Módulo 4 – Fundamentos do Ensino da Sociologia

On julho 8, 2017, in EduCoop, by Fábio Fernandes Villela

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Querid@s Alun@s, bom dia! Tudo bem?

Esta é a área para a postagem do módulo 4 da disciplina Fundamentos do Ensino de Sociologia. Esse módulo abordou questões relativas a escola, a sociedade e o Estado, especialmente relacionados a Cuba e África. Deixe neste espaço seu comentário sobre os desafios dos intelectuais e a organização do trabalho pedagógico. Bom trabalho! Prof. Fábio Fernandes Villela.

45 Comentários “Módulo 4 – Fundamentos do Ensino da Sociologia”

  1. Daniele Cristina Rodrigues Milani disse:

    Os textos do módulo 4, nos fizeram refletir sobre as organizações do trabalho pedagógico tanto na educação básica quanto na formação de profissionais em Cuba e Africa. Há uma grande relação entre educação e trabalho, onde os estudantes têm o contato com o oficio dentro da escola e seu dever social perante sua comunidade, como por exemplo, assim que formados devem contribuir para a sociedade seus conhecimentos adquiridos na universidade.

  2. Andressa Calvo Pichinini disse:

    Neste módulo, as discussões a respeito da comparação da educação de Cuba e Guiné-Bissau, onde trazem como semelhança apenas o fato da necessidade de reconstrução e reestruturação da educação, onde o pedagógico surge em aliança com a política. Porém, diante das análises expostas encontra-se diversas divergências que podem ser observadas a partir dos momentos de colonização e independência que ocorrem em tempos distintos. Na África, verificamos que eles buscam um subsídio nos conhecimentos de Paulo Freire, diante de um contato e análise para conhecimento de caso, surgem necessidades de processos de reorganização de classe, construção de novas relações entre o urbano e o rural (contribuição na produção rural para minimização da insuficiência de produção), educação de jovens e adultos como meio de registro da própria história e principalmente a proposição de temas geradores como meio de significação e posterior codificação do conteúdo. Porém, apesar de todas essas propostas, os resultados não foram os desejados, pois, Guiné-Bissau possuía vasta diversidade linguística e portanto a aprendizagem por meio da linguagem portuguesa não foi eficaz.

  3. Andreza Patricia Balbino Cezário disse:

    Hoje tivemos a oportunidade de refletir sobre alguns estudos da escola, sociedade e o Estado, comparando o Brasil e os países de transição socialista. Os intelectuais e a organização do trabalho pedagógico em Cuba e na África. É importante ressaltar que os avanços educacionais, apontados nos estudos, indicaram à: integralização de políticas públicas, planejamento estrutural arquitetônico, organizações dos objetivos, educativos/sociais, a exemplo de Cuba. O termo omnilateral, ou seja, a formação educacional tendo em vista uma visão integral do educando, a exemplo dos Homens Plenos. Voltamos para o cenário educacional brasileiro, verificamos a real necessidade de propor uma educação escolar com conteúdos escolares, não com base em teoria esvaziada, mas que, à prática educativa experimente reais intencionalidades em benefício da coletividade e não como forma de manutenção do capital e das classes dominantes.

  4. Lyslley Ferreira Dos Santos disse:

    Discussões comparativas sobre o contexto histórico e o processo de alfabetização em Cuba e Guiné-Bissau ocorreram no período da tarde, foram apontadas algumas diferenças entre esses dois países, como o país e processo de colonização, potencial cubano frente as estatísticas de alfabetização (75% contrapondo Bissau com apenas 10%); as políticas públicas de Cuba para incentivo à educação; o fator do multilinguismo que dificultou o processo de alfabetização em Bissau, etc. Um ponto de discordância com o autor ocorreu quando o mesmo afirma que o processo de libertação em Cuba foi pacífico, o que facilitou a alfabetização naquele país. Com o objetivo de resolver o problema do analfabetismo, Bissau voltou-se para a pedagogia e orientações de Paulo Freire que tinha como objetivo
    o desenvolvimento da personalidade total do aluno. O livro Cartas a Guiné Bissau, trata de registros de correspondência trocadas pelo pedagogo, Mário Cabral e equipe, na tentativa de transformar a realidade educacional daquele país que sofreu os impactos do colonialismo e imperialismo.

  5. Karina Silva disse:

    Na aula de hoje estudamos as experiências educacionais e sociais de Cuba e da África. Como o professor relatou, em Cuba os planos arquitetônicos e pedagógicos pretendiam acabar com as diferenças entre o campo e a cidade e a dicotomia entre trabalho manual e intelectual, que é um dos ideais do socialismo. Dentre as práticas educacionais que foram instituídas para as escolas do campo em Cuba, podemos perceber que houve uma grande preocupação com a educação na coletividade e nessa coletividade o trabalho era a conexão entre a sociedade e a natureza. Outro ponto importante é a solidariedade que e compartilhada e ensinada a todas as crianças, educando-as a ter uma participação efetiva no processo politico das instituições escolares.

  6. Paula Cristina Constantino Santos disse:

    Na aula discutimos sobre os aspectos educacionais, políticos e sociais entre Cuba e África, vimos que foram instituídas em Cuba práticas educacionais que usam essencialmente uma educação coletiva onde os aspectos da solidariedade é amplamente difundidos nas crianças. Além disso, o trabalho socialmente útil, que a conexão entre a teoria e a prática, e a conservação dos espaços sociais, permeiam as práticas educativas presentes nos projetos das escolas no campo. Foi discutido o livro Cartas a Guiné-Bissau de Paulo Freire, onde retratava trocas de cartas entre Freire, Mário Cabral e equipe, onde eles tinham como objetivo resolver o problema do analfabetismo neste local, com a tentativa a transformação da realidade educacional deste país.

