Comentários dos Textos do Módulo 1 – Sociologia da Educação 1

On agosto 13, 2010, in SocioEdu1, by Fábio Fernandes Villela

Bom Dia Caríssimos!

Tudo bem?

Vcs devem postar os comentários dos textos do módulo 1 de Sociologia da Educação 1 nesta área do blog.

Abraços, Prof. FFV.

20 Comentários “Comentários dos Textos do Módulo 1 – Sociologia da Educação 1”

  1. Adriana, Damires e Franciele disse:

    A Sociologia surgiu a partir das várias transformações econômicas, políticas e culturais que ocorriam no contexto das revoluções Industriais e a ascendência do capitalismo. Diante disso, estudiosos começaram a enxergar a necessidade de uma ciência social, que estudasse e conseguisse compreender o indivíduo na sociedade. Dos estudiosos em sociologia podemos destacar Emile Durkheim, Karl Marx e Max Weber como os mais expressivos.
    Durkheim, com a Sociologia positivista, baseava-se em ideias conservadoras acreditando que os problemas entre as sociedades burguesas e o proletariado não eram de ordem econômica e sim moral. Assim, a partir de uma transformação moral, a divisão do trabalho iria gerar um sistema de cooperação e solidariedade entre os homens; no entanto, com a velocidade das transformações socioeconômicas, essa cooperação de fato nunca se deu.
    O socialismo Marxista, de caráter revolucionário, estabeleceu uma ligação entre a teoria prática, ciência e interesse de classe. A sociologia não tinha função de solucionar os problemas sociais, mas sim contribuir para a realização de mudanças radicais na sociedade. Com Marx, despertou-se a vocação crítica da sociologia, unindo e explicando a alteração da sociedade, e ligando-a aos movimentos de transformação.
    Sempre comprometido com a transformação revolucionária da sociedade, Marx procurou tomar as contradições do capitalismo como um de seus focos centrais, ou seja, para ele, a luta de classes constituía a realidade concreta da sociedade capitalista. A sociedade na perspectiva Marxista era considerada como obra e atividade do próprio homem, ou seja, são os indivíduos que vivem, trabalham e modificam a sociedade.
    Max Weber teve a ideia de tornar a sociologia uma ciência neutra, o que se deve ao período burocrático alemão de sua época. Ele via o movimento socialista de forma negativa, e ao contrário das ideias de Marx, não acreditava que a economia poderia dominar as demais esferas sociais, e também não considerava o capitalismo um sistema injusto, irracional e anárquico. E contrário ao positivismo, ele recusou a idéia de transferir para a Sociologia a metodologia de investigação utilizada pelas ciências naturais, uma vez que o sociólogo não trabalha com a matéria inerte. E ainda de acordo com este sociólogo, não eram determinados grupos sociais que deveriam ser investigados, mas sim os indivíduos e suas ações.
    A partir desses pensadores e seus estudos comprovamos que a sociologia sempre esteve dividida entre os que contribuiu para manutenção dos valores sociais e os que lutam contra a ideologia conservadora vigente. Um exemplo é o que ocorreu no período do Bem Estar Social em que os sociólogo da época tiveram por objetivo minimizar aquela situação de caos sem que se mexessem na base do sistema. Por outro lado temos os “sociólogos de periferia que questionam severamente suposição básica da sociologia, inconformados com a situação histórica em que se encontram seus povos e o rumo que a sociologia tomou em diversas sociedades.”(MARTINS 1983, p.93)
    Em suma, compreendemos que a ciência social é um dos caminho que temos para entender e lutar contra a imposição burguesa, pois ela tem por objetivo a transformação social. E se a sociedade caminha em busca de uma vida mais digna com direito e deveres iguais devemos lutar juntos por uma sociedade mais humana e menor capitalista.

  2. Camila Godoy, Camila Morais, Juliana Schneiker disse:

    A ciência da sociologia surgiu junto ao enraizamento da sociedade capitalista no século XVIII, cujos principais marcos foram as revoluções Industrial e Francesa. Esta nova sociedade trouxe modificações sociais desumanas à maior parte da população européia, e estas modificações passaram a ser alvos de estudiosos que buscavam compreendê-las e encontrar caminhos para solucionar os problemas (dos menos favorecidos) decorrentes. A evolução do pensamento científico em seus inúmeros eixos, assim como a iniciativa de se estudar a sociedade como um todo (e não apenas um único indivíduo) também colaboraram para o surgimento da sociologia.
    A formação de tal ciência se deu através de interesses opostos na sociedade capitalista. Os pioneiros desejavam a conservação dessa nova ordem política e econômica. Pensadores como Saint-Simon, Auguste Comte e Émile Durkheim iriam pegar as idéias dos conservadores e adaptá-las. Através de Durkheim a sociologia entra como disciplina nas universidades.
    O pensamento socialista criticava o capitalismo, apontando as suas diferenças. Marx e Engels foram os principais autores, mostrando a luta de classes na realidade do capitalismo, que gerava exploração e alienação. Weber desenvolveu o socialismo científico, onde o cientista jamais deveria defender nenhum interesse político e econômico em suas atividades profissionais.
    Ao contrário do seu surgimento e da sua formação o desenvolvimento da sociologia aconteceu em momentos conturbados da história da humanidade.
    A sociologia, além de outras ciências socias, foi usada em beneficio da burguesia, mas esse acontecimento na sociologia é recente, começando apartir da Segunda Guerra Mundial.
    Mas foi nas três primeiras décadas do século XX que a sociologia viveu o seu momento mais rico em relação à pesquisas, contribuindo muito para sua afirmação como ciência, apesar das limitações.

  3. Flávio e Priscila disse:

    Com o fim do sistema feudal e implantação do sistema capitalista, uma nova ordem de pensamento começa a surgir motivado pelas transformações econômicas, políticas e sociais. As mudanças ocorridas produziram uma realidade muito diversa da que existia até então, a rápida urbanização e a crescente industrialização provocaram transformações visíveis e, muitas vezes, trágicas (violência, fome, marginalização).
    A partir das transformações, surge a classe trabalhadora, que descontente com suas condições, inclina-se ao socialismo, regime político-ideológico que tece severas críticas ao capitalismo. Meio a essas conturbadas mudanças, percebe-se a necessidade de pensar a sociedade, eis a ciência denominada sociologia. Esta ciência observa a importância do pensar sobre como se organiza a sociedade e, para além disso, como atuar sobre ela. A razão e a observação (dos diversos grupos sociais) fundamentam o pensamento do sociólogo, sendo que esta ciência surge negando o pensamento teológico (baseado em crenças e não em evidências). A sociologia manifesta-se com o intuito de, paulatinamente, levar o homem comum a pensar a sociedade e atuar sobre ela. Assim, a reflexão sobre as leis que regem a sociedade apontaria para a manutenção ou para a alteração de fundamentos básicos da sociedade: instituições convencionais, costumes, articulação política ou econômica.
    No início do século XIX, foram duas as linhas de pensamento que fundaram esta ciência. A vertente conservadora, descrente do funcionamento da política e economia da sociedade capitalista, propunha a manutenção ou o resgate da ordem social por intermédio de sistemas hierárquicos semelhantes ao que ocorria no feudalismo, preservando instituições como a família e a religião.
    A segunda linha de pensamento, discorrida principalmente por Comte, manifesta-se otimista e entende que se deve buscar o melhor funcionamento do sistema vigente. Para a sociologia positivista de Comte, o progresso econômico e o avanço político atenuariam os conflitos sociais. O método positivista propunha a observação, a experimentação e a comparação constante dos acontecimentos sociais para que uma nova ordem social fosse implementada.
    Émile Durkheim repudia as propostas socialistas de redistribuição de riquezas, ele acredita que a divisão do trabalho seja fundamental para o estabelecimento das relações de cooperação e solidariedade entre os homens. Segundo ele, o homem é um ser passível, sujeitado à vivência em uma sociedade/realidade historicamente constituída por gerações anteriores. Assim, este pensamento defende também a manutenção da ordem social a partir do poder e do controle social. Durkheim acredita que o bom funcionamento da sociedade se dá por meio da moderação econômica, entendimentos dos deveres e disciplina, respeito às leis e à hierarquia existente.

