Problematização: Pedagogia, Letras e Biologia

On abril 29, 2020, in SocioEdu1, by Fábio Fernandes Villela

(Archigrams: Prints of Modern Architecture Icons that Inspire)

Queridos alun@s, bom dia!

Esta é a área para a postagem da Produção de Texto sobre o Estado da Arte (SEA). O aluno deverá postar individualmente uma pesquisa livre (internet, livros, textos, google drive da disciplina, etc.) sobre o Estado da Arte da produção científica sobre o “ENSINO” de Sociologia, História ou Filosofia (temática livre para o aluno escolher), onde será avaliada a capacidade de pesquisa, leitura, interpretação, articulação dos textos da disciplina. A pesquisa é livre, não tem texto específico no Google Drive da disciplina. Estado da Arte é o nível de desenvolvimento em que se encontra, em um momento determinado, uma disciplina, técnica, ciência, etc. OBS: É para PESQUISAR e escrever somente 2 parágrafos. O aluno pode consultar os seminários já realizados anteriormente no Google Drive da disciplina: “SEMINÁRIOS” para ter uma base para a escolha da temática.

É comum encontrar a expressão “Estado da Arte” em teses acadêmicas, seja como parte da introdução ou no capítulo seguinte, que se destina a documentar o que está a ser feito atualmente no campo em estudo. Esse é um capítulo fundamental para explicar os acréscimos da tese ao estado de conhecimento atual. Conforme Ferreira (2002) as pesquisas conhecidas pela denominação “estado da arte” ou “estado do conhecimento” parecem trazer em comum o desafio de mapear e de discutir certa produção acadêmica em diferentes campos do conhecimento, tentando responder que aspectos e dimensões vêm sendo destacados e privilegiados em diferentes épocas e lugares, de que formas e em que condições têm sido produzidas certas dissertações de mestrado, teses de doutorado, publicações em periódicos e comunicações em anais de congressos e de seminários.

Bom trabalho a tod@s!

Leitura Complementar

FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. As pesquisas denominadas “estado da arte”. Educação & Sociedade, São Paulo, ano 23, n. 79, p.257-272, ago. 2002.

Link: http://www.scielo.br/pdf/es/v23n79/10857.pdf

ROMANOWSKI, Joana P.; ENS, Romilda T. As pesquisas denominadas do tipo “estado da arte” em educação. Revista Diálogo Educacional, vol. 6, núm. 19, setembro-dezembro, 2006, pp. 37-50, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Paraná, Brasil.

Link: http://www.ufpb.br/evento/index.php/18redor/18redor/paper/viewFile/2192/648

RIBEIRO, D. L. G. DA; CASTRO, R. C. A. DE M. Estado da arte, o que é isso afinal? Anais do III Conedu – Congresso Nacional de Educação, p. 1–10, 2003.

Link: http://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV056_MD1_SA4_ID9733_15082016120453.pdf

23 Comentários “Problematização: Pedagogia, Letras e Biologia”

  1. João Pedro Pópoli Basso disse:

    Para entender a dinâmica do estado da arte referente ao ensino de Sociologia, faz-se necessário, em primeiro momento, compreender o caráter intermitente da disciplina na história da educação Brasileira e as razões que levaram à ocorrência de tal falto. É importante destacar que a instabilidade da Sociologia dentro da Educação Básica se deu por razões que se distanciam do argumento simplista de que a criticidade da disciplina seria seu principal algoz, apontando que a Sociologia, na maioria dos casos, foi retirada das bases curriculares por ser entendida como desempenhando um papel indefinido na formação do aluno, sendo desnecessária na execução de uma educação mais orgânica, resultadista e pareada com a Pedagogia Tecnicista, como no contexto da ditadura militar e na elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1961, ano em que o país tinha como modelo político uma democracia. Vale ressaltar, também, que a Sociologia pode ainda desempenhar um papel conservadorista, como evidenciado no primeiro Manual de Sociologia elaborado em 1926 para o ensino da disciplina no Brasil. Com as várias reformas educacionais ocorridas no país, destacam-se as diversas inserções (ou reinserções) e retiradas da Sociologia da base curricular nacional, como nas reformas Constant e Campos, nas quais a Sociologia se fazia presente, mas em caráter elitista, e na reforma Capanema, ocorrida em 1942, responsável por desconfigurar a Sociologia como uma disciplina obrigatória. O retorno da Sociologia se iniciou de forma parcial e frágil, com a retomada da disciplina em estados específicos após o fim da ditadura militar e da tecnificação do ensino médio. Cita-se a valorização da Sociologia na época, categorizando essa ciência como um dos pilares para a redemocratização do país. Apesar disso, a Sociologia só foi reintroduzida em âmbito nacional em 2008, com o advento da Lei n° 11.684/08.
    No que se refere ao estado da arte no Ensino de Sociologia na Educação Básica, podemos, com base em dados apresentados por Handfas e Oliveira, explicitar o provável caminho a ser trilhado continuamente por essa área das Ciências Sociais. Segundo Oliveira (2013), “Os próximos capítulos que serão escritos sobre o Ensino de Sociologia na Educação Básica possuem grandes desafios pela frente, que tangenciam os diversos modelos de formação de professores, e a própria necessidade de compreender esta formação como prioritária junto aos Departamentos de Ciências Sociais; bem como a demanda de desenvolver um debate mais sistematizado em torno das metodologias de ensino específicas desta ciência, das possibilidades de utilização e elaboração de material didático, além de uma reflexão contínua sobre as finalidades do Ensino desta ciência na Educação Básica.” Dentre as produções analisadas por Handfas, que englobavam 41 dissertações de mestrado e duas teses de doutorado, pode-se visualizar seis temas principais, sendo estes: (1) currículo; (2) formação do professor; (3) concepções sobre a sociologia escolar; (4) institucionalização das ciências sociais; (5) trabalho docente; e (6) práticas pedagógicas e metodologias de ensino. Este último tema, por sua vez, apresentou-se como o mais explorado em pesquisas num intervalo de tempo que compreendia de 1993, ano em que foi encontrado a primeira dissertação sobre a temática, até 2012. A razão dos cientistas da área se debruçarem tanto sobre esse assunto pode ser facilmente compreendida pela constatação do fato de que a Ciência Social é extremamente recente quando comparada às outras já consolidadas dentro da Educação Básica. Somado a isso, temos a intermitência da Sociologia dentro da educação Brasileira, o que nos permite concluir que a disciplina ainda não teve a possibilidade, devido a seu curto período de atuação, de se firmar em seus preceitos teóricos e práticos. Outro fato, ainda, seria o de que a esmagadora maioria dos pesquisadores envolvidos nessa temática já desempenharam funções como professor, estudando, muitas vezes, seus próprios casos pessoais. É importante salientar, finalmente, a dicotomia encontrada entre os programas de pós-graduação em Educação e Ciências Sociais quando em relação a publicações de dissertações e teses envolvendo a Sociologia da educação. Esse fato se deve, principalmente, à Reforma Universitária ocorrida em 1968, que separou os cursos das faculdades de Filosofia, Ciências e Letras, ocasionando na segregação dos estudos relacionados à pedagogia e no agravamento do quadro de declínio da Sociologia no contexto educacional. O desinteresse por parte dos cientistas sociais nesta área se tornou ainda mais visível a partir da autossuficiência dessas pesquisas nos programas de pós-graduação em Educação, o que apenas reafirma o pressuposto da “causação circular”, proposto por Gouveia em 1992. Handfas propõe, no entanto, a partir da análise do número de trabalhos que ainda serão publicados, uma nova equiparação numérica de produções entre as duas pós-graduações, como em 2006, ou ainda uma inversão inédita desse quadro, no qual, pela primeira vez na história, as pesquisas dessa temática seriam mais numerosas nas pós-graduações de Ciências Sociais do que nas de Educação.