  7. Márcia Fernanda Bizotto Leme disse:

    A exposição do trabalho do Prof. Fábio Villela, apresentou os homens pleno, sem enigmas. Em Cuba as relações entre educação e trabalho. Outro aspecto abordado no debate que considero importante, são as diferenças entre educação no campo, educação do campo e educação rural. A seguir foi realizado a “comparação” sobre a educação em Cuba e Guiné-Bissau. Analisando o processo histórico desses países, em Cuba houve um processo de libertação contra o governo ditador que estava instaurado, em Guiné-Bissau ocorreu um processo de descolonização. Em Cuba esse processo teve uma eficácia maior, mesmo porque em 1959 o índice de analfabetismo em Cuba era de aproximadamente 25% enquanto em Guiné-Bissau em 1975 essa taxa era de 90%.

  8. Rodrigo dos Santos Ribeiro disse:

    Com o desenvolvimento dos trabalhos sobre “Homens plenos” surge da constatação de pesquisa/experiências que possibilitem o desenvolvimento dos estudos sobre a pedagogia do trabalho. Foram abordados textos sobre a educação na China, onde segundo o texto, está baseado na ideologia de que cabe a todos a função de educar, a educação vai além dos muros da escola como nas ruas, sindicatos, igrejas. Quando a responsabilidade da educação for somente função da escola a burguesia se reproduz. De acordo com as explanações e os textos, o processo de alfabetização cubana e de Guiné-Bissau, apresentam várias diferenças, em muitos aspectos devido a colonização e seu contexto histórico. Em Cuba ocorreu campanhas de alfabetização, com enfoque em um processo de libertação contra a ditadura de Fulgêncio Batista, enquanto em Guiné-Bissau ocorreu dentro de um processo de descolonização.

  9. Reinaldo Donizete de Oliveira disse:

    Dentre as ideias e informações apresentadas nos textos de hoje, cabe a relação escola-trabalho-sociedade, com exemplos em duas nações: Cuba e Guiné-Bissau. A evolução do sistema educacional voltado para o povo se faz muito contundente em Cuba, pois foi planejado, idealizado e aceito pela população desde o início, sendo esse um dos motivos para o ensino de excelência, buscando a construção do cidadão pleno. Mostra também as tentativas de Guiné-Bissau, que com interesses diferentes por parte de determinadas classes, não consegue avançar, evoluir de modo esperado, refletindo no entrave social.

  10. Cátia Lunardi disse:

    O dia de estudos nos fez refletir sobre a estrutura social de Cuba que leva a sério a questão da educação. Após a revolução de 1959 livrou-se do rótulo de país constituído de muitas desigualdades. As bases da nova ordem socialista estabelecida fundamentavam-se na ideia que somente uma educação de qualidade poderia pôr fim à grave situação de pobreza que sofria o país. Ao realizarmos uma comparação coma educação de Guiné Bissau que passou por um processo de descolonização de Portugal em 1975 vemos que a educação foi organizada de maneira desorganizada, pois não valorizou a cultura local com intenção de agregar o novo ao existente. O maior problema africano foi linguístico. Desde colônia os hábitos eram voltados a uma educação somente na Língua Portuguesa, assim quando precisaram ensinar tinham uma pequena porcentagem de habitantes alfabetizados que seguiram a mesma lógica e portanto não conseguiam conceber um ensino eficaz. Cuba tem muito a ensinar ao mundo no que diz respeito a priorizar e a reformar o sistema educacional.

  11. Patrícia Elisabeth Ferreira disse:

    Os textos trouxeram discussões a respeito da educação de Cuba que foram construídas práticas educacionais pautadas em aspectos de educação coletiva e solidariedade trabalhadas com crianças e como ocorreram as campanhas de alfabetização no país. Foi abordado também a educação de Guiné-Bissau, onde foi possível estabelecer uma comparação com a educação brasileira.
    A teoria e a prática estão atreladas ao trabalho socialmente útil e que devem permear todo processo de ensino. O compromisso com a educação deve ser função de toda sociedade e não somente da escola.

  12. Aline Cristina Pedrozo Pereira disse:

    O grande desafio dos intelectuais (e aqui se encaixa o professor) é entender o contexto histórico e cultural da comunidade em que se insere como também a realidade social, econômica e estrutural e, a partir daí, propor a organização do trabalho pedagógico voltado a essas relações de trabalho na coletividade, cooperação e solidariedade.
    Vendo os muitos exemplos de escolas socialistas, como também escolas do campo, que consideram a solidariedade e o trabalho essenciais na escola e assim avançaram muito na qualidade da educação local, percebemos que essas mudanças ocorreram após grande reorganização do trabalho escolar como de metodologias e estruturas que possibilitaram a coletividade e o trabalho, aliados aos conhecimentos científicos-culturais, como parte do processo da formação humana. Negar essa forma de aprendizagem é negar conteúdos sociais, é negar a formação completa do indivíduo. São nas atividades sociais, inclusive nas relações de trabalho, que formamos o ser humano omnilateral. Se o aluno não tem essa vivência, cria-se uma lacuna entre a teoria e a prática e entre os conhecimentos científicos, culturais e sociais. Experimentar o trabalho é diferente de explorar o trabalho e esse é mais um desafio a enfrentar na busca do ensino na dimensão Educação e Trabalho.

