Módulo 2 – Fundamentos do Ensino de Sociologia

On julho 8, 2017, in EduCoop, by Fábio Fernandes Villela

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Querid@s Alun@s, bom dia! Tudo bem?

Esta é a área para a postagem do módulo 2 da disciplina Fundamentos do Ensino de Sociologia. Esse módulo abordou questões relativas ao papel do Estado e a educação, a questão escolar e a hegemonia como relação pedagógica. Faça um texto, de no máximo dois parágrafos, a partir do debate realizado em sala de aula. Bom trabalho! Prof. Fábio Fernandes Villela.

46 Comentários “Módulo 2 – Fundamentos do Ensino de Sociologia”

  1. Lyslley Ferreira Dos Santos disse:

    Foi apresentado o filme São Maximiliano Maria Kolbe: Mártir da Caridade, discutindo a história de vida do padre franciscano Maximiliano Kolbe, que é condenado a morte por inanição em um campo de concentração nazista, após dar a vida por outro prisioneiro. Bauman então discute o racismo no contexto da sociedade alemã, onde os judeus eram vistos como vermes, sendo assim, deveriam ser extintos. De acordo com o autor, antes do racismo ser político, ele é ideológico.

  2. Silvania Gallo Andreazi disse:

    Houve discussões sobre as ações do Estado que não oferece condições básicas para se desenvolver um bom trabalho junto aos alunos, e muitas vezes, as decisões impostas pelo Estado, vêm acompanhadas de falta de estrutura para executar o que é imposto, como o caso do relato das escolas estaduais de período integral, da reforma do Ensino Médio, alterações essas que afetam diretamente os profissionais da educação e esses não tem voz nas decisões. Sobre a questão da hegemonia, debateu-se sobre a questão da hegemonia da educação, durante todo o histórico brasileiro, sendo pontuada como “nunca foi boa”, pois inicialmente era exclusiva para uma parcela restrita da população, posteriormente a os interesses do governo ditador predominou sobre as instituições, interrompendo todo o processo de formação de professores e de cidadãos, ressaltando que a sociologia apenas entrou no currículo escolar a partir de 2008. Foi importante a participação do aluno sobre a responsabilidade, a ética e o comprometimento de quem trabalha na educação, como agente transformador para quebrar esse estigma de educação de qualidade para poucos e não como direito de todos, o que deveria ser assegurado pelo Estado.

  3. Silvia Aparecida Bedin Camponez disse:

    Olá pessoal, durante a aula de hoje refletimos sobre o ensino e a presença da Sociologia na educação. HANDFAS E MAÇAIARA, apontam certa dificuldade em encontrar embasamento teórico para tratar o estado da arte da produção científica sobre o ensino de Sociologia. Existe um certo dilema se a disciplina permanece ou não no currículo do Ensino Médio e, não é de hoje a problemática em trabalhar as questões sociais na escola. Na época da Ditadura, muitos educadores, como Paulo Freire, foram presos apenas por alfabetizar jovens e adultos. Nos textos de PILETTE E PRAXEDES, percebe-se a presença da hegemonia à frente da educação e aponta a escola como reprodutora da classe dominante. Deixa entender que a estrutura acaba determinando a vida das pessoas. Também nos textos de CARNOY percebe ainda que a hegemonia na história da educação, vem de longa data e a sociedade parece passiva aceitando as propostas, sejam quais forem. Em Edmundo Dias aponta que todos têm capacidade de refletir, ter consciência para si. Aponta um certo fetichismo no produto, mercadoria, não apontando o valor real, há um apagamento de todo o trabalho que envolveu o desenvolvimento do produto. No texto de Villela, a reflexão sobre a rurbanização e o papel do professor para aqueles que vivem em situação de risco e a grande colaboração da educação para a proposta de transformação da realidade. Tivemos a oportunidade de conhecer um trabalho de inteligência coletiva por meio do uso da tecnologia no ensino e na aprendizagem. O blog intitulado Mutirão da Sociologia, segue ideais dos Parâmetros Curriculares Nacionais e pertence a um outro grande projeto. Foi discutido também na aula o texto de BAUMAN, Modernidade, racismo e extermínio, que apontou essa grande e antiga questão que se perpetua até hoje, embora tanta conscientização já ser tratada na sociedade. Percebe-se também, por meio da literatura, o preconceito por parte de Monteiro Lobato. Assim, percebe-se a responsabilidade dos professores em saber discutir com seus alunos para que não fiquem entendendo como tudo normal e agir com atitudes individualistas. Por fim, FRIEDMAN, em o mundo-não plano, apresenta as contradições de uma sociedade globalizada que permite, além de toda inovação tecnológica a vida de milhares de pessoas à margem da sociedade. Vivendo em condições de caos, sem água potável, sem conhecer banheiro e cama, e, nem saber usá-los. Fica a questão inquietante: como o desenvolvimento consegue ajudar pessoas que já estão harmoniosamente vivendo e nada muda para aqueles que vivem na miséria

  4. Aline Cristina Pedrozo Pereira disse:

    Das reflexões e dos estudos realizados em aula destaca-se o papel do Estado e da Educação sob a visão de Bourdieu e Althusser que apresentam a escola, a igreja, as mídias e outras instituições sociais que também contribuem na formação do ser humano como aparelhos ideológicos de Estado os quais disseminam e reproduzem as ideologias e estruturas dominantes. Althusser assinala que é quase heróico a superação dessa situação que é determinada socialmente e historicamente, porém Bourdieu traz como diferencial o conceito de habitus, que são os saberes e práticas que interiorizamos não só na escola como na família, igreja, espaços sociais, os quais podem trazer a reprodução e instaurar ainda mais essa massificação ou podem reestruturar essa situação de alienação se trabalhados de forma reflexiva e crítica.
    Nas discussões também foi possível verificar que Bauman assinala esse poder do Estado como instrumento de repressão e dominação ideológica e afirma que as classes dominadas (subalternas) são moldadas para uma sociedade “perfeita”, que é o grande anseio do mundo moderno, mas perfeita enquanto legitimação da hegemonia já determinada, incluindo classes, raças, economia, etc. Dessa forma cabe a classe dominada, e dentro dela a escola e os professores enquanto intelectuais, refletirem mais sobre essa dominação e se organizarem para combatê-la, pois à medida que a sociedade foi perdendo poder de organização, aumentou ainda mais essa estratificação e as desigualdades: economicas, sociais, intelectuais.

