inciso XXV e XXXIII. No art. 6 um dos conteúdos a ser contemplado na formação está as ciências humanas e sociais. Presente no art. 14, inciso III, a pretensão mais robusta, solicitando que a estrutura do curso deva assegurar “a visão de educar para cidadania e participação plena na sociedade” assumindo seu caráter filosófico, pedagógico e sociológico. Ainda no art. 14, mas no inciso VIII, pretende-se valorizar as dimensões da ética, humanismo, e valores orientados para a cidadania e solidariedade. Daí a importância visível do ensino de filosofia no curso de enfermagem.
    No Brasil há uma grade muito ampla de estudos realizados pela ótica filosófica para tratar de problemas levantados, não só no ambito social, mas no abstrato. Artigos, pesquisas, simpósios, congressos, sobre problemas como epidemias, tratamentos paliativos, sobre a morte e o morrer, sobre a doença e a cura. Muitos com embasamentos de filósofos, como Heidegger. Busca-se a verdade, o questionar, e o desvelar de fatos analisando-os através da filosofia. O aporte se encontra principalmente na área da fenomenologia, como demonstrado em um estudo de revisão publicado em um estudo de 2012, “há uma dominação de estudos qualitativos e reflexivos utilizando a fenomenologia como abordagem filosófica” nas pesquisas encontradas de 1999 a 2009, em enfermagem.
    Compreende-se também que além desta abordagem, é imprescidível para a enfermagem, o estudo da filosofia, pois complementa as diretrizes encontradas acima, reforçando em seu ambito profissional a tomada de decisões, exercício de liderança e de educação permanente. Claro, isto, de forma reflexiva, crítica e epistemiológica. Projetos sociais são feitos, a partir destas premissas. Como projetos de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis, prevenção ao câncer de mama e útero, etc.
    Para se ter noção do impácto, em 2010 eram aproximadamente mais de um milhão de enfermeiros no Brasil. Uma pesquisa levantada em 2015, aponta apenas 23% dos profissionais da enfermagem, que se dividem em três categorias, sendo de ensino superior, estes que têm a filosofia na sua grade curricular. Sendo 77% dos demais profissionais, vêm de maneira passageira, e pouco sólida, o conhecimento em filosofia.
    Não é possível, saber de forma concreta, quantos cursos de enfermagem hoje no Brasil tem em sua grade curricular aulas que remetem a filosofia sem acesso (o que levaria tempo, e um sinal verde para ter acesso em cada universidade) a tais grades. O que torna possível uma pesquisa maior, de extensão nacional e um futuro projeto de pesquisa. Levantando tais considerações, elevo a seguinte dúvida, exercício este, proposto pela filosofia: é possível uma enfermagem, em toda sua extensão nacional (mesmo que com suas divisões – enfermeiros, auxiliares e técnicos), sem uma reflexão crítica? É importante que se conheça todos os limites possíveis desta pesquisa. Para futuros projetos pedagógicos na área da saúde, esta que anda lado a lado da educação.

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
    1) Araújo, Raquell Alves de, Cartaxo, Hemília Gabrielly de Oliveira, Almeida, Samira Maria Oliveira, Abrão, Fátima Maria da Silva, Almeida Filho, Antonio José de, & Freitas, Clara Maria Silvestre Monteiro de. (2012). Contribuições da filosofia para a pesquisa em enfermagem. Escola Anna Nery, 16(2), 388-394. https://doi.org/10.1590/S1414-81452012000200025
    2) Siqueira, José Eduardo de. (2003). Ensino de ética no curso de medicina. Revista da Associação Médica Brasileira , 49 (2), 128. https://doi.org/10.1590/S0104-42302003000200019
    3) McEwen M, Wills EM. Bases teóricas para enfermagem, 2ª ed. Porto Alegre (RS): Artmed, 27-47, 2009.
    4) Granda, Alana. 2015, Agência Brasil, Rio de Janeiro (RJ). Pesquisa: 77% dos profissionais de enfermagem do Brasil não têm curso superior. https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-08/pesquisa-mostra-que-77-dos-profissionais-de-enfermagem-do-brasil-nao-tem-curso

  64. Renan Gonçalves Rocco disse:

    Estado da Arte sobre o ensino das relações étnico-raciais no Brasil

    Na educação escolar brasileira, o ensino das relações étnico-raciais tem uma trajetória conturbada e repleta de preconceitos. Em meados de 1930, eram encontrados poucos conteúdos de ensino explicitamente referentes à população negra, todos de caráter histórico. Os temas eram relativos ao tráfico de escravos, à escravidão, à algumas lutas quilombolas, à Lei Áurea e às raças que compunham a sociedade brasileira. Atrelados a essas temáticas, estavam vários conteúdos eugênicos, por exemplo, o instinto, a irracionalidade e a libido desenfreada (associada, especialmente, às mulheres negras); todos esses conceitos resultavam na crença de que os negros tinham uma tendência natural para vícios, alcoolismo, superstição e desregramento. A literatura brasileira não fica fora dessa perpetuação de estereótipos, um exemplo é o livro “Menino de Engenho”, de José Lins do Rêgo, que contém trabalhadores negros caracterizados pela atitude instintiva e falta de racionalidade, além dos exemplos de libido desenfreada nas figuras femininas. Por sua vez, o continente africano no ensino de história só aparecia no renascimento da instituição escravista, no período dos descobrimentos marítimos. Esse ensino limitado da África perpetuou-se na educação brasileira, sendo ainda uma das poucas referências ao continente no ensino básico hodierno. A trajetória do ensino brasileiro, na perspectiva da democracia racial, nega a existência de inúmeros referenciais africanos e ainda não incorporou conteúdos afro-brasileiros nos currículos escolares. Sendo assim, a imagem conservada do continente, o “país” natal dos escravos que foram levados ao Brasil.
    Em toda sua história, a atenção voltada ao ensino das relações étnico-raciais no Brasil demorou para ser desenvolvida. Apenas no século XXI, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, houve um repensar da prática pedagógica pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Buscaram, então, que os currículos fossem contemplados com a diversidade étnica do país, o racismo como opressão, a existência das desigualdades sistemáticas de poder e oportunidades, entre outras temáticas. Houve, também, a ação de educadores(as) negros(as) que colocaram a discussão étnico-racial nos programas de suas disciplinas. Entre os anos de 2010 e 2013 registrou-se maior número de produção sobre a problemática relativa à educação das relações étnico-raciais em instituições educacionais. O maior avanço nessa trajetória foi o reconhecimento de manifestações e consequências do racismo, do etnocentrismo e de outras discriminações na vida do aluno, por meio do ensino escolar. Entretanto, situações de conflito racial provam a falha da educação pela pluralidade étnica, portanto é necessário que hajam profissionais qualificados para abordar adequadamente os cenários conflituosos, afim de combater racismos e discriminações por meio de instrumentos pedagógicos. Pensar a educação hoje é pensá-la na perspectiva de construir uma sociedade capaz de assegurar direitos sociais, econômicos, políticos e culturais a todos os brasileiros.

  65. Ohk Sun dos Santos Durães Mazucato disse:

    Estado da Arte – O Ensino de Ciências para Alunos Surdos no Brasil

    O incentivo para educação dos surdos no Brasil teve inicio no ano de 1855 quando Eduardo Huet, professor surdo de origem francesa, com a aprovação do imperador Don Pedro II chegou ao país com intuito de fundar uma escola para surdos. Em setembro de 1857 foi fundada, no Rio de Janeiro, a primeira escola de surdos conhecida como Imperial Instituto de Surdo Mudo, atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). No entanto somente na década de 90 foi proposta a inclusão dos alunos surdos no ensino regular e desde então a educação inclusiva de pessoas com deficiência auditiva na escola regular, em especial da rede pública, vem tornando-se alvo de grandes desafios para profissionais da área de ensino. No Brasil a língua oficial dos surdos é a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Esta foi homologada pela lei 10.436 no ano de 2002 e no ano de 2005 pelo decreto 5626. A LIBRAS por ser oficial garante à pessoa surda a aquisição de conhecimento em todo o processo educacional e isso inclui o ensino de ciências. Devido à falta de formação adequada de professores para atender os alunos surdos muitas vezes é necessária a intervenção de um intérprete para mediar a comunicação. Ainda assim, dificuldades são encontradas para o ensino de ciências para alunos surdos. A escassez de sinais específicos para conceitos científicos gera problemas aos intérpretes de língua de sinais em realizar a interpretação em Libras para os alunos surdos. Além disso, muitas vezes esses profissionais não têm formação científica o que prejudica a mediação realizada pelo intérprete devido ao desconhecimento de termos específicos e da variedade de sentidos que podem ter. Além disso, alunos surdos podem apresentar níveis diferentes de desenvolvimento linguístico visto que enquanto estudantes ouvintes já estão alfabetizados nos anos finais do ensino fundamental os estudantes surdos muitas vezes ainda estão sendo alfabetizados em sua primeira língua (LIBRAS) e na segunda (modalidade escrita da Língua Portuguesa) ao mesmo tempo.
    Outro ponto a ser mencionado é que alunos surdos precisam de métodos diferenciados de ensino visto que quando adotados métodos convencionais como utilização de quadro e giz ou pincel, alunos surdos não demonstram muito interesse por enfrentar problemas na compreensão dos conteúdos transmitidos em decorrência de possíveis dificuldades com a língua portuguesa. A LIBRAS é uma língua de modalidade espaço-visual, portanto é compreensível que a utilização de recursos didáticos visuais, como, vídeos didáticos, cartazes, animações e experimentações resultem em uma aprendizagem mais significativa. Contudo são escassos os materiais didáticos relacionados a conceitos científicos que sejam adaptados para a educação de surdos. Por fim vale destacar a escassez de trabalhos de pesquisa sobre o ensino de ciências para surdos. Um levantamento realizado nas atas do Encontro nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC) mostra que dos 9586 trabalhos, apresentados ao longo das doze edições que ocorreram de 1997 a 2019, apenas 25 estão relacionados ao ensino de ciências na educação de surdos, ou seja, apenas 0,27% dos trabalhos abordaram essa temática. Isso mostra a carência de estudos que contribuam com novas propostas educacionais que possam tornar o ensino de estudantes surdos na área de ciências mais inclusiva e efetiva.