  13. Letícia Rarek Conceição disse:

    O tema da aula de hoje teve como um dos tópicos “A educação em Cuba”, por meio de um sistema socialista. Foram levantadas questões sobre a estrutura da educação em Cuba e comparada ao Brasil. Foram destacadas diferenças não apenas nos sistemas governamentais, mas a partir da colonização, ao qual Brasil foi colonizado pelos portugueses e Cuba pelos espanhóis. Nota-se que em Cuba todo o projeto socialista foi trabalhado de forma organizada, podendo citar como exemplo a arquitetura dos espaços escolares. Assim percebe-se todo o trabalho seja ele intelectual ou de produção busca o bem comum para a coletividade. A solidariedade foi uma das características percebidas na cultura cubana e relatada no depoimento de vários estudantes brasileiros que moram lá à busca de uma educação que o seu país de origem não conseguiu ofertar devido ao sistema como é administrado a educação no Brasil. Houve uma discussão sobre a diferenças da educação pública e privada no Brasil , sendo discorrido que hoje, infelizmente na universidade pública brasileira é para os filhos da classe dominante. Logo, existe uma grande procura de jovens adolescentes por cursos em Cuba, que aqui no Brasil a classe baixa não teria condições de frequentar.
    Ainda foi destacada a Pedagogia Histórico Crítica como forma de se chegar a uma educação de qualidade, valorizando a diversidade na grande extensão territorial brasileira, mas ao mesmo tempo ofertando todo o conteúdo necessário para a formação do indivíduo. Assim, se o sistema educacional brasileiro valorizasse a prática social dos educandos, mas ao mesmo tempo não deixasse de contemplar os conteúdos acadêmicos necessários, poderíamos ter uma educação de maior qualidade, podendo contribuir para a formação global do sujeito.

  14. Silvia Aparecida Bedin Camponez disse:

    Na mesma perspectiva de compreensão abordada no módulo anterior, sobre a importância de estudarmos e conhecermos os clássicos, temos nesse módulo exemplo de Villela que pesquisa a história de intelectuais como Fernando Salinas, Roberto Segre, Tony Guerrero que desafiaram as dificuldades de propor uma formação na escola que tire o homem da alienação, fazendo-o se desenvolver em uma formação omnilateral, em toda sua complexidade, se conhecendo e se transformando para conseguir também transformar uma sociedade. As práticas pedagógicas baseavam-se em Projetos de Trabalhos com a proposta de educação na coletividade, combinação de estudo com trabalho, formação de estudante produtor, união da educação ao desenvolvimento econômico, à formação de hábitos de trabalhos intelectuais, à conservação da propriedade social, educação dentro dos princípios marxistas.

  15. Rodrigo Gonçalves Vieira Marques disse:

    Cuba fez uma escolha de dividir, mesmo que não seja de maneira igual para todos a distancia entre as diferenças é muito menor que o mundo capitalista. Cuba valorizou enquanto sua “riqueza” uma escola, saúde e alimentação para todos, essa escolha de ir contra o capital foi fortemente retaliada pelos E.U.A., porém mesmo com os pontos a considerar demostrou que a viver com riquezas sociais proporciona um Estado “humanizado”, motivações muito diferentes dos Estados que são movidos pelo capital!
    A experiencia que não funcionou de Paulo Freire na Africa de tentar alfabetizar o Português em um país com diversos dialetos nativos demostrou o que o próprio autor denunciou, a importância da relação da cultura local no processo de ensino.

  16. Josiani Ferreira Creste disse:

    Os textos trabalhados neste módulo nos levaram a refletir sobre a relação escola-trabalho-sociedade. Ao analisarmos e compararmos a programa de combate ao analfabetismo realizado em Cuba e na Guiné-Bissau concluímos que quando fatores como, cultura, planejamento, infraestrutura arquitetônica e intelectual, e políticas públicas refletem no sucesso ou fracasso de um programa educacional. Ao compararmos a organização do sistema educacional dos dois países verificamos que Guiné-Bissau apresentava uma população com alto índice de analfabetos com culturas e dialetos diversificado sendo imposto a este uma alfabetização em Língua Portuguesa oferecidos pelos poucos alfabetizados nesta língua. O governo cubano viu a educação como um processo de libertação da ditadura, e foi com esse enfoque que apresentou a sua população o seu programa de alfabetização. Outro fator positivo foi o baixo índice analfabetismo (apenas 25%) o que facilitou a formação de alfabetizadores capaz de desenvolver atender toda a demanda. Outro fator que fez com que o programa desenvolvido em Cuba obtivesse sucesso foram as práticas de educação coletiva, valorização do trabalho e cultura e a solidariedade amplamente difundida nas crianças.
    O exemplo que fica de Cuba o desenvolvimento de uma prática educativa com intencionalidade que valorize a cultura e em prol de benefícios coletivos, pode ser a o caminho de emancipação das classes dominantes.

  17. Barbara Silva Alves de Lima disse:

    A aula de hoje contribuiu muito para a desmistificação dos conceitos ou preconceitos construídos historicamente sobre Cuba. Foi possível compreender as principais diferenças existentes entre os sistemas econômicos implantados na China e Cuba, além da intencionalidade dos sistemas educativos desses países. Fica a reflexão sobre a importância do trabalho no coletivo e da solidariedade no tratamento com o outro, qual o papel do professor nesse aprendizado? Como podemos contribuir dentro da realidade de nossas escolas?

