Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem?

O módulo 3 da disciplina Sociologia da Educação 1 procurou expor as interações fundamentais da Sociologia da Educação.  A partir da leitura dos textos 10 a 17, procure trazer para o debate as interações fundamentais da Sociologia da Educação, tendo como referência o trecho do documentário visto em sala de aula: “Pro dia nascer feliz”, de João Jardim (2005)*. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

Obs. O aluno poderá assistir o documentário completo “Pro dia nascer feliz”, como uma atividade complementar desse módulo no seguinte link do Youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=aHLCX8SYaeM

*Pro Dia Nascer Feliz (Br, 88 min), dir. João Jardim.

Documentário de longa-metragem. As situações que o adolescente brasileiro enfrenta na escola, envolvendo preconceito, precariedade, violência e esperança. Adolescentes de 3 estados, de classes sociais distintas, falam de suas vidas na escola, seus projetos e inquietações.

68 Comentários “Módulo 3 – Sociologia da Educação 1 – Interações Fundamentais da Sociologia da Educação”

  1. Maísa Gonçalves Lima disse:

    Marx e Engels apontam que a divisão do trabalho acontece entre o manual e o trabalho intelectual, essa divisão é visivelmente refletida na educação, onde para classe trabalhadora é reservada uma educação unilateral que adestra para o desenvolvimento manual necessário para o mercado de trabalho. Em contraponto a essa educação do trabalhador, existe uma elite educada para a reflexão intelectual e formada para reprodução do sistema. No documentário, a análise do livro “O cortiço” e a fala das alunas sobre como elas “notam na rua” as pessoas de realidade economicamente diferentes, mostra uma realidade cruel, uma vez que enquanto a classe trabalhadora busca garantir seus direitos fundamentais através da educação, a elite mesmo que levada a refletir mantém-se no plano da discussão, sem interesse de mudar a situação. Percebemos nesse documentário que ocorre uma reificação da educação, que torna-se então um instrumento de manutenção do sistema capitalista, mantendo seus alunos alienados para a reprodução da s diferenças de classe, porém com a liberdade limitada proposta pela emancipação política.

  2. Adriane Ruis da Silva disse:

    O capitalismo burguês influência a sociedade e a educação. Marx e Engels naquela época já diziam que nós somos preparados para ser manuais ou para ser intelectuais, e essa influência nos persegue até os dias de hoje.
    Com a divisão social do trabalho consequentemente desenvolveu-se a unilateralidade, ou seja, o mínimo desenvolvimento do pensamento e esse fato não afetou apenas os trabalhos manuais como teve reflexo também na escola, tanto que a escola ensina as relações sociais que o sistema determina. Os alunos na escola não tem a opção de escolha, por exemplo e esse é um dos motivos que eles se vêm alienados ao ato de estudar, eles identificam-se apenas pelo boletim ou pelo certificado para conseguir um emprego. Já os alunos mostrados no documentário mantem-se alienados e fetichizados dentro de “seus mundos”, não querendo refletir sobre a sociedade em que vivemos com essa divisão de classes exacerbada. Alguns mesmo estranhados ainda pensam sobre a situação, mas ainda assim continuam alienados em seus mundos e concentrados em “passar no vestibular”, ou seja, continuam fazendo a manutenção do sistema.

  3. Júlia Neves Ferreira disse:

    Durkheim vê nos fatos sociais um caráter impositivo. Para ele o individuo nasce condicionado a um sistema que pré determina um tipo de comportamento, ou seja, impõe a maneira como o homem deve agir em sociedade. Marx e Engels eram a favor da emancipação social e humana e apontavam ser o capitalismo o maior influenciador da sociedade e da educação, tornando os indivíduos alienados. Para eles, a divisão social do trabalho criaria condições para um trabalho cada vez mais alienado pautado na uniteralidade, ou seja, desenvolveria o mínimo do pensamento do trabalhador. Sendo assim, o homem estaria vivendo em estado de estranhamento, trabalhando apenas para manter suas necessidades, ele deixa de ser um indivíduo crítico e sua força de trabalho torna-se uma mercadoria. Marx acredita as relações sociais da escola refletem nas relações da sociedade capitalista. Os alunos do vídeo também encontram-se alienados pois, mesmo tentando demonstrarem preocupação com as diferenças de classe, encontram-se “presos” em suas próprias vidas optando por não refletir sobre a sociedade em que vivemos e a divisão social do trabalho imposta à ela. Assim se mantém o sistema capitalista e a reificação da educação onde os alunos não têm opções de escolha, mantendo-se em um eterno estado de alienação em que nunca se alcança a emancipação humana.

  4. Carolina Puga disse:

    Segundo Marx e Engels há uma divisão entre o trabalho manual e o trabalho intelectual. Essa divisão afetou também a escola. A escola é reflexo das relações sociais do trabalho. Por isso, os alunos não escolhem os conteúdos e não veem uma aplicação do que é ensinado, para eles só serve como uma “nota no boletim”, eles se sentem alienados. Os alunos mostrados no documentário contribuem para a manutenção desse sistema, na medida em que podem até refletir sobre a divisão de classes, mas continuam “presos” no sistema. Uma aluna chega a comentar: “Eu penso sobre isso, mas também tenho as minhas coisas para fazer”, ou seja ela se mantém alienada e presa em ser mundo da classe mais favorecida

  5. Natália Diniz Feltrin disse:

    Marx e Engels salientavam sobre a divisão manual e intelectual do trabalho e o que esta influenciava e ainda influencia na educação. Com esta divisão surgiu para a classe operaria a educação unilateral, ou seja, o mínimo que se pode extrair do conhecimento, sendo reservada para satisfazer as necessidades do mercado de trabalho, direcionada para o desenvolvimento manual.
    Com isso, os alunos se sentem alienados diante dos estudos, pois eles não veem um sentido em estudar, apenas realizam essa ação para passar de ano e conseguir um emprego.
    Por meio do vídeo percebemos que os alunos também são alienados e por mais que se preocupam com a divisão social eles não refletem sobre a organização da sociedade em que estão inseridos. Continuando esse sistema capitalista execerbado sem alcançar a emancipação humana.

  6. Simone A. Rodrigues disse:

    Para Marx e Engels há uma divisão entre o trabalho manual e o trabalho intelectual, visão de mundo e de sociedade que afeta igualmente a escola. A escola é reflexo das relações sociais do trabalho em todos os aspectos, os alunos se sentem perdidos e aquele cotidiano não faz sentido pra eles. Quando conseguem perceber como são as coisas, sentem-se atados a fazer algo. O documentário explicita também que há uma falsa visão do que é se colocar no papel do outro indivíduo de classe social diferente ou de tentar entedê-lo. Em um dos depoimentos, algumas alunas falam que estão presas a uma bolha, que as impede de fazer algo e uma diz: “Só que a bolha de alguns é mais transparente que a dos outros”, evidenciando essa visão distorcida do que é a percepção da realidade social diferente da delas.

  7. autores Marx e Engels afirmar que a divisão do trabalho se realiza entre o manual e o trabalho intelectual, partindo desse ponto de vista isso se reflete na classe trabalhadora através da escola. Por apresentar uma educação unilateral a qual mais promove a alienação do que a reflexão em relação aos problemas sociais temos por outro lado por meio da educação da elite a manutenção das relações de poder, autoridade, identidade nos meios mais desprovidos de acesso a Educação. O documentário deixou bem claro ao retratar a vida escolar de algumas alunas que demonstram preocupações fúteis e que de certa forma tentam reafirmar o seu lugar social.

