Módulo 5 – Fundamentos do Ensino de Sociologia

On julho 8, 2017, in EduCoop, by Fábio Fernandes Villela

Cozinha Caipira, 1895, Almeida Júnior.

Querid@s Alun@s, bom dia! Tudo bem?

Esta é área para a postagem final da disciplina Fundamentos do Ensino de Sociologia. Esse módulo abordou questões relativas a escola, a sociedade e o Estado, especialmente relacionados ao Brasil. A questão para o comentário é a seguinte: quais as principais relações entre a formação omnilateral, mulheres e o território caipira? Bom trabalho! Prof. Fábio Fernandes Villela.

43 Comentários “Módulo 5 – Fundamentos do Ensino de Sociologia”

  1. Rodrigo dos Santos Ribeiro disse:

    A ideia de assentamentos de reforma agrária do território caipira foi explorada nas leituras e discussões suas dificuldades e conquistas. É interessante em relação a esses pontos como suas contribuições na diminuição do êxodo rural, aumento na oferta de alimentos, elevação do nível de renda, maior qualidade nos trabalhos rurais, reordenação do uso da terra. Essa abordagem mostra as reações positivas desses assentamentos e suas contribuições nas diferentes relações sociais que eles produzem. Como esses territórios caipiras existem em outros locais, ou melhor não são só um privilégio do noroeste paulista, a replicabilidade dos “Pejas” não seriam viáveis em outras regiões ?

  2. Márcia Fernanda Bizotto Leme disse:

    Sobre o território caipira e as histórias e saberes tradicionais das mulheres no noroeste paulista, os pontos fundamentais explorados como a cultura ambiental, sustentabilidade, inclusão das mulheres, ações coletivas, uma escolarização de qualidade diferenciada e crucial pra sobrevivência desses territórios e um repensar sobre a ecologia e cooperação agrícola, principalmente. Essa sensibilidade no fortalecimento das mulheres no território caipira realmente proporciona amplas reflexões onde na “visão urbana” esse papel feminino era de submissão total. Essa valorização feminina na construção de conhecimentos é fundamental nas mudanças proporcionado na atualidade e nas futuras já que essas vivências e experiências são transmitidas de geração a geração.

  3. Cátia Lunardi disse:

    A temática da aula foi voltada para a importância de valorização e reconhecimento da mulher em suas atividades no campo, que não estão mais condicionadas a do homem, mas sim lado a lado. Possuem alto conhecimento sobre suas práticas, são admiráveis, produzem produtos que atendem ao mundo público. Resistem para cultivar as tradições não permitindo a invasão do agronegócio. Essas reflexões são necessárias para desenvolvermos em sala de aula essa consciência de importância do trabalho e produção originados no campo, pois ainda existe o preconceito da mulher nessa atividade, como nem sempre existe a valorização da produtora, nem sempre elas são tratadas de igual para igual no contexto social. Devemos promovê-las, a fim de, garantir que a sua atuação frente a sociedade seja apreciada e respeitada.

  4. Patrícia Elisabeth Ferreira disse:

    A atuação feminina em nossa sociedade é evidente e o empoderamento torna-se cada vez mais ascendente, embora ainda seja necessário romper com muitos preconceitos em relação a figura da mulher.
    As discussões da aula reforçaram o quanto as características da atuação das mulheres da cidade diferem das mulheres do campo, uma vez que a figura da mulher da cidade na cozinha, por exemplo, é vista como subordinação e submissão e no campo como forma de cuidado com a família, perpetuação da espécie. A história e saberes tradicionais das mulheres no território caipira também ganha destaque quanto a inclusão e o reconhecimento das mulheres nas atividades de trabalho e de independência no processo de mudanças sociais. No documentário “As sementes” foi muito interessante ver a postura das mulheres nos assentamentos que relatam a utilização da agroecologia como essencial na preservação da terra, conscientização do valor do trabalho e geração de renda. Vale destacar que aos poucos essas mulheres ganharam espaços dentro do assentamento exercendo seus deveres e principalmente conhecendo e usufruindo de seus direitos. Elas ainda afirmam que todas as responsabilidades da casa são deveres de todos da família e não somente das mulheres, inclusive a educação dos filhos e que o trabalho na roça traz a independência.

  5. Letícia Rarek Conceição disse:

    Na aula de hoje o tema “caipira” foi retomado, tendo como foco a valorização da participação da mulher no trabalho do campo diante a toda valorização de permanência do homem no campo. O estudo teve como plano de fundo uma pesquisa desenvolvida pelo professo Villela, na região Noroeste do Estado de São Paulo, focando a força da mulher nos movimentos que envolvem a área rural, vislumbrando a melhoria na qualidade de vida. A partir do filme “As sementes” podemos verificar a liderança e o papel da mulher na sociedade rural de várias regiões do Brasil, ao qual por meio de relatos, expuseram os desafios e as conquistas. No documentário, constata-se que a mulher deixa de administrar apenas sua cozinha para ir além dela, cuidando da terra para trazer benefícios para sua família, seu meio e para o próprio solo, que trata com tanta sabedoria. Neste passo, a mulher trabalha não apenas para o ambiente privado, sua casa, mas para o ambiente público, sentindo-se importante para o meio ao qual está inserido. Ainda vale ressaltar que essa mulher volta a estudar, passa a interagir mais com seus filhos, marido, participando das tomadas de decisões que muitas vezes era provida apenas pelo homem. Assim, ela também vai a busca demais informação e conhecimento por meio de cursos de Educação de Jovens e Adultos e de movimentos sociais. Diante ao exposto, fica evidente que não apenas a mulher ganha, mas todo o meio onde está inserida.