  66. Mariane Tavares disse:

    Epidemias ao longo da História e seus reflexos na Educação Infantil

    Este trabalho refere-se ao que diz respeito às enfermidades conflitantes e perigosas, adquiridas ao longo da história, que causou resistência na humanidade, a fim de deixá-la capacitada de cura na maioria dos surtos, porém, as doenças também obtiveram essa habilidade, pegando o ser humano de surpresa e o tornando vulnerável em algumas situações e será analisado esse assunto e sua correlação com o ensino dos anos iniciais. Para a pesquisa, usei como palavras-chaves epidemias, reflexos na educação e educação a distância surgiram diversos artigos, mas selecionei os inclusivos e dentro do que eu precisava saber. Entendendo que os critérios foram investigar as complicações que as doenças causaram, especificamente aos estudantes mirins, descobrir o risco das doenças epidêmicas com outros olhos, ou seja, além da saúde; aonde é uma brecha a ser integrada, pois pouquíssimos índices apontam problemas relacionados a este tema que pode refletir impacto social, de modo que, no ano de 1918 (período de gripe espanhola), de acordo com o site “desafio da educação”, nesta época foi baixado um decreto por Delfim Moreira, aonde as escolas não poderiam reprovar quaisquer aprendizes, dizendo: “Aluno nenhum repetirá o ano letivo” e não há exatamente um culpado disso. Hoje em dia, com o avanço da tecnologia alguns líderes encontram alguma maneira para não deixar as boas metas nas estatísticas afundarem, um exemplo é o ensino a distância, uma ideia bem cogitada. E pode surgir a dúvida: O que isso afeta na educação?

    Muitos podem pensar que é uma válvula de escape, sim, de fato é, porém o assunto está abordando crianças, certamente uma faixa etária de sete a dez anos. Para responder, vamos voltar um pouco… Antigamente, não havia tanta rapidez nos tratamentos e se alguém da mesma casa estava infectado com quaisquer doenças (cólera, varíola, tuberculose, gripe espanhola etc.), provavelmente os entes ali presentes adquiriam a infecção, dentre estes, crianças, que sem saber no início, poderiam transmitir para os colegas na escola e quando descobrisse a doença iria parar de frequentar por um tempo e isso acarretaria diversos problemas como prejuízo no aprendizado, deixaria de ser o protagonista em agir, pensar, desenvolver-se, carência pela falta dos amiguinhos que já estava habituado, desmotivação, falta de recurso para medicamentos. Olhando para essa situação, é evidente que o ensino virtual não seria um benefício, pois uma grande parcela não estaria preparada para essa circunstância. Atualmente, em crise de pandemia (COVID-19), por mais que a criança tenha interação com aparelhos eletrônicos, certamente a maioria não teria condições de autonomia para se desenvolver tão bem, ter foco, disciplina e tornar tal projeto plausível, principalmente sem o acompanhamento de um profissional presente, “A educação a distância é inadequada para o ensino infantil” segundo Beatriz Abuchaim, gerente de conhecimento aplicado da fundação Maria Cecilia Souto Vidigal. Mas, isso também pode ser trabalhado aumentando a criatividade dos pais lidando com a criançada em casa, logo, abrindo a mente da maioria para dar mais valor àqueles que cuidam em sala de aula, os professores. Portanto, afeta o ensinamento e a educação na época mais essencial, que é a base e formação do ser humano, mas também vale ressaltar, que de uma forma positiva estes casos servem e servirão como ferramenta de estudo, sem barreiras e para qualquer idade.

  67. Jhonata Henrique Araújo Martins disse:

    O Ensino da Paleontologia aplicado ao Ensino Básico como extensão da Educação Ambiental

    A paleontologia como conhecida por uma parcela da população é a ciência que estuda os fósseis que, a principio, são restos de seres como animais, plantas, fungos e microrganismos petrificados (geralmente) e empacotados em blocos de rochas. Entretanto, diferente do que imaginam, a paleontologia também é uma ciência multidisciplinar, podendo envolver outras áreas do conhecimento como biologia, geologia, geografia, física, química e muitas outras. Entre os assuntos muito discutidos em sala de aula que também são trabalhados por essa ciência estão a extinção e preservação da biodiversidade, mudanças climáticas, transformações de paisagens e entre muitos outros. Portanto, a paleontologia é uma importante ciência que deveria ser discutida em sala de aula, até mesmo com o objetivo de aumentar o senso crítico dos alunos como também fazê-los reconhecer a importância de patrimônios tanto fossilíferos como museológicos , envolvendo assim a disciplina de história. No entanto, a paleontologia continua muito atribuída a disciplina de biologia e muito pouca mencionada, fazendo com que os alunos não a reconheçam e nem mesmo permite que estes possam criar pontes com outras disciplinas.
    A multidisciplinariedade é bastante importante para que os conhecimentos adquiridos pelos alunos sejam fortalecidos, além de assegurar que esses estudantes possam resolver diferentes situações-problema de seu cotidiano e que necessitem da ligação de diferentes assuntos (que a principio não possuem ligações, aparentemente, lógicas). A paleontologia se aplicada de forma correta pode muito bem criar essa multidisciplinariedade entre os estudantes. Através de atividades interativas como debates e até aulas práticas, ou visitas aos museus, a paleontologia aplicada a esse contexto educativo, pode elucidar sobre problemas como o desmatamento e o aquecimento global, relembrando através dos fósseis e da datação de substâncias radioativas, o desaparecimento da fauna e flora de diferentes momentos da história geológica da Terra. A paleontologia também dá oportunidade a esses estudantes de reconhecer que o planeta passa por diferentes mudanças e, dependendo de quais sejam podem interferir em todas as atividades humanas, além de essa ciência poder fazê-los raciocinar sobre o passado de cada indivíduo nesse meio (no mundo). Sobre a importância dos museus e dos fósseis como patrimônio cultural, é necessária uma discussão do assunto, pois o patrimônio é um dos principais caracteres que marcam a riqueza e a relevância daquele local, contando a sua história e os diferentes momentos e transformações nesta região (acrescentando mais uma vez o caráter histórico da paleontologia). Os conteúdos escolares derivados desta ciência não deveriam ser avaliados através de uma avaliação escrita, pois isso desestimularia o autoconhecimento de cada estudante, por isso seria importante à valorização de aulas práticas em que um grupo ou estudantes individualizados pudessem apresentar suas dúvidas e questionamentos, demonstrando assim um verdadeiro interesse pelos diferentes conteúdos propostos. Os conhecimentos paleontológicos também são importantes para a formação do estudante como cidadão consciente, pois além dos temas citados e complementando a eles, esta ciência demonstra que os fósseis possuem valores inestimáveis, entretanto, por falta de fiscalização e de falta de conhecimento, grande parte da população acaba desvalorizando e em certas vezes destruindo essas “relíquias” do passado, então mais uma vez, a paleontologia entra como forma de unir diferentes disciplinas e evitar desastres como esse, além de tráficos de fósseis ou queima de museus (como ocorreu com o Museu Nacional).