  4. Andrea Petreca, Andréia Fidelis e Susa disse:

    O surgimento da sociologia deu se em contexto histórico específico, durante o período da revolução industrial que desencadeou transformações políticas, econômicas e culturais na sociedade do Séc XVII, originando problemas antes desconhecidos aos homens que participaram desse processo de mudanças.
    Surge um novo profissional, o sociólogo, para estudar e explicar os problemas que vieram junto com essas transformações que ocorreram na sociedade, irá estudá-la no caos para poder entende-la e propor soluções, utilizando – se do método científico da observação e da experimentação para poder analisar a sociedade, uma característica de outras ciências, e por usar métodos de outras ciências a sociologia teve vários nomes, como “ matemática social”, “ física social”.
    No entanto, nem sempre a sociedade é vista por alguns sociólogos como de fato é, tomam essa atitude para “mascarar” a realidade com o intuito de preservar a ordem. Pode-se citar como um exemplo a posição que o sociólogo brasileiro chamado Gilberto Freire defende ao referir-se a democracia racial, para ele no Brasil não há preconceito dessa natureza, algo que é contraposto por outro sociólogo também brasileiro Florestan Fernandes que declara que a desigualdade racial é resultante da pobreza, para ele o negro possui duas barreiras a vencer: a racial e a social.
    A Sociologia é uma ciência que estudo o comportamento humano em sociedade, estudando as ações, interações e mudanças sociais, que hoje alcançou um espaço em que poucas pessoas colocam em questionamento o seu valor. Porém, ocorre uma falta de entendimento comum entre os sociólogos no que diz respeito à sua ciência. Algo certo é que os interesses opostos na sociedade capitalista são fundamentais para a sua formação.
    Alguns pensadores se preocuparam, a princípio, com a ordem e a estabilidade, como Saint-Simon que dizia que as relações sociais estavam instáveis. Comte (1798-1857) considerava o ponto mais alto de sua sociologia a reconciliação entre a ordem e o progresso. Também para Durkheim (1858 – 1917) muito importava a ordem social, observou então que a cooperação que deveria existir e não acontecia, dificultava o bom funcionamento da sociedade.
    Tentando entender o objeto da sociologia, o estudioso propôs a sociologia como uma disciplina independente e insistia na necessidade de criar novos hábitos e comportamentos no homem moderno. Isto quer dizer que a função da sociologia seria a de detectar e buscar soluções para os problemas sociais.
    Enquanto a preocupação do positivismo era a preservação do capitalismo, é o socialismo que chega para realizar uma crítica radical a essa sociedade. Esse pensamento ganha força com Marx e Engels juntamente com as revoluções a favor das classes exploradas, visando a eliminação dessas diferenças. Conclui-se, então, que os fatos econômicos são base para se apoiarem outros níveis da realidade e assim ocorre a união dos socialistas com os economistas.
    A função da sociologia passa a ser, então, não mais aquela positivista de solucionar problemas sociais, e sim a de contribuir para a realização de mudanças radicais na sociedade.
    Max Weber, com alguma influência Marxista, se diferenciando somente ao não ver o capitalismo como um sistema injusto e sim como uma organização racional, chega para conferir à sociologia uma reputação científica e isso fez com que a profissionalização da disciplina acontecesse. Sua sociologia considerava o indivíduo e sua ação como o ponto principal da investigação e nessa perspectiva estudou a religião e sua influência na vida e conduta econômica dos indivíduos.
    Sua obra, juntamente com a de Marx, Durkheim, Comte, Tocqueville, Le Play, Toennies, Spencer e outros, faz com que o momento seja decisivo para a formação da sociologia e no período de 1830 às primeiras décadas do século formam-se os principais métodos e conceitos de investigação da área. A sociologia desenvolveu-se tendo como pano de fundo a burguesia utilizando aparatos repressivos e ideológicos para assegurar a sua dominação. Dessa forma, a sociologia também passou a ser utilizada para a produção de um conhecimento necessário à dominação vigente. A partir dos anos cinquenta, essa ciência passa a ser desenvolvida no sentido de conter o avanço do socialismo.
    Em suma, atualmente a função do sociólogo é libertar-se da dominação burguesa e tornar a sociologia um instrumento de ação ativa contra os valores e poderes vigentes, para assim, alcançarmos uma sociedade próxima do ideal de justiça e igualdade.

  5. Ana Carla, Josy, Monise disse:

    O pensamento sociológico surgiu como um conjunto de análises de vários cientistas e filósofos sobre a nova situação em que a sociedade moderna se encontrava, mais precisamente na segunda metade do século XVIII. A Revolução Industrial, que introduziu a máquina a vapor e o trabalho feminino e infantil na produção, acarretou no crescimento da população vinda do campo para a cidade.
    Com a Revolução Francesa, a burguesia se consolida como classe dominante, detendo o poder sobre a classe trabalhadora. Era o inicio da transformação dos costumes e das formas de organização da vida em sociedade. As políticas nos países industrializados já retratavam problemas sociais, surgidos devido a expansão do capitalismo.
    Alguns sociólogos eram otimistas em relação à sociedade capitalista, pois para eles os valores e interesses da classe dominante representavam o conjunto da sociedade. Dessa forma, seus objetivos eram entender o funcionamento das instituições econômicas e políticas, os conflitos e as lutas em que se envolviam as classes sociais, pois alguns desses fenômenos eram considerados pelos sociólogos como passageiros, podendo ser superados. Neste momento, surge também o pensamento conservador, referência para os primeiros sociólogos, com interesses de preservar a nova ordem econômica e política.
    Sociólogos positivistas como Saint-Simon, Auguste Comte e Emile Durkheim, buscaram inovar as idéias dos conservadores, com o objetivo de equacionar os problemas sociais, sem mudar a ordem social vigente. Contudo, a crescente miséria e opressão geradas pela exploração entre as classes sociais contribuíram com o surgimento de idéias socialistas, representadas pelas idéias de Marx e Engels, contrarias a ordem a qual a sociedade se encontrava.
    Através dos pensamentos marxistas, a sociologia se tranformou em uma contribuição para que ocorram as mudanças na sociedade, sendo a contradição à ordem capitalista o foco principal de seus interesses. Segundo Marx, o capitalismo acarretava na dominação do proletariado pela burguesia, através de meios políticos e culturais.
    Max Weber, influenciado pelos pensamentos marxistas, desejava investigar a ação de cada individuo na sociedade, e não de um grupo todo. Entretanto, não fazia uma critica ao capitalismo na mesma medida de Marx, pois para ele o capitalismo era uma forma encontrada pela sociedade moderna de racionalizar o homem ocidental.
    Em síntese, podemos salientar que a existência de uma burguesia que, do ponto de vista político, era menos liberal e mais conservadora, afastando-se do ideal de igualdade e fraternidade, tornou-se base do desenvolvimento da Sociologia. Atualmente, o Sociólogo tem como função fazer da Sociologia um instrumento de transformação social, liberando sua ciência do aprisionamento que o poder burguês lhe impôs.

