Bom Dia Car@s Alun@s! Tudo bem?

Esta é a área da postagem do módulo 1 da disciplina Trabalho e Educação – A Centralidade do Trabalho na Teoria Sociológica. O aluno deve comentar as principais relações entre o trabalho e a educação nos dias de hoje, a partir dos textos e documentários abaixo. Bom trabalho, Prof. Fábio  Fernandes Villela.

1 – Documentário: Diálogos (Direção: Beto Novaes / UFRJ e Eliane Ribeiro / UNIRIO e UERJ)

O documentário apresenta um painel diversificado de rostos, trajetórias, demandas e reflexões de jovens de seis países da América do Sul. São jovens que narram suas experiências de vida, marcadas pelas rápidas mudanças no mercado de trabalho e pela defasagem dos currículos escolares. Descrevem as distintas formas de violência física e simbólica que os(as) atingem como jovens, mulheres, negros(as), indígenas, moradores(as) de áreas rurais e de periferias urbanas. Questões sobre diferentes orientações sexuais e sobre drogas também fazem parte de um rico debate entre jovens que buscam caminhos para fazer valer seus direitos perante a sociedade e o Estado. Apoio: IDRC – International Development Research Centre – Canadá. IBASE/POLIS.

Link no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=IcZxjR4Y6vM

2- Roda Viva com Ricardo Antunes

O professor Ricardo Antunes, titular de Sociologia no IFCH da Unicamp, autor de livros que abordam a temática tais como Adeus ao trabalho? (São Paulo, Cortez, 1995), Os sentidos do trabalho (São Paulo, Boitempo, 1999) e O caracol e sua concha (São Paulo, Boitempo, 2005) e ), entre outros,  afirma que:

[...] Sabemos que o trabalho, concebido como atividade vital, nasceu sob o signo da contradição. Desde o primeiro momento, foi capaz de plasmar a própria sociabilidade humana, por meio da criação de bens materiais e simbólicos socialmente vitais e necessários. Mas também trouxe dentro dele, desde seus primeiros passos, a marca do sofrimento, da servidão e da sujeição. Ao mesmo tempo em que expressa o momento da potência e da criação, o trabalho também se originou nos meandros do “tripalium”, instrumento de punição e tortura. Se era, para muitos, dotado de uma ética positiva (ver as análises de Weber), própria do mundo dos negócios (cujo significado etimológico é negar o ócio), para outros, ao contrário, tornou-se um não valor, estampado na magistral síntese de Marx: “Se pudessem, os trabalhadores fugiriam do trabalho como se foge de uma peste! [...].

[...] Mas o século 20 moldou-se pela estruturação da chamada sociedade do trabalho, em que desde muito cedo fomos educados para o princípio fundante do trabalho. Esse cenário começou a ruir, no entanto, a partir dos últimos 20 anos. Tragicamente, quanto mais a população vem aumentando, menor é a capacidade de incorporar os jovens ao mercado de trabalho. Esta é a situação que vivenciamos hoje: não encontramos empregos para aqueles que dele necessitam para sobreviver e os que ainda estão empregados em geral trabalham muito e não ficam um dia sem pensar no risco do desemprego. Esse medo ocorre não só na base dos assalariados, pois essa tendência cada vez mais avança na ponta da pirâmide social, chegando até os gestores.  [...] (Revista Cult, 139, 2010).

