Módulo 1 – Fundamentos do Ensino de Sociologia

On julho 8, 2017, in EduCoop, by Fábio Fernandes Villela
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Orlandeli, Chico Bento – Arvorada, Panini Comics, 2017.

Esta é a área para a postagem do módulo 1 da disciplina Fundamentos do Ensino de Sociologia. Esse módulo abordou questões relativas a educação em uma perspectiva sociológica e a educação como processo de reprodução e/ou transformação da sociedade. Faça uma texto, de no máximo dois parágrafos, a partir do debate realizado em sala de aula, especialmente sobre o preconceito contra os caipiras. Bom trabalho! Prof. Fábio Fernandes Villela.

48 Comentários “Módulo 1 – Fundamentos do Ensino de Sociologia”

  1. Naiara Martins da Silva Siqueira disse:

    Como foi visto no documentário de Darcy Ribeiro, O Povo Brasileiro é constituído e construído com base na diversidade de etnias e culturas, uma dessas culturas é a caipira, tão presente, por exemplo, nas cidades do interior do Estado de São Paulo. Através das falas compartilhadas em aula percebemos que os professores e professoras já tiveram alguma experiência com a cultura caipira através do contato com alunos e alunas que vivem em sítio ou que frequentam as escolas rurais. De acordo com o texto de Vilela, o caipira sofre preconceito linguístico, geográfico e é visto como o atrasado, inferior ou rústico, essas concepções, bem como os currículos escolares que não trazem em seus materiais didáticos imagens contextualizadas e direcionadas a esse público que esta na escola, reforçam a desvalorização da cultura caipira.
    Contudo, a realidade escolar que reproduz a sociedade capitalista que vivemos, excludente e elitista, acaba por reforçar, ridicularizar e deixar a margem os alunos e alunas pertencentes da cultura caipira e por diversas vezes os/as tratam de forma pejorativa e folclorizada, como nas festas juninas em que as danças e as vestimentas estão associadas a um caipira com roupas rasgadas, remendadas e sem dente, reforçando o preconceito contra essa população, a ridicularização e o bullying.

  2. Leandro Oliveira da Cruz Siqueira disse:

    A segunda parte da aula se deu pela apresentação de dois vídeos e logo após houve a apresentação dos discentes e do docente, e logo foi possível refletir sobre a heterogenicidade dos alunos da disciplina e como isso fortalecerá as discussões e engrandecerá a construção de conhecimento, visto que há uma ampla variedade de saberes. Após as apresentações, foi debatido o texto que fala sobre preconceito e bullyng (que foi possível fazer uma interlocução entre os vídeos e o texto) e se iniciou uma argumentação sobre a “função” do professor de estimular a criticidade dos alunos para que eles superem o preconceito, entretanto, é necessário entender que a própria escola reproduz um sistema excludente, que explora e divide a humanidade. Portanto, para um real combate ao preconceito dentro e fora da escola, é preciso ultrapassar/superar tal sistema.

  3. Silvania Gallo Andreazi disse:

    O preconceito debatido foi contra a origem geográfica e de lugar, inclusive sobre os conhecidos como “caipiras”, ressaltando que não é porque a pessoa tem origem em outro lugar, quer dizer que seja atrasado ou inferior, e no caso dos caipiras, sofrem discriminação pelo modo de falar, da sua procedência rural e um modo do preconceito que vem sendo mascarado, inclusive nas escolas é o bulling, ou seja, em forma de “brincadeira”, esse tipo de prática envolve os profissionais em educação, inclusive professores, expondo quem está sendo discriminado à situações vexaminosas e humilhantes. Torna-se importante ressaltar o papel do professor como potencializador nas transformações sociais dos alunos além do seu papel educativo humanizando as relações visando a conscientização sobre as diversidades sociais, políticas e tantas outras diferenças individuais bem como a não aceitação da intolerância. Contribuindo assim para a formação de cidadãos aptos para atuar e melhorar a sociedade.

  4. Cássia Ap. M. Oliveira disse:

    Na cultura Brasileira, muitos são os personagens retratados como representante da cultura caipira, seja por meio das mídias e até mesmo na literatura infantil, como é o caso do Chico Bento. Este personagem, por um tempo, deixou de ser tão retratado numa sociedade carregada de padrões e exclusão sendo atualmente resgatado em uma nova roupagem, no momento em que se verifica uma valorização da cultura do caipira, que passa a serem considerados “comunidades tradicionais”. Esta mudança, parte de uma nova reorganização social, em que busca uma equiparação de direitos à todos. O personagem Chico Bento, caracteriza uma parte da população que vivem o peso social da indiferença e até mesmo preconceito, por apresentarem singularidades, sejam linguísticas, de hábitos e costumes e ainda pelo não pertencimento ao âmbito urbano.
    No âmbito da educação, esta postura excludente também pode ser evidenciada, cabendo à escola abrir-se para um diálogo mais intercultural, por meio de suas práticas pedagógicas e novas visões curriculares. Muitos dos alunos de comunidades tradicionais, como a caipira, passam por atos discriminatórios que muitas vezes culminam em bullying dentro da escola. É preciso que a sociedade e à educação tenham uma aproximação, para minimizar a problemática da discriminação.

  5. Mariana Cristina Lopes disse:

    O preconceito contra caipiras não se restringe apenas a fatores linguísticos, estendendo-se ao preconceito social, regional e cultural. Os estereótipos criados pela grande mídia e a personificação presente na literatura, reforçam a imagem do caipira que leva uma vida mansa e tem preguiça de trabalhar. Entretanto, tais representações afetam apenas as pessoas que vivem no campo e são pobres. Um fazendeiro com “posses” não é motivo de chacota ou preconceito, pelo contrário, lhe é atribuída à imagem de homem bem sucedido, trabalhador, empreendedor. Logo, infere-se que as questões de classe e socioeconômicas interferem diretamente nas representações socialmente construídas das comunidades tradicionais caipiras.