    Bibliografia:

    https://www.researchgate.net/profile/Stella_Prestes/publication/310198763_A_PALEONTOLOGIA_NO_ENSINO_FUNDAMENTAL_II_METODOLOGIA_COMPLEMENTAR_APLICADA_AO_ENSINO_PALEONTOLOGICO/links/582a204408ae138f1bf320af/A-PALEONTOLOGIA-NO-ENSINO-FUNDAMENTAL-II-METODOLOGIA-COMPLEMENTAR-APLICADA-AO-ENSINO-PALEONTOLOGICO.pdf

    https://www.redalyc.org/pdf/4815/481547291032.pdf

  68. Jhonata Henrique Araújo Martins disse:

    O Ensino da Paleontologia aplicado ao Ensino Básico como extensão da Educação Ambiental
    A paleontologia como conhecida por uma parcela da população é a ciência que estuda os fósseis que, a principio, são restos de seres como animais, plantas, fungos e microrganismos petrificados (geralmente) e empacotados em blocos de rochas. Entretanto, diferente do que imaginam, a paleontologia também é uma ciência multidisciplinar, podendo envolver outras áreas do conhecimento como biologia, geologia, geografia, física, química e muitas outras. Entre os assuntos muito discutidos em sala de aula que também são trabalhados por essa ciência estão a extinção e preservação da biodiversidade, mudanças climáticas, transformações de paisagens e entre muitos outros. Portanto, a paleontologia é uma importante ciência que deveria ser discutida em sala de aula, até mesmo com o objetivo de aumentar o senso crítico dos alunos como também fazê-los reconhecer a importância de patrimônios tanto fossilíferos como museológicos , envolvendo assim a disciplina de história. No entanto, a paleontologia continua muito atribuída a disciplina de biologia e muito pouca mencionada, fazendo com que os alunos não a reconheçam e nem mesmo permite que estes possam criar pontes com outras disciplinas.
    A multidisciplinariedade é bastante importante para que os conhecimentos adquiridos pelos alunos sejam fortalecidos, além de assegurar que esses estudantes possam resolver diferentes situações-problema de seu cotidiano e que necessitem da ligação de diferentes assuntos (que a principio não possuem ligações, aparentemente, lógicas). A paleontologia se aplicada de forma correta pode muito bem criar essa multidisciplinariedade entre os estudantes. Através de atividades interativas como debates e até aulas práticas, ou visitas aos museus, a paleontologia aplicada a esse contexto educativo, pode elucidar sobre problemas como o desmatamento e o aquecimento global, relembrando através dos fósseis e da datação de substâncias radioativas, o desaparecimento da fauna e flora de diferentes momentos da história geológica da Terra. A paleontologia também dá oportunidade a esses estudantes de reconhecer que o planeta passa por diferentes mudanças e, dependendo de quais sejam podem interferir em todas as atividades humanas, além de essa ciência poder fazê-los raciocinar sobre o passado de cada indivíduo nesse meio (no mundo). Sobre a importância dos museus e dos fósseis como patrimônio cultural, é necessária uma discussão do assunto, pois o patrimônio é um dos principais caracteres que marcam a riqueza e a relevância daquele local, contando a sua história e os diferentes momentos e transformações nesta região (acrescentando mais uma vez o caráter histórico da paleontologia). Os conteúdos escolares derivados desta ciência não deveriam ser avaliados através de uma avaliação escrita, pois isso desestimularia o autoconhecimento de cada estudante, por isso seria importante à valorização de aulas práticas em que um grupo ou estudantes individualizados pudessem apresentar suas dúvidas e questionamentos, demonstrando assim um verdadeiro interesse pelos diferentes conteúdos propostos. Os conhecimentos paleontológicos também são importantes para a formação do estudante como cidadão consciente, pois além dos temas citados e complementando a eles, esta ciência demonstra que os fósseis possuem valores inestimáveis, entretanto, por falta de fiscalização e de falta de conhecimento, grande parte da população acaba desvalorizando e em certas vezes destruindo essas “relíquias” do passado, então mais uma vez, a paleontologia entra como forma de unir diferentes disciplinas e evitar desastres como esse, além de tráficos de fósseis ou queima de museus (como ocorreu com o Museu Nacional).
    Bibliografia:
    https://www.researchgate.net/profile/Stella_Prestes/publication/310198763_A_PALEONTOLOGIA_NO_ENSINO_FUNDAMENTAL_II_METODOLOGIA_COMPLEMENTAR_APLICADA_AO_ENSINO_PALEONTOLOGICO/links/582a204408ae138f1bf320af/A-PALEONTOLOGIA-NO-ENSINO-FUNDAMENTAL-II-METODOLOGIA-COMPLEMENTAR-APLICADA-AO-ENSINO-PALEONTOLOGICO.pdf
    https://www.redalyc.org/pdf/4815/481547291032.pdf

  69. Izabela Squizatto Monzani disse:

    Izabela Squizatto Monzani
    Letras Diurno
    Estado da Arte-Ensino de literatura
    A literatura sempre foi essencial e presente na vida do ser humano. Ela engloba leitura e as mais diversas expressões na arte.Pensando especificadamente no ensino de literatura, vemos que: a forma de abordagem muda de acordo com a época e seu contexto histórico. No Brasil Colonial, o estudo de literatura era mais focado na “arte de falar bem”, portanto o objetivo era aprender a língua-padrão. Já no século XVIII, houve mudanças na educação e o ensino de literatura então,foi focado para a nacionalidade, favorecendo os escritores brasileiros.
    Atualmente, a Literatura está presente na Base Nacional Comum Curricular. Então, o ensino de literatura deve estar em todas as escolas, porque ela engloba o ensino das escolas literárias e interpretação de textos,mas também faz papel de humanização do indivíduo. Fazendo com que ele aprenda a ter autonomia nos seus pensamentos e questionamentos. O conhecimento de outras culturas e o respeito por elas também é falado na literatura. Ou seja, seu ensino é muito importante na formação dos indivíduos na sociedade e a formação de sua consciência.

    fonte: edocente.com.br

  70. “Como é o Ensino da Sociologia no Ensino Médio hoje em dia”

    A sociologia dedica-se a estudos das particularidades dos aspectos sociais dos homens. A sociologia enquanto ciência teve seu reconhecimento consolidado recentemente, que foi datada no século XIX. Foi nessa época que aconteceu a inserção da disciplina e passou a ser obrigatória. Houve uma preocupação, quanto ao entendimento dos alunos em relação a matéria, por isso a busca incessante pela valorização dessa ciência reflexiva.
    Tal conteúdo passou a ser programado para ingresso à instituições de ensino superior e acabou sendo estimulado a efetivação da inclusão no Ensino Médio. Dessa forma os alunos podem ampliar seus conhecimentos e curiosidades sobre esta matéria, ampliando seu alcance de seus métodos científico. Porém a Sociologia tornou-se somente uma ciência pelas idéias de Émile Durkheim, que foi o primeiro sociólogo; o ” PAI” da Sociologia. Ele formulou as regras do método Sociológico e emancipou a sociologia como uma ciência autônoma. Segundo Durkheim, o fato social é ” TODA MANEIRA DE AGIR FIXA OU NÃO, SUSCETÍVEL DE EXCERCER SOBRE O INDIVÍDUO UMA COERÇÃO EXTERIOR;OU, AINDA; QUE É GERAL NA EXTENSÃO DE UMA SOCIEDADE DADA, APRESENTANDO UMA EXISTÊNCIA PRÓPRIA, INDEPENDENTE DAS MANIFESTAÇÕES INDIVIDUAIS QUE POSSA TER”.

  71. “Como é o Ensino da Sociologia no Ensino Médio hoje em dia”

    A sociologia dedica-se a estudos das particularidades dos aspectos sociais dos homens. A sociologia enquanto ciência teve seu reconhecimento consolidado recentemente, que foi datada no século XIX. Foi nessa época que aconteceu a inserção da disciplina e passou a ser obrigatória. Houve uma preocupação, quanto ao entendimento dos alunos em relação a matéria, por isso a busca incessante pela valorização dessa ciência reflexiva.
    Tal conteúdo passou a ser programado para ingresso à instituições de ensino superior e acabou sendo estimulado a efetivação da inclusão no Ensino Médio. Dessa forma os alunos podem ampliar seus conhecimentos e curiosidades sobre esta matéria, ampliando seu alcance de seus métodos científico. Porém a Sociologia tornou-se somente uma ciência pelas idéias de Émile Durkheim, que foi o primeiro sociólogo; o ” PAI” da Sociologia. Ele formulou as regras do método Sociológico e emancipou a sociologia como uma ciência autônoma. Segundo Durkheim, o fato social é ” TODA MANEIRA DE AGIR FIXA OU NÃO, SUSCETÍVEL DE EXCERCER SOBRE O INDIVÍDUO UMA COERÇÃO EXTERIOR;OU, AINDA; QUE É GERAL NA EXTENSÃO DE UMA SOCIEDADE DADA, APRESENTANDO UMA EXISTÊNCIA PRÓPRIA, INDEPENDENTE DAS MANIFESTAÇÕES INDIVIDUAIS QUE POSSA TER”.
    http://WWW.SOCIOLOGIA.COM.BR/SOCIOLOGIA-NO-ENSINO MÉDIO

  72. Débora Rossini disse:

    Estado da arte do Método Fônico

    Método Fônico é considerado na Dinamarca, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Noruega e na Suécia como o método de ensino mais eficaz, desde 1980, e é o método recomendado pelo MEC para o ensino infantil e começo do ensino fundamental, nele se é utilizado a consciência fonológica, que ensina os sons das letras para tornar possível a leitura de palavras desconhecidas pela junção dos sons. Após a criança ter aprendido o som mais usado de cada letra se é ensinada a variação que pode ocorrer, dependendo da palavra. Esta proposta à alfabetização tem dois objetivos principais: ensinar as correspondências grafofonêmicas, que é o ensino das letras e seus sons, como mencionado acima, e desenvolver as habilidades metafonológicas, que é a habilidade de manipular e refletir sobre os sons da fala.
    Marilyn J Adams é uma especialista em cognição e educação e escritora do livro “Consciência fonológica em crianças pequenas”. Esse livro foi a base para vários sistemas de ensino implantarem o método fônico. Uma das teorias tiradas do livro é que ao associar a letra a um som, a criança seria capaz de ler qualquer palavra escrita em sua língua, mesmo sem saber o seu significado. Marylin J Adams ainda destaca que o método fônico ajuda as crianças a ganharem fluência, já que o leitor consegue antecipar com mais rapidez o que será lido adiante. A autora também menciona que é importante para a alfabetização da criança o uso de músicas, pois assim ela pode exercitar a sonoridade das palavras, o ritmo e cadência por meio da repetição.