  2. Lorenza Imiane Ramos disse:

    Sabemos que a sociologia tem uma grande contribuição para o desenvolvimento de um indivíduo, por meio dela podemos entender como se constituem as sociedades humanas e quais são os valores morais e éticos desenvolvidos por cada um, começamos a olhar de forma crítica e investigativa o modo que nossas ações interferem o meio em que vivemos. Contudo, a sociologia nem sempre esteve presente na educação básica, a disciplina só começou a ter obrigatoriedade nos três anos do ensino médio com a entrada em vigor da lei nº 11.684 em junho de 2008, durante o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. O Parecer CNE/CEB nº 38/2006, aprovado em 7 de julho de 2006 reivindicava a obrigatoriedade da disciplina afirmando que o conhecimento do componente curricular é necessário ao exercício da cidadania e que a sociologia também auxilia o aprimoramento individual, a formação ética, o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico assim como os demais componentes curriculares que já eram obrigatórios.
    As mudanças após essa lei não foram tão satisfatórias, pois nosso país não possuía professores aptos a lecionar essa disciplina, assim muitos professores que lecionavam outros componentes curriculares se adequaram e começaram a ensinar também sociologia. Para intervir nessa situação, foi publicado o Parecer nº 8/2008 do CNE com o objetivo de criar programas emergenciais de curta duração em segunda licenciatura para professores em exercício na educação básica. Atualmente, existem muitos professores formados em sociologia e a disciplina está familiarizada para a maioria das pessoas. Nas redes estaduais de ensino básico de nosso estado são abordados vários assuntos com o objetivo de desenvolver o senso crítico dos alunos e apresentar propostas de intervenção social que resultem em melhorias na sociedade. Segundo o caderno do aluno do estado de São Paulo de 2020, alguns conteúdos apresentados no ensino médio são: o que é a sociologia, quais são os métodos que ela utiliza em seu trabalho e quem são os sociólogos; o que é a vida em sociedade; o que significa diversidade social; como se dá construção identitária dos jovens; a importância da participação política e quais são direitos e deveres no exercício da cidadania.

  3. Laura Cristina Nogueira Dias disse:

    TURMA DE PEDAGOGIA (1º SEMESTRE)
    A sociologia faz parte do conjunto das ciências humanas e ela é muito importante para entendermos as pessoas e o mundo. Ela tem como objetivo estudar e entender as formações sociais, as comunidades para buscar e apresentar propostas sociais que tenha como visão as melhorias na sociedade. No Brasil, a sociologia era praticada em temas relacionados às classes trabalhadoras; em 1960 esteve presente no processo de industrialização, na questão da reforma agrária e nos movimentos sociais, mas a partir de 1971 durante o período da ditadura militar, a sociologia foi banida do ensino secundarista. No entanto, após 40 anos, a sociologia e filosofia foram novamente incorporadas ao ensino médio, se tornando disciplinas obrigatórias nos três anos do ensino médio, em junho de 2008 em vigor com a Lei nº 11.684. Quando foram banidas do currículo escolar foram substituídas por educação moral e cívica. Com a obrigatoriedade das disciplinas no ensino médio, os professores tiveram que aprimorar seus conhecimentos, com isso o Parecer nº 8/2008 do CNE criou a chamada segunda licenciatura, voltada especificamente para o atendimento de professores que estão lecionando disciplinas para as quais não têm a graduação específica, assim foram disponibilizados cursos para que os professores aprimorassem seus conhecimentos porque até então não tinham especialização para lecionar essas duas disciplinas.
    A sociologia é muito importante no currículo escolar porque ela ajuda os alunos a terem o conhecimento do que são direitos e deveres do cidadão, a como viver em sociedade, a entender a visão de cada sociólogo, entre outros. Além disso, a sociologia estuda outros aspectos sociais como violência, globalização, êxodo rural, consumo e a organização das cidades. A sociologia ajuda o ser humano a viver em sociedade e a exercer o seu papel nela e também a observar as transformações sociais e as consequências que essas trazem. Enfim, a sociologia é importante para o mundo atual pois ela contribui para compreendermos os problemas sociais e como podemos buscar soluções através da nossa reflexão e debates.

  4. lucas barboza disse:

    * Problematização(estado da arte ), como referencial analítico e observatório de interpretação da objetificação do estudo, esclarecido como modismo social.