  6. Karina Silva disse:

    Na aula de hoje discutimos acerca das relações entre a formação omnilateral, mulheres e o território caipira. Conversamos sobre a importância da figura na mulher na atualidade, a relação entre o trabalho e o feminismo e suas concepções em diferentes lugares. No campo, quando falamos no feminismo e no empoderamento da mulher, o ato de cozinhar é o próprio ato de superação da cultura machista, já na cidade, a mulher na cozinha é vista como submissa. O importante, independente do lugar, é que as mulheres começam a se desvencilhar dessas rédeas e tomam seus lugares na sociedade. Sobre o território caipira vimos que junto à luta da terra se faz a luta pela escola, e mesmo em ambientes tão precários como esses, as escolas do campo ainda conseguem desenvolver a omnilateralidade no homem. Sendo assim, a educação está além do ensino e de suas particularidades, ela deve ser pensada além do processo de formação, não separando assim a convivência humano do trabalho socialmente útil.

  7. Aline Cristina Pedrozo Pereira disse:

    A imagem acima como também os vídeos assistidos em aula sobre a identidade e cultura caipira, resgataram alguns pontos e mostraram a mudança de papel da mulher do campo a partir dos movimentos sociais sólidos do campo e da mulher. Após muitas lutas contra a sua submissão as mulheres da cidade assumiram posições nas produções, de forma material ou imaterial, e se afastaram de suas funções domésticas, enquanto no campo esse empoderamento tomou outros rumos. A valorização da mulher do campo já existia de uma outra forma, bem explícita no cuidado da família, à frente da casa, essenciais nesse modo de vida, porém a inclusão produtiva dessas mulheres e a consolidação das redes socioeconômicas da agricultura familiar ainda estão em processo e se estruturam em grupos pontuais, em grande parte relacionados ao assentamentos de reforma agrária. Vimos no vídeo “As sementes” que as mulheres, em muitos casos, estão à frente da agroecologia, pensando um planeta mais sustentável, uma melhor qualidade de vida e uma alternativa econômica para a sua família. Como o professor Fábio Villela salientou, algumas políticas públicas atuais, da reforma agrária, proporcionaram as mulheres a condição de terem a propriedade registrada em seus nomes o que fez muitas assumirem o papel de produtoras agrícolas e, com o apoio de cooperativas e/ou grupos de mulheres, puderam se fortalecer, ampliar conhecimentos não só rurais como de toda sociedade e das relações de exploração. Assim, também participam das relações não só de trabalho como de planejamento do uso da terra, que antes eram funções mais exclusivas dos homens, e ainda continuam cuidando de sua família, principalmente quanto ao cuidado com o alimento e com a qualidade de vida.

  8. Paula Cristina Constantino Santos disse:

    Na aula de hoje falamos sobre a mulher no campo não como ajudante de seu marido, mas como protagonista de seu próprio trabalho. Ao assistir o documento “As sementes” uma fala de uma das entrevistadas no chamou atenção, ela falou que devemos preparar a terra como se fosse o berço e não a cova. Falamos também sobre o território caipira, vimos que junto à luta da terra se faz a luta pela escola, e mesmo em ambientes tão precários como esses, as escolas do campo conseguem desenvolver um homem omnilateral. Discutimos que é necessário compreender a escola e o trabalho juntos e que a educação é mais integral do que o próprio ensino e que para superar a escola capitalista é necessário trabalhar a coletividade.

  9. Rodrigo Gonçalves Vieira Marques disse:

    O documentário das mulheres demostrou o empoderamento delas em questões de gênero e uma mudança no seu papel na sociedade. Porém, quando pensamos no Estado, as mudanças sociais ainda são simplistas e com pouca criticidade, sendo direcionadas para uma manutenção do sistema e não de uma mudança social.
    As visões sociais das mulheres no documentário são profundas, mas infelizmente não são todas que possuem essa visão crítica. As
    transformações sociais devem ocorrem em todo o Brasil para uma mudança efetiva do caipira, da mulher e de outros grupos excluídos em nossa sociedade. Isso somente será possível com o engajamento de toda a população, a escola e seus professores possuem papel fundamental, mas não único na luta de classes, para terminar com um Estado “para poucos” e promover um Estado “com e para todos”.

  10. Silvia Aparecida Bedin Camponez disse:

    Nas relações entre as mulheres, o território caipira e a formação omnilateral destaca-se a questão do conhecimento histórico-cultural que fortalece ações de conquista social. A mulher se fortalece com o conhecimento e busca a transformação, deixa de ser responsável apenas do, ambiente cozinha, e passa a produzir também na terra trazendo benefício para sua própria vida como também à vida em seu entorno. Além de se destacar pelo trabalho, ela também busca o estudo, se transformando omnilateralmente, em todas as esferas. Embora seja positiva essa postura feminina e apesar de se ter o conhecimento da importância da área rural, ainda há zona de desconforto na questão do preconceito, dessa maneira a metodologia de projetos auxilia como importante maneira de se trabalhar a educação para a compreensão da aprendizagem como ato dinâmico, compartilhado e processual e que envolve a colaboração, a reciprocidade, a divisão de tarefas, a solidariedade e o respeito às diferenças.