  6. Bruna Tairine, Joyce Longo, Juliana Constâncio, Paula Rocha disse:

    A Sociologia é uma ciência que estuda a sociedade. Segundo Durkheim, um dos primeiros sociólogos, ela surgiu por uma demanda social advinda das revoluções francesa e industrial.
    Essas revoluções trouxeram consigo um novo modo de produção: o Capitalismo. Com esse novo sistema, o pequeno proprietário e o artesão perderam seu lugar e sua função dentro da sociedade, dando lugar, com o surgimento da indústria, a mão-de-obra proletariada.
    Essas mudanças sociais ocorreram rapidamente e causaram problemas à sociedade, tais como, o aumento da população e o conseqüente caos urbano, sendo que, as cidades não estavam preparadas para receberem um excesso de contingente humano.
    Miséria, prostituição, crimes, foram as conseqüências lógicas desta Nova Ordem que se instalava.
    Nesse contexto, a sociedade passa a ser vista como um problema a ser solucionado, desta forma, surge então, a Sociologia, que com seu ponto de vista científico, tenta explicar essa nova sociedade de maneira racional. A Sociologia inicialmente adquire uma função apaziguadora e estabilizadora da realidade social, procurando fazer com que os cidadãos aceitem o novo modelo de produção que se consolida, procurando amenizar os problemas, possibilitando, assim, o convívio social.
    Desse modo, vemos que a Sociologia estaria servindo ao capitalismo, ou seja, às classes dominantes, para reprimirem a classe dominada ou proletariado.
    Tendo em vista a opressão da classe dominante sobre a classe trabalhadora, começa haver um movimento por parte desta última para tentar mudar a situação vigente, dando início às mobilizações proletárias por melhores condições de vida e de trabalho.
    O proletariado, como mão-de-obra organizada, não é capaz de levar adiante sua luta tendo como base a Sociologia, já que esta serve aos interesses dominantes. Surge então, embasado pelos estudos da sociologia, o pensamento socialista que servirá de referencial teórico para a luta operária e para elaborar uma teoria crítica da sociedade a favor do operariado. Assim, tem-se como objetivo a transformação social e não mais a manutenção do status quo.
    Entre os pensadores que ajudaram a formatar e consolidar a Sociologia se destacam Comte, Durkheim, Karl Marx e Marx Webber. Comte era iluminista e acreditava na consolidação e aceitação da nova ordem capitalista como forma de se resolver os problemas sociais; Durkheim foi considerado um otimista por inicialmente acreditar que a sociedade industrial faria com que os indivíduos fossem mais solidários como forma de cooperação mútua. Ao constatar que isso não era possível passou a ver a sociedade como doente.
    Por sua vez, Karl Marx só via solução para os problemas sociais através da luta de classes, pois acreditava que o sistema capitalista era injusto, uma vez que a classe dominada, ou proletariado, era explorado e alienado pela classe dominante (os burgueses capitalistas). Para Marx, a Sociologia tinha um caráter intelectual e prático, ou seja, entender a sociedade para poder transformá-la. Marx Webber, outro pensador, entendia que para se compreender a sociedade é necessário, primeiramente, estudar o indivíduo.
    Podemos notar que, no campo da Sociologia, há uma contradição latente. Isso se deve ao fato de ela favorecer tanto a classe dominante quanto a dominada, a depender de seu ponto de vista com relação à sociedade.

  7. Carolina, Michelle Azevedo e Tania disse:

    A Sociologia nasce no século XVIII, em meio a grande transformaçôes econômicas, políticas e sociais dentro dos contextos da Revolução Industrial e Revolução Francesa. Devido a esses acontecimentos da época, surgiram vários estudiosos dentre eles Émile Durkheim, Karl Marx e Max Ueber. A linha de elaboração de pensamento desses pensadores, seguiram caminhos distintos. Durkheim, inicia com o sociologia positivista, divulgando suas idéias a partir das concepções de que, os problemas enfrentados pela sociedade burguesa e o proletariado,são de origem moral e não econômica. Dessa forma, se houvesse uma organização no sistema, por meio da divisão de trabalho a ordem dentRO da sociedade se realizaria de fato.
    O socialismo de Marx se identificou com as lutas de classes, apresentando-se como um pensamento revolucíonário. Marx manteve-se atento a tudo o que acontecia de fato dentro do sistema capitalista e procurou desta forma, incentivar os trabalhadores que por meio dos abusos sofridos por conta do capitlismo, buscou novas formas de pensamento que viesse beneficiar esta classe trabalhadora. Para Marx, somente o homem é capaz de de modificar a sociedade em que vive proporcionando melhores condições de vida.
    Outro pensador que se destacou, foi Max Ueber, que de acordo com com estudos, a sociologia é uma ciência neutra, direcionando-se pela luta pela liberdade intelectual, mantendo a sociologia autonoma longe da burocracia e do estado alemão da época.
    A sociologia desenvolvida por Ueber volta-se para o indivíduo e suas ações. Isso nos explica que cada um deve ser analisado separadamente, e não em conjunto.
    Ao contrário de Marx, Ueber não considera o capitalismo como sendo o grande causador de tantas transformações e problemas ocorridos na sociedade. Para ele, estas indústrias cresceram devido a sua capacidade de organização e de raciocínio transformando-se em grandes empresas com capital gigantesco.
    De modo geral, a sociologia surge em um contexto de grandes transformações sociais. Esta ciência nasce com o intuito de amenisar as diferenças sociais existentes, e para que de fato construa-se uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

  8. Jessica Carla, Leticia Bortolozo, Saulo Mesquita disse:

    Com a necessidade de compreensão da sociedade e seus fenômenos surge a Ciência da Sociedade, no século XVIII e XIX através de movimentos revolucionários.
    Após a queda do regime feudal surge o pré-capitalismo, trazendo descontentamento aos intelectuais inspirados pela era medieval que acusavam os defensores da Revolução de trazer caos ao mundo. Para isso iniciaram um estudo da sociedade com o fim de trazer a ordem e um novo regime moral. Surge assim os sociólogos conservadores e entre eles destacam-se Sant-Simon dizendo que a sociedade estava em desordem e anarquia e que o progresso econômico acabaria com os conflitos sociais. Unindo os trabalhadores com os cientistas orientariam a indústria e a produção
    Para August Comte a filosofia deveria ser positiva, já que a do século XVIII era negativa, pois as instituições sociais ameaçavam a liberdade dos homens.
    Juntamente com Durkheim, um filósofo que dividia com Comte a visão positivista de mesclar novos valores científicos às características da sociologia da época influenciaram a sociologia ao mundo acadêmico.
    Durkheim ainda tinha a visão moralista de Sant-Simon de que a sociedade estava se transformando e com ela a moral deveria também mudar, não sendo arcaica como a moral da Igreja e a Medieval.
    Comte fazia parte dos primeiros sociólogos conservadores que culpavam a Revolução Francesa pela desordem e anarquia.
    Marx e Engels, posteriores a Durkheim que falava da Revolução Francesa, tratavam da Revolução Industrial, explicando as relações sócio-econômicas e são conhecidos como economistas da sociologia, pois tratavam das relações materialistas com as sociais.
    Weber, verdadeiro sociólogo científico buscava a razão social e do ser humano contrariando as razões positivistas de Durkheim que estudava os fenômenos sociais como se fossem naturais, pela observação e análise, já Weber nas pesquisas científicas e de campo.
    A sociologia portanto, é uma ciência que estuda o comportamento da sociedade, como ações sociais, interações sociais e mudanças sociais.