  6. Deivide Telles de Lima disse:

    O preconceito pode ser abordado como um sentimento ruim que é concebido muitas vezes de forma intencional e impõe juízos de valor em muitos casos atribuindo generalizações a uma conduta, um comportamento, a origem da pessoa ou outras diferenças como de credo, etnia etc. Acredito que na educação uma das ações que podem contribuir para uma sociedade sem preconceitos é o diálogo e como professores devemos em nossa prática identificar, apresentar e refletir com os alunos sobre o preconceito e suas marcas na vida das vítimas.

  7. Levando em consideração os debates produzidos em aula, foi possível pensar e analisar um pouco mais sobre o povo caipira e suas experiências. Fica bem clara a necessidade de que, em qualquer situação, haja o respeito diante da diversidade cultural. O papel do professore tem fundamental importância no sentido de estar preparado para lidar com possíveis manifestações de preconceito, atuando enquanto mediador e pontencializador do processo de ensino e aprendizagem e na formação do cidadão atuante. Sendo assim, deve incentivar e propiciar meios para que o aluno conheça a realidade em que vive e que saiba agir criticamente diante dela, buscando alternativas para atender as suas necessidades e atuar de forma significativa na sociedade em que está inserido. Faz-se necessário também ressaltar o cuidado com a vitimização, pois diante do olhar e da vivência obtida nesse meio, enquanto moradora e professora, acredito que deve-se ressaltar as potencialidades do lugar e de seu povo, levando em consideração a valorização cultural e o empoderamento desses indivíduos, para que saibam lidar com as manifestações contrárias a isso, como as ofensas em forma de “brincadeira” e o preconceito explícito.

  8. Karina Silva disse:

    No documentário de Darcy Ribeiro podemos perceber que ainda há a valorização da cultura caipira, suas comidas típicas, sua autossuficiência ainda são apreciadas e dignas de orgulho, contrapondo os textos de Monteiro Lobato, onde ele inventou um típico caipira preguiçoso denominado “Jeca Tatu”. Mas com o advento da industrialização e da tecnologia trazidos de outros países a maioria dos caipiras foi se aprofundando na marginalidade, e quando partiam para a cidade realizavam trabalhos braçais, não conseguindo mudar sua realidade. Ao debatermos sobre o preconceito caipira em sala de aula, houve vários apontamentos. Para alguns, eles são considerados subdesenvolvidos ou atrasados, mas há também um preconceito interno, uma falta de identificação e de uma consciência étnica. Convenhamos, entretanto, o quão difícil é essa consciência em um país como o Brasil que o governo considera uma área rural asfaltada como urbana, apenas para poder recolher impostos. Na escola é trabalho educativo do professor problematizar sobre essa intolerância e sobre uma hegemonia cultural.

  9. Mateus Henrique Turini disse:

    Você sabia que o sotaque característico dos caipiras (aquele que “puxa o R”) era a linguagem culta falada pelos brasileiros no século XVII? Pois é. Se você não sabia disso, e pelo contrário, sempre achou que esse “R puxado” era coisa feia dessa “turma do mato”, sinto lhe informar, mas provavelmente você é vítima da formação de um estereótipo feito sobre o caipira. Já ouviu falar na figura do Jeca, né? Então! Saiba que essa figura do caipira é uma construção depreciativa dos moradores rurais. Nunca podemos esquecer, como afirma o antropólogo brasileiro Roberto Damatta, daquilo que faz o Brasil ser Brasil: a diversidade cultural. Como aborda também o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro, há 5 Brasis: o Brasil Sertanejo, o Brasil Crioulo, o Brasil Sulino, o Brasil Caboclo… E com certeza um deles é Caipira… Puxe pela memória e pergunte aos seus parentes mais idosos: quem nunca teve um “pezinho” num desses Brasis? E aí? Me conta, vai…

    • Silvia Aparecida Bedin Camponez disse:

      Olá Mateus, pois é. Adorei saber essa história do nosso “r”, tão depreciada por falta de conhecimento. Muito boa sua colaboração.

  10. Ana Lydia Sant`Anna Perrone disse:

    Nesta aula pude me aproximar de alguns caminhos sociológicos e através das discussões em sala, enviesá-los aos caminhos metodológicos da escola, e suas dificuldades em agregar ao invés de segregar as diferenças, particularmente, no que diz respeito ás diferenças de culturas territoriais, do “caipira” versus o “urbano”. Cabe aqui ressaltar o papel do professor que além de atuante e mediador, deve não só respaldar seus alunos com o conhecimento “acadêmico”, mas incentivá-los à criticidade frente aos assuntos que são abordados e vividos na escola, mas nem sempre com significado naquela realidade onde está inserido, além de valorizar seus “conhecimentos de mundo”.

  11. Cristiane Andreazza de Oliveira disse:

    A discussão no dia de hoje, se deu em torno das diferenças do povo brasileiro, ao declarar que o mundo não é plano, considerando em especial a cultura caipira, suas especificidades na escola rural, refletindo sobre o desenvolvimento dos seus conhecimentos, que podem ser gerais do saber histórico acumulado, ou específicos a cada região, tudo isso diante atitudes preconceituosas que perpassam os muros da escola, e tratam a cultura caipira como inferior, massacrando as vítimas impossibilitando seus avanços. Diante dessa realidade social, o papel do professor ganha grande notoriedade ao discutir esse tipo de assunto e ter ações que valorizem os diferentes tipos de cultura, agindo como agente transformador e não reprodutor da sociedade capitalista

  12. Paula Cristina Constantino Santos disse:

    Durante a aula discutimos sobre o a cultura caipira e a sua desvalorização nos dias de hoje, de acordo com o texto de Vilela, o caipira sofre vários tipos de preconceito. Durante o documentário de Darcy Ribeiro pude perceber que faço parte dessa cultura, não só por ter morado no sítio quando era pequena, mas mesmo depois de grande meus avós e tios continuaram morando e em férias, datas comemorativas sempre íamos e vivenciávamos várias atividades consideradas da prática, como beber leite no curral, fazer queijo, cozinhar em forno de lenha, entre outras. Ao discutirmos os textos da leitura dirigida falamos sobre a importância do professor estar atento a qualquer manifestação de preconceito dentro e fora da sala e discutir com os alunos sobre diversos temas, dentre eles como é caracterizado a cultura caipira. Discutimos sobre a importância de falar sobre a sociedade em geral para o aluno e que este não é papel apenas do professor de sociologia, mas de todas as áreas, aliás é papel não somente dos educadores é também da família.

