Instrumentalização: Pedagogia, Letras e Biologia

On março 22, 2020, in SocioEdu1, by Fábio Fernandes Villela

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Bucky Fuller Dome Restaurant (MIT)

Caros alun@s de Pedagogia, Letras e Biologia, bom dia! Tudo bem com vcs?

A tarefa dos educadores e d@s educand@s desenvolve-se através de ações didático-pedagógicas necessárias à efetiva construção conjunta do conhecimento nas dimensões científica, social e histórica. Consiste em realizar as operações mentais de analisar, comparar, criticar, levantar hipóteses, julgar, classificar, conceituar, deduzir, generalizar, discutir explicar, etc. Trata-se da “Instrumentalização”, conforme apresenta Saviani (2013). Na Instrumentalização, o educando e os educadores efetivam o processo dialético de construção do conhecimento que vai do empírico ao abstrato chegando, assim, ao concreto, ao realizável. Esta fase, segundo Saviani (2013), consiste na apreensão dos instrumentos teóricos e práticos necessários ao equacionamento dos problemas detectados na prática social. Trata-se da apropriação das ferramentas culturais necessárias à luta que travam diuturnamente para se libertar das condições de exploração em que vivem. É o momento do método que passa da síncrese à síntese a visão do educando sobre o conteúdo presente em sua vida social.

Trata-se de se apropriar dos instrumentos teóricos e práticos necessários ao equacionamento dos problemas detectados na prática social. Como tais instrumentos são produzidos socialmente e preservados historicamente, a sua apropriação pelos alunos está na dependência de sua transmissão direta ou indireta por parte do professor. Digo transmissão direta ou indireta porque o professor tanto pode transmiti-los diretamente como pode indicar os meios através dos quais a transmissão venha a se efetivar. Chamemos, pois, este terceiro passo de instrumentalização. Obviamente, não cabe entender a referida instrumentalização em sentido tecnicista. Trata-se da apropriação pelas camadas populares das ferramentas culturais necessárias à luta social que travam diuturnamente para se libertar das condições de exploração em que vivem.

Continuando as atividades a serem desenvolvidas pelos alunos em suas casas, vamos fazer + uma produção de textos de leitura obrigatória da disciplina. O texto é aquele que o alun@ ficou responsável através do número da chamada. A lista de chamada de cada curso está no drive da disciplina. Relembrando…. “o aluno deverá apresentar um seminário ao longo do semestre, durante o Fórum de Debate, onde será avaliada a capacidade de leitura, interpretação, articulação e exposição oral de textos de leitura obrigatória. Será levado em conta o empenho do aluno durante”. Quesito “SST” da avaliação. Como estamos impossibilitados de nos reunirmos, utilizaremos o blog de aula para postar os 3 pontos que o aluno considerar importante. Quando voltarem as aulas, faremos a discussão dos pontos levantados e postados no blog, em sala de aula, no Fórum de Debates. O aluno deverá ler o texto correspondente ao seu número na chamada e postar no blog de aula até o dia 17 abril. Após esta data avaliaremos o que fazer, a partir das orientações da Reitoria da Unesp. Bom trabalho a tod@s!

Materiais complementares:

Vídeo: DERMEVAL SAVIANI | A pedagogia histórico-crítica: https://www.youtube.com/watch?v=13ojrNgMChk

PHC no Ensino de Ciências (PDF): http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1896-8.pdf

Dermeval Saviani: Texto – Escola e Democracia: Para Além da Curvatura da Vara:

https://portalseer.ufba.br/index.php/revistagerminal/article/download/9713/7100

84 Comentários “Instrumentalização: Pedagogia, Letras e Biologia”

  1. Mariane Tavares disse:

    Texto: O que é Sociologia

    A história deste estudo é bem aprofundada e nela achei interessante a evolução que a sociologia teve e trouxe para a sociedade. Houve transformações em aspectos do feudalismo e civilização que ocasionaram um capitalismo, e, assim, aumentando as produções industriais, mão-de-obra, etc. A sociologia levou em conta a mudança de regras entre o patrão e o proletário. Com o passar dessa mudança, as situações a que estavam sujeitos representavam descaso, pois eram tratados como animais, sem os princípios dos direitos humanos, isso corroborou para o surgimento de diversos problemas para as pessoas, ficavam doentes, se atrelavam a cenários de precariedade, necessitando fazer algo a mais, nem sempre lícito, para obter uma renda além daquele salário que recebia (muito pouco por sinal), entre outros. Interessante ressaltar que alguns indivíduos que presenciavam os fatos desembargaram seu senso crítico, afim de propor novas ideias para melhorar essas circunstâncias reais que observavam pelos problemas adquiridos e enfrentados.
    Outro ponto intrigante é o de que a revolução industrial foi tão forte e obteve resultados impactantes que provocou os saberes, e pensadores vieram a contravir e dar nome para esse algo que já existia, porém sem título, a famosa sociologia.
    Por conseguinte, o ponto que foi cativante também é a maneira que o livro cita sobre o pensamento de Saint – Simon que era inovador e pensava lá na frente, enxergava o que faltava na sociedade, querendo assim, tomar atitude para identificar a solução necessária, que no caso encontrou, a ordem. Dessa forma, o texto nos traz informações sobre o desenvolvimento e os movimentos que a sociologia foi tendo, capaz de valorizar essa cinesia importante.

  2. Débora Rossini disse:

    Texto: A história da educação

    Desde o princípio da educação, se pode observar como os interesses da classe dominante são os fatores principais para a mudança e para a seleção de o que é considerado nobre ou importante. Além de haver a divisão entre os aprendizados voltados ao trabalho e os voltados ao saber. Mas o que mais mostra isso é a diferença feita a quem aprende e a quem ensina, tendo o primeiro como nobre e o segundo como vergonhoso. (“era vergonhoso ensinar o que era honroso aprender”, página 78)
    Também, uma das coisas mais óbvias que pode ser observada é como usamos (com pouca mudança) os mesmos sistemas desde o início da educação. O método de repetição é o mais aparente, sendo muito usado até os dias de hoje, ou a técnica mnemônica, muito usada por professores, principalmente para a memorização de fórmulas, mesmo que não usada oficialmente em livros didáticos. (“Eis, por assim dizer, a imagem de uma relação pedagógica dentro de uma educação mnemônica, repetitiva, baseada na escrita…”, página 12)
    Por fim, a passagem de métodos e conhecimentos, não somente entre gerações, mas também entre culturas pode ser visto como um dos fatores mais importantes para a sobrevivência e evolução da educação, pois um se espelhava no outro, e mesmo com algumas modificações culturais, a educação evoluía mais rapidamente. (“As virtudes (virtutes) têm sua origem nos romanos, a cultura (doctrinae) nos gregos” – Cícero, página 73)

  3. Nicole Magosso Lacerda disse:

    Livro: Leonardo da Vinci – Mestres das Artes

    As pinturas de Leonardo foram revolucionárias para a sua época, pois trouxeram novas técnicas e um outro olhar para a arte, não sendo apenas como um símbolo religioso, mas também como um meio de aprimorar o conhecimento e o estimular a cultura. Entre os estudos feitos por ele fora dissecação de cadáveres, que influenciou muito em suas telas, um exemplo de grande realismo e tridimensionalidade de seus personagens foram suas obras: “A Anunciação”, 1472, onde o detalhe está nas asas do arcanjo Gabriel, ilustrando seus conhecimentos sobre a anatomia dos pássaros e em“Ginevra de’ Benci”, 1474, realça seus estudos sobre botânica e ciência, deixando o fundo tão real quanto a retratada. Interessante observar o quão grande era o seu apetite por conhecimento e sua habilidade de colocar em prática, pois viveu em um cenário um pouco conturbado na Europa com o início da Inquisição, a invasão dos franceses na Itália em 1499 e o pudor dos estudos anatômicos pela Igreja Católica, mas sendo avidamente defendido pelo movimento Renascentista e os nobres que desejavam seus trabalhos, invenções e projetos.
    Seu estilo de pintura, a técnica criada por ele, o famoso sfumato, e sua particular visão de perspectiva, esquema piramidal muito presente em sua obra “ A Virgem com Menino e Santa Ana” fazem-nos admirar tamanha inteligência e criatividade. Os famosos código de da Vinci trouxe um mistério para suas obras que são investigadas até hoje, levantando hipóteses de como, onde e quando foram feitos, Monalisa é um exemplo importante de tal questionamento, pois atrás de um belo e interessante retrato há códigos em seus olhos, ao fundo e em demais partes. Suas criações e invenções mostram que Leonardo estava a frente de seu tempo e que era um grande observador, com suas invenções para artefatos de guerra, instrumentos musicais, paraquedas entre outros protótipos, que hoje, fazem parte do nosso cotidiano.

  4. Antonio de Oliveira Ferraz disse:

    Três pontos importantes do texto
    O legado educacional do “longo século XX” brasileiro
    Dermeval Saviani

    1) O porquê de se chamar “longo século XX”
    2) Formas de periodizar o desenvolvimento da educação no Brasil
    3) Legado positivo e negativo do “longo século XX”

    1) Pois, o processo da educação propriamente dita, começa em 1890, com o advento dos grupos escolares. Portanto o “século XX” na educação começa em 1890, é um século de 110 anos, um longo século. Isso se dá ignorando os antecedentes, os quais tem início em 1549, com os jesuítas.

    2) Podem haver as periodizações externas ao processo da educação no Brasil, as quais utilizam parâmetros como: economia (educação no período agrário exportador dependente; no nacional desenvolvimentista de industrialização com base em substituições de importações; na internacionalização do mercado interno) e política (educação no período colonial; na República; no Império).
    Podem haver também as periodizações internas ao processo de educação no Brasil, como a usada por Saviani. Essa periodização divide o processo em duas etapas: os antecedentes e a história da educação propriamente dita. Cada uma dessas duas grandes etapas é dividida em três menores. Os antecedentes são, a chegada dos jesuítas (1549-1759), as aulas régias (1759-1827) e as primeiras tentativas descontínuas e intermitentes de se organizar a educação no império (1827-1890). A história propriamente dita começa com, a implantação progressiva e em ritmos diferenciados das escolas graduadas primárias (1890-1931), seguida pela regulamentação das escolas superiores, secundárias e primárias (1931-1961), que por sua vez é seguida pela unificação da regulamentação da educação nacional(1961-1996).

    3) Positivamente, o “longo século XX” nos deixa uma estrutura ampla e abrangente, e com avanços significativos do estudo pedagógico. Negativamente, o desafio de universalizar a escola primária e erradicar o analfabetismo ainda persistem.

  5. Lorenza Imiane Ramos disse:

    Texto: Educação Solidária e Formação Omnilateral — Ilma Ferreira Machado
    Os três pontos importantes observados no texto foram:
    - podemos ver claramente que o Trabalho coletivo e a Solidariedade não são práticas incentivadas pela escola. Os professores se importam somente com o desenvolvimento do aluno em sua disciplina, e não com o desenvolvimento do aluno como indivíduo, o que gera para o aluno uma fragmentação disciplinar (o aluno se apropria de “pedaços” de cada disciplina) e desenvolve um desinteresse por estar distante de sua realidade. Os trabalhos em grupo também não são incentivados da maneira correta, na maioria das vezes são atividades complementares ou um grupo deve contrapor outro;
    - a interdisciplinaridade não é uma característica muito presente nas escolas na realidade atual, muitos professores não conseguem fazer um trabalho com atividades interdisciplinares, pois a sua disciplina está engessada em teorias absolutas. O professor precisaria se interessar e estudar novas formas para realização desse processo, que por sua vez, não é algo fácil, terá que obter conhecimentos de outros campos do saber para englobar em sua disciplina;
    - cada escola possui seu “regime escolar” e está mais interessada no cumprimento dessas regras, que são baseadas em determinados valores e costumes específicos responsáveis por garantir sua “funcionalidade”, e não em entender o aluno como um indivíduo que também possui valores e costumes. Podemos ver a consequência disso tudo bem clara em nossa sociedade, pois acaba gerando indivíduos e trabalhadores sem senso crítico, alienados a realidade que vivemos (isso é o que chamamos de formação unilateral).

  6. lucas barboza disse:

    * texto contemplado e abordado:”a criança como sujeito social na educação do campo”
    podemos definir , como representatividade ideológica de conhecimento e idealização de consciência capitalista de cunho polarizador de ramificação política , social e econômica que são espelhadas e refletidas e instrumentalizadas , pára a melhor relação de manejo ideológico explícito, socialmente , culturalmente e principalmente educacional, em princípios de canalização alienatória em princípios de suas funcionalidades representativas em todos os setores da sociedade , ou seja , a determinação ideológica e social persistem , em um critério de importância de dominação de suas rédias e dominadores sociais ,a fim , de permitir a categorização e objetificação humanística perante estruturas de dominação representativamente estagnantes e cíclicos , a partir, da dispersão massificada em duas categorias ou estamentos sociais , ou seja , a burguesia e o proletariado , as duas formações vítimas da orquestra perfeita de articulação social habilmente alienante ,a partir, de preceitos educacionais , em que são pautadas a maioria dos sistemas educacionais elitizados de de dinamização humanitária em função do resultadismo , a partir , de processos adequantes e postuladamente criados e arquitetados , para a competitividade e o resultadismo alienante , a partir , da temática da aprovação no vestibular , e a categorização da vivência contemplativa do sucesso enriquecedor e materializante , criando-se um sistema espelhado e reflexivo ao resultadismo competitivo estigmatizador alienante e contrapartida, da classe estudante operária a concretização de um pseudoproblema , ou prolema fictício , em esta camada popular fruto desta alienação capitalizadora é desencorajada e respectivamente a perca de seus sonhos e aspirações futuras pela falta explicita de infraestrutura e estruturalização física e material de ensino , baseado no resultadismo competitivo , pois como em uma competição alienante capitalizadora o instrumento ,mais fraco tem a confirmação do amedrontamento , e do conformismo de sua matéria humana em um futuro puramente estagnatório, e em contrapartida a camada elitista resultante do também processo capitalista alienante , será uma presa fácil e cairá na armadilha do sucesso eterno , e conquistar a sua tão sonhada vaga e vazia possibilidades de ingresso universitário absolutamente vazio e abstrato , apenas e puramente pragmático e objeto de confecção alienatória desde de infância com estrutura de dominação expressas pelo resultadismo vivênciando sua escravocracia infântil , assim como a camada proletária , renegada e propriamente, negativamente esperançosa a espera do menos ruim possível, ou seja,tanto a camada burguesa , quanto a proletária fazem parte de um ciclo estigmatizador e estagnante social sem alguma compilação de reperesentatividade cidã , expressividade cívica ou mesmo , referenciais de ativismo pensante e ideológico cidadão , como o movimento mst de formação de cidadões , e acime de tudo, seres humano solidários e igualitários em uma figura expressamente coletivista e representativamente suas idealizações específicas em conjuntos civicos rurais , ou seja, em detrimento da estagnação estigmatizatória ciclica da casca vazia competitiva elitizadora , contra a figura lamuriosa e desesperançosa em detrimento da elitização amostral e proposital , para a criação cíclica e auto-alimentar estagna´tria social para a intensa e insistênte dinâmização capitalista , ou claro em consonância, com sua própria explícita e escondida por cada um de nós, vítimas de alguma coisa ou , eu acho que é algo parecido com cívico, não é mesmo?
    podemos esclarecer outro ponto em andamento e peculiar que seriam em aprofundamento ao viés infantil domiciliar ou doméstico , ou seja , em que antes de contemplar aspirações estagnatórias de suas camadas sociais e estamento concomitântes a figurações e estruturalizacões capitalistas implícitas e ramificadas em cada estrutura social figurante e instrumentalizante como , enfim a família ou clã familiar , que persiste em seguir a linha de absorção capitalista no trato alienatório infântil de dominação paternalista , assumindo a figura iniciatória da inibição do caráter de representação cívico , fazendo , com que a criação sustente paradigmas autoritários de domínio individualista , e um papel meramente de incapaz em suas ações diárias de convivência tornando o o adulto alienadamente responsável supremo , por toda a caga de consciência inibida e autoritáriamente sufocada pelo estigma de incapaz como um papel em branco ou uma miniatura de adulto , se esquecendo do princípio do brincar ou simplesmente sorrir, tornando a relação doméstica a figura máxima do autoritárismo cívico social e cíclico de uma ramificação em menor grau da estagnação social , já citada , ou seja , um circuito auto-alimentar de de alienação capitalista geracional de indivíduos preparados e copenetrados civicamente em seu aprisionamento sucessivo e participante da missão principal estagnante , em que , pais e filhos se decompõem em esteiras alienântemente técnicas de civilidade cidadã , mas é bom , já ir se acostumando à rédias , e apenas parte do adestramento.
    o último destaque a ser levantado e esclarecido metodológico e explícito socialmente , é o cara´ter psicológico implantado em uma figura reducinal e fixantemente alienante , e que é o braço direito do mandatário ideológico da estagnação social , já citada u seja a escola , como estrutura física e materializante alienatória capitalista, ou seja, a escola como figurante e canalizador alienante , pois estabelece uma figura contemplativa e privacional do , principal, conteúdo a ser abordado em sala de aula , ou seja , o ativismo repreresentacional e solidário cidadã , mas não no sistema catastrófico para nós capitalista, ama das principais lições estabelecidas é você, perceber a frieza ou ausência de calor , como dizem os físicos e químicos , que se estabelece entre as camadas de diretores alunos o mesmo professores , figuras exemplares de comando autoritário irrefutável e exaustivamente aprisionadores de consciência direcional capitalista , de alunos incapazes e profundamente necessitantes de adestramento social ou animalesco que seja de um ambiente servil escravocrata , e acima de tudo, distânciador e fabricante principal de fronteiras capitalistas alienantes e principalmente humanas , sim humanas , ou estou engando e o capitalismo é uma obra divinamente utópica, isso é o que ocasiona acreditar em um humanos ou seriam objetos?

  7. Jhonata Henrique Araújo Martins disse:

    Texto – Bourdieu: a educação e as desigualdades sociais (resumo)

    O primeiro ponto interessante desse texto é quando o sociólogo francês da educação Pierre Bourdieu faz uma associação entre família e escola como principais fatores que determinam o desenvolvimento do indivíduo como um ser atuante na sociedade e também definindo de alguma forma em que posição ou classe social se inserirá tal indivíduo. Nesse mesmo tema, ele defende o quanto a escola legitima as desigualdades sociais, já que está não procura compreender porque alguns alunos possuem um conhecimento cultural maior do que outros que geralmente tem origem na família que está inserida em uma determinada classe ou posição social. Com essa problemática ele aprofunda na questão do aluno que não consegue atingir tais conhecimentos passados pela escola, pois sua educação é prejudicada pela classe social em que sua família está inserida, favorecendo alunos oriundos de uma classe superior e em que a família possuí condições para investir na educação do indivíduo.
    O segundo ponto de interesse é a discussão mais aprofundada no tema anterior, em que Bourdieu discute sobre a escola ser um meio pelo qual é imposta uma demonstração de poder político e de ensino que faz com que alunos de classes baixas se vejam como subalternos, ou seja, a escola possuí mecanismos que fazem com que alunos de classe social inferior se vejam como subordinados de uma classe superior e detentora do conhecimento e dos poderes político e econômico. No entanto, logo em seguida ele faz uma menção sobre como combater essa “dominação” ainda presente na escola; ele defende como solução o debate e questionamentos providos e exercidos pelos alunos de classe baixa, que sejam incentivados pelos professores, como forma de analisar e promover mudanças nesse sistema institucional que possam proporcionar que estes alunos também tenham as mesmas possibilidades de vida exercidas e adquiridas pelos membros da classe social superior. Além de como retomada do problema, ele afirma que a escola beneficia alunos que já possuem certos conhecimentos sobre alguns temas e, como forma de solucionar esse problema, seria necessário que a escola, principalmente os professores analisassem de forma mais minuciosa, as diferenças entre os alunos com base nos meios em que vivem e encontrar diferentes métodos para auxiliar cada um em sua trajetória para o sucesso.
    O terceiro ponto é sobre a visão de Pierre Bourdieu sobre a sociologia da ciência, pois como ele afirma, os problemas que ocorrem no sistema escolar também têm suas origens no meio acadêmico (científico) que também podem ocasionar em uma ameaça para a própria ciência. Um dos principais problemas é sobre a questão dos cientistas se enxergarem como uma elite do conhecimento, guardando para a comunidade científica suas descobertas e, portanto, deixando de difícil acesso essas informações importantes para a grande maioria da sociedade e impossibilitando a formação dos mais novos pesquisadores. Além desse problema, há a questão de permitir que outros poderes como religiosos, políticos e econômicos tenham mais dominação sobre a população inserida na classe social baixa. Com esses problemas ganhando força na sociedade fazem com que a imagem de muitos cientistas seja valorizada como sacerdotes do saber ou desvalorizada como pessoas egoístas e corruptas, o que não é verdade, pois como referido acima, eles ainda seguem mecanismos de não divulgação de seus trabalhos por questões de auto-enganação e por acreditarem estar fazendo um ótimo trabalho para sua sociedade (que em parte pode ser verdade).

  8. Hellaine Cristina Damião Rodrigues disse:

    Trabalho e Educação: Primeiras Impressões da Alienação do Trabalhador Docente – Jeannette Filomeno Pouchain Ramos e José Gilberto Biserra Maia

    De acordo com a leitura do texto um ponto importante é a relação do Trabalho Docente com as mudanças do Capitalismo e na mesma proporção, envolve todas as formas de trabalho e modifica as relações humanas. Essa forma de trabalho está permeada com o Sistema Capitalista, pois as escolas é o lugar de estratégia para a repercussão desse sistema. O trabalhador docente tem por objetivo fomentar, garantir e contribuir para o sucesso da aprendizagem, principalmente nas relações sociais para o desenvolvimento humano, porém enfrenta a proletarização e a alienação de seu trabalho com a submissão de suas atividades.
    Outro ponto importante destacado dentro do texto está interligado com as ações do homem de estabelecer uma nova relação para a sua sobrevivência voltada à dependência da produção dos objetos. As divisões e a flexibilidade do trabalho (terceirização, trabalhos informais e a alienação do trabalhador), a relação da quantidade da produção com a valorização do proletário (quanto maior a produção maior a desvalorização do trabalhador) e a falta de reconhecimento do outro ser humano (a criação da inimizade), são exemplos de acontecimentos dentro da contemporaneidade formados pelo Capitalismo que exigem a valorização da produção. Como todos os trabalhadores são afetados com o trabalhador docente não é diferente.
    Por fim, outro ponto principal definido por meio do texto é o da exploração do trabalhador na atualidade. Com as mudanças de leis, formas e contratos trabalhistas houve o aumento da submissão do trabalhador colocado como um objeto de valor menos favorecido e que segue a suas funções trabalhistas dependentes de uma exploração, como mais horas de trabalho e pouco reconhecimento. Dessa forma, com o sistema exigindo o máximo das ações humanas as pessoas pedem mais reivindicações trabalhistas.