  11. Barbara Silva Alves de Lima disse:

    Emoção!
    Depois do percurso que seguimos durante a semana juntos, ficou o sentimento e a necessidade de buscarmos mais sobre os conteúdos que vimos. O vídeo das mulheres caipiras, me proporcionou uma reflexão profunda sobre o papel da mulher na sociedade em que vivemos, esse empoderamento vivido tão recentemente, mas fruto de uma necessidade de “libertação” histórica, chorei! Me lembrei das mulheres da minha vida, aquelas que sem saber, me encheram de teimosia, força, independência, liberdade, questionamentos…Sobre os textos, compreendemos o conceito do termo “omnilateral”, a formação plena, completa do ser humano a partir da sua convivência social e da relação do trabalho. Assim, nos enchemos de “esperançar” rumo a nossa luta de resistência, cada um para um lado, mas todos com suas sementinhas, encaremos a sala de aula como um “berço”!

  12. Luciane Fernandes disse:

    Neste último módulo pudemos “matutar” sobre a “civilização do milho”, o papel das mulheres na construção da sociedade do nordeste paulista. Também meditamos sobre a formação Omnilateral, ou seja, a formação plena do indivíduo onde este se sente completo a partir da convivência em sociedade e de seu trabalho. Os autores trouxeram a ideia da necessidade de pensar a escola e trabalho juntos. Apontaram que a escola pode estar centrada num modelo excludente, tecnicista, de teoria globalizante contribuindo com a perpetuação de um mundo plano. Porém, se a escola tem a função de transformar deve buscar uma nova perspectiva – a interdisciplinaridade, conceito fundamental para formar o sujeito na integralidade. A auto-organização para resgatar a coletividade, superar a alienação, valorizar o mundo do trabalho pode ter como membro atuante e mediador a figura do professor. Recordando-me da frase dita em sala: “Qual a sua responsabilidade na desordem na qual você se queixa?” – Freud, indago – Qual a minha responsabilidade? Qual será a nossa responsabilidade? Devemos ultrapassar os muros escolares. Seguindo o exemplo daquelas mulheres que saíram de seus universos, romperam barreiras para transformar suas realidades, devemos nós professores romper com paradigmas e depositar sementes de coletividade, de valorização do trabalho, de questionamentos para contribuir com a construção de Homens e Mulheres Plenos e não perpetuar um mundo plano… Mesmo que de mansinho… Picando e mastigando fumo… Observando o caminhar da nascente de um rio que começa “piqueninha”, vai ganhando forma, alterando espaços geográficos, alimentando a terra, a fim de atingir seu objetivo… O mar? Num sei…

  13. Daniele Cristina Rodrigues Milani disse:

    A aula de hoje contribuiu para que refletíssemos sobre o papel da mulher na sociedade e toda a responsabilidade que ela carrega, ou que a encarrega.
    No documentário A Semente que assistimos, pudemos ver a força das mulheres, sua resistência, sua busca constante em ser a voz ouvida.
    Precisamos ainda avançar e muito, porém a resistência precisa ser constante e ouvida.

  14. Claudia Pereira de Godoy Zorzetto disse:

    No dia de hoje foi feita a apresentação sobre Cultura ambiental no território caipira, por Villela, onde retrata a vida de mulheres responsáveis pelo sustento de suas famílias e descobriram um mundo de oportunidades. Esse território é marcado como Civilização do Milho. Assistimos um vídeo Sementes, retratando a vida de mulheres poderosas à frente do seu tempo em ideais, projetos e planos de futuro, trabalham no campo, utilizam seus conhecimentos para cuidar da terra, a sustentabilidade colocada em prática. No depoimento dessas mulheres do campo, falando com simplicidade, de como enfrentam os problemas, na maneira delicada e forte de como lideram suas famílias em conjunto com seus maridos, fica uma reflexão sobre o que esperamos para o nosso futuro, o que queremos para nossos filhos, do que precisamos para ser feliz…

  15. Andreza Patricia Balbino Cezário disse:

    Nesse último módulo, um fechamento das discussões que realizamos durante toda a semana, relativas a escola, a sociedade e o Estado, voltado para a realidade do cenário educacional brasileiro. O vídeo e os últimos textos, trouxeram importantes contribuições para aproximação das representações do contexto das mulheres no espaço rural “território caipira”. Nesse sentido, as reflexões sobre agricultura familiar sustentável, agronegócio, cooperativas de trabalho e formas de organização social em benefício da coletividade. O papel fundamental da escola e da EJA, em propor práticas pedagógicas que contemplem essas relações entre essas populações rurais, tendo em vista o resgate da visão do trabalho, valorização cultural e respeito com a terra, enquanto dignidade humana, considerando as relações sociais e suas interações.