  13. Aline Cristina Pedrozo Pereira disse:

    A charge reflete o modo de vida caipira, as especificidades dessa cultura como as relações de trabalho no campo, a fala, e também, como bem enfatizado no vídeo sobre o livro “O povo brasileiro” de Darcy Ribeiro, os prazeres e a simplicidade que faz parte dessa cultura. Olhando para esse modo de vida simples e relacionando as reflexões da aula e do texto do profº Fábio Vilella sobre a Educação dos jovens caipiras, pode-se destacar que o preconceito é determinado pelas representações sociais, as quais são construídas no processo histórico e social por grupos determinados. Dessa forma é muito importante analisar quais grupos as produzem e porquê as produzem para poder refletir quais as intenções e ideologias estão agindo nesse processo e assim poder transformar essa realidade. Assim, essas novas representações causarão conflitos, tensões, principalmente nos próprios caipiras, fazendo com que se valorizem mais e compreendam as suas forças que estão sendo ocultadas e distorcidas por interesses maiores.
    Pensar e agir contra a hegemonia cultural é entender o quanto as representações sociais influenciam nas formas de preconceito, o quanto disseminamos essas ideologias hegemônicas, muitas vezes sem perceber, ou o quanto a educação omite essas discussões. A Educação pode contribuir nessa perspectiva e trazer à tona discussões sobre o modo de vida caipira e valorização dessa cultura, o modo de vida sustentável e respeito pela natureza, as tradições, as relações de cooperação e assim amenizar ou transformar essa representação que foi construída historicamente, mas que exatamente por estar inserida na história, tem condições de ser transformada.

  14. Sobre as discussões de hoje acerca do preconceito e o papel do professor diante da diversidade cultural, socioeconômico, de classes, étnico raciais, gêneros e outros, nos faz refletir o quanto árdua é essa profissão e ao mesmo tempo gratificante. Sim, gratificante enquanto o trabalho educativo do professor que potencializa transformações nas representações sociais dos alunos que lhe possibilite alcançar outro patamar do saber. É essa educação que instrumentaliza o indivíduo para se apropriar do conhecimento historicamente construído e transformar a sociedade. Pode ser utópico, mas quero acreditar que essa união de hoje proporcionada por essa disciplina faz a diferença e quem sabe é a sementinha da transformação que tanto almejamos.

  15. Reinaldo Donizete de Oliveira disse:

    Preconceito contra os Caipiras
    A inteligência nos difere dos demais animais. Conseguimos pensar, refletir, analisar, se comunicar como ninguém e assim sobreviver no Planeta. Praticamente, não temos predadores. Somos quase invencíveis. Em contrapartida, mesmo com toda essa “inteligência” para sobreviver e buscar o conforto imediato, cometemos “tolices” incompreensíveis à qualquer alma humana e entre elas, que são muitas, está o preconceito contra outro da mesma espécie, e afunilando mais, contra os Caipiras. É claro que isso difere de nação para nação, de geração para geração, e em nosso caso, estimulado pela TV juntamente com o promotor e escritor Monteiro lobato, e seu personagem Jeca Tatu, boa parte dos brasileiros foram levados a achar o indivíduo Caipira, inferior aos demais ou dotado de pouca inteligência e outros adjetivos desprezíveis que não cabem aqui. Monteiro se foi fisicamente, mas está personificado em suas eternas obras. O que fica de bom para nós, acredito que seja o momento. Nunca se discutiu tanto sobre os preconceitos que existem entre os pares, onde incluímos dentre estes preconceitos, aquele contra o Caipira. Acredito que essa mudança social de conversas, reflexões, postura e atitudes produzirão bons frutos, porém, o racismo não terá fim tão cedo, se é que isso ocorrerá um dia. Cabe a nós, indivíduo por indivíduo, zelar pelo próximo e ser exemplo para as novas gerações.

  16. Adriana Cristina Mercante Silva disse:

    A sociedade tem, em qualquer dos seus segmentos, preconceitos que emergem das relações, sejam essas de cunho social, familiar, religioso, financeiro. Como a escola se encontra inserida no contexto social, nela se encontram também esses pontos de tensão, chamado bullyng. Esse fenômeno é pernicioso para o aprendizado das crianças e adolescentes, pois contraria as necessidades para a construção de um estudante participativo e crítico. No caso de alunos oriundos das áreas rurais, quando inseridos em escolas urbanas, pode acontecer o preconceito em relação à sua fala, diferente da norma culta, além do questionamento de seu modo de vida, desvalorizando seus conhecimentos da relação com a natureza, geralmente vindo essa depreciação do pouco retorno financeiro conseguido com o trabalho típico do modo de vida caipira.
    No entanto, o preconceito não vem somente de outros estudantes, mas aparece também por parte dos docentes, principalmente em relação à desvalorização dos conhecimentos desses indivíduos, sendo o professor um colaborador ou um ponto de omissão diante do abuso ocorrido. O próprio Estado participa dessa relação, quando direta ou indiretamente, na pessoa de dirigentes de instituições educacionais, não permite a adequação do processo de aprendizagem a esse segmento da população, colaborando para seu desaparecimento. Assim, a escola colabora para o desaparecimento das comunidades “caipiras” na medida em que se passa uma mensagem de “não pertencimento”, levando seus indivíduos a desejarem uma modificação social a partir da percepção de sua fragilidade, falta de aceitação e de valorização de sua cultura.