  18. Luciane Fernandes disse:

    As discussões apresentadas no módulo 4 geraram em torno dos aspectos educacionais relacionados aos territórios: Cuba e África. Foi apresentado o contexto histórico de tais territórios com objetivo de localizar diferenças e semelhanças. Como semelhanças registramos que a educação foi um elemento necessário para o processo de revolução dos territórios abordados. A educação não era vista somente pelos aspectos pedagógicos, mas sim, também pelos aspectos políticos. Observamos que em Cuba havia uma tradição escrita, um baixo número de alfabetizados que contribuiu para o processo de transformações pós-revolução. Um aspecto interessante que gostaria de registrar, apresentado no texto: “Cartas à Guiné Bissau”, foi a preocupação em pensar no respeito do espaço no processo educativo e a ideia de que estuda-se ao trabalhar. Os conceitos abordados geraram algumas reflexões: Respeitamos, valorizamos os espaços, a cultura, a identidade das comunidades na qual trabalhamos construindo o saber? Quais saberes estamos construindo?

  19. Luciane Fernandes disse:

    Neste último módulo pudemos “matutar” sobre a “civilização do milho”, o papel das mulheres na construção da sociedade do nordeste paulista. Também meditamos sobre a formação Omnilateral, ou seja, a formação plena do indivíduo onde este se sente completo a partir da convivência em sociedade e de seu trabalho. Os autores trouxeram a ideia da necessidade de pensar a escola e trabalho juntos. Apontaram que a escola pode estar centrada num modelo excludente, tecnicista, de teoria globalizante contribuindo com a perpetuação de um mundo plano. Porém, se a escola tem a função de transformar deve buscar uma nova perspectiva – a interdisciplinaridade, conceito fundamental para formar o sujeito na integralidade. A auto-organização para resgatar a coletividade, superar a alienação, valorizar o mundo do trabalho pode ter como membro atuante e mediador a figura do professor. Recordando-me da frase dita em sala: “Qual a sua responsabilidade na desordem na qual você se queixa?” – Freud, indago – Qual a minha responsabilidade? Qual será a nossa responsabilidade? Devemos ultrapassar os muros escolares. Seguindo o exemplo daquelas mulheres que saíram de seus universos, romperam barreiras para transformar suas realidades, devemos nós professores romper com paradigmas e depositar sementes de coletividade, de valorização do trabalho, de questionamentos para contribuir com a construção de Homens e Mulheres Plenos e não perpetuar um mundo plano… Mesmo que de mansinho… Picando e mastigando fumo… Observando o caminhar da nascente de um rio que começa “piqueninha”, vai ganhando forma, alterando espaços geográficos, alimentando a terra, a fim de atingir seu objetivo… O mar? Num sei…

  20. Cristiane Andreazza de Oliveira disse:

    Analisando as semelhanças e diferenças nos processos educativos de Cuba e África, foi considerado o contexto no qual estavam inseridas. A educação não era só uma questão pedagógica, mas uma questão política. Em Cuba esse processo foi planejado, com “manuais do animador” e objetivos, políticos e econômicos claros e bem definidos, a vontade política era vontade do povo, os alfabetizados eram chamados a alfabetizar, se investia em estrutura para a educação, a língua usada era a espanhola, que facilitou também esse processo. Já na África a diversidade linguística foi um grande obstáculo nesses processos educativos. Paulo Freire foi convidado a contribuir com essa organização social de Guiné Bissau, sentiu também a necessidade de conhecer o país, não apenas transpor suas experiências de forma mecânica, com o grande problema gerado pela colonização portuguesa, de desafricanização e africanização. Era necessária uma reorganização e a apropriação do repertório cultural, ressignificando a cultura e desenvolvimento cultural.

  21. Claudia Pereira de Godoy Zorzetto disse:

    Neste módulo refletimos sobre a escola, sociedade e estado, tendo como exemplos modelos como Cuba e Guine´-Bissau , onde podemos fazer uma comparação coma educação no Brasil. Tivemos a oportunidade de conhecer toda a pesquisa de Villela sobre o trabalho desenvolvido por Fernando Salinas, Roberto Segre e Tony Guerrero, Homens Plenos. A formação de homens plenos, a formação integral omnilateral. Tivemos o conhecimento sobre os 5 heróis cubanos, os últimos soldados da guerra fria, a história dos agentes secretos infiltrados por Cuba em organizações de extrema direita dos Estados Unidos.

