Módulo 3 – Fundamentos do Ensino de Sociologia

On julho 8, 2017, in EduCoop, by Fábio Fernandes Villela

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Querid@s Alun@s, bom dia! Tudo bem?

Esta é a área para a postagem do módulo 3 da disciplina Fundamentos do Ensino de Sociologia. Esse módulo abordou questões relativas a escola, a sociedade e o Estado, especialmente relacionados a Rússia e China. Faça uma reflexão, a partir dos textos discutidos em sala de aula, sobre a organização do trabalho pedagógico por projetos de trabalho. Bom trabalho! Prof. Fábio Fernandes Villela.

 

47 Comentários “Módulo 3 – Fundamentos do Ensino de Sociologia”

  1. Aline Cristina Pedrozo Pereira disse:

    Os textos do módulo 3 possibilitaram uma discussão bastante complexa e ao mesmo tempo polêmica. As proposições dos autores como superação do modo capitalista, nos textos de Bambirra como também em Mészarós vem enfatizar a necessidade da coletividade, da união e organização disciplinada, das classes trabalhadoras para que consigamos sair dessa situação de dominação e gerar mudanças concretas. Infelizmente, o que falta,em todos os setores e meios, é essa coletividade e união. Quando Bambirra apresenta o reino da liberdade, também enfatiza a necessidade de alianças sólidas, afirmando que somente assim podemos chegar a esse reino que traz uma sociedade superior, sem classes, sem exploradores e explorados, sem interesses antagônicos, sem diferença entre rural e urbano, sem um Estado controlador. Numa forma mais prática, Mészarós também aborda a mudança do sistema capitalista por meio de uma formação do indivíduo nas relações sociais e nas próprias classes, pois dentro da própria classe é preciso ter uma conscientização da sua própria situação, lutar contra a hegemonia que também existe dentro dessa própria classe e, assim, transcender a classe. A visão do todo e dos objetivos concretos é muito importante e necessária para organizar as formas de intervenção. Algumas experiências do socialismo na Rússia mostrou algumas falhas de organização, não muito firme e estruturada, que culminou em regressões como o fato da burocratização dos conselhos de sovietes citados no texto.
    Em Saviani, na Teoria Histórico Crítica, enfatiza-se essa necessidade de instrumentalização dos dominados para que consigamos mudanças. O trabalho com projetos foi apresentado como um meio bastante interessante de ensinar o aluno a buscar a visão do todo e do trabalho coletivo com um objetivo de transformação objetiva. No texto de Marsiglia vimos a apresentação de uma forma de trabalho nessa perspectiva que pode ser feita desde a Educação Infantil. Gasparin, também nessa perspectiva, apresenta o trabalho com projetos como um meio de proporcionar esse conhecimento crítico dos alunos, trazendo os 5 passos propostos por Saviani: 1º – ponto de partida e prática social; 2º – problematização da prática social; 3º – Instrumentalização; 4º – catarse;
    5º – Ponto de chegada – Prática social final. Analisando também alguns modelos de projeto de trabalho realizados pelos alunos do profº Fábio Vilella do curso de Pedagogia da Unesp de São José do Rio Preto, entendemos melhor a utilização da dialética do conhecimento entre o que o aluno já traz de conhecimento sobre o tema de ensino e por meio de problematizações e da instrumentalização chega a compreensão (catarse) e volta a prática social agora transformada, modificada. É preciso enfatizar que esse projeto precisa ser planejado, organizado e visar a transformação não só em caráter de conhecimento, mas também de ação.

  2. Silvania Gallo Andreazi disse:

    Foram discutidos vários assuntos relacionados à escola, à sociedade e ao Estado, entre esses destaco a relação feita de que a sala de aula é uma reprodução do que acontece na sociedade, mas não sendo apenas como reprodutora da sociedade, e sim, segundo Saviani, como transformadora das relações sociais. Destaca-se a importância da consciência do docente sobre os contrastes dos alunos e do comprometimento da escola no sentido de a elevar o nível intelectual dos trabalhadores.
    A relação do Estado com a educação é marcante no texto sobre os fundamentos da pedagogia histórico crítica, segundo as perspectivas de Engels e Marx, o trabalho é essencial ao homem, sendo a educação um bem não material e faz apontamentos sobre o atual sistema, pois o trabalho perde o sentido humanizador, criando-se condição para a alienação. No capitalismo a escola é um instrumento para adaptar o sujeito à sociedade da qual faz parte, não sendo do interesse do Estado a formação de intelectuais, pois a partir de um conhecimento histórico adquirido, seria possível a organização social que tem como consequência a diminuição do poder de controle do Estado , conforme os exemplos da Rússia e da China.

  3. Daniele Cristina Rodrigues Milani disse:

    Na aula de hoje discutimos mais uma vez a grande influência do capitalismo na sociedade, como a burguesia criando mecanismos para que os proletariados não vejam quão dominados são, exigindo assim a necessidade de transformações e de resistência dos alienados dessa classes dominada.
    Um ponto que os textos aponta é que essa transformação pode se dar através da formação do indivíduo.
    Foi muito falado sobre os projetos de trabalho numa visão histórico-crítico de Saviani e seus 5 passos citado por Gasparin, o que poderia ser uma saída, porém, concordo com Matheus Turini, aluno e sociólogo da turma, que há um distanciamento entre a realidade da escola e as Universidades para dar base aos professores no contexto real.

  4. Andreza Patricia Balbino Cezário disse:

    Na aula de hoje, tivemos a oportunidade de analisar e refletir sobre a origem histórica da Pedagogia Histórico Crítica, elaborada por Dermeval Saviani, partindo das análises dos estudos sobre as Pedagogias (Tradicional, Nova e Tecnicista) e sobre os autores sociológicos das teorias Crítica Reprodutivistas, como Althusser e Bordieu, estes não sinalizavam possibilidades de mudanças, neste sentido Saviani, elaborou a PHC na perspectiva das contribuições de Marx e de todo o materialismo histórico. Temos que considerar o seu potencial contra o rebaixamento escolar, resgatando a função do professor. No meu entendimento uma conquista, devido a pouco ou quase inexistência de produções em defesa do educador. Na organização do trabalho pedagógico, sistematiza e reelabora com criticidade um método composto por 5 passos, sugestão do trabalho com Projeto, na conquista pelo aluno dos conhecimentos históricos. Este último, um dos desafios da escola, será que temos trabalhado com base na PHC, ou pela pedagogia libertadora de Freire, ou outra pedagogia para que os alunos se apoderem destes conhecimentos? Será que temos mediado nossas aulas para compreensão e o desvendar das condições impostas pelos dominantes dos modos de produção, avanços tecnológicos, impactos sociais e atuação do Estado? Ou como refletimos em sala de aula, que não somente função escolar, pois a escola está posta dentro de contexto de maior complexidade.