    Podemos esclarecer em princípios analíticos e elucidatórios as representatividades e convenções relacionadas e traçadas em princípios e olhares do populismo e da massificação de conceitos e ideais filosóficos e sociológico em todas as partes e folhetins de mídias sociais ou mesmo postagens eletrônicas com frases instigantes e revigorantes , ou mesmo manifestações intelectuais em programas de televisão aberta para a massa populacional , ou também vídeos distribuídos com vários acessos simultâneos como as denominadas lives, verdadeiras figuras em termos quase eclesiásticos, em que também visualizamos termos e ilustrações de cunho acadêmico repassado para editoras de grande porte como sucesso de vendas e tiragens de e-books ou mesmo o acesso à cursos da evocação positivista do século xix , com u imenso recorde visualizações e inscrições online, mas agora você deve estar me perguntando o nosso querido país se tornou uma potencialização educadora, acadêmica e principalmente intelectualizadora. Pois bem, visualizamos esta seguinte situação de um coating explicitando sua capacidade individualista e egocêntrica de obter produtividade e evolução no período mais fúnebre e catastrófico de nosso humilde e triste história brasileira, ou mesmo uma palestra destes então filósofos, sociólogos pop star redigindo uma palestra que irriga profundamente nossa alma no retrato desigualitário social, mas quando na realidade todos estão pensando como vão pagar o ingresso da palestra; ou até mesmo o retrato retaliação acadêmica retirando temáticas conceituais de contexto, mas o tema da sagrada vídeo aula é sobre honestidade recíproca, acho que escolheram mau o tema; são figura e ilustrações como estas que nos denotam o pseudointelectualismo , criado por instituições e indivíduos para primeiramente o benefício e bem feitorias próprias e a sua estabilização materialista, a final todos somos filho do coating, nós merecemos, o ainda em critérios de aprofundamento acadêmico, em que realizam a usurpação de conceitual e temática de ideais préviamente concebidos e retirados de contexto pra a alterar sua trajetória e transformar o robusto conteúdo elucidante e acadêmico em lembretes de auto-ajuda para serem repassados no zap, mas a verdade é que atualmente todos são filósofos e sociólogos , pois todos tem seu mantra de produtividade ,honestidade , organização, individualismo estrutural, responsabilidade , são todos ciadões inativos não representativos e fixos em suas linda e colorida casa rodeada por wifi e consumindo a sabedoria da imobilidade produtiva ou podemos denominar escravização pop, em que sobrinhos, avós, pais e parentes familiares em geral do seu município, estado e país, ou seja todos estamos m uma imensa acadêmia em que os professores nos escravizam e chibateiam com a sua ignorância intelectual , mas mesmo assim insistimos no conteúdo mazoquista, em que todos se preocupam com a próxima mensagem de auto-ajuda do dia e não percebem que seus coatings só alargaram a dimensão do seu próprio umbigo, e todos ão saem do lugar ou das telas e palestras se ocupando e vivênciar o seu mesmo retrato toda vez , mas com fotógrafos diferentes e reveladores da alienação sempre iguais ou igual , ou seja por que não fazer a massa populacional pensar que a sabedoria virou uma epidemia, quando já foram infectados por tamanha ignorância que não se quer perceberam que o cruzeiro navegante era apenas um carrocel de parque, ou mesmo uma brincadeira canina de correr atrás do próprio rabo, em nós fazemos apenas uma indagação sagrada e sábia digna de um verdadeiro coating,ou seja desta vez não tem petisco.
    Podemos esclarecer acerca do enunciado analítico e observatório que a representatividade do pseudointelectualismo ou modismo social transformando ilustrações, conceitos, conhecimentos e ideais desconexos para a massificação popular do auto-ajudismo estagnatório do pensar , ou seja realizando a estruturalização de um falso conhecimento marqueteiro e estagnatório individualista para ser retratado como o conhecimento acadêmico filosófico e sociológico formal , ou seja, credenciando um pensamento com bases exploratórias e escravistas por meio de mídias sociais , além do poderil ideológico mental do enriquecimento acadêmico , ou seja em que todos pensam permear na palma da primeira palestra milionária, ou seja referenciado um batalhão populacional de mentalidades fixas e imóveis enobrecidas por seu caráter racionalista de bêbado, ou seja se equilibra da sarjeta acreditado que está andando e se movimentando , mas realmente já está caído e desmoralizado sempre no meso lugar de alguma esquina ou cruzamento verdadeiramente e honradamente patriota;mas entre nós cidadões imóveis por natureza este mesmo batalhão ridiculariza a fonte primária de seus argumentos racionalizantemente alienados , mas que em seus primórdios surgiu em catálogos , amostras e referencias acadêmicos , na qual hoje é ridicularizada e especificadamente envergonhada em ver conceitos e argumentos enovelados em aprardigmas alienatórios da cegueira atacarem e humilharem uma instituição baseada no pensamento elucidatório anti-alienante, ou seja principalmente as humanidades , ou seja princípio da elucidação humana e referencial esclarecido sobre princípios globalizantes e verdadeiramente de conhecimentos concretos, de uma sociedade brasileira que insiste em apedrejar, boicotar e até mesmo ignorar a concretude da significação de sua vivência e assim mostrar o sol do esclarecimento platônico, nós nos fazemos o seguinte questionamento; por que os maconheiros universitários estão na nossa caverna, certamente desfrutar do ópio com suas piranhas, só pode.com isso a universidade como uma totalidade se distanciou das causas, manifestações e representatividades sociais de anti-estagnação, ou seja espaço ocupado elo pseudoconhecimento mas com o referencial de manter todos bem atentos às movimentações e secreção de nossos poros , uma consequência clara de olhar muito ao nosso próprio umbigo,pois desa maneira o conhecimento acadêmico e a sua intelectualidade pura e se frustou apenas em sua própria bolha não ocupando espaço algum e sem funcionalidade aparente ao sensu comum, ou seja estabelecemos em princípios racionalizantes e analíticos , em fatores tão estruturados que caímos na armadilha mais simples, ou seja somos as cinzas de uma fogueira antigamente acesa na caverna, mas é muito trabalho pra acender de novo, por isso ficamos no escuro com todos que é muito melhor até aconchegante;por fim entraremos na essência desta escuridão ou consequências destas cinzas na sala de aula universitária, ou seja em que como todo bom aluno brasileiro debate e provocação é caso de apedrejamento público do professor, ou mesmo representatividade e manifestação de ideias opostas é militância corporativa, ou até agrupamentos de ideais se forem diferentes e opositores não utilizam jogam fora como o ato vulgar de cuspir, ou seja transformando mantras pop do pseudoconhecimento em dógmas acadêmicos irrefutáveis , principalmente para o professor que se torna refém de indagações estudantis modistas e estagnantes , ou seja o professor é submetido a um sequestro mesmo se ser préviamente avisado,ou seja o que me dá mais prazer em assoprar as cinzas resultantes para bem longe e e os seus fósforos meus caros professores, está dando uma preguiça de acender.

  5. Rebeca Silva Guimarães disse:

    Educação à margem
    As escolas públicas são umas das instituições sociais mais importantes que existem, e, desde sua idealização, houve um grande consentimento acerca de uma renovação no ensino e de um modelo de escola elementar direcionado para a escolarização em massa, entretanto, mesmo diante do acolhimento desse sistema de ensinamento, ainda há dificuldades a serem enfrentadas (como o fato de a grade curricular ser engessada, assim, não concedendo autonomia aos professores), para que haja um ensino de qualidade e não ocorra essa distinção gritante entre as classes sociais, que é tão comum.
    Nota-se que a educação se encontra diretamente ligada à democracia e à cidadania, portanto, “[...] é sabido que as escolas teriam uma contribuição específica a dar, como agências de formação do horizonte intelectual dos homens.” Diante disso, “Cabia à lei fixar certas condições, que assegurassem duas coisas essenciais: a equidade na distribuição das oportunidades educacionais; a conversão das escolas em instituições socializadoras, pondo cobro ao divórcio existente entre a escolarização e o meio social.” (FERNANDES, Florestan. Educação e sociedade no Brasil. São Paulo: Dominus/Edusp, 1966. p. 537).

