Produção de Texto Final – Sociologia da Educação 1

On agosto 14, 2018, in SocioEdu1, by Fábio Fernandes Villela

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Bom Dia Querid@s Alun@s! Tudo bem?

Esta é a área da produção de texto final da disciplina Sociologia da Educação 1. O texto deve abordar as questões do livro “A escola de Leonardo – política e educação nos escritos de Gramsci”. O livro tem como tema a metáfora gramsciana do homem moderno na figura de Leonardo da Vinci. As indagações e  sobre a realidade social e cultural do Renascimento, motivadas por uma carta que, na sua aparente divagação, reflete sobre as raízes da sociedade moderna e as condições sociais e culturais para a formação humana,  abre a senda para a refletir sobre a dimensão política da educação. Gramsci não foi um pedagogo, mas um político que, ao acentuar a dimensão cultural da política, explicitou uma pedagogia da emancipação humana para a construção de uma nova ordem social e política. A noção gramsciana de política amplia a noção implícita nos escritos de Marx e enraíza-se na tradição política moderna, na qual o poder se consolida como relação de domínio do homem sobre o homem e do homem sobre a natureza, cujo mecanismo principal é a força como condicionadora e formadora de comportamentos. Sem esquecer que se trata de uma metáfora que visa a discutir as condições de luta política e cultural em um momento revolucionário, o tema serve de motivo para indagar sobre a necessidade de renovação estrutural da escola pública brasileira e a importância de enfrentar o problema da escola no contexto amplo da educação e da compreensão das contradições da sociedade capitalista, para elaborar novas estratégias de construção de uma nova ordem social e política. A questão central para a produção do texto é a seguinte: qual o principal processo de socialização abordado na Unidade 4 da disciplina Sociologia da Educação 1? Bom trabalho e boas férias! Prof. Fábio Fernandes Villela.

PS1. Alguns Processos de Socialização estão nos seguintes textos:

MANACORDA, Mario Alighiero. O homem omnilateral. In:_____. Marx e a pedagogia moderna. Campinas: Alínea, 2007. p. 77-94.

SCHLESENER, Anita Helena. A escola de Leonardo: política e educação nos escritos de Gramsci. Liber Livro: Brasília, 2009.

MACHADO, Ilma Ferreira. Educação solidária e formação omnilateral. In: ZART, Laudemir Luiz. (Org.). Educação e sócio-economia solidária: paradigmas de conhecimento e de sociedade. Cáceres: Unemat Editora, 2004. p. 96-104.

MACHADO, Ilma Ferreira. A criança como sujeito social na educação do campo. Educação Pública, Cuiabá, v. 15, n. 27, p. 109-118, jan./abr. 2006.

PS2. Abaixo alguns vídeos e websites mencionados em sala de aula:

A Vida de Leonardo da Vinci – Parte 1/2 – Filme Completo

https://www.youtube.com/watch?v=gk1XeiyhXXI

Página do Leonardo Da Vinci no Facebook

http://www.facebook.com/leonardo.page

Da Vinci’s Demons – Trailer (Série de TV)

https://www.youtube.com/watch?v=vgg9nnALFGA

Paideia Escuela Libre

https://www.youtube.com/watch?v=yVkCfclROaI

Sem Terrinha em Movimento – parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=DbR48kN5BYk

Escola Nacional Florestan Fernandes – Um Sonho em Construção (MST)

http://www.youtube.com/watch?v=5HfY1jbaifc

Cuba: Uma escola de solidariedade

https://www.youtube.com/watch?v=b-Gfqls-EUE

Pedagogia Histórico-Crítica: Dermeval Saviani:

https://www.youtube.com/watch?v=Y_1XO11Il94

PS3. Como atividade complementar os alun@s podem assistir ao filme:

Antonio Gramsci: Os dias do cárcere. (Antonio Gramsci: I giorni del carcere, Itália, 1977, 127 min., branco e preto), direção Lino del Fra. (Legenda em espanhol).

O filme apresenta os anos vividos por Gramsci na prisão de Turi, em Bari, Itália (julho de 1928 a outubro de 1933), período fundamental para a redação dos “Cadernos do Cárcere” e explorando as discordâncias que o prisioneiro do fascismo manifestou em relação à teoria stalinista, aceita pelo próprio partido de Gramsci, o PCI. O filme foi produzido em preto e branco para a televisão italiana e recebeu o Grande Prêmio do Festival Internacional do Filme de Locarno em 1977. Procura reconstruir em detalhe a época e os personagens, valendo-se de bastante maquiagem, leitura de documentos e flash-backs. O ator italiano Riccardo Cucciolla interpreta Gramsci numa tentativa de verossimilhança. O filme flerta com o documentário mas sem conseguir sê-lo por completo. O filme-documentário é falado em italiano e com legendas em espanhol e está disponível no YouTube.

Assista o filme no seguinte link:

https://www.youtube.com/watch?v=yRLqQ6NQbyg

34 Comentários “Produção de Texto Final – Sociologia da Educação 1”

  1. Larissa Patrícia Custódio disse:

    Nestas ultimas aulas de Sociologia da Educação I, além do contato com os fundamentos clássicos da Sociologia também pudemos ver um novo modo de pensar a Educação que foi abordada por Leonardo da Vinci, que mesmo sendo um cidadão nascido no século XV estava muito a frente de seu tempo. Ele nos mostra como os seres humanos viveriam mais plenamente se pudessem desenvolver ao longo de sua vida diversos tipos de habilidades, ou seja, não se restringir a apenas um afazer, mas sim ser capaz de ampliar a sua gama de possibilidades artísticas, filosóficas, profissionais e muitas outras.
    Essa educação pensada por da Vinci vem a ser desenvolvida por Marx anos após, a denominada Educação Omnilateral tem por objetivo proporcionar ao individuo o amplo desenvolvimento de sua personalidade, o exercício de diversas tarefas que aquele cidadão julgue importante para o crescimento pessoal e coletivo. Completamente oposta à educação conservadora, unilateral e alienante defendida por Durkheim, que prevê ao aluno uma vertente extremamente restrita, baseada na ordem e no funcionamento dos mecanismos sociais que favoreçam o Estado e a burguesia, não proporcionando ao individuo nada além do que o será necessário para que leve uma vida de proletário.
    A Omnilateralidade daria ao individuo a chance de expor sua criatividade, aperfeiçoar seus hobbies e exercer seus talentos e gostos. Ficando mais perto de si, e podendo desfrutar de sua personalidade, não seria mais um em meio à sociedade. Oque proporcionaria um enriquecimento das relações sociais, pois não seriam todos tão iguais como somos por conta dessa unilateralidade do ensino, que vivi a podar as particularidades de cada um a fim de nos fazer uma massa alienada de manobra.
    Concluindo, essa vertente de educação libertadora faria nossa socialização muito mais verdadeira, pois conviver com iguais não nos faz evoluir individual ou socialmente, o ser humano deve conviver e aprender frente à diversidade, com os mais diferentes gostos e personalidades, e enquanto a nossa individualidade não for estimulada seremos sempre “mais do mesmo”.