  5. Cássia Ap. M. Oliveira disse:

    O dia de hoje começou com o documentário “BREVE HISTORICO DAS IDEIAS PEDAGÓGICAS NO BRASIL”, de Dermeval Saviani, como mobilizador para a discussão sobre as teorias pedagógicas fazendo um percurso entre as teorias reprodutivistas e não reprodutivistas
    Saviani colocou que a construção da teoria da pedagogia histórico-crítica foi a partir da década de 60 com questionamentos sobre como colaborar com o professor na organização da prática com visão crítica buscando a participação de todos. Colocou também sobre os passos propostos nesta teoria, tendo como prática social como ponto de partida e chegada. As discussões foram conduzidas pelo viés dos projetos de trabalhos apresentados pelo professor Fábio, na busca de uma visão da práxis pedagógica neste contexto teórico. A partir desta teoria e do olhar sobre a influência do capitalismo e do materialismo dialético, as discussões foram acirradas, na medida em que foram levantados os pontos, sobre a forma e os conteúdos a serem apresentados na escola e como isso afeta a reorganização social, pensando na escola como meio de reprodução ou não. Foi importante o olhar das diversas áreas sobre a função da escola, professor e em que contexto devemos pensar a educação.
    Todas estas questões foram relacionadas ou foram resultados de discussões maiores sobre as relações das classes trabalhadoras e as classes dominantes, tendo como um dos autores, Mészarós abordando as mudanças e organizações no sistema capitalista e como os indivíduos são condicionados neste processo. Foi importante observar as relações de produção e a escola neste processo, levantando indagações como para onde caminhamos, como pensar numa sociedade emancipada, como pensar numa escola que leve em conta as diversas condições objetivas, como pensar no professor, no contexto da formação inicial e continuada, das propostas curriculares e do seu papel em afetar o processo de ensino e aprendizagem.

  6. Barbara Silva Alves de Lima disse:

    As leituras de hoje nos proporcionou grande reflexão sobre nossas práticas, trazendo questionamentos sobre a forma como são abordados os conteúdos escolares. A perspectiva da Pedagogia Histórico-Crítica nos possibilita um caminho para trabalharmos, a partir dos cinco passos apresentados: Prática Social, Problematização, Instrumentalização, Catarse e Prática Social novamente (mas de maneira reconfigurada). Os projetos de trabalho se mostram como uma possibilidade concreta de transformação, na medida em que o aluno tem a chance de se apropriar dos “conteúdos clássicos”, buscando a superação de sua realidade.

  7. Guilherme Cortez Ervilha disse:

    Ao apresentar a síntese histórica de Dermeval Saviani em uma aula expositiva e depois complementar com o vídeo Breve História das ideias Pedagógicas no Brasil, o Prof. Fábio deixou claro o papel desse grande educador que é Saviani e como a estruturação da Pedagogia histórico-crítica contribuiu para a educação Brasileira. Pensar em um método para resolver a problemática da educação foi uma resposta para os teóricos das teorias crítico-reprodutivistas que não propunham caminhos, apenas identificavam “problemas”. Ao se apropriar de métodos já existentes, criticar, superar e incorporar as questões pertinentes passando à frente suas conquistas, Saviani provava que o método que desenvolveu não era estático e sim dinâmico. Exemplo disso são os cinco passos propostos por ele.
    Observou-se nos debates de hoje o quanto dos elementos presentes nos textos estudados ainda estão por serem digeridos e levados à catarse (segundo Saviani) por nós professores [intelectuais] (como colocado por Gramsci no texto 11).
    Um questionamento que foi levantado durantes as apresentações de hoje foi a de quem seria responsável pela transformação do indivíduo?
    Complemento essa indagação: seríamos nós ou nossos alunos?

  8. Gabriela Pagani disse:

    O papel da teoria crítica da educação é lutar contra a marginalidade por meio da escola. Isso significa que os profissionais envolvidos nesse processo precisam engajar-se no esforço para garantir aos futuros trabalhadores um ensino das melhor qualidade possível nas condições históricas atuais e evitar que ela seja manipulada pelo interesse das classes dominantes.
    Segundo Dermeval Saviani ainda que a pedagogia crítica também defenda a análise do conhecimento prévio do estudante como ponto de partida para a ação pedagógica a intenção dessa ação não é tecnicista, concepção centrada na eficiência e produtividade, mas sim na emancipação humana. Rompe o ser em si, perpetuador do status quo, e parte para o ser para-si, transformador da realidade na qual está inserido.
    Considera que professor e alunos estão inseridos na mesma realidade, mas em posições diferentes.
    Não basta criticar a ideologia dominante, é necessário propor ações e teorias pedagógicas que auxiliem a emancipação do trabalho do professor e consequentemente a desalienação do estudante.

  9. Lyslley Ferreira Dos Santos disse:

    Na aula de hoje foi discutido o processo de reestruturação da educação em Cuba e URSS, frente a chamada Pedagogia do Trabalho. Para a experiência Cubana foram apresentados alguns aspectos da Tese de Pós-Doutorado do Prof. Dr. Fábio Villela, a luz dos estudos de Salinas e Segre para a educação do campo em Cuba. A experiência cubana procurou realizar forte investimento na educação com o objetivo de preparar as novas gerações para que atuem como homens plenos. O caso da União Soviética foi analisado a partir dos estudos de Freitas, que logo no início procura contextualizar o período estudado com o objetivo de impedir ao leitor aderir incondicionalmente as ideias de Pitrak ou recusá-la incondicionalmente, tendo em vista seus erros. A reconstrução da escola soviética se baseou nas categorias atualidade, auto-gestão e trabalho a partir do ensino por complexos, que apresentou erros e acertos durante o período. Alguns aspectos dessa experiência podem ser observados no Instituto de Educação Josué de Castro em Veranópolis-RS.