  6. Dienifer Cristina de Souza Simionato disse:

    A Importância do Convício Social

    O convívio social é o que faz o ser humano, por exemplo, na infância, é o nosso convívio social que nos faz começar a formular as primeiras frases, é o que nos faz criar nossos ideais, é com o convívio social que a gente aprende as regras morais, também é com ele que aprendemos a ter ética, ou não. Enfim, é ele que faz do ser humano quem ele é, até porque, querendo ou não, somos influenciados pelas pessoas se deixarmos.
    Pesquisas mostram que o convívio social faz bem para a saúde, A vida em grupo possibilita crescimento, aponta oportunidades, consola nos momentos difíceis. Os psicólogos afirmam que as pessoas que vivem rodeadas de amigos são mais felizes, bem dispostas e cada vez melhor aceitas no convívio social. Alertam, ainda, que o isolamento, está associado ao aumento da pressão sanguínea, das atividades do hipotálamo e de glândulas vinculadas ao hormônio do estresse. Junto a isso, somam-se o alcoolismo, o sedentarismo e a obesidade que aparecem igualmente na lista dos males de quem vive só.

  7. Hellaine Cristina Damião Rodrigues disse:

    Historicamente, a sociologia somente foi inserida na cultura brasileira quando houve a desestruturação da sociedade escravocrata e senhorial, dando início a uma lenta secularização da cultura e o progresso técnico com os primeiros cursos voltados à formação de professores. As mudanças no sistema escolar e na divisão do trabalho estimularam a especialização da sociologia e a sua institucionalização dentro do ensino e da pesquisa. No século XX, de acordo com a urbanização e industrialização das cidades, as classes dominantes modificaram o campo intelectual e as funções das escolas. A partir da década de 1920, o ensino das ciências sociais foi incentivado pelas elites com o intuito de formar lideranças e criar soluções racionais e pacíficas para resolver os problemas sociais brasileiros. Essa classe buscava a modernização e aprendiam a lidar com as mudanças para evitar as agitações sociais. Décadas mais tarde, a elite transformou a educação em privilégio para alguns e, a Sociologia serviu como referência para compreender essa realidade. Segundo Frigotto (2007) no artigo “A relação da educação profissional e tecnológica com a universalização da educação”, a interferência do capitalismo existente na nossa sociedade motivado pelo período colonial e as consequências desse sistema na educação, como os altos índices de analfabetismo, pouca qualidade de educação, possibilitou a formação profissional às bases dos interesses do mercado. Tendo em vista este histórico, o excesso de avanços e programas de pesquisa dos últimos anos, o Estado da Arte nos permite conhecer como está a discussão sobre o ensino de sociologia e, quais as lacunas ainda existentes sobre isso. Logo, mesmo ainda uma terminologia recente, o Estado da Arte contribui com estratégias para mapeamento e quantificação da produção científica sobre o ensino de Sociologia, assim como também a relevância social do mesmo.
    No levantamento realizado por Cidart e Bogales (2017) sobre a temática “ensino de sociologia” no Brasil, foram identificados 106 trabalhos defendidos/apresentados em programas de pós graduação strictu senso, sendo 12 teses de doutoramento e 94 dissertações de mestrado do período de 1993 a 2015, sendo também a maioria dos pesquisadores pessoas do sexo feminino. Desse período, os pontos relevantes que se destacam: “a Lei 11.684/2008, impondo a obrigatoriedade da disciplina na Educação Básica; a inclusão da Sociologia nas ações do Programa de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD); a criação de novas linhas de pesquisa e implementação de mestrados profissionais sobre o Ensino de Sociologia (já que o mestrado é ensino de Ciências Sociais) e a criação e ampliação de eventos, livros-coletâneas, revistas, dossiês e grupos de pesquisa sobre a temática (2017)´´. Na identificação e categorização de temáticas comuns dos trabalhos, relacionaram-se também as pesquisas de Handfas e Maçaira (2014) e Silva (2010) sendo o currículo; prática pedagógica; metodologia de ensino; concepções sobre a Sociologia escolar; institucionalização e trabalho docente, com adicional de formação docente e livro escolar. Essa pesquisa estimula indagações e reflexões sobre o por quê há mais dissertações do que teses; mais mulheres do que homens escrevendo sobre isso e também os desinteresse de instituições privadas na produção científica sobre o ensino de Sociologia. Com a intensificação da globalização, os setores da educação ficaram restritos com pouco orçamento que impedem os avanços nessa área. Há a valorização do mercado empresarial que cria grupos poderosos, modificando as políticas educacionais aos poucos que supervalorizam a competição, em detrimento da igualdade de condições. As evidências das desigualdades e dos interesses de mercado no país ficaram fortemente marcados com A Lei da Reforma do Ensino Médio (13.415/2017), com consequências fortes na Sociologia. No processo de aprovação da reforma foram desconsiderados pesquisas e propostas de educadores, como também diálogos entre alunos e professores para avaliar os impactos que seriam gerados. Resumindo, uma maneira antidemocrática e sem contato com a sociedade. Por isso, no trabalho “A reforma do ensino médio e o ensino de sociologia” de Ferreira e Santana (2018), salienta a preocupação da Sociologia nos novos rumos educacionais, como por exemplo essa reforma que não deixa claro como será desenvolvida a disciplina de Sociologia, dando abertura para que professores não especializados nessa área lecionar a disciplina, comprometendo a qualidade do ensino, principalmente em escolas públicas. Essa parece ser uma das lacunas que a análise das produções acadêmicas nos permitem concluir, portanto cabe às próximas pesquisas apresentarem mais conteúdos para analisar.

  8. Carolina Marzochi dos Santos disse:

    A importância do ensino de História no ensino fundamental

    Junto com o estado da arte será dito alguns pontos da disciplina de história para entender sua importância. O ensino de história na educação é bastante criticado, às vezes chamado de desnecessário por ser um estudo sobre nossos acontecimentos passados, mas isto é sim muito importante e necessário a toda á sociedade. A disciplina de história surgiu e foi aprovada como disciplina no Brasil a partir do século XIX, inspirada no modelo francês focava na formação da elite, que apenas focava no ensino de feitos heroicos nacionais e religião, e isso durou por muito tempo. Até que na ditadura militar ela foi retirada do ensino e substituída por uma disciplina chamada estudos sociais, que era usada para difundir as concepções e ideologias. Apenas a partir da década de 80 o ensino de história foi repensado e teve o pensar de desenvolver cidadãos.
    Segundo o texto “A importância do ensino de História no ensino fundamental I, a partir de uma perspectiva Marxista” de Marcio José Onório e Vanessa Cristina Treviso, é dito que ensino de história mostra os muitos acontecimentos em nossa sociedade desde o surgimento de tudo até atualmente, a criança ou adolescente cria um pensamento crítico a partir desses episódios reais, uma associação de valores, e o que também a leva a compreensão do que é ser um cidadão, ou seja, a História não se limita a uma linha do tempo, não serve para entender o passado, mas sim seus erros, desenvolvimento, descobertas, ensinamentos, etc… Porém felizmente já existem leis que tornam a disciplina obrigatória e até mesmo estudos que antes nem apareciam por preconceitos, como a lei 10.6393 que visa à cultura afro-brasileira sejam apresentadas nas salas de aula, e também uma nova lei, a lei 11.645\10 que traz além de estudos sobre a cultura afro-brasileira há também a cultura indígena.