  17. Isabel Campos disse:

    Nossa sociedade propõe um modelo hegemônico de se viver, o que foge ao estabelecido pela ideologia dominante como “cultural aceitável” é visto como de menor valor. Ditam-se as regras do falar, do vestir, do portar… muitos padrões são impostos e aqueles que não se enquadram são marginalizados. Vê-se a partir das discussões que todos os preconceitos se originam do não reconhecimento às diversidades humanas, da falta de consideração às diferenças geográficas, da cegueira frente às necessidades peculiares de cada fase da vida, o antídoto passa por compreendermos a imensidão do que somos. A transmissão dos bens culturais produzidos pela humanidade é o que nos diferencia das outras espécies de animais, esse é nosso bem maior e deve ser valorizado, mas os saberes na maioria dos casos, são valorados pelas menções acadêmicas e “os outros” são menosprezados. Infelizmente a intolerância a diversidade faz com que alguns neguem suas origens e apaguem riquezas culturais. Como disse Paulo Freire “ Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes” e a escola precisa acolher todas as vozes, é certo que o saber cultural produzido pela humanidade deve ser transmitido, mas esse saber não está presente apenas nos bancos acadêmicos, os professores precisam em formação descortinar sua visão para enxergar além e contribuir para uma educação omnilateral e politécnica que melhore a qualidade de vida, mas não descaracterize comunidades ou silencie suas conquistas.

  18. Patrícia Elisabeth Ferreira disse:

    O preconceito cultural existente contra a origem geográfica e de lugar, especialmente com relação aos alunos da zona rural toma grande proporção em nossa sociedade. Os padrões de consumo se agravam destruindo a cada dia mais a cultura caipira e propaga uma cultura folclórica. Todo esse descompasso tem fator marcante na vida de muitos alunos de escolas do campo, assim como todos os outros preconceitos e desigualdades sociais que impactam a vida de milhares de pessoas, onde são ditadas as regras, os estilos e as formas de se viver. É preciso (re)pensar conceitos e ressignificar valores para a aceitação da diversidade e buscar formas de se combater a discriminação e a intolerância. O estudo das representações sociais pelos alunos ganha importante espaço para que exista a reflexão do que gostariam de ser e a busca pela emancipação.
    Pode se dizer que as possibilidades de formação de professores devem ser voltadas sob a perspectiva da ação política voltada para a transformação social, propondo uma educação que deseje superar as contradições existentes, num movimento de valorização da cultura caipira e numa unidade cultural de preservação.

  19. Luciane Fernandes disse:

    O preconceito é um juízo de valor pré – estabelecido, uma opinião ou um sentimento construído sem conhecimentos ou exame crítico. O ato do preconceito pode estar relacionado com questões religiosas, linguísticas, de regionalidade, nacionalidade, idade, tipo físico… Simplesmente aquilo que é diferente que não está de acordo com os padrões convencionais! Percebemos que a situação de preconceito/ bullying está intimamente ligada a situações que causam estranhamento. Especificamente na aula em que foram discutidas questões levantadas a partir da leitura do texto 1 – “A educação dos jovens caipiras: um estudo sobre o preconceito em jovens de escolas de meio rural para a formação de professores em educação do campo”, atentamos para o preconceito existente com o caipira, um dos 16 povos tradicionais que compõe o povo brasileiro. Imagem construída de forma pejorativa e que vem se perpetuando ao longo dos tempos associando a imagem do caipira a uma pessoa atrasada, fora do contexto das grandes cidades, pouco pode contribuir para o desenvolvimento e formação de nosso país. Observamos que marcar alguém como atrasado somente pelo fato de ter vindo de outra região, ou por sua fala é um grande massacre, pois, a pessoa acredita que não terá possibilidades. Passa a não ter perspectivas, escolhas. Para tanto, o professor deve ficar atento, deve ter um grande poder de observação e desempenhar o papel de dar voz e vez às diferenças, as minorias; não contribuindo para uma educação reprodutora, mas sim libertadora, democrática, participativa na qual proporciona a formação de uma sociedade crítica e reflexiva.

  20. Guilherme Cortez Ervilha disse:

    Embora tenhamos profundas raízes ligadas a uma denominada cultura caipira reconhecemos que na escola ainda pouco sabemos lidar com preconceitos advindos da convivência entre o homem egresso da área rural e o indivíduo “natural” do meio urbano. O estranhamento/brincadeiras presenciados pelos professores e demais gestores da escola deve ser motivo de debates e reflexões contínuas para que tais comportamentos não desenvolvam o hábito do preconceito e do bullying entre, principalmente, os educandos.
    Aos professores, sobretudo, cabe a responsabilidade de reconhecer que as diferenças culturais existentes entre os alunos é justamente o que possibilitará um ambiente profícuo de aprendizagem e desenvolvimento.

  21. Silvia Aparecida Bedin Camponez disse:

    Na aula de hoje tivemos a oportunidade de refletir, sob o ponto de vista sociológico e educacional a prático do preconceito, principalmente aos caipiras. Por meio do vídeo “O povo brasileiro”, foi apresentado o modo de vida dos caipiras de nossa região. Maneira de um povo viver que produz para si mesmo, não tendo como costume consumista de mercado ou fábricas, em vez desses, eram as feiras e os artesanatos. Talvez por não ser uma cultura dominante, passa a ser reconhecida como menos importante para muitos, surgindo assim o preconceito para com esse povo muito valoroso e merecedor de respeito. De acordo com Vilela, o preconceito se estende até as escolas e, os professores, devem se preparar para combater tal prática, como também, instigar a reflexão sobre o assunto como meio de se reconhecer o valor das diferenças. Saviane acredita que o professor tem um grande potencial para mudar questões negativas da sociedade, como por exemplo a prática do bullying. Contribuindo com esse assunto, a apresentação dos participantes da aula, mostrou grande diversidade de características pessoais e intenções que enriquecerão mais ainda as próximas aulas de sociologia.