  10. Cátia Lunardi disse:

    A Pedagogia Histórico Crítica tem em vista o referencial teórico-metodológico do materialismo histórico-dialético, onde Saviani aponta os procedimentos que constituem o recurso pedagógico. A PHC parte da prática social onde estão inseridos alunos e professores, o segundo passo seria a problematização dessa prática social, o terceiro passo a instrumentalização, o quarto a catarse que é o momento em que os educandos aprendem de maneira efetiva os instrumentos disponibilizados no processo de ensino, tornando-se base para uma nova prática social. A catarse se mostra como ponto fundamental da PHC, pois nesta passagem o aluno não apenas entende o mundo, mas mostra novas situações para desenvolver ações que transformem a prática social.

  11. Letícia Rarek Conceição disse:

    Os textos discutidos abarcaram o papel da Sociedade, Estado e Educação sendo explícito que existe uma máquina ideológica promovida pela classe dominante. O Estado no status classe dominante determina implicitamente qual caminho a sociedade deverá e poderá percorrer. Neste meio, a educação é o caminho que melhor atende aos objetivos reprodutores da classe dominante.
    Logo, o professor Dermeval Saviani após anos de pesquisa propõe um trabalho pedagógico por projetos de trabalho que abarca a prática de desenvolvimento do pensamento crítico a partir do meio ao qual o aluno está inserido, podendo rebater e promover a formação de uma sociedade mais crítica.
    Sendo assim, a Pedagogia Histórico Crítica busca alinhavar o conhecimento intelectual ao social, por meio de uma metodologia sequencial ao qual parte do social e após a intervenção teórica retorna para o social visando a transformação da sociedade.

  12. Reinaldo Donizete de Oliveira disse:

    De várias considerações que podem ser feitas uma delas é a relação da escola com o trabalho, entendendo o trabalho como a dignificação do homem. Entendo também esse modelo escolar como um dos mais contextualizados possíveis, pois vincula a escola ao dia a dia do aluno. Tem-se aí a escola com um dos seus papeis fundamentais que é fornecer ao aluno informações, oportunidades, vivência e participação comunitária que alicerça o mesmo para uma vida consciente em sociedade.

  13. Andressa Calvo ichinini disse:

    As discussões do terceiro módulo nos leva a refletir e viajar sobre a educação comparada onde perpassamos pelos modelos de Educação Cubano e Chinês em sua época de reconstrução diante do analfabetismo.
    Nesses locais, foi possível observar a desconstrução do sistema tradicional sob uma perspectiva menos burguesa e arquiteto-pedagógica, visando a formação de homens plenos, ou seja, o desenvolvimento em sua totalidade. Pra isso, tinham a visão da criação de um sistema adequado, ambiente favorável com todo suporte estrutural e didático, aliando educação e igualdade sob a perspectiva da educação a serviço da sociedade na qual fazia a junção do intelectual com o manual trazendo para dentro do ambiente escolar (pedagogia do trabalho).
    Na China também se observa a superação da divisão do trabalho manual do intelectual, para uma educação além da escola, com a participação de todos e para todos (educação de massa).

  14. Rodrigo dos Santos Ribeiro disse:

    A exposição do trabalho do Prof. Fábio Villela, Homens plenos, sem enigmas, trouxe uma reflexão, principalmente sobres os desafios da educação e trabalho na América latina nos dias atuais, uma ótima proposta seria revisitar experiências já vividas pela educação, o que permite uma comparação, e iria auxiliar a compreensão dos desafios da formação das crianças e jovens do campo. “Transforma – se ao homem e com ele se transformará a arquitetura” (Guerra 1981), destacando essa formação Omnilateral. Outra reflexão que me chamou a atenção, foi a diferença elucidada e esclarecida pelo professor sobre a educação do campo, educação no campo, e educação rural, respectivamente, o pensar dentro do campo para o campo ( movimento educação do campo), pensamento e ações fora do campo para o campo e existência das escolas rurais no campo.

  15. Márcia Fernanda Bizotto Leme disse:

    Em relação à Pedagogia Histórico-Crítica de Saviani entendemos a questão: Histórica- nesta perspectiva a educação também interfere sobre a sociedade, podendo contribuir para a sua transformação. Crítica- consciência da determinação exercida pela sociedade sobre a educação. Alguns passos são fundamentais para o desenvolvimento do aluno A Prática Social; Problematização; Instrumentalização; Catarse e Prática Social. Esse método estimula a ação do professor, a interação dos alunos entre si e com o professor. Já que essa nova Pedagogia “oferece” espaços eficazes para professor e aluno e torna a aprendizagem significativa, por que ainda encontramos tantas dificuldades/resistência em aplicá-la? Posteriormente as reflexões foram em relação à reestruturação da educação na antiga URSS onde esta tinha plena convicção que iria ter seus objetivos alcançados a partir da revolução, onde o sistema educacional deveria transmitir os conhecimentos que foram ao longo da história acumulados pela humanidade e a prática teria que estar atrelada à teoria para uma formação plena, harmoniosa omnilateral do homem. A construção dessa nova sociedade implicava que ela fosse feita “de baixo para cima”, para isso a valorização do trabalho foi fundamental bem como as formas de organização.

  16. Paula Cristina Constantino Santos disse:

    Na aula de hoje estudamos algumas experiências da organização da Educação na União Soviética no período da revolução socialista. Nessa época as escolas deveriam se transformação em uma “nova escola”, onde seriam guiadas pelos princípios básicos da escola única do trabalho. Abordamos experiências como as “Escolas-Comunas”, que seguiam os ideais de Marx e Lenin, sobre a necessidade de combinar o ensino com o trabalho produtivo. Pois, nos países capitalistas as escolas valorizam apenas a formação das crianças burguesas e afundam na miséria a escola do povo. Para a burguesia há a necessidade de se manter a atual forma de poder no mundo. O papel da escola nas iniciativas experimentais na antiga URSS era formar lutadores e construtores, lutar em defesa do que já havia sido conquistado e construtores dos novos ideais socialistas. Outros conceitos abordados na aula foi o de “trabalho socialmente útil”, que seria o elo perdido entre teoria e prática, e o de “complexo de estudos”, que foi uma proposta de se estudar a natureza e a sociedade em conexão com o trabalho.