  8. Carolina Longo disse:

    Neste módulo aprendemos que nas relações de produção capitalistas, o trabalhador está alienado também em relação ao processo de trabalho. Não é ele, mas o capital quem determina como se deve produzir um objeto ou um serviço qualquer. O mesmo acontece na escola: o aluno não determina de que forma haverá de adquirir os conhecimentos dispostos para ele, não decide sobre a forma da aprendizagem.
    Anos e anos deste tipo de experiência escolar ensinam também aos alunos que o método de aprendizagem não é assunto seu, como não o será na vida adulta o processo da produção.
    O modelo de escola que aí está não incentiva a cooperação, ao contrário, incentiva a competição destrutiva entre seus membros. Como vimos Dreeben afirmar, na escola as crianças aprendem que há coisas que “devem” fazer sozinhas, começam a fazê-las sozinhas e são levadas a aceitar a responsabilidade individual por seu trabalho.
    No vídeo “Pro dia nascer feliz”, de João Jardim (2005), percebemos o vazio sentido pelos alunos, mesmo em escolas particulares de alto padrão.

    • Leila Garbelini Soares disse:

      Carol, gostei bastante das suas colocações. Muito pertinentes ao levantarem a questão de que existe, no sistema de produção global, uma “distorção ideológica” do que se entende por “autonomia “… Afinal, temos criticidade ou descomprometimento pragmático do governo? A individualização meritocrática preconizada pela política neoliberal leva as pessoas à culpa, ao vazio existencial, à falta de sua própria “razão de ser sócio-histórica”… Tragado pelo valor do consumo, num contexto dual de pobres e ricos, o ser humano não se apropria de si.

  9. Amanda Vivan disse:

    A teoria de Marx oferece fundamentos para uma análise crítica dos reflexos do modo de produção capitalista e da divisão do trabalho na escola. Atualmente, a escola desempenha o papel de formação para o novo modo de organização social a partir do desenvolvimento do capitalismo, ou seja, prepara para a produção (ensino fragmentado) e reprodução do modo capitalista, assim, tanto o aluno quanto o docente e os envolvidos no processo de educação também estão alienados, pois estão num contexto de inversão da realidade. No documentário podemos perceber nitidamente que a escola reflete as desigualdades, o individualismo e a alienação inerentes a lógica capitalista: ainda que os alunos de uma escola burguesa, embora tenham acesso ao conhecimento, ainda assim há um predomínio da competitividade, do individualismo, da “coisificação” frente à essência humana que revelam a escola como ferramenta e ao mesmo tempo como um espelho de manutenção da ordem.

  10. Fernanda Janaina Leso disse:

    A divisão segundo Marx e Engel esta dividida entre o trabalho e o Intelectual. Segundo este mesmo conceito, podemos pensar a educação como um campo dividido entre as classes, de modo segregado gera ao aluno trabalhador uma educação alienante, pois não reflete sua realidade e voltada ao mundo do trabalho. O documentário deixa clara a divisão entre as classes e o modo de percepção que cada um pode ter dela.
    A escola se coloca como fundante neste papel de “luz” para a formação de seus alunos e o professor ao exercer o papel formador, consequentemente transpasse a hegemonia vigente, tendo desta forma que refletir em qual tipo de formador deve e pode ser

  11. Verbênia Dias Araújo disse:

    Aprendemos neste módulo que as áreas de conhecimento com as quais a sociologia dialoga são as interações fundamentais onde estão os principais conceitos (alienação, reificação, fetichismo e estranhamento) que a sociologia trabalha dentro da sociologia da educação. As implicações trazidas por esses conceitos sociológicos na educação podem ser vistos na teoria de Marx, onde o autor mostra que na sociedade capitalista, as relações sociais dominantes conferem características aos objetos materiais e isso aparece de forma natural. Na educação assim como visto no documentário “Pro dia nascer feliz” podemos ver o quanto está presente essa realidade, pois os alunos estão alienados aos produtos, a natureza na qual vivem e aos outros seres humanos. Mesmo estando em uma escola que atende a classe social alta, podemos ver o esvaziamento de sentido, pelo fato de que esses alunos estão sendo formados para reprodução do capital e Marx quer desvendar o que está por traz das relações sociais e dos fenômenos que estão acontecendo. Sendo assim, o sistema capitalista naturaliza as relações sociais e na escola os alunos são formados para sustentar esse modo de produção, no entanto, isso implica em um esvaziamento exarcebado de sentido.

  12. Talita G. Oliveira Ribeiro disse:

    Sendo a escola um reflexo das relações sociais do trabalho, ela demonstra a divisão manual e intelectual do trabalho, como aponta Marx e Engels. Resta para a classe trabalhadora a educação unilateral- o mínimo de conhecimento que se pode extrair- que os prepara apenas para o trabalho manual, de maneira alienada, exigindo um mínimo de conhecimento para satisfazer as necessidades do mercado.
    O documentário consegue explanar essa perspectiva ao trazer modelos de escola elitizadas- burguesia intelectual; mostrando uma grande disparidade entre o modelo de educação burguês e o modelo de educação para a classe trabalhadora. Estes primeiros conseguem ter maior acesso aos conhecimentos naturais, filosóficos e políticos, e como não poderia deixar de ser dito por ser perceptível, eles também tem condições objetivas- concretas- de estudar- pela estrutura dos prédios escolares, boa alimentação, vestimenta, ou seja, tem suas necessidades básicas supridas e não necessitam trabalhar, o que os da tempo livre para pensar.

  13. Andréia Centurion disse:

    Uma crítica ao capitalismo sugerindo uma sociedade na qual todos os cidadãos sejam iguais, esse era o pensamento utópico, voltado a esta critica ao capitalismo, o ensino e a instituição são vistos como instrumento de transformação que emanciparia a consciência. Marx e Engels estabeleceu uma divisão entre os “tipos de atividade”, e os “tipos de aprendizagem” produzindo a exploração dos trabalhadores com a divisão social e técnica. Tal como indica, Engels, “vigiar as máquinas, renovar os fios quebrados, não são atividades que exijam do operário algum esforço do pensamento, ainda que por outro lado impeçam que ocupe seu espirito em outra coisa”.
    Marx e Engels eram a favor do ensino gratuito, mas haveria de ter uma centralização para evitar o “taifismo” do sistema escolar. Assim o sistema de ensino teria a gestão burocrática, com a intervenção direta da população trabalhadora. Para que não haja a educação como um adestramento da força de trabalho, transformando radicalmente a atual divisão de classe. Para ter a divisão do trabalho é necessário ter a separação do trabalho industrial e comercial e o trabalho agrícola. E em seguida dividir o trabalho material e intelectual.
    Em relação ao documentário visto em sala de aula: “Pro dia nascer feliz”, de João Jardim (2005) é nítido a inquietação que as alunas da classe alta estavam passando, elas até demonstram querer “furar a bolha” que as envolve, mas ao mesmo tempo se veem presa pelo capitalismo tão arreigado em suas vidas.

  14. Tainara Rosa Teixeira Leandro disse:

    O capitalismo reflete fortemente na educação, como já conceituado por Marx e Engels, uma divisão no trabalho manual, que os trabalhadores e filhos de trabalhadores recebem uma educação voltada a essa finalidade, uma formação unilateral e o trabalho intelectual para as classes mais favorecidas monetariamente, uma formação omnilateral. As relações sociais do trabalho é aplicada na escola, também, em todos os aspectos, centralizando nas relações socias dos alunos com a instituição escolar em geral.
    Como apresentado em um trecho visto em sala de aula do documentário “Pro dia nascer feliz”, em que os alunos do ensino médio da elite, nos seus discursos, sabem que são privilegiados e vivem dentro de uma bolha em relação as outras classes, mas por estarem tão arraigados no sistema capitalista, isso não sai do discurso.