  5. Josiani Ferreira Creste disse:

    Das reflexões e dos estudos realizados no dia de hoje destaca-se o papel do Estado e da Educação sob a visão de Bourdieu e Althusser apresentam o Aparelho Ideológico do Estado (AIE) responsável por disseminar os interesses da sociedade capitalista reproduzindo suas ideologias e estruturas dominantes. O AIE – Escola contribui na reprodução das relações sociais de produção capitalista. Althusser destaca a superação dessa situação como um ato quase heroico, enquanto Bourdieu aponta que os saberes e práticas que interiorizamos tanto podem reforçar ainda mais essa massificação como também podem reestruturar essa alienação se trabalhados de forma reflexiva e crítica. Refletimos sobre a questão dos intelectuais e a organização da cultura na perspectiva de Gramsci, a divisão do trabalho na escola e a triste constatação de que o papel ocupado pelo professor, quando comparado a divisão do trabalho na fábrica, é a do trabalho manual quando este deveria ocupar/desenvolver o trabalho intelectual.
    Nas discussões também foi possível dialogar sobre poder exercido pelo estado sob a classe dominada e quão importante é o da escola na superação desta dominação.

  6. Daniele Cristina Rodrigues Milani disse:

    Dando sequência as aulas, hoje o texto de Bauman relatava sobre o racismo pela visão de Adolf Stöcker, Dietrich Eckart, Alfred Rosenberg. Gregor Strasser, Joseph Goebbels e outros praticantes nazistas, que acreditavam na Hegemonia. Para eles os judeus eram fungos que transmitiam doenças e que era um favor a todas as nações o que eles estavam fazendo: o extermínio.
    E quem iria se opor a esta decisão? Pois quem ajudassem a esse povo perseguido era tratado como judeus, o medo era gerado constantemente pela exibição de poder.
    E isso não está extinto, ainda há reflexos destes pensamentos nos dias atuais, porém sobre outros cenários,
    O texto me fez refletir sobre uma outra ótica: se os Judeus eram considerados uma espécie inferior, a ponto que a solução seria seu extermínio, como que eles se viam diante dessa injuria racial, já que o discurso nazista era tão persuasivo a ponto de inflamar toda uma nação, o que os próprios judeus pensavam deles mesmo?

  7. Reinaldo Donizete de Oliveira disse:

    Hegemonia, poder, comando do Estado na Escola Pública. Diretrizes, projetos, currículos e regras ditadas pelo poder que rege e abarca as escolas. Aparentemente nada de anormal, se quem estiver na cúpula governamental dirigir o Estado de fato representado o povo, exercendo o poder emanado pelo povo através de eleições dignas, claras e coerentes. Infelizmente nosso País está carente dessa representatividade desejada e almejada, e de direito, inclusive. Os comandantes, os hegemônicos, que atendem a interesses diversos, exceto aqueles para qual foram eleitos, fizeram das escolas, ou de boa parte delas, mais um ambiente de movimento de massas, de agrupamento de pessoas que se acostumaram a ter, sem opção de escolha, o ócio educacional. A ideia é permanecer na escola por volta de 11 anos e de lá sair sem o conhecimento necessário e ideal a um cidadão de fato e de direito. A cada geração, a cada eleição, estamos cada vez mais “reféns” desse “poder” que não nos representa. É claro que existe opção. Esse ambiente (http://www.mutiraodesociologia.com.br) é a prova viva de que podemos promover mudanças. São lentas e ainda pequenas em relação à população, mas são pertinentes, significantes e transformadoras.

  8. Karina Silva disse:

    Como discutimos em sala de aula, nos falta consciência sobre as classes para nos livramos de uma hegemonia burguesa. Atualmente a mídia forma mais que a escola, e assim toda a capacidade de reflexão é negada aos nossos alunos. Devido a inúmeros impasses que citamos durante a disciplina, muitas vezes não conseguimos nos sobressair como gostaríamos, mas a maior subversão que nós, enquanto professores na sala de aula, podemos fazer é ensinar o conteúdo das disciplinas que ministramos competentemente, pois há várias iniciativas políticas que parecem ir contra os professores, para que possamos exercer nossa profissão de formal ideal. Mas não podemos ensinar esses conteúdos sem levar em conta as contradições pelas quais eles se desenvolvem e os componentes sociais, o racismo e a intolerância são uma delas. Por isso é na escola que precisamos tomar como compromisso os ideais de transformação. É nela também onde ocorrem grandes conflitos, onde devemos levantar questões críticas e problematizar a economia e a política atuais, por exemplo. O capitalismo faz com que todos esses conflitos e essa hegemonia seja algo natural, e isso passa a não nos afetar e consequentemente não assumimos a luta pela transformação.

  9. Mariana Cristina Lopes disse:

    Os aparelhos ideológicos do Estado (família, escola, igreja, meios de comunicação, dentre outros), são os suportes do Estado para manipular, doutrinar e alienar os indivíduos, com a intenção de perpetuar os interesses das classes dominantes (para a manutenção do capitalismo). Além disso, o cotidiano, o fluxo intenso de informações descontextualizadas e a fetichismo alienam o individuo de tal forma que eles não têm tempo de refletir sobre sua própria realidade.