  17. Patrícia Elisabeth Ferreira disse:

    Nossa discussão esteve pautada na teoria da pedagogia histórico-crítica, onde fez-se um panorama de sua criação e nos princípios que está fundamentada, principalmente no que diz respeito a resolver a problemática da educação lutando contra a marginalidade por meio da escola. Discutimos sobre a atuação do professor em sala de aula e as reproduções que acontecem neste espaço devido ao sistema capitalista que objetiva adaptar o indivíduo à sociedade, não sendo interessante para o Estado a formação de intelectuais, pois resultaria na redução do poder e controle do Estado. Aqui destaca-se o papel dos intelectuais na sociedade que deve desenvolver ação de transformação, principalmente na educação, onde o professor contribui para a formação no sentido de elevar os níveis intelectuais dos trabalhadores vislumbrando uma organização social a partir de um conhecimento histórico adquirido.
    Outro ponto importante foi a discussão da elaboração de projetos na perspectiva da práxis pedagógicas desta teoria propondo possibilidade de uma ação transformadora.

  18. Karina Silva disse:

    Nas discussões do modulo 3, vimos algumas experiências sobre o processo educacional que se deu na antiga URSS, logo após o período da revolução socialista. Estudamos as contribuições de Pistrak e Shulgin, as semelhanças das suas concepções, mas também as suas diferenças. As ideias convergiram no conceito e implantação dos sistemas de complexos de estudos, que é a complexidade concreta dos fenômenos, tomando a realidade e unificada ao redor de um determinado tema, como uma tentativa de romper com uma visão dicotômica entre teoria e prática. Mas posteriormente Pistrak criticou esse modelo, pois houve um enfraquecimento da preparação geral dos alunos. Houve assim a implantação dos sistemas de complexos-projetos, onde se desenvolveu deturpações na direção de “eliminação da escola”. Nesse ponto Pistrak e Shulgin discordam, uma vez que para Pistrak o Estado não deveria extinguir-se antes de servir para que a classe trabalhadora se firmar no poder sobre a burguesia. Já Shulgin, era mais radical e defendia que o Estado deveria se extinguir logo após a evolução.

  19. Silvia Aparecida Bedin Camponez disse:

    Olá,
    Para refletir sobre a organização do trabalho pedagógico por Projetos de Trabalho, vale retomar a “Trajetória de Saviani na Carreira Acadêmica” em que ele idealiza a escola de qualidade, com luta contra a seletividade, contra a discriminação e a crença do poder que os professores têm nas mãos em estimular seus alunos a serem pessoas melhores.
    A Teoria Histórico Crítica apontada por Saviani valoriza algo antigo, coloca o novo e espera a recriação no futuro com ideia de colaboração constante. Assim, cabe ao professor instrumentalizar-se, estudando sempre, conhecendo os clássicos como Marx e Angels, para analisar sua realidade e agir nela com conhecimento e consciência. O trabalho pedagógico por Projetos de Trabalho, nega a visão hegemônica e propõe a transmissão do saber acumulado historicamente, conhecimento erudito, e instiga ao aprendiz se abastecer desse conhecimento e cultura, para conseguir produzir uma sociedade melhor, libertando-se da humilhação, exploração e dominação das classes dominantes.

  20. Rodrigo Gonçalves Vieira Marques disse:

    As sociedades expostas na aula possuíam a característica de pensar na igualdade enquanto ideologia. Os projetos de trabalho podem se desenvolvidos com fundamentação e intencionalidade proporcionar condições para a escola e professores e professoras desenvolverem aulas capazes de colaborar para uma luta de classe. Pois o conteúdo quando é tematizado pelos “cinco passos” da PHC possui condições de desenvolver uma resistência crítica ao modelo neoliberal e propor que o aluno reflita sobre uma nova possibilidade de sociedade para se viver, que não a capitalista que um individuo tente superar o outro, mas sim uma sociedade que um trabalha com o outro para o bem de todos.

  21. Josiani Ferreira Creste disse:

    No módulo 3 pode-se conhecer, comparar e refletir o processo de reestruturação da educação em Cuba e URSS, por meio da chamada Pedagogia do Trabalho que permite ao aluno compreender, dominar e aprender a se relacionar com o conhecimento de forma ativa, construtiva e criadora. Por meio da leitura do texto de Villela pode-se conhecer a reestruturação cubana, a qual ocorreu por meio do forte engajamento por parte do Governo e da população. Além desse fator, ficou claro que os investimentos realizados na educação visaram a preparação das novas gerações para que atuem como homens plenos. A reestruturação ocorrida na União Soviética pode ser analisada a partir dos estudos de Freitas. A reconstrução da escola soviética se baseou nas categorias atualidade, auto-gestão e trabalho a partir do ensino por complexos, que apresentou erros e acertos durante o período. A China viu a necessidade de reconstruir seu sistema educacional diante do alto índice de analfabetismo, para isso foi necessário realizar a mudança do sistema tradicional para um sistema educacional capaz de formar homens plenos. Promovendo um ambiente com todo suporte estrutural e didático necessários para uma educação igualitária a serviço da sociedade fazendo a junção trabalho do intelectual com o manual (pedagogia do trabalho).
    Neste módulo refletiu-se também o papel da Escola, Estado e Sociedade, sendo o estado o responsável pela definição do caminho a ser percorrido pela sociedade, ficando a escola responsável em reproduzir os desejos da classe dominante. Em superação a esta dominação Saviani propõe um trabalho pedagógico que rebate e promover a formação de uma sociedade mais crítica a partir do meio ao qual o aluno está inserido. A Pedagogia Histórico-Crítica busca articular o conhecimento intelectual ao social visando a transformação da sociedade.