  16. Cristiane Andreazza de Oliveira disse:

    Durante este módulo foram abordadas as questões relativas a escola, a sociedade e o Estado, especialmente relacionados ao Brasil, onde a formação omnilateral e o trabalho pedagógico em uma escola do MST defendem que não há luta pela terra sem luta pela escolas, que se desenvolvem de forma organizada em núcleos e subnúcleos, e mesmo dentro desse ambiente precário a educação pode ser pensada a formação de um homem ominilateral, solidário , em um ambiente de ajuda mútua, através do cooperativismo, da educação e do trabalho, com bases teóricas marxistas pensando a educação além do ensino, mas dentro de um processo de formação humana, dentro de um tempo histórico social. Nessa mesma perspectiva o documentário “As sementes”, demonstra a importância da formação e atuação das mulheres no território caipira, partilhando com todos os membros da família as responsabilidades de casa, que até então eram somente delas e trazendo o empoderamento necessário para a participação nas decisões e no trabalho do campo, sem perder a cultura e os saberes tradicionais de cada região, que podem contribuir para a manutenção da biodiversidade e ecossistemas. Outro ponto também apresentado na aula, que colabora com essas comunidades, foi a questão da produção das sementes crioulas, que permite auto sustentabilidade, sem ficar reféns das industrias de sementes aditivos e defensivos agrícolas.

  17. Lyslley Ferreira dos Santos disse:

    Um dos aspectos analisados foi a história e saberes tradicionais das mulheres caipiras, trazendo em discussão o empoderamento feminino no campo e sua relação íntima com a terra, que pode estar relacionada com perpetuação da cultura, cuidado familiar e da semente. Surge o conceito de agroecologia, a partir da produção sem agrotóxicos estabelecendo uma relação com a natureza, fortalendo a agricultura familiar a partir da economia solidária feminista. Algumas problemáticas foram apresentadas a partir da leitura do documentário “Sementes”, como a luta pela superação do machismo no campo e os altos índices de analfabetismo entre mulheres. A partir do trabalho no campo e da participação das mulheres em grupos femininos coletivos rurais, essas mulheres vem buscando a valorização da cultura do campo, problematizando questões políticas, econômicas e sociais. Assim, dentro do conceito de formação omnilateral foi discutido o caminho para se alcançar uma formação completa do sujeito a partir do reconhecimento pelo homem das relações de produção e exploração do trabalho, sendo a escola o caminho para isso a partir do conceito de interdisciplinaridade.

  18. Andressa Calvo Pichinini disse:

    Nosso fechamento deu-se a partir das discussões do desenvolvimento pleno do ser humano, na qual, propicia-se diante das relações sociais e do trabalho. Esse desenvolvimento é exposto por Machado como formação Omnilateral.
    Encerramos portanto, com as propostas dos movimentos populares e feministas, na qual, é defendida pela autora Korol, a necessidade de uma reforma agrária integral, que visa não só a questão da doação de terras, mas principalmente a oferta de todos os subsídios necessários (financiamentos, capacitação, educação, pesquisas para melhoramento das práticas agrícolas) para que os homens e mulheres do campo possam viver da terra e para a terra. A autora enfatiza, a participação das mulheres nesse processo, de forma a garantir a equidade de gêneros e desmistificação do patriarquismo, trazendo a mulher como sujeito indispensável desse processo. Essa liderança feminina, assegurada pela autora e retratada no documentário assistido em sala, possibilita a qualidade de vida das famílias através do consumo, produção e comércio de uma agricultura saudável e consciente.

  19. Cássia Ap. M. Oliveira disse:

    Neste último encontro, várias foram as problematizações sobre a organização social relacionando educação e trabalho. Dentro deste espectro, estiveram o desenvolvimento sustentável e seus desafios, a ação dos movimentos feministas como empoderamento da mulher do campo para contribuir na sociedade e não como contraposição ao homem, a formação omnilateral e as condições objetivas para tal e a educação numa perspectiva emancipatória a estes aspectos, em que se leve em conta a interdisciplinariedade da práxis e do pensamento docente/discente em contraposição à alienação no ambiente escolar. Tudo isso, pensado numa sociedade Brasileira muito diversa e com pouca equidade de direitos. Enfim, um emaranhado de questões a serem pensadas de forma a buscarmos proposições, para transformar o nosso olhar à nossa própria realidade e afetar os espaços, por onde passamos. Em todo tempo e espaço afetamos e somos afetados. Fico pensando quantos desafios temos pela frente, enquanto educadores e ao mesmo tempo como somos privilegiados por sermos educadores e podermos pensar e agir de forma política e pedagógica, para transformar espaços educativos. Ainda que também tenhamos que pensar nas ideologias que nos cercam, tenho a convicção que hoje estamos mais instrumentalizados e podemos agora, pensar e agir com saberes diferentes sobre o que nos cercam.
    Deixo aqui o meu agradecimento à todos os colegas pelas contribuições diversas e singulares nesta semana, se transformaram em mais ferramentas no meu universo individual e coletivo. Em especial, agradeço você professor FÁBIO VILLELA, pela organização, didática e intenção de que cada aluno fosse parte do processo de ensino e aprendizagem da disciplina que compartilhou conosco. Muito Obrigada!!!