    Achei interessante a reflexão sobre o processo de naturalização do preconceito e da violência. Como pontuado por alguns colegas da turma, tal fato pode estar colaborando para o aumento no número de adolescentes que estão se aproximando e utilizando argumentos a favor da ditadura, nazismo e fascismo. Isso é preocupante, pois temos uma geração se identificando com os períodos mais sangrentos, perversos e cruéis da história mundial.

  10. Andreza Patricia Balbino Cezário disse:

    No início da aula, tivemos a oportunidade de compreender o termo Rurbanização, com os estudos de Villela, que se refere a integração entre o espaço urbano e rural, e as adaptações à essa nova realidade, considerando uma abordagem educativa que dialoga com essas mudanças rurais e urbanas, por meio de um Blog, intitulado Mutirão da Sociologia, que foi desenvolvido como recurso didático e ferramenta de ensino de sociologia, compondo os modos de socialização, pela educação e tecnologia. As apresentações das leituras dirigidas, representaram importantes momentos de análise e discussão dos estudos de Althusser, sobre ideologia e educação, onde a escola representa um dos aparelhos ideológicos do Estado, totalmente reprodutivista das relações sociais de produção. Esta concepção, permite fundamentar as análises sobre qual seria o papel fundamental da educação? Que a ausência de uma organização estrutural, acaba por comprometer realmente os avanços na educação escolar. Os estudos de Bourdieu, apresentam a reprodução social e a educação, mas apontam o habitus, conjunto de saberes e práticas interiorizados como uma possibilidade para os indivíduos acrescentarem elementos novos à sua experiência. O vídeo Maximiliano Kolbe, Mártir da caridade, e o texto de Bauman – Modernidade, racismo e extermínio, serviram de base para as análises sobre o papel da educação e o compromisso dos educadores frente a essas abordagens, como são trabalhadas ou não, qual o referencial teórico apresentado para os alunos? O poder de persuasão da mídia e das classes dominantes.

  11. Andressa Pichinini disse:

    O debate da aula de hoje nos faz questionar: “Quais possibilidades são ofertadas no ambiente escolar para que, o aluno saia da situação de reprodução e assim possa evoluir excedendo ao patamar de alienação?”
    Surge então o apontamento de que, em muitas situações, o ambiente escolar, não traz uma prática transformadora e acaba realizando uma trajetória de segregação do indivíduo diante da sociedade e preparação para o mercado de trabalho.
    Agrega-se à essa discussão, as práticas hegemônicas e preconceituosas que se fortalecendo a partir da alienação, opressão e naturalização dos fatos que são “jogados” sob uma perspectiva distorcida e que potencializa as intenções do propagador. Diante disso, no ambiente escolar, surge o fato de que, a instituição acaba perdendo seu papel social de formação e transformação do cidadão crítico, visto que, devido o fácil acesso, crianças e jovens passam a ser doutrinadas por “rasas” informações midiáticas carregadas de intencionalidades políticas.

  12. Paula Cristina Constantino Santos disse:

    Durante a aula discutimos sobre a escola como aparelho ideológico do estado que reproduz o que acontece na sociedade, de como vivemos uma hegemonia e muitos veem isso como natural. Falamos sobre a ausência de uma organização estrutural, e que isso compromete os avanços na educação escolar. Também discutimos como a mídia está educando mais do que as escolas e que em uma sociedade onde muitos têm acesso ao grande fluxo de informação é valorizado mais a quantidade do que a qualidade, se sabe de muito, mas se entende pouco sobre o assunto, e é de suma importância ter um espaço na escola para debates, sei que existem várias políticas públicas que vai contra esse tipo de ensino, mas é necessário formar alunos críticos, reflexivos e que tenham conhecimentos.

  13. Cássia Ap. M. Oliveira disse:

    A aula de hoje trouxe reflexões muito interessantes, iniciando pelas discussões acerca da expansão da sociologia, enquanto disciplina e como área de conhecimento articuladas a outras áreas. Após, foram levantadas questões sobre a sociologia e a educação, observando criticamente as ideologias postas pelo estado na escola pública, de forma estruturalista, para atender a organização social pretendida. Neste campo das ideologias, Freedmam foi citado como controverso em suas premissas e Bordieu e Althusser colaboraram para as reflexões sobre as condições de alienação, muitas vezes reproduzidas pela escola, com poucas possibilidades de mudanças nas condições objetivas. Eles criticam as ideologias dominantes, sendo que de forma mais específica Bourdieu traz o conceito de habitus, para situar o sujeito nos espaço de aprendizagem, a partir de sua bagagem nas relações com o meio em que vive. Com isso, a discussão tomou como eixo o papel da escola, dos professores e os interesses ideológicos de um estado equivocado.
    Seguindo as práticas reflexivas, levantou-se questões em relação às mudanças ocorridas nos últimos anos, com a globalização e suas consequências para a modernidade, chamado por Baumam de “modernidade liquida”, uma referência às mudanças rápidas e imprevisíveis. Foram relacionadas estas mudanças no âmbito da escola como efeito desta globalização e com isso uma overdose de informações aos alunos, dos quais mostram-se confusos frente à tantas informações. Enfim, muito se discutiu sobre as desigualdades que sempre existiram e no âmbito escolar, a falta de políticas públicas que pensem em atender à todos com a equiparação de direitos e as práticas pedagógicas que nem sempre afetam os alunos para uma consciência maior sobre seu pertencimentos social. E como uma indagação diante das discussões foi pensar em como a escola deve se reinventar para atender uma reorganização social que ao mesmo tempo que modeliza os indivíduos, desperta-os para questionar seu estado ideológico?