  22. Andreza Patricia disse:

    Villela (2014), aponta que o preconceito contra a origem geográfica e de lugar, envolvem as relações entre a educação e o mundo rural, especialmente das comunidades tradicionais denominadas “caipiras”. Pautadas numa sociedade de supervalorização do capital, de divisão de classes sociais e hierarquia; essas perspectivas fortemente difundidas pelos dominantes, fazem com o preconceito tome força contra o aluno de origem rural, classe social, cor da pele, gênero, religião, etc. A escola, principalmente o docente desempenha importante função social, em propor uma educação escolar contra essas formas de preconceito e opressão, desempenhando ações pedagógicas pontuais de valorização cultural, propondo um debate das representações sociais, resgatando os elementos que compõem a cultura caipira e que representam a família brasileira, neste sentido respeito as diversidades socioculturais.

  23. Lyslley Ferreira Dos Santos disse:

    A partir da década de 50 o processo de industrialização subordinou os chamados “caipiras” ao mercado e ao consumo, muitos acabaram migrando para os grandes centros urbanos, sendo marginalizados e caindo no mercado de trabalho informal. Mesmo com o discurso atual pela busca de um modo de vida saudável e a valorização do ecoturismo e lazer rural o preconceito continua sendo vivenciado por essa população, estigmatizados até mesmo no âmbito artístico (cinema, desenhos, HQs, etc.). No ambiente escolar nota-se que as crianças que vivem na área rural sofrem constantemente com o bullying, somado a esse fato podemos citar as deficiências curriculares no que diz respeito a valorização da cultura caipira que poderia contribuir para quebrar esse ciclo do preconceito.

  24. Gabriela Pagani disse:

    A planificação do mundo foi proposta por Thomas Friedman e pode ser evidenciada nos discursos permeados em todas as esferas sociais, essa noção de progresso segue como branca, masculina e adepta ao “amercan way of life”.
    A escola é uma das estruturas em que esse discurso é difundido. No entanto, segundo Saviani, os professores são aqueles profissionais cuja a capacidade de transformação da realidade é latente. Parafraseando Ney Matogrosso cabe a nós “no centro da própria engrenagem
    inventar a contra-mola que resiste”, fazer a resistência frente ao processo de alienação que estimula a padronização das massas. O reconhecimento de quem somos enquanto caipiras é um caminho importante nesse processo.

  25. Cátia Lunardi disse:

    No Brasil percebemos que existe um grande preconceito com a fala do caipira, pois está fora do padrão social linguístico. O preconceito ultrapassa muitas vezes o fator fala estendendo-se ao seu modo de viver. Ao imaginarmos o caipira pensamos em uma pessoa característica de chapéu de palha, bota e roupas remendadas formando o preconceito.
    Essa concepção é errônea porque muitas pessoas de origem caipira acabam negando seus costumes em busca de uma formatação social desejável a qual não sofrerá discriminação. Deveria haver um enriquecimento da cultura, a partir do contato com outras e não sua exclusão. De acordo com o documentário “O Povo Brasileiro” o Brasil era uma unidade cultural evidente. A sociedade industrial mudou essa rotina, mudando o modo de ser, agir e pensar. Diante desta perspectiva, percebemos o importante papel da escola em resgatar essa cultura, valorizando a vivência do aluno ao desenvolver conteúdos curriculares.

  26. Letícia Rarek Conceição disse:

    Acredito que ao se tratar da educação no campo é importante destacar a importância da valorização do meio onde o aluno da área rural está inserido, sendo urgente uma reflexão quanto ao trabalho desenvolvido com essas comunidades. No que se refere ao ensino e aprendizagem, a instituição escolar deveria permear o ensino formal ao meio onde os alunos estão inseridos, o que possibilitaria maior envolvimento e interesse por parte dos alunos. Vale destacar que tal ação não impede a instituição escolar de trabalhar um currículo universal. É preciso repensar as posturas metodológicas, no que refere ao professor e até mesmo ao trabalho da instituição escolar enquanto um todo.
    Ainda, é pertinente destacar que se a instituição escolar não for sensível a esta situação, o preconceito, muitas vezes presente no espaço escolar poderá prevalecer velando o direito do aluno ao crescimento individual e social enquanto sujeito atuante na sociedade.

  27. Josiani Ferreira Creste disse:

    A abordagem deste módulo foi marcada pelos debates a respeito das grandes mudanças ocorridas na sociedade e no mundo do trabalho, bem como na diversidade de etnias e culturas existentes em nossa sociedade.
    O documentário “Brasil Caipira” de Darcy Ribeiro trouxe a cultura caipira, como exemplo de uma das muitas culturas existentes no nosso país levantou a questão do preconceito em relação ao Caipira. Durante as contribuições percebeu-se o que essa cultura está presente na vida dos alunos que estão cursando esta disciplina. Muitos relataram vivencia no meio rural, contato com alunos moradores da zona rural ou atuação profissional em escolas do campo. Foram relatos positivos com ar saudosista. O debate do texto de Vilela, trouxe a problemática do preconceito sofrido pelo caipira, que é visto como o atrasado, inferior ou rústico bem como a falta de materiais didáticos direcionados a esse público com o objetivo de valorizar e fortalecer essa cultura. Assim a escola acaba por reproduzir a sociedade capitalista a qual estamos inseridos que por muitas vezes trata o caipira de maneira pejorativa reforçando o preconceito, a ridicularização e o bullying.