No Roda Viva de 03/09/2012,  o Prof. Ricardo Antunes discutiu com os convidados o mundo do trabalho. O professor, um dos mais destacados sociólogos da atualidade, apresentou  o tema do “trabalho” e suas novas formas de relação dentro do mundo capitalista contemporâneo. O programa pode ser acessado nos seguintes links:

Roda Viva | Ricardo Antunes | 03/09/2012 | Bloco 1:

https://www.youtube.com/watch?v=sxAp_NTtWn8

Roda Viva | Ricardo Antunes | 03/09/2012 | Bloco 2:

https://www.youtube.com/watch?v=0xazrO6qaWk

Roda Viva | Ricardo Antunes | 03/09/2012 | Bloco 3:

https://www.youtube.com/watch?v=eNib0jsEwM0

Roda Viva | Ricardo Antunes | 03/09/2012 | Bloco 4:

https://www.youtube.com/watch?v=tQ4Va_UrmgU

3 – Documentário: Pequeno Grão de Areia

No documentário “Granito de Arena” (México, 2005) de Jill Freidberg retrata a história da organização e luta dos professores em defesa da escola pública, assim como por melhores condições de vida e preservação da identidade cultural das comunidades indígenas mexicanas, a partir da mobilização dos trabalhadores do ensino, dos estudantes e seus pais contra a destruição da Escola Normal Rural MACTUMACTZA – localizada em Tuxtla Gutierrez, Chiapas – México.

Jill Freidberg, diretor estadunidense independente (de Seattle), passou dois anos no sul do México para documentar os esforços dos mais de 100.000 professores, pais, estudantes que lutam para defender o sistema de educação pública do país dos devastadores impactos da política imperialista (da chamada “globalização econômica”). No filme, Freidberg combina imagens de greves e ações diretas com imagens inéditas de 25 anos de arquivo para oferecer um registro desta altiva e inquietante história de resistência, repressão, dedicação e solidariedade.

Os depoimentos de lideranças sindicais, professores, estudantes, pais de estudantes e pesquisadores da área da educação, revelam o processo de precarização e tentativa de privatização da educação pública no México, assim como, de precarização das condições de trabalho dos professores.

São denunciados também os diversos acordos estabelecidos entre o governo mexicano, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), nas últimas décadas, que acarretaram a degradação e destruição de inúmeras escolas públicas e que significaram concretamente a transformação da educação pública em serviço mercantil, limitando o acesso do povo mexicano à educação pública garantida como direito. Direito conquistado desde a revolução mexicana em 1910. Acordos que implicaram também no avanço das políticas de privatização, de baixos salários dos professores, de saturação de alunos por sala, de pouco investimento na educação, de estímulo à competição entre os professores, de redução do número de vagas e, através de “Programas de Qualidade”, da adequação dos currículos escolares aos interesses de empresas privadas como a Ford, Coca-cola, entre outras.

O filme resgata a história de resistência do povo e dos trabalhadores da educação do México a este processo e mostra as raízes das lutas populares recentes na área de ensino e da criação da Coordenadoria Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE). Reveja o documentário no youtube:

Granito de Arena (Pequeno grão de areia)

México, 2005 Diretor: Jill Freidberg

Premiado documentário sobre a luta dos professores, alunos e comunidade, com depoimentos de Eduardo Galeano, Maude Barlow.

Duração: 59 minutos

http://www.youtube.com/watch?v=CbnTYsTlbDc

112 Comentários “Módulo 1 – Trabalho e Educação – A Centralidade do Trabalho na Teoria Sociológica”

  1. Nathália disse:

    Seguindo os passos capitalistas, a educação perpassa pelo mesmo caminho do comércio, o de promover a formação do capital humano. Isso faz da educação pública uma indústria, excluindo a sua identidade cultural e o seu mecanismo à participação social, ao ser um instrumento para classificar a força de trabalho e reduzir, assim, a educação a uma mercadoria. Essa circunstância dá ao professor a ‘obrigação’ moral, política e social de reivindicar/manifestar-se rumo aos seus direitos, enquanto profissional desvalorizado, como também, aos direitos de melhoria à educação pública. Retirando uma fala de reflexão do vídeo ‘Da maneira que está, se o s professores não se unirem e buscarem progressos, quem irá fazer por eles?’