  20. Mateus Henrique Turini disse:

    Quando falamos de feminismo e movimentos contra uma cultura machista, nos vem à mente a imagem da mulher que sai de casa cedo, trabalha oito horas por dia, pega o filho na creche, lidera operários na indústria da construção civil, dirige o carro enquanto de maquia, enfim, coisas do mundo urbano. Mas e a mulher do campo? Esta estaria fadada a se sujeitar aos desígnios do patriarcado rural? Os estudos feitos nesta área permitem enxergamos que a mulher no território caipira há tempos ocupa papel ativo no núcleo familiar. É a mulher que administra parte importante das tarefas desempenhadas no campo. E a problemática da importância da mulher do campo ultrapassa a pauta feminina e funde-se com as questões do caipira. Ou seja, a mulher do campo é mulher ao mesmo tempo em que é caipira! Então a análise sociológica ganha um grau de complexidade grande, onde a forma de valorizar a mulher no campo destoa das lutas das mulheres urbanas. E ainda, como valorizar a mulher do campo sem que seja anulada a sua realidade caipira? Este empoderamento da mulher deve ser feito em consonância com a valorização do modo caipira de ser, e é isto que os sociólogos contemporâneos se debruçam a fazer.

  21. Deivide Telles de Lima disse:

    Chamou muito a atenção nesse módulo a ascensão das mulheres na sociedade, sua luta e sua organização, principalmente no campo. Confesso que o documentário exposto trouxe muita esperança diante de uma sociedade que carrega ainda um machismo. Pude entender que para a mulher ganhar empoderamento no campo não quer dizer que ela deve deixar o campo e seus costumes, e sim ter seu papel reconhecido e respeitado.

  22. Décio Dantas disse:

    Ao final do curso, no módulo 5 tivemos a oportunidade de refletirmos sobre a formação do ‘homem pleno’, ao qual transforma o meio e é transformado por intermédio da atividade laborativa. Entender o processo de formação omnilateral é importante para que não haja o apagamento de diversas culturas, o foco das aulas foram sobre a cultura Caipira e seu enfraquecimento na esteira dos anos, importantes questionamentos surgiram depois das leituras e debates do texto: A quem interessa o apagamento da cultura Caipira ? Com o apagamento da cultura Caipira a formação omnilateral está ameaçada? A quem interessa o apagamento e a subordinação das mulheres Caipiras e Urbanas?

  23. Josiani Ferreira Creste disse:

    Neste módulo versamos, por meio das leituras dirigidas, sobre o desenvolvimento pleno do homem e suas relações sociais. Retomou-se o tema “Caipira” abordando o empoderamento da MULHER CAIPIRA. No dicionário o termo Empoderamento significa: Conscientização; criação; socialização do poder entre os cidadãos; conquista da condição e da capacidade de participação; inclusão social e exercício da cidadania. (Dicionário inFormal (SP) em 17-11-2008). Esse é um movimento feminino que vem ocorrendo no mundo todo, cada qual na sua concepção. A Mulher do Campo compreende o cuidar da família, o cultivar para consumo e renda, e o cozinhar, atos de superação da cultura machista, enquanto a que a Mulher Urbana compreende essas funções com submissão buscando, por exemplo, a ocupação de cargos no mercado de trabalho de forma igualitária ao homem. O documentário “As Sementes” me levou a refletir sobre o quão preconceituosa a sociedade urbana é em relação a cultura do campo, ainda mais quando se trata da mulher, que é vista por muitos como a “matuta ignorante e sem estudo que passa o dia todo cozinhando. Enquanto que na verdade são mulher fortes que lutam por seus ideais e cultura. Também me fez lembrar, com saudades, a minha infância e das mulheres duas mulheres que durante a colheita de café que havia sido prejudicada pela geada me ensinaram a não desistir de lutar e acreditar que a “próxima colheita será farta”.
    Essa semana de estudos me deu ainda mais vontade de lutar por uma escola que emancipa, liberta e a certeza que isso é possível, basta lutarmos pelo empoderamento da nossa Classe. #EmpoderamentoDoProfessor #educaçãoemancipatória #formaçãoOmnilateral

  24. Amanda Bruno disse:

    Neste Módulo final, a reflexão foi sobre a escola, sociedade e o Estado relacionando –o com o Brasil, uma das temáticas que se destacou foi sobre a importância e valorização da mulher no campo. O empoderamento dessas mulheres me chamou a atenção, me trazendo lembranças familiares da minha mãe e avó. O termo Agroecologia, que se baseia na agricultura pensando dentro da ecologia, sem uso de agrotóxicos e remédios que possam destruir o meio ambiente, era desconhecido até então, mas acredito ser fundamental construção de um mundo melhor. Pois é notório o impacto dos problemas ambientais dentro da saúde do ser humano. As mulheres quando se tratava de agricultura, eram designadas exclusivamente aos afazeres domésticos cotidiano e não participavam das decisões sobre a terra ficando sujeitas as decisões dos homens (maridos). Com o vídeo Sementes pudemos contatar que a mulher hoje, ocupa um papel fundamental na agricultura familiar, estendendo – se além desses afazeres, e como foi dito não querem substituir os maridos, mas sim caminhar em conjunto, pois todos são responsáveis neste processo conhecendo os seus direitos e deveres. E a visão preconceituosa da sociedade sob o trabalho da mulher no campo. Sobre o artigo do professor Fábio Villela, conseguimos compreender a importância da escola no caso exemplificado o EJA nesse processo, levando em foco a importância de se trabalhar os saberes tradicionais, levando esses alunos a reconhecerem- se como indivíduos e transformar o seu entorno social.
    Para finalizar gostaria de agradecer ao professor, pois me possibilitou uma das melhores aulas reflexivas sobre o papel da escola, dos professes e do Estado na sociedade, fico feliz em ver que existem muitas pessoas preocupadas com esse processo, que apesar de desvalorizado e caminhar com passos de tartaruga, não desistem e tentam fazer a sua parte para a mudança desse sistema e na vida de seus educandos. Obrigada