  22. Cássia Ap. M. Oliveira disse:

    Muito interessante a viagem no tempo e no espaço, no dia de hoje, pois permitiu que pudéssemos como numa locomotiva, olhar pela janela e fazer um percurso histórico, permeado por discussões sobre os idealismo, organizações sociais, movimentos na educação comparada entre educação e trabalho na reorganização social, tendo como paradas Cuba e Guiné-Bissau. Pensando além Brasil, foram explorados alguns pontos, da sociedade Cubana, como sua história de organização social, o regime socialista e sua prática frente a ele e ainda questões como manutenção do regime e as mudanças que vêm sofrendo ao longo dos anos. Estes apontamentos foram importantes para uma reflexão em como a Ilha Cubana, com suas adversidades conseguiu uma educação de qualidade. De fato, podemos pensar numa libertação da sua colonização, não apenas do ponto de vista material, mas principalmente imaterial o que levou a uma elevação cultural do na produção e distribuição do capital, com equidade de direitos. Comparando Cuba e Guiné Bissau, foi levantado que a segunda estava no momento de sua “descolonização” e “recolonização mental”, como aponta nosso saudoso Paulo Freire para buscar de uma nova identidade. É importante ressaltar que Guiné-Bissau ao se reconstruir, naquele momento partiu do seu capital cultural, mas no marco zero de suas condições materiais. De tudo isso, é possível considerar que nestes países o pensamento na reconstrução cultural passou pelo exercício de equilibrar o capital cultural e capital intelectual, para todos e com todos, ainda que não se tenha conseguido na sua plenitude. Mas vejo este é o empoderamento que transforma, de fato e criticamente a nossa organização social. E no Brasil, como podemos pensar o nosso descompasso material e imaterial, na distribuição do capital cultural, econômico e outros? Talvez, poderíamos começar pensando na riqueza que a própria escola possui acumulada e pode contribuir nas nossas narrativas sociais. Para isso, o professor pode ser um grande mediador cultural.

  23. Edir Neves Barboza disse:

    As experiências cubanas e de Guiné-Bissau apresentadas na aula, nos permitiu verificar que é necessário olhar para elas e ver outras possibilidades para avançarmos na construção de uma escola que possa ser permeada de valores diferentes destes postos. Acreditamos ser possível dentro do espaço escolar trazermos o debate de valores como solidariedade, respeito as diferenças, coletividade, dentre outros para mudarmos a cultura social. Enquanto espaço privilegiado de formação, a escola pode ser um dos espaços para a transformação e quiçá a superação dessa ordem societária.

  24. Mateus Henrique Turini disse:

    Já ouviu falar de Educação Integral? Já refletiu sobre este conceito? Bom, o ditado “mente sã, corpo são” eu acredito que você já tenha ouvido. Mas será que esta concepção estaria mais próxima dos ideais capitalistas ou socialistas? Os termos ominilateral e politecnia foram usados por Marx quando este se referia quanto ao tipo de educação que a classe trabalhadora deveria receber. Posteriormente, Gramsci proporá uma Escola Unitária e Leontiev uma Educação Multilateral e Harmoniosa. Ou seja, os autores marxistas começaram a olhar para a educação como um meio de resistência e contraposição ao sistema que alienava os operários ao trabalho fragmentado capitalista. A formação integral do aluno é a expressão das propostas marxistas para retirar o trabalhador do campo de alienação que o sistema o deixou. Assim, ao olhar para as experiências educacionais em Cuba, podemos observar que a concepção de “homens plenos” é a materialização destas propostas. Os alunos cubanos estudam em escolas que vislumbram uma formação ominilateral. O sistema possibilita os alunos ingressarem em qualquer curso de nível universitário, mas só depois que passam por um tempo de trabalho no campo. Perceba que não há separação do trabalho material e o imaterial, ou seja, é a valorização do trabalho como um todo, partindo da premissa que de fato é o trabalho que humaniza o ser humano e uma vez que aproximarmos os homens de todo o conhecimento historicamente acumulado, estaremos mais próximos de transformar a realidade uma sociedade. Se nada de que eu escrevi aqui te comoveu, então apenas sugiro que você consulte os dados de rendimento educacional de Cuba. Aí, voltamos a nos falar…

  25. Décio Dantas disse:

    O módulo 4 aclarou a experiência de alguns países (Cuba, Guiné Bissau) que organizaram suas políticas de ensino pelo viés de luta contra-hegemônico, tivemos a oportunidade de refletir sobre o papel de toda a comunidade e do professor (coesão de classe), para estes a Escola não é um aparelho reprodutor da ideologia dominante (Burguesia), mas sim aparelho de transformação social de todos.
    As experiências destes países ensinam-nos a importância do planejamento das aulas de maneira intencional por parte do professor, o procedimento didático Sequência de Atividades da (PHC) oferece um caminho para esse ensino lúcido e intencional, ao qual propaga um modelo de sociedade mais democrático.

  26. Amanda Bruno disse:

    Nos aprendizados desde Módulo, o professor e os textos nos levam a refletir sobre escola, a sociedade e o Estado, especialmente relacionados a Cuba e África. O professor iniciou a aula explanando sobre o seu objeto de estudo na tese de doutorado, o arquiteto – pedagogo Fernando Salinas, que aborda em suas pesquisas questões sobre “Educação e Trabalho”. Apareceu – nos a questão da formação de homens plenos, termo este que é abordado por vários pesquisadores, e afirma que a instrução e a educação devem caminhar em pé de igualdade para que depois se possa colocar essa instrução e educação a serviço da sociedade mediante o trabalho criador do indivíduo. Termo este que pessoalmente achei similar à educação Omnilateral e Integral (atualmente muito utilizado pelo governo). Compreendi que a história e a política são fatores determinantes para o desenvolvimento educacional de um país, evoluindo ou regredindo, como podemos constatar nos textos e vídeos relacionados a educação de Cuba e Guiné- Bissau. Estabelecemos um comparativo entre esses dois países suas semelhanças e diferenças dentro de um processo educacional de alfabetização e os elementos que em minha visão se destacaram foi que, em Guiné – Bissau a existência de muitas línguas dificultou este processo e também a comunicação entre Estado e regiões, e a frase de Amilca de Castro “só um povo culto é um povo livre” frase esta que particularmente concordo em gênero número e grau. Já em Cuba os aspectos de destaque foram, que este processo tinha como objetivo eliminar uma injustiça social e permitir ao alfabetizado o acesso ao conhecimento cientifico para transformar a sua realidade de maneira eficaz, e este foi aceito pelo povo tendo como característica principal o diálogo entre alfabetizador e o alfabetizado. Aula muito rica que nos faz refletir a todo momento sobre nossa prática educativa e a atual situação educacional de nosso país.