  2. josiane castamann disse:

    na sociedade capitalista o trabalho é o centro de todas as coisas onde ate mesmo a educação vem para formar um capital humano que se adeque as necessidades das empresas privadas o que segundo o professor Ricardo Antunes é um dos grandes motivos das pessimas qualidades na educação e das revoltas dos trabalhadores por salarios dignos e traz grande insatisfação para muitos educadores que são mal remunurados e obrigados e propagar os interesses de uma elite que traz educação como mercadoria onde os curriculos são elaborados de acordo com os interesses das grandes industrias, assim a precarização do trabalho e da educação tem sido motivo de grandes manifestações o qual vimos a pouco tempo na grande São Paulo e em todo Brasil, na tentativa que se invistam em educação com qualidade e não como mercadoria e formação para o trabalho.

  3. Ana Carolina Aguiar disse:

    Infelizmente, nos dias atuais, somos deparados com uma educação que se tornou uma mercadoria, sendo “formatada” nos mesmos moldes do sistema capitalista, onde o elemento principal se resume ao capital humano. A escola pública acabou se transformando em um mero serviço mercantil, perdendo sua identidade, estimulando a competição entre professores, e adequando seus currículos escolares aos interesses de empresas privadas. Através do documentário “Granito de Arena” (México, 2005), é possível ver bem essa situação, tendo a precarização das condições de trabalho dos professores e a tentativa de privatização da educação pública no México. Mas também é mostrando algo que diversos países deveriam fazer para tentar modificar a realidade posta em relação a educação, que foi a grande resistência dos profissionais da educação e do povo, em geral, lutando por melhores condições de trabalho e por melhorias da própria educação.

  4. Monica disse:

    Fiquei bastante impressionada com o video “Granito de Arena”. Não por pensar que aquilo é impossivel, mas por ver tantos professores lutando pelo direito de ensinar. Como nossa sociedade pode sucatear tanto a Educação a ponto de ser necessária tanta violência? No Brasil, apesar de sermos um país com um discurso voltado para a Educação é possivel encontrar realidades parecidas com a do México da déc.80. Aqui a Educação está cada vez mais desvalorizada, tanto pela população quanto pelos estudantes. O diploma escolar deixou de ser garantia de conhecimento e passou a ser fase se seleção, de classificação, meramente acumulativo e descartável, como tudo na atual sociedade de consumo. Mesmo que se formem pessoas com diversas competências, esses sujeitos estão vazios de conteúdos e não conseguem raciocinar de maneira profunda. Ainda assim acredito que é possivel fazer mudanças, nem que seja com as crianças, pois essa se torna minha forma de resistencia.

  5. Caroline disse:

    Numa sociedade baseada na economia capitalista a função primordial da educação formal é a socialização para o trabalho. Na dinâmica existente entre a escola, a formação e o trabalho permeia alguns elementos que se manifestam nas relações de produção. A organização dos processos produtivos possui desdobramentos no campo educacional e apesar desta instituição possuir sua origem em um momento anterior ao surgimento do capitalismo, foi sendo por esta modificada e apropriada. Pode-se perceber isso nas escola públicas em que se tornou um serviço mercantil, adequando seus currículos aos de empresas privadas. A mesma realidade está presente no documentário “Granito de Arena” (México, 2005).

  6. Heloisa H. Lemo disse:

    Vivemos hoje dentro de sociedade capitalista, com características de consumo exacerbado, desvalorização do trabalho, alienação, competição, manutenção dos interesses de uma pequena parcela da população que se mantém no poder (elite) e a escola não se manteve fora desse sistema perverso, pelo contrário, foi engolida por ele. O documentário “Granito de Arena” (México, 2005), mostra o quanto a sociedade trabalhadora é massacrada por esse sistema, que tem formas cada vez mais precárias do direito a educação digna, de qualidade, gratuita e condições melhores de vida e respeito a cultura dos povos.
    Apesar do cenário triste de destruição de direitos mínimos o documentário deixa como exemplo a garra, a luta de um povo, que uniu profissionais da educação, estudantes e pais, e que foi para a rua atrás de seus objetivos, encarando toda opressão manipulada pelo sistema.