  14. Deivide Telles de Lima disse:

    As ricas reflexões e debates do encontro de hoje, ampliaram as conexões emancipatórias do pensamento crítico. Nesse sentido, com base nas contribuições dos autores propostos, nas análises e debates suscitados dentro de uma ótica sociológica, corroborou plenamente para nossas intervenções na prática docente contribuindo assim, com a hipótese do fetichismo da honestidade, com a hegemonia do equilíbrio e com a ideologia de Poliana.

  15. Cristiane Andreazza de Oliveira disse:

    Durante a aula de hoje debateu-se sobre a necessidade de um campo específico para o desenvolvimento da sociologia, ou sua especialização, refinando esse conhecimento em diferentes áreas, nessa mesma perspectiva denota-se que a sociologia da educação não é tão desenvolvida, e destaca sua grande importância para compreender os movimentos que ocorrem na sociedade e interferem diretamente a formação dos alunos nas escolas, assim, travou-se uma grande luta para inseri-la nas escolas de ensino médio. Piletti e Praxedes, apontam que por conta de uma ideologia dominante dentro da escola, mesmo identificando o capital cultural dos alunos, a ela, só resta o papel de reproduzir os mecanismos do sistema no qual esta inserido. Nesse sentido denota-se a importância do papel do professor. O debate a respeito das colocações do texto Friedman, acrescenta que até que ponto as novas tecnologias do mundo globalizado estão acentuando as desigualdades existentes, tratando da questão da esperança, e que igualdade não será para todos, devido a escassez de energia no planeta. Bauman, com o texto Modernidade e o Holocausto trouxe espanto diante de uma discussão, onde nossos alunos, mesmo vivendo em uma sociedade pluralista como a nossa, o encantamento de nossos alunos nos dias hoje, pela ditadura Militar e governos como de Hitler. Por fim discutiu-se sobre o estado como instrumento da classe dominante se beneficiando a cada dia do enfraquecimento das massas e favorecendo a desarticulação das organizações, colocando o capitalismo como algo natural.

  16. Patrícia Elisabeth Ferreira disse:

    As discussões em relação ao papel do Estado são de grande importância vistos os entraves encontrados em nossa sociedade e, sobretudo, na educação. O desenvolvimento da sociedade está em declínio e parece que este não é para todos, pois os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres ficam à mercê deste processo de crescimento. Apenas uma pequena minoria da população marginalizada consegue se esquivar e mudar este paradigma imposto pela sociedade, afinal, o mundo não é plano (FRIEDMAN).
    A Educação, por sua vez, tenta sobreviver a esse cenário de indiferenças e muitas vezes caminha sozinha e sem os aparatos essenciais para seu sucesso. As decisões impostas pelo Estado massacram a educação e não é pensado em políticas públicas necessárias para o fortalecimento das bases e consolidação de ações eficazes. A escola disputa espaço com a mídia na tentativa de exercer seu papel de conscientização e combate à alienação, propondo a reflexão e o senso crítico. Neste sentido, a sociologia ganha destaque na formação de nossos educandos no sentido de contribuir com questões de análise da sociedade em que vivemos e que sociedade desejamos. A hegemonia não pode ser vista como algo natural e que não nos afeta. É necessário posicionamento frente aos acontecimentos, capaz de romper barreiras e lutar por uma transformação social.

  17. Letícia Nogueira Gomes disse:

    A sociedade contemporânea está caraterizada pela globalização, com novas estruturas de comunicação em massa, e em razão da tecnologia e das facilidades que ela traz, os receptores dessas informações se tornam cada vez mais alienados, reproduzem discursos universais. Este novo modelo de sociedade, abre perspectiva para um raciocínio complexo, as mídias têm influenciado os alunos, mais que a sala de aula. Sabemos que existe a necessidade de investimentos público, precisamos que as Políticas Públicas assumam a educação como uma política de Estado. Mas, as mudanças na educação podem ocorrer desde a questão salarial, melhor infraestrutura, mas tudo isso de nada adiantará, pois, o grande investimento tem que ser no professor.

  18. Leandro Oliveira da Cruz Siqueira disse:

    A Escola tem um objetivo, reproduzir a realidade vigente, e o Estado subsidia essa reprodução pois ele é a representação da estratificação social pois nos encontramos vivendo sobre um Estado Burguês. A escola busca a hegemonia e tem a proteção do Estado para isso, “legitimando” a reprodução do sistema capitalista, tornando a escola um local excludente, repressor e silenciador.

  19. Naiara Martins da Silva Siqueira disse:

    Através das discussões feitas em aula sobre Estado, ideologia e educação foi possível ampliar o olhar e reconectar os pontos a cerca de como a estrutura da sociedade capitalista regida pelo aparelho ideológico do Estado (que e burguês) replica e perpetua a ideologia da classe dominante nas escolas.
    Um dos questionamentos feitos em aula que muito me chama atenção, gira em torno do que é produção da escola e o que é reprodução?
    Visto que estamos inseridos neste sistema capitalista, elitista e excludente, qual seria a função social da escola?
    Contudo, o que pode nos orientar em relação a prática e atuação docente é a intenção na educação, com o objetivo de formar o aluno consciente de si e crítico com relação a sociedade.

  20. Roseli Aparecida perina Sola disse:

    As discussões do dia 11 foram riquíssimas com “embates” que permearam o ensino da sociologia da educação, na educação básica em que os autores Handfas, Maiçara discorrem sobre a dificuldade de estudos teóricos produzidos nesse campo e como a sociologia é trabalhada em nossas escolas. Com Piletti refletimos a educação enquanto reprodução da ideologia da classe dominante e o papel da sociologia no universo escolar contribuindo para que o professor perceba que a sociedade está na escola representada pelos alunos com todos os problemas inerentes a ela e como trabalhar com essa realidade propiciando ao jovem uma reflexão crítica. Discutimos a questão do racismo com Bauman que parece ser constante e universal dos agrupamentos humanos e que apresenta diálogos atualizados de acordo com a modernidade. Entre outros pontos polêmicos discutidos, vimos experiências no campo da educação como processo de transformação da sociedade com a utilização da tecnologia enquanto recurso didático e ferramenta de ensino em comunidades de risco como a experiência do blog de aula apresentada pelo professor.