  28. Daniele Cristina Rodrigues Milani disse:

    Na aula, discutimos sobre alguns aspectos da cultura caipira, e que, mesmo com essa riqueza de construção histórica que traz , sofrem preconceitos.
    Um dos aspectos interessantes discutido no filme “o povo brasileiro” era que o “dialeto” utilizado pelas famílias do campo como ”pregunta” e também o r mais acentuado, era a língua culta do século XVII. Fazendo uma análise crítica sobre o que a mídia transmite, é quão depreciativo eles descrevem o caipira, como o personagem Jeca Tatu, representante desta classe tão cheia de riqueza e histórias.

  29. O preconceito pode ser entendido como uma antecipação de uma ideia ou conjunto de ideia que formam uma opinião, sem fundamento lógico ou ético. Está na raíz da diferenciação social quando se verifica nas relações sociais, na exclusão por divergência de crença ou orientação política e na forma de ataques sistemáticos em diversas situações humanas. O termo parte da antecipação de uma ideia ou conjunto de ideias. Enquanto conceituação racial é uma ideia repassada e aplicada nas pessoas de que uma determinada raça, grupo ou etnia é inferior a outra num critério de escalonamento até uma raça citada como superior a todas as demais. No Brasil é algo mascarado pela constante desculpa de não ter nenhuma discriminação, quando um indivíduo é confrontado em atitude preconceituosa, alegando ter amigos negros, gays ou afins. Ë um artifício usado contra pessoas desconhecidas ou estranhas para classificar e diferenciar. Mas é cruel ao estabelecer diferenciação entre seres humanos. O preconceito é uma arma de controle social, deve ser problematizado. E resistido, notadamente no ambiente escolar. Atribuir termos pejorativos é danosa para a formação. Seu uso serve até de justificativa pra ações consideradas negativas pelas concepções de Direitos Humanos, quando se confronta os autores de falas ou ações pautadas em algum tipo de preconceito.

  30. Márcia Fernanda Bizotto Leme disse:

    O preconceito contra caipira não se restringe apenas a fatores linguísticos, estendendo-se a outros tipos de preconceito como social, regional e cultural. É importante mencionar a interface realizado na questão com o bullying escolar, um preconceito doloroso nas instituições escolares, onde se tornam repetitivos , intencionais e não justificados .Tanto na questão caipira quanto no bullying visualizamos vítimas e agressores , onde o padrão de popularidade atual é muito rígida e não podemos reprimir cabe a cada um multiplicar dentro de cada “ território” de cada “nicho” as potencialidades de cada pessoa ,de cada grupo pois onde existe relação humana existe preconceito.

  31. Rodrigo dos Santos Ribeiro disse:

    Os estereótipos criados pela grande mídia, e a personificação presente na literatura, reforçam a “a vida mansa” do caipira, como preguiçoso, nota-se que preconceito não está restrito a escola e sim a uma sociedade que “escolhe” seus conflitos, o papel da mídia não afeta somente o território caipiras, mas outros também, padronizando os indivíduos como magro, inteligente, alto, branco, rico …E entendo a importância do auto estima do individuo, pois se esse adquirirem confiança em suas qualidades e potencialidades, e com estímulos positivos, sejam capaz de romper essas estruturas preconceituosas.

  32. Claudia Pereira de Godoy Zorzetto disse:

    O vídeo “O Povo Brasileiro “de Darcy Ribeiro nos faz refletir sobre a vida dos caipiras, o modo de viver, os costumes, a cultura e que o fato de serem simples e ter uma vida muitas vezes sem luxo, não significa que são inferiores ou atrasados em relação aos que moram na cidade. Tudo que é diferente tende ao preconceito até que se tenha o conhecimento. A questão sobre a educação dos jovens caipiras e o preconceito dos alunos que recebem esses jovens na escola é que o professor é o multiplicador das melhores práticas de se combater essa intolerância valorizando a cultura caipira, o respeito pela natureza , pelas tradições e costumes de um povo.

  33. Barbara Silva Alves de Lima disse:

    A partir de 1950 a estrutura social brasileira passa por profundas transformações com advento da industrializações e a oferta de produtos para o mercado de consumo. No espaço rural, o “avanço” do capitalismo industrial reflete no homem caipira de maneira negativa, atropelando seu tempo de lazer, forçando-o a buscar novas formas de sobrevivência no espaço urbano. O encontro da cultura caipira com a cultura urbana gera conflitos com a caracterização do homem do campo de maneira ofensiva e pejorativa. O papel do professor no combate ao bullying, nos traz a responsabilidade do trabalho de valorização das diferentes formas de cultura, identificando a problemática e agindo intencionalmente na desconstrução do pensamento preconceituoso.

  34. Adaisa Adail Alves Dinalli disse:

    Com a decadência da Paulistânia como centro econômico brasileiro no século XVIII, após o fim da corrida pelo ouro, a categoria “caipira” passa a ter uma conotação jocosa remetendo às pessoas incivilizadas e atrasadas. Com a advento da industrialização e a incipiente tecnologia, notamos que essa categoria passa a ocupar lugares desprestigiados (e não menos importantes) socialmente cumprindo trabalhos como: porteiros, soldados de baixa patente, operários da construção civil etc. Dessa forma, sendo vistos como representantes de uma cultura atrasada, os “caipiras” sofreram (e ainda sofrem) preconceitos de todas as formas: linguístico, de vestimenta, de cultura etc.
    A escola, através do educador, tem a função de compreender essa categoria social em transformação, sensibilizando os alunos para a valorização do multiculturalismo até mesmo como uma manifestação de resistência à cultura hegemônica institucionalizada.