  15. Danielle B. Oliveira disse:

    Engels e Marx diziam que a sociedade é alienada, e que isso ocorre devido ao capitalismo gerado. Essa alienação acontece em relação aos resultados ou produtos, influenciando assim o trabalho, e por consequinte a educação unilateral. A escola ensina aos alunos o modelo que o sistema impõe: os alunos estudam, mesmo sem ver sentido nisso, para obter uma vaga na universidade e mais tarde conseguir um emprego, para então ter um salário que irá satisfazer suas necessidades e vontades. Assim se gera a alienação, pois não estudam porque querem, mas porque são influenciados pelo sistema de que a felicidade só será conquistada se seguirem este modelo.

  16. Vivian Blanco disse:

    O capitalismo afeta a sociedade e a educação. Segundo Marx e Engels, ocorre uma divisão entre trabalho manual e trabalho intelectual, relacionado diretamente com a escola de alto padrão, pois é um reflexo formando alunos que irão reproduzir o sistema capitalista. No documentário é explícito a desigualdade onde os alunos não conseguem se por no lugar de um outro indivíduo de uma classe “inferior”, mencionam que vivem em uma “bolha”. É uma reprodução clara da manutenção do sistema.

  17. Thalita Blanco Penha disse:

    Na sociedade capitalista há uma divisão entre trabalhos manuais e trabalhos intelectuais que foram apresentadas por Marx e Engels, essa divisão afetou toda a sociedade e também a escola que nada mais é que um reflexo da sociedade.
    Em um trecho do documentário “Pro dia nascer feliz” é mostrada uma escola de elite, o sistema em que está imposto faz com que os alunos vejam os conceitos ali desenvolvidos não como algo que possa ser colocado em prática e sim como suas notas no boletim. Em alguns momentos em que foram levados a uma reflexão sobre a sociedade atual mostram que “sabem e enxergam” a sociedade em que estão inseridos, não apenas em seu mundo de elite, porém permanecem alienados, ficando engessados ao sistema imposto, pois sabem da existência e dizem ter uma preocupação com o menino que está pedindo esmola no sinal, mas precisam seguir suas vidas e seus compromissos.

  18. José Martins disse:

    Marx e Engels eram a favor da emancipação social e humana e apontavam ser o capitalismo o maior influenciador da sociedade e da educação, tornando os indivíduos alienados. Durkheim vê nos fatos sociais um caráter de imposição social em que o individuo nasce condicionado a um sistema que pré determina um tipo de comportamento, ou seja, impõe a maneira como o homem deve agir em sociedade. Sendo assim, o homem estaria vivendo em estado de estranhamento, trabalhando apenas para manter suas necessidades, deixando de ser um indivíduo crítico e sua força de trabalho torna-se uma mercadoria. Marx acredita que as relações sociais da escola refletem nas relações da sociedade capitalista. Os alunos de uma escola pública não tem a opção de escolha, esse é um dos motivos pelo qual eles se veem alienados ao ato de estudar, interessando-se apenas pelo boletim ou pelo certificado para conseguir um emprego. Já os alunos mostrados no documentário mantem-se alienados e fetichizados dentro de “seus mundos”, não querendo refletir sobre a sociedade em que vivem. Alguns mesmo estranhados e pensando sobre a situação continuam alienados em seus mundos e concentrados em “passar no vestibular”, ou seja, continuam fazendo a manutenção do sistema.

  19. Cristiane Lilian Ferreira da Silva disse:

    A escola se propõe a fazer algo e o faz. Mesmo que implicitamente, mesmo que o discurso seja floreado, a escola pública esta aí para moldar os futuros trabalhadores. Tanto o espaço físico quanto as atividades são preparadas de modo a “mostrar” às crianças que você não escolherá quase nada do que vai ler, dizer, comer ou viver na vida; que há horário pré-definido para tudo, e que você será obrigado a segui-los para o resto de sua vida, entregando no mínimo oito horas do seu dia para algo que na grande maioria do tempo não faz sentido nenhum para você; que quase tudo que você terá que fazer não será justificado o motivo, apenas terá que fazer. Mesmo aqueles que alçarem postos um pouco maiores, (o pessoal da classe média) serão treinados a pensar a sociedade do lado de fora, como se aquilo não fizesse parte da vida deles, não deixando estes, então, de serem também alienados. Criados para perpetuar o sistema onde alguns mandam e muitos obedecem, explorados pela própria raça. Tudo gira em torno do Capital, e mesmo o trabalho dito como intelectual está mergulhado de tal forma no “estranho”; as pessoas que lidam com as ideias e o pensamento seguem apáticas e letárgicas, também cumprindo tabela e burocracias. Estamos encharcados de Capitalismo e tudo se faz para não haver possibilidades nem ao menos de vislumbrar outro tipo de vida. Este sistema está de tal forma naturalizado, que mesmo conhecendo a história, achamos que outro modo de vida não se sustentaria. Se antes o trabalho intelectual se diferenciava do braçal, hoje ele tornou-se somente mais um braço do sistema, quando sabemos o que sabemos e mesmo assim isso não afeta nossa vida de forma substancial, como se estivéssemos apartados e acima dessa realidade.

  20. Thainá Carmona disse:

    Para Marx e Engels o capitalismo é dividido em classes sociais e através da divisão do trabalho entre manual e intelectual.
    A classe menos favorecida monetariamente, recebe uma educação voltada ao trabalho, com finalidade de desenvolver a unilateralidade. E essa educação ocorre com os trabalhadores e filhos de operários. A classe mais favorecida recebe uma educação voltada à omnilateralidade.
    E no trecho que assistimos em sala de aula “Pro dia nascer feliz” demonstra claramente essa divisão de classes sociais do capital. O qual as alunas da educação de elite não conseguem se impor no lugar de outra pessoa da classe “inferior” a sua. E se referem estar dentro de uma “bolha” separadas com as demais.

  21. Alan da Silva Marques disse:

    Ao fazermos uma analise da prática pedagógica da educação escolar brasileira contemporânea constatamos uma filiação com o capitalismo (pós-moderno) e de acordo com a teoria marxiana temos uma educação unilateral. E ao olharmos para o documentário PRO DIA NASCER FELIZ é ilustrada essa unilateralidade da educação brasileira. A sociedade de classes e o individualismo gerado por ela (e tantas categorias da sociedade capitalista) sistematizam cada vez mais o não acesso do homem ao conhecimento historicamente acumulado.

  22. Rayane Silva disse:

    Para Marx e Engels existe a divisão do trabalho, o manual e o intelectual. Essa divisão pode ser vista na educação, que para a classe trabalhadora desenvolveu-se a unilateralidade.
    Os alunos se tornam alienados no estudo, pois a proposta apresentada é o mercado de trabalho e o desenvolvimento manual, não conseguem ter sentido no estudo, onde encontramos fatos de que o aluno apenas quer terminar esses estudos e seguir sua vida em um mero trabalho.
    No documentário encontramos essa alienação, nos depoimentos parecem estar presos aos produtos, e as propostas da escola. Podemos ver que estão sem sentido, estão manipulados pelo capital.
    O sistema capitalista, sustenta o modo de produção dentro e fora de uma escola, o que implica o vazio do ser humano, um ser sem sentido.