  9. Andéia Fidelis, Andrea Petreca e Susa Karen disse:

    O que é sociologia
    O surgimento da sociologia deu se em contexto histórico específico, durante o período da revolução industrial que desencadeou transformações políticas, econômicas e culturais na sociedade do Séc XVII, originando problemas antes desconhecidos aos homens que participaram desse processo de mudanças.
    Surge um novo profissional, o sociólogo, para estudar e explicar os problemas que vieram junto com essas transformações que ocorreram na sociedade, irá estudá-la no caos para poder entende-la e propor soluções, utilizando – se do método científico da observação e da experimentação para poder analisar a sociedade, uma característica de outras ciências, e por usar métodos de outras ciências a sociologia teve vários nomes, como “ matemática social”, “ física social”.
    No entanto, nem sempre a sociedade é vista por alguns sociólogos como de fato é, tomam essa atitude para “mascarar” a realidade com o intuito de preservar a ordem. Pode-se citar como um exemplo a posição que o sociólogo brasileiro chamado Gilberto Freire defende ao referir-se a democracia racial, para ele no Brasil não há preconceito dessa natureza, algo que é contraposto por outro sociólogo também brasileiro Florestan Fernandes que declara que a desigualdade racial é resultante da pobreza, para ele o negro possui duas barreiras a vencer: a racial e a social.
    A Sociologia é uma ciência que estudo o comportamento humano em sociedade, estudando as ações, interações e mudanças sociais, que hoje alcançou um espaço em que poucas pessoas colocam em questionamento o seu valor. Porém, ocorre uma falta de entendimento comum entre os sociólogos no que diz respeito à sua ciência. Algo certo é que os interesses opostos na sociedade capitalista são fundamentais para a sua formação.
    Alguns pensadores se preocuparam, a princípio, com a ordem e a estabilidade, como Saint-Simon que dizia que as relações sociais estavam instáveis. Comte (1798-1857) considerava o ponto mais alto de sua sociologia a reconciliação entre a ordem e o progresso. Também para Durkheim (1858 – 1917) muito importava a ordem social, observou então que a cooperação que deveria existir e não acontecia, dificultava o bom funcionamento da sociedade.
    Tentando entender o objeto da sociologia, o estudioso propôs a sociologia como uma disciplina independente e insistia na necessidade de criar novos hábitos e comportamentos no homem moderno. Isto quer dizer que a função da sociologia seria a de detectar e buscar soluções para os problemas sociais.
    Enquanto a preocupação do positivismo era a preservação do capitalismo, é o socialismo que chega para realizar uma crítica radical a essa sociedade. Esse pensamento ganha força com Marx e Engels juntamente com as revoluções a favor das classes exploradas, visando a eliminação dessas diferenças. Conclui-se, então, que os fatos econômicos são base para se apoiarem outros níveis da realidade e assim ocorre a união dos socialistas com os economistas.
    A função da sociologia passa a ser, então, não mais aquela positivista de solucionar problemas sociais, e sim a de contribuir para a realização de mudanças radicais na sociedade.
    Max Weber, com alguma influência Marxista, se diferenciando somente ao não ver o capitalismo como um sistema injusto e sim como uma organização racional, chega para conferir à sociologia uma reputação científica e isso fez com que a profissionalização da disciplina acontecesse. Sua sociologia considerava o indivíduo e sua ação como o ponto principal da investigação e nessa perspectiva estudou a religião e sua influência na vida e conduta econômica dos indivíduos.
    Sua obra, juntamente com a de Marx, Durkheim, Comte, Tocqueville, Le Play, Toennies, Spencer e outros, faz com que o momento seja decisivo para a formação da sociologia e no período de 1830 às primeiras décadas do século formam-se os principais métodos e conceitos de investigação da área. A sociologia desenvolveu-se tendo como pano de fundo a burguesia utilizando aparatos repressivos e ideológicos para assegurar a sua dominação. Dessa forma, a sociologia também passou a ser utilizada para a produção de um conhecimento necessário à dominação vigente. A partir dos anos cinquenta, essa ciência passa a ser desenvolvida no sentido de conter o avanço do socialismo.
    Em suma, atualmente a função do sociólogo é libertar-se da dominação burguesa e tornar a sociologia um instrumento de ação ativa contra os valores e poderes vigentes, para assim, alcançarmos uma sociedade próxima do ideal de justiça e igualdade.

  10. Kim Silva Ramos disse:

    O que é sociologia?

    Divido em quatro partes, uma introdução e três capítulos, o autor Carlos Benedito Martins repassa de maneira enxuta e crítica as origens da Sociologia, nascida no seio das contradições e tensões da sociedade européia do século XIX que via surgir o Capitalismo e suas relações sociais radicalmente novas.
    O primeiro capítulo trata do surgimento da sociologia em meia a efervescência e transformação social das Revoluções Industrial e Francesa que instalaram definitivamente a sociedade capitalista. As novas relações que surgiam, o solapamento dos costumes feudais e a desestruturação das formas de organizar a vida social constituíram o primeiro material que prestou à análise de estudiosos que iniciaram a ciência do Homem enquanto ser social.
    Porém, não é aí que nasce a sociologia e o sociólogo. A presença de uma nova classe, o proletariado e o papel histórico que ela viria a cumprir nessa sociedade ainda levantaria diversas situações sociais que serão respondidas nesses dois séculos por diferentes correntes de pensamento e método. Assim, a impulsão à reflexão sobre a sociedade, suas depressões e antagonismos de classe foram ora estudados como problemas sociais, no sentido de terem um funcionamento passível de ser compreendido e poderem ser controlados e ordenados, ora respondido como crise agônica social, fruto da recente relação de exploração do homem pelo homem e só superada pela transformação radical da sociedade.
    Dessa forma, tiveram os Iluministas na figura de seus mais destacados pensadores as condições históricas para fundarem sua corrente filosófica. Pertencentes à classe burguesa, partiam da individualização dos homens, sua liberdade e contra as instituições que coibiam seus direitos plenos para explicara a fenomenologia social da época. Continuamente, defendiam que o homem é dotado de razão e possui uma perfeição inata e destinada à liberdade individual e à igualdade social.
    A intensa crítica às instituições feudais disfarçava, na realidade, indício da violenta luta que a burguesia travava contra as classes que sustentavam o regime feudal e contra a classe que iria sustentar a um lógica e sistema, o operariado.
    O pensamento iluminista acompanha os fatos históricos de seu tempo primeiro criticando e instaurando os conceitos teóricos que levaram à Revolução na França e depois, em oposição ao movimento operário que se assomava no horizonte passa a debater os mecanismos da nova sociedade, procurando buscar sua ordem e consolidação.
    De forma geral, a sociologia inspirada nesses conceitos “emburguesados”, dita positivista, negava as relações e ligações econômicos com os fatos históricos, não colocando em questão os fundamentos da sociedade capitalista.