  7. Janiclei de Fátima Arone Amaral disse:

    Olá professor Fábio e usuários do Blog de Aula

    Em relação as palavras do Prof. Ricardo Antunes (Roda Viva), pude analisar diversas questões do trabalho e da educação. Uma delas foi a de que nos anos 70 quando se formava alguém para o mercado este escolhia onde queria trabalhar. E hoje? Muitas vezes o profissional se torna um cumpridor de metas e quando não consegue-as cumprir e taxado como incapaz. Ex: Bancário. Outro fato que citado por Antunes é a privatização, que pra ele é uma quebra na carreira do trabalho público. Como se vê o trabalho está muito relacionado a educação é ele quem dita as regras (moldes). Já no documentário “Granito de Arena” (México, 2005) de Jill Freidberg foi algo mais impactante pra mim, pois pude visualizar como cidadãos e professores conviveram com lutas e discórdias para que a Escola Pública existisse com qualidade. E infelizmente hoje algumas escolas ainda são precarizadas, é claro que existem aquelas que são verdadeiros modelos, mas é preciso melhores condições principalmente materiais para que elas funcionem sem perder o seu caráter educacional.

    Um abraço

    Jany.

  8. Raísa Hernandes Okamura disse:

    A Educação brasileira pautada nos ideais capitalistas acabam que fazendo da escola uma mercadoria, já que preparam os jovens para o mercado de trabalho, para que assim aumentem a mão-de-obra sem a necessidade de aumentar os salários. A formação nas escolas públicas não tem mais grande importância, já que acabam não significando nada quando os jovens saem das escolas em busca de dinheiro para sobreviver, sustentar suas famílias e acabam entrando em um emprego onde não será valorizado e receberá um baixo salário por isso. Porém esta é a realidade em que vivemos, os jovens que não possuem oportunidade de estudar em escolas privadas, que são das camadas mais pobres da população são selecionados para o trabalho “escravo”. Absurdo maior são educadores que levam essa situação adiante e não formam alunos aptos a lutarem pelos seus ideais. Vivemos todos a favor do capitalismo e somente buscando a mudança poderemos mudar a realidade do nosso país. Mesmo sendo muito difícil é possível em sala de aula começar a mudança de paradigma. Somos formadas como educadoras para que possamos fazer a diferença na vida de algumas pessoas e é isso que deveríamos buscar, tentar levar o maior número de jovens a superarem essa posição em que são colocados.
    Os próprios professores acabam vivenciando essa realidade, pois são cada vez mais desvalorizados.
    A mudança só poderá ser feita quando todos se conscientizar da importância da educação e do professor, começando por ele mesmo.

  9. Claudia disse:

    De acordo com o documentário “Granito de Arena”, o programa Roda Viva com Professor Ricardo Antunes e dos textos do modulo I, podemos perceber que as principais relações entre o trabalho e a educação nos dias de hoje mostram que a precarização da educação e do trabalho é reflexo das políticas neoliberais. Neste sentido, cabe à EDUCAÇÃO o papel de formar o aluno como futuro profissional multifuncional e polivalente. Por meio de pedagogias que valorizam o desenvolvimento das competências, acatando desta forma, as exigências do mercado capitalista. Aumentando a competitividade, o individualismo e a desigualdade social.

  10. Larissa disse:

    A sociedade em que vivemos se baseia no capitalismo e a função da escola é preparar para o mercado de trabalho. O documentário “Granito de Arena” mostra exatamente a sociedade sendo massacrada pelo capitalismo, por meio de situações precárias no sistema educacional e pela sua falta de qualidade. Mas ao mesmo tempo deixa exemplo a garra e a luta do povo na luta de seus objetivos.