  23. Tainara Rodrigues disse:

    A perspectiva do trabalho é o eixo que norteia as concepções de educação e ensino para Marx e Engels, cuja fragmentação em setores se torna o principal alvo de suas críticas, já que esse modelo capitalista vincula-se ao modelo burguês de aula e permanece presente até os dias de hoje (como por exemplo, a divisão de conteúdos nas escolas, que são tratados individualmente, sem se dar a devida importância de suas articulações). É essa definição imposta aos alunos que lhes causa estranhamento, já que são explorados sem que haja opção de escolha, sendo esta a principal característica do capitalismo, cabendo ao sistema de ensino qualificar determinado cidadão de acordo com as necessidades do mercado, integrando-o no sistema, de forma que haja aproveitamento de sua força de trabalho. Desse modo, a capacidade cognitiva do aluno é minimizada devido ao desgaste que lhe é causado e o sistema capitalista tem em mãos o controle de uma revolução intelectual.

  24. Luis Henrique dos Santos Barcellos disse:

    A escola, como toda instituição do mundo atual, é isomórfica, ou seja, mantém a mesma forma vigente da sociedade atual que é capitalista. Esta escola atual dominada pelos moldes do sistema capitalista, forma pessoas de forma parcial, unilateral.
    Como na divisão do trabalho, também a educação é dividida, é parcial, ainda mais ao se tratar de escolas pobres e periféricas, privadas do acesso total do conhecimento historicamente acumulado, ela é nociva e utilizada para ideologizar, ou seja, desde o início a criança já aprende o seu papel social, devendo assumir seu lugar na sociedade, como trabalhador, pobre e explorado, ou como detentor dos meios de produção, rico, explorador.
    O documentário “Pro dia nascer feliz” deixa clara essa função ideologizante da escola, onde os mais pobres devem se acostumar com menos e aprender a ser submissos e os mais abastados financeiramente a se manterem nesta “bolha” da elite, que não consegue olhar muito além de seu umbigo e notar as gritantes diferenças sociais existentes. e quando nota não se move a fim de mudá-las.

  25. Leila Garbelini Soares disse:

    Sociologicamente, as interações entre política, modo de produção, família, comunidade e cultura local estão imbricadas nos fundamentos da função escolar. A escola está dentro da sociedade e, portanto, reflete o que é ideologicamente predominante, em termos de “protocolos” pré-estabelecidos e tomados, muitas vezes, como naturais e inevitáveis. Pelo menos, é preciso que se tenha consciência do que advém como imposição do neoliberalismo, para que se evite o “ciclo vicioso” do dinheiro como sendo causa da existência social.

  26. Wanessa B. Cardozo disse:

    A divisão do trabalho acontece entre o manual e o intelectual, como apontam Marx e Engels, sendo tal divisão refletida diretamente na educação. No documentário indicado fica claro a alienação dos alunos, pois apesar de se preocuparem com a divisão social atual, se equivocam ao tentar se colocar no lugar de outro individuo, ou seja, deixando evidente que estes continuam sendo influenciados pelo sistema capitalista que é arrebatador.

  27. Aline Stelzer disse:

    De acordo com Marx e Engels existe dois tipos de trabalho, ou seja, existe o trabalho manual e o intelectual, atualmente o capitalismo contribui para que essa divisão exista, pois os seres humanos seguem regras impostas pela sociedade, assim como Durkheim descrevia em seu caráter impositivo. No documentário ” Pro dia nascer feliz” mostra como a educação esta alienada, contribuindo para o mundo capitalista.

  28. Ariana Vaz Teixeira disse:

    Bom dia a todos!!!

    Após assistir ao documentário “Pro dia nascer feliz” não pude deixar de pensar nas condições precárias do nosso ensino público. O sucateamento da Educação é um fenômeno social de longa data, nunca foi meta dos governantes (desde a descoberta do Brasil) oferecer de fato uma educação pública, de qualidade, laica, e com recursos materiais e financeiros adequados, até porque as instituições privadas de educação sempre tiveram preferencia e representantes dispostos a lutar por ela. Temos uma escola pública cunhada na mesma fôrma do modelo industrial, vemos nela a mesma dicotomia entre o trabalho manual e o trabalho intelectual que tanto Engels quanto Marx discutam em seus trabalhos, e que nesse contexto nada mais é que a formação de uma elite intelectual formada nas instituições particulares de renome e a formação unilateral baseada no ensino fragmentado de conhecimentos mínimos da população (força de trabalho). Não é possível discutir as condições da educação pública sem mencionar sua mercantilização, ela é um grande comercio, uma grande industria, podemos pensar como exemplo a grande mafia dos livros didáticos que gera fortunas para quem os fabrica. Vemos que a educação escolar é utilizada para a manutenção da ordem econômica vigente – o capitalismo – que como já estudamos é pautado pela divisão de classes, pela meritocracia, pelo individualismo e pela exploração do ser humano pelo próprio ser humano. Precisamos nos unir e encontrar um caminho contra esse modelo de pensamento, devemos buscar uma educação estruturada sob a perspectiva da emancipação humana, que segundo Ivo Tonet é a verdadeira liberdade.
    Desculpe-me pelas exposições superficiais, mas acredito que é na angustia que podemos nos apoiar para buscar solução.

    Att,

    Ariana

  29. Hellen I. da Silva disse:

    Para Marx e Engels existe a divisão do trabalho manual e trabalho intelectual, tal divisão que afeta diretamente a escola, já que a educação pode ser pensada como divisão entre as classes, ou seja, para o aluno voltado ao trabalho, uma educação alienada sem muita reflexão, já para o aluno de uma classe mais alta, uma educação mais intelectual que ensina-o a estabelecer questionamentos e críticas. Para Marx, as relações sociais da escola reflete diretamente na sociedade capitalista, entretando, Marx, juntamente com Engels, é a favor da emancipação humana e acredita que o capitalismo é o maior influenciador da educação em tornar os indivíduos alienados. No documentário fica claro essa divisão citada por Marx e Engels, onde mostra claramente alunos de uma classe social mais alta não conseguindo se colocar no lugar de algum outro aluno de uma classe social mais baixa. Pode-se afirmar, assim, que o capitalismo contribui para o vazio do ser humano e da sociedade.

  30. mariele ananias disse:

    A partir do documentário podemos ver como é nítida a divisão social que existe dentro das escolas. Onde já existe um caminho pré-estabelecido entre os alunos. O pobre caminha por lugares menos privilegiados, logo, trabalhará em profissões menos remuneradas e sem grande prestígio. O rico por sua vez, terá as melhores oportunidades atingindo os melhores cargos e empregos. Sendo que, o rico, desde sempre foi moldado não para ser um trabalhador, mas sim, para comandar quem trabalha. E estas diferenças começam dentro da escola. Em atitudes que parecem pequenas e que as vezes até passam despercebidas. As diferenças existentes em nossa sociedade são reflexos daquilo que os nossos alunos vivem diariamente dentro do muro das escolas. Somente combatente as diferenças que existem nas nossas escolas é que conseguiremos viver em um país menos desigual.

  31. Ana Cláudia de Oliveira Pereira disse:

    Marx e Engels nos apresenta a divisão existente entre o trabalho manual e o trabalho intelectual. Essa divisão não afeta apenas a sociedade, mas afetas igualmente a escola. A escola acaba se tornando o reflexo das relações sociais do trabalho da sociedade capitalista. Com isso os alunos não veem sentido na escola, quando entendem algo percebem que não podem fazer nada. Os alunos só se importam com o boletim ou com o certificado já que “é” o caminho para conseguir um emprego. Os alunos mostrados no documentário mantem-se alienados dentro de seus mundos, não querendo refletir sobre a sociedade em que vivem com essa divisão de classes exacerbada. Alguns mesmos estranhados ainda pensam sobre a situação, mas ainda assim continuam alienados em seus mundos e concentrados em “passar no vestibular”, ou seja, continuam perpetuando o modo de pensar capitalista.