  27. Deivide Telles de Lima disse:

    Chamou a atenção nos textos e autores desse módulo, a confiança e a importância que a Educação possui para uma sociedade com justiça social, que visa a formação do homem e da mulher em todos seus aspectos. Também foi proveitosa a reflexão de como os investimentos na Educação de qualidade pode contribuir com a sociedade devolvendo a população serviços de qualidade e igual para todos. Nos exemplos apresentados observamos em Cuba e Guiné-Bissal a libertação de um “colonialismo” através da Educação.

  28. Silvania Gallo Andreazi disse:

    Nos textos discutidos em sala podemos observar o quanto a população, o Estado, enfim, toda a sociedade, lucra com os investimentos na educação. Um exemplo claro disso é Cuba, na busca da formação de “homens plenos”, ou seja, de cidadãos com uma formação integral, omnilateral, o país fez altos investimentos na construção de escolas e na qualidade do ensino, conseguindo erradicar o analfabetismo, trata-se da conscientização política tanto do Estado como da sociedade em preparar os cidadão para atuarem como homens completos, plenos em todos os seus aspectos.
    Paulo Freire, relata em sua obra Cartas à Guiné Bissau a importância da reorganização para o povo e com o povo com a possibilidade de se apropriar dos meios de produção. Evidencia-se que a reconstrução da sociedade está nos processos de interação entre a educação, o trabalho e a relação produtiva, na qual há a reflexão no indivíduo que estuda ao trabalhar, é a conciliação entre a prática e o intelectual. Ressaltou-se que são necessários a presença e o dinamismo da política para ampliar os setores da sociedade bem como de uma formação que vise o pensamento crítico para atuação consciente desse cidadão.

  29. Naiara Martins da Silva Siqueira disse:

    Neste módulo discutimos sobre as Campanhas de alfabetização em Cuba e na África. Tanto em Cuba quanto em Guiné Bissau, a Educação era elemento essencial para o desenvolvimento e a revolução, o processo educacional não era apenas uma questão técnica e pedagógica, mas estaria ligado ao esforço político, para Guiné Bissau a Educação é um dos aspectos prioritários para combater o autoritarismo e a ignorância. Um ponto importante a ser destacado em relação ao analfabetismo é que em Cuba, até 1959, 23,6% da população era analfabeta, já em 1975, na Guiné Bissau 90% da população era analfabeta.
    Com a Revolução em Cuba deu-se início às batalhas para a erradicação do analfabetismo. Estudiosos, universitários foram enviados para as áreas rurais a fim de alfabetizar toda a população cubana. Percebemos que nessas campanhas, os objetivos eram essencialmente de ordem política e econômica, alguns traços essenciais eram: a vontade política e a organização da sociedade cubana, que se reuniam em centros e sindicatos, com a mobilização de jovens, mulheres, etc
    Apesar do diferente histórico entre esses dois países, ficam os indicativos de sucesso para o fim do analfabetismo: posicionamento político e mobilização social enraizados num sistema de ordem igualitária.

  30. Daniela R. V. Foschi disse:

    Neste módulo os debates foram sobre o trabalho na educação, sua organização pedagógica, a relação da prática e a teoria, a união entre o trabalho (formação profissional) e a educação básica (escola). A comparação da educação no Brasil e a dos países em transação socialistas. A preocupação com a educação coletiva onde os aspectos da solidariedade são transmitidos em conhecimento para a criança. As configurações educacionais políticas entre Cuba e África nos faz refletir sobre as possibilidades do resgate de valores tão esquecidos em nossa sociedade. A escola sendo um espaço de construção do ser em transição é peça fundamental para esse resgate formando cidadãos críticos e solidários.

  31. Leandro Oliveira da Cruz Siqueira disse:

    As campanhas de alfabetização em Cuba demonstraram que, quando o Estado realmente toma para si a função de lutar contra o analfabetismo, é possível mudar a realidade, mas, dentro do sistema capitalista, como o interesse do Estado não é o bem comum e sim a manutenção do lucro pela exploração e da propriedade privada, o analfabetismo pode se tornar até uma necessidade. Necessidade esta de “produzir” mão de obra desqualificada, e, através disso, a manutenção do exército de mão de obra de reserva. A busca por uma sociedade que realmente busque solucionar os problemas educacionais é a busca por uma sociedade sem classes, que visa, antes de tudo, o bem estar comum da sociedade.