  35. Amanda Bruno disse:

    Durante a aula analisamos diversos conteúdos e um dos temas geradores da aula, foi o preconceito contra a origem geográfica e o preconceito cultural que sofre a figura do “Caipira”. E este sentimento é concebido por uma classe excludente que se julga superior “culta”, simplesmente por morar nos grandes centros urbanos. No vídeo O Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro, entendemos a origem histórica do caipira, que atualmente está em extinção devido ao êxodo rural e ao sistema de comunicação de massa que cria uma sociedade de consumo alçando padrões inatingíveis de vida. Refletimos também sobre as implicações dessa discriminação no contexto escolar, como os educandos advindos do meio rural são estigmatizados, desdenhados e sofrem com as “brincadeiras” preconceituosas chamadas de Bullying, advindas do modo característico de viver e falar do “Caipira” e os reflexos negativos que elas causam na vida escolar e pessoal desta classe social inferiorizada. Um dos dados que mais me despertou interesse no texto de Villela, foi o fato de que existe uma defasagem educacional significativa para a população que reside em áreas rurais em relação às pessoas que residem nas áreas urbanas. Acredito que uma das causas desconexão da teoria –prática– teoria como propõe Saviani em sua obra.

  36. Letícia Nogueira Gomes disse:

    O Brasil é um país com muitas miscigenações, e ainda sim é um país muito preconceituoso. O preconceito gira em torno dos negros, homossexuais, transexuais, pobres, migrantes nordestinos. Existe também o preconceito à estatura física, se a pessoa é magra demais, gorda demais, baixo demais ou alto demais. Em nossos debates em sala de aula conversamos sobre o preconceito contra o povo caipira, um povo que é discriminado pela sociedade moderna por causa de sua cultura, características (roupas, sotaque, …). E, se o preconceito é algo errado, por que essa prática continua sendo tão comum? Existem muitas formas de conscientização (campanhas, palestras, protestos) contra essa prática, mas mesmo com tudo isto, muitas pessoas não se constrangem com esse ato tão discriminante, talvez seja por que estamos inseridos em uma sociedade muito individualista, ou seja, só nos manifestamos quando essas práticas acontecem com nós ou com pessoas próximas a nós, caso contrário, isso não nos afeta, se torna natural.

  37. Andréa Qader disse:

    Faz parte da natureza humana rejeitar o que desconhece. Assim acontece com a figura do caipira, que na verdade nada tem a ver com a imagem folclórica que nos é passada pela mídia ou sociedade capitalista. O caipira é um ser humano simples, dotado de ricas experiências de vida, de luta e conquistas. Sabe, como ninguém, que ritmo acelerado não combina com qualidade de vida e que riquezas materiais não garantem felicidade. Ser caipira não significa ser brega. Cabe aos profissionais da educação e a toda a sociedade desfazer essa relação que foi erroneamente estabelecida. Ser caipira é ser do campo. É valorizar a terra e toda a abundância que só ela proporciona. O antropólogo Darcy Ribeiro, a partir do documentário “Povo Brasileiro”, direciona nosso olhar para esse aspecto “sagrado” do ser caipira e nos convida a uma reflexão sobre sua importância, seu valor e sua cultura.

  38. Rodrigo Gonçalves Vieira Marques disse:

    A sociedade e a escola passaram por momentos de denuncia sobre o seu papel de manutenção da classe dominante, Bourdieu e outros autores colaboraram para entendem o processo existente de exploração. Porém, apenas identificar essa situação não proporciona mudanças, a escola pode ser um dos elementos de transformação social e não apenas de mudança, se sua intencionalidade pedagógica proporcionar aos seus alunos essa visão crítica de uma “nova sociedade”.
    O caipira é constantemente desvalorizado em nossa sociedade, o professor e a escola seja do campo ou não, deve problematizar a diferenças culturais em sua construção histórica e evidenciar o respeito e valorização das mulheres e homens do campo, pois a sua forma de vida possui tradições únicas que não devem ser desvalorizadas pela comparação ao mundo neoliberal e sim entendidas pelo seu viés cultural e histórico, as mulheres e homens do campo são desvalorizados por não caminhar na unificação cultural proposta pelo modelo capitalista, devemos pensar na valorização reflexiva do outro!

  39. Décio Dantas disse:

    O ensino de sociologia na Educação Básica contribui com a formação do estudante. A abordagem sociológica forma o indivíduo para entender : a cultura local e universal.
    O ‘pré-conceito’ contra os Caipiras é o resultado de uma sociedade brasileira que nega a sua História. Infelizmente, o UFANISMO ingênuo de alguns de nosso personagens “intelectuais” têm levado ao apagamento do ETOS Caipira. O ensino intencional de Sociologia é um dos caminhos para recuperar valores importantíssimos desta importante célula do DNA brasileiro, a qual não deve ser inferiorizada.

  40. Edir Neves Barboza disse:

    A aula nos proporcionou debater questões relevantes para pensarmos a complexidade da sociedade brasileira. Nas terras brasileiras, temos um povo miscigenado e, por isso mesmo, com uma gigantesca diversidade de costumes, modos de vida, religião, etnias, cor de pele, tipo físico, diversas orientações sexuais o que resulta em culturas diversificadas. E quando pensamos a escola nos deparamos com toda essa riqueza, mas acabamos sendo orientados por um modelo perverso a enquadrar toda essa riqueza de diversidade dentro de um padrão fundamentado numa sociedade patriarcal que valoriza o homem branco e rico. Assim, emerge uma ideia de homogeneização, e ganha força os preconceitos diversos que chega ao ponto de matar o ser humano pelo simples fato dele ser diferente daquele padrão estabelecido. Tristes tempos, esses que vivemos em pleno século XXI, que desvaloriza o ser em detrimento do ter.

  41. Daniela R. V. Foschi disse:

    Caipira é um termo de origem Tupi, que designa desde os tempos coloniais brasileiros os moradores da roça, é referido com mais frequência a populações do interior dos estados.
    Autores, cartunistas, pintores entre outros criaram personagens caipiras retratando essa cultura como é o caso de Amácio Mazzaropi, cineasta, inspirado pelo caipira branco cria o Jeca, Maurício de Souza, cartunista, cria Chico Bento representando o confronto da cultura caipira com a urbanização do Brasil, entre outros.
    A palavra Caipira diante de tanta riqueza cultura é usada nos dias de hoje no sentido pejorativo e jocoso manifestando o preconceito.
    E esse preconceito não somente na linguagem, está presente na educação.
    A culpa de todo esse preconceito seria o desenvolvimento?
    Como citado no documentário O Povo Brasileiro – Darcy Ribeiro. “O desenvolvimento está fazendo a reinvenção do mundo. E nós temos que reinventar o Brasil que nós queremos! “.