  32. Marcos Sena disse:

    Em seus escritos Durkheim diz que o individuo é condicionado pelo sistema, determinando suas ações e fazeres. Marx e Engels apontavam no capitalismo o maior vilão da humanidade, diziam que esse sistema tornava o individuo alienado, para eles, a emancipação humana e política seria a solução para o fim da alienação ao capitalismo. O capitalismo faz do trabalho unilatreral, e é claro, que esse sintoma traria efeito na educação também, deixando marcas por diversas gerações.

  33. Jéssica Camacho disse:

    De acordo com Marx e Engels existe uma divisão do trabalho realizado entre o trabalho manual e o trabalho intelectual. Isso faz com que reflita na educação, pois, de acordo com o documentário existe a divisão entre as classes. Assim, para a classe trabalhista a educação unilateral, ou seja, com o mínimo de conhecimento extraído e voltado para o trabalho manual, de modo alienado. E, por outro lado, é nítida as perspectivas para a burguesia de modo intelectual, e voltado para conhecimentos naturais, filosóficos, políticos, além de boas condições físicas e tempo para poderem estudar, já que não precisam trabalhar.

  34. Ana Paula Nunes Borges disse:

    A discussão sobre a divisão do trabalho feita por Marx e Engels nos mostra que precisamos desvincular o trabalho manual do intelectual, a partir desse pensamento surgiria um afastamento do trabalho unilateral presente nos operários e na educação. A alienação está presente no sistema de ensino capitalista, pois com esse pensamento os estudantes veem a educação apenas como uma ponte para o mercado de trabalho, esquecendo toda a importância do conhecimento, e preocupando-se apenas com o diploma. A partir do vídeo assistido é possível destacar que mesmo consciente das diferenças sociais os estudantes não conseguem sair da caixinha, pois estão presos em uma alienação de suas próprias vidas, escolhendo não refletirem sobre as necessidades da sociedade. Portanto, a emancipação humana se torna algo distante no sistema capitalista.

  35. Natália Birolim disse:

    Ao assistir o documentário pude ver de forma mais nítida como estão precárias as condições e os ambiente de ensino para os menos favorecidos. Isso tudo não é novidade, sempre vemos professores reclamando de seu ambiente de trabalho, da ausência de coisas básicas, porém necessárias para uma educação de qualidade. A partir do documentário podemos ver como há uma diferença extremamente grande entre as escolas públicas e as escolas privadas, e entre seus alunos. As mordomias e regalias que há nas escolas privatizadas e as ausências que há nas escolas publicas. Depois há as reclamações de que se está sofrendo com à ausência de professores nas redes publicas de ensino, tudo isso se dá graças a precariedade de trabalho e da falta de assistência. Sem contar nos grandes números de reprovações em rede publicas. É de extrema importância que se resolva essa questão da desigualdade na educação, quando poucos tem muito e muitos tem extremamente pouco.

  36. Lara Ribeiro disse:

    É nítida a divisão entre o trabalho manual e intelectual e esse fato afeta diretamente a instituição escola, desta maneira, a escola é um reflexo das relações que encontramos na sociedade em que vivemos. No documentário é possível ver a divisão social dentro da escola, onde os professores de escola pública precisam dar aula em ambientes que muitas vezes são completamente impróprios e com salários baixíssimos, enquanto os de escolas particulares tem salários melhores e mais condições de dar uma boa aula, em um ambiente adequado e com os materiais necessários, ou seja, o pobre tem uma educação sucateada enquanto isso o que possui melhor condições financeiras tem uma educação com mais qualidade, assim a elite continuará executando o trabalho intelectual e o pobre, por sua vez, continuará com o trabalho manual.

  37. Mariana Malzyner disse:

    O documentário retrata a realidade vivida pela maior parte da nossa sociedade, vivida pelos “esquecidos”. O sistema capitalista, o qual a teoria Marxista nos mostra o quão injusto é, não abre espaço para que a maioria atinja o sucesso. Em uma sociedade onde poucos alcançam o seu lugar ao sol, fica muito difícil aceitar que tudo é visto com tanta naturalidade. O sistema capitalista precisa estar em crise o tempo todo, precisa que pessoas estejam por baixo sempre, para que ele funcione. Dentro desse sistema, igualdade é uma palavra sem nenhum significado. A classe pobre e operária é confundida pela imposição da mídia e da classe burguesa, e acaba lutando pelo direito da elite,e, sem que exista uma revolução por parte dela, este documentário só nos retrata o que acontecerá sempre.

  38. Denis C. Maciel disse:

    Fazendo um adendo do vídeo ao estudado na disciplina, fica obviamente claro a influência capitalista no modelo escolar atual no Brasil, e a relação que o trabalho tem com a estruturação de nossa sociedade, visto que, a escola atualmente nada mais forma que a massa de trabalho para o mercado capitalista, sendo para a grande massa mais importante uma titulação, impressa preto no branco, para garantir sua entrada neste mercado, do que o próprio conhecimento em si, pois esta, alienada, busca apenas meios para sua sobrevivência.
    Este mesmo sistema, que divide a sociedade em classes, se reflete dentro da educação, quando analisamos que, de forma a alienar o indivíduo, acaba por oferece-la de maneiras distintas: uma para formar mão de obra manual e outra, paralela, para formação da massa intelectual, esta última tendo acesso aos bens produzidos e sendo detentora do controle deste sistema. Esta situação fica explicita ao vermos a diferença de estrutura e condições de ensino entre as três escolas apresentadas no documentário e a visão que cada indivíduo tem sobre a sociedade, pois mesmo a que oferta uma educação voltada para formação intelectual, acaba por estimular, na individualidade meritocrática, o alcance a propriedade dos bens produzidos por este sistema e ascensão social, pensada assim como forma de colaborar na manutenção da estrutura capitalista.
    Marx já dizia que o trabalho é quem molda a sociedade e o indivíduo, tornando-os alienados a este, ao viverem num molde de estranhamento, ou seja, impondo ao indivíduo fazer parte de sua produção, e ao mesmo tempo não lhe dando propriedade ou acesso aos resultados deste. A coerção social, reforçada na educação capitalista (que deveria ser o espaço formador de uma consciência libertária e estimulador da autonomia), acaba por tornar a escola um meio de emancipação política e não humana. E assim, cada um vive seguindo sua rotina exacerbada sem ter tempo de olhar e agir sobre o que acontece ao seu redor e provocar mudanças na sociedade, apenas mantendo-a nos moldes coercitivos pré-estabelecidos por interesses de outrem, outra maneira capitalista de manter o sistema imposto.

  39. Hugo Bastos disse:

    Após analisar o documentário “Pro dia nascer feliz”, é impossível não verificar o quanto as divisões sociais se delineam dentro dos ambientes escolares, e assim acabam por determinar a posição de cada um no futuro próximo. É a própria divisão social de trabalho manual e trabalho intelectual apresentada por Marx e Engels, que se vislumbra dentro da escola, obviamente sendo esta, retrato de uma sociedade onde as desigualdades são cada vez mais marcadas e marcantes. Acredito que se a escola é o reflexo dessa sociedade, as mudanças que determinam novas nuances para a mesma, devem se originar de dentro dela.