  11. Maria Antonia C. Marques disse:

    O documentário “ Granito de Arena” nos mostra a dura realidade dos professores mexicanos, trabalhando em escolas precárias, sem o mínimo de condições para desenvolverem uma educação de qualidade para seus alunos. Esse mesmo documentário apresenta também como os professores e a população se articulam para reivindicar por melhores condições educacionais para toda sociedade de seu país.
    Em nosso país muito se comenta sobre a educação, sua qualidade, o acesso a todos, porém diante das políticas implementadas para esse segmento percebe-se que não há concretização a respeito de uma educação de qualidade que possibilite ao cidadão formação intelectual. O que se vê é uma formação voltada para atender o mercado trabalho; desta forma a educação é tratada como uma mercadoria dentro do sistema capitalista.
    Nas últimas décadas pouco temos percebido a ocorrência de reivindicações a respeito de uma educação de qualidade para todos, tanto pelo profissional da educação como pela população, penso que é isso que está faltando para que possamos mudar tal realidade.

  12. Cintia disse:

    O Prof. Ricardo Antunes (Roda Viva) trouxe questões do trabalho e suas novas formas de relação dentro do mundo capitalista contemporâneo. Em diálogo, o professor aborda o crescimento de serviços terceirizados, sendo característica da precarização do mesmo, além de abordar o aumento na procura pelos concursos públicos.
    O documentário “Granito de Arena” (México, 2005) abordou a luta dos professores para conseguir melhorias na educação publica. O interessante deste vídeo foi a união da classe de professores em buscar melhorias para a sua carreira, além de buscar a garantia de materiais didáticos para o processo de ensino e aprendizagem. Comparando com a atualidade brasileira, pode-se perceber a desvalorização da educação e a necessidade de luta para melhores condições de trabalho.

  13. Natália Ferreira disse:

    O vídeo “Granito de Arena” (México, 2005) exemplifica algumas questões nítidas atualmente no que tange a desvalorização e precarização da área educacional. Logo, evidencia a necessidade dos professores reivindicarem uma educação de qualidade que atenda as necessidades dos alunos e ratifique os direitos que lhes convém. Além disso, muitos são os problemas que se adentram ao panorama escolar, tais como: despreparo do pedagogo frente as circunstâncias escolares, domínio do conteúdo para o processo de ensino e aprendizagem acarretado pela sua má formação, baixa remuneração, falta de interesse e participação dos pais na vida escolar de seus filhos, dentre outros aspectos que só reforçam a ideia de se exigir modificações e mudanças neste contexto contraditório e complexo seja pelos professores, seja pela comunidade escolar.

  14. Samia disse:

    As características do capitalismo, consumo em excesso, alienação, desigualdade social e desvalorização do trabalho, são refletidas no âmbito educacional. As escolas, principalmente as públicas, além de adequarem seus currículos aos de empresas privadas, também formam mão de obra barata para o mercado de trabalho. Sobre o documentário “Granito de Areia” (México, 2005), este retrata a desvalorização da escola e de seus funcionários. Por outro lado, é interessante ver a diferença que faz quando toda a comunidade escolar se une para um propósito em comum: lutar por melhores condições e valorização do trabalho desenvolvido em instituições de ensino.

  15. Crislei Mayara disse:

    Nos dias atuais podemos observar a precarização do trabalho e também da educação; os indivíduos não se veem como parte do produto final que acabaram de fabricar, e a educação virou mercadoria, enquanto o conhecimento passou a ser vendável. Essas são questões que predominam as discussões de sociólogos como o professor Ricardo Antunes e demais profissionais a área da educação. Assim como já vem sendo discutida há anos como no caso do documentário “Granito de Arena” (México, 2005) que abordou a luta dos professores para conseguir melhorias na educação pública.
    O documentário nos deixa uma lição, onde professores e alunos lutam juntos por seu direitos; os professores principalmente, reivindicando melhores condições de trabalho e em especial lugares para trabalharem, enquanto os alunos, querem ter seu direito a educação assegurado pelo Governo.