  21. Cátia Lunardi disse:

    Ao pensarmos em escola imaginamos uma instituição de educação que deve trabalhar com conteúdos e avaliações em suas diferentes disciplinas curriculares. Porém, não podemos esquecer que a escola deve considerar dentro de uma perspectiva epistemológica as relações de vivência dos alunos no dia a dia e sua interação com a sociedade, em que, oportunidades de vida digna não são para todos.
    Temos que analisar e considerar todo o contexto que o educando está inserido, pois do que valerá a escola se esta não permitir ao aprendiz perceber o mundo como fonte de oportunidade para todos. Devemos motivar os alunos a aprenderem os conteúdos, porém temos que contribuir em sua formação ética, onde os mesmos possam se colocar e solidarizar com o outro.

  22. Letícia Rarek Conceição disse:

    A aula abordou algumas questões em relação ao Estado, Sociedade e Educação ao qual tem efetiva participação na formação do indivíduo. Ficou explícito nas discussões que o Estado por meio do poder ideológico age em todos os setores afetando diretamente a Educação, ao qual consegue impor seus objetivos quanto á formação do indivíduo. Também foi elencada o papel do docente em meio ao sistema ideológico do Estado, no que refere à educação nacional. Um outro ponto destacado no encontro foi a postura do homem em meio à sociedade capitalista burguesa, sendo claro que há uma divisão de classes ao qual uma é a burguesia dominante e a outra a classe dominada formada pela maioria da população proletariada.

  23. Marcia Fernanda Bizotto Leme disse:

    Houve grandes reflexões acerca do papel do Estado e da Educação com contribuições importantíssimas de Bourdieu e Althusser com teorias críticas. A abordagem sobre o papel da escola cada vez mais repressiva e discriminatória e um espaço de reprodução das desigualdades. Posteriormente trabalhamos o conceito de Rurbanização de Fábio Villela onde há grandes transformações rurais /urbanas formando uma espécie de “conurbação” desses territórios. A expansão da Sociologia e sua valorização como disciplina apresentou destaque já que vem contribuindo intensamente para desenvolvimento de habilidades e competências para que o aluno possa com maior excelência ser o protagonista na sociedade atual.

  24. Rodrigo dos Santos Ribeiro disse:

    Os debates foram valiosos onde o grupo realizou reflexões sobre o conceito de Rurbanização de Fábio Villela onde esse espaço rural ganha características produtivas mais organizadas. As análises das Teorias Reprodutivistas e a Escola enquanto Aparelho de Ideologia do Estado (Bourdieu e Althusser) e o papel da marginalidade. A primeira na reprodução de classes e reforçando o sistema capitalista e a outra com grupos pequenos de alunos que quando chegam ao final da escolarização se tornam agentes da exploração .Foi socializado o artigo de pesquisa de Anita Handfas e Julia Polessa Maçaira sobre a procura crescente em Pós Graduação em Sociologia da Educação pelos alunos de Sociologia devido a dificuldade de articular conceitos sociológicos com os objetos de pesquisa .

  25. Guilherme Cortez Ervilha disse:

    Os dois principais pontos que marcaram a discussão na aula foram a questão dos Aparelhos Ideológicos do Estado: segundo Althusser, argumentado que a igreja, escola, família, por exemplo, exercem um poder muito grande enquanto meios de manter o poder de uma classe dominante, e sendo a escola um desses AIE, estaria nela um local de produção e reprodução da ideologia da classe dominante.
    Já para Bourdieu o individuo antes de chegar a escola já possui saberes preexistentes. Para Bouirdieu seria possível romper a estrutura existente pois a partir de seu conjunto de saberes e somados com os apresentados pela escola haveria possibilidade da resolução de problemas.

  26. Claudia Pereira de Godoy Zorzetto disse:

    No dia de hoje destacamos o papel do Estado e da Educação. A questão do Estado como instrumento da classe dominante onde as classes mais enfraquecidas e menos intelectual são dominadas pelos mais intelectuais. Gramsci mostra a importância dos intelectuais e seu papel de educador e dirigente dentro da sociedade capitalista. A ideologia dominante sempre se mantém no topo. Os intelectuais, responsáveis pela elaboração da ideologia dominante, pelas funções de hegemonia social e do governo político. Para exercer essa hegemonia eles se utilizam dos chamados AIE – aparelhos ideológicos do estado – escola, igreja e imprensa, e através do AIE difundir determinados concepções de mundo obtendo o consenso da sociedade. Assistimos o filme sobre Maximiliano Kolbe, Mártir da Caridade, onde um padre é condenado a morte em um campo de concentração nazista. Foi discutido o texto de Bauman, Modernidade, racismo e extermínio – abordando sobre o racismo e como os judeus eram vistos na sociedade alemã.

  27. Ana Lydia Sant`Anna Perrone disse:

    Hoje fizemos uma abordagem sobre a produção científica sobre o ensino da Sociologia na educação, a partir do artigo que apresentou a análise dessas produções de 1993 a 2012, discutimos sobre suas tendências e evoluções. Em outro momento, destacamos as teorias de Bordieu e Althusser o que nos levou a discussão de temas relevantes e questionamentos frente às problemáticas da escola inserida no aparelho do Estado, sobre a doutrinação que ainda ocorre neste espaço escolar, o que nos fez refletir sobre ao trabalho do professor e sua importância na promoção de transformação do indivíduo, na possibilidade de a partir de sua mediação, o despertar de um pensamento crítico. Além disso, destacamos o poder da mídia e sua capacidade de controle na sociedade.