  2. Maria Emiliana Bueno Gonçalves disse:

    Na Unidade 4 da disciplina de Sociologia da Educação I, nos deparamos com o conceito de socialização. Podemos entender esse processo como sendo a aquisição de uma personalidade social, no qual o indivíduo se insere em uma determinada sociedade, em um contexto cultural, contribuindo para a permanência de seu status quo. Tal processo inclui aprendizagem de conhecimentos, técnicas e incorporação de valores e comportamentos. Ele ocorre desde o nascimento do indivíduo e o acompanha em todas a fases, através de vários grupos, como amigos, escola, família, trabalho e etc.
    Grande parte desse processo de socialização, no decorrer da infância, ocorre no âmbito escolar. Hoje, nos deparamos com uma escola brasileira em sua maioria hierárquica, onde existe um adulto detentor do conhecimento, responsável por repassar saberes para os alunos, muitas vezes de forma autoritária em um processo unilateral. Entretanto, encontramos também alguns exemplos que destoam dessa forma de ensino, como é o caso de algumas escolas do Movimento dos Sem Terra. Lá, a criança aprende desde cedo a ter voz, a fazer parte de uma sociedade solidária, onde todos são respeitados como indivíduos que buscam um bem maior, mais justo e menos desigual. O homem aprende a ter consciência do que é merecedor e, ao mesmo tempo, a compartilhar. A criança dessa comunidade interioriza os padrões de comportamento deste movimento e incorpora os seus valores de igualdade, solidariedade e respeito humano. Ela aprende desde cedo o seu papel na sociedade na qual se insere. Temos aí um exemplo de uma formação Omnilateral. A omnilateralidade , para Marx, é de grande importância para a reflexão educacional, pois propõe a constituição do indivíduo em sua totalidade e não-alienado. Quando a criança do MST, por exemplo, tem voz e aprende a dialogar com seus pares e adultos, quebra a barreira da hierarquização e o adultocentrismo. Ela rompe com o conceito de homem capitalista e a unilateralidade burguesa.
    Sendo assim, a criança que passa por um processo social de formação omnilateral não é educada para o trabalho especificamente, e sim para poder explorar a totalidade de seu potencial de maneira livre. Ela é inquieta, em uma busca constante do conhecimento, não se limitando apenar com uma riqueza material, e sim com aquilo que transcende as barreiras do físico.
    Ensinar passa a significar também a aprender com o aluno, pois os saberes e conhecimentos estão em constante mudança. Para que isso ocorra, o professor busca a explicação em um contexto em que ambos aprendem mais sobre o mundo. Gramsci afirma que o professor que ensina dessa maneira, supera uma educação enciclopédica e engessada, contribuindo para uma formação moderna e omnilateral, aos moldes de Leonardo DaVinci. Um indivíduo criativo, inquieto curioso, que busca investigar a natureza, criar experiências e compartilhar com os demais o que aprendeu em sua vivência. Tais mudanças contribuiriam em muito para uma pedagogia emancipatória, levando a uma revolução e implementação de uma nova ordem social e política brasileira, e consequentemente, grande evolução em nossa educação.

  3. Isabela Marin Munhoz disse:

    O principal processo de socialização abordado na Unidade quatro da disciplina Sociologia da Educação I, foi a educação, ou seja, a ação exercida pelas gerações adultas sobre as que ainda não amadureceram para a vida social. Tem por objeto suscitar e desenvolver na criança certo número de estados físicos, intelectuais e morais que dela exigem tanto a sociedade política em seu conjunto quanto o meio específico ao qual se encontra particularmente destinada. Duas ideologias vão em contramão em relação à educação: a unilateralidade e a omnilateralidade. O indivíduo omnilateral é aquele que se apropriou dos bens culturais acumulados pela história da humanidade. O Livro “A Escola de Leonardo” traz essa proposta, baseada na vida de Leonardo Da Vinci, que a partir de sua formação como artesão, buscou incessantemente desvendar os mistérios da natureza e contribuir com a ciência que estava em início de experimentação Já a unilatarelidade, é fruto do sistema capitalista, que, por meio de seu método educacional fragmentado capacita o indivíduo unilateralmente, ou seja, este indivíduo torna-se especialista em determinada área do conhecimento, e é a partir desta especialização que terá uma chance no mercado de trabalho, o que o torna um ser totalmente limitado.

  4. Jaqueline Pereira da Silva disse:

    Qual o principal processo de socialização abordado na sociologia da educação 1?
    A socialização é o processo através do qual o indivíduo se integra no grupo em que nasceu adquirindo os seus hábitos e valores característicos. É através da socialização que o indivíduo pode desenvolver a sua personalidade e ser admitido na sociedade.
    O primeiro ambiente social que a criança conhece é o ambiente familiar, seguido pelo escolar. É na escola que a criança entra em contato com pessoas que tem diferentes pensamentos, crenças e cores, também é na escola que ela aprende a viver, ver e pensar a sociedade.
    Sendo então a escola um dos principais ambientes de formação do indivíduo, o trabalho do professor torna se essencial, este pode reforçar o controle social com um trabalho que determina e impõe obediência sem questionar, mas também pode formar cidadãos críticos que questionem e busquem a verdade através do conhecimento.
    “O ensino torna se uma arte quando o professor consegue entender e transformar o processo de conhecimento num fogo vivo, numa energia vital” GRAMSCI

  5. Giovana Lorenzi disse:

    Durante as aulas de Sociologia da Educação 1, podemos analisar a origem dessa disciplina e seus principais pensadores, Durkheim, Marx e Weber.

    O pensamento desses sociólogos surgiu através do impacto das mudanças causadas pela Revolução Industrial e Francesa que os impulsionaram a refletir sobre a sociedade e interpreta-la através de analises e investigações.

    Depois de entender bem o pensamento de cada um, passamos a estudar “A sociedade e seus indivíduos: Os processos de socialização” que delineou melhor a forma como a educação é importante e influenciadora em uma sociedade.

    Gramsci, foi um grande pensador desse processo, jornalista e filosofo marxista, estudou a hegemonia cultural. A cidade onde Gramsci vivia passava por um processo de industrialização o que causava uma grande desigualdade social. Como eram recrutados muitos trabalhadores, sindicatos foram abertos e fortificados despertando em Gramsci o desejo em participar desse tipo de política.

    Porém, ele foi preso, e foi na prisão que ele escreveu suas principais obras. Focou suas ideias em como educar de forma ideal a nova classe operária criada pela indústria e pela guerra, como abordar o tema da educação em uma sociedade que se encontrava alienada para a prevenção do sistema capitalista, e procurar para essa classe dominada através do estudo a emancipação política e social.

    Para Gramsci, a educação torna-se uma estratégia para a transformação social, com uma nova perspectiva as massas populares poderiam produzir e buscar uma nova ideologia de vida, e isso seria possível através da busca pela omnilateralidade do homem, que consiste em uma formação humana oposta à formação unilateral, o indivíduo que busca sua omnilateralidade está aberto a descobrir, aprender, dominar, conhecer, todas as suas possibilidades como ser humano e não se limitar a uma única área.

    Para finalizar, o ideal a ser alcançado no projeto socialista, deveria se assemelhar a figura do gênio Leonardo Da Vinci, um homem que apesar das dificuldades financeiras sofridas, conseguiu aprofundar seus conhecimentos e desenvolver suas habilidades em diversas áreas, conquistando aos poucos sua liberdade econômica e intelectual na sociedade em que viveu.

  6. Giulia Gregorini Gazeta disse:

    Na unidade quatro da disciplina Sociologia da Educação I foi abordada a Educação como processo de socialização. Em relação a esse processo de socialização, existem duas ideologias:
    A primeira é a unilateralidade, que é contrária a segunda: omnilateralidade, onde o o indivíduo é aquele que se apropriou dos bens culturais acumulados pela humanidade durante a história. A omnilateralidade foi abordada por Da Vinci, que sempre fora um homem a frente de seu tempo.
    Da Vinci abordou essa ideologia pensando em como o ser humano viveria se pudesse desenvolver mais de uma habilidade durante sua vida, sem se restringir à apenas uma possibilidade. Essa ideologia foi pensada por ele, entranto foi desenvolvida por Marx posteriormente, tendo como objetivo então proporcionar ao homem a possibilidade de desenvolver diversas atividades e habilidades não só para seu crescimento pessoal mas também para o crescimento coletivo. Esse pensamento é totalmente contrário a unilateralidade uma vez que essa visa uma educação restrita, fazendo com que o homem não seja nada além de proletário. Isso ocorre porque a unilateralidade,vinda do sistema capitalista, capacita o homem em uma única área, desse modo esse homem terá chance somente nessa área, o tornando limitado.
    Além disso, devemos levar em conta que é através da socialização que o indivíduo desenvolve sua personalidade. O primeiro ambiente que a criança tem contato é o ambiente familiar e em seguida o escolar, onde a criança se depara com mais pessoas que são muito diferentes dela. Na escola a criança se depara com situações onde ela se vê obrigada a pensar e tomar decisões que vão moldando sua personalidade, tornando a escola um dos principais ambientes para a formação do indivíduo.