  73. Maria Heloísa Cavilioni Valeiro disse:

    “Ensino da Homofobia na sociedade e escola.”
    ★ O que é Homofobia?
    A palavra homofobia significa a repulsa ou o preconceito contra pessoas que possuem relações homo afetivas, sejam entre homens ou mulheres. Dessa maneira, podemos concluir que a homofobia corresponde a qualquer ato ou manifestação de ódio, aversão, repulsa, rejeição ou medo (muitas vezes irracional) contra os homossexuais, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, o que tem levado a muitos tipos de violência, seja social, psicológica ou física.

    ★ Homofobia no Brasil.
    No caso brasileiro, as uniões civis, desde maio de 2011 são permitidas por lei, com direitos similares aos casais heterossexuais.
    Contudo, pesquisas recentes apontam para o Brasil como um dos países mais homofóbicos do mundo, as quais, levam em consideração, os ataques violentos aos homossexuais. o Brasil é o país com a maior quantidade de registros de crimes homofóbicos do mundo, seguido pelo México e pelos Estados Unidos.Dessa forma, o grupo LGBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais), que cresce a cada ano, lutam por reivindicações legítimas de reconhecimento da sociedade e regulação da Legislação de Políticas Públicas, como a criação de leis para a comunidade LGBT, a fim de oferecer a cidadania plena para todos os cidadãos.

    ★ Homofobia para Sociologia.
    Segundo o sociólogo Adriano Nunes, desde cedo, na infância, as crianças são forçadas (e forjadas em!) a uma socialização que as divide em dois grupos apenas e antagônicos, os das meninas e os dos meninos. Já ficam delimitados, a partir daí, o que é masculino e o que é feminino. Essa delimitação rígida é bastante prejudicial à formação psíquica das crianças e, posteriormente, reflete-se no comportamento e aceitação do outro na fase adolescente e na fase adulta. Assim, se um adolescente tem trejeitos femininos, voz fina, joga esportes “tipicamente femininos”, passa a ser discriminado, a sofrer estigmas e preconceitos, a ser vítima de um conjunto de violências simbólicas que fazem com que os indivíduos afetados tentem adequar os seus comportamentos de acordo com a heteronormatividade dominante, aquela que faz com que homens sejam “machos” e mulheres sejam “fêmeas”, tidas como inferiores, subservientes, passivas. Estar, assim, associado ao que é feminino, significa, sob essa perspectiva, ser passível de ser reduzido à mera coisa, ser desprezado, ser humilhado, não ter direito a direitos, poder ser alvo de violências. O homofóbico parece querer impor aos demais a sua própria moral, mesmo que seja incapaz de exercê-la. Como não promove em si o reconhecimento do outro, como não é capaz de enxergar o outro em nenhum nível de reconhecimento (aqui, pensando com Axel Honneth), o homofóbico passa a ver os LGBT como coisas, num processo de reificação. Mas por que com tanta violência e crueldade? Porque o homofóbico quer destruir tudo aquilo que possa refletir algo seu, porque reconhecer um LGBT seria como reconhecer em si aquilo que tanto abomina, por medo de ser desmascarado. Por isso, podemos dizer que os crimes homofóbicos são crimes de ódio.

    ★ Homofobia na Escola.
    A escola enfrenta diversos desafios para lidar com a diversidade, inclusive com a questão da homossexualidade, sendo que a hostilidade para com os homossexuais é denominada de homofobia.
    A homofobia pode estar presente nas escolas de diferentes formas, até mesmo como violência simbólica, a qual pode ser percebida, por exemplo, nos materiais didáticos, nas concepções curriculares e nas relações pedagógicas normatizadoras (Prado & Junqueira, 2011). Para Russell (2011) isso acontece porque a escola, assim como a sociedade, caracteriza-se por normas rígidas de gênero e sexualidade, como expectativas a respeito da masculinidade, feminilidade e heterossexualidade.

    ★ Leis.
    O Projeto de Lei da Câmara n.º 122/06, conhecido como PLC 122, visa incluir a homofobia no artigo sobre racismo, ao mesmo tempo que propõe alterar a lei 7.716, criminalizando atos homofóbicos.

    ★ Referências
    https://www.google.com/amp/s/cafecomsociologia.com/o-que-e-homofobia/amp/
    http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2015000300011

  74. Maria Clara Sinastre Barbosa disse:

    Ensino de História no Brasil

    Nos primórdios da sociedade brasileira, a história não era oficialmente uma disciplina, ela era ministrada pelos jesuítas, ou seja, tinha mais caráter religioso do que educativo. No ano de 1837, com o surgimento do Código D. Pedro II, ela foi definida como uma disciplina, e passou a ser obrigatória. Na época da ditadura militar a História e Geografia perderam seus espaços, dando lugar à uma disciplina chamada “estudos sociais“ (de acordo com a Lei 5.540/68), que era usada como um instrumento do governo para censurar e manipular fatos, ensinando apenas o que à ele interessava que os alunos soubessem. Assim, tornava assassinos heróis, criava um sentimento de patriotismo e identidade nacional. Maria Auxiliadora Schmidt, que era professora nessa época, conta que o planejamento era passado por uma censura, que os educadores eram treinados pelos militares para darem suas aulas. Conta também que, certos assuntos eram proibidos de serem ensinados em sala de aula. A partir da década de 80, com a abertura política, foi que a história passou a ser reformulada e regulamentada, em consequência da constituição de 1988, que reconhece a educação como direito básico de todos os cidadãos. Ela também prevê a Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, que estabelece conteúdos mínimos para o ensino fundamental, assim como, posteriormente, os Parâmetros Curriculares Nacionais, o faz. Assim, a História foi incluída de forma plena na educação.
    Apesar do avanço depois da ditadura, hoje em dia o ensino de história no brasil enfrenta grandes desafios: muitas pessoas são adeptas ao pensamento de que ele doutrina os alunos, que esses são induzidos aos ideais comunistas, existindo até um movimento chamado “Escola Sem Partido“, que reúne essas pessoas. O que esse grupo precisa entender é que, o estudo científico do passado é necessário para o entendimento do presente, para o desenvolvimento da sociedade humana, para que os alunos cresçam com o pensamento crítico, que é exatamente o que a Escola Sem Partido e seus adeptos demonizam. Professores de História não buscam moldar o aluno, mas sim mostrar todos os fatos, para que ele, ao se posicionar, não se contente ao senso comum, e assim, saiba discutir, refletir e questionar criticamente a sociedade.

  75. Luciana Tolentino Arantes Martins disse:

    1° ano do curso de Pedagogia.
    Estado da Arte: educação especial inclusiva.

    Podemos dividir o histórico da educação especial, basicamente, em três fases: 1°) eram segregados e excluídos; 2°) a afirmação de que possuíam certas capacidades, mas bem limitadas; 3°) reconhecimento do direito desses indivíduos, especialmente após a Declaração de Salamanca, em 1994, que afirma que todas as crianças devem aprender juntas, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter, ou seja, caminhamos de uma exclusão para uma inclusão. No Brasil, a partir da Constituição Federal de 1988, em seu artigo 208, verificamos que o Estado deve garantir o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino, sendo esse entendimento corroborado com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996, em seu artigo 4°, inciso III.
    Em nosso país, entretanto, apesar de todos os direitos assegurados, o que ocorre na prática, não condiz com o prescrito em lei. Conforme pesquisa realizada por Nilza S. T. Leonardo em escolas públicas, verificou-se que nessas não há uma infraestrutura necessária e adequada para implantação de projetos inclusivos, bem como, há o despreparo dos professores para atender alunos com necessidades educativas especiais. Assim, a autora conclui que esses alunos apenas estão ocupando o mesmo espaço físico dos considerados “normais”, pois um ensino de qualidade que atenda as suas necessidades e especificidades ainda não foi alcançado. Logo, nós, alunos da pedagogia, devemos buscar e exigir um melhor preparo, uma maior capacitação, para que possamos lidar com as diferenças, com a diversidade de todos os alunos.
    Bibliografia:
    MIRANDA, F. D. Aspectos históricos da educação inclusiva no Brasil. Pesquisa e Prática em Educação Inclusiva, Manaus, v. 2, n. 3, jan./jun. 2019. Disponível em: Acesso em 02 jun.2020.
    LEONARDO, N. S. Inclusão escolar: um estudo acerca da implantação da proposta em escolas públicas. Psicologia Escolar e Educacional, Campinas, v. 12, n. 2, jul./dez. 2008. Disponível em: Acesso em: 05 jun. 2020.