  42. VALÉRIA CRISTINA BRUMATI DUGAUCH disse:

    Suposição, estereótipo, preconceito, discriminação. Muitas vezes vemos esses termos sendo empregados como sinônimos, mas me perguntei se seriam. O que encontrei? Suposição: hipótese, ponto de vista, ideia, opinião, formada sem comprovação. Estereótipo: generalizações sobre o comportamento ou características das pessoas. Impressão sobre a aparência, roupas, comportamentos, cultura, pressupostos, rótulos muitas vezes pejorativos. Preconceito, opinião, sentimento concebido sem exame crítico, juízo preconcebido, sentimento hostil, perante pessoas, culturas, religiões, lugares, tradições. Discriminação: distinguir, separar, segregar, por à parte, exclusão.
    Não são sinônimas, mas estão intimamente relacionadas. A discriminação tem sua gênese nas suposições que se transformam em estereótipos e estes em preconceitos. Vejo isto muito claro quando a pessoas de outros países se pergunta o que conhecem do Brasil e a resposta é invariavelmente: carnaval, Pelé. Suposições que levam à construção de estereótipo do brasileiro: aquele que só samba, é festivo, alegre, com muitas mulatas sensuais, objeto do desejo, futebol. Por conta deste estereótipo cria-se o preconceito e a discriminação em relação ao brasileiro. O brasileiro dá um jeitinho em tudo, não é batalhador, é carnaval o ano inteiro. E aí vem “tinha que ser brasileiro”.
    Processo idêntico acontece entre os brasileiros, apesar do que assistimos no documentário de Darcy Ribeiro, O Povo Brasileiro e da grande diversidade que vemos a todo instante, aquela figura que “foge do padrão”, em relação a qualquer aspecto da vida sofre preconceito e é discriminado. Aí já estou falando do racismo, da xenofobia, da misoginia, misandria, do preconceito e da discriminação em relação idoso, aos que falam, vivem de modo e forma diferente, do qual o “caipira” é figura emblemática e da qual falamos e discutimos no primeiro dia de estudo dentro da disciplina Fundamentos do Ensino de Sociologia: Escola, Sociedade e Estado na Modernidade.

  43. Izabella Godiano Siqueira disse:

    O preconceito caipira não se refere apenas a fatores linguísticos, mas a outros tipos de preconceitos, como: social, regional e cultural. O vídeo ” O Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro, nos faz refletir sobre o modo de viver, os costumes, a cultura dos caipiras, em que por serem simples não são inferiores. Segundo Villela, existe uma defasagem educacional significativa para a população que reside em áreas rurais em relações as pessoas que residem nas áreas urbanas. Portanto, a aula nos proporcionou debater e repensar sobre as questões relevantes da complexa sociedade brasileira.

  44. Karina M. T da Cunha disse:

    A diversidade cultural da qual provém a sociedade brasileira nos coloca como um país riquíssimo em seus costumes e culturas, porém, sufocados pela hegemonia capitalista que valoriza o consumo. Assim, a essência desta vasta cultura diversificada fica sempre em segundo plano e o que se conhece é o que pode dar lucro. A educação, por sua vez, atendendo aos requisitos do mercado, corrobora para essa desvalorização cultural, reforça os estereótipos, mostrando só uma face do que realmente seja estes segmentos culturais e sociais, tão ricos e tão marginalizados.

  45. Paulo garbelotto disse:

    A Reestruturação do Trabalho, palavra esta mais usada entre o campo sociológico, no entanto, sendo claro e objetivo, é a passagem de uma determinada forma de trabalho a outra, ou seja, tomemos como exemplo o Fordismo para o Pós-Fordismo. É a partir dessa interação que se dá uma nova reconfiguração da sociedade vigente. Com isso, debruçou-se a conhecer alguns comentários breves que perpassam pelos livros, O Mundo é Plano e sua antítese, O Mundo não é Plano, sendo a cultura algo que o sujeito cria a partir de sua intervenção no meio, portanto, determinado da sua relação com o trabalho, assim, a cultura também está em processo de remodelagem todo instante, um exemplo pontual é a cultura caipira, visto que caiu em desuso, algo retrógrado e já não de bom grado entre o projeto hegemônico vigente.

  46. Ainda temos muito, a saber, e caminhar. Os estudos debatidos e socializados no encontro de hoje nos coloca a questão reflexiva da “Sociedade e o preconceito”, levando ao bulling intencional e não intencional. Cruel realidade! Leva-nos a conjecturar o massacre ao qual é submetido à pessoa denominada “Caipira” tão comum entre a nação brasileira, povo conhecido pela diversidade cultural. Questão a qual alcançasse nível que se sobrepõe a pessoa, levando-a a acreditar que é aquilo pelo qual é agravado. Contrapor esta hegemonia torna-se essencial aos educadores. Como formadores, replicar a marginalidade destes. Considerando mandatória tal educação como processo de transformação da sociedade.

  47. Sociologia na educação foram as reflexões no debate hoje. Discutimos sobre as ações do Estado, como oferecem condições precárias para o bom desempenho do trabalho docente aos discentes. A Educação hegemônica promovendo retrocesso em todo o processo de formação educacional brasileira, somente em 2008 o currículo foi contemplado com a Sociologia. Abordamos a educação concebida como direito real de todos , da melhor qualidade oferecido pelo Estado, e quanto aos educadores uma prática transformadora.

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