  7. Juliana de Oliveira Zuanon disse:

    O processo de socialização, de modo geral, é um processo em que acontece a aprendizagem e interiorização de conhecimentos, padrões de comportamento, valores e cultura de um determinado grupo de pessoas durante toda a vida do ser humano. Esse processo se estabelece em várias situações, incluindo a família, a igreja, o ambiente de trabalho e, não menos importante, a educação. Dessa forma, há dois pensamentos sobre a forma de proceder quanto a socialização: (i) o burguês pensamento de haver um único ofício/habilidade a ser exercido/desenvolvido por toda a vida de modo que se sobreviva, por meio dessa habilidade, ao capitalismo (unilateralidade); e (ii) a ideia de superação do indivíduo ser definido pelo seu capital, desenvolvendo suas várias potencialidades como um todo não fracionado (omnilateralidade).
    Então, o principal processo de socialização, que foi abordado na Unidade 4 da disciplina, foi o processo de número (ii): a omnilateralidade. Essa forma de socialização tem, em Leonardo da Vinci, grande figura do Renascimento que desenvolveu muito bem diversas habilidades e ofícios, um ótimo exemplo. Além disso, esse tipo de formação, que tem relação com os pensamentos de Marx, é exposto também nos escritos de Gramsci; ele pensava em uma completa “nova escola socialista” que, em oposição a já conhecida escola burguesa, tem como proposta “abraçar” todos os ramos do saber e da cultura, ou seja, um saber não só útil para a vida política e capitalista, mas também que contenha a satisfação social de quem aprende, por exemplo.
    Em conclusão, com esse pensamento de um homem omnilateral, a educação, para esse autor, deveria estar ligada não só à produção de capital, mas ao desenvolvimento das habilidades de cada indivíduo, negando essa uniformidade provocada pela escola unilateral burguesa e capitalista. Assim, enquanto a unilateralidade “aprisiona” o homem em um mundo de várias pessoas iguais e alienadas ao sistema capitalista, a omnilateralidade libertaria o homem para a possibilidade de sua existência de forma complexa e consciente de si mesmo e do mundo a sua volta.

  8. Vitória Maria Fialho de Oliveira disse:

    Nas últimas aulas de Sociologia da Educação I, aprendemos sobre dois modelos de Educação, a Unilateral e Omnilateral. A primeira se trata de um estudo fragmentado e limitado, onde os indivíduos são formados especialistas em determinada área da sociedade. Já a segunda, se trata de uma formação ampla, onde o indivíduo adquire inúmeros conhecimentos de várias áreas, se tornando mais completo e independente. O filme e as discussões feitas em sala, deixaram bem claro o que é essa formação Omnilateral e como ela é possível. Infelizmente, o sistema capitalista em que vivemos nos serve de barreira para produzir indivíduos omnilaterais, nos restando apenas executar as tarefas e aceitar a sociedade imposta sem questioná-la.
    Sendo idealizada por filósofos e professores, essa ideologia Omnilateral foi retratada no livro “A escola de Leonardo”, de Gramsci, que se trata da vida de Leonardo da Vinci, que a partir da de sua formação como artesão, procurou desvendar mistérios da natureza, sendo ele o modelo de homem ideal proposto por Marx.
    O termo Socialização surge com Durkheim e é um processo em que o indivíduo aprende a viver em sociedade. A partir dos nossos estudos nessa Unidade 4, podemos concluir que o principal processo de socialização (referente a esta unidade) é a educação baseada na emancipação humana, sendo uma alternativa que foge da tradicional forma de ensino burguesa.

  9. Elaine Aparecida Pereira Nogueira disse:

    O principal processo de socialização abordado foi a Omnilateralidade. Que se manifesta através da comunicação. Marx se refere a omnilateralidade, como a ruptura com o homem limitado da sociedade capitalista. Uma ruptura completa, envolvendo aspectos morais, intelectuais, afetivos, enfim aspectos do ser social. Visando a formação de indivíduos que pensem o coletivo, que se oponham a divisão social do trabalho. Seria o homem que se define não pelo seu saber e pose, mas pelo que pode alcançar através do trabalho não alienado.
    Seguimos estudando o livro em referência, onde através da figura de Leonardo da Vinci, artesão que buscava o conhecimento e que desenvolveu vários projetos relacionados a diversas ciências, a autora contextualiza as ideias de Gramsci (1891-1937), filósofo, escreveu na prisão, importante obra sobre a função educativa e política dos intelectuais, hoje são denominadas Cadernos do Cárcere. Os estudos de Gramsci, fazem uma análise sobre “hegemonia”, o nexo entre a política e a educação.
    No livro, a figura de Leonardo é construída a partir do Renascimento e mostra que se a sociedade apoiar é possível que o sujeito desenvolva uma habilidade técnica e manual sem descuidar da teoria. Na dimensão política da educação é feito um paralelo com Maquiavel e a busca de entender o surgimento do homem que pensa o coletivo. No capítulo que trata da Senda de Leonardo é proposta uma escola única de formação integral do homem. Em “A Educação nas cartas do Cárcere “, Gramsci, aborda sobre a educação do filho, influenciado pela figura de Leonardo, onde na formação humana, teoria e prática, caminham juntas.
    Enfim, entendo que Gramsci, assim como Marx acredita no processo de socialização omnilateral. A autora mostra que a escola única é viável e possível . E no Brasil, com as políticas educacionais vigentes é possível, está formação integral do indivíduo?

  10. Yasmin de Campos Pianheri disse:

    Na conclusão da materia de sociologia da educaçao 1 vimos os 3 principais sociologos (Weber, Marx, Durkheim) vemos a visão de mundo de todos estes e como estudavam os comportamentos sociais ,nessa unidade 4 vimos que na aquisiçao da personalidade de uma pessoa então varios fatores desde o naciscimento a meios de convivencia.
    Vemos como principais nomes eram muito afrente de sua época como Leonardo Da Vince ,sua vida foi cheia de feitos alguns estes que até hoje desconhecem a capacidade de imaginar e criar tais coisas como “A Última Ceia” e seus segredos por de trás dos quadros como o rosto de Judas entre outras curiosidades que nós levam a querer desvendar mais sobre suas obras.
    Em suma vemos que a sociologia e muito importante na formaçao de seres pensantes pois faz refletir e pensar sobre tudo e todos.

  11. Luana Mariani Bressan disse:

    A interiorização de hábitos sociais em um indivíduo equivale à sua retirada de um estado culturalmente nulo e à inserção nos grupos sociais que o envolvem. Para estar verdadeiramente inserido em determinada sociedade, não basta nascer em seu interior, é preciso absorver as regras, condutas e estimas desencadeadas pelas relações estabelecidas por seus grupos (família, trabalho, escola etc.). Assim, o indivíduo será levado a aprender os códigos e condutas necessários para a comunicação e existência em sociedade.
    Isso é a chamada “socialização”, e se dá de maneira muito forte processo da educação (principalmente na educação formal) e foi o principal processo trabalhado na Unidade 4 da disciplina de Sociologia I. O sociólogo Durkheim afirma que “A educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta”.
    Relacionando esse tema com o livro “A escola de Leonardo – política e educação nos escritos de Gramsci” que contribui para o debate sobre a formação humana, onde apresenta uma relação entre política e educação nas obras de Gramsci com base na figura de Leonardo da Vinci, pode-se dizer que temos, sobre a educação, duas visões principais:
    A primeira é de uma educação (e consequentemente um homem) unilateral. Um saber estático e congelado proveniente de um ensino controlador. Faz relação com o capitalismo, onde a educação é usada como adaptação para as necessidades dos modos de produção, simplesmente preparando o indivíduo para a inserção no mercado de trabalho e, com isso, limitando a sua essência, fazendo-o ficar situado em um único ponto, sem ter a visão do todo.
    A segunda é sobre a educação omnilateral. Uma aprendizagem que amplia o raio de atuação abrangendo o todo, onde há relação entre teoria e prática, ou seja, um ensino libertador que comtemple o ético, o estético e o artístico, (todas as dimensões humanas).
    A figura de Leonardo da Vinci é usada como uma metáfora de um modelo de homem integral, do ideal de homem que seria alcançado no novo contexto social do socialismo, já que foi uma das mais importantes figuras do Renascentismo, com grande destaque no âmbito das artes, da hidráulica, cosmologia, geologia, mecânica, música e engenharia. Ele era o homem completo, praticamente desenvolvido em todas as suas capacidades: era um indivíduo omnilateral.
    Então, para a formação do indivíduo em aspectos críticos, autoinstrutivos e autônomos, devemos romper com a unilateralidade na educação, contribuindo assim para a expansão de um ensino libertador.

  12. Fernanda Dionizio disse:

    O principal processo de socialização abordado na disciplina Sociologia da Educação I, foi a própria educação. Há mais de uma maneira de ensinar algo, mais de um processo educativo e cada um deles trás consigo um contexto, reflete determinada condição social (“a prática educativa escolar expressa e desenvolve aspectos da vida social e política”).
    Gramsci em seus escritos destaca a importância da escolha de uma entre as linhas pedagógicas, sendo elas ou um ensino controlador, unilateral, rígido, “que transmite um saber congelado” ou um ensino mais parecido com a Educação Omnilateral que visa o desenvolvimento social e individual.
    A escola possui um forte caráter formador, podendo influenciar tanto para o bem quanto para o mal, pode nos fazer reproduzir relações de poder e construções sociais (reforçar o controle social) ou pode nos fazer questionar, repensar a realidade em que vivemos, desenvolver a imaginação sociológica.