  76. Marina Campanhã Cury Sotine disse:

    ENSINO DE REDAÇÃO: ENGAJAMENTO CRÍTICO VS. OBRIGAÇÃO ESCOLAR

    Turma: Letras Diurno

    O ensino de redação, nos ensinos fundamental e médio, tem como principal objetivo instruir o aluno a ter “opiniões de força” com clareza de pensamento em textos escritos, com possíveis ideias de intervenções para problemas da atualidade. Tomemos como exemplo o gênero dissertação-argumentativa, mais comum entre as provas de vestibulares pelo país. Em síntese, esse tipo de construção textual faz uma proposta temática, geralmente uma problemática contemporânea, a qual exige do aluno um ponto de vista bem estabelecido, articulado, de preferência, a uma citação sociocultural, mas que mantenha a neutralidade perante o interlocutor. O gênero em discussão poderia ser, portanto, para o estudante, uma maneira de se posicionar criticamente dentro da sociedade. É de conhecimento geral, todavia, o descaso de parte da nação estudantil para com essa produção (facilmente encontrado, por exemplo, em algumas provas do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, no qual, em prévias edições, alguns participantes, em vez de seguirem as proposições, escreveram hinos de times de futebol e receitas de macarrão instantâneo). Se a dissertação escolar é uma oportunidade do aluno de mostrar sua voz, por que, por vezes, prefere satirizar ou ignorar a proposta?
    No texto “Introdução ao pensamento de Bakhtin”, José Luiz Fiorin escreve que “O gênero é, assim, um produto, e seu ensino torna-se, então, normativo” (FIORIN, José Luiz. INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE BAKHTIN. 2006. p. 60). O trecho selecionado, embora não trate de maneira propriamente dita da redação escolar, traz uma colocação bastante pertinente acerca da forma que essa produção escrita é ensinada ao longo do processo educacional. “Tornar-se normativo” significa que esse tipo de texto, apesar de ser produzido por indivíduos com subjetividades em potência, acaba por, conforme a metodologia com o qual é passado, transformar-se em uma atividade automatizada, cujo principal objetivo é obedecer determinadas regras estilísticas. Com o passar do tempo, essas regras se sobrepõem ao posicionamento do aluno. Sua voz pode até ser percebida. O importante, entretanto, para definir seu futuro acadêmico, é seu timbre, a intensidade com que fala, se fala conforme a norma culta, se tem os pensamentos bem articulados. Obviamente esses conceitos têm sua importância para a construção de um texto escolar. A reflexão aqui fica a cargo de como as cristalizações da Academia suprimem as ideias dos estudantes e os desmotivam a serem produtores e emissores de conteúdo e informação. É universalmente conhecido o fato de que basta impor ao jovem alguma ordem, com certas regras, para compeli-lo à desistência. Faz-se, portanto, necessário reformular as metodologias de ensino de redação, de maneira a desenvolver uma educação mais livre, menos impositiva aos jovens. Se a juventude é o futuro, não se deve calar sua voz, muito menos aplicar meios que a faça silenciar por vontade e criação própria.

  77. Yullia Kaory Shimizu Alves disse:

    Turma: Biologia 2020
    A utilização de filmes como recurso didático no ensino da filosofia e sociologia.

    A educação não tem como único objetivo o interesse individual do aluno, muito pelo contrário,ela é o caminho pela qual a sociedade perpetua as condições da sua própria existência. Sendo assim, a escola tem que ser um ambiente de pensamentos e reflexões, usufruindo do ensino de sociologia, para trabalhar o esforço coletivo e promover o bem estar social/individual, e da filosofia, que exercita o diálogo e a investigação. Porém, em uma sociedade contemporânea, é cada vez mais difícil vencer a individualidade, promovida pelo avanços tecnológicos, as pessoas se afastam da conversa, e consequentemente, da troca de experiências. Visto o cenário de transformações na educação, o método e recursos pedagógico, deve se adaptar a realidade dos estudantes, nesse sentido, com intuito de estimular a aprendizagem ativa, o debate, e a reflexão, na era das telas, os recursos audiovisuais, são uma boa alternativa.

    - Fatores positivos da introdução dos filmes no ensino:

    José Manuel Moran diz que o filme é capaz de estimular o aluno a procurar por novos conteúdos relacionado a matéria: “É, do meu ponto de vista, o uso mais importante na escola. Um bom vídeo é interessantíssimo para introduzir um novo assunto, para despertar a curiosidade, a motivação para novos temas. Isso facilitará o desejo da pesquisa nos alunos para aprofundar o assunto do vídeo e da matéria.” Moran (1995, p. 27-35).
    Ademais, os filmes não servem apenas para o interesse escolar. Através do cinema, os alunos têm a possibilidade de conhecer e se sensibilizar com outras realidades, ou até mesmo, descobrir a sua própria situação política e social. Como bem dito por Rosália Duarte (2009, p. 73) “o cinema é um instrumento precioso, para ensinar o respeito aos valores, crenças e visões de mundo que orientam as práticas dos diferentes grupos sociais que integram as sociedades”. Sendo assim, os jovens trabalham com opiniões opostas e com a diversidade, aprendem a construir argumentos, sua personalidade, e o mais importante, empatia.
    “Pensar o cinema é pensar a imagem e o conceito, visando colocar em evidência o sentido de uma obra e sua essência. O movimento que o cinema nos leva a fazer é um movimento de pensar e reflexionar as realidades que são projetadas para nós, ou despertadas, enquanto vemos a imagem, enquanto entramos na visualização da tela e dela retiramos algo: o sentido, a esperança, a dor, o lapso ou, até mesmo, a morte. [...] O cinema narra e faz com que nos elevemos no conceito de dizer e ver o que dizer; o cinema fala e, em sua fala, nos movimenta ao espaço da imaginação e da reflexão; o cinema educa e alcança a experiência do ensino-aprendizagem.” (REDYSON, apud ALMEIDA; AGUIAR, 2010, p. 121). Conclui se assim, que a principal ajuda que os recursos audiovisuais proporcionam as práticas pedagógicas, é a motivação a reflexão e ao debate; os filmes, assim como qualquer obra de arte, é capaz de trazer conteúdos profundos e importantíssimos para a formação de um indivíduo consciente e engajado.

    - Papel da escola e dos educadores em mediar essas atividades:
    Com tudo, è importantíssimo o envolvimento dos educadores, que devem fazer com que a atividade seja a mais produtiva possível. Lembrando que as obras cinematográficas devem ser passadas com objetivo de fomentar a procura por conhecimento, debates e reflexões.

    Um primeiro ponto, é a importância dos educadores contextualizar o filme, tanto da história retratada, quanto do cenário em que foi produzido o filme: “É importante ainda situá-las na sua dimensão política na medida em que as convenções resultam de disputas no modo de ver as coisas em determinados contextos histórico-sociais.” (MARTINS, 2007, p. 04). Trabalhar o contexto faz com que os alunos liguem a ideologia e os acontecimentos da época, com o enredo, os personagens, até mesmo as escolhas de imagens e fotografia do filme. Além de que, traz a tona eventos históricos, e nos faz refletir sobre o que vivenciamos no presente.
    Outro fator importante, é a escolha do material, o conteúdo deve ser adequado aos alunos, e nesse caso deve ser pensado na individualidade de cada integrante da sala, para que todos participem da reflexão e o aprendizado seja coletivo: “Nesse sentido, o professor atua como um mediador da leitura do filme em sala de aula e, com vistas a promover a fruição e também uma análise mais eficiente desse gênero, deve dialogar com os alunos sobre alguns elementos constitutivos do texto fílmico, propondo atividades variadas para que os alunos compreendam a obra como significativa.” Thiel (2009, p. 13)

    Referências:
    COSTA, Giancarlo Marinho. A CONTRIBUIÇÃO DO CINEMA AO ENSINO DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA NAS SÉRIES DO ENSINO MÉDIO. Revista Científica Semana Acadêmica, [s. l.], v. 14, p. p.18-36, 2013. Disponível em: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/fevereiro2014/sociologia_artigos/costa_artigo.pdf. Acesso em: 29 jun. 2020.
    DOIMO, Diego Augusto; GEBRAN, Raimunda Abou. O filme como recurso didático no ensino da filosofia. EDUCERE- XII Congresso Nacional da Educação, 2015. Disponível em: https://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/17731_7587.pdf. Acesso em: 29 jun. 2020.