    Pedagogia
    Sociologia da Educação I

  9. Ana Beatriz Talhari de Souza disse:

    Tratando-se do ensino de filosofia, é válido destacar a sua importância nas situações, comuns ou não, do nosso cotidiano, mas que necessitam de uma atitude filosófica e crítica composta por indagações e problematizações, possibilitando nossa capacidade de pensar e de reflexão. Isto é, no meio educacional ela é importante para proporcionar espaços de pensamentos, meios de debate e críticas. Historicamente, o estudo dessa disciplina era reservado apenas para a elite, como no período jesuítico, cujo ensino era reservado para os colonos brancos. No decorrer do tempo, ocorreram muitas mudanças em relação a sua obrigatoriedade no currículo escolar, passando por diversas épocas em que se fazia presente ou ausente e dentre elas destaca-se o período entre as décadas de 60 e 70 (com a Ditadura Militar em 1964), em que a Filosofia deixou de ser obrigatória (sendo optativa e ficando de fora de muitas instituições de ensino) em 1961 (Lei n. 4.024/61) e foi excluída do currículo escolar oficial em 1971 (Lei n. 5.692/71); a partir da década de 80 começaram algumas reivindicações para o seu retorno no currículo e este ensino foi ganhar notoriedade apenas no ano de 2008 com a promulgação da Lei nº 11.684, tornando-a obrigatória nos três anos do Ensino Médio.
    Entretanto, surge a preocupação de como a Filosofia deve ser ensinada e com qualidade, já que, segundo Paiva (2015), não basta tê-la no currículo e apenas ler e comentar um filósofo, necessita-se também que ela passe alguma mensagem para os alunos e suas vidas, estimulando suas reflexões. Muitas pessoas acreditam que este ensino não possui utilidade ou não serve para os estudantes, pois estes não estão preparados e nem possuem bases para adquirir estes conhecimentos, enfatizando mais uma vez a exclusão desde a antiguidade. E é exatamente por isso que nas salas de aula seja crucial despertar a discussão de ideias, uma visão crítica nos alunos perante a vida humana e a sociedade. Todos os estudantes e indivíduos devem ter acesso à Filosofia pois ela contribui para a educação de humanização e autonomia.

  10. Leticia Rodrigues Meneghelli Batista disse:

    Turma de Biologia

    Problematização :Estado da arte na Educação.

    Texto: Os paradoxos na filosofia.

    Segundo o filosofo Sócrates(470-300a.C), o paradoxo consistia em posições éticas que iriam contra a opinião comum, pode-se fazer uma comparação entre os operários e a burguesia, sendo que um nasce para o trabalho manual e o outro para questões acadêmicas, dentre essa condição histórica o encarregado dificilmente consegue se estabelecer socialmente na classe dominante, tornando árduo o acesso ao conhecimento e ao aprendizado, mesmo que a historia mostre que muitos educadores partilhem de uma posição incomum entre os demais estudiosos, sendo um destes o educador e pedagogo Dermeval Saviani(1943) que dedicou a sua vida as problematizações na área da educação. Ademais, o conhecimento e a escolarização são duas palavras com sentidos diferentes ao longo da história, pois desde que os indivíduos começaram a se organizar em grupos, estão distanciados por questões sócias e raciais, tornando o acesso a estes uma problemática. Além disso, a filosofia surgiu com o intuito de questionar o momento histórico e politico, como também sobre ensinar e passar o conhecimento adiante.
    Outrossim, a filosofia consiste em duas eras a pré-socrática e a pós-socrática, sendo que ao longo dos séculos surgiram os pensadores mais renomados e respeitados, bem como originou diversas áreas do saber, com um intuito incomum passar o conhecimento adiante, formando muitos professores e alunos. A fim de que em 2006 a filosofia passou a ser uma matéria obrigatória nas instituições de ensino pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), pois eles visam que as problematização de situações vivenciadas ao longo dos séculos geram questionamentos, consequentemente podem levar a soluções destes através do ato de pensar. Dessa forma, ” Pensamos que o justo seria o educar , hoje, para que o aluno seja outro e não o mesmo, um mesmo que qualquer modelo, ou seja, que ele seja ele. O justo é educar para oferecer condições ao educando conquistar o pensamento autônomo. O pensamento que conhece suas razões, que escolhe seus critérios, que é responsável, consciente de seus procedimentos e consequências e aberto a se corrigir. Pensamento criativo, capaz de rir de si mesmo, buscador de compreensão, sempre atento ao seu tamanho justo.” (ASPIS,204, p.309), analisando este trecho do livro de O professor de filosofia: o ensino da filosofia no ensino médio como experiência filosófica. CAD. Cedes, Campinas, percebe-se que é de suma importância a abordagem filosófica na crescimento de um individuo, para instigar a busca pelo saber e torna- ló um ser com pensamento critico, capaz de se auto- analisar e analisar os outros.

  11. Rafaella Madalhano Rogério disse:

    O Estado da Arte sobre o ensino da Sociolgia na Educação Básica
    As primeiras tentativas de se estabelecer a Sociolgia na educação básica foi no final do século XIX, mais exatamente no ano de 1890, com a chamada Reforma Benjamin Constant. Nessa reforma, a disciplina possuía um caráter elitista, pois somente uma parcela de alunos tinham contato com a disciplina no ensino secundário (ensino fundamental e médio). Essa parcela de alunos eram os que queriam ingressar nas carreiras de Medicina, Odontologia, Farmácia, Engenharia, Arquitetura e Direito. Após várias reformas da educação básica com reviravoltas, a Reforma Rocha Vaz em 1925, foi quem retomou o ensino da Sociologia e que propôs a obrigatoriedade de tal nos anos finais de formação.
    Já a Reforma Capanema realizada em 1942 no Governo Vargas durante o Estado Novo, marca o fim da obrigatoriedade da disciplina na educação secundária. Para os governos autoritários da época, a Sociologia era compreendida como um conhecimento desnecessário e por isso decidiram acabar com a obrigatoriedade nos currículos escolares. Novamente, após várias reviravoltas, em 1996 a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) definiu e regularizou o sistema de educação com foco nos princípios da Constituição e incluiu a disciplina de Sociologia como obrigatória nos currículos de ensino médio. Em 2008, com a lei n° 11.684, a Sociologia passou a ser introduzida em todas as séries do ensino médio. Assim, após inúmeras lutas para permanecer o ensino de Sociologia na educação básica, é preciso que venhamos preservá-la e lutar novamente se for preciso caso haja novos ataques para a retirada da disciplina dos currículos escolares, já que ela é fundamental para compreendermos a sociedade, as relações sociais e nos fazer pensar sobre questões de desigualdade e poder.