  40. Tainara Brandão Gonçalves disse:

    Com a divisão social do trabalho teve-se um reflexo em uma das manifestação social que homem criou a instituição escolar. Essa divisão conceituada por Marx e Engels torna o individuo alienado uma vez que reduz o pensamento do aluno ou trabalhador ao que lhe é instintivo. Na sala de aula tantos os alunos quantos os professores estão “engessados” assim como a classe trabalhadora que não estão refletindo enquanto classe que faz parte de algo bem maior e que tem muita força se organizados porem a alienação e o estado de estranhamento (total falta de percepção da realidade social que dificulta o desenvolvimento humano de suas potencialidades)deixa os desmotivados e ate mesmo os alunos refletindo sobre sua situação eles ainda se mantem alheios a realidade.

  41. Natalia Regina disse:

    Já dizia Marx e Engels que o homem ou vai fazer o trabalho manual ou o trabalho intelectual. Então já surge ai uma divisão de classe, pois quem vai fazer o trabalho manual certamente é a classe menos favorecida e quem vai fazer o trabalho intelectual e a elite. A escola já vem como função formar cidadãos em uma perspectiva de emancipação política, preparando este para o trabalho manual com a intenção de manter o sistema, oferecendo a eles supostos ” direitos”. O que o homem precisa é uma escola que trabalhe em uma perspectiva de emancipação humana, onde todos tenham acesso aos mesmos conhecimentos, mesmos direitos…
    Com o documentário ” Pro dia nascer feliz”, é possível ver o quanto a educação brasileira esta precária, o quanto é desvalorizada. Os alunos estão cada vez mais alienados e naturalizam o que não é natural. Isto mostra o quanto o sistema os manipula, os deixam cegos.

  42. Camila disse:

    Ao assistir o documentário “Pro Dia Nascer Feliz”, é notável o papel da escola dentro da sociedade de classes, manutenção do sistema. A escola tem a função de formar o trabalhador manual e intelectual, sendo a primeira, a população explorada, e a segunda, a elite. O pobre e o rico tem seu destinos determinados dentro de nossa sociedade, é claro que o rico lhe são oferecidas e garantidas todas as oportunidades, já para o pobre, a escola não lhe dá expectativas, pois o emprego não é garantido e os conhecimentos estão longe de sua realidade. Portanto, estudar não tem sentido. A alienação, característica do nosso sistema, marca presença na escola, uma vez que a escola é parte dessa ordem social não podia ser diferente, sendo assim, é perceptível que os problemas da escola vão além de seus muros, tem origens na organização da nossa sociedade que desumaniza ao invés de humanizar.

  43. Thailene disse:

    Segundo a teoria Marx e Engels há uma divisão entre o trabalho manual e o trabalho intelectual, onde essa divisão afetou também a escola.
    A escola é reflexo das relações sociais do trabalho. Por isso, os alunos não veem uma aplicação do que é ensinado, eles se sentem alienados. Os alunos mostrados no documentário contribuem para a manutenção desse sistema, na medida em que podem até refletir sobre a divisão de classes, mas continuam “presos” no sistema.
    Resta para a classe trabalhadora a educação unilateral, que é o mínimo de conhecimento que se pode extrair, preparando-os apenas para o trabalho manual, de maneira alienada, exigindo um mínimo de conhecimento para satisfazer as necessidades do mercado.

  44. Bruna Fernandes disse:

    Conforme a teoria Marx e Engels há uma divisão entre o trabalho manual e o trabalho intelectual, onde essa divisão atingiu também a educação. Ao ver o documentário “Pro Dia Nascer Feliz”, fica evidente o papel da escola dentro da sociedade de capitalista, de manutenção do sistema. A escola tem a função de dar uma formação manual e intelectual, sendo que o trabalhado manual é sempre das classes menos favorecida, a mão de obra, e a formação intelectual é reservada as elites. Uma escola forma o trabalhador, o operário e a outra forma quem vai liderar esses trabalhadores, neste sentido as escola contribui para a perpetuação das desigualdades.O estudar não tem mais sentido, a alienação, característica do nosso sistema, está muito presente na escola.

  45. Talita de Castro Pietrobon disse:

    A escola caminha com similaridade ao capitalismo, seguindo apenas o que interessa a essa direção, com isso a educação não exerce uma formação perficiente, mas sim uma formação parcial. Segundo Engels e Marx um dos principais motivos para essa divergência é a divisão do trabalho em manual e intelectual, a partir disso notamos uma forte segregação da sociedade. No vídeo notamos a dificuldade de alunos em se “colocarem” no lugar de outros que não sejam semelhantes a ele. Se ele não conseguir se retratar no próximo e entender suas diferenças, como ele vai contribuir e mudar essa sociedade comodista?

  46. Letícia disse:

    O estudo das interações fundamentais da sociologia da educação abordou as teorias de Marx e Engels sobre a divisão do trabalho manual e intelectual, baseados nas teorias de fetichismo da mercadoria, reificação, alienação e estranhamento sob as relações sociais do trabalho na sociedade capitalista. A partir disso, observamos o fenômeno do isomorfismo, ou seja, a escola como reflexo (modelo) da sociedade e de suas relações sociais, assim, notamos a repetição dos mesmos fenômenos citados anteriormente na educação, como a alienação do aluno em relação ao seu processo de aprendizagem ser semelhante à alienação do trabalhador em relação ao seu trabalho, uma vez que ambos não possuem poder de escolha sobre o que fazer e como fazer, são determinações impostas pelo sistema. Portanto, a escola funciona como instrumento de manutenção do sistema capitalista e de suas relações sociais, perpetuando a reprodução das diferenças de classes, uma vez que a educação de crianças e jovens molda a classe operária o para trabalho manual futuro e a classe dominante para o trabalho intelectual futuro que realizarão, por meio das diferenças nos conteúdos, nos meios, ao acesso e no processo de ensino e aprendizagem de maneira global.

  47. Letícia Naves Zampieri disse:

    O estudo das interações fundamentais da sociologia da educação abordou as teorias de Marx e Engels sobre a divisão do trabalho manual e intelectual, baseados nas teorias de fetichismo da mercadoria, reificação, alienação e estranhamento sob as relações sociais do trabalho na sociedade capitalista. A partir disso, observamos o fenômeno do isomorfismo, ou seja, a escola como reflexo (modelo) da sociedade e de suas relações sociais, assim, notamos a repetição dos mesmos fenômenos citados anteriormente na educação, como a alienação do aluno em relação ao seu processo de aprendizagem ser semelhante à alienação do trabalhador em relação ao seu trabalho, uma vez que ambos não possuem poder de escolha sobre o que fazer e como fazer, são determinações impostas pelo sistema capitalista. Portanto, a escola funciona como instrumento de manutenção do sistema capitalista e de suas relações sociais, perpetuando a reprodução das diferenças de classes, uma vez que a educação de crianças e jovens molda a classe operária o para trabalho manual futuro e a classe dominante para o trabalho intelectual futuro que realizarão, por meio das diferenças nos conteúdos, nos meios, ao acesso e no processo de ensino e aprendizagem de maneira global.

  48. Alessandra Orsi disse:

    Neste modulo ficou claro todo sentido de alienação, se achávamos triste a alienação no trabalho, pior é na educação. O aluno vai á escola só para falar que foi, como podemos ver no documentário “Pro dia nascer feliz”, e o que realmente se interessa e se dedica não é valorizado pelos professores, com isso a desmotivação pelo aprender, pelo conhecimento vão por água a baixo,mostrando que a escola é alimentada pelo capitalismo, pois esse aluno com certeza fará parte da classe operária, a classe dominada,e alienada.