  9. João Pedro Pópoli Basso disse:

    “Escola e Democracia” – D. Saviani, 1983.
    É de suma importância, logo de início, que sejam abordadas as diferenças relativas às teorias não-críticas e às teorias crítico-reprodutivistas, colocando-as em lados opostos quando na análise teórica das vertentes educacionais. As teorias não-críticas (entre elas as da Pedagogia Tradicional, Nova e Tecnicista) apoiam-se na premissa de que o ambiente escolar, assim como a educação em geral, configuram-se como instrumentos de combate à marginalização, visando a equalização social a partir da eliminação das diferenças materiais (econômicas) e simbólicas (culturais) entre as diferentes classes que compõem a sociedade. Segundo essa teoria, os seres humanos são harmoniosos por sua própria natureza, sendo a marginalização, portanto, um desvio à norma padrão, um problema que não só pode como deve ser combatido. O sucesso se dá com a elaboração de uma sociedade sem distinções ou exclusões, onde todos possam viver em pé de igualdade. A educação tem um papel social indispensável, atuando como principal pilar que sustenta as relações humanas dentro de um modelo social positivo e harmonioso. As teorias crítico-reprodutivistas, por sua vez, consideram a educação como um dos principais instrumentos de fomento à marginalização, garantindo a expansão e a reafirmação das relações de dominação dos burgueses sobre o proletariado. Aqui, a escola, totalmente em concordância com a ideologia defendida pelos dominadores (burgueses), mostra-se apenas mais um ambiente dotado de distinções sociais, uma vez que está condicionado a fatores ideológicos externos, não podendo ser interpretada sem que estes fatores sejam levados em consideração. A sociedade, aqui, é vista sob uma perspectiva de que a separação de classes e grupos dotados de características e posses individuais é inevitável. As relações humanas, agora, dão-se apenas com a imposição de uma força de produção; a marginalização, portanto, é perpetuada e interpretada como algo natural. Inseridas nessa linha de interpretação, citam-se as seguintes teorias: Teoria do Sistema de Ensino como Violência Simbólica, Teoria da Escola como Aparelho Ideológico do Estado e Teoria da Escola Dualista.
    Dentro das teorias não-críticas, gostaria de destacar a transição gradual dos objetivos do ambiente escolar na passagem da pedagogia tradicional para a pedagogia nova, por meio da qual foi possível observar a adesão de um aspecto humanista na educação, que saiu de um campo pautado em motivadores como pensamento lógico, esforço, disciplina, diretivismo, ciência da lógica e quantidade, para um aspecto mais psicológico, preocupado com as características específicas de cada indivíduo, priorizando o interesse, a espontaneidade, o não-diretivismo, a qualidade e as contribuições da psicologia e biologia para, finalmente, elaborar uma educação inclusiva que estabelecia seu sucesso a partir da inserção de todos os indivíduos na sociedade, culminando em um ambiente harmônico e sem exclusões. Nas teorias crítico-reprodutivas, por sua vez, a transição se dá de acordo com o grau de possibilidade de se estabelecer uma revolução proletariada. Na teoria do Sistema de Ensino como Violência Simbólica o nível de dominação econômica e cultural por parte da burguesia acontece de forma tão vertiginosa que inibe completamente o pensamento proletariado no sentido de se realizar uma luta de classes, ficando esta retida ao campo teórico, nunca se estabelecendo num emaranhado de ações práticas. Na Escola Dualista, no entanto, a ideologia do proletariado se faz extremamente presente, de tal modo que o ambiente escolar tem que se posicionar, não apenas na reafirmação das relações de dominação da burguesia, mas diretamente no combate das linhas de pensamento do proletariado, fomentadas e concentradas nas massas e organizações sindicais/trabalhistas.
    É importante salientar que as teorias crítico-reprodutivistas não apresentam, em sua constituição, uma teoria pedagógica própria, devido ao fato de que estas interpretam a educação como impossível de ser algo diferente do que ela já é, já que os condicionantes sociais externos não permitem a sua modificação. Para uma possível mudança nas estruturas ideológicas escolares, portanto, seriam necessárias modificações sociais que agissem no combate das desigualdades econômicas e culturais entre as diferentes classes. A grande alteração nos moldes educacionais se daria de fora pra dentro, necessitando-se, inicialmente, de uma modificação social que, posteriormente, atingiria os ambientes escolares e não o contrário. Vale lembrar, também, que a educação compensatória é desconsiderada como uma teoria por Saviani, uma vez que se apropria de modelos pedagógicos já pré-estabelecidos nas teorias não-críticas, estabelecendo uma linha de pensamento que diz que o sucesso da educação é plenamente garantido caso sejam combatidas as injustiças sociais. Nos moldes da educação compensatória, em suma, a educação já é plenamente funcional, sendo apenas incapacitada por agentes externos; a plena funcionalidade da educação não necessitaria, logo, de uma alteração das teorias pedagógicas já vigentes. A ineficácia desse pensamento se faz muito visível, por exemplo, no estado de São Paulo, onde mesmo após 10 anos de oferta de merenda escolar, os níveis de abandono na passagem da primeira para a segunda série aumentaram cerca de 6%. Em conclusão, a educação compensatória seria muito melhor desenvolvida, segundo Saviani, se fosse chamada de compensação da educação.

  10. Fernanda Drigo Gomes disse:

    livro: Uma Didática Para a Pedagogia Histórico-Crítica (João Luiz Gasparin)
    Parte III – Prática Social Final do Conteúdo: Nível de desenvolvimento atual do educando
    Três tópicos importantes:
    1. Desenvolvimento do pensamento e ações para se realizar a prática social final
    O primeiro tópico a se destacar refere-se ao desenvolvimento do pensamento e ações para se realizar a prática social final. Para que esta seja realizado, não é necessário apenas o embasamento teórico desenvolvido nas fases anteriores, mas também um conhecimento prático, que engloba outras técnicas, além das teorias, com o objetivo de que uma ação real seja colocada em prática. Assim, o conhecimento passa a ser desenvolvido por completo, visando a mudança de comportamento do educando frente à sociedade. Desta forma, as escolas não têm o objetivo de formar apenas um profissional teórico, mas sim, um cidadão. Tal “ação real”, não necessariamente precisa ser algo material, mas também engloba todo o novo processo mental que possibilita uma análise da realidade mais ampla e crítica. Portanto, na prática social final é consolidado o conhecimento adquirido durante o desenvolvimento do conteúdo, pois, tanto professor como aluno, modificaram seu modo de pensar e possuem maior compreensão dessa concepção. É aí que o aluno se torna independente, autônomo, fazendo sozinho o que antes precisava de ajuda para realizar.
    2. como realizar a prática social final
    O segundo tópico tem como foco a realização da prática social final. Esta prática se configura na manifestação dos novos conhecimentos no cotidiano do aluno. Contudo esses conhecimentos não devem ser a os únicos levados em consideração. Além deles, deve-se considerar o conjunto de conhecimentos já adquiridos anteriormente, pois a prática social inicial e final participam de um todo dialético. É nesta fase que o aluno se mostra disposto a colocar em prática o novo conhecimento. Desta forma, os alunos se unem ao professor para elaborar um plano de ação que levará os conhecimentos adquiridos em aula para sua vida cotidiana, procurando prever o que os alunos farão e seus desempenhos depois de adquirirem tal conhecimento. Então planejam juntos quais ações serão realizadas, sendo elas da forma que mais convir no meio e que vivem, e não necessariamente grandiosas.
    3. Como desenvolver a pedagogia histórico-crítica
    O último tópico a ser destacado envolve formas de desenvolver a pedagogia histórico-crítica, operacionando suas fases. De acordo com a teoria psicológica histórico-cultural, as bases desenvolver conceitos científicos na escola é dividida em 3 passos do método dialético de construção do conhecimento: prática-teoria-prática. Porém, foi notado que há sempre uma dificuldade, por parte dos educadores, em planejar sua ação seguindo os passos. Tais dificuldades sempre envolvem entender a teoria e como passar dessa teoria a um projeto de ensino-aprendizagem.
    Para muitos o planejamento é algo inviável, porém todos concordam com a necessidade e validade de um plano de trabalho. Devido as inúmeras coisas que atrapalham o desenvolvimento de tal planejamento, é recomendado que o docente tenha no mínimo uma previsão das atividades a serem desenvolvidas, mesmo que ampla, planejada por unidades de conteúdo, e não aulas em específico.
    A proposta de planejamento dentro da pedagogia histórico-crítica deve se iniciar de acordo com os problemas sociais existentes na comunidade e na sociedade, porém, devido a estrutura organizacional da maioria das instituições de ensino (fundamental, médio e superior), este método se torna inviável, pois os conteúdos são definidos antes que se conheça os alunos. Portanto o recomendável é desenvolver as tarefas de acordo com a realidade das escolas. Assim, o planejamento começa pela listagem de conteúdos a serem trabalhados, uma vez que existe essa dificuldade de fugir do conteúdo já determinado.
    Nesse sentido, primeiro deve-se listar os conteúdos das unidades que vão ser trabalhadas e definir os objetivos a serem alcançados, depois cumprem-se as outras fases do planejamento com base na pedagogia histórico-crítica. Considerando cada unidade um miniprojeto de trabalho que, junto às outras unidades, forma o plano integrado da disciplina. Desta maneira, será possível encontrar seu modo de existir na vivência dos educandos. Pode-se, assim, encontrar melhores contextos de se trabalhar com eles, prevendo, possivelmente, seus entendimentos sobre os conteúdos e práticas e, também, como eles aplicarão o novo conhecimento em seu cotidiano.

  11. Beatriz da Silva Pascoal disse:

    Referente ao livro “A ideologia Alemã” de Karl Marx:

    O primeiro ponto que me chamou atenção foi o fato de Karl Marx não desejar seguir carreira acadêmica, por mais que tenha tido acesso e essa disponibilidade, preferiu construir o seu saber por conta própria e baseado naquilo que ele acreditava ser correto, porém não abrindo brecha pra ignorância, quis ter contato com várias áreas do conhecimento e se permitiu aprender, por exemplo, Marx se declarou adversário das ideias socialista, mas mesmo assim quis entender o conceito, e tempos depois incorporou esse conceito aos seus pensamentos.
    O segundo ponto é o fato de durante a formulação de suas ideias tanto Marx como Friedrich Engels acreditarem e desacreditarem de muitas teorias (O Hegelianismo foi uma delas) o que demonstra como é importante acreditar e também se desprender de algumas ideias durante o processo de formulação de pensamento, para que essa consciência possa avançar.
    O último ponto é a tese de Marx sobre Feuerbach, em que ele afirma que a essência do homem é o conjunto das relações sociais, e que somos depende da produção, do que é produzido e de como é produzido, o ser, portanto depende das condições materiais de produção daquela sociedade, é nesse conceito que se firma a teoria do materialismo histórico; e, a partir disso, são definidas as relações entre ser e consciência, não é a consciência que determina a vida, senão a vida é que determina a consciência.

  12. Sandra Aparecida Candido disse:

    TURMA:Pedagogia 1
    A ideologia alemã : Ludwig Feuerbach.
    Os três pontos mais importantes.

    1-A tese Marx sobre Feuerbach , em que ele afirma que a essência do homem é o conjunto das relações sociais , o que somos depende da produção , do que é produzido, o ser depende das condições materiais daquela sociedade e nesse conceito se afirma a teoria da materialismo histórico.

    2- As definições de relações entre ser e consciência ,não a consciência que determina a vida e sim a vida é que determina a consciência, nenhuma diferença especifica distingue o idealismo alemão a ideologia de todos os outros povos ,o mundo a todos também é dominado pelas ideias ,ele não se limita a registrar os fatos de pensamento mas procura também analisar o ato de produzir ou de produção.

    3-Organização essencialmente econômico é a condição material das condições , o estado das coisas criado pelo comunismo constitui precisamente a base real que torna impossível tudo o que existe e independentemente dos indivíduos , a diferença com respeito a ordem aparece sobretudo na oposição entre burguesia e proletariado .

  13. Laura Cristina Nogueira Dias disse:

    Texto: Marx e a Pedagogia Moderna – Mário Alighiero Manacorda
    Três pontos importantes observados no texto:

    Primeiramente, é necessário entender a visão marxista da educação, para Marx a educação era parte da superestrutura de controle pelas classes dominantes, criando uma falsa consciência a classe de trabalhadores impedindo-os de alcançarem seus interesses. Marx não gostava da educação oferecida pelo Estado, por desacreditar do currículo que era ensinado. Marx se opunha a qualquer currículo baseado em distinção de classe, defendia a educação técnica e industrial. A educação ao mesmo tempo que é transformadora, é também um instrumento de dominação (se ela for transmitida de forma errada) de massa dentro de um sistema. O marxismo mistura a teoria prática e apresenta aos aprendizes a necessidade crucial da atividade racional e um sentido de responsabilidade social necessário para uma existência mais humana. Marx tem um conceito sobre o qual se deve trocar a educação instrucional por uma politécnica (escolas que se dedicam ao ensino técnico). Ele cita o ensino público e gratuito a todas as crianças, a abolição do trabalho infantil nas fábricas e a unificação do ensino com a produção material.

    -Vinculação entre Trabalho e Educação
    Engels defende a abolição de toda forma de divisão do trabalho, de colocar os homens em classes sociais diferentes. Ele afirma que esse ensino vai permitir que os jovens acompanhem todo o sistema de produção que possibilita alternar entre os ramos de produção. Os jovens não ficarão presos a um único ramo, possibilitando conhecer outras áreas. Para adquirir uma mudança social, o povo tem que estar preparado intelectualmente e com uma cultura formada. Marx quer uma sociedade sem classes sociais, construída por meio de uma revolução intelectual, devolvendo ao povo a liberdade de pensamento. A educação uni a escola e a sociedade. Onilateralidade é a chegada histórica do homem a uma totalidade de capacidades produtivas e, ao mesmo tempo, a uma totalidade de capacidades de consumo e prazeres.

    -Teses pedagógicas do Marx e Engels:
    Eliminação da propriedade privada; da divisão do trabalho; da exploração e da unilateralidade (que vai estar desenvolvendo o ser humano apenas em um único lado, sentido/dimensão para atender as demandas do mercado). Buscando a recuperação da onilateralidade e o desenvolvimento das forças produtivas. Marx e Engels concordam que a propriedade privada e a divisão do trabalho são a causa da degradação do homem. A produção unilateral visa apenas a preparação do homem para o trabalho alienado, que denuncia a condição do operário pobre (mesmo produzindo riquezas), desprovido de valor e dignidade.
    No ambiente escolar, as atividades formativas limitam o homem para o ingresso no mercado de trabalho. Engels observava que o ensino nas escolas criadas pela burguesia para operários levava-os a uma atrofia moral e desolação intelectual. O ensino intelectual, educação física e ensino tecnológico vinculados permitem o desenvolvimento completo do ser humano, por meio da teoria+prática. Além das escolas politécnicas, Marx viu a a necessidade de ter também nas escolas dos operários, um ensino tecnológico (escola centralizada a uma aprendizagem bem ampla do conhecimento tecnológico e científico).
    -Onilateralidade: uma oposição de ideia da divisão do homem ( voltado para atividades práticas/manuais ou trabalha com o lado intelectual, com a questão da administração/gerência. A concepção de homem onilateral exigência de um desenvolvimento completo, multilateral diante da alienação do homem com a natureza.

  14. Rafaela Salvador Banhos disse:

    Texto “Formação De Professores No Brasil: Dilemas E Perspectivas”

    O primeiro ponto importante é a diferença de formação que é vista em grupos distintos de docentes, como citado no texto, professores primários e secundários não apresentam a mesma base pedagógica o que atrapalha a uniformização da prática docente e agrava a situação precária do ensino no Brasil. Portanto é necessário dar ênfase na questão a qual o texto aborda que deixa explícito a vitalidade de uma base pedagógica bem desenvolvida em todos os campos que abrangem à docência.
    O segundo ponto importante é o ciclo no qual a qualidade do ensino está inserida, precisamos enxergar que a desvalorização e a falta de medidas para melhorar a educação como um todo acaba em um ciclo eterno que consiste no fato de professores que não dominam as competências pedagógicas necessárias comprometerem o ensino de talvez futuros colegas de profissão que irão cometer os mesmos erros. Com isso, fica claro a urgência que se deve ter para melhorar a formação docente.
    O terceiro ponto importante é o vínculo da educação com diversas outras áreas que compõem e contribuem para o funcionamento da sociedade, tanto na questão de desenvolvimento em áreas como saúde, segurança e desemprego como na movimentação da economia. Com o investimento educacional, a formação não só de melhores docentes como também de melhores profissionais de campos diversos poderá ser alcançada, o que valerá imensamente o investimento.

  15. Júlia C. Rodrigues disse:

    Texto: Pedagogia Histórico-Crítica (Dermeval Saviani)

    O primeiro ponto a ser considerado é como a educação, segundo o autor, pode ser vista como mediação no interior da prática social global. O conhecimento da humanidade é cumulativo, passando de geração a geração, e cabe à educação possibilitar a abstração desses conhecimentos e incorporação deles aos indivíduos, para que possam ser agentes ativos socialmente.

    O segundo ponto a ser considerado é o modo como os alunos encaram as disciplinas a eles ministradas como sendo independentes umas das outras. Segundo o autor, os alunos tem uma versão sincrética (caótica, confusa) das coisas em âmbito escolar, não sendo possível discernir similaridades entre as matérias (o que acaba as tornando difíceis ou tediosas segundo o seu ponto de vista); mas do ponto de vista do docente, que tem uma visão sintética (concisa, clara), todas as disciplinas se conectam uma à outra e faz com que uma complemente a outra, facilitando a vida do aluno (mesmo que ele não perceba).

    O último ponto a ser considerado é uma questão proposta pelo próprio autor: “A cultura (por conseguinte, a educação) tem força para mudar a sociedade?”. Em minha opinião, a cultura e a educação têm sim força para mudar a sociedade, como, inclusive, pode ser percebido na atual conjuntura. Sem as pesquisas feitas por cientistas mundo afora, seria pouco possível que soubéssemos o quão grave é a pandemia pela qual estamos passando, e correríamos um risco maior do que já é presente. No Brasil, onde a cultura não é levada a sério por quem deveria e onde a educação é sucateada por aqueles que deveriam provê-la, elas provam ser essenciais para combater não só o presente momento, mas também mudar a vida de milhões de pessoas, e dão um verdadeiro “tapa na cara” naqueles que as querem vê-las destruídas.

  16. Ana Beatriz Talhari de Souza disse:

    Texto- Um toque de clássicos: Marx, Durkheim, Weber
    A partir do texto de Weber, um ponto importante é sobre a racionalização presente nas religiosidades de salvação, cujas orientais são marcadas pela adoração do que é divino e afastamento do mundo e as ocidentais são marcadas pelo ascetismo, tanto na vertente da negação, que nega as distrações da vida (como família, amigos, prazeres), quanto na vertente orientada para o mundo, em que os fiéis com espirito reformador tem o objetivo de muda-lo a partir de seus princípios. Observa-se então um processo de racionalização, principalmente das ocidentais, do modo de agir dos religiosos, que controlam suas vontades visando a salvação, e Weber apresenta isso como essencial para as transformações sociais e econômicas. Ainda sobre a sociologia da religião e a racionalização presente nela, destaca-se o conceito de teodicéia para dar explicações aos religiosos desacreditados de uma força superior divina perante alguma dificuldade e injustiça que os mesmos tiveram ou têm que lidar, ou seja, apresentar argumentos para a boa sorte daqueles que são mais privilegiados que outros, mesmo com a existência de um ser sagrado tão justo, justificando a infelicidade dos oprimidos como benéfica para sua salvação.
    Outro tópico de destaque é relacionado a racionalização burocrática como uma importante característica do capitalismo segundo o próprio Weber, especialmente em meios de produção que possuem uma organização de trabalho cooperativa e coletivizada, visto que, dessa maneira, as pessoas trabalhariam afastadas de sentimentos, emoções e individualidades (irracionais), pois o único objetivo e função que todos teriam em comum seria o lucro. Os trabalhadores têm toda sua energia voltada para suas tarefas já que, novamente relacionado a religião, qualquer tempo ocioso seria considerado um pecado.
    Weber descreve ação social como toda conduta, portadora de um sentido, que um indivíduo toma perante outros, e a partir disso ele delineou quatro tipos de ação. A afetiva é movida pela presença de sentimentos e emoções e a tradicional pelo cotidiano e costumes. Ambas são irracionais, pois não possuem preocupações com o que suas condutas podem causar. Outros dois tipos são racionais, uma é relacionada a fins, em que são feitas escolhas adequadas visando um objetivo final, e uma relacionada a valores, os quais são levados em consideração para tomar qualquer atitude. Esta última ação, porém, pode ter uma parcela irracional, pois não se dá tanta importância para os fins e sim para seus próprios princípios diante de tal ação (quanto maior sua confiança nesses princípios, maior a irracionalidade).

  17. Carolina Marzochi dos Santos disse:

    Três pontos importantes do livro “Textos sobre educação e ensino” de Karl Marx e Friedrich Engels.

    • Somos educados para sermos empregados ou para sermos cidadãos livres?

    Muitas escolas não te levam a pensar em uma formação superior sendo que você pode arrumar um serviço qualquer até mesmo sem escolaridade, não apresentam a importância dos estudos em que você possa ter uma vida muito melhor. E como Engels disse “vigiar as máquinas, renovar os fios quebrados, não são atividades que exijam do operário algum esforço do pensamento, ainda que, por outro lado, impeçam que ocupe seu espírito em outra coisa”, ou seja, para que estudos se para dirigirmos maquinas seja uma atividade que não teste sua inteligência, mas que isso sempre ira fazer muita falta. Essa relação entre divisão de trabalho e a educação são coisas homologas sim entre si.
    E que pela existência do capitalismo, pessoas com baixas rendas que na grande maioria das vezes são estudantes de escola pública acabam sendo levados a pensar que o quê se tem a eles são empregos de baixa renda, isso se aplica até as mulheres que pela sociedade pensam que nem devem ter um trabalho digno, enquanto pessoas com condições melhores sempre terão oportunidades e estudos bons. A cada dia mais aumenta a desigualdade na sociedade e pessoas não procuram seus direitos por acharem ate mesmo normal essa exploração.

    • Da educação domiciliar, gremial e religiosa ao ensino estatal, quais as mudanças?
    A escolaridade e a formação superior já foram duas coisas bem raras antigamente, além de ser muitas vezes apenas para pessoas bem estruturadas também era algo com conteúdos e disciplinas bem escassos. Porém com o passar dos tempos isso foi mudado e finalmente reconheceram a educação como algo importante e de necessidade pública, até hoje em dia que é algo bem diversificado e que serviu para cada dia mais diminuir a falta de alfabetização que era bastante encontrada tempos antes.
    Contudo aquelas instituições tradicionais da sociedade pré-capitalista que só trazia poder e estudos aos povos dominantes sumiram dando direito a todos. A educação se tornou algo amplo e de fácil acesso na maioria dos lugares. Mas claro que com o tempo foram criadas escolas privadas e que sempre tinham algo melhor a dar o que as escolas públicas.
    Marx e Engels sempre prestaram atenção nestas mudanças da educação na sociedade e principalmente nos burgueses por sempre tentarem se aproveitarem de algo, escolas e ensino superiores que antes eram só direitos privados a eles, hoje são nossos também, porém sempre estamos em evoluções e mesmo que demore sempre conseguiremos nossos direitos públicos. Na maioria das vezes frases e opiniões de Marx e Engels aplicadas antigamente na verdade podem ser usadas para as mudanças atuais da sociedade.

    • Existe muita divisão do trabalho na sociedade?
    Toda a nação do mundo depende uma da outra, cada parte com uma função importante para todos, mesmo que sempre haja diferenças entre elas, tanto na cultura e educação quanto no trabalho. Vê-se principalmente a divergência entre trabalho industrial e comercial e trabalho agrícola por haver impulsos diferentes, mesmo que um seja importante ao outro, tudo que sempre tem é a luta por quem vai ser o melhor mesmo que com isso seja prejudicial a muitas pessoas, e isso acaba interferindo principalmente no meio dos trabalhadores.
    Mas como á sempre essa divisão muitas famílias isoladas e opostas da sociedade sempre tem desigualdades, uns com muito outros sem nada, e tudo isso por interesses.

  18. Victória Orniz disse:

    Seguindo a obra “Manifesto Comunista” de Karl Marx e Friedrich Engels, nota-se que o ideal do comunismo foi um grito de alerta e desespero ao que acontecia na época. Em plena Revolução Industrial, um sistema que exigia cada vez mais a obtenção de dinheiro (e consequentemente poder) ditava a inferiorização do proletário, o qual vendia sua força de trabalho para sobreviver.
    Um ponto importante a ser destacado é a ausência de alternativas por parte da massa para superar o que estava acontecendo. A desvalorização da mão de obra aumentava cada vez mais a procura, o que só deteriorava a resistência do povo, que era obrigado a trabalhar pelo mínimo possível para ao menos sobreviver. A obra então sugere a união de todo o proletariado a fim de coordenar o processo de trabalho e assim trazer medidas mais justas.
    Com a industrialização e sua expansão cada vez mais rápida, a burguesia obriga as nações a fazerem parte do capitalismo para entrarem em um falso padrão de “civilização”. Essa medida talvez seja um aspecto muito fácil de associar à atualidade, já que a população é manipulada por padrões estabelecidos incessantemente para às compras.
    Desse modo, a associação da obra com os dias atuais se revela como uma possível medida para frear esse sistema tão nocivo à grande parte da população. Infelizmente a ignorância sobre a realidade impede o estudo da História e das Ciências Sociais, e o senso comum faz com que a palavra “comunismo” seja abominada e usada como diversos tipos de ofensa. Portanto fica claro como todo o processo descrito no “Manifesto Comunista” permanece até os dias de hoje.