  12. Júlia C. Rodrigues disse:

    A Sociologia teve seu início no século XIX, sob influência das Revolução Industrial e da Revolução Francesa. Seu objetivo é estudar a complexa estrutura social que envolve todos (que, à época, sofrera grandes transformações que se fazem refletir ainda nos dias atuais), fazendo com que os indivíduos reconheçam o papel de cidadãos que possuem e que suas decisões influenciam a sociedade que vivem como um todo, cabendo a eles racionalidade ao fazerem suas escolhas. A Sociologia é parte essencial na formação da consciência politica humana, e por isso, é imprescindível o ensino dessa disciplina na Educação Básica.
    A disciplina de Sociologia foi incluída definitivamente no currículo da Educação Básica, mais especificamente no Ensino Médio, em 1996, com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), após ter passado um bom tempo fora da grade curricular obrigatória (foi retirada durante a Ditadura Militar junto com a Filosofia, substituídas pelas disciplinas de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil), e em 2008, com a lei 11.684, passou a ser obrigatório o ensino da Sociologia em todas as séries do Ensino Médio. A mecanização do ensino da classe operária, a fim de que tornem somente mão-de-obra, tem se tornado interessante na visão do Estado, que cada vez mais sucateia a educação pública, que tem, dentre suas medidas, a aprovação da Lei de Reforma do Ensino Médio (13.415/2017), fazendo com que não só a Sociologia, mas toda a grade de Ciências Humanas seja repensada, a fim de que os alunos de Ensino Médio mantenham-se alienados, sem a consciência cidadã a que têm direito, para que sejam facilmente manipulados para perpetrarem o sistema que enriquece poucos e aumenta a desigualdade social.

  13. Sérgio Bueno disse:

    A dinâmica do ensino filosófico e de suas práticas tem uma de suas muitas bases fincadas não somente no ensino histórico e crítico, como também na prática histórica de análise e ação no tempo presente. Pode-se analizar as lacunas deixadas por essa carestia (e também suas mazelas diretas) em diversas sociedades através de rupturas históricas da carga filosófica dos indivíduos. Um exemplo é a diretividade da atual carência moral da sociedade brasileira, viúva direta da probreza filosófica que se instaurou no país desde a quebra mais recente da carga educacional filosófica no Brasil: A Ditadura Militar. As lacunas e as cicatrizes deixadas por esse período, no direto sentido de crítica, análise e filosofia, são hoje sentidas, e muito nos elucida sobre nossa sociedade atual. A filosofia brasileira, em todo seu sentido amplo, ainda se arrasta maltratada por culpa das feridas da época, que refletem em uma população que simplesmente ignora seu valor. A dinâmica do Estado da Arte na filosofia brasileira, para ser entendido, precisa primeiro ser elucidado assim.

    Até 1988, por conta da reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio que acaba por mudar esse cenário, a educação brasileira possuía uma carência absoluta em ciências Filosóficas e Sociológicas. Sendo efetivamente posta à combate (mas não vencida) somente em 2 de junho de 2008, pela lei 11.684. Os próximos passos que serão trilhados sobre a Filosofia brasileira, e sobretudo sobre o Ensino da filosfia no Brasil possui uma sinuoza estrada pela frente, que tangencia desde uma falta de centralidade de modelos e de formação de professores, até a própria necessidade de compreender esta formação como importante dentro da academia. Desde a aceitação comunitária da lógica reflexiva, passando pela própria elaboração de materiais didáticos e de pesquisa e focando na reflexão contínua, sobretudo nas finalidades do Ensino. Pesquisas sobre Ensino de Filosofia vem sendo feitas no Brasil, com esforço e integridade, desde a década de 1990, por nomes como Leoni Henning, Marcos Lorieri, Silvio Gallo, Walter Kohan, entre outros/as. Pesquisas estas que questionam a supra referida formação de professores de Filosofia, reivindicando a consideração do ensino sob a perspectiva filosófica e a integralidade das licenciaturas enquanto cursos de graduação. Diagnosticando temas relevantes, emergentes e recorrentes sobre, e indicando alguns dos tipos de pesquisa que ocorrem dentro da área da Filosofia Brasileira voltada à educação, em uma rápida lucubração é possível observar que, não necessariamente em ordem, as pesquisas se acumulam em pontos: (1) Voltadas ao método, suas ferramentas e execuções (2) Voltadas à formação do profissional (3) Voltadas à ligação das dificuldades da realidade atual ao método.

  14. Rívia Ribeiro Cezar disse:

    A Trajetória do Ensino da Sociologia na Educação Brasileira.

    A implementação da sociologia como disciplina obrigatória na grade curricular brasileira sofreu muitas alterações ao longo dos séculos. A sua história é dividida em três períodos: Período de Institucionalização (1891-1941), Período de Ausência (1941-1981) e Período de Reinserção (1981 – dias atuais). Inicialmente, a sociologia foi introduzida no Brasil por Benjamin Constant, em 1891, após a Proclamação da República, que colocava em execução um esquema educacional completo pela primeira vez no país, porém a sociologia foi retirada das grades em 1901 pela Reforma Epitácio Pessoa e somente em 1925 a disciplina voltou a ser recolocada nas grades curriculares, pela Reforma Rocha Vaz.
    Entretanto, com o decreto do Estado Novo, a sociologia foi retirada pelas reformas educacionais da época, por ser associada a princípios socialistas; e isso se manteve durante as décadas seguintes, com o Golpe de 1964. A partir da redemocratização durante os anos 80, a sociologia passou a ganhar espaço como um importante instrumento de cidadania e voltou a ser reinserida nos currículos escolares, passando por várias etapas, incluindo a A Lei de Diretrizes e Bases da Educação em 1996 que propôs que os alunos deveriam dominar, ao final do Ensino Médio, os conhecimentos da disciplina, mas sua obrigatoriedade não foi afirmada e gerava falta de clareza, possibilitando uma dúbia interpretação. Após campanhas empreendidas por profissionais da área, o Congresso Nacional votou e tornou a disciplina obrigatória em 2008. Dessa forma, entende-se que sua ausência ou presença esteve relacionada ao contexto político do país e sua permanência depende da luta por sua consolidação curricular. É necessário observar que sua implementação é extremamente importante para a formação de uma sociedade mais reflexiva, compreensiva e questionadora sobre sua realidade, contribuindo para um olhar mais critico perante a sociedade.