  49. Franciny Gomes disse:

    A divisão do trabalho para Engels e Marx em manual e intelectual e suas respectivas relações sociais influenciam, ou seja, estão presentes diretamente no cotidiano escolar. Isso se deve ao sistema capitalista, onde o capital desde sua origem determina sobre tais relações dentro e fora da escola. Enguita (1993) em seu texto sobre as relações sociais de produção e educação, estabelece os vários pontos em comum, ou seja, como se dá o reflexo do capitalismo desde o começo da formação escolar do indivíduo. Um dos exemplos usados por ele é o da alienação, ou seja, do conhecimento alienado diante uma educação unilateral, na qual há um esvaziamento do sentido. Também, da mesma maneira que o aluno não tem escolha sobre sua aprendizagem, no futuro, ele também não o terá sobre o processo de produção. É incucado desde o infantil uma vivencia de competição, e os conceitos (estudados na sociologia) de alienação, fetichismo, estranhamento e reitificação.

  50. Adriele Freitas Batista disse:

    Para Marx e Engels o trabalho é bifurcado em manual e intelectual. O trabalho manual depende da força de trabalho física do homem, enquanto que o trabalho intelectual depende da força do intelecto humano. Para tanto cada tipo de trabalho corresponde a uma classe social diferente, a primeira caracteriza a atividade de trabalho exercida pela classe dominada, pela classe baixa; a segunda caracteriza a classe dominante, a elite. Essas atividades, quando exercidas, são diretamente refletidas na instituição escolar. A instituição escolar, ao seguir padrões postos pelo sistema capitalista, desenvolve a unilateralidade do aprendiz, impossibilitando-o de compreender a totalidade social e seu valor enquanto indivíduo. Dessa forma o aprendiz não toma para si a consciência de classe e, consequentemente, reproduz os padrões determinados por aqueles que, na pirâmide desse sistema, são superiores a eles enquanto classe.
    Nesse sentido é importante que a escola, juntamente com o sistema, avance na perspectiva da emancipação humana. Assim, os alunos compreenderão a totalidade de sua realidade e pense no bem comum, tornando-se então um homem omnilateral. O documentário ‘Pro Dia Nascer Feliz’ ao abordar o sistema educacional brasileiro em diferentes contextos sociais, econômicos e culturais evidencia a desigualdade existente entre os mundos apresentados nele. Desse modo pode-se enfatizar a necessidade de uma educação que permita romper as diferenças entre as classes dominante e dominada, além de trazer significado ao conhecimento historicamente acumulado pelo homem.

  51. Nayara Nunes Ferreira disse:

    O documentário deixa claro que alguns alunos das classes mais altas possuem consciência que são privilegiados. Apesar de possuírem disposição e material para refletir sobre a divisão social, violência, preconceito, sobre a sociedade em que vivemos, preferem não faze-la, ou seja, encontram-se alienados e reafirmando suas posições sociais. Para Marx e Engels, por apresentarmos uma educação unilateral a qual mais promove mais alienação do que a reflexão, as classes baixas têm a educação voltada para o trabalho, manual, enquanto encontramos na elite, uma educação de cunho intelectual que proporciona a manutenção das relações de poder da classe.

  52. Amanda Pinheiro Martinelli disse:

    O documentário “Pro Dia Nascer Feliz” mostra a realidade das escolas brasileiras, que independente do Estado, enfrentam dificuldades tanto de infra-estrutura, quanto no quesito pedagógico.
    A escola é em sua gênese capitalista,e desde seu convívio em sala de aula, o aluno tem contato com a divisão de classes existente na sociedade.
    Segundo Engel e Marx, a divisão de trabalho se dá como trabalho manual e intelectual.
    Portanto, como pôde ser apreendido no documentário, é necessário que repensemos o sistema educacional, pois a classes trabalhadora está apenas senso formada como “mão de obra” e que muitas vezes não é qualificada, e a classe burguesa está destinada a ter, de certa forma, melhor e maior formação, fazendo com que ela seja destinada, sem qualquer escolha aos filhos da classe operária, ao trabalho intelectual.

  53. Beatriz Vale disse:

    A divisão entre trabalho manual e trabalho intelectual descrita por Marx e Engels pode ser facilmente relacionada com o cotidiano escolar: os alunos são desde cedo alienados e saem da escola “aptos” a satisfazerem as exigências da sociedade capitalista. O documentário “Pro dia nascer feliz” explicita a melancolia vivida pelos estudantes, que são impostos a se manterem em uma instituição opressiva sem saberem ao certo o que estão fazendo ali.

  54. Diana de Castro disse:

    Fica evidente no documentário “Pro Dia Nascer Feliz” o papel da escola para a manutenção do sistema de classes capitalista. Em seu conteúdo mostra o sistema educacional brasileiro em variados contextos, sendo possível a comparação da educação disponibilizada para diferentes regiões e diferentes classes sociais. Para Marx e Engels, o trabalho é dividido em trabalho manual e o trabalho intelectual, tal divisão não pode deixar de estar presente na instituição escola, uma vez que esta é também um reflexo da sociedade. A escola seguindo esses pressupostos forma o individuo de forma unilateral, o que busca formar um aluno aos moldes da lógica capitalista, baseada na meritocracia e venda de sua força de trabalho. É necessário ao educador romper com está logica, buscando, a partir dos conceitos e dos conhecimentos historicamente acumulados, conscientizar os alunos acerca da sua realidade, de forma a tomarem consciência das relações de poder em que estão envolvidos. Desse modo, a educação, como afirma Ivo Tonet, deve buscar a emancipação humana no lugar da emancipação político presente na lógica do capitalismo.

  55. Sofia Lacerda disse:

    Partindo da fundamentação teórica de Marx e Engels onde pontuam que é através da divisão do trabalho – manual e intelectual – que o sistema capitalista se firma e funda, é possível tecer relações que a instituição escolar funciona como mecanismo de manutenção desse sistema, já que o mesmo precisa ser mantido e desenvolvido. Assim, a escola acaba por moldar e reforçar a divisão da sociedade de classes – tendo o jovem marginalizado como futuro operário para o trabalho manual e o jovem da classe dominante como futura produção intelectual – ao formar alunos que, serão educados a partir de uma educação unilateral e padronizada, para que, quando partirem para o mercado de trabalho, apenas reproduzam o que já está posto sem uma reflexão ou perspectiva de mudança.
    A partir disso, fica evidente no documentário “Pro Dia Nascer Feliz” que escola precisa se auto refletir e compreender que o seu papel tem que ir para além desses objetivos – que muitas vezes nem compreendem que existem –, já que o vídeo traz um sistema educacional brasileiro que apresenta variados contextos e realidades extremas, pontuando o quanto é desleal a luta de muitos para conquistar o lugar que é de poucos. Assim, o educador precisa se conscientizar para romper com essa estrutura e ensinar aos seus alunos que, independe – e consciente – da classe em que se encontra, a sua atuação social precisa ser objetivando o emancipação humana e não política.

  56. Daiane Correa disse:

    A divisão do trabalho em manual e intelectual descritos por Marx e Engels, estão ligadas respectivamente as divisões das classes sociais: de uma lado a classe dominante, formada pela elite, e do outro lado a classe dominada, formada pelos proletários. A influencia dessa divisão na educação fica evidente, uma vez que as classes mais baixas são educadas para o trabalho manual, a chamada “mão de obra”, enquanto a elite é educada para o trabalho intelectual,o que possibilita à ela o controle do sistema capitalista, de modo que as outras classes alienam-se cada vez mais do real papel da educação.
    O Documentário “Pro Dia Nascer Feliz” traz para nós essa realidade brasileira, onde a escola é só mais um reflexo da sociedade capitalista, que não forma o individuo, de maneira à buscar sua emancipação, não só política, mas principalmente humana.