  19. Beatriz dos Santos Caires disse:

    Texto: A mercadoria
    Autor: Karl Marx

    O primeiro tópico que selecionei foram os conceitos de “Valor de uso”, “Valor” e “Valor de troca”.
    No “Valor de uso” é olhada a sua utilidade, como por exemplo, utilizando as mercadorias ferro e trigo, elas respectivamente são úteis para produzir pães e portões. Porém, esse “valor de uso” é deixado de lado, para ser utilizado apenas o “Valor” o qual é contribuído através das horas de trabalho praticadas com a mesma intensidade para produzir essas mercadorias. A partir disso, se chega ao “Valor de troca”, significando que, se 100 gramas de trigo forem produzidas com a mesma quantidade de horas que 1 grama de ferro, eles possuem o mesmo valor, formando uma equação.
    O segundo tópico escolhido é sobre o trabalho, já que ele é uma das condições de existência do homem, independente de qualquer sociedade, podendo juntar o homem e a natureza, pois, quase sempre, para construir, criar, é necessária a mão do homem, mas também a parte da natureza que ninguém pode intervir. Como citado no texto por William Petty: o trabalho é seu pai e a terra sua mãe.
    O terceiro tópico foi sobre o caráter fetichista da mercadoria, para mim, o mais complexo. Primeiramente, entende – se que esse fetiche não vem nem do ” valor de uso ” e nem do próprio ” Valor “, mas sim, da oposição dos mesmos, formando a mercadoria. Logo, o fetiche torna a mercadoria uma figura autônoma, com vida própria, escondendo em sua essência o trabalho social e os homens. Assim, se forma um “Qüiprocuó” ou uma coisificação, onde ocorre uma inversão entre as coisas e as pessoas, tornando os trabalhadores objetos, que são manipulados pelas mercadorias, as quais se tornam o sujeito da relação.

  20. Marina Campanhã Cury Sotine disse:

    O PROCESSO DE TRABALHO DOCENTE: INTERFACES ENTRE A PRODUÇÃO E A ESCOLA

    O texto em questão, de maneira sumária, trata da relação entre os meios de produção capitalistas e o sistema educacional como um todo.
    Um ponto a se ressaltar é o da própria temática: não é costumeiro, em discussões acerca do sistema econômico vigente em maior parte do mundo, tratar de seus reflexos sobre a educação. De maneira ainda mais rara discute-se o sistema educacional enquanto um meio de produção propriamente dito.
    Ao descrever a flexibilização da escola perante as mutações capitalistas, fica evidente o poder transformador da educação na humanidade: afinal, não apenas pode ser a responsável pelas formações críticas e pelas transformações de caráter positivo referentes ao sistema, como também se faz essencial para metamorfose dos seres humanos em mão-de-obra.
    Ao tratarmos desse tema sob o viés da Filosofia, poderíamos trazer à pauta duas máximas: só a educação liberta, de Epiteto, filósofo grego e, em contrapartida, Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, a dizer que a liberdade é a própria condenação.
    Em frente a tal relação entre a escola e o capitalismo, é possível refletir: o sistema educacional, inserido em um contexto quase que puramente capitalista, mais liberta ou mais aprisiona?
    O segundo ponto em que é merecida ênfase é a da educação como mercadoria. Não é de se surpreender, na atualidade, a colocação do ensino como mero produto a ser comercializado. É de visibilidade geral da nação a (de)gradação Da qualidade do ensino em instituições educacionais com base em seus valores financeiros. De maneira análoga, é evidente o sucateamento do ensino gratuito, público, destinado às classes socioeconômicas de menor prestígio. Tendo isso explicitado, fica clara a “flexibilidade financeira” do setor educativo: para os mais abastados, a educação pode ser, sim, além de formadora dos trabalhadores (futuros componentes da pequena, média e, quem sabe, grande burguesia), processo para o desenvolvimento da criatividade e do pensamento crítico do indivíduo. Enquanto isso, em se tratando da educação pública básica, temos quase que exclusivamente “fábricas de ensino”, como diria Karl Marx, nas quais são preparados, não trabalhadores, mas proletários. É possível, ainda, analisar em tais contextos uma “premonição” da alienação do trabalho: tem-se uma alienação do estudante. É-lhe passada uma educação conformista, pouco reflexiva, de forma a apagar, paulatinamente, a possibilidade do revolucionário. Nasce, assim, a mão-de-obra anestesiada, que pouco ou não questiona sua posição dentro do mundo. Passa, portanto, a ser pequena peça dentro da grande maquinaria do Estado capitalista.
    A terceira e última questão a se destacar é a do papel do docente dentro deste Estado explorador da força de trabalho. Discute-se o conhecimento do profissional educador sem seus meios de produção, ou seja, sem a instituição de ensino propriamente dita. Conclui-se, dessa forma, que sem vínculo empregatício, o professor não pode exercer aquilo para que foi treinado. Desse “tudo ou nada”, surgem as possibilidades de precarização do trabalho do docente. Afinal, sobretudo em tempos de crise econômica, a possibilidade de emprego, mesmo que sem os benefícios previstos pela CLT (consolidação das leis trabalhistas), é miragem de uma grande conquista. Da precarização, vem a subsequente mais-valia. O professor não simplesmente é explorado com serviços à respectiva instituição em que trabalha sem o devido pagamento, como se torna subordinado intelectual dessa mesma empresa. O professor tem, de fato, liberdade dentro de sala de aula para passar informações e ideologias a seus alunos, as quais podem ou não ser acatadas e “metabolizadas” pelo imaginário do estudante. Essa liberdade, todavia, é sempre passível de repreensão, a depender da administração do espaço educandário e/ou do Estado, e das ideias expressas pelo educador, quando consideradas “subversivas”. É-se visível esse tipo de repressão em tempos de governos de caráter totalitários (como podemos resgatar no período do Estado Novo, de Getúlio Vargas, na Ditadura Militar e, atualmente, no governo “democrático” de Jair Bolsonaro). Em síntese, tanto o educador quanto o educado, principalmente em instituições públicas, tornam-se reféns de uma educação conformista, embora “segura”. O profissional se protege de censuras, e o Estado, ademais a produção de mão-de-obra para sua economia liberal (e pouco libertadora), protege-se de revoluções e revolucionários.
    Em virtude do apresentado, concluímos que o processo socioeducativo é uma “rua de mão dupla”: pode-se ir para frente, rumo a uma libertação ideológica e proletária, ou pode-se ir para trás, temerosamente, e nunca sair de seu ponto de partida. Obviamente, dentro de nosso contexto social, essa escolha depende das condições financeiras em que um indivíduo se encontra.
    Para encerrar essa discussão, cito Paulo Freire, a fim de propor uma reflexão acerca do exposto:
    “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.” A moldes semelhantes, quando a educação não é privada, o sonho do oprimido não apenas é ser o opressor. O sonho do oprimido é, também, ser libertado.

  21. Rafaella Madalhano Rogério disse:

    Livro: Um Toque de Clássicos (Max Weber)
    Os três pontos citados são: tipo ideal, relação social e dominação e poder.
    1-O tipo ideal é um critério criado por Max Weber e está relacionado ao conhecimento de ideias sobre um objeto de estudo de um pesquisador, ou seja, a sociedade. Esse tipo ideal é associado a mente do pesquisador, pois ele já possui conhecimento sobre o assunto do estudo e irá aprofundá-lo. Por ser designado tipo ideal, significa que é ideal para o pesquisador em seus estudos e ele o utiliza para se aproximar da realidade do seu estudo.
    2- Relação social se trata de uma conduta exercida em conjunto entre dois indivíduos ou mais. Os indivíduos acreditam na probabilidade de outros atuarem socialmente de um jeito havendo uma reciprocidade nas tarefas designadas a eles. Porém, essa reciprocidade da relação social não obriga a eles a atuarem desse modo em suas tarefas. Assim, se as relações sociais forem mais racionais, a probabilidade de que elas sejam normas de conduta será maior.
    3- Dominação é uma vontade do dominador em influenciar sobre os atos dos dominados. Ela pode surgir por interesse, costumes, hábitos ou por afeto e ser obedecida com máxima eficiência pelo dominado. Já o poder é a capacidade de impor sua vontade sobre os outros, assim, há uma relação de obediência dentro de um grupo. O poder se adentra em um espaço de relação social e prevalece, mesmo que haja resistência.

  22. Yasmin Leticia Porfirio de Almeida disse:

    Texto: As concepções pedagógicas na história da educação brasileira.
    Autor: Dermeval Saviani

    O primeiro ponto a ser ressaltado é exemplificado pela visão de Piaget, que manifesta o pensamento de que um indivíduo adquire conhecimento através de experiências por ele vividas ou que ele vá viver. De modo que, o conhecimento seria gerado por meio da percepção de mundo do indivíduo, de seus conceitos e representações individuais.
    Já o segundo ponto a ser ressaltado é: de acordo com o chamado “método intuitivo”, o ensino deve adquirir informações que podem ser apresentadas com exemplos visuais, ajudando na percepção do aluno sobre o conteúdo. Esses exemplos visuais podem partir de ilustrações, objetos e figuras, utilizando o conteúdo a ser ensinado como base.
    Por fim, o terceiro e último ponto se refere à percepção de Amoroso Lima sobre a chamada “pedagógica integral”, que contém os planos nomeados “ontológico” e “cronológico”.
    O plano ontológico possuí algumas finalidades como: infundir hábitos, através da educação, apresentar conhecimentos gerais e culturais e fortalecer a personalidade de um indivíduo, tanto individual como social. Esse plano possuí três planos que podem contribuir para o plano cronológico: o físico, o intelectual e o moral e religioso.
    O plano cronológico se refere à três etapas da vida: o nascimento até à morte, a puberdade à morte e a maturidade à morte. Essas etapas são representadas, respectivamente, pela educação, a instrução e a cultura.

  23. Vitória de Oliveira Reinoso disse:

    Crítica ao Programa de Gotha (Karl Marx)

    Nesse texto Marx,pela primeira vez, fala de maneira profunda sobre a transição. Marx já tem todo um pensamento sobre a economia política, estudos das formas capitalistas, seu desenvolvimento e sua natureza e também tem a sua observação dos acontecimentos históricos do seu período, contudo Marx usa todos esses elementos para fazer uma crítica a uma proposta de programa do partido operário Alemão que Lassalle propôs.

    O primeiro ponto é que Lassalle diz que parte da riqueza vem do trabalho e Marx rebate dizendo que parte da riqueza vem da natureza. O trabalho deve ficar com a riqueza que produz então com o produto íntegro do seu trabalho e Marx diz que não, que uma sociedade em transição, que caminha para o comunismo tem que manter o conjunto com os seus membros e as suas necessidades, Portanto a riqueza produzida por parte da sociedade ( trabalhadores,operários) terá que ser redistribuída pelo conjunto da população.
    Outro ponto é qual o critério usado para essa distribuição, Lassalle diz que o Estado nessa transição é o Estado livre do povo e Marx discorda dizendo que a sociedade capitalista não vai se transformar na sociedade comunista pelo mero ato político revolucionário de chegar ao Estado e coloca-lo a serviço de todos, pois o que determina a própria existência do Estado é a divisão da sociedade em classes. O objetivo de Marx é criar uma sociedade sem classes e sem Estado é criar então condições materiais para o fim do Estado que é a tarefa da transição.
    O último ponto é o que a transição tem como objeto, que é superar a escravizante subordinação do indivíduo a divisão do trabalho , superar o antagonismo entre o trabalho manual e intelectual, com isso o trabalho deixa de ser um meio de vida para se tornar a primeira necessidade da existência e com isso criar condições para o pleno desenvolvimento dos indivíduos, em todos os sentidos, para que seja possível produzir em abundância para que cada um ofereça o trabalho de acordo com sua capacidade e retire da riqueza produzida de acordo com sua necessidade. E só assim que se poderá superar os limites do horizonte do direito burguês e o Estado desaparece.

  24. Pedro Antonio R. Pimentel Junior disse:

    Leitura: Trabalho docente: alienação, autonomia e gestão escolar [25]
    Três pontos a serem destacados:

    1) A alienação do trabalho

    O artigo é bibliográfico, por isso visa revisitar a literatura pertinente que aborda o tema trabalho (MARX, 1964, ANTUNES, 1999, 2000, LESSA, 1997, 1997), trabalho alienado (MARX, 1964, LESSA, 1997, ANTUNES, 1999, 2000) e trabalho docente (SAVIANI, 2005). Por tanto, as obras marxistas e marxianas se fazem muito importantes para a explicação da alienação do trabalho no modo de produção capitalista.

    Para Marx, a alienação do trabalho se manifesta quando o sistema consegue alienar, ou seja, tornar alheio, o produto de seu criador. Ainda segundo Marx, o processo de alienação do trabalho se dá em quatro etapas, sendo elas relativas: 1) ao seu produto; 2) ao processo de produção; 3) ao caráter genérico do homem; e 4) aos outros homens.

    2) Alienação do trabalho-docente.

    Trabalho-docente é toda atividade realizada pelos docentes buscando contribuir de alguma forma com o aprendizado do discente. O artigo compreende que a educação é um direito social do ser humano, e para que a educação seja possível se fazem necessárias várias formas de trabalho, por tanto, no âmbito escolar, todas as ações educativas são formas de tal. Alfabetizar e ser alfabetizado são formas de trabalho, como argumenta Rodrigues (1986 pg.61) “no momento em que a criança e o professor entram na sala de aula e começam a desenvolver suas atividades, ambos estão envolvidos num processo de trabalho. ”

    O estudo pontua que o meio em que os trabalhadores docentes atuam está permeado por forças de exploração capitalistas, as quais visam manter a dicotomia entre trabalhadores manuais e intelectuais, isso por que os educadores se encontram em um sistema educacional imposto pela burguesia, o qual atende suas exigências.

    Enguita, ao caracterizar a alienação do trabalho-docente coloca [...]” o magistério vem adquirindo, de forma crescente, aspectos estruturais similares aos do proletariado, isto é, vem se proletarizando. Isto significa que vem deixando de ter características próprias das profissões, tais como autonomia e controle sobre os meios, objeto e o processo do seu trabalho, para adquirir traços da situação estrutural próprios do trabalho assalariado proletário (P. 176). ”

    3) A Alienação da categoria trabalho-docente contribui para a manutenção alienação da categoria trabalho.

    Segundo Marx e Engels (2002, 46) “[...] para oprimir uma classe é preciso ao menos garantir-lhe as condições mínimas que lhe permitam ir arrastando a existência servil”. Com as precarizações dos salários, condições de trabalho ruins e baixa expectativa profissional, o docente acaba por ser oprimido pelo sistema capitalista, pois para esta categoria é garantido apenas o essencial para a sobrevida, e não a vida cultural ou pessoal. Assim o educador deixa de se reconhecer em outros educadores ou em seus alunos, passando a enxergar os demais como concorrentes ou produtos, alienando seu trabalho.

    O artigo avalia que o trabalhador-docente hoje se encontra em um estado avançado de alienação e estranheza em relação ao seu trabalho, assim um educador não consegue libertar os alunos do ciclo de alienação, ainda é apresentado que “existe a necessidade premente de revolucionar a organização do trabalho na escola e do trabalho docente em busca do estabelecimento de uma nova sociabilidade pautada na dignidade humana, portanto, desalienada.”

  25. Thais Natalie Lopes da Silva disse:

    Livro: História da Educação, de Mario Alighiero Manacorda

    1º: A importância da evolução da pedagogia pelo mundo ao longo do século das duas guerras mundiais, que trouxe importantes novas teorias pedagógicas, como as do filósofo John Dewey e Anton Makarenko.

    Durante a disputa de poderes entre os países participantes das guerras mundiais, novas teorias pedagógicas começaram a surgir para adequar o desenvolvimento científico ao progresso da revolução industrial, porém, eram extremamente direcionadas para a produção, como nos EUA, em que existiam atividades artesanais-agrícolas. Mais a frente, a URSS surge com uma forma de educação que capacita o aluno a fazer tudo, a educação que forma homens unilateralmente desenvolvidos, e mais a frente, o filósofo John Dewey formula uma educação socializada, que critica os antigos pedagogos, que tinham teorias opressoras, em que ricos e pobres eram separados, com rígidas separações das matérias e onde domina a discriminação e a seletividade, e formula uma educação socializada, em que a escola é o instrumento essencial e mais eficaz de progresso e de reforma social, estabelecendo relação entre educação e produção, em que o aluno aprende fazendo (“learning by doing”). Já Anton Makarenko com a “educação dos sentimentos” voltada para a conexão entre instrução e trabalho produtivo, no qual as crianças veem os frutos concretos e são levados necessariamente à colaboração com o coletivo de que são parte, mas só é viável se os individuais tornem-se do grupo e do grupo cheguem à classe social, ao povo todo e a todos os homens do mundo.

    2º: Com o desenvolvimento industrial, torna-se mais necessário a convicção de que a humanidade é uma unidade colaborante, e surgem ideias que criticam a educação que favorecem ricos e o próprio Estado.

    Bertrand Russell escreve que a educação faz parte da luta para o poder entre religiões, classes e nações, e que, exceto na Rússia, ela é sempre direcionada a favorecer os interesses dos ricos e, em qualquer lugar, ensina uma exclusiva fidelidade ao Estado. “O nosso mundo é louco, a religião encoraja estupidez, as forças do Estado estão empenhadas em produzir nos jovens loucura, estupidez, disposição para o homicídio, injustiça econômica e crueldade”. Mas que há esperança pois “os meios para a felicidade humana existem, é necessário só querer usá-los.” deixando nítido como a relação entre educação e sociedade/política são o caminho para a solução dos problemas educativos como a opressão contra os pobres, que a classe dominante instalou no berço da pedagogia mas que, após o despertar de ideias conscientes, causadas pelos avanços tecnológicos, como o lançamento do “sputnik” soviético e avanços de maturação das consciências dos mais pobres, como as lutas operárias e o surgimento das ondas feministas, decisivos para o avanço da educação.

    3º: A importância da dos estudos da psicologia sobre a relação entre natureza e ambiente ou educação no desenvolvimento do indivíduo.

    O diálogo entre os filósofos Vyfotsky e Piaget que o autor exalta, sobre um tema que aflora no antigo Egito, que diz que o desenvolvimento psicológico de um indivíduo não é algo que acontece isoladamente, e sim se desenvolve de acordo com a evolução geral da humanidade e tem como muita importância, a participação do indivíduo na vida da sociedade, que acontece quando o indivíduo tem acesso aos meios de trabalho para dominar os processos de natureza e linguagem, com atividades mediadas por alguém que entende do assunto,um papel essencial no processo de educação, necessários para que ele se desenvolva mais. No diálogo, fica claro que as funções do indivíduo nascem nas relações inter psíquicas, ou seja, entre os homens, e depois disso, tornam-se intra psíquicas, ou seja, internas ao indivíduo, despertando a última fase do ensino, que os psicólogos chama de Vontade, ou seja, “um objeto da psicologia evolutiva para que a psicologia se liberte do cativeiro da biologia e se torne humana e histórica”.

  26. Marcos Antonio disse:

    Turma: Letras Diurno
    Livro: Sociologia da Educação, Do positivismo aos estudos culturais.
    Páginas: 129-149.

    O primeiro ponto que destaco é com relação ao “racismo à brasileira”, definido como um racismo que, aparentemente, não se manifesta, porém está oculto no modo de pensamento de grande parte da população, no qual são posicionadas, como em uma pirâmide, as “raças superiores” no topo e as “raças inferiores” na parte mais baixa. Esse termo foi criado por ativistas dos movimentos políticos negros, sendo atribuído a pessoas preconceituosas que, mesmo defendendo a necessidade de relações afetivas entre todas as raças, geram humilhação e exploração dos negros. (P. 130 e 131).

    O segundo ponto é sobre o eurocentrismo presente na educação pública brasileira. Esse pensamento se faz presente em grande parte da população e é ensinado, despropositadamente, pelos professores e por diversas situações fora da instituição de ensino. Destacando o ambiente intraescolar, ele se manifesta na valorização da aparência física europeia e em julgar a literatura, a filosofia, as artes provenientes da Europa como superiores em relação às culturas e os povos de outras regiões do mundo. Para trabalhar a solução desse problema, é necessário recorrer ao ensino crítico dos conhecimentos acerca das consequências negativas (marginalização das populações nativas e destruição das condições iniciais de vida) decorrentes das colonizações europeias nos continentes africano, asiático e nas Américas. (P. 134 e 135).

    Por fim, o terceiro ponto é a respeito da melhora encontrada pela adoção das cotas por parte de diversas universidades. Essa medida se faz essencial para resolver o lapso na educação devido à questões sociais e econômicas enfrentadas pela maioria da população negra nas escolas. Na constituição já constam artigos que tornam o racismo um crime inafiançável e que preveem a igualdade de oportunidade para todos independente de origem, raça, cor e quaisquer outras formas de discriminação, porém, isso não é uma realidade no Brasil, onde alunos aprendem dentro e fora da escola um tratamento diferente devido à sua cor, sexualidade e condição socioeconômica. A inserção incentivada dessa parcela discriminada da população, por meio de cotas e outras medidas assistencialistas, gera igual possibilidade de formação acadêmica desse grupo em relação à parcela beneficiada da população. (P. 139 – 146).

  27. Isabella Camilo disse:

    Texto: Sociologia da Educação (pág 9 à 33)

    -É interessante observar como o pensamento de sociólogos antigos – como Comte – reflete as idéias atuais que trazem diversas problemáticas como a desigualdade social, o peso em cima do operário para fazer a sociedade funcionar, e o conceito de uns (poucos) mandarem e outros (muitos) obedecerem, oferecendo uma doutrina social inquestionável que ainda é muito presente hoje em dia na forma em que se governa a maioria dos países.O destino final sempre foi produzir, pensando na educação como forma de doutrinar o pensamento visando o interesse na massa e nunca no individual, o que afasta nosso olhar para o outro como indivíduo e nos coloca como robôs de um sistema que não beneficia à todos, não dando espaço para sairmos dessa submissão que segundo Comte, deveria ser voluntária, assim como quem escolhe se submeter a ideologias de uma religião.

    -Durkheim e Comte, apesar de serem de gerações diferentes, encaixam em várias teorias, como por exemplo o conceito de um todo, maior e mais importante que as partes que o compõe. Para que assim, quando a massa estiver bem estruturada, os componentes possam também se estruturarem e satisfazerem individualmente

    -Durkheim vê como fato social atitudes que podem influenciar cada indivíduo sem que o mesmo perceba, como por exemplo a nossa cultura, a forma como nos vestimos, o que comemos e tudo que aprendemos. Logo, a educação também se da como fator determinante para que o individuo nasça, cresça e se desenvolva em sociedade, pois as regras básicas e coletivas- que são passadas, então, dos adultos às crianças até que elas possam se destinar – a todos é o que fazem as coisas funcionarem e progredirem.

  28. Carlos Alberto A. dos Santos Jr. disse:

    Leitura do livro: Marx e Engels – educação e ensino, Unicamp, 2011.