  13. Francielle Stephanie Guimarães da Silva disse:

    Nessa Unidade da disciplina de Sociologia da Educação I, nos deparamos com o estudo sobre os processos de socialização, onde através de sua realidade o indivíduo constrói sua personalidade e desenvolve suas habilidades e adquiri conhecimento por meio de situações sociais na qual é exposto durante as fases de sua vida.
    Nesse caso sabemos que a escola é um dos principais ambientes de socialização de um indivíduo, então temos a educação escolar como quesito fundamental da formação de uma sociedade, e estudando sobre o assunto nos deparamos com o modelo de educação de Leonardo da Vinci, que a frente de seu tempo, procurava sempre se desenvolver e aperfeiçoar suas habilidades em diversas áreas, sendo um indivíduo amplo em suas ideias e desenvolvimento. Essa educação foi abordada depois pelo sociólogo Marx que buscava uma formação completa e ampla dos cidadãos de uma sociedade.
    Marx deu o nome de Omnilateralidade à educação desenvolvida por ele que tinha o objetivo de proporcionar um processo amplo de socialização ao indivíduo, capaz de prepara-lo para a sociedade de uma maneira mais completa, formando um cidadão pleno de suas capacidades, habilidades e conhecimento em diversas áreas, pronto a colaborar com a sociedade em que vive de maneira ativa e participativa, seguindo aquilo com o que se identifica. Essa vertente da educação seria uma forma de dar liberdade as pessoas em seus processos de construção pessoal, capaz de oferecer um número de variedades em suas atividades profissionais, artísticas entre outras.
    Indo contra essa ideia de educação, vimos a unilateralidade da educação tradicional proposta por Durkheim, onde o sociólogo propõe uma educação que, regida pelo capitalismo, oferece ao aluno um ensino especializado em uma só área, desenvolvendo assim somente uma função ao indivíduo, função essa que ele exercera na sociedade seguindo o que lhe foi imposto. Nesse modelo educacional temos uma grande limitação, pois as pessoas acabam restritas a uma atividade, sem poder exercer suas habilidades e criatividade de forma livre, características essas que permitem a alienação de toda uma sociedade através de seu processo de socialização escolar, mantendo assim uma hierarquia entre os que controlam os meios de educação e os controlados por ele.
    Podemos perceber assim a importância da educação escolar e tudo o que a envolve na formação de cada indivíduo e como é parte principal da construção de uma sociedade e da maneira como ela seguirá.

  14. Gabriele C. Pereira Miller disse:

    O principal processo de socialização abordado na unidade 4, é a Educação. Ela é atrelada ao meio social, pois durante esse processo de socialização que é a educação, o indivíduo tem contato com as crenças, práticas morais e diversas opiniões coletivas do meio social ao qual está inserido. É a partir desse momento que ele vai se tornar um sujeito capaz de opinar, interagir e se encontrar (ou não) na sociedade em que vive, ele se torna cidadão.

    Ainda segundo Durkheim, tudo que se referia a Educação deveria estar a poder do Estado e da Família. Podemos notar aí uma forma de coerção do poder maior sobre a sociedade para poder ter o controle e direcionamento ideológico desejado em uma sociedade onde não deveria existir contraposições de ideias.

    O Estado decidiria o que eu posso ensinar à minha família. Esse também decidiria qual seria a posição de cada indivíduo nesse desejo de sociedade utópica, como se fosse possível prever, ou mesmo determinar, o que cada indivíduo se tornaria, qual papel na máquina ele exerceria. Supondo que a partir do momento que é determinado o que cada um dever ser ou fazer, não seria possível ao indivíduo que contrariasse viver na mesma sociedade, pois esse estaria indo contra o “correto”, seria uma anarquia. Acredito que essa ideia anula a própria existência de um sujeito livre.

    A partir dessa reflexão podemos trazer a discussão outra forma de pensar sobre processo de socialização, a Formação Omnilateral. Um conceito brevemente abordado por Marx que basicamente vai contra tudo o que citei acima. Por que limitar o indivíduo em suas competências? Eu não preciso ser e seguir apenas o que me foi ensinado, eu posso pensar, refletir e ter poder de escolha. Eu posso começar, parar e recomeçar. Posso ser de uma opinião política diferente do meio social que frequento, posso ter mais de um talento e etc. Posso estar sempre construindo e desconstruindo.

  15. Sarah Jatobá Muller disse:

    Ao finalizar este semestre, abordamos conceitos centrais que constituem a base para os processos de socialização. Nesse contexto, a sociologia da educação explora amplamente o processo de socialização e de educação. Este primeiro constitui-se de ideias e valores estabelecidos pela sociedade que passam o constituir um indivíduo. É pela aquisição destas ideias e valores que nós nos adaptamos aos grupos que fazemos parte. Assim, o individuo não nasce humano, ele aprende a ser humano. Já o processo de educação foi idealizado pela primeira vez por Émile Durkheim, um dos fundadores da sociologia moderna. O termo educação abrange um universo que ultrapassa o escolar, sendo ele dividido em dois campos de estudo: educação formal, planejada, sistemática e escolarizada e a educação não-formal, espontânea, assistemática.
    A partir destes conceitos é possível fazer uma análise da realidade humana, levando em consideração a apropriação das concepções dos textos estudados em aula: formação omnilateral, politecnia, escola unitária. Nesse contexto atual da humanidade, o capitalismo agravou os problemas sociais, não pela falta de desenvolvimento das forças produtivas, mas pelo tipo de relações que controlam este desenvolvimento. As consequências disso não são vistas apenas na área econômica, como também afetam de forma impactante o mundo das ideias, dos valores e das relações sociais. Segundo Marx, as determinações do sistema capitalista afastaram o trabalho produtivo do processo autêntico de trabalho, estando a sociedade dividida entre os que trabalham e os que vivem à custa de trabalho alheio. A classe trabalhadora é a que mais sofre com o processo de desumanização de estar alheia aos objetos de seu trabalho, de ter anulada sua dimensão humana, de ter acesso apenas a uma formação unilateral, abaixo do seu potencial.
    Através de elementos que constituem o conceito de omnilateralidade, Marx sugere uma ruptura ampla e radical com o homem limitado da sociedade capitalista. Elementos estes, como a afirmação do homem sobre o mundo com todo o seu potencial, não fragmentado, superando o capital e alienação.
    A reunificação das dimensões humana-manual-intelectual leva à superação da unilateralidade. Para que isso ocorra, é preciso que a formação seja orientada para a junção da ciência com a produção, superando o modelo de educação criado para as classes dominantes e às classes produtivas, inserindo no contexto escolar o trabalho como princípio educativo.
    As reflexões de Gramsci acompanham a análise de Karl Marx sobre o trabalho como processo de humanização do homem. O trabalho como princípio educativo contribui para a formação integral e para a emancipação do homem por permitir a apropriação e a compreensão dos conhecimentos tecnológicos e intelectuais. O contexto no qual Gramsci discute a educação é aquele em que a própria classe dominante defende a democratização da escola pública, laica e única. Surge então a proposta da escola unitária. Para uma aprendizagem ativa, ele observa as relações pedagógicas entre mestre e estudante: o mestre é aprendiz assim como o é o aluno, que também é mestre.
    Depois de todo o conteúdo estudado e análise da realidade educacional vigente, pode-se concluir que a implementação de uma formação omnilateral nas escolas pode não ocorrer de forma muito imediata. Porém, através da disposição do Estado em conjunto com os profissionais da Educação para realizarem um exame crítico da realidade, a elaboração de um currículo escolar que supere a fragmentação metodológica e alienação, objetivando a potencialização do desenvolvimento pleno do aluno, com certeza, torna-se possível garantir essa transformação social.

  16. Amanda Stefany Clementim disse:

    A unidade 4 da disciplina de Sociologia da Educação I aborda os processos de socialização, ou seja, os processos em que o indivíduo adquiri valores, comportamentos e cultura da sociedade na qual ele está inserido. Um dos ambientes em que isso acontece é a escola, uma vez que ela não está alheia a sociedade.
    Atualmente, essa instituição baseia sua educação na unilateralidade, proposta por Durkheim, fazendo com que o indivíduo possua uma formação fragmentada, limitada e especializada em apenas uma determinada área do conhecimento, com o objetivo de o indivíduo se tornar apenas mão de obra para a sociedade capitalista.
    Em contraposição, há a omnilateralidade, proposta por Marx e Gramsci, que é uma formação integral, com a apropriação de todos os conhecimentos históricos e culturalmente produzidos sem fragmentações, voltada para a emancipação humana e que rompe com a alienação gerada pelo capitalismo. Um exemplo de homem omnilateral foi Leonardo da Vinci, que mediante ao Renascimento desenvolveu habilidades e conhecimentos em diversas áreas.