  32. VALÉRIA CRISTINA BRUMATI DUGAICH disse:

    O texto de Lourenço Ocuni Cá- LEITURA COMPARATIVA DA CAMPANHA DE ALFABETIZAÇÃO CUBANA COM A DE ALFABETIZAÇÃO DA GUINÉ-BISSAU, propõe como objetivo analisar os contextos históricos do processo de alfabetização nesses dois países, focalizando as principais diferenças e semelhanças. A partir deste objetivo, resgatei alguns aspectos que podem fazer um desenho dos mesmos como, por exemplo: colonização, independência, área, população, IDH, língua oficial, produtos exportados, produtos importados, principais parceiros de exportação, principais parceiros de importação, religião…
    A partir dos contextos econômico, político, social e cultural dos dois países e do referido texto foi simples concluir que as campanhas de alfabetização em Cuba e em Guiné- Bissau se deram de maneira muito diferente, sendo possível localizar vários aspectos de “divergência” e apenas um de congruência, se é que posso afirmar ser este de congruência. E qual seria esse ponto? Em Cuba o processo educacional não era apenas uma questão técnica ou pedagógica, mas um esforço político relacionado com as transformações revolucionárias da sociedade e da economia. E em Guiné- Bissau Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde – (PAIGC) criou escolas nas regiões libertadas e colocou em lugar de destaque a educação entre os aspectos prioritários o combate ao colonialismo e à ignorância.
    Um dos aspectos que me chamou atenção e citado como característica principal da campanha de alfabetização em Cuba foi a participação e o diálogo entre o alfabetizador e o alfabetizando, qualquer que fosse sua idade, raça, sexo ou função social. E també que em Cuba havia uma língua falada por todos os cubanos, ao contrário de Guiné-Bissau onde coexistiam muitas línguas o que dificultou a comunicação e determinou os limites da alfabetização

  33. Izabella Godiano Siqueira disse:

    Os textos desta aula, nos fizeram refletir sobre as organizações do trabalho pedagógico na educação básica e na formação de profissionais em Cuba e África. Contudo, há uma grande relação entre educação e trabalho, pois os estudantes tem contato com ofício dentro da escola e assim que formadas precisam contribuir para a sociedade com os conhecimentos adquiridos. Portanto, outro ponto importante a ser exposto é a solidariedade que é compartilhada e ensinada as crianças de Cuba, para terem uma participação no processo político das instituições escolares.

  34. Mariana Cristina Lopes disse:

    O que me chamou atenção hoje foi o documentário que assistimos sobre Cuba. Lá houve a eliminação do analfabetismo e amplo acesso à Educação, que é pautada em valores como a solidariedade. A campanha de alfabetização de Cuba era planejada e teve sucesso por dois fatores: vontade política e aceitação/engajamento de boa parte da população.
    Vale ressaltar que todos têm acesso ao que precisam para sobreviver, entretanto, há muita pobreza e carência financeira.

  35. Analisando o quadro global em que situam-se Cuba e Guiné, nas Antilhas e na África percebe-se que quando pensamos a diferença entre países explorados em locais distintos em condições diferentes temos que: não obstante a diferença no modo de ocupação do território os efeitos foram danosos; e, apesar dos danos a forma como Cuba e Guiné foram ocupadas resultaram em diferenças que impuseram formas de resistências próprias a cada um deles. No caso de Cuba, colonização espanhola e sistema de produção voltado para a manutenção da colônia assim como a Guiné na África. Porém com sistemas de trabalho voltados para a formação de intelectualidade local e formativa. Situação que se torna clara com a taxa de alfabetização na segunda metade do século XX tendo Cuba número superior ao da Guiné. Ambos foram alvo da colonização ibérica e ambos se divorciaram do sistema neocolonialista do século XX durante a Guerra-Fria. Caminhos tomados por uma formação educacional diversa e que pode engendrar uma resistência eficiente.

  36. Guilherme Cortez Ervilha disse:

    Na aula que foram apresentados os modelos de Cuba e Guiné-Bissau consegui notar a importância de alguns pontos importantes para uma reestruturação das questões relacionadas à educação. Em Cuba, por exemplo, me chamou a atenção que havia uma relação bem intensa entre a arquitetura e a pedagogia, aqueles que observavam as necessidades da sociedade faziam isso de forma profunda, integralmente. Alterar as relações sociais é uma das condições para uma educação para além da ordem material do capitalismo.

  37. Adaisa Adail Alves Dinalli disse:

    Nesse módulo, vimos como se deu o processo educativo em Cuba e Guiné Bissau. Enquanto em Cuba, colônia da Espanha, passa por um processo de “libertação”, na Guiné Bissau, colônia de Portugal, não ocorre o mesmo, e sim uma “descolonização”. Esses aspectos não podem ser vistos como meramente políticos, mas, sobretudo, trata-se de uma revolução cultural intensa. Enquanto em 1959, ano da Revolução Cubana, havia 25% de analfabetos, na Guiné Bissau, em 1975, esses índices eram de 90%. O processo de Revolução e Independência em Cuba veio acompanhado de uma intensa elevação dos índices de escolaridade e diminuição das taxas de analfabetismo, uma verdadeira Revolução. O fato de haver muita resistência, na Guiné Bissau, por parte do povo no processo de desvinculação do seu colonizador, pode ter contribuído para o insucesso na redução das taxas de analfabetismo nesse país. Já, em Cuba, esse sucesso pode ser atribuído ao fato de sensibilizar a classe trabalhadora, especialmente a camponesa (82% eram agricultores nesse período) sobre a conscientização do processo produtivo e das formas de trabalho e sua superação.

  38. Letícia Nogueira Gomes disse:

    Não podemos negar que Cuba tem um cenário econômico modesto, porém em relação ao sistema educacional tem muito que ensinar para todos nós, para o mundo, principalmente para a África. Cuba investiu muito dinheiro para conseguir que seu sistema educacional fosse de qualidade, e para que a educação contribuísse para uma mudança social, pois todos os cubanos defendem que as mentes das pessoas precisam ser desenvolvidas para que depois elas possam contribuir para um mundo livre.