  25. Silvania Gallo Andreazi disse:

    Conforme discutimos sobre os textos a formação omnilateral vai além do ensino, visa a formação de indivíduos conscientes, críticos para atuarem no contexto social, político e econômico. Ao meu ponto de vista, é contraditório, nos dias de hoje, a discriminação de gênero, haja visto as contribuições e o papel o qual é exercido plenamente pelas mulheres. Como vimos nos vídeos e nos textos discutidos, infelizmente, trata-se ainda, de uma realidade, inclusive no meio rural. Faz-se urgente, a conscientização da inclusão, da igualdade de gênero, em todas as esferas da sociedade, tanto social, educacional, rural e até mesmo judicial, frisando que não se trata de disputa, mas sim, de um anseio em construir ao lado dos homens uma sociedade melhor, que ofereça e acolha oportunidades a todos.

  26. Daniela R. V. Foschi disse:

    Durante a aula observamos empoderamento e valorização da mulher do campo, a sua força, o prazer no trabalho e a busca pelo conhecimento. Essa realidade também é vista na cidade. Podemos chegar então ao rompimento do paradigma do “homem como ser superior”. A mulher está conquistando o seu espaço.
    Debatemos também sobre a Educação Omnilateral. Devemos pensar na educação em todos os sentidos para o desenvolvimento do ser Omnilateral, eliminando da educação (instituição) todas as formas de competição, avaliações comparativas que estimulem o individualismo, ícone da educação burguesa. Devemos então buscar processos educativos ao acesso efetivamente democrático ao conhecimento na sua mais elevada universalidade.

  27. Naiara Martins da Silva Siqueira disse:

    Infelizmente não pude estar presente fisicamente na discussão desse módulo que muito me interessa. Observando os textos na ementa da disciplina e os comentários dos/das colegas aqui no blog, pude perceber que a discussão sobre a mulher no campo transcendeu o espaço rural, pensando a mulher na sociedade e no combate ao sistema que tanto oprime a mulher no campo e na cidade. No que se refere a atuação da mulher na sociedade, sobretudo a mulher do campo, posso contribuir compartilhando uma experiência do assentamento em Bauru, onde pessoalmente pude observar que a mulher do assentamento não somente realiza os afazeres domésticos cotidianos (que ainda é visto como afazeres genuinamente femininos pela sociedade machista) mas também cuida da família, cultiva e colhe seu alimento, trabalha fora de casa e muitas vezes constrói sua própria moradia! Contudo, a mulher do assentamento, além de buscar e enfrentar seus obstáculos diários ainda luta pelo direito à terra, a propriedade e a dignidade. Não posso deixar de pensar na estrutura do sistema capitalista: patriarcal, machista, sexista, preconceituoso e opressor o qual todas as mulheres estão inseridas. Por isso, penso que a luta das mulheres deve estar atrelada a luta de classes, pois somente combatendo as mazelas desse sistema que a mulher terá igualdade de oportunidade e de direitos.

  28. VALÉRIA CRISTINA BRUMATI DUGAICH disse:

    Na aula de hoje, através do documentário “As Sementes”, foi possível ver de forma clara a formação omnilateral, o papel e o lugar das mulheres no território caipira. Impressionou os relatos, a consciência e a ação planejada, organizada e coletiva de todas. Mulheres fortes que conquistaram seu espaço e melhoraram a qualidade de suas vidas e de suas famílias numa sociedade onde as mesmas ainda sofrem preconceito e discriminação.

  29. Izabella Godiano Siqueira disse:

    Na aula de hoje, o tema caipira foi retomado com uma interlocução no foco foco da valorização da mulher no trabalho do campo, diante de toda valorização do homem no campo. Contudo, a partir do filme ” As sementes” pudemos verificar a liderança da mulher na sociedade rural de várias regiões do Brasil, em que relataram os seus desafios e conquistas. O documentário enfatiza que a mulher deixa de realizar as tarefas domésticas para também cuidar do seu próprio solo. Sendo assim a mulher não trabalha apenas no seu ambiente privado, mas também no público, em que se senti importante no meio inserido. Vale destacar que a mulher passa a tomar decisões na qual apenas os homens tinham voz. A mulher também vai buscar mais informações e conhecimentos através dos movimentos sociais, em que não só a mulher se privilegia, mas todo o meio na qual faz parte.