  17. Sara Arantes disse:

    A partir da leitura de “A escola de Leonardo: política e educação nos escritos de Gramsci”, conseguimos atribuir à escola o papel de instituição socializadora, por ser um ambiente que promove a interação do indivíduo entre os indivíduos da sociedade.
    Para Gramsci, uma escola ideal está ao alcance de todos os indivíduos, de forma a atingir todos igualmente. Ela prepararia o homem para o mundo do trabalho e possibilitaria ao seu público incentivo para o desenvolvimento de personalidades individuais e conhecimento dos valores de seu contexto.
    Dessa forma, a escola conscientizaria o indivíduo de suas ações no mundo e de suas relações com seus semelhantes, além de ajudar a construir nele uma consciência crítica, a fim de formar cidadãos que participem efetivamente nos processos políticos de sua sociedade para que eles tomem parte de seus papéis na construção de sua própria realidade.

  18. Bárbara Silva Madeira disse:

    O principal processo de socialização estudado na unidade 4 foi a educação. Esta possibilita a modelação do ser humano para viver em harmonia na sociedade, não agindo mais por sua própria vontade, mas pelo que lhe é imposto. Na perspectiva Durkheimiana a educação e o Estado estavam intimamente ligados, cabendo ao estado a função coercitiva. Portanto, para ele “Tudo que é educação deve estar em certa medida submetida à ação do Estado”. Ainda segundo Durkheim, a educação teria uma forte ligação com a sociedade, explicando o porquê de uma educação classista, de castas e de diferenças entre locais urbanos e rurais. A educação seria algo passado de geração em geração, no qual o desafio seria transmitir o que foi construído juntamente com uma educação que faria os indivíduos participantes da história serem também formadores da história. O professor, que desempenha um papel fundamental na formação de seres humanos, poderá trabalhar de duas maneiras. Nos moldes da sociedade em que vive, mostrando a visão do colonizador e não do colonizado, ou, educando para a transformação da sociedade, assim como ocorre na escola Florestan Fernandes. Uma vez que a sociedade é moldada através da educação, surge a seguinte questão: Quais os melhores processos para moldar a sociedade? Através desta questão podemos pensar em dois grandes modelos. Uma educação omnilateral, na qual segundo Marx o indivíduo vai lapidar todas as suas habilidades, assim como ocorreu com Leonardo da Vinci. Quando o ser humano aprende varias habilidades, pode desfrutar de todas elas, como seria no comunismo. Por outro lado temos também uma visão unilateral da educação, na qual o ser humano terá de escolher uma área do conhecimento para atuar pelo resto de sua vida, que para Durkheim seria algo bom, pois a divisão de trabalho estaria dentro da ideia de solidariedade.

  19. Berenice Azevedo disse:

    A socialização é o processo em que um indivíduo adquire uma personalidade social, de forma que se torne membro da sociedade, aprendendo técnicas, conhecimentos, valores, padrões de comportamento, que começam desde criança, e continuam ao longo de sua vida, por meio da interação com grupos sociais, como o trabalho, a igreja, a família, a politica, e a escola. Este ultimo grupo, para Durkheim, tem um papel social muito importante. Para ele a educação atua como processo para socializar os indivíduos no contexto da sociedade em que vivem, desenvolvendo nas crianças conceitos necessários, como normas e princípios morais, religiosos, comportamentais, éticos, que moldem as crianças na sociedade em que vivem, tornando o indivíduo apto a cooperar, respeitar e contribuir para a manutenção da ordem social, para tornar sociedade cada vez melhor.
    Durkheim dizia também que, “a educação é uma socialização da geração jovem pela geração adulta”, ou seja, a educação é uma ação que as gerações mais velhas atuam sobre as mais novas, com o objetivo de desenvolver na criança características exigidas pela sociedade, amadurecendo-a para a vida social, pois para ele, construir o ser social é uma finalidade da educação.
    Para Durkheim a educação sofre forte influencia do Estado, estando submetida, de certa forma, as ações deste, pois o Estado é um elemento representativo da sociedade. Gramsci, cita que a atuação do Estado influencia na formação de certos hábitos pedagógicos, porém ao refletir sobre a relação da politica/Estado com a educação, Gramsci acentua a necessidade de escolher entre duas vias pedagógicas, de um lado o ensino controlador, e por outro, o ensino onde ha liberdade de aprendizagem, de expressão, de criatividade, que leva o indivíduo a pensar por si mesmo. À vista disso, Gramsci diz que o trabalho do professor deve ser ao mesmo tempo criativo e rigoroso, para criar condições que façam desenvolver no aluno habilidades, incentivando a criatividade, a curiosidade, e a experiencia, como era a pratica de Leonardo da Vinci, que vinha da observação do cotidiano e dos detalhes da natureza e da vida, tornando a aprendizagem um processo de criação e participação ativa na vida da sociedade.
    Gramsci tinha um grande desafio a ser superado, o de criar no contexto de uma sociedade individualista e competitiva, caminhos para um trabalho coletivo, uma aprendizagem que envolva toda a sociedade, uma educação que tenha liberdade, que envolva o coletivo e supere o individualismo, como o conceito de omnilateralidade desenvolvido por Marx, um conceito muito importante para a reflexão do problema da educação. A omnilateralidade é oposta a unilateralidade que é provocada pelo trabalho alienado, divisão social, o individualismo, sendo que o homem omnilateral é aquele que rompe com o homem limitado da sociedade capitalista, sempre buscando e criando novas bases sociais que permitam o livre desenvolvimento das potencialidades humanas.

  20. Thamires Rribeiro disse:

    A matéria de sociologia nós proporcionou, aprofundar nossos conhecimentos na sociologia Clássica e através dela chegamos no conceito da sociologia que estuda mas aprofundado o processo de socialização.
    Em primeira instância vemos como o indivíduo se insere na sociedade e uma desta maneira é através do ambiente escolar. Onde nós leva a refletir, como anda o ambiente escolar nos dias atuais? Onde vemos uma reflexão parecida no texto de se Leonardo da Vinci a respeito se a escola teve alguma colaboração no seu grande talento e desejo por conhecer e buscar coisas para melhorar a sua sociedade.
    Neste desenvolvimento da sociedade Leonardo por ser um homem proativo pensa em um meio para a sociedade e seus cidadãos terem mais êxito na vida, ele tem um projeto , que costa que o ser humano deveria desenvolver o máximo de habilidades possíveis durante o tempo de vida.
    Algo que vemos com este pensamento de Leonardo é o quanto ele sempre esteve a frente do seu tempo, e o quanto isso não envolvia as divisões de classes como vemos nos dias atuais.
    O problema em sociedade são as divisões de classes sociais que não permiti que todos possam se desenvolver em varias funções, seguindo a erarquia de que se seu pai é pedreiro você também de vê ser e somente saber esta profissão, impedindo esse ser humano de crescer e se desenvolver e aumentar seu conhecimento em diversas áreas.
    Da Vinci sempre foi defensor de um ensino, onde á aprendizado mutuo, como Marx eles defendem que todos tem o direito do conhecimento em diversas áreas e que todo ser humano posso desempenhar diversas funções na sociedade. Como o próprio Gramsc prega, o ensino é o meio para mudar uma sociedade, por meio do ensino e o aprendizado muitas coisas podem ser mudadas.
    Leonardo é um grande exemplo que não é preciso fazer parte da classe alta para ser inteligente, mas sim é importante ter vontade se assim for, qualquer pessoa pode ganhar o conhecimento. Portanto é por meio do conhecimento que uma sociedade pode progredir.