  39. Adriana Cristina Mercante Silva disse:

    As discussões hoje, trazidas por meio dos textos apresentados, foram a respeito da educação em Cuba e na Guiné-Bissau (África), com a reconstrução após processos emancipatórios. Os dois países procuraram repensar sua educação a partir de modelos pautados na erradicação do analfabetismo e na união de escola e trabalho, com participação social dos alunos, ofertando escolas técnicas e com foco no trabalho no campo. Cuba teve mais avanços e maior sucesso, investindo nas questões de estrutura e organização. Já Guiné-Bissau fez suas tentativas, contando com apoio de Paulo Freire na implantação de classes para educação de jovens e adultos e círculos de culturas, além de investirem também nas escolas do campo, onde teoria e prática se complementavam; no entanto, alguns entraves apareceram, como a multiplicidade linguística e falta de maior organização na estrutura educacional, como a formação de professores e outros atuantes no processo. A partir das situações vividas por esses países podemos também questionar nossa própria realidade, como a falta de uma escola voltada para o campo, para as minorias (indígenas, quilombolas, etc) e para as escolas públicas de um modo geral.

  40. Karina M. T da Cunha disse:

    “A escola tem que preparar as novas gerações para que atuem como homens plenos”, Fernando Salinas. Esta frase sintetiza tudo o que a educação cubana propõe. A questão de humanidade. Na medicina, isto é mais palpável,visível, pois, enquanto aqui vemos a classe médica muito interessada em ganhos financeiros e status, os médicos cubanos valorizam mais o fator humano, o cuidado com a vida. Minha vivência com uma professora de canto coral, cubana, me mostrou isso também, como valorizam a formação artística, como valorizam a música, se empenham com afinco, se dedicam com veemência. A educação é solidária, o trabalho é solidário. A educação e o trabalho é por e para todos.

  41. O modelo educacional de Guiné-Bissau e Cuba permeou importantes contribuições reflexivas. Caracterizados por valores transformadores acessíveis e alicerçados em patamares solidários, coletivo construído. Vislumbrando possibilidade de modificação sociocultural e educativa numa esfera de superação.

  42. Roseli Aparecida perina Sola disse:

    Entrar em contato com as diversas experiências cubanas por meio de vídeo, texto e discussões possibilitou refletir sobre a sociedade brasileira, a diversidade cultural, políticas públicas, situações de sala de aula, condições de trabalho e práticas pedagógicas. São muitas as inquietações, mas com certeza, amadurecemos nossa visão crítica a respeito do tema discutido.
    Os projetos das “escolas no campo” partiram de uma vontade política e assumiam um elevado compromisso com a comunidade, sendo os indivíduos educados para voltarem a prestar serviços às comunidades. Parece que as ideias desses intelectuais são atuais, seriam elas soluções para os desafios educacionais em nosso país?

  43. Isabel Campos disse:

    O que norteou nossas reflexões nesta data foram os modelos de educação em Cuba e Guiné-Bissau que buscam promover a formação de homens plenos considerando a educação omnilateral e politécnica, além da retomada das discussões sobre o papel da escola e do professor na Pedagogia Histórico-Crítica e da clarificação sobre os cinco passos dessa proposta. Assistir ao documentário e ter aprofundado um pouco na teoria me fez confirmar que essa é uma educação possível, mas que é uma escolha. Ao optarmos por um modelo de sociedade levamos o “pacote fechado”, num modelo capitalista e excludente dificilmente será ofertado uma educação que priorize o bem comum.

  44. Andréa Qader disse:

    Estudando sobre Cuba e Guiné Bissau, vimos que a verdadeira independência deve ser, primeiramente, ideológica. Um povo só é verdadeiramente livre quando pensa e age por si só. Para tanto, é necessário ter condições intelectuais para pensar e condições materiais (capital) para agir. Por isso ser livre é tão complexo. Enquanto Cuba se libertou, Guiné Bissau se descolonizou. A verdadeira revolução é política quando é cultural e ideológica. Só isso altera dados estatísticos. Essa capacidade de se “libertar” de grilhões da ignorância e da manipulação acontece quando o ser humano é integralmente desenvolvido. Essa perspectiva, denominada omnilateral, que contradiz a unilateral, nada tem a ver com riqueza, afinal há exemplos de países considerados pobres que desenvolvem o ser humano de maneira integral. Mais uma vez, Saviani nos mostra que tudo é uma questão de querer fazer acontecer.

  45. Ana Lydia Perrone disse:

    Neste módulo, pudemos através de uma abordagem comparada, analisar os processos percorridos por Cuba(que via a educação como possibilidade de libertação) e Guiné-Bissau(que utilizou-se da educação para a descolonização)que propuseram a erradicação do anafalbetismo. Apesar de nos parecer tão semelhantes, foram tão complexos e diferentes Em Cuba, foi uma extensão da revolução, a educação foi trabalhada de maneira organizada e embasada numa grande vontade política, além de ter recebido uma estrutura pensada e arquitetonicamente positiva.Guiné Bissau, trabalhou em outro sentido, envolvendo a cultura local, sofreu resistência e não foi tão eficaz.Foi muito interessante ter contato com as contribuições de Paulo Freire neste processo que baseava a alfabetização pelo registro do contexto histórico dos adultos alí inseridos, dos temas geradores e conteúdos com significados.

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