    A proposta deste texto é abarcar três referencias conceituais encontradas neste livro, sobre o que, e de que modo, abstrata e materialisticamente, Marx e Engels pensavem sobre educação.
    É importante antes dizer que ambos não escreveram nada sobre um sistema educacional ou pedagógico, senão sobre os problemas sociais enfrentados em sua época, à luz claro, do materialismo histórico dialético.
    Este método utilizado por Marx para explicar a gênese, a consolidação, o desenvolvimento e as condições de crise da sociedade burguesa é importantíssimo para explicar a escolha dos três pontos mim neste livro. Primeiro porque, segundo o próprio Marx em O Capital, no posfácio da segunda edição, saliente que ” a investigação tem de apropriar-se da matéria, em seus pormenores, analisar suas diferentes formas de desenvolvimento e perquisar a conexão íntima que há entre elas”.
    Para Marx a filosofia faz a crítica, porém a filosofia materialista é transformadora. E não é a consciência imediata que determina a realidade dos homens, é antes, a realidade social que determina a consciência. Por isto em a Miséria da Filosofia, uma resposta ao livro do anarquista Proudhon, Marx conclui que “ao adquirir novas forças produtivas, os homens trocam o modo de produção, e ao trocar o modo de produção, trocam, todas suas relações sociais”.
    Ou seja, está engendrado no pensamento de Marx, que o modo de produção da vida material condiciona o processo de vida social, político e intelectual. E entender isso, é de suma importância para compreender os escritos de Marx e Engels acerca da educação, e os problemas que necessitavam ser resolvidos após a derrubada do feudalismo e a quase consolidada sociedade fabril, que com suas contradições capitalistas, assolava no pauperismo a classe operária.
    Naquela época, na Inglaterra, a falta de atenção das necessidades no campo da educação, com a situação miserável e dramática da classe operária, levam ao trabalho infantil acentuado. O que coloca o ensino e a educação como algo que precisava ser discutido, estudado e transformado. Prato cheio pra Marx e Engels.
    Aqui logo, encontramos o primeiro ponto que escolhi do livro. Nós somos seres complexos, seres sociais e que temos capacidade de aprender e articular. Ambos entendem a educação como: educação intelectual, educação corporal e educação tecnológica. Não se está de forma alguma conjecturando abstrações sobre educação. Deve-se perceber que Marx está utilizando o materialismo para analisar tais relações sociais que estavam perpetuando a miséria da classe operária do século XIX na Inglaterra.
    “Esta combinação de trabalho produtivo pago, com educação intelectual, os exercícios corporais e a formação politécnica elevará a classe operária acima dos níveis da classe burguesa e aristocrática”. (Marx, Associação Internacional dos Trabalhadores, 1886)
    Atravessaremos agora para o segundo conceito. Para ambos só se compreende esta conexão íntima – como se denomina em O Capital – quando tais formas sociais e políticas se encontram já consolidadas, ou seja, a caminho de declíneo, como diz Engels em “Moral, direito e verdades eternas”. O caráter analítico e transformador desta concepção materialistica-historico-dialética é importante, pois o objetivo final são seres humanos desenvolvidos intelectualmente e fisicamente para a produção social completa, plena. A educação e trabalho produtivo social, andarão lado a lado, para a satisfação da necessidade histórico-temporal.
    Percebe-se aqui que a crítica é justamente ao tipo de sociedade que naquela época estava unica e exclusivamente a serviço do capital, do burguês e suas necessidades, empurrando a classe operária (aquela que tudo produz) para cada vez mais à sorte e à miséria. Encontramos aqui, o terceiro e ultimo ponto. O capital se apropria da força de trabalho. Se apropria também do ensino. Pois de outra forma não conseguiria reproduzir ideologicamente a classe dominante, que é a burguesa. Para o capital nenhum limite pode ser considerado como sagrado.
    Sendo assim, a proposta mais lúcida, na perspectiva de Marx e Engels é a intervenção direta da classe trabalhadora. É necessario modificar as condições sociais para criar um novo sistema de ensino. Quanto mais se conhece, quanto mais se apropria a classe trabalhadora das rédeas do modo de produção social tanto maior é seu poder para a finalidade de construir o modo de produção social material para satisfazer, não mais as necessidades do capital, mais suas próprias.
    “Resumindo, podemos dizer que a natureza essencial da atividade educativa consiste em propiciar ao indivíduo a apropriação de conhecimentos, habilidades, valores, comportamentos, etc. que se constituem em patrimônio acumulado e decantado ao longo da história da humanidade, construindo assim, para que o indivíduo se construa como membro do gênero humano e se torne apto a reagir face ao novo de um modo que contibrua para a reprodução do ser social, que se apresenta sempre sobre uma determinada forma particular”. (Tonet, 2007)
    É essencial observar, conforme pontua Lukács, que esta reprodução se efetua de modo desigual. Então a educação não deve ser nunca estática, mas em movimento, para superar suas contradições, do modo como já propunha Marx, ou seja, dialéticamente. Para desenvolver sempre suas potencialidades, de forma que possa superar os problemas histórico-sociais, Deixo aqui, para conclusão deste textom um trecho de Luciano Gruppi, em seu livro Tudo Começou em Maquiavél, para que fique claro o posicionamento marxiano sobre o tema, “os homens não nascem livres, nem iguais, só se tornam assim atrvés de um processo político”.

  29. Leonardo Ribeiro disse:

    Turma: Letras Diurno
    Livro: Sociologia da Educação – do positivismo aos estudos culturais
    Tema: O marxismo e a pesquisa educacional no Brasil (pág. 163-173)

    Como primeiro ponto, pode-se destacar as diferentes concepções acerca do Marxismo e a busca pela afirmação de um modelo “verdadeiro”, aliadas às especificidades do pensamento no contexto educacional brasileiro. O autor discorre, em linhas gerais, sobre as diferentes ramificações da influência marxista, sendo, até mesmo, um ponto de divisão entre pensadores. De modo simplista, essa divisão pode ser dada em: tendência denominada “pedagogia crítico-social dos conteúdos”; concepção dialética da educação; e tendência “crítico-reprodutivista”. Há ainda a exposição cronológica da dispersão da corrente em terras brasileiras. Um último enfoque seria a evolução de como o estudo foi realizado, partindo da leitura de “manuais” sobre o pensamento e evoluindo até a real leitura da obra original, possibilitando uma absorção crítica do conteúdo.
    Um segundo ponto que ganha destaque é a influência do regime militar, após o golpe de 64, no campo intelectual, com a difusão da chamada “ideologia de segurança nacional”. O período evidencia uma relação entre o cenário político e o meio acadêmico. Os governos militares começaram a reorganizar o sistema educacional, visando adequá-lo ao “desenvolvimento econômico”. Nota-se o alinhamento à doutrina capitalista e consequente aversão e repúdio à linha de pensamento marxista. Observa-se a valorização do progresso em detrimento do senso crítico e analista, a “aposentadoria compulsória” de professores com produção intelectual embasada em Marx. Entretanto, vale ressaltar que isso não implica na total obstrução do desenvolvimento da doutrina.
    O terceiro ponto enfatizado é a aplicação prática dos fundamentos marxistas, no cenário brasileiro, por meio da pesquisa. O autor fala sobre os pontos que ganham destaques e as problemáticas em outros desses. Segundo ele, há uma intensa valorização de explicações gerais consagradas. O fato, em si, não teria um aspecto negativo. O que ocorre, entretanto, é “o desprezo pela busca de dados empíricos sobre as múltiplas determinações do concreto”. Há a falta de uma coerente criticidade e da aplicação do conhecimento crítico sobre as diversas interpretações do real (aquilo que se estuda).

  30. Gabrielli Oliveira Casarotti disse:

    Letras: Diurno
    Texto: Uma Didática para a Pedagogia Histórico-Crítica Parte I – Prática Social Nível de desenvolvimento atual do educando

    O objetivo deste texto é apresentar a maneira como o educador deve se relacionar com o educando e, a partir da relação estabelecida, mobilizar e sensibilizar o conteúdo a ser ensinado com a vida cotidiana dos alunos, isto é, suas experiências pessoais com o mundo, seus saberes e aquilo que desejam saber mais. Nesse sentido, estimulando o interesse dos alunos pelo tema proposto por meio dos conhecimentos empíricos que trazem consigo, induz-se à uma prática social que se associa não com o indivíduos em si, mas com suas relações sociais.Logo, é possível destacar 3 pontos importantes :
    1)

  31. Gabrielli Oliveira Casarotti disse:

    Letras: Diurno
    Texto: Uma Didática para a Pedagogia Histórico-Crítica Parte I – Prática Social Nível de desenvolvimento atual do educando

    O objetivo deste texto é apresentar a maneira como o educador deve se relacionar com o educando e, a partir da relação estabelecida, mobilizar e sensibilizar o conteúdo a ser ensinado com a vida cotidiana dos alunos, isto é, suas experiências pessoais com o mundo, seus saberes e aquilo que desejam saber mais. Nesse sentido, estimulando o interesse dos alunos pelo tema proposto por meio dos conhecimentos empíricos que trazem consigo, induz-se à uma prática social que se associa não com o indivíduos em si, mas com suas relações sociais.Logo, é possível destacar 3 pontos importantes abaixo:
    1) Em primeiro lugar, ao relacionar o conteúdo com os interesses e experiências dos alunos, cria-se uma aproximação entre o objeto estudado e a vida cotidiana, possibilitando assimilar as duas realidades. Dessa forma, o educador consegue visualizar quais são as experiências adquiridas pelos educandos, detectando um conceito geral sobre aquilo que conhecem ou desconhecem.
    2) O segundo ponto a ser destacado refere-se ao vínculo estabelecido entre professor e aluno. Este vínculo nasce a partir do diálogo, e por meio deste surge uma relação dos professores e alunos com o conteúdo e saber escolar. Além disso, a conexão entre educador e educando não se resume apenas em um ensina e o outro aprende, pelo contrário, abrange um aspecto novo que consiste em ambas as partes ensinarem e aprenderem, estabelecendo, dessa forma, o princípio de : educador-educando e educando-educador, pois “se educam mutuamente”, como diz Freire nesse parágrafo.
    3) O último ponto dá-se por meio do anúncio dos conteúdos pelo professor, isto é, os conceitos a serem trabalhados são apresentados pelo educador encaminhando os alunos ao processo pedagógico. Por meio deste anúncio, é possível perceber aquilo que os alunos já sabem, ou seja, são desafiados a mostrar todo o conhecimento que possuem a partir das experiências e práticas cotidianas. Posteriormente, é dado ao professor o conhecimento daquilo que os alunos desejam saber mais, seus interesses, curiosidades, dúvidas e indagações a respeito do assunto determinado.

  32. Arthur Lima Barbosa disse:

    O texto “As Concepções Pedagógicas na História da Educação Brasileira”, de Dermeval Saviani, é basicamente sobre o trajeto da educação no Brasil, e as concepções dominantes em cada período histórico. É possível extrair pontos principais de cada seção do texto, porém há três principais, localizados: na introdução, na parte 4 (Emergência e predominância da concepção pedagógica renovadora) e na parte 5 (Emergência e predominância da concepção pedagógica produtivista).

    1. O primeiro ponto importante a ser considerado é apresentado na introdução. É apresentado que “teoria de educação” e “pedagogia” são duas situações distintas, sendo a segunda a procura da resolução do problema educador-educando. Em seguida, Saviani separa a pedagogia em duas vertentes: a pedagogia tradicional, baseada na teoria do ensino (ou seja, como ensinar); e a pedagogia nova, baseada na teoria do aprendizado (ou seja, como aprender).
    Com essa informação, é possível extrair reflexões. Visto que a pedagogia tradicional é baseada em concepções mais antigas, o ponto de vista é centralizado no professor, sendo ele a autoridade no sistema de ensino – por isso teoria do ensino, já que o professor é quem ensina. Já a pedagogia nova, porém, é baseada em concepções recentes, com o ponto de vista deslocado para a relação aluno-professor – por isso teoria do aprendizado, já que ambas as partes aprendem.

    2. O segundo ponto é sobre a pedagogia renovadora/nova/moderna (1932-1969). Nela, o eixo se desloca, saindo do professor e indo para o aluno, de maneira a acompanhar as mudanças – principalmente intelectuais – da sociedade. Nas palavras de Saviani, “o eixo se deslocou do intelecto para as vivências; do lógico para o psicológico; dos conteúdos para os métodos; do professor para o aluno (…)”
    As diretrizes do ensino passaram a ser a ciência, o industrialismo e a democracia, organizando o conhecimento em matérias.

    3. O terceiro ponto é sobre a pedagogia produtivista (1969-2001). Nela, o termo “teoria do capital humano” foi cunhado, que basicamente implica que a educação é um bem de produção não diferente de qualquer outro.
    Ao analisar tal filosofia, observa-se que o objetivo é aumentar a produtividade na escola, dando o maior retorno para o investimento.

  33. Izabela Squizatto Monzani disse:

    Letras diurno
    Texto: A sociologia da educação no pensamento de Marx;Educação e Hegemonia:Gramsci.P.47-68

    Os textos são bem completos e profundos, gerando reflexões muito importantes.O primeiro ponto importante que destaquei foi sobre esse trecho que é aprofundado e retomado diversas vezes: Marx considera a educação “uma relação social entre os indivíduos e classes sociais,uma expressão da consciência da sociedade e,ainda,uma prática que se desenvolve em combinação com as demais esferas da vida social”.E isso é muito importante porque a educação reflete na sociedade a sua estrutura e influencia o modo de trabalho,por exemplo. A educação além de influenciar uma grande parte da característica da sociedade,também é influenciada pela sociedade em que está inserida.
    O segundo ponto é sobre a propriedade privada.Bom,para Marx “é a propriedade privada que leva uma minoria dos seres humanos a se apropriar dos meios que devem estar á disposição de todos”. E essa apropriação que é feita pela minoria,gera negação e exploração desses meios para a maioria.Ou seja, o trabalhador produz apenas pelo salário mas o lucro real vai para o capitalista e o trabalho se torna frustrante então ocorre a alienação do trabalho (que existe em outras esferas também e é reforçado pela sociedade).
    O terceiro ponto é que Marx defendia que a educação fosse “voltada para a formação de todas as dimensões humanas,entre elas a atividade produtiva,a sensibilidade artística,a formação científica e o cultivo do corpo” e,além disso, uma “educação pública gratuita de todas as crianças”. E isso é essencial para que a alienação não ocorra,ou seja,para que sejam formados trabalhadores que tenham consciência e possam ter a opção de escolher, fazendo com que o trabalho braçal não seja a única opção.Isso é falado também no texto do Gramsci sobre a sua ideia(inspirada no Marx) que é sobre a escola unitária: “uma escola única inicial de cultura geral,humanista,formativa, que equilibre de modo justo o desenvolvimento da capacidade de trabalhar manualmente (tecnicamente,industrialmente) e o desenvolvimento das capacidades de trabalho intelectual.”

  34. Mariana Mayumi Ishizava disse:

    Capitulo 1- A filosofia na formação do educador- livro Educação: Do senso comum à consciência filosófica, Dermaval Saviani

    O texto aborda o que é a filosofia da educação, iniciando sobre como usa-lá e trazendo os conceitos sobre esta. Primeiro ele fala sobre como passa-se a ter a filosofia, que é quando ocorre o surgimento de um problema, e é a partir disso que se passará a refletir sobre e buscar soluções para tal problema. Além de tratar qual o conceito de problema e em como isso pode ser usado de forma superficial, e para várias coisas cotidianas que pode não ser um obstáculo ou algo desconhecido que precisará ser superado. O autor trata problema como necessidade, algo que se precisa pra melhorar, sendo assim após ter-se consciência do problema precisa-se refletir sobre para tentar achar soluções para tal. No caso da educação a filosofia da educação são as reflexões que se fazem sobre os problemas na educação, e assim que terá um ideologia sobre o tema discutido.
    Portanto, os três pontos importantes a se destacar no texto são: 1) Como se tratar um problema, sabendo identificá-lo e que é a partir dele que se começa a pensar em mudanças sobre algo, como no caso a educação, 2)Reflexão, que é o próximo passo após ter um problema, é com ela que poderá chegar a uma solução e com isso haver as mudanças que são necessárias para melhorar e 3)É em como a filosofia da educação é importante para orientar os educadores, e assim auxilia-los no seu trabalho, trazendo assim os princípios existentes assim como normas e orientações sobre.

  35. Jaime Bizarri Duarte disse:

    Pedagogia – Noturno

    MIRANDA, K. O PROCESSO DE TRABALHO DOCENTE: INTERFACES ENTRE A PRODUÇÃO E A ESCOLA. B. TÉC. SENAC, RIO DE JANEIRO. V.32, N. 2, 2006.

    O texto começa sua discussão mostrando ao leitor que mesmo a escola não sendo um cerne da produção capitalista, ela acaba se aproximando das esferas da produção. Desta forma traz como primeiro ponto importante que a escola vem se estruturando com aproximações dentro da lógica do capital, principalmente no que se refere à educação e ao conhecimento passado em sala de aula, o qual assume papel de produto e não de direito do indivíduo. Pode-se se usar como exemplo a disparidade entre o sistema de ensino privado e o público, onde no privado por ser desprendido recursos financeiros diretos do usuário há mais recursos digitais, viagens, visitações e afins, enquanto que na pública que recebe recursos financeiros indiretos dos usuários a realidade é outra. Consequentemente, a escola organizada desta forma acaba por formar o educando para determinada função social sob a luz do capital, onde alguns serão mão de obra e outros quem contrata a mão de obra.
    Devido esse processo, como discute o texto e trago como segundo ponto, a categoria docente acaba por perder seu prestígio, pois antes este espaço era dominado por indivíduos da classe média e a profissão era um status social cobiçado. No momento em que se tem os filhos da classe trabalhadora ocupando este espaço o status social cai e a docência passa a ser explorada, assumindo o professor um papel de operário vendendo sua força de trabalho para uma instituição educacional, seja ela pública ou privada, o que fez a autonomia docente ir tornando-se rarefeita.
    A transformação do docente em operário, o nosso terceiro ponto de apresentação, traz consigo inúmeras formas de contratação desta força de trabalho, de forma que se torna mais precário o trabalho docente. Dentro da rede pública o docente pode assumir o papel de efetivo (concursado e estável), temporário (regime CLT) ou precarizado (ampliação de carga com contrato provisório). Já na rede privada tem-se o professor-horista (trabalho por hora, contratado formalmente ou não, de carteira assinada ou não). Além disto, há uma crença de que não é necessária a formação básica em educação para se exercer a docência, como vimos alguns anos atrás o governo afirmando que qualquer pessoa graduada sem licenciatura pode exercer o papel docente, o que vai totalmente contra o real papel de educador.
    Finalizando, essa influência do capital dentro do trabalho docente acaba por refletir na formação dos educandos e no trabalho do educador, pois o ensino acaba virando produto a ser comercializado e o educador se torna um agente a ser explorado em prol do lucro. Um exemplo disto são as aulas no formato Educação a Distância, como exemplifica o texto, em que se abole a aula presencial, pois ela gera um gasto pela necessidade de se ter um docente presente e um espaço físico devidamente equipado, o docente grava suas aulas em vídeos e pública em uma plataforma sem ter contato com os alunos e sem exercer seu devido papel de orientar, ensinar e educar os seus ouvintes, além de que o acesso é restrito apenas a quem tem condições de ter uma rede de internet e computador para ver os vídeos e realizar as atividades.

  36. Lanny Ribeiro Dias disse:

    Uma didática para a pedagogia histórico-crítica – Parte 1: Prática social.
    Os três pontos que eu destacaria como mais importantes nesse capítulo são a explicação teórica inicial, os principais pontos sobre a prática social e o desenvolvimento em etapas dos procedimentos práticos. O primeiro ponto se inicia diferenciando a visão inicial do educando e do educador. O educador, antes de iniciar o trabalho pedagógico diretamente na sala já pode visualizar com totalidade a estrutura da aprendizagem proposta, o ponto de partida inicial e onde se tem como objetivo chegar. Já os educandos, apesar dos conhecimentos externos que podem já ter sobre os conteúdos, ainda não vivenciaram a experiência pedagógica portanto tem outra visão sobre, uma visão sincrética. Neste capítulo o autor acrescenta na função do professor não só organizar, aprofundar e esclarecer conclusões já existentes utilizando como exemplo a diferença da visão cotidiana de estudantes sobre conceitos como força, peso e volume do conceito científico destes como também motivar os alunos a entenderem a prática social. Essa não consiste somente naquilo que o aluno faz, ou sabe, sobre o conteúdo em seu cotidiano, mas sim a compreensão e percepção que tem todo o grupo social sobre este. Já introduzindo os procedimentos práticos o autor conclui que o educando deve ser desafiado com o conteúdo, relacionando-o com seus próprios interesses, necessidades e problemas.
    Nos procedimentos práticos é colocado em uma listagem detalhada com exemplos aplicáveis como se sucede esse processo na prática. Primeiro o educador anuncia o conteúdo a ser trabalhado e na sucesso desses passos transparece aos educandos o objetivo final deste aprendizado. Posteriormente verifica o que deste conteúdo os alunos conhecem e como este se relaciona com seus cotidianos, trazendo confiança para a relação educando-educador. Por fim é estabelecido o que os alunos gostariam de saber, alinhando seus objetivos com a aprendizagem do conteúdo e sua aplicação social.

  37. Isadora Rodrigues disse:

    Texto: Sociologia da Educação (páginas 35 a 45).

    1. Para Weber, a racionalização que influenciou na educação também, parte do distanciamento dos indivíduos, na Idade Moderna Ocidental, dos princípios tradicionais, religiosos, éticos e morais além de deixarem a razão tomar do impulso e da emoção.
    2. Segundo Weber, a educação é fundamental para economia, já que em consequência a estrutura além de influir na inserção dos indivíduos em uma sociedade paneja e, sobretudo, hierarquizada.
    3. A educação, de acordo com Mannheim, tem função de manutenção da ordem social desde que a sua influência sobre os grupos sociais sobrepõe à da família, por exemplo. Além disso, priorizava o planejamento dos processos de socialização de novas gerações e o papel da escola neste planejamento.
    Para Mannheim, não somente cabe à escola a função de manutenção social, mas também de, com princípios democráticos, capacitar indivíduos para o desenvolvimento social.

  38. “ A educação no Quinhentos e no Seiscentos “

    O texto fala da evolução do ensino diante das dificuldades e da lentidão para melhorar o ensino no país. Diante disso, podemos ver muitos pontos importantes, mas eu destaco três pontos importantes. No “ Quinhentos” crianças trabalhavam 6 horas por dia e iam para escola por mais 6, chamavam isso de “Utopia” esse trabalho era na agricultura e que além disso aprendia mais um ofício para ter mais segurança e quando sobrava tempo, dedicavam-se aos estudos.
    No segundo ponto, no capítulo Vlll entra “A educação no setecentos”,neste século, vão pensamentos e atitudes em relação as evoluções pessoais e dos ensinos. A importância da educação e de como instruir, também é vista com muita clareza, começa então a busca por ministério que de a importância que a educação precisa.
    No terceiro ponto, podemos ver que o ensino nas escolas séculos antes que era bem rigoroso e severo, já não era mais assim. O tempo e os séculos passaram e com elas castigos e punições severas já iam ficando para trás. No dia 16 de Março de 1857, advertia que castigos e punições em sala de aula tinham que ser banidos e que qualquer punição que viesse a prejudicar a dignidade pessoal não poderia ser mais aceita. Marx resume em uma frase o que deveria acontecer já naquela época que era o fim do trabalho infantil, disfarçado muitas vezes de ajuda,mas acabou que não aconteceu. E a frase é “ A EDUCAÇÃO PÚBLICA E GRATUITA DE TODAS AS CRIANÇAS. ABOLIÇÃO DO TRABALHO DAS CRIANÇAS NAS FÁBRICAS E NA SUA FORMA ATUAL. UNIFICAÇÃO DA INSTRUÇÃO COM A PRODUÇÃO MATERIAL ETC”

  39. Edinayara de Pádua Lima disse:

    1º PEDAGOGIA NOTURNO
    TEXTO: Trabalho, Escola e Ideologia – Mariano Enguita pág 208-258

    As relações sociais sempre tiveram importante papel quanto à educação e produção, especialmente no capitalismo. Em diversos episódios registrados na história como a utilização de mão de obra indígena e escrava, fica evidente o total interesse econômico das classes dominantes, fato que perdurou revoluções. “[...] é a própria generalização em si do trabalho assalariado: as pessoas ao nosso redor trabalham e, portanto, sabemos desde pequenos que algum dia chegará nossa vez[...]”, ou seja, desde a infância as crianças já enxergam que viverão em prol do trabalho assim como os pais, o que parece ser impossível resistir à venda da força de trabalho diante da necessidade de sobrevivência.
    A preparação da aprendizagem muitas vezes dava-se no seio de outra família que assim aprendiam conforme a prática de boas maneiras, serviços domésticos ou determinado ofício, tudo destinado ao futuro mecanismo de produção. A escola passa a ser vista como porta de resgate do indivíduo onde ele cresceria, aprenderia novas técnicas e valores, contribuindo então para a economia e melhora da sociedade.
    Marx dizia que a escola estimula a competição destrutiva entre seus membros, onde o “[...] estímulo do trabalho individual faz com que os conhecimentos adquiridos sejam considerados como uma propriedade privada, contável e acumulável.”, igualando o trabalho escolar ao trabalho produtivo com semelhanças de processos e tarefas memorizadas e repetitivas.

  40. Enzo Luchesi Trazzi disse:

    Texto 9:
    GASPARIN, J. L. Parte II: Teoria: zona de desenvolvimento imediato do educando. _____. Uma
    didática para a pedagogia histórico-crítica.
    5. ed. Campinas: Autores Associados, 2009.