  28. Amanda Bruno disse:

    Nos ensinamentos deste Módulo, iniciamos com a retomada do Módulo 1, sobre o termo Rurbanização, que se define como uma mistura entre rural e urbano a volta e valorização de algumas atividades para o meio rural.
    Outra proposição de reflexão através do filme São Maximiliano Maria Kolbe: Mártir da Caridade, em seguida associado ao texto de BAUMAN, Z. (Modernidade, racismo e extermínio) MODERNIDADE E HOLOCAUSTRO. Estes nos trouxeram os horrores do Nazismo. Em uma das análises, entendemos que antes do racismo ser político, ele é ideológico, a heterofobia, palavra por mim desconhecida até o momento, e ela se manifesta atualmente nos diferentes aspectos culturais. Contudo os genocídios modernos, são fruto de projetos conscientes, como foi a Ditatura Militar no Brasil, que atualmente é almejada por uma parcela da população que analisa somente os aspectos “positivos” (como a economia e a ausência de violência) esquecendo -se, “talvez porque não foi vivenciado” os fatores negativos desta barbárie.
    Outra discussão de suma importância foi a de que todos tenham acesso há uma educação de qualidade, e esta não seja exclusiva de uma pequena esfera da sociedade logo o Estado não disponibiliza condições básicas para se desenvolver um bom trabalho, e muitas vezes, as decisões, projetos, propostas, prescritas pelo Estado, vem descontextualizadas do contexto escolar, as vezes sem a mínima estrutura e suporte para executa –lo.

  29. Gabriela Pagani disse:

    A escola atual é um instrumento das classes dominantes e como tal exerce um papel social de reprodução do status quo, reproduz a ordem vigente e propaga a perigosa ideia de mundo planificado, hegemônico. Cabe ao professor enquanto trabalhador proletarizado exercer a resistência e propor mudanças. A trajetória do ensino de sociologia no currículo demonstra essa luta de forças no campo conceitual da organização do ensino básico.

  30. Andréa Qader disse:

    Nossa prática é orientada a partir de uma ideologia. Assim sendo, qual ideologia fundamenta a postura do Estado frente a uma sociedade nitidamente desigual em direitos e deveres, em oportunidades e adversidades, em êxitos e fracassos, sonhos e desilusões? Quais seriam os mecanismos escancarados ou discretos dos quais o poder lança mão para alimentar uma hegemonia constante e perversa? A escola tem sido fator de mobilidade social ou de conservação social?

    Bordieu – sociólogo francês – propõe o estudo da ação pedagógica na busca do desvelamento de mecanismos ocultos de imposição da dominação simbólica que reforçam a hierarquia da ordem social.

    Apesar da tão conturbada busca pelas verdades e pseudoverdades, incansáveis que somos, pesquisamos e refletimos para tentarmos compreender e colaborar com nossa atuação consciente e eficiente ao educarmos para a vida, afinal, “Ninguém no mundo pode mudar a verdade. O que podemos fazer é procurá-la e servi-la quando a tenhamos encontrado” – São Maximiliano Kolbe , mártir.

  31. Barbara Silva Alves de Lima disse:

    As reflexões feitas a partir da leitura dos textos de Althusser e Bourdieu, destacou o fato de entendermos a escola como um ambiente de “influências” diretas e indiretas. Dentro das inúmeras colocações e questionamentos feitas em aula, a contribuição que me chamou a atenção foi tentar compreender o papel da escola na resistência a reprodução social, mesmo sendo parte de uma sociedade classista, refletindo suas inúmeras realidades.

  32. O papel do Estado na educação, a função da escola como local próprio para a atividade escolar e espaço privilegiado para problematizar questões atuais. Um dos pontos foi a convergência de situações que envolvem Maximiliano Maria, frade franciscano morto no campo de Auschwitz. O que suscita a sempre premente pergunta: “Como um povo civilizado pode incorrer numa barbaridade tamanha, a de conceber a morte sistemática de populações inteiras?” Gramsci ao analisar a formação cultural da intelectualidade em vários países aponta que a Alemanha criou uma ideologia supernacional, universalista. Essa concepção de mundo engendrou a ideia de um pangermanismo que mais tarde foi motivador de uma política de exppansão dentro da Europa; na manutenção de uma chamado espaço vital. Onde esperava congregar os povos germânicos e garantir a eles um local seguro de prosperidade econômica. Havia um monopólio político dos nobres na atividade industrial, observado nas primeiras páginas do Livro “Intelectuais e a organização da cultura.” Esse conceito recai sobre o papel da academia que permitiu numa atividade mediocre a expansão de conceitos nada universalistas, daí a propagação do ideia social-democrata que engendra o partido de orientação nazi-facista. Nesse contexto combater fora do campo de atuação das minorias envolvidas pelo holocausto é dever dos pensadores na atualidade, ainda se vê o uso da suástica nazista em escolas, faculdades e muros públicos e os defensores da social-democracia e supremacia racial aparecem como elementos de congregação de grupos que se aproveitam da fragilidade de instituições democráticas para expor sua agenda. Enquanto está acontecendo o curso no banheiro da Unesp de Bauru um dos reservados guarda uma suástica nazista. Apesar de um recado deixado por algum aluno que contraria e tenta indicar a fraqueza desse conceito. Um conceito contrário ao Estado democrático de direito e contra as minorias que tem nesse Estado seu suporte de segurança.

  33. Rodrigo Gonçalves Vieira Marques disse:

    O Estado “democrático de direito” existe apenas nos discursos da burguesia, quando temos uma sociedade com direitos para pequenos grupos deixamos de pensar no bem comum de todos. O Estado que nada mais é do que as pessoas que buscam mantem o poder para poucos, utiliza da repressão ideológica que culpabiliza o invidio por escolhas excludentes da sociedade e até mesmo repressões explicitas, como o exemplo dos exércitos durante a ditadura militar e mais recentemente os militares oprimindo as manifestações dos trabalhadores. Incoerência do militar não ter a consciência que ele também faz parte da classe trabalhadora e deveria lutar para o fim da sociedade de classes.