  57. Beatriz Marques Zanuto disse:

    O sistema escolar atual é reflexo da sociedade capitalista. Isso pode ser visto, por exemplo, na fragmentação dos conhecimentos que acarretam em uma formação unilateral.
    Marx e Engels estudaram a divisão do trabalho entre manual e intelectual. Essa divisão pode ser vista na educação de hoje. Para compreendermos tal fato, basta olharmos para a disparidade de ensino entre as escolas das regiões periféricas em relação a educação da elite. No documentário assistido, “Pro dia nascer feliz“, de João Jardim, vemos a educação sendo usada como instrumento de manutenção do capitalismo, no qual a parcela menos favorecida socialmente deve se habituar com a submissão social, mantendo-se assim, alienados.

  58. Ester Paula disse:

    O sistema Capitalista reflete não apenas na economia das sociedades, mas também em sua educação, e a forma como esta se apresenta hoje, é um exemplo disso. A forma escolar totalmente fragmentada é um reflexo da divisão de trabalho pregada por esse sistema. Assim, como já dizia Marx e Engels, somos separados para ser “manuais” e “intelectuais”. Portanto, para a classe trabalhadora é oferecida uma educação unilateral, onde é disponibilizado apenas o conhecimento necessário para o mercado de trabalho que a espera, por outro lado, a elite da sociedade é recebida com uma educação que a prepara para o domínio desse sistema.
    O documentário “Pro dia nascer feliz” mostra essa realidade, já que, na educação para elite, é oferecido conhecimento de modo a levar a uma reflexão e uma consciência de seus privilégios, mas com o capitalismo arraigado em suas vidas, os alunos continuam alienados e escolhem seguir na comodidade em que estão, mantendo o sistema que os cercam.

  59. O filme abre mostrando uma escola com infraestrutura precária seguida de uma discussão dos alunos sobre o desinteresses de alguns de seus pares em colaborar com a instituição escola e uma tomada sobre a esperança de familiares sobre a escolaridade de seus filhos como meio de ascensão social.

    O texto elaborado por Valeria (de Mariana, PE) sobre o porque dela não poder ser uma “adolescente normal” se aproxima das discussões sobre estranhamento, discutindo suas obrigações, seus deveres, trabalho, injustiças sofridas e quantidade de irmãos, retomando as interações sociais apresentadas nos textos 10, 11, 12, 13, 14, 16 e 17: há uma classe social responsável por trabalhar produzindo riquezas e que recebe como educação somente aquilo que é possível de acordo com seu trabalho.

    Cabe expor que durante todo o curta são mostradas cenas que se encaixam com os modelos estudados texto a texto: em todas as cidades apresentadas no vídeo fica claro a divisão de trabalho da qula falam os textos 10 e 11, a falta de consciência na qual se aprofunda o texto 11… A alienação como uma visão falseada da realidade do texto 12 aparece em espeecial nas falas dos alunos de Duque de Caixias (RJ), enquanto que a educação unilateral a qual é abordada pelo texto 13 aparece não explicitamente: nenhum aluno está especializando em algo, pois segundo os relatos dos professores em geral há pouco compromisso deles com o próprio aprendizagem, ou seja, não se especializam em nada.

    Quanto aos professores, em especial os de Itaquaquecetuba (SP), seus discursos acabam dando pistas sobre a existência de estranhamento e alienação na profissão docente, tal qual é abordado o texto 16.

  60. Poatan Pinoti disse:

    Sendo o trabalho inerente a essência humana, o homem não pode viver sem trabalhar, no entanto, o surgimento da propriedade privada e consequentemente da divisão de classe, fez com que fosse possível que os proprietários não trabalhassem. Segundo Saviani, a divisão da sociedade em classes provocará uma cisão no processo educacional, antes identificado pelo trabalho. Haverá portanto uma educação para classe proprietária (dominante) e outra para classe não-proprietária (dominada). A primeira, centrada nas atividades intelectuais, na arte da palavra e nos exercícios físicos de caráter lúdico ou militar. E a segunda, assimilada ao próprio processo de trabalho. Os princípios do modelo de ensino capitalista devolve de forma parcelada o conhecimento para o indivíduo, de modo a contribuir com a manutenção da divisão social e, por sua vez, do próprio sistema.
    Assim, deve-se ensinar para emancipação humana. Esta, segundo Tonet, é uma forma de sociabilidade, situada para além do capital, na qual os homens serão plenamente livres e controlarão de maneira consciente o processo de trabalho associado.

  61. Maria Clara S. Alvarenga disse:

    A escola, assim como mostrado no documentário, enfrente inúmeras dificuldades de infra-estrutura, problemas sociais e políticos. No documentário “Pro Dia Nascer Feliz” é possível observar o papel da escola na formação do indivíduo e na manutenção do status quo por meio da grade curricular, que fragmenta o conhecimento e divide os saberes em um reflexo da divisão do trabalho entre manual e mental, resultado da sociedade capitalista. Uma vez inserida na sociedade capitalista, a escola acaba por formar o indivíduo de maneira unilateral, não estimulando o indivíduo a desenvolver suas habilidades em sua totalidade. Desse modo, é necessário que a escola e o educador busquem romper com tal modelo alienante de educação, buscando um modelo pedagógico que esteja ligado ao desenvolvimento do indivíduo em sua totalidade e que não busque apenas formar futuros trabalhadores para geração de lucro e manutenção do sistema capitalista.

  62. Carolina Campos dos Santos disse:

    O Feitichismo, visto no módulo 3, como coisificação, apropriação de objetos materiais com valores naturais quando na verdade são sociais, é essencial para entendermos o domínio das relações econômicas no sistema capitalista através da dicotomia entre aparência e realidade ocultada. Ao se relacionar em “forma de aparência”, o homem também se transforma em algo semelhante, e se coloca no caso de reificação segundo Marx, como um caso mais extremo de alienação. Uma consequência disso, desemboca-se no trabalho estranhado com o desenvolvimento de uma sociedade humana desfigurada, desconectada de sua essência. Em se tratando do caráter social que a escola representa, pode-se estabelecer relações dos processos citados a cima com esta, de forma que a educação também pode ser vista dentro do processo de alienação no qual os alunos não participam do processo de construção de suas atividades. Logo, assim como o trabalhador não domina o processo de produção, o aluno não determina seus meios de aprendizagem, não encontrando motivação, como foi observado no documentário “Pro dia nascer feliz”, devido a falta de envolvimento com a construção do significado do todo, ou seja, apropria-se desta realidade como algo dado, imutável

  63. Amanda Crivelin disse:

    Marx e Engels há uma separação entre o trabalho manual e o trabalho intelectual, isso afetou também a escola, ela é reflexo das relações sociais do trabalho. Por isso, os alunos não escolhem os conteúdos e não veem uma aplicação do que é ensinado, para eles só serve como uma nota. Os jovens mostrados no documentário contribuem para a manutenção desse sistema, na medida em que podem até refletir sobre a divisão de classes, mas continuam “presos” no sistema. A alienação, característica do nosso sistema, marca presença na escola, uma vez que a escola é parte dessa ordem social não podia ser diferente, sendo assim, é perceptível que os problemas da escola vão além de seus muros, tem origens na organização da nossa sociedade.

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