Instrumentalização: Pedagogia, Letras e Biologia

On março 22, 2020, in SocioEdu1, by Fábio Fernandes Villela

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Caros alun@s de Pedagogia, Letras e Biologia, bom dia! Tudo bem com vcs?

A tarefa dos educadores e d@s educand@s desenvolve-se através de ações didático-pedagógicas necessárias à efetiva construção conjunta do conhecimento nas dimensões científica, social e histórica. Consiste em realizar as operações mentais de analisar, comparar, criticar, levantar hipóteses, julgar, classificar, conceituar, deduzir, generalizar, discutir explicar, etc. Trata-se da “Instrumentalização”, conforme apresenta Saviani (2013). Na Instrumentalização, o educando e os educadores efetivam o processo dialético de construção do conhecimento que vai do empírico ao abstrato chegando, assim, ao concreto, ao realizável. Esta fase, segundo Saviani (2013), consiste na apreensão dos instrumentos teóricos e práticos necessários ao equacionamento dos problemas detectados na prática social. Trata-se da apropriação das ferramentas culturais necessárias à luta que travam diuturnamente para se libertar das condições de exploração em que vivem. É o momento do método que passa da síncrese à síntese a visão do educando sobre o conteúdo presente em sua vida social.

Trata-se de se apropriar dos instrumentos teóricos e práticos necessários ao equacionamento dos problemas detectados na prática social. Como tais instrumentos são produzidos socialmente e preservados historicamente, a sua apropriação pelos alunos está na dependência de sua transmissão direta ou indireta por parte do professor. Digo transmissão direta ou indireta porque o professor tanto pode transmiti-los diretamente como pode indicar os meios através dos quais a transmissão venha a se efetivar. Chamemos, pois, este terceiro passo de instrumentalização. Obviamente, não cabe entender a referida instrumentalização em sentido tecnicista. Trata-se da apropriação pelas camadas populares das ferramentas culturais necessárias à luta social que travam diuturnamente para se libertar das condições de exploração em que vivem.

Continuando as atividades a serem desenvolvidas pelos alunos em suas casas, vamos fazer + uma produção de textos de leitura obrigatória da disciplina. O texto é aquele que o alun@ ficou responsável através do número da chamada. A lista de chamada de cada curso está no drive da disciplina. Relembrando…. “o aluno deverá apresentar um seminário ao longo do semestre, durante o Fórum de Debate, onde será avaliada a capacidade de leitura, interpretação, articulação e exposição oral de textos de leitura obrigatória. Será levado em conta o empenho do aluno durante”. Quesito “SST” da avaliação. Como estamos impossibilitados de nos reunirmos, utilizaremos o blog de aula para postar os 3 pontos que o aluno considerar importante. Quando voltarem as aulas, faremos a discussão dos pontos levantados e postados no blog, em sala de aula, no Fórum de Debates. O aluno deverá ler o texto correspondente ao seu número na chamada e postar no blog de aula até o dia 17 abril. Após esta data avaliaremos o que fazer, a partir das orientações da Reitoria da Unesp. Bom trabalho a tod@s!

Materiais complementares:

Vídeo: DERMEVAL SAVIANI | A pedagogia histórico-crítica: https://www.youtube.com/watch?v=13ojrNgMChk

PHC no Ensino de Ciências (PDF): http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1896-8.pdf

Dermeval Saviani: Texto – Escola e Democracia: Para Além da Curvatura da Vara:

https://portalseer.ufba.br/index.php/revistagerminal/article/download/9713/7100

6 Comentários “Instrumentalização: Pedagogia, Letras e Biologia”

  1. Mariane Tavares disse:

    Texto: O que é Sociologia

    A história deste estudo é bem aprofundada e nela achei interessante a evolução que a sociologia teve e trouxe para a sociedade. Houve transformações em aspectos do feudalismo e civilização que ocasionaram um capitalismo, e, assim, aumentando as produções industriais, mão-de-obra, etc. A sociologia levou em conta a mudança de regras entre o patrão e o proletário. Com o passar dessa mudança, as situações a que estavam sujeitos representavam descaso, pois eram tratados como animais, sem os princípios dos direitos humanos, isso corroborou para o surgimento de diversos problemas para as pessoas, ficavam doentes, se atrelavam a cenários de precariedade, necessitando fazer algo a mais, nem sempre lícito, para obter uma renda além daquele salário que recebia (muito pouco por sinal), entre outros. Interessante ressaltar que alguns indivíduos que presenciavam os fatos desembargaram seu senso crítico, afim de propor novas ideias para melhorar essas circunstâncias reais que observavam pelos problemas adquiridos e enfrentados.
    Outro ponto intrigante é o de que a revolução industrial foi tão forte e obteve resultados impactantes que provocou os saberes, e pensadores vieram a contravir e dar nome para esse algo que já existia, porém sem título, a famosa sociologia.
    Por conseguinte, o ponto que foi cativante também é a maneira que o livro cita sobre o pensamento de Saint – Simon que era inovador e pensava lá na frente, enxergava o que faltava na sociedade, querendo assim, tomar atitude para identificar a solução necessária, que no caso encontrou, a ordem. Dessa forma, o texto nos traz informações sobre o desenvolvimento e os movimentos que a sociologia foi tendo, capaz de valorizar essa cinesia importante.