  34. Luciane Fernandes disse:

    Os textos apresentados no módulo 2, assim como o vídeo sobre Maximiliano Kolbe, contribuíram para refletir sobre o papel do Estado na Educação. A história de Maximiliano, padre franciscano que morreu no Campo de Concentração de Auschiwitz trouxe a tona o questionamento de como pôde ocorrer tamanha crueldade durante o holocausto nazista? Como pode haver preconceitos, sedimentação de ideias fazendo com que as pessoas acreditassem na existência de um mundo plano? Na frase de Hitler – “O povo alemão é um só corpo, mas sua integridade está ameaçada. Para manter a saúde do povo, é preciso curar o corpo infectado de parasitas”- percebemos a confecção deste mundo plano (um só corpo). Esta ideologia foi aplicada às bases da sociedade utilizando-se de vários meios entre eles propagandas e a escola. Cartazes mostrando crianças e jovens felizes carregando símbolos nazistas eram distribuídos por todo o território. A escola também se tornou palco para a cristalização dos princípios nazistas, foi veículo importante para caracterizar a ideia da necessidade da conquista do “espaço vital”. Em vários momentos da história da humanidade percebemos que a escola foi utilizada para garantir a manutenção do poder. Garantir a manutenção das estruturas. Escola, família e igreja são apontadas como aparelhos ideológicos do Estado, onde representa e perpetua a ideologia da classe dominante. Diante as ideias discutidas em sala surgiram vários outros questionamentos: O mundo realmente é plano? É interesse de quem a idealização de um mundo plano? A escola do século XXI também contribui para esta idealização de um mundo plano? Realmente queremos um mundo plano? Nós contribuímos para a perpetuação deste “mundo plano”? Com certeza o mundo não é plano …

  35. Décio Dantas disse:

    As teorias sobre a formação e constituição do Estado conduzem a reflexões sobre o papel social deste, ao qual surge para gerir os conflitos entre as classes. A literatura aponta que nestes embates, apenas uma classe tem seus interesses atendidos, O debate deste módulo evidenciou que na esteira dos séculos a mesma classe (Burguesa) tem perpetuado-se na constituição do Estado propagando e defendendo os interesses de uma minoria.
    Mas como estes interesses são propagados e defendidos? As vozes teóricas historicamente acumuladas mostram que estes interesses são propagados e defendidos pelos aparelhos do Estado.
    Aparelhos do Estado: aparelho repressivo (leis, juízes, policiais), aparelhos ideológicos (Igreja, Família, Escolas, Empresas).

  36. Edir Neves Barboza disse:

    Os textos debatidos no segundo modulo, nos permitiu compreender e analisar o espaço escolar como Aparelho Ideológico do Estado, segundo Althusser a escola cumpre a função de reproduzir a manutenção da ideologia da classe dominante. Bourdieu, outro autor que que busca compreender a função da instituição escolar, aponta que a escola também colabora na manutenção das desigualdade social. Para esses autores, a escola é um espaço que não contribui para a mudança da ordem social. Assim, não há mobilidade social e o modo de produção capitalista dente a se manter como ordem vigente.

  37. Mateus Henrique Turini disse:

    Rurbanização. Este é o novo termo que caracteriza uma nova categoria sociológica para entender a atual interação do campo e da cidade. Após o campo sofrer com os fluxos de êxodo rural, atualmente há um novo movimento de migração, mas desta vez de volta para o campo. E com certeza, o contato com o meio urbano traz agora novas marcas para o meio rural, pautadas na interação com as novas tecnologias e modernidades tecnológicas. Assim, a luta pela valorização do campo se reconfigura com a presença dos traços do meio urbano a se apresenta como uma mescla destes dois estilos de vida, o que justifica o termo rurbano. As peculiaridades do campo ainda existem: crianças que acordam as 5 da manhã para irem à escola, com pouca interação dos recursos tecnológicos urbanos, com realidades laborais completamente únicas, e estas singularidades adentram o campo das reflexões sobre a escola e a educação escolar. Mas ainda temos que considerar que há um desiquilíbrio de forças, pautado na luta de classes e atendimento de interesses de uma determinada hegemonia. Valorizar a cultura do campo e as peculiaridades já citadas acima torna-se uma forma de resistência e instrumento de luta destas imposições dominantes.

  38. VALÉRIA CRISTINA BRUMATI DUGAUCH disse:

    Assim que li o título do livro O Mundo é Plano, me perguntei o que o autor estava querendo dizer. Já o subtítulo (cap 8), O Mundo não é Plano. Afinal, é plano ou não é plano? Para Friedman o mundo está se achatando, tornando plano no sentido que as distâncias diminuíram, a evolução da tecnologia da informação e comunicação tem tornado o mundo mais democrático e também defende que as condições vividas pelas populações no planeta são cada vez mais parecidas. Mais democrático para quem cara pálida? A população mundial é de aproximadamente de 7,5 bilhões de pessoas, das quais 740milhoes estão desnutridas, 610 milhões sem acesso à água potável e em torno de 30mil morrem de fome por dia. Desta perspectiva o mundo está longe de ser plano. Isto é o que nos mostram Jamil Chade e Juca Varella no livro O Mundo não é Plano: A Tragédia Silenciosa de 1 Bilhão de Famintos, onde escrevem sobre a situação da Etiópia. Percorreram 1,5 mil quilômetros pelo interior da Etiópia, que é dos mais pobres do mundo.