  16. Gabriella Bonil disse:

    A educação, na sociedade atual, segue um modelo do sistema capitalista, no qual a formação dos alunos é apenas uma formação de mão-de-obra barata e não mão-de-obra qualificada como deveria ser.
    Cabe ao professor aceitar ou não o que se é imposto, principalmente nas escolas da rede pública, em relação a educação. O documentário “Granito de Arena” (México,2005), mostra exatamente como o professor pode mudar essa situação com o apoio de seus alunos, que juntos lutam por seus direitos e pela qualidade das escolas em que trabalham e estudam.

  17. Ariadne C. Matos disse:

    A sociedade em que vivemos hoje gira em torno do capitalismo, em que há um consumo exagerado, uma desigualdade social e a desvalorização do trabalho. Todas estas características, infelizmente, são refletidas na educação, em que a escola pública é tida como uma mercadoria, tendo que alterar o currículo escolar para atender os interesses das empresas privadas, ou seja, o que é valorizado é a preparação para o trabalho. Os alunos são vistos como uma mão de obra barata. Com isso a escola acaba perdendo sua identidade, porém cabe ao professor aceitar ou não o que é imposto pela sociedade. O documentário “Granito de Areia” (México, 2005) traz a desvalorização do professor e da escola em geral. Aborda também a luta e a união de todos estes em busca de melhoras para a escola. Nesta luta até os alunos estão envolvidos, buscando além de melhores condições, os seus direitos.

  18. Danielli Fernanda da Silva disse:

    Após as aulas e os vídeos assistidos podemos afirmar que estamos de frente com uma educação que vem tornando-se uma mercadoria, formado sobre os moldes do sistema capitalista, onde o elemento principal se resume ao capital humano. A educação pública acabou se transformando em um mero serviço mercantil, e assim, perdendo sua identidade, estimulando a competição entre professores, e adequando seus currículos escolares aos interesses de empresas privadas. Sendo assim, numa sociedade baseada na economia capitalista a função primordial da educação formal é a socialização para o trabalho. Podemos fazer uma comparação com o filme Granito de Arena (México, 2005), visto em sala de aula com o professor. A Educação vem sendo cada vez mais desvalorizada, tanto pela população quanto pelo sistema. Terminar o Ensino Médio, ou até mesmo uma graduação hoje, deixou de ser garantia de conhecimento e passou a ser uma mera fase de seleção. Estamos criando seres meramente acumulativos e descartáveis, como tudo na atual sociedade de consumo. Mesmo com a formação de pessoas com as mais diversas competências, acabam se tornando sujeitos vazios de conteúdos e não conseguem raciocinar de forma a entender a totalidade. No entanto, mesmo com essas condições, acredito que a maior arma contra este esvaziamento teórico ainda é a educação, voltada para a formação crítica do cidadão.

  19. Daiana Moreno disse:

    A influência do capitalismo chega às escolas, atribui novos nomes as funções pedagógicas, nomes estes que são utilizados em empresas, como gestor, enfim, logo professores serão denominados colaboradores. A educação na sociedade atual é desvalorizada, a ponto de desmotivar o próprio professor que ficou anos se graduando para receber um diploma e exercer o seu trabalho. Enquanto isso a educação a distância forma docentes em menos tempo, com um ensino que muitas vezes deixa a desejar. Aí nos perguntamos, mas porque não tem medicina à distância, e porque não tem direito à distância? As graduações mais procuradas pela elite não estão à disposição de todos? Mas as licenciaturas estão, justo as graduações que formam a base da educação básica, a base de uma educação que necessita de qualidade. Sendo assim a educação se tornou uma mercadoria, disciplinas fragmentadas, e conteúdo que não se reflete na realidade do aluno, por fim o desinteresse do aluno que não sabe o que esta fazendo na escola, pois não vê relação do conteúdo com a sua realidade, e que no futuro passa a se sentir incompetente e culpado por não ter boas oportunidades na vida.