  15. Luis Eduardo Lucas de Castro disse:

    A história da educação apresenta evoluções, reviravoltas e discussões em temas que se alongaram até os dias de hoje. Analisada a grosso modo, a educação pode ser tida como um processo de construção e produção da capacitação e desenvolvimento do individuo como ser social e cultural. Dentre os tantos temas que se ramificam e que criam vida própria me atentei a um que muito me interessou o estudo: educação versus sexualidade/homossexualismo. Durante a pesquisa vários pontos e configurações foram postas sobre a mesa, e fica ainda mais distinta se analisada por uma ciência especifica. Seguida nos passos da filosofia, encontramos alguns filósofos que defendem a prática da discussão e ensino de sexualidade, alguns afirmam que esse estudo expande a compreensão que temos de nós mesmos; segundo Foucault “o ser humano é um completo e total, portando sentimentos, desejos, vontades, sonhos e não se pode ser reduzido a sua condição de comportamento social e sexual”. Vista num âmbito social a discussão se eleva a novos níveis uma vez que a sexualidade é defendida tanto como construção de uma identidade como quanto fator de precarização do indivíduo.
    Levada essa discussão na prática de ensino em escolas o teor fica ainda mais sério e complexo. Por mais que haja vários estudos que fortalecem a noção de que se discutir sexualidade nas crianças e jovens iria fortalecer a sua capacidade de assimilação entre o certo e o errado e o autoconhecimento, cujo esse defendido como primordial, às vezes. Temos na contramão a defesa de que se ensinar esse tipo de conteúdo nas escolas provocaria a procura pelo sexo, gerando consequências socias sérias — doenças sexualmente transmissíveis, gravidez, prostituição e outros. Também que esse tipo de discussão não deve ser conduzido por educadores, mas sim caber ao âmbito familiar tais ações. Independente de qual lado esteja mais correto ou mais bem fundado, a abertura de conhecimento e conversação complementaria a noção crítica que todo ser humano deveria ter. Sendo assim, a sociedade se faria mais inclusa, mais comunicativa e toda discriminação e/ou ato de preconceito se anularia no simples fato do aluno/cidadão sair sabendo que existe-se uma diversidade e que ela é a sua própria resignação cultural.

  16. Carolina Marzochi dos Santos disse:

    A importância do ensino de História no ensino fundamental
    Junto com o estado da arte será dito alguns pontos da disciplina de história para entender sua importância. O ensino de história na educação é bastante criticado, às vezes chamado de desnecessário por ser um estudo sobre nossos acontecimentos passados, mas isto é sim muito importante e necessário a toda á sociedade. A disciplina de história surgiu e foi aprovada como disciplina no Brasil a partir do século XIX, inspirada no modelo francês focava na formação da elite, que apenas focava no ensino de feitos heroicos nacionais e religião, e isso durou por muito tempo. Até que na ditadura militar ela foi retirada do ensino e substituída por uma disciplina chamada estudos sociais, que era usada para difundir as concepções e ideologias. Apenas a partir da década de 80 o ensino de história foi repensado e teve o pensar de desenvolver cidadãos.
    Segundo o texto “A importância do ensino de História no ensino fundamental I, a partir de uma perspectiva Marxista” de Marcio José Onório e Vanessa Cristina Treviso, é dito que ensino de história mostra os muitos acontecimentos em nossa sociedade desde o surgimento de tudo até atualmente, a criança ou adolescente cria um pensamento crítico a partir desses episódios reais, uma associação de valores, e o que também a leva a compreensão do que é ser um cidadão, ou seja, a História não se limita a uma linha do tempo, não serve para entender o passado, mas sim seus erros, desenvolvimento, descobertas, ensinamentos, etc… Porém felizmente já existem leis que tornam a disciplina obrigatória e até mesmo estudos que antes nem apreciam por preconceitos, como a lei 10.6393 que visa à cultura afro-brasileira sejam apresentadas nas salas de aula, e também uma nova lei, a lei 11.645\10 que traz além de estudos sobre a cultura afro-brasileira há também a cultura indígena.

    Pedagogia

  17. Carolina Marzochi dos Santos disse:

    A importância do ensino de História no ensino fundamental
    Junto com o estado da arte será dito alguns pontos da disciplina de história para entender sua importância. O ensino de história na educação é bastante criticado, às vezes chamado de desnecessário por ser um estudo sobre nossos acontecimentos passados, mas isto é sim muito importante e necessário a toda á sociedade. A disciplina de história surgiu e foi aprovada como disciplina no Brasil a partir do século XIX, inspirada no modelo francês focava na formação da elite, que apenas focava no ensino de feitos heroicos nacionais e religião, e isso durou por muito tempo. Até que na ditadura militar ela foi retirada do ensino e substituída por uma disciplina chamada estudos sociais, que era usada para difundir as concepções e ideologias. Apenas a partir da década de 80 o ensino de história foi repensado e teve o pensar de desenvolver cidadãos.
    Segundo o texto “A importância do ensino de História no ensino fundamental I, a partir de uma perspectiva Marxista” de Marcio José Onório e Vanessa Cristina Treviso, é dito que ensino de história mostra os muitos acontecimentos em nossa sociedade desde o surgimento de tudo até atualmente, a criança ou adolescente cria um pensamento crítico a partir desses episódios reais, uma associação de valores, e o que também a leva a compreensão do que é ser um cidadão, ou seja, a História não se limita a uma linha do tempo, não serve para entender o passado, mas sim seus erros, desenvolvimento, descobertas, ensinamentos, etc… Porém felizmente já existem leis que tornam a disciplina obrigatória e até mesmo estudos que antes nem apreciam por preconceitos, como a lei 10.6393 que visa à cultura afro-brasileira sejam apresentadas nas salas de aula, e também uma nova lei, a lei 11.645\10 que traz além de estudos sobre a cultura afro-brasileira há também a cultura indígena.

  18. Vitória de Oliveira Reinoso disse:

    O Estado da Arte sobre a História da Educação da População Negra no Brasil.