  78. Renan souza cordeiro disse:

    Para que possamos entender a dinâmica do estado da arte referente ao ensino dos alunos com dislexia, faz-se necessário, em primeiro momento, compreender o caráter dislexo é importante conhecer a etimologia da palavra. A palavra “dislexia” é constituída pelos radicais “dis”, que significa dificuldade ou distúrbio, e “lexia”, que significa leitura no latim e linguagem no grego, ou seja, o termo dislexia refere-se a dificuldade na linguagem. No entanto, a ideia de que se refere a um distúrbio na leitura parece ser mais consensual.
    os primeiros interessaram pelo problema do distúrbio da
    dislexia foram os oftalmologistas, que chegaram a conclusao que não são os olhos que lêem,mas o cérebro, entao foi em 1887 que a expressão “dislexia” foi criada por Rudolf Berlin, um oftalmologista de Stuttgart.
    Ele usou o termo para se referir a um jovem que apresentava grande dificuldade no aprendizado da leitura e escrita ao mesmo tempo em que apresentava habilidades intelectuais normais em todos os outros aspectos.
    De acordo com Oliveira (2013) a dislexia não é doença, é um
    distúrbio que afeta uma grande parte da população. São pessoas inteligentes, mas que precisam de um tempo maior em relação aos não disléxicos. São pessoas criativas, com uma percepção emocional avantajada, muitas vezes confundidos como hiperativos e desatentos, por não terem motivação em concentrar-se em algo que não conseguem reconhecer seu significado. porem os professores nao tem uma preparaçao para trabalhar com tal disturbio, uma pesquisa feita por um aluno da UFPB mostra que a visão dos professores da educação infantil sobre a dislexia. Para possível essa análise foi realizada uma pesquisa bibliográfica que nos possibilitou entender a dislexia e suas características gerais, mas, também se fez uso da pesquisa de campo, que nos permitiu analisar a visão dos professores da educação infantil sobre a dislexia. De modo geral, as evidências encontradas nesta pesquisa levaram a perceber que, parte dos professores participantes não compreendem a dislexia e suas repercussões na vida de uma criança e, consequentemente não conseguem propor ações que melhorem a aprendizagem do aluno em sala de aula.

  79. Natalia Francielle Ramanaschi disse:

    Desafios do ensino de história para alunos surdos

    Uma dificuldade corrente na educação de surdos, em diferentes disciplinas, mas particularmente no ensino de história, é a carência de conhecimentos prévios do aluno surdo. Devido à diferença linguística que marca a cultura surda, a inclusão destes indivíduos à cultura de massa, sobretudo aos principais meios de comunicação e informação, ocorre de forma bastante fragmentada e incompleta (AZEVEDO e MATTOS, 2017). Esta dificuldade de acesso do público surdo aos meios de comunicação e informação impacta fortemente a escola, que atua paralelamente aos conhecimentos vernaculares (HAMILTON, 2002 apud ROJO, 2009) e deles se utiliza na construção do conhecimento escolar.
    A aula de História é em sua maior parte narrativa através da oralidade e em turmas com alunos surdos torna-se um problema, uma vez que compromete sua aprendizagem podendo, inclusive, inviabilizá-la. Mesmo o trabalho dos intérpretes de Libras é insuficiente, pois a metodologia empregada pelo professor não respeita a singularidade surda (SANTOS, 2018).
    Santos (2018) aborda sua experiência através da utilização de um material conhecido como Roteiro Imagético, que inverte o uso tradicional das imagens na aula de história, na qual costumam ser apresentadas para ilustrar, exemplificar e comprovar a fala do professor e os textos utilizados. As imagens deixam assim de ser um ponto de chegada para tornar-se a partida. A aula é construída a partir de sua leitura e essa leitura, em uma outra inversão, parte das informações fornecidas pelos alunos, da descrição que fazem das imagens e dos conhecimentos prévios, alicerces da construção da aprendizagem significativa. Azevedo e Mattos (2017), também elaboraram sequências didáticas como material de apoio cada uma contendo um eixo temático sendo focada em atividades com recursos imagéticos evidenciando que a imagem é mais que uma ilustração, pois carrega informações visuais sobre o mundo formadas por sentidos simbólicos que tornam possível o conhecimento do mundo a partir dela. De maneira geral, não existe uma “receita” para a forma correta de se levar conhecimento aos alunos surdos, no entanto, é comum que todos os professores se utilizem de recursos visuais para facilitar essa aprendizagem por meio da elaboração de materiais próprios, além de um conhecimento básico de LIBRAS.

    Referências:
    AZEVEDO, Patrícia Bastos de; MATTOS, Camilla Oliveira. Ensino de história para alunos surdos: a construção de conhecimento histórico a partir de sequências didáticas. Revista PerCursos, Florianópolis, v. 18, n.38, p. 112 – 133, set./dez. 2017.
    ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. SANTOS, Paulo José Assumpção dos. Ensino de História para alunos surdos em classes inclusivas: práticas e propostas. Rio de Janeiro, 2018. Dissertação (Mestrado Profissional em Ensino de História) – Instituto de História, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018

  80. Beatriz Gois Azenha disse:

    Turma: Letras – Diurno

    O ESTADO DA ARTE DA EDUCAÇÃO SEXUAL NO BRASIL

    A temática da Educação Sexual no Brasil ressurgiu com grande força nos últimos anos, uma vez que tornou-se alvo de discussões políticas, nas quais alguns partidos afirmavam que esse âmbito do ensino trata-se de uma questão ideológica e não educacional. Tendo esse fato em vista, torna-se evidente que a maioria dos brasileiros não possui conhecimento acerca da Educação Sexual nas escolas e de suas propostas, determinadas por especialistas na área de acordo com a sua importância na formação de crianças e adolescentes. As aulas referentes a esse tema oferecidas pelas instituições de ensino, em especial as públicas, são pouco esclarecedoras, devido à falta de preparo dos professores, e regidas por preconceitos e tabus tanto dos mestres quanto dos alunos, limitações que já se iniciam no próprio ambiente familiar, criando um ciclo de desinformação. Como não há um ensino eficiente relativo à sexualidade na maioria das famílias, é de extrema relevância que a Educação Sexual entre em vigor devidamente em todas as escolas do país, posto que a falta de conhecimento gera cada vez mais dúvidas nos jovens, levando-os à experimentação inconsequente e, com isso, causando danos físicos e/ou mentais irreparáveis.
    Contrário da concepção comum, as aulas de Educação Sexual têm como principal objetivo não mostrar como se faz sexo, mas ensinar aos alunos sobre: o funcionamento biológico do seu próprio corpo e, por conseguinte, dos seus órgãos sexuais; a motivação de determinados comportamentos e pensamentos relativos à sexualidade que podem vir à tona, sejam esses em relação à identidade de gênero, orientação sexual ou até mesmo com relação ao sexo em si; o uso de métodos contraceptivos e sua importância para a prevenção da gravidez e de ISTs. Também é papel dessa disciplina alertar sobre as relações sexuais precoces, seus riscos e os cuidados a serem tomados caso já iniciadas, além de orientar sobre a problemática do abuso sexual, permitindo o reconhecimento de práticas indevidas contra os corpos dos alunos no meio doméstico, por exemplo. Todas essas informações devem ser acessíveis e adaptadas à cada faixa etária. Dessa forma, os adolescentes sairão do ambiente escolar com amplo conhecimento a respeito de seus corpos e dos cuidados que devem ter com eles, e também estarão preparados para ter, quando e se desejarem, relações sexuais seguras e conscientes. Para tanto, faz-se necessária a instrução adequada dos professores encarregados desse ensino, para que a aprendizagem seja didática, eficaz e aberta à qualquer tipo de questionamento, livre de julgamentos, deixando os alunos confortáveis, ao invés de constrangidos – normaliza-se, assim, a discussão da sexualidade e afins. Ademais, é preciso que todos sejam tratados com equidade, respeito e empatia, reconhecendo e celebrando a individualidade e as diferenças presentes em cada um dos alunos. Quando se trata de ignorância, a educação é sempre o melhor contraceptivo.