    O segundo capítulo, “A Formação”, analisa os contextos nos quais serão formadas as correntes sociológicas que virão a formar a ciência Sociologia.
    Centrando o diálogo nas figuras de Emile Durkheim, Max Weber, Karl Marx e Friedrich Engels, o autor dispõe as características e principais idéias desses três que fixaram os pilares fundamentais da sociologia.
    Durkheim, positivista, sistematicamente ocupou-se em estabelecer o objeto de estudo da sociologia, assim como o seu método. Discordava das teorias que atribuíam aos fatores econômicos para compreender a crise das sociedades européias, chamadas como teorias socialistas. Indicava a instabilidade da moral da época em orientar o comportamento do indivíduo adequadamente. Acreditava que a crescente divisão do trabalho solidarizava os homens, enfatizando a importância dela para a união humana e não o oposto: o aumento da produção e do lucro e a separação dos homens em classes.
    Sua linha positivista levava em conta a possibilidade de a sociedade seja analisada da mesma maneira que os fenômenos naturais, utilizando, assim, os mesmos métodos de investigação, na perspectiva de uma ciência inerte.

    Enquanto o positivismo se prestava à manutenção e preservação da ordem capital, é o pensamento socialista que procurava criticar radicalmente esse tipo histórico de sociedade, assumindo como tarefa prática a sua compreensão e objetivando a sua superação.
    A formação teórica dessa corrente assimilava de maneira crítica o socialismo, a dialética e a economia política. O contato com a dialética hegeliana avançou o caráter revolucionário dos estudos de Marx e Engels, “uma vez que o método de análise de Hegel sugeria que tudo o que existia, devido as suas contradições, tendia a extinguir-se” (pág. 56). Contudo, Hegel trabalhava com as postulações idealistas, ou seja, concebendo os fenômenos da realidade como permanentes e invariáveis.
    A formatação do método chamado materialista dialético teve o mérito de fundar a teoria do materialismo histórico, baseado nos destaques de Marx e Engels sobre os processos de contínua transformação das sociedades humanas, focando seus conflitos e oposições entre classes sociais. A conclusão posterior, a de que é necessário situar o estudo social partindo de sua base material levou-os conseqüentemente a implicar que são os fatores econômicos de cada época que estruturavam a verdadeira base da história humana.
    A inspiração marxista estabelecer uma importantes ligação entre teoria e prática, ciência e interesses classistas, pois é no terreno prático que se testam os conhecimentos teóricos.
    Nesse marco, a sociologia era visa como poderoso instrumento político para edificar e transformar a lógica da sociedade capitalista, destacando que, enquanto os textos dos economistas clássico refletiam os interesses da burguesia, os socialistas e comunistas eram os porta-vozes da classe operária.

    Na ótica de Max Weber, a sociologia encontra a sua reputação científica, porém apartado do aparato dos julgamentos de valor da realidade. Isso caracterizava uma neutralidade científica do cientista, bastando a este oferecer entendimentos de conduta e motivação aos políticos e homens de ação. Esse passo no estudo da sociologia demonstrou ser forte em direção a profissionalização dessa disciplina ao separar a ciência social dos movimentos revolucionários.
    A obra de Weber foi desenvolvida em meio ao surto de industrialização tardia e crescimento econômico. Tal arranque alemão não nasceu das rupturas das forças feudais, mas sim de um processo compromissado entre latifundiários e empresários, dessa forma, a classe trabalhadora, presa em rígidas políticas disciplinadoras, passou gradativamente a se organizar pela luta de seus direitos.
    No contexto da impotência e incapacidade da burguesia alemã gerir politicamente o seu poder e, em contra partida, abrindo espaço para a burocracia deitar sua mão sobre o controle do Estado dando início à políticas depotistas e o impositoras, desfechando seu aparato de opções repressoras aos movimentos revolucionários, Weber ainda se manteve apartado do pensamento marxista no que tangia à influência econômica nas esferas sociais, mesmo compartilhando com essa corrente algumas concepções.
    Para ele, o indivíduo e suas ações eram a chave paras as investigações, suas motivações e intenções no vivenciar da sociedade. Rejeitava o positivismo e suas concepções de matéria social inerte, dando maior importância à realidade empírica, solidificando o percurso desse método na sociologia.
    Seus trabalhos sobre religião, direito, burocracia, história e política forneceram preciosidades sobre as condições da vida humana, equilíbrio social, mecanismos de dominação e alienação, estabelecendo o vínculo entre a biografia humana e os processos históricos.

    A profissionalização e a tecnização da sociologia são tratadas de forma sucinta no terceiro capítulo do livro.
    Com o avanço e a cristalização das estruturas da ordem capital, seus fenômenos (surgimento de grandes empresas e monopólios, organização do movimento operário, etc) e seus conflitos (eclosão das Grandes Guerras) abalou-se a crença na harmonia capitalista. Utilizando o poder intelectual histórico de então, as ciências sociais e seus cientistas, de modo geral, passaram a produzir o conhecimento necessário e útil para a dominação burguesa. A sociologia se bastava ao emprego da manutenção das relações dominantes.
    O sociólogo, então, é absorvido pela burocratização e domesticação de seu trabalho.
    É nessa perspectiva que surgem os planejamentos sociais, que nada mais fasziam do que maquiar técnicas de controle social. Os pesquisadores, seguindo a orientação durkheimiana, utilizaram largamente do empirismo e relegaram a um segundo plano as classes sociais e sues conflitos como elemento ímpar para explicar os fenômenos sociais.
    No panorama da Grande Depressão, a sociologia estadunidense toma uma posição antimarxista que lhe permitia trilhar o conservadorismo com mais segurança. Surge, então, a Escola de Chicago, de linha empirista e positivista. Interessada (leia-se patrocinada pelo Estado burguês e por instituições privadas) nas necessidades da manutenção e preservação do capitalismo, promove o método funcionalista de investigação, analisando uma sociedade que seria estanque e coerente, bastante organizado, mas sem colocar em xeque a validade dessa ordem.
    Na Europa, que via em seu seio surgir o capitalismo e a experiência socialista como resposta revolucionária aos antagonismos dessa lógica também observou uma linha na sociologia voltada ao estudo e combate do imperialismo. Na Alemanha, a Escola de Frankfurt desenvolvia a “filosofia crítica” tendo por base o marxismo, assumindo um caráter radicalmente oposto às ideologias de conservação, manutenção e dominação burguesas.

    Para finalizar o seu trabalho, o autor defende que o sociólogo e, assim, a sociologia, quebre seu isolamento e volte suas pesquisas à interação de grupos, às classes e suas organizações dentro dessa sociedade, libertando-se da prisão burguês sobre seu trabalho intelectual, revertendo sua aplicação como instrumento de transformação social.