    Desde o período da chegada dos portugueses às terras brasileiras a educação se construiu como uma importante ferramenta para formação de um tipo de sociedade. Por exemplo: Brasil Colônia: a educação tinha como objetivo que fossem moldados os povos nativos para se adequar aos modos europeus e inclui-los em uma lógica de trabalho escravizado. Educação destinada aos colonos: eles eram instruídos e direcionados para a preservação dos valores morais e religiosos. Ao passo que excluía os escravizados. No Brasil Império quando as escolas se propagaram,não existia escolas formais para negros e nenhum tipo de apoio governamental que permitisse o ingresso para a escola. Há registros, porém não muito aprofundado, que a primeira escola para negros no Brasil foi a escola de Pretextato, que funcionou de 1853 á 1873, situada no Rio de Janeiro. Os negros que conseguiram ingressar nas escolas eram os negros livres ou libertos, maiores de 14 anos, somente do sexo masculino, saudáveis e vacinados, e se pode notar a exclusão das mulheres negras e escravos. Após a abolição da escravatura a escola permaneceu eletista e não possibilitou aos negros e negras acesso á educação de qualidade, formação acadêmica surgindo assim, além da exclusão social a exclusão intelectual. Essa exclusão social e racial perdurou por décadas do período abolicionista, limita o ingresso dos negros\as nas universidades e qualifica-o como marginal.
    MNU (Movimento Negro Unificado 1978), criado 90 anos após a abolição. A militância pela ruptura das desigualdades e injustiças sociais fez emergir o Movimento Negro Unificado que veio para romper barreiras racistas e foi importante para a criação e implementação de políticas públicas, como: cotas universitárias, cotas em concursos públicos e fortaleceu a formação docente voltada para a valorização da cultura negra a partir da criação das leis. Em 2003 foi sancionada a lei 10.639 que tornou obrigatório o ensino da cultura Afro-brasileira e oficializa o dia 20 de novembro como o “Dia da Consciência Negra”. A educação para a população negra se deu através de lutas e resistências. A partir de desobediências se forjaram vários movimentos que contribuíram para a efetivação de uma escolarização para os negros. A Imprensa Negra e o MNU, demonstram como os movimentos sociais foram importantes para a criação das leis 10.639/03 e 12.711/12, leia tardias, mas necessárias, para a reparação das desigualdades sociais.

  19. Anne Beatriz Vilela Sarausa disse:

    Ensino de sociologia na educação básica brasileira.

    A Sociologia foi introduzida no Brasil, como disciplina obrigatória, por meados de 1930, sabemos também que nesse período a escola no brasil ainda se mostrava completamente elitista. Em 1942 essa matéria foi retirada da grade curricular dos cursos secundários, depois chegou o período militar e a sociologia foi quase que banida. Só no ano de 1996 que a sociologia volta à sala de aula, mas sendo não obrigatória. Durante todos esse anos a sociologia foi entrando e saindo de cena e no ano de 2018 com a reforma do ensino médio ela é retirada novamente do currículo obrigatório.
    Sendo assim tudo continua nublado quando ao ensino da sociologia no ensino básico, essa matéria que gera um maior pensamento crítico e passa conhecimentos e instiga uma maior reflexão acerca de, por exemplo, temas de carácter ético, moral e ideológico. Por exemplo em um estudo realizado no estado do Pará em duas escolas na rede pública, é possível notar a diferença entre as turmas das duas escolas as quais recebem aulas com um material correto e um professor que demonstra interesse pelo conteúdo, os alunos responderam a questionários sobre temas que são ministrados nesta matéria . A escola na qual o professor de sociologia está ausente(sem aulas de sociologia) têm desempenhos bem “menores” em comparação as turmas que tiveram aulas eficientes dessa disciplina, como já era de se esperar. A necessidade dessa disciplina no ensino básico é clara, a sociologia promove um maior conhecimento do que nos rodeia como sociedade e não pode ser simplesmente ignorada ou não posta como obrigatória nas grades curriculares do ensino fundamental e médio.

  20. Thais Natalie Lopes da Silva disse:

    Turma: Letras
    A compactação do ensino de filosofia nas escolas brasileiras para ser direcionada ao vestibular.

    A Filosofia, área do conhecimento que faz seus estudiosos assumirem o ofício de, segundo Immanuel Kant, não de um mero técnico, mas de um “legislador da razão”, que deve utilizar a sua habilidade de pensar meios para fins quaisquer com o objetivo de relacionar os diversos usos da razão com a “meta final da razão humana”. Sendo assim, a filosofia deve então nos conduzir ao “fim supremo a que todos os outros fins se subordinam e no qual todos devem se unificar.” Ou seja, essa área do conhecimento tem a capacidade de libertar as pessoas da ignorância, da manipulação e desenvolver nelas o senso crítico para interpretar o mundo, a política, a argumentação e o motivo da existência humana. Além disso, conhecimentos de ética, lógica, argumentação, política, estética, filosofia da religião, filosofia da ciência etc., são certamente indispensáveis para a compreensão refletida da própria posição no mundo. E, curiosamente, uma área tão poderosa criticamente vem sendo ensinada de maneira compactada nas escolas, passando por uma seleção de “conteúdos importantes”, em que são selecionados somente os conteúdos da filosofia que costumam cair nos vestibulares do país.

    Sócrates já dizia que “uma vida sem reflexão, sem exame, não vale a pena ser vivida”, porém, o interesse dos poderosos ainda prevalece, e então, a política do país ainda atende os movimentos políticos que identificam, por ignorância ou por um maléfico plano de sucateação da educação pública (que atende, em sua maioria, a classe baixa do país) a filosofia como negativa e doutrinadora, assim reduzindo cada vez mais a sua importância no ensino público, com pouquíssimas aulas que deixam o conteúdo compactado e, aos professores da disciplina, só resta seguir um cronograma com conteúdos selecionados para o vestibular, que acabam deixando de lado outros conteúdos importantes da área de filosofia, que poucas pessoas acabam conhecendo, e assim, a matéria se torna cada vez mais desvalorizada ou fragmentada. Assim, a profissão de professor de filosofia se torna desvalorizada e a área das humanas, mal compreendida, pois todo conteúdo apresentado de forma errada, pode se tornar de difícil entendimento. Assim, é necessário que a comunidade escolar e universitária tome consciência que a compactação do ensino da filosofia nas escolas brasileiras para ser direcionada ao vestibular é um desperdício da habilidade de incríveis profissionais da área da filosofia e um desperdício dos talentos que a filosofia poderia despertar em alunos, uma vez que fosse ensinada com mais profundidade e não somente para o vestibular robotizado.

  21. Rafaela Salvador Banhos disse:

    Estado da arte da disciplina de história no Brasil.
    A disciplina de história foi introduzida no Brasil durante o século XIX e, em seus primórdios, era direcionada à sedimentação de uma origem branca, a qual era composta por “heróis” que contribuíram para a formação da sociedade brasileira. É de conhecimento geral que a história possui um papel de grande importância na formação de indivíduos tanto em sua integridade moral quanto em seus deveres como cidadão, portanto sua concepção primordial apresentava falhas hediondas, as quais, a afastavam de seu propósito como instrumento de formação de seres sociais íntegros e morais. Felizmente, desde sua introdução, a disciplina passou por diversas mudanças que a colocaram em sintonia com seu propósito, como por exemplo a inserção de assuntos ligados as minorias indígenas e africanas.
    Contudo, embora esses assuntos de grande relevância tenham sido exaltados, no momento em que vivemos a sociedade se encontra mais elitista e preconceituosa do que nunca e, como consequência, a disciplina de história vem sendo intensamente desvalorizada, impactando negativamente não só a sociedade como também a continuação da profissão de professor de história. Independentemente da posição política, crenças ou princípios é necessário reconhecer que essa ciência é essencial para o progresso e para a evolução humana, percebendo isso, a utopia de uma sociedade saudável e igualitária pode se tornar realidade em um futuro não tão distante.

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