  20. Michele disse:

    Atualmente em nosso país, embora este se diga democrático, temos uma educação deficitária, que mostra o descaso de nossos governantes e as poucas organizações e manifestações do professorado desvalorizado com o intuito de se conseguir melhoria no ensino e valorização profissional. A exemplo do México que, embora existam tantas e tantas manifestações acerca da exigência na melhoria da educação no país, pouco se tem conseguido, o que dirá em nosso país, que é tão escasso de manifestações de peso, diante a acomodação e descaso de nossos governantes. É lamentável a situação que acomete os brasileiros, onde a classe de profissionais da educação tem dificuldades para se organizar e exigir de fato, de forma organizada, focada e coerente, melhorias na educação de nosso país. Assim, a educação tem colaborado para a alienação dos sujeitos, tem os formado em sua grande maioria – embora sua própria Constituição proponha uma educação que visa o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho -, mão de obra desqualificada, reduzindo a educação a uma mercadoria, que visam o interesse das grandes empresas, e de longe, preparará o indivíduo para desenvolver plenamente suas potencialidades.

  21. Débora Gervásio disse:

    Tomando como principal pressuposto o sistema atual, capitalismo, podemos refletir sobre diversos fenômenos que acontece nos dias atuais. A educação, por exemplo, sendo uma forma de ajustamento, alinhamento e formação de mão de obra para os proletários e de formação de ‘’chefia’’ para a burguesia, assim, os primeiros vendem sua força de trabalho (que é reduzida apenas a um fator de produção) e o segundo, trabalham utilizando o cérebro, sendo um trabalho menos exaustivo e muito mais bem remunerado. O trabalho que deveria ser uma categoria que diferencia os seres humanos dos outros animais é reduzida apenas um simples ‘’fazer’’, ou seja, o trabalhador trabalha mecanicamente, não reconhecendo seu trabalho em sua totalidade e não se achando digno de possuir tais mercadorias que por ele são produzidas. Infelizmente esse ciclo vicioso é o principal combustível para a continuação do capitalismo e a ascensão da classe dominante, e a degradação da classe dominada. A mudança e transformação desse quadro, em minha concepção, só seria possível através de uma educação humanizadora, participativa e crítica, para todas as classes sociais, e tal mudança seria a longo prazo, claro que existem profissionais que lutam para que isso seja concretizado, mas infelizmente ainda é pouco, porque a educação é vinculada ao Estado e esse é o maior representante dos interesses da classe burguesa.

  22. Lilian disse:

    O documentário “Granito de Arena” (México, 2005) mostra a luta dos professores e dos alunos por melhorias na educação publica.
    No programa Roda Viva o Prof. Ricardo Antunes aborda questões do trabalho no mundo capitalista contemporâneo e sobre como isso reflete na educação.

    Educação e trabalho são inseparáveis. É pela apropriação dos conhecimentos construídos, sistematizados e socialmente necessários que se cria um nível de consciência humana que emancipa o sujeito, para que ele possa participar de forma útil e ativa na construção de seu meio. Enquanto houver, neste País, uma única criança sem educação adequada, todo o esforço por uma nação livre terá sido insuficiente.

  23. Cassiana Lima Santos Rosa disse:

    A sociedade atual está inserida no sistema capitalista, caracterizado pelo consumo compulsivo, disparidade econômica, social e cultural e a desvalorização do trabalho. Isso não ocorro somente na sociedade, mas também na instituição escolar, pois esta é uma extensão da sociedade, e os alunos são moldados para tornarem-se mão-de-obra barata e funcional, para manter o sistema atual. No entanto, o papel do professor é romper com essa situação educacional. O documentário “Granito de Areia” (México, 2005) mostra a desvalorização do professor e da escola, devido ao capitalismo e traz também a luta e união desses profissionais para melhorarem a escola.