  21. Cecília Tomé Martins Fazan disse:

    O processo de socialização ocorre durante toda vida humana e um dos principais é a educação. Essa pode ser formal, planejada, sistemática e escolarizada ou não formal, ela tem por objeto “suscitar e desenvolver na criança certos números de estados físicos, intelectuais e morais que dela exigem tanto a sociedade política em seu conjunto quanto o meio específico ao qual se encontra particularmente destinada”.
    Em torno do problema da educação em Marx temos dois conceitos distintos sobre a formação humana, a omnilateralidade e a unilateralidade, em que o primeiro é uma ruptura ampla e radical com o homem limitado da sociedade capitalista e que não atua como um ser fragmentado, já o segundo, se revela por meio do desenvolvimento dos indivíduos em direções específicas.
    No texto “A escola de Leonardo: política e educação nos escritos de Gramsci” de Anita Helena, Gramsci frisa a importância de guiar as crianças para uma adaptação harmoniosa de todas as atividades práticas e intelectuais, formando uma personalidade vigorosa e integral no sentido da totalidade, formação que depende do conjunto da estrutura social. Como na formação omnilateral, a escola deveria proporcionar aos alunos a possibilidade do desenvolvimento humano integral e não fragmentário. Ele usa como metáfora do homem integral Leonardo da Vinci, modelo para a formação do homem novo no socialismo, devido sua formação multidisciplinar e sua busca em interligar os saberes e as práticas, a arte e a cultura, a partir de uma concepção integral do homem. Da Vinci era desenvolvido em suas diversas dimensões. É importante ressaltar que suas condições individuais encontraram as melhores condições sociais para poderem florescer e frutificarem.
    Gramsci nos apresenta seu modelo de escola abordando seus aspectos de estrutura, método de ensino, trabalho do professor, matérias e sua tarefa. Não esquecendo a importância que atribuía ao trabalho coletivo, que à medida que se há a interação coletiva o individuo se desenvolve, assim, algo que pode contribuir no andamento das habilidades e características de si.
    Por fim, se tem a educação como processo de emancipação do homem para uma vida construída com base em relações sociais centradas em uma nova liberdade para todos.

  22. Raiana disse:

    Neste modulo vemos dois grandes sociologos Durkheim que via a escola como uma instituição e vimos também Marx para ele a educação era uma contribuição para o desenvolvimento de um indivíduo social seguindo o mesmo raciocinio de Marx vimos outro sociologo, político entre outras áreas exercidas por ele Gramsci atraves do livro da Helena “A escola de Leonardo” mesmo nao sendo pedagogo ele criou uma teoria política pedagogica de emancipação humana para a contrução de uma nova ordem política social . Com essa pedagogia da transformação ele negava o que achava que sabia para superar a visão da unilateralidade presentes nos contextos de entendimento social. Para ele não bastava apenas a teoria mas deve-se também se sustentar na prática. Acreditava também que a pratica escolar expressa e desenvolve a vida social, que a grande importancia na preparação do professor este deve ter cuidado para apresentar as varias leituras possíves da situação não defendendo uma ideologia mas também nao sendo neutro, para ele o professor é um intelectual que prepara para a vida social e politica. Não podemos esquecer do homem omnilateral sendo este o que foge da ideología e do sistema capitalista da educação.
    Voltando a Durkheim”“A escola é apenas um órgão da sociedade interessado pela educação. Assume seu lugar ao lado do lar, da ordem industrial, da igreja, dos organismos voluntários, dos serviços sociais, dos meios de comunicação de massa. (…) As instituições de educação exerceram considerável influência no passado e no presente.” retirado do livro Introdução a Sociologia da Educação. Para ele as funções da escola é a preparação para o mercado de trabalho. Vimos estes dois sociologos com pensamentos opostos sendo Marx tratando a escola como um processo de conhecimento, uma preparação para a vida política e social e Durkheim um dos fundadores da sociologia da educação trazendo a escola como instituição que deve andar ao lado da igreja e da familia e que prepara para o mercado de trabalho.

  23. Gabriela Alves disse:

    De modo geral, o processo de socialização ocorre com o aprender de conhecimentos, valores, crenças, cultura e modo de comportamento, este entra em tal principal processo de socialização que foi abordada nessa unidade 4: a educação. Que juntamente com o auxilio de um adulto, o indivíduo que não tem o amadurecimento necessário para a vida social, começa a ter contato com práticas morais e diversas opiniões coletivas do meio social a qual ele pertence.
    Gramsci cita sempre dois lados opostos sobre o trabalho do professor: o lado em que o professor reproduz o autoritarismo e por outro o que o professor pode exercer atitudes diversas para criar novas relações sociais. Segundo ele, a primeira concepção do conhecimento “apresenta-se como um saber cristalizado e acumulado para ser depositado na cabeça de alguém…”, e na segunda “trata-se de compreender o conhecimento como um processo de criação histórica do homem e da cultura…”.
    Ao final conclui que em nossa vida profissional devemos ser mestres como aquele que Gramsci descreve, “O mestre ensina a dialogar, a reconhecer, a desvelar os sinais da grandeza do passado, a descobrir novamente o que outros ja souberam, o que a história lhes contou e a sua experiência recriou; é ele que inicia o aluno na dimensão simbólica que se concretiza no mistério da palavra, desperta a curiosidade por detalhes escondidos, incentiva a reconhecer ambiguidades, a perceber a beleza nas coisas simples.”

  24. Maria Eduarda de Souza Lacerda disse:

    Todos os indivíduos estão submetidos a um processo de socialização. Ao nascerem, eles já entram em contato com uma sociedade que possui valores, costumes, crenças e tradições. E ao entrarem em contato com essa sociedade que produz, mas também traz consigo de geração em geração bagagens de conhecimentos, eles aprendem técnicas, comportamentos sociais e interiorizam valores de um coletivo já formado. Acontece ai a aquisição de uma personalidade social.
    Dessa forma, existem instituições que ajudam nessa tarefa de transmissão de conhecimento acumulado e também na modelagem de um “tipo ideial” de indivíduo para pertencer a esse meio social, como a escola e a família, que segundo Marx, são as duas principais que influenciam a educação. Porém, a escola e a família sofre influencia do Estado, das leis que são produzidas por ele e a maneira organizacional da sociedade. Dessa forma, é uma soma de relações sociais e princípios já estabelecidos que formam o indivíduo, inclusive o sistema econômico capistalista.
    Segundo Marx, esse sistema capitalista induz a uma formação unilateral e alienada. E o tipo de formação que o homem deveria ter é OMNILATERAL, em que ele possa desenvolver todas as suas habilidades em uma dimensão universal e visando o seu grupo social. Superando as relações propostas pela Burguesia, a solução seria superar os modelos já existentes, criando bases sociais que permitam o desenvolvimento das potencialidades humanas.
    E qual seria uma sugestão para começar essa mudança? A escola, como instituição social, já pode estimular com uma semente plantada em cada ser, ela pode ser um lugar ideal para mudança de pensamentos e reflexão. Um exemplo de modelo educacional para a promoção desse tipo de mudança é aquele em que conhecimentos são criados e compartilhados, pelos sujeitos que interagem em suas relações, de modo a construir uma autoridade superior: social e política. A educação que promove mudanças é aquela em que o ensino liberta o aluno, o faz pensar de forma crítica, faz ele ser construtor de sua identidade e pensar no seu grupo. Uma ferramenta na educação é o professor, que segundo Gramsci, precisa estar preparado para a função que ocupa, pois ele é um intelectual que prepara pessoas para a vida social e política. Para ele, um professor precisa mostrar as várias leituras possíveis de uma situação, sem defender uma posição política ou ideológica, embora não deva mostrar-se neutro. Continuando e concluindo com base em seus pensamentos, a nova escola seria libertadora para o indivíduo e deveria ser de emancipação política, em que a educação vai construindo os seres e eles, a política.

  25. Gustavo Rodrigues disse:

    Em sociologia da educação 1,o principal processo de socialização abordado foi a própria educação. Nos foi mostrado também modos dela, como a omnilateralidade que foi pensada por Karl Marx e,com o filme e livro passado em aula sobre Leonardo da Vinci, foi mostrado que ele tinha diversas habilidades em muitas áreas diferentes,que era essa omnilateralidade, pois era totalmente oposta a formação educacional de hoje.
    Também foi nos mostrado muito sobre os principais sociólogos da história,como Durkheim,Weber e Marx que nos ajudam a enxergar que, diferente do que muitos pensam atualmente, sociologia é uma base muito importante de conhecimento, que não pode ser simplesmente tirada, pois ajuda a nos tornar questionadores.