  22. A escola é um aparelho do estado na manutenção de um sistema de produção, esse conceito já está posto e bastante definido e seus desdobramentos se fazem sentir quando se analisa a situação da composição legal, nos PCN e no DCN o preparo do aluno para o mundo do trabalho escancaram a situação da meta do processo formativo. Ele não está respondendo a uma necessidade humana de formação, mas a uma necessidade de mercado. De acordo com Gramsci no seu livro “Intelectuais e a Organização da Cultura” o aluno é uma fração da sociedade que o origina, portanto alunos oriundos da classe trabalhadora trazem para o ambiente escolar a bagagem dessa classe e de outras consequentemente a de sua classe. O modo de produção determina a capacidade laborativa dos envolvidos e estes passam a ser formados para atender a essa necessidade. A proposta de formação de Gramsci é a unitária, humanista e realista. Para que isso ocorra é necessário reconhecer a fragilidade do ambiente cultural do qual se quer promover o resgate humano da criança. Dermeval ao propor os pontos sequências de atividade pedagógica coloca a situação social como ponto de partida e chegada da atividade pedagógica, tendo como ponto alto a mudança de comportamento. Daí se tem a avaliação fenomenal do ensino. Ele é algo evidente e portanto verificável. a experiência de alfabetização e educação nos moldes marxistas promovem a emancipação do homem, seu objetivo tem base nos pressupostos iluministas de tirar o homem de sua menoridade, para usar um termo kantiano. A proposta de uma pedagogia que parta da realidade do aluno, inovadora é algo já conhecido e existe em diversas partes do mundo, em alguns casos sem o devido crédito, mas são implantações já presentes no pensamento marxista e notadamente de Gramsci.

  23. Luciane Fernandes disse:

    No módulo 3 trabalhamos com textos que abordou a importância da transformação dos indivíduos para a construção de uma sociedade socialista. A sociedade superior atingirá o ápice quando o indivíduo atingir um alto nível de desenvolvimento, com uma administração planificada, ocorrer o total domínio sobre a natureza, com uma educação de qualidade e gratuita proporcionando o desenvolvimento global permitindo o contato como vários planos do saber. Mas como atingir esta sociedade superior? Por meio das leituras dos textos observamos que a transformação da sociedade passa pela transformação da educação. “A educação é compreendida como ato de produzir em cada indivíduo a humanidade”. Modelos que priorizavam atualidade, autogestão, trabalho, projetos foram apresentados e discutidos em sala. Conhecemos e – falo por mim especificamente – nos encantamos com ideias de possibilidades de escola geradora de mudanças (Rússia e China). Revolucionar a escola parte da revolução da sociedade ou é a sociedade que revolucionará a escola? Difícil… Atingiremos a evolução com a emancipação? Difícil… A certeza? As pedagogias, propostas, teorias buscam orientar o professor organizando a escola gerando inquietações.

  24. Cristiane Andreazza de Oliveira disse:

    As discussões da aula do dia de hoje, foram marcadas inicialmente com o vídeo de Saviani, com uma base marxista, que e observa a sociedade, através das relações de trabalho, que em nossa sociedade com o modo de produção capitalista, inverte a posição do homem na relação de trabalho, perdendo o sentido da sua produção, que de sujeito passa ser objeto, em produções fragmentadas com a divisão social do trabalho o tornando alienante, diante desse contexto, entende a finalidade e intencionalidade da educação ao produzir a humanidade dos homens, ao apropriar-se dos saberes e historicamente desenvolvidos pela humanidade. E cria um método de trabalho, que partia da prática social, problematização, instrumentalização, cartase e prática social modificada. Com propósito também de transformar a sociedade, a formação das Escolas da Rússia e China, focaram na implementação da escola do trabalho, onde buscavam inserir já na escola toda problemática referente ao mundo do trabalho, o saber cientifico voltado para uma formação para o trabalho, desenvolvido na coletividade, a fim de atingir um bem maior, a transformação da sociedade.

  25. Claudia Pereira de Godoy Zorzetto disse:

    No dia de hoje foi apresentada uma síntese histórica de Demerval Saviani, apresentação da carreira do professor e sua trajetória. O vídeo – Breve Histórico das ideias pedagógicas no Brasil – Pedagogia histórico critica com os 5 passos: pratica social – problematização – instrumentalização – catarse – pratica social, onde a pratica social como ponto de partida e chagada. O pensar na escola como meio de reprodução ou não. Trabalhar coletivamente na pratica do conhecimento. A luta contra o rebaixamento do ensino nas camadas populares. As teorias da educação e o problema da marginalidade. Outro conceito abordado foi sobre a organização da educação soviética, no início da Revolução Russa em transição para o socialismo onde a finalidade é criar coletivamente, na prática junto às dificuldades que a época impunha, a realização do trabalho o fator principal de formação e base da atividade escolar. A criação das Escolas Comunas partindo de Marx e Lenin, combinando ensino com trabalho produtivo com a vida e relação: trabalho – estudo.

  26. Edir Neves Barboza disse:

    Neste módulo, pudemos observar outras experiências vivenciadas pela escola num contexto de transformação da sociedade. Esse módulo possibilitou perceber outra perspectiva que supera aquela posta pelos autores do módulo anterior. Neste a contribuição do Sociólogo e Educador Dermeval Saviani se torna fundamental. Este autor, apresenta uma resposta pedagógica que vai além da teoria que a escola é reprodutora do modo de produção capitalista, assim a Pedagogia Histórico Critica, mostra que a escola pode sim colaborar na transformação da sociedade, daí ser necessário os sujeitos se apropriarem dos conhecimento produzidos historicamente que pode levar a superar a fragmentação da ciência, daí sujeitos melhores formados podem transformar a realidade. Também foi apresentado os cinco passos necessários para o desenvolvimento do trabalho dessa pedagogia.

  27. Décio Dantas disse:

    A partir do módulo 3, quando nós (alunos) da disciplina já tínhamos o entendimento de qual classe aparelha o Estado com seus instrumentos repressivos e ideológicos, então passamos refletir sobre o aparelho ideológico Escola.
    Os textos e o documentário apontaram para o ecletismo de teorias e pedagogias de ensino, o mais interessante é que várias dessas não apresentam procedimentos Didáticos concretos e quando fazem-no, estes são materializados em livros didáticos e apostilas, o que contribui para um ensino reprodutivista e espontaneísta, o qual o professor é transformado em mero reprodutor das ideologias da classe dominante, ou seja, reduz a nada ou quase nada o seu papel de agente de ensino. Diante desse panorama começamos a perceber que a Pedagogia Histórico Crítica vem na contramão desse ensino reprodutivista e espontaneísta que apaga a função social do professor.