  11. Bárbara e Silvana disse:

    A Sociologia surgiu para compreender manifestações do pensamento moderno, que aconteceu a partir de um contexto histórico que possibilitou sua transformação e desenvolvimento. Foi no século XVIII em que ocorreram transformações na sociedade em geral que desencadearam a revolução Industrial e Francesa.
    Com o surgimento dessas revoluções, o capitalismo consolidou-se e novas formas de organizar a vida surgiram, modificando as formas habituais existentes. Toda essa transformação colocou a sociedade em um plano de análise, levando ao surgimento da Sociologia como disciplina e objeto de estudo de vários pensadores.
    Diante disso, os estudiosos Saint-Simon, Comte e Le Play, acreditavam que para se compreender a nova sociedade, era preciso conhecer as leis que regeriam todo esse novo contexto social.
    Émile Durkhein, foi um pensador, e junto com Kal Marx e Max Weber foi precursor da ciência chamada Sociologia. Durkhein foi o responsável pela inserção da Sociologia no meio acadêmico, e acreditava que a divisão do trabalho estabeleceria uma relação de cooperação e solidariedade entre os homens. Mas, a sociedade encontrava-se em um momento sem regras e o pensador a considerava como socialmente doente. A partir desse momento, passa a acreditar que a Sociologia deveria buscar formas para melhorar a sociedade, através de análise social, dos indivíduos, enfim, da realidade.
    Kal Marx um pensador socialista, formou e desenvolveu o conhecimento sociológico crítico que opunha-se a sociedade capitalista. Em suas obras, Marx sempre apoiava as lutas políticas que reivindicava a igualdade de classes, tanto do ponto de vista político como das condições sociais de vida. Na teoria marxista a função da Sociologia seria colaborar para a realização de mudanças radicais na sociedade e a aplicação do materialismo dialético ao estudo dos fenômenos sociais.
    Max Weber tentava encontrar um método específico para o estudo das ciências sociais, tornando a Sociologia uma ciência neutra. Não era a favor do movimento socialista, o vendo de forma negativa. A Sociologia de Weber tinha como ponto de partida a compreensão da ação dos indivíduos e não a análise dos fatos sociais, como era proposto por outros pensadores e estudiosos.
    Segundo Martins, 2001, a Sociologia seria o resultado em que vários pensadores chegaram ao tentar compreender as novas situações pelas quais a sociedade passava. Em suma, seria os estudos dos diferentes tipos de relações sociais existentes em nossa sociedade.

  12. Antonio, Claudia,Maria Cristina e Marinelli disse:

    O Surgimento da Sociologia e seus fundadores

    A Sociologia surge, na evolução do pensamento científico, após a constituição das ciências naturais e de diversas ciências sociais. A sua afirmação ocorre nos “derradeiros momentos da desagregação da sociedade feudal e da consolidação da civilização capitalista”. A sua criação é “o resultado da elaboração de um conjunto de pensadores que se empenharam em compreender as novas situações de existência que estavam em curso.”
    Marco importante para a história do pensamento ocidental e para o surgimento da sociologia foi o século XVII, pois “as transformações econômicas, políticas e culturais que se aceleram a partir dessa época colocarão problemas inéditos para os homens que experimentavam as mudanças que ocorriam no ocidente europeu.” As revoluções, industrial e francesa, constituíram neste século os dois lados da “instalação definitiva da sociedade capitalista”. A palavra sociologia aparece por volta de 1830, “mas são os acontecimentos desencadeados pela dupla revolução que a precipitam e a tornam possível.”
    E qual a importância destes acontecimentos para a sociologia, JÁ QUE AS TRANSFORMAÇÕES que ocorriam na sociedade influenciavam as relações sociais e econômicas, passa a se constituir problema que precisa ser investigado. Então surgem pessoas que discutem e analisam esta realidade, mesmo quando possuem visões opostas sobre os porquês e as análises iniciadas. Dentre estes há Durkheim , que defendia uma visão otimista da sociedade industrial que estava nascendo.
    O positivismo,segundo Durkheim, se preocupava com a manutenção da ordem social e a capitalista. Mas com o surgimento de uma classe revolucionaria, “ o proletariado” , que era contra a sociedade capitalista através do pensamento socialista de Marx (1818-1883) e Engels (1820-1903), que tiveram como forte atuação a favor desta classe; pois as lutas socialistas não foram feitas através de universidades, mas em calorosas lutas políticas.
    Marx era contemporâneo de Hegel e tinha muito em comum com a sua dialética, apenas o criticava por ser idealista. Hegel era idealista, negava a realidade individual e só acreditava na idéia. Marx como materialista negava a existência da alma e tinha como única realidade a matéria, sua teoria se baseava em três pensamentos: o socialismo, a dialética e a economia.
    Marx e Engels foram os criadores do Materialismo Histórico, que no inicio do capitalismo e da revolução industrial fizeram surgir cobranças das condições e relações sociais das classes operarias. Os socialistas utópicos, que defendiam os interesses da Humanidade, propunham uma avaliação crítica da sociedade, sem contudo dar a esta análise um caráter político,buscando com isso uma sociedade “menos pior”, e eram a favor de uma burguesia filantrópica. Com o socialismo cientifico Marx e Engels propõem a socialização por meio de produção, pois segundo Marx todas as sociedades até hoje tiveram suas historias baseadas em lutas de classes.
    Outro pensador considerado pai da sociologia,Max Weber (1864 – 1920) buscava estabelecer uma neutralidade cientifica à sociologia, isolando-a dos movimentos revolucionários. Com isso, ele conferiu à sociologia uma reputação cientifica. Weber acreditava que o ponto de partida estava na compreensão da ação do individuo e não na análise das “instituições sociais” ou do “grupo social” como pensavam os conservadores. Ele não negava a importância dos acontecimentos sociais para a sociologia, porém ressaltava a necessidade de compreender a ação e intenção do indivíduo quando realiza a ação social.
    Tanto a sua obra quanto a de Marx, Durkheim, Comte, Tocqueville, Le Play, Toennies, Spencer etc, foram decisivas na formação e estruturação das bases do pensamento sociológico. Outra grande contribuição desses pensadores é que, independentemente de suas filiações ideológicas, as suas obras procuraram explicar as grandes transformações de seu tempo.

    O contexto histórico no qual o desenvolvimento da sociologia está inserido, tem como pano de fundo a existência de uma burguesia que, não lembra em nada das propostas feitas de igualdade e fraternidade a todos e sim uma burguesia que abusa dos aparatos do Estado para assegurar sua dominação.
    Enquanto o surgimento e a formação da sociologia foi simultâneo ao crescimento do capitalismo, o seu desenvolvimento baseou-se numa burguesia conservadora já desinteressada de seu projeto de igualdade e fraternidade, desenvolveu-se mais em sua tendência positivista na França com E. Durkheim e seus seguidores; na Alemanha com Max Scheller e Karl Mannheim e nos USA com William Thomas e Robert Park; e que em sua tendência socialista, ignorada no meio acadêmico e marginalizada pelos institutos de pesquisa, foi alimentada com os trabalhos de Lenin e Rosa Luxemburgo sobre o imperialismo. Após a segunda guerra, desenvolveu-se com trabalhos de autores como Robert Merton, George Lundeberg e Talcott Parsons que contemplaram mais o problema da ordem social, sendo assim uma sociologia positivista e funcionalista. A sociologia está ligada ao capitalismo e seu desenvolvimento, e reflete as disputas que viriam no século XIX e XX entre os interesses do capital e do trabalho. “Para alguns, ela representa uma poderosa arma a serviço dos interesses dominantes; para outros, é a expressão teórica dos movimentos revolucionários.” MARTINS,2005.
    Esta foi nossa primeira discussão sobre o texto O que é sociologia, trabalhado na aula 1, após a leitura. Antonio, Claudia, MªCristina e Marinelli.