  26. Maria Clara Fiorani disse:

    A principal questão abordada na unidade quatro de Sociologia da educação 1 foi a divisão do trabalho com o homem unilateral nele inserido e o homem omnilateral apresentado como um “desenvolvimento total, completo, multilateral, em todos os sentidos, das faculdades e das forças produtivas, das necessidades e da capacidade da sua satisfação”- MANACORDA, Mario Alighiero. O homem omnilateral. In:_____. Marx e a pedagogia moderna. Campinas: Alínea, 2007. p. 87. O livro “A escola de Leonardo – política e educação nos escritos de Gramsci” apresenta a metáfora do homem novo, fundamentada na figura de Leonardo da Vinci, modelo, para Gramsci, do homem omnilateral. Leonardo foi usado por Gramsci para discutir sobre os problemas que a classe trabalhadora enfrentava na Europa do século XX. No capítulo 1 é discutido a formação multidisciplinar de Leonardo, e a visão de Gramsci sobre o Renascimento para pensar as condições para a construção do socialismo. Para Gramsci, uma escola omnilateral somente seria possível em uma sociedade socialista, mas isso não nos impede de pensar propostas inovadoras no sistema escolar capitalista . A autora de “A escola de Leonardo – política e educação nos escritos de Gramsci” ainda fala sobre como na sociedade capitalista a função da escola é apenas formar para o mercado de trabalho, e que nem por isso devemos nos conformar.

  27. Beatriz Rosa Freire disse:

    Na unidade 4 desta disciplina, vimos que Durkheim considera a educação como um processo de socialização do indivíduo. Isso porque o conjunto de crenças e práticas sociais constitui o ser social e constituir esse ser, é finalidade da educação; para ele, “a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta”. E quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade.
    Outro tópico importante estudado nesta unidade é a omnilateralidade. O modelo omnilateral de educação, segundo o pensamento marxista, devolve ao homem a possibilidade de revolucionar sua postura e o seu pensamento diante do sistema capitalista, podendo, desse modo, modificar o quadro de desigualdades inerentes à sociedade capitalista. Se a educação não realiza a revolução, é impossível pensar a revolução sem ela. A educação, nesse contexto, deve ser concebida como uma ferramenta capaz de conferir unidade entre a escola e a sociedade, uma vez que é impossível educar com igualdade crianças que se situam em distintas posições diante da realidade que se apresenta.
    A omnilateralidade na concepção de Manacorda é percebida através de Leonardo Da Vinci, pois Da Vinci tinha uma formação mais ampla e avançada para sua época e sociedade. Ele era cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, poeta e músico; o que tornava sua formação omnilateral.
    Com isso, podemos concluir que a educação em suas mais variadas formas contribui para a formação e socialização de todo ser humano.

  28. Tatiane Cristine Craveiro disse:

    Na unidade 4, o principal processo de socialização estudado foi a Educação. Inicialmente Durkheim viu a educação como um dos principais fatos sociais, uma vez que era um conjunto de práticas solidárias a outras instituições sociais, e estas eram independentes da vontade individual. À partir dessa visão, chegou-se a definição de educação como uma ação exercida por gerações futuras sobre aquelas que ainda não amadureceram para a vida social. Durkheim usa o termo Socialização para falar de educação, uma vez que trata de um processo em que o indivíduo, apesar de criar consciência do ser individual, deixa-o para se tornar o ser social, adquirindo práticas , crenças e costumes que o fazem parte da coletividade. Esse processo ocorre durante toda a vida do ser humano e se dá em diversos ambientes e situações, tais como: família, trabalho, escola, dentre outros.
    Ao pensarmos o desenvolvimento do ser social, podemos afirmar que a criança têm na família seu primeiro contato com o coletivo e, após, têm na escola, e é nessa última que a educação é fortemente estabelecida, pois ela é um ambiente heterogêneo em que encontra-se diferentes pensamentos, crenças, grupos sociais e etc.
    Para Durkheim, a escola deveria usar o ensinamento para formar um indivíduo que se tornasse social de maneira propícia a zelar e a construir a ordem social da sociedade de seu tempo.
    Marx, diferentemente das ideias propostas por Durkheim, cria o conceito de omnilateralidade, que se refere à formação humana oposta à unilateral (aquela alienada pelo trabalho): a omnilateralidade sugere a formação do indivíduo em sua totalidade, não tendo o foco voltado para o trabalho e sim para sua construção como ser completo. Esse conceito leva a educação como uma via de mão dupla, uma vez que a busca do conhecimento pelo ser torna-se incessante e o papel do professor como “aquele que detém o conhecimento absoluto” é desconstruído: com isso, aluno e professor trocam conhecimentos diversos e aprendem um com o outro. Para pensar na formação omnilateral, temos Leonardo Da Vinci como modelo, uma vez que ele buscou desenvolver durante sua vida diversas habilidades, não focando somente no que lhe era “necessário” perante o trabalho, mas também no que lhe era instigante como ser humano, unindo teorias e práticas, formando assim um indivíduo completo.
    Por fim, com as informações aprendidas na unidade 4, podemos refletir sobre a importância de uma educação omnilateral, que quebre o ensino engessado e proporcione liberdade, propiciando ao indivíduo a oportunidade de fazer escolhas e aprender conhecimentos e práticas que o completem.

  29. Jessica C. de Moraes disse:

    Sendo a sociologia a ciencia que busca o entendimento como ser social, sua colocação na sociedade, motivos que levam a tal cenário economico, social, político, entendendo-se as circunstâncias formadoras do cenário, analisando-se e entendendo-se suas causas, efeitos e possiveis respostas de forma sistematizada, há um caminho a trilhar para um primeiro contato e inicial entendimento da condição do ser social.
    Seguindo essa seara temos a sociologia de marx, weber e durkeim que são imprescindiíveis para que possamos começar a analisar de forma crítica a realidade social em que estamos inseridos, e , primordialmente, entender que existem vertentes totalmente distintas e que tem um ideal de sociedade bem dispar.
    E a abordagem da unidade 4 busca exatamente essa analise do que é a realidade social e nossa formação como indivíduo abordando a formaçao omnilateral, que se trata de uma formação ampla, não direcionada como ferramenta de massificação , como intrumento de uma hegemonia totalmente classista que só busca a reafirmação de uma realidade estabelecida. Ela vem exatamente contestar essa formação direcionada e fragmentada que descola o ser do seu real ser social e que o faz alienado, e, engessado pois essa realidade classista faz do ser social um ser cada vez mais pré moldado e cada vez menos inteiro de si.
    Como abordado nos textos que fizeram parte da bibliografia da matéria como , por exemplo, pedagogia histórico crítica de Dermeval Saviani , esse direcionamento não é um acaso, pois, muito pelo contrario, se trata de algo pensado ,e neste contexto a educação como sendo “a ação exercida pela gerações adultas sobre as que ainda nao amadureceram para a vida social. Tendo por objetivo suscitar e desenvolver na criança certo numero de estados fisicos, intelectuais e morais que dela exigem tanto a sociedade politica em seu conjunto quanto o meio especifico ao qual se encontra particularmente destinada” é contruída tendo como apoio uma sociedade classista que aliena tanto os detentores do poder como quem é massa de manobra.
    Sendo assim, temos o total esquecimento da socialização do ser social , da formação individual, da formação como ser único e nao apenas como contituinte de um grupo homogeneo utilizado apenas como um orgão do corpo com é defendido por durkeim no funconalismo.

  30. Renata Yohana Mateus Góes disse:

    O principal processo de socialização abordado é a educação. Para Durkheim, o papel da educação era socializar o indivíduo, ou seja, ensinar-lhe padrões de comportamento social e valores. A educação segundo Durkheim é pautada na unilateralidade, ou seja, o indivíduo deveria aprender o que fosse necessário para exercer seu papel na sociedade, e nada mais. Esse conceito pode ser observado na educação capitalista de nossa sociedade, que nos encoraja a nos tornarmos cada vez mais especialistas em uma determinada área, em detrimento de outras.
    Como oposição a esse conceito de educação, temos os ideais Marxistas, que defendem a educação omnilateral, ou seja, o desenvolvimento integral do ser social, em todas as áreas. Esse conceito também foi defendido por Gramsci, que via na figura de Leonardo da Vinci o modelo do ideal de homem a ser formado pela sociedade.
    No entanto, é importante ressaltar que, para que o homem se desenvolva integralmente, é necessário que haja condições para tanto. Imaginemos o próprio Leonardo da Vinci. Sua curiosidade sobre o mundo iniciou-se ainda em sua infância, quando costumava observar a natureza e desenhar tudo o que lhe chamava a atenção. Contudo, sua curiosidade poderia ter sido minada caso ele não tivesse acesso a papel para fazer seus desenhos, o que não seria raro para um garoto de sua época, uma vez que papel não era um produto de alta disponibilidade. Leonardo só tinha acesso a esse recurso devido aos negócios de seu pai. Foi também graças a essa condição social que da Vinci pode estudar com um dos mais renomados artistas da época, e se desenvolver ainda mais. Sem essas e outras condições, talvez da Vinci não tivesse se tornado o gênio que conhecemos hoje. Para Gramsci, a condição que permitiria o alcance do ideal de educação omnilateral na sociedade moderna era o contexto do comunismo.