  81. Tamires Gomes Manhães disse:

    ESTADO DA ARTE SOBRE EDUCAÇÃO E SURDEZ

    Um dos pioneiros a lidar com a temática da educação e surdez foi Charles Michel de L’Épée, por volta de 1755, na França, o qual utilizava um método de aprendizagem para surdos intitulado “Sinais Metódicos”, que se dava por meio da associação de palavras às figuras estabelecendo uma relação para que os surdos daquela época compreendessem melhor a sua própria cultura, na qual estavam inseridos.
    Aqui no Brasil, a língua de sinais começou a ganhar espaço em 1857, quando Eduard Huet – ex-aluno de L`Épee – veio para o país a convite de D. Pedro II para fundar a primeira escola para meninos surdos, atualmente conhecida como INES – Instituto Nacional de
    Educação de Surd os. O INES permanece ativo, com sede no Rio de Janeiro, e trabalha com um público misto.
    A partir de 2002, podemos perceber que o cenário educacional voltado para pessoas surdas tem se modificado de modo notável, graças à oficialização da Língua Brasileira de Sinais – Libras, por meio da Lei 10.436/2002 e do Decreto 5.626/2005. Ambos os documentos possuem, dentre outros objetivos, o intuito de difundir a Libras e fomentar pesquisas na área da surdez, no entanto, há uma preocupação maior por parte do poder público em promover a garantia e o acesso pleno à educação pela pessoa surda.
    A escola, por sua vez, precisa ser inclusiva, a fim de garantir educação de qualidade a todos que queiram efetivar matricula. Com o aluno surdo não é diferente, a instituição de ensino que possui aluno surdorequisita um projetoigualitário em atendimento abrangente e alcance do desenvolvimento desse aluno, independentemente de suas
    particularidades.Sabemos que essa inclusão está longe de ser alcançada, pois ainda existem dificuldades que precisam ser superadas, uma vez que “preocupa alguns pais – de que a convivência com alunos com deficiência poderia trazer dificuldades para outras crianças sem
    deficiências. Pesquisadores e professores experientes afirmam que não há prejuízo nessa convivência”. (LIMA, 2006 p 32-33).Pesquisadores e professores experientes afirmam que não há prejuízo nessa convivência. O objetivo a ser conquistado é o da construção de uma
    educação inclusiva – inclusão esta, “que propõe modificação da sociedade para torná-la capaz de acolher a todos” (LIMA, 2006, p. 24), com a contribuição da escola, que tem que reestruturar seus espaços educativos para atender a diversidade, uma vez que o termo inclusão
    nos remete às necessidades educacionais dos sujeitos como um problema social e não apenas particular. A partir dessa constatação à educação inclusiva da pessoa surda, observa-se que “[...] a educação organiza-se de maneira a promover as diversidades humanas na medida em que as necessidades e possibilidades sociais assim o permitam[...]” (ROSS, p.275).
    Com a análise dos artigos, observa-se que as temáticas destacadas estão relacionadas com a preocupação de que o aluno surdo se sinta inserido dentro do espaço educacional e da sociedade. Diante deste panorama, a inclusão aparece de forma preocupante, pois sua
    problemática em relação à identidade do surdo e sua inserção na sociedade ouvinte é um ponto que necessita de discussão, tendo em vista a base linguística oral predominante,majoritária e excludente.

  82. Roberto Oliveira disse:

    Letras: Diurno
    Estado da Arte:O ensino da cultura nas escolas.
    Após o tema da redação do Enem de 2020, sobre “A democratização do acesso ao cinema no Brasil”, notou-se a urgência em abordar assuntos relacionados a cultura nas escolas, principalmente, no ensino médio. Esse conteúdo é pouco explorado, graças a voracidade em aprender fórmulas, decorar macetes para o vestibular e a falta de incentivo à produção cultural no nosso país. O aluno possui um repertório insuficiente, e muitas vezes carece de representações nacionais, tendo em vista o foco na produção de países desenvolvidos. No caso do cinema, por exemplo, pouco se estuda sobre o impacto de produções brasileiras, e de como a indústria do audiovisual é importante para a economia e para a formação da identidade de um país.
    O que é cinema? Para que serve? Como torná-lo acessível e democrático? São algumas das questões que podem surgir. Por isso, é imprescindível que esse assunto seja abordado em salas de aula através da sociologia e da filosofia. O acesso a cultura é um direito garantido pela constituição, entretanto, pouco se discute sobre sua relevância na sociedade. Cultura é uma união complexa de crenças, moral, arte, além de hábitos e costumes adquiridos pelas pessoas, está em quase os âmbitos de nossas vidas. Sua reflexão é extremamente pertinente para a formação do aluno.

  83. Lara Maria Biancheti disse:

    ESTADO DA ARTE DOS ESTUDOS DE PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS

    Com o aumento na expectativa de vida da população, aliado ao crescimento exponencial dos custos médico-hospitalares, a sociedade necessita vencer novos desafios, através do desenvolvimento de novos conhecimentos científicos e de novas tecnologias que resultem em modificações importantes no estilo de vida das pessoas. Um dos principais desafios impostos é envelhecer bem, para que esses anos de vida a mais sejam de prazer e não dor. A nutrição correta e balanceada vem como um fator de extrema importância para que este fim seja alcançado. Dentro deste contexto, existem os alimentos chamados funcionais (que promovem além da nutrição básica, a saúde), sendo os probióticos e prebióticos parte deles.
    A definição atualmente aceita para probióticos é que eles são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro (quem ingere). Eles apresentam uma influência benéfica na microbiota intestinal humana, contribuindo com o aumento da resistência contra patógenos. Já o prebióticos são componentes alimentares não digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro, por estimularem seletivamente a proliferação ou atividade de populações de bactérias desejáveis no cólon. Adicionalmente, o prebiótico pode inibir a multiplicação de patógenos, garantindo benefícios adicionais à saúde do hospedeiro. As bactérias mais utilizadas para dietas e tratamentos utilizando probióticos e prebióticos são as pertencentes aos gêneros _Lactobacillus_ e _Bifidobacterium_ e, em menor escala, _Enterococcus faecium_.
    A microbiota intestinal exerce influência considerável sobre série de reações bioquímicas do hospedeiro. Paralelamente, quando em equilíbrio, impede que microrganismos potencialmente patogênicos nela presentes exerçam seus efeitos patogênicos. Por outro lado, o desequilíbrio dessa microbiota pode resultar na proliferação de patógenos, com consequente infecção bacteriana. A correção das propriedades da microbiota autóctone desbalanceada constitui a racionalidade da terapia por probióticos.
    Os benefícios à saúde do hospedeiro atribuídos à ingestão de culturas probióticas que mais se destacam são: controle da microbiota intestinal; estabilização da microbiota intestinal após o uso de antibióticos; promoção da resistência gastrintestinal à colonização por patógenos; diminuição da população de patógenos através da produção de ácidos acético e lático, de bacteriocinas e de outros compostos antimicrobianos; promoção da digestão da lactose em indivíduos intolerantes à lactose; estimulação do sistema imune; alívio da constipação; aumento da absorção de minerais e produção de vitaminas. Embora ainda não comprovados, outros efeitos atribuídos a essas culturas são a diminuição do risco de câncer de cólon e de doença cardiovascular. Alguns efeitos atribuídos aos prebióticos são a modulação de funções fisiológicas chaves, como a absorção de cálcio e, possivelmente, o metabolismo lipídico, a modulação da composição da microbiota intestinal, a qual exerce um papel primordial na fisiologia gastrintestinal, e a redução do risco de câncer de cólon.

    • Sandra Aparecida Candido disse:

      O estado da arte sobre o analfabetismo no Brasil

      Apesar da melhoria do acesso ás escolas ,nos últimos 53 anos em diversos Países ,ainda existem em todo o planeta 750 milhões de jovens e adultos que não sabem ler ou escrever.
      Se todas essas pessoas morassem em um único País ,a população só seria inferior a da China e da Índia que tem cada uma mais de 1 bilhão de habitantes.A nação hipotética do analfabetismo tem mais do que o dobro de toda a população dos Estados Unidos.Nesse contingente ,duas de cada três pessoas que não sabem ler são mulheres.
      Ainda segundo a Unesco,o problema do analfabetismo perdurará por muito tempo,em 2018 , 260 milhões de adolescentes não estavam matriculados nas escolas.De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade,se todos residissem na mesma cidade , este lugar só seria mais populoso que São Paulo.
      A taxa do chamado ” analfabetismo absoluto ” no Brasil é de 6,8%. Como ocorre com os dados internacionais,o analfabetismo o percentual não atinge a todos da mesma forma.Na análise por cor ou raça,em 2018 , 3,9% das pessoas de 15 anos ou mais – de cor Branca -eram analfabetas enquanto o percentual entre a população negra é mais que o dobro,chegando a 9,1%.
      No Brasil ainda existe a concepção de que os menos favorecidos não tem condições de aprender,devendo aceitar que são a mão de obra pesada e barata do país,estando ás margens da piramide social.
      o analfabetismo ainda é preocupante pela questão da exclusão social do que é ser uma pessoa analfabeta seria importantíssimo se o País chegasse a erradicar o analfabetismo
      Embora o País venha registrando redução na taxa de analfabetismo,os pesquisadores apontam que essa queda acontece em um ritmo lento . O Plano Nacional de Educação ( P N E )estabelece metas em relação a alfabetização,e determina que o país erradique o analfabetismo até 2024.Para que essa meta seja alcançada dependemos do que propuserem a fazer em termos de políticas públicas,mas sabemos que o desafio é grande,porque as quedas do ( índice de analfabetismo ) são pequenas ao longo do tempo.se projetarmos a queda nesse ritmo vai ser difícil chegar aos números desejados.
      Ainda há uma heterogeneidade das regiões,porque a região Centro- Sul já atingiu a meta intermediária(P N E ),mas o norte e Nordeste ainda não atingiu nem essa meta.
      Os desafios para reduzir o analfabetismo em cada região são diferentes.

  84. Gabrielle Ferreira Neves disse:

    Turma: Biologia

    LGBTfobia no ambiente escolar

    Apesar da pauta LGBT estar ganhando mais notoriedade e sendo discutida a cada dia, a realidade dos membros dessa comunidade continua cercada de violência, tanto verbal quanto física, que pode levar a baixa autoestima, exclusão, abuso de substâncias e até mesmo ao suicídio.
    A escola, como espaço instrutivo e de formação de sujeitos e identidades, tem o dever de ser um ambiente acolhedor para toda a diversidade que ali convive, mas, na prática, não é o que ocorre. Pesquisas revelam que mais de 70% dos estudantes LGBTs sofreram homofobia na escola e 42% dos educadores homossexuais sofrem preconceitos dentro da sala de aula.
    Segundo Piovesan (2009), “Ao longo da história as mais graves violações aos direitos humanos tiveram como fundamento a dicotomia do ‘eu’ versus o ‘outro’, em que a diversidade era captada como elemento para aniquilar direitos”.
    Todas as ações presentes no ambiente escolar são reflexos do que está no mundo exterior, que segue e impõe o padrão heteronormativo, em que o que é visto como “normal” é apenas a relação (romântica e sexual) entre homens e mulheres (sendo ambos cisgêneros), deixando de considerar toda a pluralidade existente em nossa sociedade e, assim, aniquilando seus direitos enquanto seres humanos.