  13. Antonio DelFINO DE JESUS, CRISTINA, CLAUDIA, MARINELI disse:

    O Surgimento da Sociologia e seus fundadores
    A Sociologia surge, na evolução do pensamento científico, após a constituição das ciências naturais e de diversas ciências sociais. A sua afirmação ocorre nos “derradeiros momentos da desagregação da sociedade feudal e da consolidação da civilização capitalista”. A sua criação é “o resultado da elaboração de um conjunto de pensadores que se empenharam em compreender as novas situações de existência que estavam em curso.”

    Marco importante para a história do pensamento ocidental e para o surgimento da sociologia foi o século XVII, pois “as transformações econômicas, políticas e culturais que se aceleram a partir dessa época colocarão problemas inéditos para os homens que experimentavam as mudanças que ocorriam no ocidente europeu.” As revoluções, industrial e francesa, constituíram neste século os dois lados da “instalação definitiva da sociedade capitalista”. A palavra sociologia aparece por volta de 1830, “mas são os acontecimentos desencadeados pela dupla revolução que a precipitam e a tornam possível.”

    E qual a importância destes acontecimentos para a sociologia, JÁ QUE AS TRANSFORMAÇÕES que ocorriam na sociedade influenciavam as relações sociais e econômicas, passa a se constituir problema que precisa ser investigado. Então surgem pessoas que discutem e analisam esta realidade, mesmo quando possuem visões opostas sobre os porquês e as análises iniciadas. Dentre estes há Durkheim , que defendia uma visão otimista da sociedade industrial que estava nascendo.

    O positivismo,segundo Durkheim, se preocupava com a manutenção da ordem social e a capitalista. Mas com o surgimento de uma classe revolucionaria, “ o proletariado” , que era contra a sociedade capitalista através do pensamento socialista de Marx (1818-1883) e Engels (1820-1903), que tiveram como forte atuação a favor desta classe; pois as lutas socialistas não foram feitas através de universidades, mas em calorosas lutas políticas.

    Marx era contemporâneo de Hegel e tinha muito em comum com a sua dialética, apenas o criticava por ser idealista. Hegel era idealista, negava a realidade individual e só acreditava na idéia. Marx como materialista negava a existência da alma e tinha como única realidade a matéria, sua teoria se baseava em três pensamentos: o socialismo, a dialética e a economia.

    Marx e Engels foram os criadores do Materialismo Histórico, que no inicio do capitalismo e da revolução industrial fizeram surgir cobranças das condições e relações sociais das classes operarias. Os socialistas utópicos, que defendiam os interesses da Humanidade, propunham uma avaliação crítica da sociedade, sem contudo dar a esta análise um caráter político,buscando com isso uma sociedade “menos pior”, e eram a favor de uma burguesia filantrópica. Com o socialismo cientifico Marx e Engels propõem a socialização por meio de produção, pois segundo Marx todas as sociedades até hoje tiveram suas historias baseadas em lutas de classes.

    Outro pensador considerado pai da sociologia,Max Weber (1864 – 1920) buscava estabelecer uma neutralidade cientifica à sociologia, isolando-a dos movimentos revolucionários. Com isso, ele conferiu à sociologia uma reputação cientifica. Weber acreditava que o ponto de partida estava na compreensão da ação do individuo e não na análise das “instituições sociais” ou do “grupo social” como pensavam os conservadores. Ele não negava a importância dos acontecimentos sociais para a sociologia, porém ressaltava a necessidade de compreender a ação e intenção do indivíduo quando realiza a ação social.
    Tanto a sua obra quanto a de Marx, Durkheim, Comte, Tocqueville, Le Play, Toennies, Spencer etc, foram decisivas na formação e estruturação das bases do pensamento sociológico. Outra grande contribuição desses pensadores é que, independentemente de suas filiações ideológicas, as suas obras procuraram explicar as grandes transformações de seu tempo.

    O contexto histórico no qual o desenvolvimento da sociologia está inserido, tem como pano de fundo a existência de uma burguesia que, não lembra em nada das propostas feitas de igualdade e fraternidade a todos e sim uma burguesia que abusa dos aparatos do Estado para assegurar sua dominação.
    Enquanto o surgimento e a formação da sociologia foi simultâneo ao crescimento do capitalismo, o seu desenvolvimento baseou-se numa burguesia conservadora já desinteressada de seu projeto de igualdade e fraternidade, desenvolveu-se mais em sua tendência positivista na França com E. Durkheim e seus seguidores; na Alemanha com Max Scheller e Karl Mannheim e nos USA com William Thomas e Robert Park; e que em sua tendência socialista, ignorada no meio acadêmico e marginalizada pelos institutos de pesquisa, foi alimentada com os trabalhos de Lenin e Rosa Luxemburgo sobre o imperialismo. Após a segunda guerra, desenvolveu-se com trabalhos de autores como Robert Merton, George Lundeberg e Talcott Parsons que contemplaram mais o problema da ordem social, sendo assim uma sociologia positivista e funcionalista. A sociologia está ligada ao capitalismo e seu desenvolvimento, e reflete as disputas que viriam no século XIX e XX entre os interesses do capital e do trabalho. “Para alguns, ela representa uma poderosa arma a serviço dos interesses dominantes; para outros, é a expressão teórica dos movimentos revolucionários.” MARTINS,2005.