    Além de abordar a Prática Social Inicial, já discutida como tema de outras produções aqui, o texto organiza os principais desafios na construção de conhecimento oriundo da Problematização e sua elaboração. A Problematização consiste no desenvolvimento de desafios e questões que façam o aluno, a partir da necessidade, buscar e exercitar o conhecimento necessário para a resolução em teoria e transição à prática. Dentre as orientações e obstáculos que, em minha visão, se destacam:

    1. A Prática Social Inicial deve avaliar a realidade e suas relações com o conhecimento a ser trabalhado, para então fazer os questionamentos direcionados ao conteúdo. O conteúdo e prática social são interligados a partir do desmonte da totalidade, o que irá expor as diferentes perspectivas e relações que podem ser aplicadas. Estas devem ser selecionadas a partir das questões fundamentais que desafiam a sociedade, a partir da prática social e trabalhadas no conteúdo curricular pertinente.

    2. Para avaliar e selecionar as questões sociais e seus conteúdos escolares pertinentes, o ideal seria que questões do momento histórico atual não apresentassem prioridade sobre o programa curricular, e nem o contrário, ambas devem ser estimadas igualmente já que se revelam como faces intercambiáveis da realidade atual. Ao realizar esta seleção, deve-se evitar que escolhas individuais do professor definam totalmente a face social, as questões devem ser definidas pelo corpo docente em total ou de acordo com cada área de conhecimento relacionado em concordância com alguma interdisciplinaridade.

    3. O preparo do aluno e direcionamento da problematização devem ser condizentes com as múltiplas dimensões a serem exploradas na questão social e conteúdo. O aluno deve ser apresentado às primeiras explicações e definições do tema, se tornando capaz de seguir os questionamentos de acordo com o objetivo proposto pelo currículo e resolução do desafio social.
    O docente expõe a perspectiva da prática social e deve questioná-la de forma que o conteúdo escolar possa ser aplicado, e com base nisso formular perguntas e indagações das várias dimensões do tema. Sempre seguindo o objetivo da resolução da questão problema através do panorama social e aplicação do tópico escolar em estudo.

  41. Larissa Manzano Silva disse:

    Livro: ‘’Uma Didática para a Pedagogia Histórico-Crítica’’, João Luiz Gasparin
    Parte lll: ‘’Prática Social final do conteúdo – Nova proposta de ação a partir do conteúdo aprendido’’
    Três pontos considerados importantes:
    1) Transposição do teórico para o prático
    A partir do estudo teórico, professor e alunos passam a ter maior clareza e compreensão a respeito do conteúdo, exigindo que ocorra a prática para que essa compreensão do conteúdo seja concretizada. Conforme Vázquez,’ [...]uma teoria é prática na medida em que se materializa[...]’, porém, para ser materializada, é necessário que aja a junção de vários fatores, como análise de ideias e novas maneiras de pensar e julgar os fatos. Portanto, a prática social possibilita a união do conhecimento com a sua aplicação. Nesse sentido, nota-se o papel da escola, que auxilia o educando na passagem da compreensão para a ação, possibilitando a apropriação e aplicação do conteúdo, possibilitando também que o educando atue de forma autônoma, resultando da obtenção de um novo nível de desenvolvimento.
    2) Desejo de colocar em prática
    Nesse ponto, surge no educando o desejo de colocar em prática os conhecimentos adquiridos, a fim de adicioná-los em seu cotidiano. Para isso, juntamente com o professor, são definidas estratégias com base no conteúdo trabalhado. Tais estratégias levam em consideração os novos conceitos adquiridos e as noções anteriormente obtidas. Através das estratégias, planos e previsões criados pelo docente e pelos educandos, é construída a articulação entre educação e sociedade.
    3) Colocando em prática
    Após todo o estudo teórico, conhecimento adquirido e debates entre educandos e docentes, o aprendizado é colocado em prática. Para isso, o aluno anuncia suas intenções de ação e quais ações serão desenvolvidas. No entanto, para que a prática social aconteça, o docente precisa ter uma previsão sobre o que será realizado, para que a ação aconteça dentro da capacidade dos educandos e de acordo com a realidade do local de estudo e atuação.

  42. Três pontos importantes do texto

    Trabalho estranhado e Propriedade Privada

    1) Economia Nacional como Propriedade Privada

    Economia Nacional trata-se da propriedade privada, mas não nos explica o mesmo. Ela passa por formulas gerais de matérias de propriedades privadas, que passam a valer com leis.
    A economia nacional não explica o fundamento da divisão entre trabalho e a capital, mas ela determina a relação do salario com o lucro de capital. Ela segue o interesse do capitalista.

    2) Relação entra o Trabalho e o Trabalhador:

    O trabalhador se relaciona com o produto de seu trabalho. Quanto mais o trabalhador enriquece seu trabalho mais ele fica pobre, tornando-se ele mesmo a mercadoria barata. Ele acaba se transformando em objeto do seu trabalho, doando-se inteiramente para ele.

    3) O estranhamento do homem

    O estranhamento do homem trata-se em geral da relação do homem com ele mesmo e dele com outro homem, estranhando a essência humana. Ele estranha o produto de seu trabalho, da sua atividade vital e deu ser genérico.

  43. Tamires Gomes Manhães disse:

    Manifesto Comunista

    1º: Vemos a clara diferença social entre os burgueses e o proletariado, onde quem trabalha não ganha e quem não trabalha ganha, nele começou a luta da solução dos problemas no mundo, como a miséria e a exploração do trabalho. Rumo ao princípio teoricamente aceito de os homens são iguais e mostrando a novidade os pobres e explorados também pode ser donos de suas vidas.

    2º: O primeiro capítulo fala sobre burgueses e proletários, as diferenças entre os dois e a evolução ao passar dos anos, ele crítica o capitalismo, mas foi graças a ele que mudanças revolucionarias aconteceram como o fim do poder monárquico e religioso. Ele fala que as classes menos favorecidas eram totalmente rejeitadas, como se não fizesse parte do mundo. O segundo capítulo fala sobre a relação entre os partidos e o proletariado, mostrando os pontos em comum, como a diminuição da superioridade dos burgueses e transferência do poder político ao proletariado, Ostrava as diferenças entre o regime capitalista e a desigualdade social, era a favor da abolição das propriedades privadas, ainda trás uma lista de como aplicar o regime comunista e como agir com ele. No terceiro capítulo, fala sobre o regime socialista e comunista e fazem criticas a 3 socialistas: Socialista reacionário ( continua com o método de produção e troca, tinham um ponto de vista burguês ), socialismo conservador ( tinha visão de reforma e não revolução ) e o socialismo e comunismo critico-utópico ( queria mudar a sociedade através de exemplo e não de lutas políticas )

    3°: A conclusão se da com as principais ideias do manifesto, dando a devido importância a questão da propriedade privada e mostrando o quanto é importante se unissem em pró de uma única causa, com isso uma frase ficou conhecida: PROLETARIOS DE TODOS OS PAÍSES. UNI-VOS.

  44. Maria Clara Sinastre Barbosa disse:

    Texto: Escola e preconceito: estudo sobre o
    preconceito contra a origem
    geográfica e de lugar para
    a formação de professores

    O texto explora o preconceito contra a origem geográfica e de lugar para a formação de professores, especificamente na região de São José do Rio Preto, a respeito dos chamados “caipiras”. O estudo foi feito sob alunos do ensino médio de escolas de meio rural. Três pontos importantes a serem ressaltados são: a origem desse preconceito, o papel da educação na transformação das representações sociais e o fato de o preconceito se disfarçar de “brincadeira”.
    Primeiramente, é preciso entender o início do preconceito: a partir dos anos 20, com o declínio do café, produto principal da economia brasileira até então, o setor rural deixou de ser atrativo e outras atividades tomaram seu lugar central na economia. A cultura passa a ser “urbanocêntrica”, como define Campos, e, assim, quem não a “vivia”, como as pessoas moradoras do campo, passaram a ser inferiorizadas.
    Outro ponto muito interessante é o pensamento de Almeida de que a educação pode ser uma potencializadora de transformações nas representações sociais. Elas são objeto de estudo do texto, e são definidas por esse autor como, em relação a um assunto, o ponto de partida, o que ele chama de saber imediato, ou seja, ideias que o indivíduo já possui por causa dessas representações. O professor, ao ir ensinando, vai “abrindo a mente” dos alunos para novas coisas, e esses alunos têm novos pensamentos, novas visões e perspectivas que Almeida chama de saber mediato.
    Por fim, o último ponto é o resultado de uma pesquisa a qual revela que muitas pessoas que cometem esse tipo de preconceito disfarçam a maldade como “brincadeira”. Então, o bullying é visto como algo engraçado, e não como algo extremamente sério e problemático, como deveria ser.

  45. Luciana Tolentino Arantes Martins disse:

    texto 27: Omnilateralidade.

    1. O conceito de omnilateralidade não foi precisamente definido por Marx, mas pelo estudo de sua obra pode ser entendido como o fim do ser humano limitado da sociedade capitalista. Essa limitação encontra-se na unilateralidade, quando, por exemplo, ocorre a especialização da formação do indivíduo ou, ainda, quando seu desenvolvimento se faz apenas no plano intelectual ou apenas no plano manual, entre outros aspectos. Em contraposição, está o homem omnilateral que possui uma ampla abertura e disponibilidade para saber e conhecer coisas, com a totalidade de aptidões e valores, sendo equivalente ao conceito de homem rico, conforme Marx declara: “o homem rico é ao mesmo tempo o homem que necessita de uma totalidade de manifestações humanas”.
    2. Outro termo importante é o da politecnia, ao exigir que o trabalhador possua determinadas aptidões que lhe permitirão atuar diversamente nos diferentes ramos de produção, aumentando a produtividade do trabalho para atender as necessidades de expansão do capital. Logo, podemos observar uma distinção: enquanto que a politecnia é uma questão colocada pela própria produção capitalista, a omnilateralidade só é possível com a extinção desse sistema de produção, que divide o trabalho e, consequentemente, a sociedade, em classes, fechando o trabalhador em sua própria unilateralidade, que enfraquece a capacidade do homem. Assim, o que Marx critica, com relação à politecnia, adotada pelo sistema capitalista, é a redução dos trabalhadores a uma mera formação técnica diversificada, ou seja, serão apenas força de trabalho e nunca proprietários dos meios de produção. Entretanto, para ele, poderá ser aplicado o ensino politécnico, desde que, associado aos estudos dos fundamentos teóricos do trabalho e à formação escolar e, ainda, aos exercícios físicos e militares, que possibilitará a elevação da classe trabalhadora acima das demais. Desse modo, omnilateralidade e politecnia se complementariam, pois essa como formadora dos trabalhadores na sociedade capitalista, aliada aos outros elementos da proposta marxiana da educação, deverá encontrar o caminho entre a existência alienada e a emancipação humana em que se constrói o homem omnilateral.
    3. Diferente possibilidade de entendimento do conceito de ominilateralidade para Manacorda, uma vez que, para esse autor, não haveria estabelecida claramente a distinção entre omnilateralidade e politecnia. Ademais, para ele, o conceito de omnilateral não é antagônico ao metabolismo do capital, pois poderia se desenvolver sem a abolição da propriedade privada, ou seja, não seria necessária a criação de novas bases sociais que permitissem o livre desenvolvimento das potencialidades humanas. Entretanto, deve-se verificar que o reconhecimento de capacidades acima da média elogiadas por Marx está longe de se caracterizar uma formação omnilateral, pois essa nos remete a um campo vasto, complexo e variado das dimensões humanas, entre eles, o da ética, moral, estética, sensorial, intelectual e não levando-se em consideração, apenas, à genialidade de determinados indivíduos.

  46. Luis Eduardo Lucas de Castro disse:

    TEXTO: Marxismo e Pedagogia.
    O texto se propõe a explicar em três pontos qual a conexão e relação das teorias de Marx ao estudo e desenvolvimento da pedagogia, e a educação. Muito se explica sobre a teoria de Marx e todas as suas derivações, outros autores são evidenciados e juntamente a isso é levantado a discussão sobre o papel da pedagogia e educação, e de como era visto o ensino e o estudo naquelas determinadas épocas. Há trechos e citações que enriquecem a compreensão e imersão neste assunto. Dentre tudo, destaco os seguintes pontos.
    Ponto Um: A visão de Marx sobre o conteúdo pedagógico, contida no seu texto “Instruções” no qual ele narra que o ensino se entende em três coisas distintas que deverão ser unidas posteriormente;
    Ponto Dois: O autor transmite uma posição de que a construção de uma pedagogia inspirada no marxismo implica em outros quesitos que deveriam ser levados em conta, dando assim uma profundidade e um embasamento completo e mais preciso sobre o assunto;
    Ponto Três: A percepção do autor sobre qual matéria nos dias de hoje valeriam a total importância no estudo da educação, e visto toda a analise e estudo que o mesmo teve, ele conclui que seria a história a ciência capaz de ocupar o buraco deixado por outras na construção do homem e da sociedade.
    Há outros pontos e momentos na leitura que valeriam a pena serem citados e mencionados, mas como três principais, são esses os escolhidos.

  47. Marlon Vinícius dos Santos dos Anjos disse:

    Texto 27: SAVIANI, D. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Educação, v. 14, p. 143-155, 2009.

    A formação de professores era uma questão presente na Europa desde o século XI, porém, deste período até meados do século XVII tal formação não se dava de forma uniforme. A formação de professores passou a ter, – em certa medida – uma organização, em 1795 na França, por meio da criação das Escolas Normais Superiores e Escolas Normais Primarias, entretanto, tal formação centrava-se no domínio dos conteúdos culturais-cognitivos, ou seja, era uma formação preocupada com o que seria ensinado aos(ás) educandos(as) deixando de lado a questão didático-pedagógica (de qual modo/de que forma esse processo educativo se daria). No Brasil, a formação de professores(as) começou a se destacar, sobretudo, após o processo de independência do país, com a efervescência do tema da educação popular, então, a partir do momento que se cogitou a padronização de um modelo educativo menos elitista, era imperativo que se repensasse e se padronizasse também a formação de professores(as) de educação primaria e secundária.
    Ocorre-se a implementação de Escolas Normais na maioria dos Estados, porém, algumas sofrem com a inconstância acerca da sua existência e falta de solidez em sua matriz curricular de formação de professores(as). É, então, a partir de 1890 que por meio da reforma de instrução paulista, que a formação de professores(as) começa a dar sinais de uma melhor estruturação, principalmente pela criação da Escola-Modelo, com isso o Estado de São Paulo passou à ser referência nacional na formação de professores(as). Porém, existe a problemática de que o modelo implantado pela reforma de São Paulo enfocou-se em demasia na prática de ensino (no como fazer) deixando como menos centrais os conteúdos culturais-cognitivos. Faz-se importante ressaltar que a questão da formação de professores(as) no Brasil não foi interrompida, porém, não se mantinha uma continuidade nesta formação, em certo momento tinha-se um enfoque no como fazer/como ensinar e em outro momento o enfoque era em quais conteúdos ensinar.
    Para Saviani, os conteúdos à serem ensinados e o método de como ensinar (do como fazer) são dois pontos indissociáveis da prática docente, e que apesar do esforço curricular atual em associar esses dois pontos, ainda à na formação de professores(as) no Brasil o caráter dualista da atuação docente, sempre uns tendendo à se especializar em uma das duas vertentes (dos conteúdos ou do como ensinar). Saviani, apresenta como uma possível solução para resgatar a conjunção desses dois pontos, a avaliação crítica dos livros didáticos escolares, para o autor os(as) professores(as) de licenciatura que acabam debruçando sua atuação somente sobre os conteúdos de sua área de formação, por meio de uma análise das metodologias de ensino apresentadas nos livros didáticos (Ciências, Português, etc.) conseguiriam delinear estratégias para associar os conteúdos teóricos da disciplina com o método de aplicação desta em sala de aula, o mesmo aconteceria com os Pedagogos que fizessem tal revisão dos matérias didáticos dos anos inicias da educação básica, se aprofundariam mais acerca dos conteúdos básicos à serem ensinados neste primeiros anos, de tal forma tanto o(a) profissional da Pedagogia ou da Licenciatura reavaliariam seus métodos e buscariam possíveis alternativas de resgate da associação entre conteúdos culturais-cognitivos e a didática-pedagógica.

  48. Maria Eduarda De Sousa F. Gomes disse:

    Texto: a filosofia na formação do educador
    Turma: diurno – Letras (2020)

    1) O texto abre uma análise sobre a definição do termo problema. Em seu discorrer, define que as noções corriqueiras do termo, que causaram seu desgaste, são insuficientes para determinar em si o conceito de algo problemático. Parte-se então, do ponto em que, sendo a filosofia, um meio de captar a concreticidade e essência, a essência do termo problema, seria a necessidade. Concluí-se ainda que, o fenômeno ao mesmo tempo que manifesta sua essência, este também a esconde.

    2) Há também a explicitação de o que é a reflexão filosófica, onde se levanta o seguinte “se toda reflexão é pensamento, nem todo pensamento é reflexão”. E foram explicados os alicerces da reflexão filosófica: radicalidade, rigor e conjunto. Basicamente, é operar uma reflexão em profundidade, rigorosamente numa perspectiva de conjunto. São esclarecidos diversos pontos a serem considerados mediante a uma reflexão filosófica, para que seja encarada e realizada como se deve.

    3) Por fim, outro ponto importante do texto é a explanação sobre as noções de filosofia na educação. Como ela é indispensável na formação do educador, porém, quando encarada de acordo com as propostas trazidas ao longo da leitura. É necessária que seja feita uma reflexão séria (filosófica, lavando em consideração todos os pontos três pontos requeridos) sobre os problemas contidos na realidade educacional.
    O educador é levado a filosofar quando está diante dos problemas que sua função lhe impõe. A filosofia por sua vez, na formação do educador, tem o encargo de trazer ao educacador reflexões que o permitam encarar os problemas educacionais e solucionando questões conflituosas no seu meio.

  49. Lara Maria Biancheti disse:

    Texto: Marxismo e Pedagogia – Saviani
    Turma: Biologia

    O texto é estruturado em 3 momentos, primeiramente elucidando o papel da educação no marxismo, após explica-se a pedagogia marxista e, finalmente, faz-se referência à própria pedagogia histórico-crítica como expressão de uma pedagogia com inspiração marxista.
    O artigo aborda de forma incisiva a teoria de Marx, assim como outros autores, lincando todos os pontos que correlacionam o marxismo com a pedagogia desde a Revolução Industrial até os dias de hoje, além de apontar sua importância.
    1. A visão de Marx, em seu texto “Instruções”, sobre os 3 tipos de ensino que deveriam se unir posteriormente: o Ensino Intelectual, Educação Física e Adestramento Tecnológico.
    2. A intervenção de Marx na unificação dos partidos operários alemães quando defende o ensino para todos e a proibição de trabalho infantil.
    3. A conclusão de Saviani, onde ele apoia a criação e elaboração das disciplinas das escolas em torno da própria história dos homens, como matéria principal de aprendizagem, da mesma forma que o Grego e o Latim ocupavam o lugar central na pedagogia em outros tempos da caminhada humana.

  50. Leticia Rodrigues Meneghelli Batista disse:

    Texto 19: PILETTI, Nelson; PRAXEDES, Walter A questão racial na educação escolar. 129-149.
    O texto em questão aborda o racismo nas instituições de ensino, as diferenças etnicas e socias que os alunos estão sujeitos a vivênciar devido ao um processo histórico que ocorre desde os tempos de colonização, como também, o nivel de sucesso que os negros conseguem alcançar em comparação com os brancos estando inseridos em um mesmo contexto social.
    Ademais, o eurocentrismo reforça a ideia que os brancos e seus custumes, culturas e valores devem ser exaltados e levados como padrões pré-estabelecidos. Dessa forma, descartando as tradições e a cultura dos povos negros, indigenas e mestiços, sendo que ambos tem uma carga cultural e enriquecimento cultural similares.
    Por fim,a discriminação etnica e social que os individuos negros vivenciam ao longo da sua trajetoria sendo ela academica ou não, demostram que vários fatores como a escolaridade dos pais, bairro em que estão inseridos , oportunidades e beneficios ,entre outros, justificam o sucesso que estes estão sujeitos.
    Sendo que é de responsabilidade do educador, mostrar todas as vertentes culturais e etnicas de cada povo sendo ele branco ou negro.

  51. Anne Beatriz Vilela Sarausa disse:

    Texto: O nosso século em direção ao ano dois mil.

    O texto em questão fala sobre o progresso da instrução durante todo o século, citando seus pensadores e criadores, a forma como foram aplicados os “modelos escolares” e seu funcionamento de acordo com o momento socioeconômico vivido em cada país.
    De início é citada a escola nova, a qual me pareceu bem interessante pelo fato da co-educação dos sexos, que em boa parte do tempo estariam expostos ao mesmo conteúdo sem ocorrer uma grande diferenciação.Ainda vale ressaltar que essas escolas eram situadas no campo e pretendiam criar uma mente mais aberta a cultura e não eram tão focadas na especialização.
    Em um segundo momento são caracterizadas as instruções em países de socialistas e capitalista. Apesar da grande diferença entre os dois modelos democráticos é visto um ponto em comum quando se trata da instrução: a especialização. Nesses dois modelos a especialização parece fundamental, inclusive pelo fato de serem períodos póstumos a revolução industrial na qual a especialização seria realmente necessária.
    Outro ponto que achei interessante foi a questão psicológica abordada mostrando o estudo de pensadores como Herbart, Wundt e até citando Freud. Nesse momento ocorre uma separação mais direta entre a idade das crianças que estariam sendo instruídas, separando por sua fase intelectual e capacidade de pensamento em relação a si mesma e aquilo que está a sua volta.
    Por fim chego a conclusão de que os vários modelos de instrução apresentados são válidos e que foram “necessários” durante os momentos que cada país estava passando. Assim como a educação em Esparta estava ligada a guerra e a formação de soldados, a educação em países capitalistas estava ligada a especialização e ao trabalho fabril, pois era o que cada um desses “precisavam” durante seus respectivos períodos.
    Ainda gostaria de deixar claro uma predileção pela escola nova, mesmo que com seus erros e insuficiências pedagógica, me pareceu pelo texto um tanto quanto interessante.

  52. Vitória Nogueira Pedro disse:

    História da educação (pág.193-310)

    Durante o quinhentos, ocorreu a Reforma na Alemanha sobre a igreja católica e no âmbito da educação a ideia era instruir a todos para que pudessem tirar suas próprias conclusões sobre a bíblia. Foi Lutero quem propôs uma reconstrução da escola, acreditando que quanto mais pessoas instruídas, melhor seria para o pais, pois os homens aprenderiam a governar. Essa ideia se manteve até o seiscentos e mesmo com a revolução inglesa, a qual alterou o domínio de classes, Jan Amos Comenius idealizava uma educação que durasse a vida toda. Ele desejava manter cultura, religião e política ligados e é por conta dele que hoje as práticas ligadas a pesquisa científica e as metodologias ativas são valorizadas.
    Já nos setecentos, as escolas cristãs foram as dominantes mesmo voltadas para a religião, onde era ensinado a falar cada letra e sílaba. Em uma segunda etapa, ensinavam a escrita com pena de ganso e só depois entrava a aritmética. Haviam também nessas escolas punições para corrigir os alunos, por exemplo a palmatória.
    Logo após, o iluminismo começa a ganhar poder, assim como, as artes ligadas aos novos modos de produção e o humanismo entra em crise. O capitalismo moderno da reforma industrial com sua divisão social, reflete na educação que passará a ser dividida entre os grupos sociais. Nesse momento, a ideia de passar a responsabilidade de educar da igreja para o estado amadurece.
    No final do século, J. H. Pestalozzi dava os primeiros passos para a nova pedagogia do oitocentos na Suíça. Defendendo que não deveria ser usado da punição para ensinar as crianças, e sim fazer elas quererem aprender despertando a curiosidade nelas. Isso poderia ser feito por meio de métodos ativos afim de forma-las não só profissionalmente, mas também no convívio com os demais e para a vida. É aí que as escolas infantis entram como novidade no século, o primeiro passo foi dado por Robert Owen, o qual inaugurou o “ instituto para a formação do caráter infantil” junto a sua fábrica para ensinar os filhos dos operários e mais tarde surgiram institutos de mecânica, com finalidade semelhante a idealizado no marxismo.
    O oitocentos termina com o início de estudos de psicologia nas escolas “novas”, buscando respeitar a personalidade das crianças e ainda visando o desenvolvimento para o trabalho, porém não mais associadas as fabricas.