  28. Mateus Henrique Turini disse:

    O estudo das experiências escolares realizadas em países com histórico revolucionário socialista permite que possamos refletir sobre aquilo que pode ser considerado como ponto positivo ou negativo no que se refere ao aumento de qualidade da educação escolar. Uma das experiências descritas foi a do autor Pistrak, que deixa muito claro a sua proposta de unificar a educação escolar com o trabalho. Partindo de uma abordagem marxista, Pistrak entende que o trabalho é aquilo que caracteriza o homem como humano, ou seja, que humaniza os homens. Desta forma, uma educação que não esteja pautada na realidade do mundo do trabalho não pode ser identificada como uma educação libertadora. O que não podemos fazer de jeito algum é confundir a proposta de educação de Pistrak com a chamada Pedagogia Tecnicista. Esta possui caráter subserviente de atender as necessidades do capital, formando mão de obra especializada com pouca formação crítica, facilitando o controle político da sociedade. Pistrak afirma que é possível ensinar ocupações laborais especializadas, mas sem as subdivisões e fragmentações propostas pelo sistema capitalista e sua divisão do trabalho. Uma escola não deve ser um laboratório para a vida, mas deve se aproximar da realidade integral da existência o máximo possível, tornando a transição da escola para esta vida tão imperceptível que os alunos se vejam no mundo do trabalho, se reconheçam nele e libertem-se das dominações do capital e seus interesses.

  29. Letícia Nogueira Gomes disse:

    Entender a educação como uma prioridade é algo muito importante, mas, além disto, precisamos fazer um diagnóstico completo e, principalmente, correto sobre os motivos, as causas desse problema, e a partir desse diagnóstico indicar políticas que possam ser aplicadas. A tarefa de melhorar a qualidade da educação brasileira vai além de uma proposta política, mas depende de uma mobilização da sociedade para promover uma revolução cultural na área da educação, alicerçada em resultados das pesquisas sobre temas educacionais, incorporando experiências, nacionais e até internacionais.

  30. Deivide Telles de Lima disse:

    Compreender um pouco da história da Educação no Brasil e entender as influencias e interesses que ao longo da história ditaram os rumos da Educação no Brasil, nos oferece cada vez mais elementos para contribuirmos com nossa relevante contribuição para uma sociedade mais justa. Nesse sentido a Pedagogia Historico-crítica fomentada por Saviani, aponta para os problemas da Educação e apresenta uma substancial pedagogia para alcançarmos uma verdadeira transformação social pela Educação. Contudo, vimos nas discussões em aula que os desafios e variantes são grandes, mas como Saviani, devemos acreditar nesse elemento valioso para o processo de transformação: O Professor!

  31. Naiara Martins da Silva Siqueira disse:

    A Educação na antiga União Soviética valorizava conhecer o seu meio para contemplar a educação da classe trabalhadora. Um dos pontos principais seriam então, os professores terem consciência de classe para que se viva os ideias da classe trabalhadora, lutar por esses ideais e construí-los. Os pontos principais nessa concepção são o trabalho, atualidade e autogestão. O trabalho é o fundamento da vida, à criança seria concedida o direito de organização dentro da escola começando pelo autosserviço e vinculando o aprendizado com a realidade do aluno.
    Com a conquista do poder pelo Partido Comunista Chinês, para Mao, todas as esferas da sociedade deveriam se voltar para o progresso da nação e a vitória da revolução e a educação era um pilar fundamental para a obtenção do sucesso. No modelo revolucionário e defendido por Mao, não há distinção entre a educação formal e informal, o aprendizado ocorre nas fábricas, no campo, nas ruas e não apenas na sala de aula, uma vez que o desenvolvimento intelectual como objetivo exclusivo da escola, de alguma forma, poderia favorecer a perpetuação da burguesia.
    Ficam alguns questionamentos ao pensar a escola. Será que transformar o sistema educacional só seria possível a partir da revolução do sistema social? Da superação do sistema capitalista? E os professores e professoras, será que como pensa Mao, se dedicam integralmente aos livros, não tendo oportunidade de participação nas atividades políticas e movimentos sociais? E estão longe da luta de classes?

  32. Amanda Bruno disse:

    Neste módulo, refletimos sobre o documentário “BREVE HISTÓRICO DAS IDEIAS PEDAGÓGICAS NO BRASIL”, de Dermeval Saviani, como instigador para as explanações sobre as teorias pedagógicas: Teorias não-críticas (tradicional, nova e tecnicista), crítico-reprodutivistas (Sistema de Ensino como Violência Simbólica, Escola como Aparelho Ideológico de Estado). E assim nos lançou um questionamento acerca da obra desse autor: Se é possível articular a escola com o interesse dos dominados? E se é possível uma teoria da educação que capte criticamente a escola como um instrumento capaz de contribuir para a superação do problema da marginalidade. E com ela as discussões foram ricas, dinâmicas, carregadas de sentimentalidade e conteúdo acerta do papel do professor dentro desse sistema de ensino. Sistema esse que sempre terá a sua intencionalidade, como citado por Marx no texto de BANBIRRA (“Por traz do direito ao trabalho está o poder sobre o capital, e por detrás do poder sobre o capital está a apropriação dos meios de produção”) E assim as discussões percorreram os caminhos de como superar e lutar contra os interesses da classe dominante dentro da sala de aula. Compreendi que o professor é fundamental neste processo e agente de transformação social, garantindo um ensino de qualidade independente dos fatores internos e externos do sistema escolar, em articulação com os interesses dos educandos, partindo da prática social para a transformação social.

  33. Leandro Oliveira da Cruz Siqueira disse:

    Na aula, com a ajuda dos textos, foi possível repensar a educação na nossa sociedade, principalmente por dialogarmos com modelos de educação em sociedades pós-capitalistas. Através desse diálogo podemos argumentar sobre as diferentes possibilidades de atuação do professor e a sua função como propagador, norteador, instigador ou apenas reprodutor do conhecimento.