  14. Flávia Alessandra Simões disse:

    Devido às diversas representações dada à Sociologia que são indiscutivelmente contraditórias, esta obra procura nos mostrar de maneira mais eficaz possível o que esta ciência representa e representou durante todos esses anos desde seu surgimento, como compreendê-la, com tantas e distintas avaliações dirigidas a ela? A única saída com certeza é conhecê-la primeiramente de forma ampla, mesmo que de maneira geral, mas sempre analisando os acontecimentos e pensamentos que possibilitaram seu surgimento, sua formação e seu desenvolvimento.
    Este livro parte do princípio de que a sociologia é o resultado de uma tentativa de compreensão de situações sociais radicalmente novas, criadas pela nascente sociedade capitalista, mostrando que seu caminho tem sido uma constante tentativa de comunicação com a civilização capitalista em suas diferentes fases.
    O que não dá pra negar é que a sociologia sempre teve a intenção de interferir no rumo da civilização, conseqüentemente infuenciando-a isto, é mais do que certo. Contudo, podemos entendê-la como uma das manifestações do pensamento moderno, ou seja a elaboração de um conjunto de pensadores que se empenharam em compreender as novas situações de existência que estavam em curso.
    O autor procura mostrar a dimensão política da sociologia, a natureza e as conseqüências de seu envolvimento nos embates entre os grupos e as classes sociais, refletindo em que medida os conceitos e as teorias produzidos pelos sociólogos contribuem para manter ou alterar as relações de poder existentes na sociedade.
    1Como o objetivo do autor é apontar-nos os acontecimentos que possibiltaram o surgimento, o fortalecimento e o desenvolvimento da sociologia, não podemos esquecer-nos do que realmente deu início à ela: A Revolução Industrial e a Revolução Francesa.
    A primeira, caracterizou a ascenção da indústria capitalista, que transformou grande contingente de pessoas em simples trabalhadores sem posses, desintegrando seus costumes e introduzindo novas formas de organizar a vida social. Com a utilização das máquinas, os artesãos que eram independentes e até possuiam um pedaço de terra para sua subsistência, foram destruídos, transformando sua atividade artesanal em manufatureira, além de serem submetidos a severa disciplina das novas formas de conduta e de relações de trabalho totalmente distintas das que conheciam até então. Com a atividade fabril foi gerado uma enorme imigração do campo para a cidade, sem que estas estivessem preparadas estruturalmente à receber essa massa populosa, e nem possuíam moradias suficientes, nem serviços sanitários e muito menos atendimento médico, até mulheres e crianças foram obrigadas a trabalharem nas fábricas com jornadas excessivas e o que é pior, ganhando bem menos do que os homens.
    Contudo em meio essas condições e transformações, o ser humano sofreu um efeito traumático, aumentou notavelmente a prostituição, o suicídio, o alcoolismo, o infanticídio, a criminalidade, a violência, as epidemias de tifo e cólera e conseqüentemente, a miséria. É neste ponto que a sociologia entra em cena, pois ela constitui em certa medida uma resposta intelectual a essas novas situações colocadas pela Revolução Industrial, que tornaram-se um “problema” que deveria ser investigado, para que houvesse uma reflexão sobre a sociedade, sobre suas transformações, suas crises e seus antagonismos de classe.
    Todavia, as alterações que vinham surgindo nas formas de pensamentos das classes também estimularam o surgimento da sociologia, com maior potência entre os pensadores franceses, que queriam transformar não apenas as velhas formas de conhecimento, mas também a própria sociedade que era baseada na tradição e na autoridade. Foram os Iluministas – ideólogos da burguesia na época – que atacaram uniformemente os fundamentos da sociedade feudal e sua estrutura de conhecimento que impunha restrições aos interesses econômicos e políticos da burguesia; os iluministas insistiam em obter uma explicação da realidade baseada na razão e na observação, demonstrando que as instituições da época eram injustas, contra a natureza dos indivíduos e impediam a liberdade do homem, e este deveria ser destinado à liberdade e à igualdade social, e por isso reivindicavam a liberação do indivíduo de todos os laços sociais tradicionais – daí o lema da Revolução: “Igualdade, Liberdade e Fraternidade” -
    A sociologia serviria para refletir sobre a natureza e as conseqüências da revolução, racionalizando uma nova ordem para restabelecer a “ordem e a paz”, encontrando um estado de equilíbrio na nova sociedade e para que isso fosse possível, era necessário conhecer as leis regentes e os fatos sociais, instituindo portanto uma ciência da sociedade, ou seja estabilizar a nova ordem.
    2No decorrer da formação da sociologia, existiram vários pensadores que contribuíram para que sua elaboração fosse realizada, como Auguste Comte que elaborou suas obras baseadas na compreensão que ele tinha que a sociedade européia estava em imenso declínio, num verdadeiro caos, acreditava que a religião já não tinha mais força entre os homens para coordená-los e que as idéias e intenções iluministas na sociedade industrial levaria a população a se desentender mais e mais.
    Para Comte, uma ascenção só seria possível se houvesse um restabelecimento da ordem fundada nas idéias e nos conhecimentos, formando uma série de crenças comuns à toda população; contava que para que isso acontecesse com a elaboração de uma nova maneira de conhecer a realidade e buscou estabelecer princípios que deveriam nortear os conhecimentos humanos, partindo da ciência e do avanço que ela vinha obtendo em todos os campos de investigação.
    Em seu entender, a filosofia deveria se portar de forma ‘positiva’ diante da realidade, para se tornar distinta da filosofia do século XVIII, que ao seu ver era completamente ‘negativa’. Sendo assim sua filosofia positiva era uma nítida reação às tendências iluministas, ou seja o ‘espírito positivo’ contra à ‘filosofia iluminista’.
    Nos trabalhos de Comte para a criação desta ciência, sociologia e positivismo aparecem lado à lado, o que marcaria de fato a grande ascenção do positivismo nos pensamentos dos homens. A criação dessa nova ciência – a sociologia – se tornava para este pensador o ápice da evolução do conhecimento ciêntífico, e esta deveria usar em suas investigações os mesmos artifícios de qualquer ciência natural, como a experimentação, a comparação, a observação, entre outras.
    O positivismo buscava de maneira generalizada orientar a formação da sociologia, que por sua vez deveria ir à procura dos fatos e acontecimentos constantes e repetitivos da natureza. A reconciliação entre ‘ordem’ e ‘progresso’, era para Comte o triunfo de sua sociologia, considerando estes dois fatores como indispensáveis e como o ponto de partida para uma nova sociedade. No entanto Comte aceitava que algumas reformas pudessem ser inseridas na sociedade, desde que comandada por cientistas e industriais e assim, chegar ao progresso da ordem, mesmo que ameno.
    3No desenvolvimento da sociologia, ocorreu que a burguesia que tinha o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, acabou se afastando dessas suas metas e em questões políticas passou a se comportar de maneira menos liberal e até mais conservadora, usando de estratégias severas e repressivas para garantir sua dominação, o que deu à sociedade que havia sido moldada pela burguesia uma característica transitória e passageira, isso devido a vários acontecimentos, como o surgimento das grandes empresas – que monopolizaram os produtos e os mercados – o surgimento de diversas guerras entre potências mundiais, o fortalecimento da organização política do movimento operário e a ocorrência de revoluções socialistas, que alteraram e afetaram as crenças da civilização capitalista até então, tida como “perfeita” e que à partir daí se afundou numa enorme crise, o que causou grandes mudanças no pensamento sociológico da época.
    Contudo, o conhecimento ciêntífico foi submetido aos interesses da ordem que havia sido estabelecida, ou seja de modo geral, as ciências sociais começaram à serem usadas para fornecer um conhecimento que tivesse utilidade e conseqüentemente fosse necessário para o vigor da dominação. A sociologia, também passou a ser utilizada como técnica de manutenção das relações dominantes. As pesquisas elaboradas por sociólogos foram unidas à cultura e à prática das grandes empresas do Estado Moderno, dos partidos políticos, à luta rotineira pela preservação das estruturas econômicas, políticas e culturais do capitalismo moderno. Os profissionais da sociologia passaram a realizar seus trabalhos em complicadas organizações privadas ou estatais, que por sua vez financiavam suas atividades e escolhiam os objetivos e as finalidades da produção de todo o conhecimento sociológico financiado; deste modo praticamente ficou praticamente impossível dos sociólogos desenvolverem um conhecimento que possuísse autonomia crítica intelectual.
    Lógico que algumas das tendências críticas da sociologia, em especial as que sofreram influência do pensamento socialista, permaneceram a guiar as metas de diversos sociólogos, mas esta sociologia de inspiração crítica foi na maior parte, ignorada no ambiente acadêmico e marginalizada pelos institutos de pesquisa. Enfim o apoio e o incentivo institucional da nossa época, têm sido dado a sociólogos e a um tipo de sociologia que estão a serviço dos mecanismos de integração social e de reprodução das relações existentes, o aproveitamento do sociólogo moderno na luta pela manutenção das relações de dominação, gerou a burocratização e a domesticação do seu trabalho e foi um acontecimento relativamente recente, que pode ser datado a partir da Segunda Guerra Mundial
    Devido ao fato de que nas primeiras décadas deste século, algumas ciências como o direito, a economia e a contabilidade – por estarem mais ligadas á problemas práticos da sociedade capitalista – foram mais utilizadas, com isso vários sociólogos desenvolveram no interior de Universidades um conhecimento que não correspondia tão prontamente às exigências práticas de conservação da dominação burguesa, que já se mostrava bem conservadora e belicista confrontando-se com o movimento operário organizado. Durante esse período, a sociologia conheceu uma de suas fases mais ricas em termos de pesquisa, proporcionando o levantamento de informações originais para a reflexão.

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