  53. Jadie Soares Rosa Rezio disse:

    História da educação: da antiguidade aos nossos dias – M. A. Manaconda.

    A análise apresentada por Manacorda inicia a história da educação através do estudo do antigo Egito. É evidente que a educação para o aprendizado do trabalho era reservada para as classes dominadas ao passo que a instrução da palavra dirigida a ação de governar era destinada à classe dominante, sendo assim, uma educação exclusiva e discriminativa.

    Destaca-se uma educação atrelada ao interesse estatal. “Se educa para o dizer e o fazer as coisas da cidade”. Esse modelo é reproposto de diversas maneiras nos séculos posteriores e apenas entre a transição da idade medieval para a moderna, uma pedagogia humanística é citada, nessa teoria, o conhecimento acerca das coisas e as particularidades de cada indivíduo passa a ser valorizado.

    “Considerando que, enquanto cada animal é, por sua natureza, unilateralmente si mesmo (a pulga é logo e sempre pulga, (…)), somente o homem quebrou os vínculos da unilateralidade natural e inventou sua possibilidade tornar-se outro e melhor”. Sendo essa possibilidade resultado da capacidade do homo sapiens de viver em sociedade, observamos uma complexa relação educação-sociedade.

    O livro retrata o conflito entre aqueles que têm acesso ao poder e portanto, à cultura e aqueles que produzem o trabalho, sendo assim, a classe dominada. Nos dá embasamento para pensar sobre qual é o futuro que queremos construir para a educação. Existe na atualidade um caráter mercadológico e especialmente no Brasil, observamos uma crescente desvalorização do professor ao qual inclui nenhuma reforma em relação à boa formação do docente, atitude cujo é destaque evidente entre os países líderes em bons índices educacionais. Além disso, a crescente desigualdade econômica nos revela que o abandono escolar é oito vezes maior entre jovens de famílias baixa renda como destacado em 2019 pelo IBGE. Dessa forma, me questiono o quanto realmente superamos a relação de discriminação ao acesso ao conhecimento.

    Jadie Soares Rosa Rezio,
    Graduanda de Ciências Biológicas.

  54. Thalissa Ribeiro disse:

    TEXTO: A perspectiva da formação docente: analisando reivindicações históricas e propondo táticas superadoras.

    O texto trata sobre aspectos quanto a formação dos docentes, dentre todos os pontos apresentados, os três mais pertinentes no meu ponto de vista são quanto às dificuldades encontradas pelos docentes no meio de trabalho, a grande quantidade de profissionais que atuam como professores mas que não são graduados no módulo de licenciatura ou até mesmo não possuem formação no ensino superior e a ineficiência da medidas governamentais tomadas com o intuito de promover a solução dos problemas existentes na educação básica pública.
    A necessidade da ocorrência de melhorias na educação brasileira é algo recorrente e debatido a anos, principalmente nas redes públicas de ensino. A pouca empregabilidade de recursos financeiros por parte dos governos, faz com que muitas das escolas públicas apresentem não apenas problemas em sua infraestrutura, mas também estruturais como a falta de materiais didáticos de qualidade, a insuficiência de recursos para a realização de atividades dinâmicas que visem otimizar o aprendizado, a falta de auxílio psicológico a crianças e adolescentes, que muitas vezes vivem em situações de abuso, e acabam agindo de modo violento dentro das salas de aulas, entre muitas outras adversidades presentes no meio escolar. Somado a todos esses obstáculos encontrados pelos professores, há ainda a desvalorização da profissão de educador que se dá não apenas pelos baixos salários, como também pela falta de planos de carreira atraentes, as condições inadequadas de ensino, a falta de incentivo a formação continuada e a extensa carga horária de trabalho.
    Outrossim, mediante ao exposto, há a ocorrência de um outro problema, em meio a tantos obstáculos encontrados para se trabalhar como docente, a quantidade de jovens dispostos a trabalharem nessa área tem sido cada vez menor, o que tem acarretado a escassez de profissionais qualificados para trabalhar no setor. Somado a isso, com base em informações apresentadas no texto,segundo o Educacenso de 2007, cerca de 600 mil professores que trabalham na Educação Básica não atuam na área da licenciatura em que formaram ou então não são graduados. Dados de 2011,sobre funções docentes na educação básica por escolaridade (formação dos professores) apontam que em torno de 1/3 dos docentes carecem ainda de formação superior no Brasil, ou seja, há uma elevada quantidade de professores sem formação superior e sem curso de licenciatura, o que dificulta ainda mais a busca pela melhoria da educação básica.
    Ademais, as medidas tomadas pelo governo para a solução dos problemas apontados, não são eficientes para solucionar os problemas de modo definitivo, atuando em muitos casos apenas como medida emergencial. Como exemplo de medidas tomadas pelo governo federal temos a criação de programas que auxiliem na formação de professores, abrangendo tanto a formação inicial quanto a continuada, como por exemplo, PIBID – Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, PRODOCÊNCIA – Programa de Consolidação das Licenciaturas, PARFOR – Programa de Formação Inicial e Continuada, Presencial e a Distância de Professores para a Educação Básica, que apresentam grande importância mas que não são eficientes para solucionar a escassez de docentes ou ainda o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) implementado no primeiro semestre de 2007,plano este criticado por Saviani, uma vez que se apresenta como um plano de metas que não garante a qualidade da educação, além de não possuir um financiamento adequado e uma infraestrutura não viável para a sua aplicação no Brasil.

  55. Alissa Helena disse:

    Análise Crítica do texto “Oque é a Sociologia, de Carlos Benedito Martins.
    Pedagogia, Noturno.

    O autor apresenta no primeiro capítulo “o surgimento” da sociologia, termo que surge por
    volta de 1830. Onde os pensadores da época buscavam entender os processos econômicos e
    sociais que estava ocorrendo desde o século XVII, com o início da revolução industrial, fim do
    período feudal e surgimento do capitalismo. Já neste momento apontavam a substituição da
    teologia, para dar lugar à dúvida metodológica que permitiria um conhecimento objeto da
    realidade, tendência dos “racionalistas” após o século XVII .
    Os “iluministas”, ideólogos da burguesia, tiveram o papel “revolucionário” de minar as bases
    do sistema feudal. O autor apresenta o papel de pensadores como Saint-Simon, Cont, LaPlay e
    até mesmo Durkheim que se empenharam em explicar a natureza e as conseqüências da
    revolução. Comte com sua teoria “positiva” buscava ensinar a aceitação da ordem existente,
    deixando de lado sua negação. Para ele, a sociologia deveria orientar-se por “leis imutáveis” da
    vida social.
    No segundo capítulo – “a formação” – Martins apresenta a forma como a sociologia se inventou
    como ciência a partir das idéias de Comte, Durkheim, Marx e Weber, dentre outros. O papel dos
    conservadores “profetas do passado”, que se pautaram na luta contra a herança iluminista. Os
    positivistas que buscaram dar uma nova roupagem ao velho discurso com o objetivo de defender
    os interesses dominantes da sociedade capitalista. Em Comte, as idéias iluministas levavam a
    uma desunião dos homens e para Durkheim, “a raiz dos problemas estava na fragilidade da moral
    da época em orientar adequadamente o comportamento dos indivíduos”.
    Diferentemente do positivismo, surge com Marx e Engels, durante o século IXX, a teoria
    marxista para desvendar o modo de produção capitalista e instrumentalizar os trabalhadores na
    luta de classe. Logo depois, Martins apresenta Max Weber com a sua busca da “neutralidade”
    científica que o levou a estabelecer uma fronteira entre o cientista e o político. Estudou a
    religião para decifrar a sua influência sobre a conduta econômica dos indivíduos e negou a
    utilização do método de investigação utilizado pelas ciências naturais.
    Para o autor torna-se necessário que o sociólogo quebre seu isolamento e interaja com os
    grupos sociais, as classes e as organizações que procuram recriar a sociedade. É transformar a
    sociologia num instrumento de transformação social.

  56. Camila Rodrigues Rosa disse:

    1º ponto: A universidade como prestadora de serviços

    No texto trata-se a universidade como prestadora de serviços, por isso deve ser avaliada pela qualidade e a produtividade, assim as pesquisas realizadas devem servir à comunidade. Por exemplo, para um trabalho científico ser válido, ele precisa de fontes confiáveis e testes que comprovem os estudos, assim como, para opinar em um acontecimento recente, como o COVID-19, são usados artigos já publicados e validados pela ciência, e quem for estudá-lo irá procurar os catálogos desses artigos e informações para produzir um novo trabalho, caracterizando o “estado da arte”. Os catálogos são todas as informações da ciência em um lugar só, proporcionando a facilidade de acesso, por isso possibilita a conexão de vários lugares, assim como faz um intercâmbio de conhecimento e aumentam a divulgação. Portanto, criam novas concepções no consumo e na elaboração de trabalhos.

    2º ponto: Estrutura dos Resumos

    É apresentado no texto que as primeiras pesquisas possuíam os resumos junto com as conclusões do trabalho, já na fase de amadurecimento eram encontrados no meio do trabalho. Isso mostra a importância de ficarem no começo do trabalho, o que facilita a montagem dos catálogos e a pesquisa para encontrá-los, com palavras chaves. Assim, devem seguir critérios, buscando a homogeneidade, como o limite de linhas e as informações mais importantes. Por exemplo, a primeira leitura no trabalho é o resumo, por isso é de suma importância que eles tragam uma ideia coerente sobre o assunto que vai ser tratado, o que fará surgir o interesse do leitor/pesquisador no trabalho.

    3º ponto: Limitação do estado da arte

    Assim como os resumos podem ajudar e trazer de forma clara e homogênea o texto a ser apresentado, também podem ser sucintos, mal elaborados e faltando informações, o que atrapalha a leitura e a interpretação que seria feita para a produção de outro trabalho (estado da arte). De acordo com Megid (1999), é preciso ter o texto original da tese ou dissertação disponível para leitura e consulta. Também se encontram resumos diferentes para uma mesma pesquisa, o que possibilita diferentes interpretações sobre o mesmo texto, assim, uma palavra modificada ou ambiguidades acabam levando o leitor para outra direção. Porém, os resumos devem ser tratados como “redes”, onde se cruzam, e a leitura não deve ser única, mas sim uma relação de cada um com os outros.

  57. Melissa Sparvoli L Ribeiro disse:

    Leonardo da Vinci: Um gênio universal – Maria de Jesus Martins Da Fonseca

    O texto se trata da renascença do homem como característica marcante o humanismo, isto é, o homem renascentista é o homem que se interessa por todos os domínios da vida, da arte e da ciência. Como maior exemplo, o típico homem renascentista, Leonardo da Vinci.
    O primeiro ponto importante a se destacar, na minha opinião, é: “o Humanismo é, essencialmente, uma evolução pedagógica”. A tese central do humanismo se encontra na ideia pedagógica de que o estudo das matérias de humanas eram mais que necessárias para a formação do homem. Logo, o homem se forma como homem pelo conhecimento que o próprio produz e considera como sua produção, tudo por fruto apenas da educação.
    Como segundo ponto, o Renascimento e o Humanismo apresentaram uma nova concepção de homem e como consequência uma nova ciência: o naturalismo, a concepção de mundo e natureza. Diferente da idade média, havia no Renascentismo a naturalização do mundo e da natureza, não como entidades divinas, mas sim naturais. Assim, pode-se conhecer a natureza e a naturalidade de seu corpo e da ciência por força de sua razão. Além da descoberta da historicidade, dimensão temporal e histórica do mundo e do homem. E com a noção de história, a vontade de conhecer o passado para resolver problemas atuais.
    Finalizando com o terceiro e último ponto, para Leonardo da Vinci, a arte e a ciência tem a mesma finalidade: o conhecimento da natureza. E ambas sustentam todo o conhecimento e são instrumentos de investigação da natureza.

  58. Yullia Kaory Shimizu Alves disse:

    Livro: História da educação: da antiguidade aos nossos dias- Mario Alighiero Manacorda (pág. 311-361)

    No capítulo dez do livro, o autor dá um panorama histórico e filosófico de como era a educação no século XX em diversos tipos de sociedade. E ainda, durante sua escrita, Manacorda faz questionamentos e apresenta trechos de obras de outros pensadores.

    1º ponto- As diversas variações da escola nova:
    Século XX, pós primeira guerra, o contexto econômico ainda era de atividade agrícola artesanal, já o cenário pedagógico estava no início da escola nova, elaborada por Ferrière, pautada na formação do aluno através da experiência, e na liberdade de escolha de qual dos seus aprendizados ele irá se especializar, por esse motivo também é chamada de “Escola Ativa”. Essa época foi marcada por debates entre filósofos socialistas e democráticos burgueses, o que dividia também a educação: na socialista voltada na preparação do aluno a um ambiente coletivo (a uma sociedade comunista), e na burguesa com a ideia de que a escola faz parte da produtividade econômica. Apesar das diferentes motivações, as duas filosofias visavam a relação entre: educação- sociedade e educação-política
    Na União Soviética, as ideias de Lênin e sua esposa, Krupskaja, defendiam uma escola politécnica, formando jovens capazes de trabalhar com tudo, e ainda, uma educação gratuita, obrigatória, e sem influências religiosas. Outro grande representante da pedagogia socialista, o filósofo Makarenko, que fala sobre a “educação dos sentimentos”, o ambiente escolar é voltada para a produção de frutos concretos que podem ser usados para ajudar o coletivo.
    Nos Estados Unidos, em uma sociedade burguesa, a educação é levantada como outro objetivos, de ligar o aluno a experiências concretas de trabalho, essa metodologia é chamada de “learning by doing” (aprender fazendo), descrita pelo filósofo Dewey.

    2º ponto- As grandes contradições na educação do século XX:
    O inglês liberal-democrata, Bertrand Russell, transitava entre uma descrição pessimista (uso da escola para a manutenção da desigualdade social, enriquecimento dos ricos, e para a imposição religiosa ou de ideologias), e otimista (os meios para a felicidade do ser humano existem, basta querer usá-los) do sistema educacional. Com o desenvolvimento industrial ele entendia a necessidade de uma coesão social, porém ele defende um equilíbrio entre uma escola que controle, ensine e forme um cidadão (com todos os ensinamentos morais que é preciso), e uma escola que respeite a ideia do individualismo, proposta no liberalismo.
    No mesmo século, a Itália passava por vinte anos de fascismo (1922-1943), onde a escola representava tudo aquilo que Russell via de pessimista na instituição. Os líderes fascistas, reduziam o número de alunos na escola pública, e ainda separava os alunos de acordo com sua condição financeira: nas escolas de classes privilegiadas, eram de estudos tradicionais humanísticos, enquanto as classes subalternas eram limitados a aprendizado profissionais especializados, impedindo a liberdade de escolha profissional. Como descrito no próprio livro, no fascismo, a educação reservada ao subalternos, não era um incentivo à juventude para sair da sua condição social, mas sim reforçar seu “lugar na sociedade”.

    3º ponto- A escola revolucionária na segunda metade do século XX (revoltas estudantis e a educação científica):
    A segunda metade do século XX foi marcado por um grande avanço tecnológico (advinda dos investimentos na segunda grande guerra) e pela informação das classes subalternas, e, consequentemente, no âmbito educacional, essa época é caracterizada pela construção de uma educação científica e autocrítica, e a tomada de consciência dos jovens em relação às desigualdades, resultando em diversas revoltas estudantis. As rebeliões não se limitaram apenas ao ambiente escolar, em época de terceira revolução industrial, renderam diversas revoltas operárias contra as formas modernas de opressão.
    Assim observa-se, nessa metade do século, uma tendência mundial de industrializar ou cientificizar ao máximo o processo educativo, porém Manacorda questiona se essa pesquisa é suficiente para sanar a estrutura educativa que continua mantendo os padrões antigos, principalmente nas instituições de países do Terceiro Mundo, marginalizados, que não consegue acompanhar os avanços técnicos dos demais países.

  59. Ezechiele Azevedo disse:

    Texto: ADEUS AO TRABALHO? – Ricardo Antunes
    Os três pontos importantes do texto são:
    - Os países que antes eram socialistas encontraram um grande atraso, buscaram por produtividade e modernização. Com a busca pelo poder, se tornou mais evidente a separação dos países, entre quem tinha mais e quem tinha menos, entrando inclusive no centro do capitalismo. O capitalismo está em crise, como pode-se ver pela fome, miséria, a crescente alta da taxa de desemprego, entre tantos outros fatores.
    - O sindicalismo recua a um patamar anterior, cada vez mais atuando sob o prisma institucional, distanciando-se dos movimentos sociais autônomos, vivendo uma brutal crise de identidade. O sindicalismo está cada vez menos presentes na vida do trabalhador, aumentam os casos de corporativismo, xenofobia, racismo, no seio da própria classe trabalhadora.
    - No Brasil o sindicalismo trata-se de uma crescente definição política e ideológica no interior do movimento. É uma postura cada vez menos respaldada numa política de classe, e cada vez mais numa política para o conjunto do país..

  60. Heitor Aparecido de Paula Silva disse:

    Texto: Sociologia da educação
    1° ponto- Ele afastou-se das antigas formas de compreensão marxistas da ideologia no intuito de obter uma nova compreensão para seu tempo. Para Althusser, é impossível ter acesso as “condições reais da existência já que toda prática é consequência de uma ideologia que seu autor interiorizou no seu subconsciente ( família, escola, igreja, etc). Segundo ele,a ideologia compreende uma existência material pois a ideologia sempre existe em um aparelho sendo a escola considerada um aparelho ideológico do estado que é responsável pela manutenção da ordem, da hegemonia, burguesa e do capitalismo.
    2° ponto- Mészáros discute como pensar a sociedade tendo como parâmetro o ser humano. Exige a superação da lógica desumanizadora do capital, que tem no individualismo, no lucro e na competição os seus fundamentos. Sustenta que a educação deve ser sempre continuada,permanente,ou não é educação. “Somente com o rompimento do capital as pessoas deixarão de se importarem com o ter, e passarão a dar valor ao ser”. Criando uma educação igualitária, sem opressão, sem exploração e participativa.
    3° ponto- Ambos os autores apontam que o sistema capitalista é responsável direta e indiretamente por moldar a sociedade através da ideologia consumista e da divisão em classes sociais. Somente quando nos desgararmos deste sistema que visa a competição, e passarmos a adorar um sistema que visa o bem social teremos uma sociedade igualitária.

  61. Sérgio Bueno disse:

    Texto: Formação de professores no Brasil: Dilemas e perspectivas, Demerval Saviani

    Pode-se apontar, em resumo, os três pontos importantes referidos na atividade com os próprios três pontos em que o autor separa seu texlo.

    I – Em primeiro momento, o crescimento exponencial do acesso à educação, dentro do sentido quantitativo, se mostra um avanço no país, que salta de um modelo predominantemente rural para um modelo urbano. O aumento de vinte vezes o número de matriculados escancara o proximismo de uma furtura educação universal.
    Em contrapartida, vêm a tona os problemas educacionais: como por exemplo a porcentagem de evasão/abandono escolar, em que mais da metade da população, até então à data da pesquisa, não completava os anos obrigatórios de ensino; Dito isso, se mostra os modelos de formação de profissionais da educação, em que um se dá por formação-em-ação, sem os preceitos de pedagogia e filosofias, tendo em vista apenas a formação do grau de informação, o que o autor chama de “modelo dos conteúdos culturais-cognitivos de formação de
    professores”. O outro modelo já se mostra necessário com esses preceitos e filosofias pedagógicas, e mostra que a conclusão do bom professor não só se caracteriza pelo bom conteúdo profissional ministrado (conhecimento logicamente organizado), como também um preparo para as ações do profissional enquanto educador, o qual a formação só se completa efetivamente com o preparo pedagógico-didático. O primeiro, e incompleto, modelo é amplamente mais adotado que o segundo.

    II – Em segundo ponto de interesse se mostram os problemas, sabiamente adotados e expostos por Saviani como dilemas, que implicam em dubiedades exercidas pelo modelo (e pelos modelos) de educação adotados nos últimos dois séculos pelo governo deste país. Problemas como, em exeplo direto, os pareceres adotados pelo gov. serem excessivos nos acessórios e pouco profundos, ou diretamente insuficientes/restritos no essencial; passando até, entre outros discutíveis, no já dissertado ponto da formação de modelos cultural-cognitivo versus modelo pedagógico-didático. Os pontos tangíveis aqui são: a baixa eficiencia direta nos pareceres e resuloções CNE/CP adotados pelo estado ao longo dos anos, os quais, apesar de emitirem sim melhoras na formação do profissional-educador, se mostram longe de realmente entederem, ou ainda, de realmente serem acertivos, sobre as necessidades da formação profissional dos educadores. E também o problema da descontinuidade dos pareces e modelos adotados, impossibilitanto assim um, não só sucesso ou melhora, como também uma própria análise do estado que o modelo outrora outorgado poderia influenciar na sociedade.

    III – Em um terceiro ponto levantado, pode-se observar as necessidades somadas a, dentro do contexto do levantado pelo texto e, dentro do possível organizacional do estado, resoluções para os problemas levantados (educação e formação do profissional-educador). Das muitas soluções dos muitos problemas levantados, há uma que, pessoalmente, acho interessante colocar neste texto: a de diminuir, não só as barreiras das burocracias, como as barreiras das próprias filosofias distoantes dos espaços das escolas formativas do profissional e das escolas de atuação do educador. A distância desses cenários é um dos principais problemas na formação pedagógica, e sua solução depende de toda uma reformulação teórica-prática das diretrizes atuais para formação profissional.

  62. Joudimar Nagamine Cavallari disse:

    Texto: Sociologia da Educação. Do positivismo aos estudos culturais
    Autores: Nelson Piletti; Walter Praxedes

    Capítulo corresponde: 9 – Bourdieu: a educação e as desigualdades sociais

    Piletti e Praxedes (2010, p. 81) destacam o papel da família e da escola no processo de formação das crianças, apontando tais como os dois principais pilares para a formação do ser humano. Sobre este ponto, os autores expõem os estudos e conceitos desenvolvidos pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu (1930 – 2002) que afirma que na família as crianças aprendem a diferenciar o certo do errado, a seguir regras e modelos que possibilitam a convivência social e internalizam saberes, valores e costumes que lhes servirão de bases ao longo da vida: “(…) a família e a escola devem desempenhar a função de adequar as novas gerações às exigências da divisão social do trabalho, adaptando os indivíduos à sociedade por meio de imposição de padrões sociais às condutas individuais em um sentido unilateral, que leve ao controle sobre os instintos, ao respeito à autoridade e à funcionalidade sistêmica.
    (…)
    As famílias transmitem modelos comportamentais e perspectivas de futuro de maneira não deliberada, que são apreendidos de maneira inconsciente pelas crianças.” (2010, p. 82)

    Um outro ponto importante a ser destacado por Piletti e Praxedes é a noção de “habitus”, cunhado por Pierre Bourdieu em sua sociologia da prática, e que pode ser entendido como o conjunto de disposições de ações estabelecidas e aprendidas e que não existem a partir da racionalização do ser que as executa. Corresponde à forma como a sociedade se dispõe às pessoas, designando modos de ação e pensamento a fim de fazer revigorar no presente experiências passadas, guardadas as diferentes matizes presentes no âmbito social. Segundo à concepção de Bourdieu, o habitus corresponde ao “conjunto de saberes e práticas interiorizados, mas que se formam em cada indivíduo lado a lado com a capacidade de pensar e agir por si mesmos, com base tanto na interiorização das experiências e das circunstâncias existentes na sociedade, por parte do agente, quanto na exteriorização de suas capacidades interiores
    (…)
    O habitus envolve as capacidades próprias de cada indivíduo agir e pensar diferentemente da maneira que foi educado” (2010, p. 83)
    Nesse sentido, levando-se em conta a sociologia da prática de Bourdieu, tanto escola quanto família são complementares no processo de formação do habitus do indivíduo, pois “a vivência em ambas as instâncias da vida social se expressa nas experiências escolares, dotando cada aluno de possibilidades para decodificar à sua maneira os saberes transmitidos pelos professores.” (PILETTI; PRAXEDES, 2010, p. 84)

    Um terceiro ponto a ser destacado corresponde ao fato de que, para Bourdieu, o sistema escolar contribui para aumentar as situações de desigualdades social e cultural entre os indivíduos e as classes sociais, uma vez que “as diferenças entre essas classes são ignoradas pelo processo escolar, possibilitando aos que chegam à escola como os saberes e competências mais valorizados a chance de serem mais bem-sucedidos nas atividades do cotidiano escolar e nos exames, obtendo os diplomas mais respeitados socialmente. É assim que o sistema escolar atribui legitimidade às desigualdades sociais e culturais existentes na sociedade (BOURDIEU, 1998, p.53 apud PILETTI; PRAXEDES, 2010, p. 85).