  30. Mariana Cristina Lopes disse:

    Refletimos sobre o papel das mulheres na sociedade, especialmente sobre a participação da mulher no campo. Por meio do documentário conheci o conceito agroecologia, que é uma forma de cultivo e produção de hortaliças, frutas e laticínios totalmente ecológico, sem agrotóxicos ou adubo químico. O interessante é que isso é desenvolvido por mulheres. O encantamento das mulheres pela agroecologia deu-se por ser desenvolvido ao redor de casa, com produtos de procedência e por ser um sistema que aumenta a diversidade alimentar da família, além de proporcionar uma renda para a produtora. A comercialização da produção é realizada no comércio local e para o PNAE. Ao administrar o próprio dinheiro, as mulheres adquirem autonomia, fato que muda sua figura dentro da família, pois elas passam a se posicionar em relação ao marido e filhos.

  31. Guilherme Cortez Ervilha disse:

    Ao pensar na aula de sexta e das experiências e discussões desenvolvidas, especialmente sobre o trabalho do Prof. Fábio com o Território Caipira e a História dos saberes tradicionais das mulheres no território caipira, uma palavra me veio muito forte: resiliência. Curiosamente, um substantivo feminino. Significa a capacidade do indivíduo de lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas.
    Diversas foram as referências e relatos práticos para alterar problemáticas sociais, ora em contextos capitalistas ora em contextos socialistas. Mas nada será transformado se não partirmos de nossa própria prática e nossas relações sociais, não apenas como professores que somos por formação/profissão, mas pelo reconhecimento do potência que é nossa ação enquanto intelectuais da educação.

  32. Adaisa Adail Alves Dinalli disse:

    Nesse módulo, vimos como pode ser possível a superação e a resistência das formas de opressão engendradas pelo capitalismo patriarcal. Mulheres assentadas, inspiradas pelos Movimentos Sociais Sem Terra e os coletivos femininos, encontram no próprio campo a alternativa para suas próprias superações. Partindo de um outro olhar para a terra, enquanto a “coisa sagrada”, evidente no filme “As sementes” como “berço” em vez de “cova”, essas mulheres empoderam-se em seus lotes de assentamento, assumindo a sua devida importância na luta, ao lado do homem, como protagonistas de suas ações de luta e resistência. Tendo a cozinha como centro de perpetuação dos saberes do campo, das tradições rurais, estendem esse espaço na luta pelos alimentos de “sementes livres”, livres de fertilizantes e agrotóxicos, usadas por empresas de agronegócio cada vez mais devastadoras a todas as formas de vida no campo. Assim, nesse processo de resistência, essas mulheres se aproximam da omnilateralidade, ou seja, do processo de entendimento da sua participação consciente no processo de trabalho e perpetuação do mesmo.

  33. Letícia Nogueira Gomes disse:

    Assistir ao documentário: “As Sementes” que traz histórias de mulheres que atuam, defendem e assumem um papel de grande destaque nos movimentos agroecológicos no Brasil, nos fez refletir sobre como as práticas agroecológicas potencializam a igualdade de gêneros no campo, pois essas mulheres plantam, cuidam e comercializam seus frutos. A pratica dessas mulheres num território caipira exemplificam o conceito de omnilateralidade, pois a prática relatada no documentário retrata uma formação humana oposta à formação unilateral provocada pelo trabalho alienado e divisão social do trabalho.

  34. Paulo garbelotto disse:

    A formação omnilateral é bastante difusa na aula, formação do sujeito como algo amplo, completo e não alienado, pois é através dessa formação que se dá as mudanças sociais. Marx já no deixou essa questão,é por meio de teoria e prática que se faz as mudanças sociais, um dos exemplos na aula, e a cultura Caipira e suas mulheres, que atuam em seu respetivos meios para transformações significativas, fica claro quando as Mulheres não interpretam a terra como mero lote de terra, e sim como o berço da semente, da evolução.

  35. Adriana Cristina Mercante Silva disse:

    As discussões foram sobre a necessidade de desenvolvimento pleno do ser humano, proporcionando uma interação entre as relações sociais e do trabalho, que podemos chamar de formação omnilateral. A abordagem foi a partir do conhecimento do universo de mulheres do território caipira, que demonstram uma atitude de emponderamento frente ao trabalho que realizam no campo, mas que o fazem sem perder as relações com seu papel social e familiar. Esta íntima relação é percebida nos cuidados com suas propriedades, a consciência ambiental, na troca com seus grupos sociais (grupos de produção coletivos, auxílio em outras propriedades, troca de experiências e conhecimentos) e também na descoberta da importância da escola – nos cursos de EJA. Essas mulheres têm um vínculo tão forte com o campo, que acabam por fortalecer a permanência no campo, agindo no sentido de continuidade e preservação de culturas e conhecimentos.