  39. Izabella Godiano Siqueira disse:

    Na aula de hoje, as reflexões e estudos realizados, destacou-se o papel do Estado e da Educação sob a visão de Bourdieu e Althusser em que mostram o AIE, Aparelho Ideológico do Estado, que é responsável por acabar com os interesses da sociedade capitalista para reproduzir suas ideologias e estruturas dominantes. Foi apresentado o filme São Maxiliano Maria Kolbe: Martin da caridade, que conta a vida do padre Franciscano Maximiliano Kolbe, que morreu por inanição no campo de concentração Nazista, após dar a vida para um prisioneiro. Contudo Bauman, discute o racismo na sociedade Alemã, em que Judeus são considerados vermes. Isso nos faz refletir sobre o poder exercido pelo estado sob a classe dominada e como é importante o papel da escola para ocorrer a superação desta dominação.

  40. Daniela R. V. Foschi disse:

    Hoje iniciamos a aula conhecendo sobre Rurbanização como sendo o relacionamento constante entre o rural e o urbano.
    Assistimos ao filme da história de vida de São Maximiliano Maria Kolbe um padre que doa sua vida por outro em um campo de concentração Nazista.
    Em seguida iniciamos um debate sobre as condições básicas para um trabalho ideal na educação e o poder do Estado perante ela.
    Debatemos também a relação da influência da mídia na educação e a questão da valorização da quantidade de informação e não a qualidade dessas informações.

  41. Adaisa Adail Alves Dinalli disse:

    A partir das discussões desse módulo, verificamos que nenhuma ação educadora ocorre sem intencionalidade. Ainda que o educador não perceba, ainda que ele esteja distante do seu processo criativo executando o trabalho pedagógico, existe uma intencionalidade na sua ação. Intencionalidade essa programa e justificada pelo poder ideológico do Estado travestido de diversas fomas: modelos de escolas copiadas de países e Estados que “deram certo”, conteúdo programático copiado desconectado da realidade da qual está inserido etc. Então, a Sociologia, enquanto disciplina foi refém dessas ideologias sendo ora implantada ora subtraída da escola pública. Para discutir esse aspecto dos aparelhos ideológicos do Estado, vimos as teorias de Althusser e Bordieu e suas contraposições elencadas por Saviani designando aqueles de “críticos reprodutivistas”.

  42. Adriana Cristina Mercante Silva disse:

    Nesse módulo a discussão foi sobre a intencionalidade da ação educativa, e o quanto o professor pode ter uma postura de colaborar com uma escola reprodutivista ou, por meio de sua “zona de autonomia”, ter ações mais voltadas para que o aluno se torne crítico e consciente da sociedade em que está inserido. No entanto, foi trazido para a discussão a questão de que a escola não pode ser a única responsável pela tomada de consciência do aluno, visto que outras instâncias, ou aparelhos ideológicos, são também presentes na sociedade, como a família, a igreja, mas hoje também a mídia, que se coloca nesse papel de “informar” e “educar”, sempre com intenções que são focadas no marketing e nos interesses das classes dominantes. Foi importante, também, a discussão sobre o processo de naturalização do preconceito e da violência, processo tão presente na atual sociedade, e do qual poucos se dão conta, sendo a educação (escola) um lugar em que se pode encontrar espaço para questionar e modificar essa realidade.

  43. Karina M. T da Cunha disse:

    Atualmente, a escola pública têm feito diversas campanhas para que a sociedade apoie a implementação de um modelo de ensino que, nas entrelinhas, é estritamente um preparo para atender o mercado de trabalho no quesito mão-de-obra barata. Não se abre espaço para questionamentos, para discussões sociais e políticas, essa gestão democrática tão falada aos quatro ventos é mais uma falácia para tentar acalmar questionamentos, enfim, a premissa de que a educação atende ao chamado capitalista do Estado persiste e têm sido duradoura, muito embora existam discussões e pedagogias que tem tentado, ao longo do tempo, transformar e reconstruir a educação, num sentido de possibilitar maior autonomia ao educando. A diversidade cultural, racial e social, devendo ser sempre consideradas mas com a intenção de união e igualdade, pois se complementam.

  44. Paulo garbelotto disse:

    O Estado sendo um reprodutor dos ideias burguês e utilizado por eles para a perpetuação de sua hegemonia, fica claro nesse ínterim que a Educação é uma aparelho domesticador das classes subalternas vigente. A educação é produzida apenas para reproduzir a desigualdade de classes em uma forma de normalidade, ou seja, faz uso da ideologia para introjetar nos sujeitos o pensamento normal e condicionante da classe que faz parte.
    Em contraposição, a Educação como lutas de Classes também pode ser um grande instrumento de mudança da realidade, por fazer oposição a esse Estado opressor, mas, tudo depende da função do professor e seu olhar perante a educação..

  45. Sociologia na educação foram as reflexões no debate hoje. Discutimos sobre as ações do Estado, como oferecem condições precárias para o bom desempenho do trabalho docente aos discentes. A Educação hegemônica promovendo retrocesso em todo o processo de formação educacional brasileira, somente em 2008 o currículo foi contemplado com a Sociologia. Abordamos a educação concebida como direito real de todos , da melhor qualidade oferecido pelo Estado, e quanto aos educadores uma prática transformadora.

  46. Isabel Campos disse:

    Dentro das instituições há uma ideologia que certamente é disseminada, impedir essa dissipação nos parece inevitável, mas ter consciência disso, saber como o “jogo é jogado” e não ser ingênuo frente às tentativas de manipulação é o que pode nos impedir de sermos marionetes guiadas por aqueles que detêm o poder. Não existem verdades absolutas e sim pontos de vista, que variam de acordo com o ângulo. Nada é isento de interesse, ter um olhar atento, poder enxergar o que está escrito nas entrelinhas e identificar os beneficiários de cada ação ou princípio pode ser emancipador.

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