  34. VALÉRIA CRISTINA BRUMATI DUGAICH disse:

    Iniciamos a aula com o documentário “Breve Historico das Ideias Pedagógicas no Brasil”, em que o professor Dermeval Saviani, fala sobre as tendências pedagógicas. A partir das discussões na aula de hoje sobre as concepções e tendências da educação e suas manifestações na prática pedagógica escolar, posso ver as mesmas em dois grandes grupos:
    1º grupo- PROGRESSIVISTA/ LIBERAL/ não críticas- que justificam o sistema capitalista, dá ênfase à defesa da liberdade e dos direitos e interesses individualistas na sociedade e de organização social baseada na propriedade privada dos meios de produção. Essas tendências são entendidas como não- críticas e sustentam a manutenção do “status quo”.
    Desta corrente fazem parte as tendências: tradicional, escola nova e tecnicista.
    2º grupo- PROGRESSISTA
    Nesta tendência não se nega que a escola é condicionada pelos aspectos sociais, políticos e culturais, mas ao mesmo tempo entende que existe nela um espaço que aponta a possibilidade de transformação social.
    Nesta tendência, a educação possibilita a compreensão da realidade histórico-social e explicita o papel do sujeito construtor/transformador dessa mesma realidade. Sustenta a finalidade sócio-política da educação como instrumento de luta de professores ao lado de outras práticas sociais.
    Desta corrente fazem parte as tendências: libertária, libertadora e a histórico-crítica, cujo marco teórico é 1979;
    A escola pedagógica histórica- crítica, propõe uma interação entre conteúdo e realidade concreta, visando à transformação da sociedade (ação-compreensão-ação). Dá enfoque no conteúdo como produção histórico-social de todos os homens. Busca a superação tanto das visões não-críticas quanta das crítico-reprodutivistas da educação. Defende a escola como socializadora dos conhecimentos e saberes universais. A interação social é o elemento de compreensão e intervenção na prática social mediada pelo conteúdo. A natureza e especificidade da educação, refere-se ao trabalho não-material.

  35. Izabella Godiano Siqueira disse:

    Foi discutido a influência do capitalismo na sociedade, como que através de mecanismos a burguesia mascara o quão os proletariados são dominados, em que há necessidade de transformação e resistência dos alienados da classe dominada. Tivemos a oportunidade de refletir a Pedagogia Histórica Crítica, de Saviani, na qual pudemos falar dos projetos e seus 5 passos citado por Gasparin, em que os projetos de trabalho mostram uma possibilidade de transformação, na qual o aluno tem a oportunidade de se apropriar dos conteúdos clássicos para assim buscar a superação de sua realidade.

  36. Mariana Cristina Lopes disse:

    As ideias que compõem a Pedagogia Histórico-Crítica (PHC) estão fundamentadas no pensamento marxista e possui uma proposta de trabalho cuja atividade nuclear é o ensino e aprendizagem de conteúdos clássicos, que compõem o processo de apropriação do conhecimento sistematizado. Saviani, idealizador da PHC, estrutura esta proposta de trabalho em cinco passos: prática social, problematização, instrumentalização, catarse e retorno à prática social. Nesta perspectiva, a mediação do professor desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das aulas, sendo capaz de levar o aluno a estabelecer relações, analisar e refletir. No momento de planejar a aula o professor deve ter clareza de seus objetivos, domínio do conteúdo e consciência das relações entre o que está sendo ensinado e a prática social.

  37. Daniela R. V. Foschi disse:

    Neste módulo debatemos sobre a Pedagogia Histórico Crítica, teoria criada pelo pedagogo brasileiro Dermeval Saviani que tem como foco a transmissão de conteúdos científicos por parte da escola, porém sem ser conteudista, ou seja, não se cria nada de novo, apropria-se dos métodos que já existiam, faz-se uma crítica incorpora uma contribuição e passa para frente. É um método que está em constante movimento.
    Perante esse conceito nos deparamos a refletir sobre a educação na nossa sociedade. Qual é o real papel do educador? Somente a reprodução do conhecimento?

  38. Adaisa Adail Alves Dinalli disse:

    Nesse módulo vimos como surgiu a ideia da Pedagogia Histórico Crítica e de que modo esse método de ensino pode contribuir para a superação das contradições existentes na sociedade. a PHC surge como uma resposta às teorias não críticas das escolas: Nova, Tradicional e Tecnicista. Segundo o autor, Dermeval Saviani, os autores que mais se aproximaram desse método foram Bordieu e Althusser, no entanto, eles não apontaram uma solução prática para essa problemática. Não podemos esquecer que a PHC está fundamentada no materialismo histórico dialético proposto por Marx como sendo uma constante luta pela produção e manutenção da vida social. A PHC torna-se, então, um poderoso instrumento de desalienação da sociedade na medida em que propõe o acesso ao conhecimento acumulado historicamente por parte daqueles que sempre estiveram à mercê dele. Para tanto, Saviane credita ao Professor enquanto o responsável por esse papel aproximando-se, assim, aos ideias propostos por Gramsci: o intelectual orgânico.

  39. Adriana Cristina Mercante Silva disse:

    Nesse módulo vimos, a partir do vídeo com Dermeval Saviani, a Pedagogia histórico-crítica, com possibilidade de que o grupo refletisse sobre a prática educativa e os conteúdos abordados na escola. Em relação à prática, foi interessante observar a proposta dos cinco passos para a abordagem dos conteúdos, sendo importante também para que refletíssemos sobre conteúdos necessários para termos alunos capazes de perceber a sociedade em que vivemos e ter condições de superar e mudar sua realidade. A proposta de um trabalho pedagógico voltado para projetos de trabalho traz a ideia de um encadeamento de aplicação de conhecimentos, dando sentido ao processo de aprendizagem, que hoje se encontra fragmentado e distante da realidade. Além disso, vimos a educação em Cuba e na China, mostrando que a experiência cubana realizou grandes investimentos e inovações na educação para preparar a população como “homens plenos”, sendo que esses dois modelos fizeram a mudança de um modelo tradicional para um modelo voltado para a integração do aspecto intelectual e da prática (ou trabalho), numa perspectiva da educação a serviço da sociedade.

  40. Paulo garbelotto disse:

    A Revolução Russa nos deu a prática das teorias Marxistas, colocando-as como projeto a ser efetivacado quando se tem uma sociedade conscientizada Com isso, no caso de conscientizar por meio da Educação a Pedagogia Histórico-Crítica mostra-nos como transformar a sociedade de castas vigente a partir da Educação, é um novo olhar para a Instituição Escolar.Saviani ressalta que é a partir de uma Educação contextualizada e elucidativa para o aluno que podemos aclarar uma sociedade baseada na equidade e planificada.