  36. Formação humana em sentido pleno a omnilateralidade pressupõe uma atenção plena na apreensão da cultura humanamente acumulada pela humanidade. O conceito parte da necessidade de usar os conceitos funcionais nas diversas concepções de educação no preparo do aluno. Parte da concepção de formação em oposição ao de trabalho alienado. Aí surge uma questão que tem origem no pensamento de Gramsci, que é de elucidar que a atividade de estudos é uma atividade laboral por excelência. A unilateralidade burguesa requer a manutenção de uma estrutura de exclusão sistemática com constante valorização de ensino privado e confessional. A Proposta de formação omnilateral requer que a atividade de ensino seja ´pública e culmine com a correção da divisão por grupos dentro da sociedade. Na perspectiva da pedagogia histórico crítica, há ainda o resgate do conceito de formação integral com base na cultura clássica. Como plano de trabalho proposta em Dermeval Saviani há contribuição de leitura em Sartre, Gramsci, além de diversos pensadores marxistas acerca da atualidade do pensamento radical.

  37. Karina M. T da Cunha disse:

    As pedagogias de fundo marxista tem combatido a educação e modelo de trabalho unilaterais, propondo mudanças que atendam o contexto ao qual se inserem as sociedades que estiveram à margem e que começam a compreender o seu valor, graças a uma educação focada no ser humano e no meio em que vive. Assim, as mulheres do campo estão conscientes de seu papel na sociedade em que vivem, participando ativamente no trabalho rural, em prol da família, da comunidade. Seu pedaço de terra que lhe fornece alimento e gera trabalho, e tem que ser cuidado, pensado, planejado. A mulher do campo tem se colocado num papel de liderança, e isto tem sido possível graças a uma educação que preza pela autonomia.

  38. Hoje tivemos o privilégio de abordarmos, a relação indivíduo Omnilateral, despontando no encontro da busca pelo desenvolvimento amplo, pleno e contínuo do ser humano. Propicio olhar, desde a gênese do seu reconhecimento como, “Ser” hoje, neste universo de mudanças sociais. Nitidamente exemplificado no momento em que as mulheres aclaram a terra como berço, onde brota a cada momento a diversidade da semente da evolução, constante e consciente. Apropriada analogia na busca de novas reformas intelectuais e sociais.

  39. Roseli disse:

    Villela, em seus estudos, buscou conhecer a realidade das mulheres além dos trabalhos domésticos cotidianos, em seus trabalhos na terra. A partir de um entendimento omnilateral, torna-se necessário aprofundar a relação das mulheres com o trabalho laboral, a partir de suas próprias perspectivas. Dessa maneira, propõe pensar a inclusão produtiva das mulheres, a consolidação de redes socioeconômicas da agricultura familiar e a inclusão produtiva das mulheres do território caipira. As reflexões propostas ampliam a concepção do senso comum de “mulheres donas de casa” de forma a retratá-las como provedoras, além de cuidadoras da família. O tema em questão é novo para mim que, apesar de ter nascido no ambiente caipira, desconhecia as organizações entre as mulheres do campo.

  40. Isabel Campos disse:

    Vimos um EJA diferente, ampliado, que agrega questões para o desenvolvimento sustentável, com aulas em outra linha e com a ressignificação da ideia de EJA. Maravilhoso o documentário: As sementes. Assistir o empoderamento das mulheres caipiras, que com uma formação omnilateral passaram a buscar a igualdade de direitos e a valorização de seu trabalho. Semana produtiva: excelentes discussões, muitas reflexões, teorias, relato de experiências… Saímos da disciplina com um olhar muito mais apurado e sensível às questões que permeiam o universo educacional e humano.

  41. Reinaldo Donizete de Oliveira disse:

    Dentro do território caipira temos outros territórios menores, delimitados, e um dos territórios do ponto de vista cultural é a cozinha caipira. Local onde as mulheres (e também os homens) tem uma forte identificação com a construção dessa cultura, pois ali, neste local, que muitas das relações sociais, culturais, e porque não formativas, se passam. É um dos berços da cultura caipira. As práticas, os alimentos, os dizeres e as construções que passam nesse ambiente tem uma forte representação e ligação com as mulheres desse território, que se modifica a cada dia, que aparentemente havia enfraquecido, mas através dos movimentos, inclusive das mulheres, está se reerguendo de maneira sólida e revolucionista.

  42. Andréa Qader disse:

    A proposta nos pede para falar sobre as principais relações entre a formação omnilateral, mulheres e o território caipira. Temos aqui três conceitos polêmicos, complexos e, politicamente, hostilizados. Porém, não se trata de falar da mulher, muito menos da mulher caipira. Se trata de falar do poder de um ser que é humano, antes de tudo, e que se encontra como mulher num ambiente que é do campo. Aí está o pináculo eminente da questão sobre a qual os sociólogos democratas se debruçam e esbanjam argumentos sociais plausíveis

  43. Ana Lydia Perrone disse:

    Este último encontro suscitou questionamentos e reflexões, num primeiro momento a importância da mulher do campo, que está inserida num contexto de luta e trabalho que a coloca num papel fundamental para fortificação da cultura e do trabalho no territorio onde está inserida.Logo após abrimos uma discussão importante e que nos deixou no mínimo com mais uma “pulga” atrás da orelha…como podemos como professores inseridos num contexto escolar, propiciar aos nossos alunos situações que desencadeiem uma aprendizagem significativa, pautada no contexto de realidade onde está inserido ??? Que atitudes devemos ter frente ás imposiçoes do Currículo, do material didático que estamos submetidos??? Essas e outras questões com certeza irão colaborar no sentido de renovarmos nossa práxis, e quem sabe, dar um passo para formação de homens plenos…

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