  63. Ana Laura Maranha Marini disse:

    História da educação: da antiguidade aos nossos dias. Pág. 1-192
    O autor Mario Alighiero Manacorda usa fatos históricos como base para conduzir sua obra, delineando um olhar crítico sobre a ideia de educação no mundo, com o objetivo de apresentar a origem das ideias pedagógicas e compreender como os aspectos materiais, técnicos e cotidianos de cada época e civilização estão diretamente ligados ao desenvolvimento político, social e produtivo, consequentemente afetando na concepção da educação e processos de instrução. Desta forma, o autor apresenta a trajetória do homem em busca da efetivação de uma educação libertadora, sendo necessário investigar o passado, para poder compreender o homem no presente, nos sugerindo outro olhar sobre o “progresso”, por assim dizer, da educação.
    O primeiro ponto importante abordado por Manacorda em todo o livro é a ideia de que “o discurso pedagógico é sempre social” (MANACORDA, 1989, p. 06) e que nenhuma batalha pedagógica pode ser separada da batalha política. Uma vez que relacionar-se com outros membros da sociedade é intrínseco ao discurso educacional, pois promove o desenvolvimento social dos indivíduos. Isso é observado em várias civilizações distintas, que, mesmo com processos educativos elaborados em valores diferentes, de certa forma, todos eles se configuram a partir do reflexo das relações sociais e dos aspectos presentes no meio onde vivem, sejam eles políticos, técnicos ou materiais.
    O segundo aspecto destacado na obra foi a elitização da educação e a divisão entre aqueles que têm acesso à cultura, bens e poder (homens das palavras- EPEA) e aqueles que apenas produzem (homens das ações- ERGA) ou seja, há aqueles que detêm ou dominam o saber, e aqueles que dependem dos que possuem o conhecimento.
    Mencionada pela primeira vez no Egito antigo, considerado pelo autor como berço comum da cultura e da instrução, a hierarquização da relação entre o ensinar e o aprender já era observada na civilização do antigo Egito, onde eram encontradas escolas “intelectuais” e escolas “práticas”, sendo o processo de inculturação reservado apenas às castas dominantes, tendo formação para a vida política, considerando a hierarquização, “o obedecer está indissoluvelmente ligado ao comandar, dois termos que se encontram inúmeras vezes, como lugar-comum, em qualquer discurso sobre educação e sociedade” (MANACORDA, 1989, p. 15).
    O terceiro aspecto discutido que é provado a partir das várias civilizações e métodos pedagógicos apresentados é a ideia de que as maneiras de transmitir os ensinamentos e os ideais valorizados varia de acordo com o povo e o meio onde estão inseridos, já que, segundo o autor, a humanidade elabora o processo educativo a si mesma. Desta forma, é possível perceber as singularidades de cada civilização e época apresentada e, ao mesmo tempo, identificar semelhanças que são mantidas durante toda a história da educação, da antiguidade até os dias de hoje, reforçando a escola não só como espaço específico da educação, e sim como base para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

  64. Rebecca Moreno Julião disse:

    Texto: O Processo De Trabalho Docente: Interfaces Entre A Produção E A Escola – Kênia Miranda

    3 pontos acentuados no texto:
    I. A escola não é, por natureza, capitalista. Mas, uma vez que a sociedade é, a escola se tornou mediadora dos interesses do capital:
    “não é da natureza da escola ser capitalista, senão que por ser o modo de produção social da existência dominantemente capitalista, tende a mediar os interesses do capital” (FRIGOTTO, 1989).
    O sistema capitalista exige relações sociais entre estrutura econômica social e superestrutura por meio de influência recíproca. As escolas, por sua vez, vêm se estruturando a partir de aproximações sucessivas da mencionada lógica organizativa do capital. A educação tornou-se uma área imensamente lucrativa de acumulação do capital para a indústria de construção, para os fornecedores de todos os tipos e para uma multidão de empresas subsidiárias.

    II. A precarização do trabalho docente:
    O estudo de BRAVERMAN (1987) sobre os processos de trabalho dentro do setor de serviços demonstra que a classe média sofreu um processo de proletarização uma vez que foi perdendo suas qualificações e, conseqüentemente, o domínio sobre seu processo de trabalho, colocando todos na condição de vendedores da mercadoria força de trabalho, inclusive os professores. Ou seja, o conhecimento não é o único instrumento de produção necessário. O professor não pode exercer sua profissão com fins de sobrevivência sem estar devidamente empregado, pois fora da instituição escolar, não há exercício da docência. Além disso, mesmo que a autonomia do professor não oculte as relações sociais em que esse tipo de trabalho está inserido, esta é superestimada e subordinada pelo capital.

    III. Subsunção Proto-real
    Segundo Marx, a produção imaterial pode ser de duas espécies: as mercadorias vendáveis, que são produtos distinguíveis do desempenho do produtor, e as ‘’não-vendáveis’’ onde a produção é inseparável do ato de produzir, na qual se encaixam os professores. Em contra partida, a expansão da educação à distância coloca a educação e o trabalho de professores em um nível de objetivação nunca antes visto. Tal subsunção ao capital “finalmente dissolve o cultural no econômico e o econômico no cultural” (JAMESON, 2001). ‘’Subsunção proto-real’’ denomina o processo transitório entre a subsunção formal e subsunção real do trabalho docente ao capital, em que a primeira etapa já foi superada e a segunda ainda não se completou. A tendência é um processo crescente de alienação (ou perda de autonomia) do trabalho docente e de transformações essenciais em sua forma.

    • Rebecca Moreno Julião disse:

      Olá, professor.
      Este texto foi muito difícil para mim mas eu lhe agradeço a oportunidade, pensei que eu jamais conseguiria entender Marx mas acho que rolou, mesmo que fora do prazo.
      Obrigada.

  65. Dienifer Cristina de Souza Simionato disse:

    LIVRO: TRABALHO, ESCOLA E IDEOLOGIA
    Alienação, reificação e fetichismo: a realidade invertida

    1- As pessoas estão satisfeitas com a exploração?
    2- Porque continuam o trabalho alienado?
    3- A ideologia é para as classes não dominantes?
    A alienação segundo Marx é o estranhamento do trabalhador ao produto, ou seja, o trabalhador acaba não dominando todas as etapas da fabricação, porque ele não é dono de sua produção, o produto passa a ser visto como não ligado ao seu trabalho, como se o produto tivesse surgido independente do homem, como se fosse um feitiço, por isso a palavra “fetichismo”, que oculta as relações do homem com o produto, ele cria uma “coisificação” das relações, as relações tendem a se desumanizar, ou seja, tudo o que passa a importar é o dinheiro e a mercadoria, o valor das relações passa a ser econômico. As pessoas têm o trabalho somente como fonte que supre as necessidades, mas não se realizam nele, o trabalho não torna a pessoa melhor, porque tudo o que importa é o dinheiro no final do mês.
    Mas por que as pessoas continuam satisfeitas com a condição do trabalho alienado? Por causa da ideologia.
    A ideologia cria a inversão da realidade, é como se fosse uma máscara da realidade, ela esconde como as coisas realmente são, é dessa forma que a classe dominante esconde a exploração, por exemplo: se eu digo que o meu esforço individual vai me enriquecer (eu sendo da classe do proletariado), essa ideologia de meritocracia não é uma ideia da classe da qual eu pertenço, é classe dominante, pois, na realidade, favorece somente à ela e com essa ideologia, esconde a realidade da exploração, mas serve como um consolo para a classe trabalhadora, por isso ela continua no seu trabalho esperando que no final do mês recebe seu salário para ter o retorno de seus esforços, e a exploração, fica escondida atrás dessa máscara.

  66. Guilherme Calixto Sanches de Sousa disse:

    Texto: A sociologia da educação no pensamento de Marx; Educação e Hegemonia: Gramsci

    O primeiro ponto que acho importante ressaltar é sobre a concepção de educação para Marx. Ela afirma que as circunstâncias em que os indivíduos estão influencia diretamente na sua educação ao passo que o indivíduo também pode alterar suas circunstâncias, dessa forma a educação é uma relação social entre sujeitos e está sempre em constante transformação, assim como todas outras esferas de relação de indivíduos da sociedade, por isso ele também afirma que o educador deve ser educado, por conta da relação entre educando e educador e pelo fato dela estar em sempre em mutação. Podemos ilustrar como a educação é um produto das circunstâncias por conta dela ser utilizada no capitalismo como um meio para reprodução contínua e manutenção das relações sociais capitalistas e da divisão do trabalho. Isso é feito pois a educação para os “futuros proletários” é dada de forma repressiva e autoritária para molda-los a uma posição de subserviência, já a dos “futuros detentores dos meios de produção” é feita para que eles saiam das instituições de ensino já preparados para administrar as empresas capitalistas e os órgãos estatais, por isso a educação, para Marx, não democratiza o saber e essa ideia acaba sendo uma falácia. Porém, os homens também possuem a capacidade de alterar suas circunstâncias e isso pode ser feito por meio de uma educação crítica e que questione as relações sociais e a forma de divisão do trabalho vigentes, sendo assim um primeiro passo para a mudança do sistema capitalista. Isso leva ao segundo ponto que acredito ser importante ressaltar, a educação e a alienação.
    Alienação para Marx, de forma simplista e reduzida, é a realização de um trabalho ou atividade que reduz o trabalhador apenas à sua força de trabalho que é vendida ao capitalista, sem levar em conta sua natureza humana, o trabalho ou atividade exercida não confere a realização humana e material ao indivíduo e sim o salário ou o que é recebido como recompensa, dessa forma o trabalho se torna sem significado e até desgastante para o sujeito compelido a realiza-lo, ou seja, se transforma em um simples meio de manutenção da existência (Marx, 1979, p. 95). Pode se pensar que para a educação não é diferente pois a atividade de aprendizado é igualmente alienada, ou seja, o estudante é “pressionado” a estudar para vender ao capitalista uma força de trabalho mais especializada afim de apenas receber um salário, sendo muitas indiferente para ele o significado e as consequências do trabalho feito. Isso também pode ser alterado por meio da educação como já dito.
    Acredito que o principal ponto do texto sobre Gramsci, um jornalista e ativista político comunista, seja sobre a implantação de uma “escola unitária”. Essa escola consiste em uma escola que abordará o ensino clássico, filosófico e intelectual com valores humanistas clássicos em conjunto do ensino utilitário, profissionalizante e que desenvolve as capacidades manuais e “braçais”, para ele todo homem exerce também função intelectual fora de sua profissão, tendo uma conduta moral e uma concepção de mundo própria. Esse conceito de escola surge como uma crítica a divisão da formação educacional mais teórica e filosófico apenas para classes dominantes e o ensino técnico e utilitarista para trabalhadores subalternos a partir disso ele afirma que todo trabalho, mesmo que braçal, envolve certa elaboração mental para execução. Essa dicotomia do ensino em conjunto do fato de sociedades mais industrialmente desenvolvidas respeitarem e terem como mais democráticas as escolas profissionalizantes do que o ensino intelectual aprofunda ainda mais as desigualdades sociais já existentes na sociedade.

  67. Júlia Helena Santana de Carvalho disse:

    Texto 17. O marxismo e a pesquisa educacional no Brasil.

    Não há como negar que o marxismo faz parte de uma base estrutural e teórica das pesquisas de análise da realidade educacional brasileira, exercendo papel significativo e de grande influência sobre obras de célebres autores como Paschoal Lemme, Caio Prado Jr, José Arthur Giannotti, Dermeval Saviani entre outros pesquisadores. O método difundido pelo filósofo e sociólogo alemão é utilizado até hoje em várias áreas sociopolíticas e econômicas não só como um método único e universal, mas sim como um método que foi interpretado e tomado como princípio para a criação de diversas novas linhas de pensamento. No que diz respeito ao pensamento educacional brasileiro, por exemplo, existem três principais métodos: a “pedagogia progressista” ou “pedagogia crítico-social dos conteúdos”, a “concepção dialética da educação” e a tendência “crítico-reprodutivista”. O próprio Karl Marx teve como base outros pensadores para chegar em suas conclusões, pois a partir de seus estudos a respeito de alguns pontos de vista obteve então o seu próprio método. Assim, da mesma forma, outros pesquisadores utilizam o marxismo em seus métodos, mas também contam com outras referências, outros pontos de vista e outras lógicas, gerando divergências profundas uns com os outros referente às análises educacionais.

    José Mário Pires Azanha criticou os métodos utilizados por pesquisadores marxistas educacionais brasileiros, questionando sua capacidade de desenvolver com eficácia os temas referentes a realidade educacional em nosso país. O autor avalia tais pesquisas usando a expressão “abstracionismo pedagógico”, apontando que os estudos sobre a educação brasileira vêm sendo feitos de forma abstrata por aqueles que se baseiam no método de Marx, desconsiderando especificidades concretas no campo educacional brasileiro e baseando-se primordialmente e quase que exclusivamente em leis e teorias de análise crítica ao sistema capitalista.

    As universidades públicas brasileiras sempre foram locais de intenso debate sobre a política do país e de criação de organizações e movimentos estudandis, assim como de produção de pesquisas acadêmicas sobre diversas linhas de pensamento. O período anterior ao regime militar foi de uma grande polarização e radicalização política e ideológica que estremeceu o governo e aumentou as discussões e embates entre diferentes ideais dentro e fora da vida acadêmica. A elite, maioria nesse espaço, possuía (e possui até os dias de hoje) um evidente interesse em manter sua influência dentro desse ambiente. Por esse motivo, a partir de 1964, os militares reorganizaram o sistema educacional propondo uma Reforma Universitária e modernização tecnológica. Por meio de investimentos em pesquisas, reforço do programa de pós-graduações e de avanços científicos, o autoritarismo conseguia um maior domínio sobre essas entidades acadêmicas, controlando-as de tal modo que pudesse desintegrar movimentos sociais ou quaisquer grupos de pessoas de viés crítico que pudessem surgir. Entretanto, essa desintegração trouxe efeitos que não eram esperados.
    Dentro de partidos políticos e demais filiações, os trabalhos produzidos são mais imediatos, feitos com o objetivo de divulgar a ideologia em questão. Já dentro das pesquisas acadêmicas ele é feito com mais cuidado, objetivando profundas análise e reflexão. Sabe-se portanto que o marxismo foi cada vez mais incorporado dentro de trabalhos científicos, sendo usado como método ou objeto de estudo, mesmo com todas as tentativas de aboli-lo.

    • MARINA LOUENE FARIA disse:

      O homem politécnico e o homem davinciano: mediações a partir do livro “A escola de Leonardo: política e educação nos escritos de Gramsci”.

      Três pontos importantes do texto:

      1°: Garin tenta desfazer a idealização sobre Da Vinci trabalhar com várias especies de animais, seccionar e classificar corpor desses animais e também de homens, dissertando sobre como se devia vencer nojo ai odor e à visão de carnes apodrecendo, com a Praxis davinciana, relatada como: “[...] O encontro de todo o saber e de todo o fazer; a obra do artista entendida como a síntese ativa de todo esforço humano, ciência e tecnica, filosofia e poesia, conclusão de todo problema que envolva a realidade”.
      2°:Marx diz que o trabalhador pode ser comparado a uma mercadoria, pois caso haja uma grande quantidade de empregados e uma pequena procura dos empregadores pela mão de obra, aquele que encontrar um “comprador” terá muita sorte. Tornando assim, a existência do trabalhador reduzida às mesmas condições de uma mercadoria.
      3°: O trecho retirado do texto: “Nadedja Krupskaia pensou a educação nos moldes politécnicos e em desenvolvimento a partir do trabalho. Segundo ela, a formação no trabalho deve ir além das capacidades instrumentais de operação de maquinários e alcançar o conhecimento sobre a localização do que se produz cotidianamente e do próprio processo de produção contidos nas relações inerentes ao quadro econômico geral.”

  68. Marina Lopes Pessôa disse:

    O texto lido corresponde às páginas 31 a 41 do livro ”Educação: do senso comum à consciência filosófica” (Saviani, 1996)

    I. Como ensinar história da educação?
    O texto reflete sobre a ineficiência do ensino de história da educação que devido a ênfase na primeira palavra acaba reduzida a uma mera cronologia. Saviani diz que quando se reduz a história a uma sequência de ideias ocorre um agravante onde tais ideias se resumem em algo que o autor chama de “fatos de supra-estrutura” que são fatos que não explicam o processo histórico concreto, fazendo com que os alunos façam uso da memorização como recurso para reter tais dados visto que a compreensão da trama histórica se perde. Nesse caso, o texto diz que para total compreensão da história é necessário investigações de ordem econômica, política e social do país cujo se desenvolve o fenômeno educativo que se quer compreender.
    Saviani diz que a reflexão sobre os problemas educacionais leva à questão dos valores e que apenas a partir do conhecimento da realidade humana é possível entender a problemática dos valores. Visto que na educação a preocupação com a humanidade é uma constante, para ser educador é necessário ser um profundo conhecedor do homem o que nos leva a mais um ponto do texto, entender o que é o homem. O mesmo se mostra como um corpo existindo em um meio definido pelo espaço e pelo tempo, esse meio condiciona o indivíduo e determina-o em todas as duas manifestações. O caráter de dependência do homem é inicialmente observado em relação a natureza, além disso, o meio cultural se impõe a ele inevitavelmente. Ao nascer, o homem se depara com uma época de contornos históricos definidos, uma língua estruturada, costumes e crenças definidos, uma sociedade com instituições próprias e uma forma de governo definida, o autor então afirma que o homem é um ser situado, encaixado no quadro da existência humana. Visto que a vida humana só se sustenta dentro de um contexto determinado, o homem é levado a valorizar os elementos do meio. Segundo o autor, o homem tem necessidades que precisam ser satisfeitas e este fato leva à valorização e aos valores.

    II. Valor e valoração
    O texto diz, então, que é necessário promover o homem para perceber a função da valoração e dos valores na vida humana, ou seja, é preciso tornar o homem capaz de conhecer os elementos da sua situação para intervir nela transformando-a no sentido de ampliação da liberdade e comunicação entre os homens. Saviani diz, então, que os valores indicam as expectativas e aspirações que caracterizam o homem em seu esforço de transcender a si e à sua situação histórica. Já a valoração é o próprio esforço do homem em transformar aquilo que é naquilo que deve ser. Visto que sem os valores a valoração seria destituída de sentido e sem a valoração os valores não existiriam conclui-se que desvincular um do outro irá transformá-los em arquétipos estáticos e abstratos. Ver a experiência axiológica como um caráter concreto nos permite substituir o conceito de hierarquia por um conceito de prioridade mais flexível ditada pelas condições da situação existencial concreta em que vive o homem. De acordo com a hierarquia os valores intelectuais são superiores aos econômicos, portanto, se vou educar seja em um bairro pobre ou em um bairro de elite irei dar ênfase nos valores intelectuais. No entanto, o texto mostra que na favela os valores econômicos se tornam prioridade, dadas as necessidades de sobrevivência, enquanto em um bairro de elite os valores assumem a prioridade pela necessidade de enfatizar a responsabilidade perante a sociedade.

    III. Objetivos educacionais
    Segundo o autor, os valores nos colocam diante do problema dos objetivos e é a partir da valoração que podemos definir objetivos para a educação. “As necessidades humanas que irão determinar os objetivos educacionais”. Encarando o problema do ponto de vista da realidade concreta do homem brasileiro é possível concluir que o homem brasileiro, no geral, não sabe tirar proveito das possibilidades da situação e acaba por destruí-la o que revela a necessidade de uma educação para subsistência, isto é, aprender a tirar da situação adversa meios de sobreviver. Para que o homem utilize os elementos da situação a seu favor é preciso que tenha capacidade de intervir nela, sabemos como são precárias as condições de liberdade do homem brasileiro, sendo então necessária a educação para libertação: é preciso saber escolher e ampliar as possibilidades de opção. O texto diz que para intervir na situação é necessário ter consciência das suas possibilidades e seus limites, tal consciência só se adquire através da comunicação revelando o terceiro objetivo: a educação para comunicação, é preciso que se adquiram instrumentos aptos para comunicação intersubjetiva. Todos o objetivos aqui citados, no entanto, só serão atingidos com uma mudança do atual panorama nacional, fazendo com que o quarto objetivo seja a educação para transformação.

  69. Sabrina Nicolau Feitosa disse:

    Leitura do livro Manuscritos econômicos filosóficos de Karl Marx. – Trabalho Estranhado e Propriedade Privada :P agina 79 a 91.

    De acordo com os economistas liberais, a propriedade privada foi criada de forma natural e progressiva. Karl Marx contrapõe está síncrese, expondo a demonstração real desta desigualdade, por meio de analises. Advindo disto, apresento três abonações importantes sobre esta obra.
    • Karl Marx diz que o Homem criou a propriedade privada, e ela se modifica através das relações sociais e temporais, logo, a propriedade privada é fruto das nossas condições históricas, desde o feudalismo, a ascensão da burguesia, até os dias atuais.

    Esta divisão de trabalho e desigualdade entre burgueses e proletariado, não é um fato natural, não foi a natureza que fez essa divisão e desigualdade e sim o Homem. O ser Humano Trabalha imediato, não percebe que essa divisão de trabalho desigual, priva ele de sua vida e inteligência.

    • Por consequência da propriedade privada: A partir do momento que o Homem para de produzir o seu próprio serviço para si e começa a produzir para o dono da propriedade, o trabalhador começa a estranhar o seu trabalho. Além disso, o capitalista (dono da propriedade) valoriza mais a mercadoria produzida pelo trabalhador, do que o próprio trabalhador. Conseguinte quanto mais o trabalhador produz, menos valor ele tem, se tornando assim uma mercadoria.

    • Decorrente a isto; os trabalhador se estranha também dentro do seu trabalho, pois nele, ele não se reconhece, não pensa, apenas trabalha, porque precisa de seu salário para sobrevivência, trabalha forçado, e só se reconhece humano fora dele, exercendo suas funções “animais”.

    Dessarte a propriedade privada, não é natural. O Homem que construiu essa desigualdade social, sem pensar e refletir, apenas trabalhando.

  70. Larissa Fernanda Moraes disse:

    Pedagogia: Noturno
    3 pontos que achei importantes no Livro: Uma Didática para a Pedagogia Histórico-Crítica- Gasparin
    Parte II

    1º Ponto: Conteúdo escolar

    Esta parte no texto me esclareceu o primeiro tópico tratado, que conflitava entre práticas sociais e conteúdos que irão ser trabalhados pelo professor, de forma que a problematização estivesse presente, concluindo a ideia de forma clara, portanto um ponto importante. O autor encerra o assunto tratado dizendo que, se a realidade social envolve diferente modos de perspectivas e cada aluno terá uma noção diferente da mesma, é necessário que o conteúdo abordado no método de ensino deve englobar a compreensão e realidade em que os alunos e professores estão. Cita-se também essa frase de ótima explicação: “ O conhecimento passa a ser entendido, então, como uma forma teórica das necessidades sociais e práticas dos grupos humanos.

    2º Ponto: Problematização

    O texto aborda a importância da problematização na execução de uma aula, para que os alunos possam ser situadas da realidade e dimensões abordadas de um determinado assunto, realizando questionamentos englobando práticas sociais e conteúdo. A intenção é mostrar aos alunos que problematizar é questionar a realidade, por mais que essa já seja uma certeza para ele, levantar questões para estudos e interrogar até mesmo o próprio conteúdo escolar.

    3º Ponto: Catarse

    Catarse foi determinada no texto como o encerramento de todo o processo de absorção do conhecimento feito pelo aluno, sendo a síntese que ele apresentará marcada pela sua evolução intelectual, mostrando sua nova forma de pensar de acordo com o conteúdo proposto pelo professor, resumindo, é a forma como o aluno demonstrará o seu novo conceito aprendido. A síntese é o momento que ele irá estruturar seus pensamentos sobre tal questão, e será observado seu novo patamar de aprendizagem. Ponto importante a ser destacado por ser o fechamento da ideia de um aluno, seja por escrita, fala ou apresentada de outra maneira, que o professor irá observar como seu assunto atingiu o aluno.