  2. Débora Rossini disse:

    Texto: A história da educação

    Desde o princípio da educação, se pode observar como os interesses da classe dominante são os fatores principais para a mudança e para a seleção de o que é considerado nobre ou importante. Além de haver a divisão entre os aprendizados voltados ao trabalho e os voltados ao saber. Mas o que mais mostra isso é a diferença feita a quem aprende e a quem ensina, tendo o primeiro como nobre e o segundo como vergonhoso. (“era vergonhoso ensinar o que era honroso aprender”, página 78)
    Também, uma das coisas mais óbvias que pode ser observada é como usamos (com pouca mudança) os mesmos sistemas desde o início da educação. O método de repetição é o mais aparente, sendo muito usado até os dias de hoje, ou a técnica mnemônica, muito usada por professores, principalmente para a memorização de fórmulas, mesmo que não usada oficialmente em livros didáticos. (“Eis, por assim dizer, a imagem de uma relação pedagógica dentro de uma educação mnemônica, repetitiva, baseada na escrita…”, página 12)
    Por fim, a passagem de métodos e conhecimentos, não somente entre gerações, mas também entre culturas pode ser visto como um dos fatores mais importantes para a sobrevivência e evolução da educação, pois um se espelhava no outro, e mesmo com algumas modificações culturais, a educação evoluía mais rapidamente. (“As virtudes (virtutes) têm sua origem nos romanos, a cultura (doctrinae) nos gregos” – Cícero, página 73)

  3. Nicole Magosso Lacerda disse:

    Livro: Leonardo da Vinci – Mestres das Artes

    As pinturas de Leonardo foram revolucionárias para a sua época, pois trouxeram novas técnicas e um outro olhar para a arte, não sendo apenas como um símbolo religioso, mas também como um meio de aprimorar o conhecimento e o estimular a cultura. Entre os estudos feitos por ele fora dissecação de cadáveres, que influenciou muito em suas telas, um exemplo de grande realismo e tridimensionalidade de seus personagens foram suas obras: “A Anunciação”, 1472, onde o detalhe está nas asas do arcanjo Gabriel, ilustrando seus conhecimentos sobre a anatomia dos pássaros e em“Ginevra de’ Benci”, 1474, realça seus estudos sobre botânica e ciência, deixando o fundo tão real quanto a retratada. Interessante observar o quão grande era o seu apetite por conhecimento e sua habilidade de colocar em prática, pois viveu em um cenário um pouco conturbado na Europa com o início da Inquisição, a invasão dos franceses na Itália em 1499 e o pudor dos estudos anatômicos pela Igreja Católica, mas sendo avidamente defendido pelo movimento Renascentista e os nobres que desejavam seus trabalhos, invenções e projetos.
    Seu estilo de pintura, a técnica criada por ele, o famoso sfumato, e sua particular visão de perspectiva, esquema piramidal muito presente em sua obra “ A Virgem com Menino e Santa Ana” fazem-nos admirar tamanha inteligência e criatividade. Os famosos código de da Vinci trouxe um mistério para suas obras que são investigadas até hoje, levantando hipóteses de como, onde e quando foram feitos, Monalisa é um exemplo importante de tal questionamento, pois atrás de um belo e interessante retrato há códigos em seus olhos, ao fundo e em demais partes. Suas criações e invenções mostram que Leonardo estava a frente de seu tempo e que era um grande observador, com suas invenções para artefatos de guerra, instrumentos musicais, paraquedas entre outros protótipos, que hoje, fazem parte do nosso cotidiano.

  4. Antonio de Oliveira Ferraz disse:

    Três pontos importantes do texto
    O legado educacional do “longo século XX” brasileiro
    Dermeval Saviani

    1) O porquê de se chamar “longo século XX”
    2) Formas de periodizar o desenvolvimento da educação no Brasil
    3) Legado positivo e negativo do “longo século XX”

    1) Pois, o processo da educação propriamente dita, começa em 1890, com o advento dos grupos escolares. Portanto o “século XX” na educação começa em 1890, é um século de 110 anos, um longo século. Isso se dá ignorando os antecedentes, os quais tem início em 1549, com os jesuítas.

    2) Podem haver as periodizações externas ao processo da educação no Brasil, as quais utilizam parâmetros como: economia (educação no período agrário exportador dependente; no nacional desenvolvimentista de industrialização com base em substituições de importações; na internacionalização do mercado interno) e política (educação no período colonial; na República; no Império).
    Podem haver também as periodizações internas ao processo de educação no Brasil, como a usada por Saviani. Essa periodização divide o processo em duas etapas: os antecedentes e a história da educação propriamente dita. Cada uma dessas duas grandes etapas é dividida em três menores. Os antecedentes são, a chegada dos jesuítas (1549-1759), as aulas régias (1759-1827) e as primeiras tentativas descontínuas e intermitentes de se organizar a educação no império (1827-1890). A história propriamente dita começa com, a implantação progressiva e em ritmos diferenciados das escolas graduadas primárias (1890-1931), seguida pela regulamentação das escolas superiores, secundárias e primárias (1931-1961), que por sua vez é seguida pela unificação da regulamentação da educação nacional(1961-1996).

    3) Positivamente, o “longo século XX” nos deixa uma estrutura ampla e abrangente, e com avanços significativos do estudo pedagógico. Negativamente, o desafio de universalizar a escola primária e erradicar o analfabetismo ainda persistem.

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