  31. Beatriz S. Buuron disse:

    Na Unidade 4 da disciplina Sociologia da Educação 1, abordamos o conceito do processo de socialização que se dá por meio da educação. Podemos entender por educação a ação exercida pelos adultos sobre os mais jovens, aqueles que ainda não amadureceram para a vida social. Das instituições sociais que influenciam a educação, Durkheim atribuía maior importância ao Estado que à família.
    A educação do indivíduo é processada no decorrer de toda a sua vida e na sua inserção na sociedade, portanto, a educação é ligada ao meio social através das práticas morais, das crenças religiosas, dos costumes culturais e toda ação que envolva uma prática social-educativa. O conjunto de tudo isso constitui o ser social.
    A socialização também pode ser vista como um meio de aculturação, ou seja, uma forma de transmitir padrões culturais, formas de pensamento e modelos de comportamento.
    Temos a escola como mecanismo de formação do homem, e possuímos duas ideologias de formação: unilateral e omnilateral. A unilateral, aquela que é provocada pelo trabalho alienado, pela divisão social do trabalho, pelas relações estranhadas burguesas, enquanto a formação omnilateral possibilitaria uma ruptura com o homem limitado da sociedade capitalista. A omnilateralidade daria ao indivíduo a o amplo desenvolvimento de sua personalidade, e sua liberdade intelectual.
    Para Gramsci, para uma formação cultural ampliada, seria necessário políticas públicas como um mecanismo de organização social, para a criação de uma nova escola socialista que tende a abraçar todos os ramos do saber humano, já que com a formação omnilateral o indivíduo poderia se aprofundar em seus interesses pessoais, como fez Leonardo da Vinci, na sua busca incessante por conhecimento e descoberta, o que o levou a tantas criações. Assim, o conhecimento seria compreendido como um processo de criação histórica do homem e da cultura, implantando uma pedagogia da emancipação humana para a construção de uma nova ordem social e política.

  32. Luan Ap. da S. B. Pinto disse:

    […] só grau a grau, estrato a estrato, a humanidade adquiriu consciência do seu próprio valor e
    conquistou o direito de viver independentemente dos esquemas e dos direitos de minorias
    afirmadas num tempo precedente. E esta consciência formou-se não sob o ferrão brutal das
    necessidades fisiológicas, mas pela reflexão inteligente, primeiro por alguns e depois por toda a
    classe, sobre a razão de certos fatos e sobre os meios considerados melhores para os converter de
    ocasião de vassalagem em insígnia de rebelião e de reconstrução social.
    (GRAMSCI in MONASTA, 2010, p.53)

    Bom, na unidade 4 vimos todo o processo de socialização que consiste na aprendizagem de técnicas, de conhecimento a incorporação de padrões de comportamento social e interiorização de valores, processo que ocorre ao longo de toda vida. Este processo de socialização ocorre em diversas instituições como, a escola e a igreja por exemplo.
    O grande problema é que dentro das escolas a socialização vem se tornando cada vez mais uma “Representação” onde as pessoas dentro dela são postas a uma espécie de condicionamento social onde recebem uma educação que sempre é voltada para a área do trabalho, criando uma bolha onde tudo que se aprende deve sempre ser designado ao trabalho e as crenças, uma representação da politica vigente da sociedade atual, que é o capitalismo onde o individuo se adapta aos meios e os modos de produção, como se só isso importasse.
    Para uma intervenção neste modo de pensamento, Marx em sua visão de uma sociedade melhor e mais humana, pensa junto com a educação a omnilateralidade, que seria uma formação completa do ser, onde a pessoa poderia se dedicar a varias áreas, resgatando sua cultura aprendendo musica e arte e seguindo em vários ramos da ciência, assim como foi Leonardo da Vinci. Uma formação ideal e acessível para todos. Com tudo a pedagogia histórico-critica pensando na ominilateralidade, visa a ideia de ensinar o máximo que puder ao sujeito, em diferentes áreas colocando assim em prática a “Politecnia” esta que é as multi técnicas aprendidas pelo sujeito.
    Uma ideia legal que segue a premissa da ominilateralidade, é a pedagogia cultural que diferente da pedagogia tradicional que muitas vezes não se comunica com a realidade dos alunos
    “Mano, vou te falar ein, ô lugar que eu odiava
    Eu não entendia porra nenhuma do que a professora me falava
    Ela explicava, explicava, querendo que eu
    Criasse um interesse num mundo que não tinha nada haver com o meu […]” (trecho da musica Pedagoginga de Thiago Elniño https://www.youtube.com/watch?v=lEM-zYi7hcs)
    A pedagogia cultural busca ir além dos espaços escolares, buscando um ensino de forma mais dinâmica, esta que vai além de criar um consumidor e foca em criar uma identidade do cidadão, não apenas reproduzir os padrões da sociedade, onde gênero e sexualidade são tirados de um padrão e vistos de uma forma mais ampla com tudo introduzindo cultura e arte para a formação de um cidadão ominilateral.

  33. Vitória Guimarães disse:

    Nesse primeiro semestre em Sociologia da Educação I nós primeiros vimos os principais filósofos (Marx, Weber e Durkheim) e as suas visões e abordagens sobre o mundo e sobre as relações sociais. Na unidade 4 a fundamental questão foi a própria educação no processo de socialização no ponto de vista de Gramsci, que propôs em suas palavras um novo modelo de sociedade se inspirando no modelo do socialismo de Marx. Também a Omnilateralidade, que é um modelo de educação baseada na vida de Leonardo da Vinci e no livro “A Escola de Leonardo”, sendo os bens culturais acumulados pela história da humanidade. E tem também a unilateralidade, que vem ao oposto da anterior, vindo do sistema capitalista, a pessoa unilateral tem seu sistema de educação reduzido a ser habilitado em uma área específica, conseguindo emprego dentro da mesma área, e se tornando um indivíduo pobre de conhecimentos gerais, um ser limitado em seu mundo.

  34. Daniela Yukari Makihara disse:

    Como vimos nas aulas de sociologia, o processo de socialização do homem começa já no seu nascimento. Desde o primeiro contato entre mãe e filho (relação entre a criança e o seio materno), como as aprendizagens de técnicas e conhecimentos transmitidos de gerações a gerações com o decorrer do tempo, a incorporação de comportamento social, as valorizações das coisas etc. Esse processo sendo contínuo, durando a vida toda.
    O processo de socialização, muitas vezes é vista como forma de aculturação, onde o indivíduo, através de transmissões de culturas, regras, técnicas, atitudes, pensamentos e ideias passadas de gerações são incorpadas, formando assim personalidades próprias, tornando o indivíduo, um ser sociável, o qual poderá transmitir suas experiências a gerações fututas.
    Trabalhamos em sala de aula o conceito do homem omnilateral, este que está sempre buscando conhecimentos e que nunca sente-se completo e satisfeito com o conhecimento que já possui. Não se prendendo às riquezas já possuidas, superando assim o individualismo, o preconceito etc.
    Seguindo a mesma linha de “pensamentos” podemos citar os trabalhos realizados por Leonardo Da Vinci. Sua grande contribuição para diversas áreas, desde a fisiologia humana, como os pensamentos sociológicos e filosóficos, são provas de que Leonardo Da Vinci, que viveu e representou o Renascimento, era um homem omnilateral. Já na sua época, defendia por uma escola onde o ensino fosse amplo, que incluísse todas as áreas, o que daria oportunidade para que o indivíduo desenvolva habilidades e busque por mais conhecimentos.
    Podemos relacionar a leitura do texto “A escola de Leonardo: política e educação nos escritos de Gramsci.”, onde a autora fala sobre os pensamentos de Gramsci sobre a necessidade de uma sociedade socialista para alcançar o conhecimento para a formação do homem. Assim como Leonardo Da Vinci, Gramsci defendia a ideia da educação estar dividida entre unilateralidade e omnilateralidade; uma o qual o indivíduo se prende ao capital, ao ensinamento de forma direta, o qual objetiva a produção e não o conhecimento; já a outra apresenta uma preocupação maior em relação ao aprendizado, sendo assim ensinado de forma a transmitir conhecimento e habilidades ao aluno.
    Pelas aulas que tivemos, podenos concluir que, o homem deve estar sempre buscando conhecimentos, não se limitando ao que possui. Tudo que está ao seu redor, desde o contato humano, como as habilidades passadas, interferem na formação social do indivíduo.

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