  41. Karina M. T da Cunha disse:

    A educação no Brasil entre 1969 e 1991 sofre mudanças significativas, transitando entre o tecnicismo, produtividade e contra-hegemonia, o capitalismo sempre à frente, organizando o sistema educacional como o funcionamento de uma fábrica. Mercadoria. As pedagogias contra-hegemônicas, libertadora, vem combater essa educação aonde o aluno é um mero reprodutor e depositório de conhecimentos. A pedagogia histórico-crítica eleva a educação a outro nível, aonde o aluno e professor tem uma relação dialógica, de troca, aonde a prática social do aluno é levada em consideração, antes de tudo, e o que ele recebe, será para que possa construir uma nova prática, mais elaborada, se aproprie do conhecimento e o aplique de forma mais conscienciosa. A PHC utiliza-se de modelos de projetos que visam o ensino e aprendizagem que leve em consideração o saber do aluno, o que ele já conhece, a apropriação e a aplicação modificada do conhecimento, resumindo-se em prática-teoria-prática. Muitas foram as discussões diante dos modelos educacionais atuais, dos sistemas que o governo implementa, prós e contras, papel do professor e gestores, o lugar da escola na sociedade. A meu ver, considerando todo o histórico e vivência, a PCH é o que buscamos enquanto professores, pois se baseia nas relações humanas e na pluralidade dos seres, das culturas e saberes, buscando também no respeito às diferenças, autonomia, criticidade, valores que agreguem não só conhecimento mas também um sentido maior à vida.

  42. Histórico revolucionário socialista, numa reflexão dos países envolvidos. PISTAK. Propõe unificar trabalho e educação escolar. Consideramos neste pensamento MARX. onde o fator trabalho humaniza o homem, porém para educação humanizada o indivíduo deve ser livre. Difere da educação tecnicista, por trazer consigo caráter servil. PISTAK. Adverte corroborar com a educação laboral, porém despida de servilismo. Educação para transformação num ser acessível.

  43. Roseli Aparecida perina Sola disse:

    Entrar em contato com as diversas experiências cubanas por meio de vídeo, texto e discussões possibilitou refletir sobre a sociedade brasileira, a diversidade cultural, políticas públicas,situações de sala de aula, condições de trabalho e práticas pedagógicas. São muitas as inquietações, mas com certeza, amadurecemos nossa visão crítica a respeito do tema discutido.
    Os projetos das “escolas no campo” partiram de uma vontade política e assumiam um elevado compromisso com a comunidade, sendo os indivíduos educados para voltarem a prestar serviços às comunidades. Parece que as ideias desses intelectuais são atuais, seriam elas soluções para os desafios educacionais em nosso país?

  44. Roseli Aparecida perina Sola disse:

    As discussões foram bastante fervorosas sobre as relações entre escola, a sociedade, e o Estado. A relação prática-teórica foram levantadas por meio das diversas teorias discutidas perpassando pela formação de professores, divisão de trabalho na escola e organização de conteúdos, com contribuições importantes. Estamos em um momento complexo de nossa sociedade com classes dominantes e dominados, produção de riquezas, pobrezas, fome, misérias e diversas concepções. Vivemos um dilema- distanciamento entre ricos e pobres, e nosso papel é tentar compreender a sociedade em que vivemos, ressignificá-la e propiciar condições para transformá-la. Saviane apresenta os projetos de trabalho numa visão histórico-crítico e seus cinco passos citado por Gasparin, talvez, como uma possibilidade de repensar o contexto apresentado.

  45. Isabel Campos disse:

    O trabalho é o que nos humaniza, não somos capazes de produzir tudo o que precisamos para nossa subsistência sozinhos dependemos do outro, somos seres sociais que necessita transmitir o legado intelectual e material para ter garantido a continuação de sua espécie, precisamos produzir nossa existência. A educação e o trabalho estão vinculados no modelo socialista e comunista. A organização social do trabalho é introduzida nas escolas desde a infância. A meu ver, é natural que as escolas nos instrumentalizem, em todas as dimensões, para a vida (trabalho), o problema é que alguns se esquecem de que essa contribuição não deveria ser tão desigual, onde poucos ficam com “as riquezas” e a boa vida, e a imensa maioria tem expropriada toda sua força e vitalidade sem poder usufruir dos bens produzidos.

  46. Andréa Qader disse:

    Conhecer as experiências no âmbito pedagógico de países socialistas, como a Rússia e a China, nos fizeram refletir o verdadeiro significado de Democracia. Diz o dicionário: ‘Democracia -substantivo feminino – 1.governo em que o povo exerce a soberania. 2. sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições periódicas.’ Concluímos que vivemos num país parcialmente democrático, pois, como povo, não exercermos a soberania. Apenas votar não nos faz democráticos. É, portanto, uma pseudodemocracia. A partir disso, entendemos, infelizmente, o quanto somos manipulados por uma elite soberana que, através da educação, nos retira o que de mais importante teríamos para exercermos, de fato, tal soberania: o conhecimento historicamente construído. É exatamente nesse ponto que a teoria histórico-crítica ganha forças. Dessa forma, Demerval Saviani contribui decisivamente. Pistrak também contribui ao afirmar que o homem só se faz homem através do trabalho. Não um trabalho mecânico, técnico, que fortaleça o capitalismo, mas um trabalho que o insira nesse mundo e o torne capaz de atuar e interagir modificando-o. Não devemos preparar o indivíduo para a vida porque ele já está vivendo. Não se trata de prepará-lo para um depois, mas sim ensiná-lo a agir como humano que já é no agora.

  47. Ana Lydia Perrone disse:

    Neste módulo pudemos nos aproximar das ideias de Saviani, que discorreu de maneira encantadora todo seu embasamento e abordagem da educação, o que nos possibilitou a fazer conexões com a apresentação do Prof Fábio que nos apresentou como é constituído o Projeto de Trabalho que embasa-se na realidade do aluno, no meio no qual está inserido e a partir dos cinco passos previstos, ele termine numa modificação desta práxis, em outras palavras, podemos dizer que a prática social é ponto de chegada e de partida neste caminho metodológico.

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