  71. Gabrielle Ferreira Neves disse:

    Texto: Sociologia da Educação – do Positivismo aos estudos culturais.

    Autores: Nelson Piletti, Walter Praxedes

    1) Introdução – dos autores clássicos aos contemporâneos

    Os autores relatam que partiram da ideia da realização do levantamento das abordagens teóricas da sociologia da educação e dizem que o grau de internalização que a mesma chegou a impede de ser limitada a estudos apenas em nível nacional. Também reforçam que “a educação deve ser considerada uma dimensão da vida social e relacionada a um conjunto de processos sociais”.

    Outra questão importante é que a sociedade como objeto de estudo encontra-se sempre em mudança, o que implica no surgimento de novos problemas e, portanto, na necessidade de novas ideias para sua manutenção. Por isso, deixam explícito que a abordagem das teorias elaboradas por autores antigos serve principalmente para que não se reproduzam as condições sociais herdadas, e que seus resultados devem servir como ponto de partida para as pesquisas atuais.

    A partir disto, citam sucintamente quatro pensadores antigos: Auguste Comte, Émile Durkheim, Max Weber e Karl Marx. Em seguida, pontuam alguns autores contemporâneos que foram influenciados ou tentaram se distanciar dos clássicos, trazendo tópicos pouco desenvolvidos ou ausentes nos trabalhos antigos e com embasamento no contexto em que estavam inseridos, como Fernando de Azevedo, Karl Mannheim, Antonio Gramsci, Louis Althusser etc.

    2. Positivismo de Comte

    Para Comte, o homem deveria ter o conhecimento científico como base da sua elaboração de ideias, e este deveria ser obtido a partir da observação pura e neutra da realidade. Isso resultaria numa ordem social que colocaria em prática conjecturas da filosofia positiva (que sugere que a ciência é o caminho para a obtenção do progresso social), e tornaria a sociedade equilibrada. Comte é considerado o fundador da Sociologia e a primeira obra em que apresentou o termo foi “Curso de Filosofia Positiva”, onde ele estabeleceu que o objeto de estudo deveria ser a história da espécie humana, a fim de compreender cientificamente o que ocorreu no passado, está ocorrendo no presente e poderá ocorrer no futuro.

    Comte baseou-se em conhecimentos elaborados em ciências da natureza (em especial a biologia e a fisiologia) e propôs que a sociedade fosse estudada em duas divisões centrais: a estática e a dinâmica. A primeira foca em um momento histórico específico e estabelece as condições necessárias para que uma sociedade se mantenha em harmonia, da mesma maneira que funciona um organismo vivo (pela cooperação de células-tecidos-órgãos-membros). Já a segunda estuda a evolução da história da humanidade até o estabelecimento do estado positivo e também explica a fase da história estudada. Ambas as categorias estão relacionadas, já que o progresso (dinâmica) pode ser entendido como “desenvolvimento da ordem” (estática).

    Ele também formulou a lei dos três estados, que auxilia na definição do pensamento positivista. Para ele, a sociologia deve estudar as leis do desenvolvimento histórico inevitável da humanidade em direção à idade positiva, com o intuito de deixar as pessoas cientes das medidas governamentais que devem ser tomadas para a consolidação do estado positivo (harmonia entre a sociedade). Ele também acreditava que os interesses pessoais deveriam ser deixados de lado e a sociedade deveria priorizar o que fosse mais vantajoso para o todo.

    No que diz respeito à educação, Comte acreditava que a mesma deveria ser exercida de modo a desenvolver uma formação moral dos membros da sociedade para que chegassem a um consenso. Para isso, deveria ser criado um novo poder espiritual inspirado na razão, que levaria os indivíduos à se dedicarem a executar uma função específica pelo bem coletivo, para harmonizar a desigualdade social. Chegou a se dedicar à criação de uma “religião da humanidade”, visando tornar sagrada e, portanto, inquestionável, a ordem social positivista elaborada por ele. Assim, o progresso da sociedade se daria por meio de processos científicos, enquanto o da ordem seria efeito do emocional. A religião desenvolvida por Comte iria estabilizar essa relação sentimento e razão, e a formação moral seria levada às próximas gerações por meio da educação.

    3) Durkheim e a educação – socialização e individuação.

    Entre os clássicos, é o que mais explícita e aborda a problemática da educação.

    Foi fortemente influenciado pelas ideias comtianas e também acreditava que a evolução social ocorreria de modo inevitável. Desenvolveu o conceito de “consciência coletiva”, que pode ser definido como um conjunto de fenômenos sociais que garante a existência de um tipo de solidariedade entre os indivíduos capaz de levar à manutenção da sociedade. Essa consciência coletiva representa as crenças comuns à média da sociedade, e é um sistema determinado que possui vida própria e é difuso em toda a extensão da sociedade.

    Também introduziu o conceito de “representações coletivas”, que expressa os modos de pensar que fazem parte da consciência que um grupo tem de si mesmo e acaba influenciando as relações que mantém com os outros grupos, e essas formas de pensar e agir devem ser incorporadas pelas pessoas desde seu nascimento. Ou seja, para ele a vida social é feita essencialmente de representações coletivas obtidas no decorrer de sua vida em determinada coletividade.

    Durkheim também propôs o conhecido “Fato social”, que seriam as formas de agir e pensar, passageiras ou duradouras, que podem influenciar as condutaas individuais de forma coercitiva, impondo-se aos indivíduos muitas vezes sem que estes percebam a origem coletiva desses hábitos e pensamentos. Os fatos sociais devem ser estudados como coisas e o pesquisador não deve deixar que suas opiniões pessoais interfiram nos resultados. Durkheim desenvolveu uma espécie de “roteiro” para o estudo dos fatos sociais, e as etapas são as seguintes: a) os preconceitos devem ser eliminados antes de se iniciarem os estudos; b) o fato social que será estudado deverá ser definido claramente; c) deve haver a busca pela causa que o gerou, e o fenômeno que o produziu deve ser encontrado no próprio meio, d) deve-se verificar as variações do fato em diferentes sociedades e circunstâncias. Para complementar o estudo, o sociólogo deve realizar uma explicação funcional do fenômeno estudado, em que deve identificar a função exercida pelo fato social na sociedade e qual sua utilidade para o equilíbrio da mesma, bem como os possíveis problemas que gera.

    Sobre a educação, Durkheim dizia que sua função era a de criar o ser social, isto é, moldar a criança à imagem do meio social, e que os pais e professores não passam de um meio intermediário. Nesse caso, o comportamento das crianças não seria espontâneo, e sim imposto sobre ela sem que a mesma percebesse. Quando o processo é bem sucedido, parece que os hábitos foram obtidos de maneira natural. Ou seja, a educação é utilizada como instrumento de consciência coletiva, e a sociedade socializa as novas gerações.

    Na modernidade, a educação integra um conjunto de fatos sociais que promovem o processo de individuação dos seus membros. Abrange o processo histórico que leva os seres humanos a se pensarem como indivíduos livres e iguais aos outros. A individuação faz parte de um processo ainda maior, ocasionado pela evolução da consciência coletiva de uma solidariedade social de tipo mecânico (onde os indivíduos são educados de modo a diferirem pouco entre si) para uma sociedade estruturada com base na existência de uma solidariedade orgânica (que educa os indivíduos a se diferenciar dos demais, como os órgãos de um ser vivo, cada qual exercendo sua função que deverá beneficiar o todo). Segundo Durkheim, a educação deve ter duas dimensões combinadas desenvolvendo-se, ao mesmo tempo, de forma unificada para o conjunto da sociedade em questão e de maneira diversificada para favorecer o desenvolvimento de capacidades individuais e grupais especializadas. Quanto à pedagogia, Durkheim a define como “uma orientação consciente da ação educativa sistemática que visa formar as novas gerações” e afirma que o papel da mesma “não é o de substituir a prática educativa, mas guiá-la”.

  72. Sabrina Nicolau Feitosa disse:

    Leitura do livro Manuscritos econômicos filosóficos de Karl Marx. – Trabalho Estranhado e Propriedade Privada : Pagina 79 a 91.

    De acordo com os economistas liberais, a propriedade privada foi criada de forma natural e progressiva. Karl Marx contrapõe está síncrese, expondo a demonstração real desta desigualdade, por meio de analises. Advindo disto, apresento três abonações importantes sobre esta obra.

    • Karl Marx diz que o Homem criou a propriedade privada, e ela se modifica através das relações sociais e temporais, logo, a propriedade privada é fruto das nossas condições históricas, desde o feudalismo, a ascensão da burguesia, até os dias atuais.

    Esta divisão de trabalho e desigualdade entre burgueses e proletariado, não é um fato natural, não foi a natureza que fez essa divisão e desigualdade e sim o Homem. O ser Humano Trabalha imediato, não percebe que essa divisão de trabalho desigual, priva ele de sua vida e inteligência.

    • Por consequência da propriedade privada: A partir do momento que o Homem para de produzir o seu próprio serviço para si e começa a produzir para o dono da propriedade, o trabalhador começa a estranhar o seu trabalho. Além disso, o capitalista (dono da propriedade) valoriza mais a mercadoria produzida pelo trabalhador, do que o próprio trabalhador. Conseguinte quanto mais o trabalhador produz, menos valor ele tem, se tornando assim uma mercadoria.

    • Decorrente a isto; os trabalhador se estranha também dentro do seu trabalho, pois nele, ele não se reconhece, não pensa, apenas trabalha, porque precisa de seu salário para sobrevivência, trabalha forçado, e só se reconhece humano fora dele, exercendo suas funções “animais”.

    Dessarte a propriedade privada, não é natural. O Homem que construiu essa desigualdade social, sem pensar e refletir, apenas trabalhando.

  73. Renan Gonçalves Rocco disse:

    Texto: A perspectiva da formação docente: analisando reinvindicações históricas e propondo táticas superadoras.

    Autores: Celi Zulke Taffarel, Raquel Freire Rodrigues e Márcia Morschbacher.

    O texto da revista “Universidade e Sociedade – Edição 51”, inserido na seção sobre “Educação e Trabalho Docente”, apresenta vários entraves contemporâneos da educação brasileira, medidas criadas pelo governo para combater tais conflitos e propostas de soluções e melhorias para esses problemas. Existem três pontos muito importantes discorridos através do texto, sendo: a desmotivação dos docentes e dos alunos quanto à educação; a carência apresentada pelo cenário e a resposta governamental;
    Os professores do Brasil têm os menores salários do mundo, além da carga excessiva de horário de trabalho nada compensatória, da violência nas escolas, das péssimas condições que algumas escolas enfrentam, sejam essas pela falta de recursos didáticos qualitativos ou a infraestrutura problemática. A desvalorização do profissional da educação no Brasil ocorre há anos. Como consequência dessa ausência de motivação, cada vez menos jovens ingressam na carreira. Ademais, os alunos também são desmotivados, resultando em abandono ou repetência escolar; tais problemas têm como causas a ausência de propostas pedagógicas motivadoras, carência de professores preparados, péssima infraestrutura escolar, ausência de aparelhos tecnológicos, falta de acesso ao ambiente escolar, entre outros.
    A situação dos docentes e da melhoria da educação torna-se ainda mais complexa quando o foco é voltado para a formação superior. Dados do Educacenso de 2007 apontam que aproximadamente 1/3 dos professores brasileiros não têm formação superior, nem curso de licenciatura. No Brasil, a carência de educação básica de qualidade é alta. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tomou inúmeras medidas voltadas ao cenário da educação, criou 28 programas para a formação de professores e apresentou várias propostas estruturais e emergenciais, todavia não foram eficientes para a melhoria da educação básica. Essa ineficiência prova-se pela implementação dessas medidas sem projeto de reestruturação da carreira, sem reajustes salariais, sem melhoria das condições de trabalho, além da intensificação do trabalho docente.
    A educação tem como um dos principais entraves a desqualificação na formação escolarizada, acadêmica e profissional, tal qual é promovida pela burguesia, visando assegurar a alienação do trabalhador. Como é dito no texto, “a hipótese inicial que levantamos: está em curso um processo de desqualificação e destruição das forças produtivas, das quais consta o trabalho e o trabalhador, que se expressa na formação dos trabalhadores, nos seus processos de qualificação acadêmica e de atuação profissional.”. O Estado realiza mediações que culminam na destruição das forças produtivas, por meio da desvalorização do conhecimento científico, da exclusão de movimentos sociais, das iniciativas neoliberais de privatização, entre outras. É necessário que haja, para o projeto de escolarização no Brasil, uma base constituída de: atitude científica, consciência de classe, formação política e organização revolucionária. Além disso, a aplicação imediata de 10% do PIB em educação é fundamental. O país vem adiando prioridades que resultarão em consequências graves. “Por isso, é necessidade histórica que os trabalhadores tomem o poder do Estado em suas mãos.”.

  74. Beatriz Borghi Estevam disse:

    Texto: TEORIAS PEDAGÓGICAS CONTRA-HEGEMÔNICAS NO BRASIL, pg.11

    Para o entendimento da leitura proposta é necessário estabelecer algumas reflexões sobre o atual cenário educacional brasileiro. São algumas das questões imprescindíveis para essa compreensão: Qual é o projeto pedagógico brasileiro? Quem o implementou? Por que tal projeto foi escolhido? Ele atende às necessidades do país e seus cidadãos? Se não, por que ainda está vigente? Quem continua a sustentá-lo?
    Para aqueles que nunca se perguntaram sobre isso, à primeira vista parecem ser questões que exigem grande pesquisa e conhecimento científico, porém relembrar o passado histórico de nosso território já é o suficiente para obter-se respostas. Um dos pontos importantes do texto em questão gira em torno do entendimento do significado de “pedagogias na prática”. Tal expressão surgiu como uma proposta contra-hegemônica que levasse em conta o conceito de classe social e acompanhasse os passos dos princípios anarquistas. Portanto, é singular que essa linha pedagógica estivesse em conexão constante com a sociedade e buscasse atender estritamente às suas necessidades, num projeto de autogestão e solidariedade.
    Outro ponto marcante do texto foi o questionamento sobre o objetivo das escolas em relação a seu corpo discente. A instituição preocupa-se muito com a transmissão de conteúdos, que muitas vezes são distantes da realidade de compreensão de seus alunos, e pouco com o cenário em que esses estudantes estão inseridos. Portanto, abordou-se a necessidade de romper com o projeto comum de educação, o qual forma conhecimentos designados a atenderem os interesses da classe burguesa, ignorando o real interesse da maioria da população brasileira. Por fim, o último ponto mais importante reflete sobre os motivos de se implementar o projeto de pedagogias na prática, dentre eles: a necessidade de destruir a educação vigente, a qual funciona às engrenagens do capitalismo, visto que seu interesse se articula na desinformação seletiva da população, a pedagogia antiburocrática e apoiada nos pilares da autogestão, autonomia do indivíduo e solidariedade, para que a educação atenda às necessidades daqueles que a absorvem.

  75. Rívia Ribeiro Cezar disse:

    Texto: Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro.
    Autor: Dermeval Saviani Turma: Biologia

    - No contexto histórico-teórico de formação de professores, a existência de dois modelos que se contrapõem na formação de profissionais da educação está enraizada nessa problemática. Visando preparar profissionais com domínio especifico dos conteúdos da área de conhecimento correspondente a disciplina, temos o modelo culturais-cognitivos; e contrapondo-se a ele o modelo pedagógico-didático, que considera a formação do professor propriamente dita somente com um adequado preparo pedagógico-didático. Segundo Saviani, nas universidades brasileiras ocorre o domínio da do modelo napoleônico para formação dos professores. Acontece que o modelo citado se concentra no preparo culturais-cognitivos, voltado para formação de especialistas e deixando para segundo plano práticas e processos pedagógicos. Em decorrência do fato mencionado, essa divisão implica em uma certa depreciação dos aspectos pedagógicos, formando profissionais com um preparo raso para conseguir atuar com excelência nas salas de aula.
    - Na conjuntura da educação especial, as diretrizes nacionais para a educação, citadas no documento do Conselho Nacional de Educação, são um verdadeiro retrocesso para a formação de profissionais, de forma em que a Educação Especial é citada superficialmente e deixada para um plano secundário. É importante comentar que ocorre de fato menções das várias situações demonstrativas de consciência da diversidade, porém na prática essa modalidade é limitada como caráter opcional durante a formação de professores. Em decorrência dos fatos mencionados, muitos profissionais concluem a graduação sem um preparo adequado para lidar com a educação especial em sua profissão, o que deixa essa área desprovida de atenção, sendo extremamente necessário que isso ocorra para uma correta inclusão dos alunos e profissionais que possam exercer seu trabalho com devida qualificação nessa categoria.
    - Outro ponto de extrema importância a ser citado em decorrência das dificuldades durante a formação de professores brasileiros é a falta de investimento financeiro na área da educação. O problema começa desde políticas públicas com corte de gastos e redução de investimento na educação, até a falta de valorização dos profissionais da educação que atualmente é muito grande no país. Com condições de trabalho péssimas, jornada de trabalho exaustivo e salário defasado, os professores no país são constantemente desestimulados a procurarem por cursos de formação docente e à dedicação aos estudos. É de grande necessidade eleger a educação como prioridade máxima no país, principalmente com políticas públicas visando investimento nessa área. Dessa forma é possível começar a resolver os problemas relacionados a formação dos professores, além do beneficio para toda a sociedade com desenvolvimento nacional a partir da transformação da docência numa profissão atraente socialmente.

  76. Ohk Sun dos Santos Durães Mazucato disse:

    Texto: Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos – Dermeval Saviani

    Trabalhar e educar são atividades características do ser humano. Diferentemente dos animais, que se adaptam à natureza, o homem tem que adaptar a natureza para sobreviver. O ato do homem de adaptar a natureza a si implica em transformá-la conforme as necessidades humanas, e a isso se dá o nome de trabalho. Por meio do trabalho o homem adquire sua formação, ou seja, o trabalho gera um processo educativo no qual a essência humana é produzida. O ato de produzir para sua existência ensina aos homens como produzir sua existência. Esse processo histórico foi produzido e desenvolvido ao longo do tempo e o resultado dele é o próprio homem. O homem não nasce homem, ele se forma homem.

    A privatização das terras ocasionou a divisão dos homens em classes, sendo uma a classe proprietária e a outra a classe não proprietária. Como visto anteriormente, para produzir sua existência o homem precisa trabalhar. No entanto, a existência da propriedade privada permitiu que a classe proprietária vivesse sem trabalhar, usufruindo do trabalho da classe não proprietária. A divisão dos homens em classes gerou também uma divisão na educação. Enquanto que nas sociedades primitivas a educação era espontânea e coincidente com o processo de trabalho, a partir do escravismo a educação se divide em duas modalidades, uma para a classe proprietária, que dispõe de ócio, destinada à educação para o trabalho intelectual e que constitui a escola, e outra modalidade, fora da escola para a classe não proprietária, a qual se realizava juntamente com o trabalho manual.

    A Revolução industrial correspondeu a uma revolução na educação. A introdução de maquinaria no processo de produção eliminou a necessidade de uma qualificação específica, mas gerou um mínimo de qualificação geral necessária. Assim os países assumiram a organização de sistemas de ensino visando generalizar a escola básica e a escola se bifurcou em duas: a escola de formação geral e a escola profissional. Desta forma a revolução industrial, que colocou em questionamento a separação entre instrução e produção forçou a escola a se reaproximar à produção. Ocorreu assim a divisão dos homens e dos campos. O primeiro relacionado às produções manuais que requeriam execução de tarefas delimitadas sem necessidade de domínio dos fundamentos teóricos, voltado para a classe trabalhadora, e o segundo relacionado às profissões intelectuais que requeriam amplo domínio teórico, voltado para a elite a fim de prepará-los para atuar nos diversos setores da sociedade.

  77. Beatriz Gois Azenha disse:

    Texto: “História Da Educação: da Antiguidade aos nossos dias”, Mario Alighiero Manacorda.

    O livro “História Da Educação: da Antiguidade aos nossos dias”, de Mario Alighiero Manacorda, traz, dentre muitas outras, uma discussão sobre a Educação entre os anos de 1500 e 1700 no ocidente (p. 193 – 268), da qual pode-se ressaltar alguns pontos de grande importância.
    Em primeiro lugar, é evidente que a Renascença teve uma atuação direta no processo de transformação da instrução na sociedade ocidental. Sendo o humanismo uma das suas principais características, essa corrente buscava a inovação a partir do homem, não do sobrenatural, e a inclusão, ainda que limitada, das classes subalternas.
    A Reforma Protestante também pode ser citada como essencial participante na evolução educacional, marcada pela separação entre a Igreja e o Estado e, concomitantemente, pela exigência de uma instrução laica, popular e democrática. Comenius, protestante revolucionário e pedagogo, já dizia: “Não é possível levar o mundo para melhores costumes de nenhuma outra maneira, a não ser pela reforma da juventude”.
    Por fim, vale destacar a influência da Revolução Industrial, que mudou a maneira com a qual os homens viviam e pensavam, alterando, com isso, as formas de instrução, que adquiriram maior abrangência em seu público, tendo em vista a alta demanda por mão de obra, além de um caráter mais técnico e moderno.

  78. Natalia Francielle Ramanaschi disse:

    “A formação humana na perspectiva histórico-ontológica”, Demerval Saviani e Newton Duarte

    I. Legitimidade da educação: De acordo com o livro “Educação brasileira: estrutura e sistema”, de Demerval Saviani, a educação se mostrava algo impossível quando se levava em consideração apenas os elementos que caracterizavam a estrutura do homem em seu aspecto empírico. No entanto, se a análise fosse para o âmbito pessoal, na liberdade, mostrava-se que o homem era capaz de intervir pessoalmente para aceitação, rejeição e transformações, e este aspecto, por si só, já permitia a possibilidade de educação. Se o homem é livre e capaz de intervir, ele poderia intervir na vida de novas gerações a fim de educá-las. Entretanto, uma questão vinha à tona: com que direito o educador poderia intervir na vida de um educando se o mesmo, assim como ele, é igualmente livre pelo simples fato de também ser humano? Por meio da análise do aspecto intelectual, da consciência, é revelado que o homem não se mantém preso à condições situacionais e pessoas, sendo capaz de transcender a situação e colocar-se na perspectiva universal reconhecendo não apenas as suas condições situacionais e pessoais, mas também a de outros. Funda-se, a partir daí, a legitimidade da educação: comunicação de pessoas livres em diferentes graus de maturação humana.
    II. A filosofia da educação, formação humana e situação atual: É recorrente a idade que situações de crise são as mais propícias para a filosofia porque nos obriga a compreender as raízes da crise e pensar em alternativas para sua superação, mas independente das crises, a filosofia é importante para a formação do homem e, por sua vez, da formação do educador também. Gramsci (1978) pregava que a filosofia é uma especialidade que interessa todos os homens, por isso ele entendia que “todos os homens são filósofos” porque todos pensam, elaboram os próprios pensamentos e expressam compreensão de si mesmos e das coisas. Embora, todos os homens sejam filósofos, nem todos exercem na sociedade a função de filosofar. O conteúdo da filosofia é a história, a produção da própria existência humana no tempo, podendo-se concluir que estas duas especialidades constituem o núcleo da formação do educador.
    III. Os clássicos na filosofia da educação: O termo “clássico” passou por diversos significados durante os anos até chegar ao seu significado atual que não coincide com o termo “tradicional” e que também não se opõe ao termo “moderno”. O “tradicional” é prontamente remetido ao passado, ao arcaico e à coisas ultrapassadas, sendo geralmente rejeitado pela pedagogia tradicional. O “moderno” é visto como algo atual e avançado. Em contrapartida com estes dois termos o “clássico” é aquilo que resistiu ao tempo e com uma validade que extrapola o momento que foi originalmente formulado, dando ar de permanência e referência para as gerações seguintes. A filosofia, por exemplo, formula e encaminha a solução dos grandes problemas postos a sua época. Por isso, os filósofos que a História reconhece como tais são os grandes intelectuais que conseguiram expressar de forma elaborada os problemas de suas respectivas tornando-se assim clássicos. Dessa forma, o estudo dos clássicos da filosofia é uma importante ferramenta para a compreensão da problemática humana.

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