    A falta de informação dentro da sociedade é o que gera tamanho impacto. Para combater isso, a princípio se faz necessário que seja atribuída mais importância a Educação Sexual, que deve ser ministrada nas instituições de ensino, além de ser passada aos pais/familiares/conhecidos que não tiveram ou tiveram pouco acesso ao conhecimento. Também é necessário que educadores sirvam como mediadores de conflitos, procurando possíveis resoluções para casos de discriminação e bullying no ambiente escolar.
    Deve-se propiciar o reconhecimento e o respeito da diversidade sexual e da expressão de gênero, para que as pessoas possam se relacionar melhor com si mesmas e com os outros. Além disso, a Educação Sexual irá tratar de temas como gravidez na adolescência, aborto e DSTs, que também necessitam de extrema atenção. Portanto, conclui-se que a Educação é um elemento essencial para que possa ocorrer a mudança.

  85. Camili Alves Quatroqui disse:

    Estado da Arte sobre as dificuldades do ensino de Sociologia dentro da educação brasileira e dentro do sistema capitalista.

    A introdução do ensino e aprendizagem no geral, em formatos pedagógicos, no Brasil, aconteceu em 1549 com a colonização imposta por Portugal e com a chegada dos jesuítas. As concepções pedagógicas foram mudando ao longo do tempo até se depararem com a Escola Nova, que abriria espaço para as concepções renovadoras deixando as tradicionais para trás. Nitidamente, a educação não era laica porque estava inevitavelmente inserida em um contexto religioso e o que era disseminado dentro dos colégios jesuítas era o que a Igreja desejava, a aculturação dos povos indígenas e, mesmo com as mudanças, o ensino nunca saiu debaixo do olhar religioso. Desse modo, desde a inserção dos métodos educativos no Brasil, existe uma base que diz muito sobre o que deve ser ensinado para os educandos. A Sociologia foi introduzida no século XIX com Auguste Comte e Émile Durkheim, fundador do método sociológico, e o ensino de Sociologia foi inserido no final da década de 1920 como uma disciplina escolar, atribuindo ensinos tanto da Escola Nova quanto ensinos de concepções tradicionais e religiosas da Igreja Católica. Assim, a Sociologia sempre foi necessária para a compreensão dos comportamentos da sociedade e dos indivíduos e como eles estão ligados a outras áreas e meios sociais. Por esse mesmo objetivo de entender a sociedade, o ensino da Sociologia na educação brasileira sofre dificuldades e alterações em relação a sua obrigatoriedade no currículo escolar desde sempre porque este desafia e questiona muitos valores morais. O que deseja estar subentendido, mas está muito explícito, é a ameaça que o ensino e estudo social, comportamental, econômico etc significa para o sistema capitalista em que a sociedade brasileira está inserida. Devemos nos perguntar por que a Sociologia vive sob um perigo constante de ser extinguida no ambiente escolar e por que a mesma não é abordada na educação infantil.
    Como foi dito antes, a Sociologia estuda o comportamento social e individual fazendo ligações destes com outras áreas e esse estudo implica no questionamento. A necessidade do estudo comportamental dentro de uma civilização implica que há problemas sociais que precisam ser criticados, precisam ser repensados. Tomemos como exemplo a cidadania. De forma superficial, quando a Sociologia estuda a cidadania ela aborda temas como pessoas em situação de rua e a exclusão social. Uma vez que os indivíduos passam a entender a cidadania e como ela obriga todos os seres humanos a terem um teto e serem incluídos na sociedade, eles começam a se questionar por que há pessoas em situação de rua? Por que existem tantos imóveis e terrenos inabitados? Por que as pessoas que não possuem casas não habitam lotes vazios? Nesse ponto, o MST ou MTST, por exemplo, começa a ser introduzido para os alunos e eles começam a entender o ponto de vista das ocupações de fazendas improdutivas e das periferias. No entanto, esse conhecimento é uma grandessíssima ameaça para o sistema capitalista e para as suas formas de exploração e lucro. Quando cada indivíduo toma um espírito revolucionário para si e se juntam em grandes grupos os sistemas exploratórios ficam fracos e veem a extinção da Sociologia, fonte de revoluções e questionamentos, como uma saída. Essa é apenas uma das milhares razões do ensino de Sociologia sofrer tantas dificuldades na educação brasileira. Se cada indivíduo percebe a exploração em que está sendo submetido, o sistema entra em crise e essa crise só poderia ser proporcionada pelos questionamentos e pensamentos que a Sociologia instiga. “Trabalhadores do mundo, uni-vos, vós não tendes nada a perder a não ser vossos grilhões.”

  86. Maria Laura Viudes Pedrin disse:

    Curso de Licenciatura em Letras – Diurno.

    O Estado da Arte da produção acadêmica sobre o ensino de Sociologia.

    A implementação do ensino de Sociologia como disciplina obrigatória na Educação Básica se deu de maneira recente, sendo o período de 1990 de maior mobilização a favor da reiteração da disciplina nos ensinos Médio e Superior. A partir dos anos 2000, ocorre um crescente número de iniciativas a fim de promulgarem o conhecimento sobre cursos de bacharelado e/ou licenciatura em ciência sociais, assim como a produção de diversos artigos científicos e acadêmicos. Partindo desse princípio, foram criadas políticas visando o aumento de docentes de Sociologia, que receberam apoio do governo federal e foram aderidas em universidades ou faculdades de educação. Igualmente, ocorre um crescimento de espaços para a discussão e repercussão de grupos a favor do ensino de Sociologia, como o Grupo de Trabalho “Ensino de Sociologia”, que surge em 2005, juntamente ao Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) e o a realização do Encontro Nacional sobre Ensino de Sociologia, também pela SBS, por meio de sua Comissão de Ensino, ocorrendo pela segunda vez em 2011.

    No entanto, apesar de todas as inciativas e mobilizações de entidades representativas a favor da implantação da disciplina como parte obrigatória da grade curricular das escolas, alguns estados não obtiveram êxito, gerando uma mobilização maior por parte de professores e até mesmo de alguns atores diretamente ligados à prática do ensino. Desse modo, se forma uma comunidade científica com o intuito de debater sobre a influência dessa temática na produção acadêmica sobre o ensino de Sociologia. Dentre os estados que apresentam maior concentração de produção acadêmica de Sociologia estão São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto os que apresentam menor são Ceará e Rio Grande do Norte, em função de condições socioeconômicas, razões histórico-institucionais e formação de professores. A problemática envolvendo a discrepância do ensino de Sociologia pelo país permanece uma incógnita educacional, não sendo possível compreender como todo o engajamento social com questões relacionadas à essa disciplina não foi suficiente para forjá-la como um objeto de estudo das ciências sociais.

    Referências:
    HANDFAS, Anita. O ESTADO DA ARTE DO ENSINO DE SOCIOLOGIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: um levantamento preliminar da produção acadêmica. Inter-Legere, Faculdade de Educação/UFRJ, nº 9, p. 386 – 400, 23 out. 2013.

  87. Mariana dos Santos Fonseca disse:

    Turma de Letras, primeiro ano.

    A DIFICULDADE DO ENSINO DE HISTÓRIA NAS ESCOLAS PÚBLICAS

    Segundo o artigo 26 da declaração Universal dos Direitos Humanos, todas as pessoas possuem o direito de acesso à educação pública e gratuita, desta forma, faz necessária a garantia desse acesso à população. Sabe-se desses direitos graças a escrita da história, estudo no qual é essencial para a formação do ser humano na sociedade, podendo transforma-lo em um ser pensante e atento as situações de seu país, tomando-a como base para decisões futuras para o bem de sua pátria. Com essa matéria o aluno, tanto do fundamental quanto de nível médio, conhece os erros e acertos do mundo ao longo de todos os séculos, desde a criação.
    O currículo do Estado de São Paulo, estado no qual nossa cidade São José do Rio Preto faz parte, apresenta algumas temáticas a serem abordas e determinado tempo para essas aulas, que muitas vezes não são suficientes para contemplar todo o assunto, mas que foram essenciais para a aprendizagem dos alunos. Nos últimos 5 anos o governo federal tenta diminuir as aulas desta matéria (além de filosofia e sociologia) e seus recursos, trazendo consigo o empecilho ao um ensino de qualidade nas escolas públicas, enquanto que nas escolas privadas ainda existe uma ênfase no conteúdo. Essa situação incide qualitativamente diminuindo o espaço para o pensamento crítico e debate social na disciplina, acarretando a manutenção do sistema político social vigente.

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