  24. Sônia Haruko Ito disse:

    Vemos que as relações entre trabalho e educação estão intensamente interligadas, haja vista a necessidade do Capital à demanda de consolidação da reestruturação produtiva a nível global.
    Antunes afirma que é uma grande ilusão pensar que a reestruturação produtiva, que já acontece nos países mais desenvolvidos, não se disseminará nos países periféricos, ainda tão sob o domínio deles. Nos demonstra, através de suas pesquisas, que a reestruturação produtiva vêm se consolidando no mundo todo.
    As relações entre o trabalho e o trabalhador, já modificadas a partir das décadas de 80 e 90, têm como consequência um viés positivo e negativo e assim, surgem as contradições durante o processo que se instala.
    Através de suas análises e publicações, Ricardo Antunes nos mostra como se apresenta o quadro atual, a realidade nas relações entre trabalho e educação: acordos entre Governo, FMI e Banco Central direcionam estas relações. As consequências que se apresentam são: políticas de privatização, baixos salários, pouco investimento na educação (como por exemplo, os fomentos do Governo nas Universidades Privadas através do Prouni), estímulo à competição, precarização das condições de trabalho, adequação dos currículos escolares aos interesses da empresa privada, entre outras.
    Uma nova morfologia do trabalho aparece: a desregulamentação do trabalho com a terceirização, a intensificação do trabalho e a tecnologia na maquinaria são algumas das características desta nova morfologia.
    O documentário “O pequeno grão de areia” foi muito impactante pois apresenta uma realidade no México de lutas sociais por mínimas condições de vida com dignidade, qual são rechaçadas pelo domínio internacional. O domínio do Capital traz uma situação muito precária de vida àqueles que não fazem parte da distribuição da renda que ele produz. Realmente, como defendem os cidadãos mexicanos do documentário, somente através da educação poderemos conscientizar as pessoas, para que se unam e tentem modificar situações de subjugação. Entendemos que é preciso o apoio do Governo e suas instituições para que haja investimentos na estrutura que possibilita tudo isto: a educação que se tem na escola.
    Os países que ainda são politicamente livres têm que perceber que tudo está bem camuflado e não se deixarem dominar e perder o seu bem mais precioso: a liberdade.

  25. Aline Naliati disse:

    A reflexão que faço referente as aulas e os vídeos assistidos é de que a educação está se tornando uma mercadoria. Isso se deve pelo fato de que a educação está sendo moldada pelo sistema capitalista que visa o capital humano. Atraves do documentário “Granito de Arena” (México, 2005) podemos observar o quanto a sociedade trabalhadora é massacrada por esse sistema, onde a educação é precária. É nítido o descaso com a educação no México, as crianças não possuem uma educação digna, de qualidade e as condições de trabalho dos professores são precárias. A educação perdeu a sua identidade, pois ela acabou se transformando em um mero serviço mercentil, com isso, estimulando a competitividade entre os professores e moldadando os curriculos escolares de acordo com os interesses de empresas privadas. Baseado nisso, em uma sociedade fundamentada na economia capitalista a função primordial da educação formal é a socialização para o trabalho. A Educação vem sendo cada vez mais desvalorizada, tanto pela população quanto pelo sistema. Mesmo com todas essas evidencias, o documentário chama atenção em um ponto, mesmo com as condições de trabalho que aqueles professores estão inseridos, eles não perderam a garra de lutar contra as opressões e as manipulações do sistema.

  26. Luana Cristina Dias disse:

    Como vivemos em um pais capitalista o ensino se torna um bem possivel de venda e compra, assim a educação não passa de uma mercadoria. Com os vídeos percebemos a luta dos professores para melhores condições de trabalho. A educação vem constantemente sendo desvalorizada e sua precarização se dá por conta de que a educação visa formar um cidadão e não vender um produto igual a industria e o comercio.

  27. Débora Boulos disse:

    Resumidamente, pode-se dizer que as principais relações entre o trabalho e a educação nos dias de hoje, a partir dos textos e dos documentários apresentados, estão relacionadas aos fatores econômico governamentais originados pelo movimento de expansão e transformação econômica dos anos 2000.
    Desde então, com as pressões do mercado, houve um aumento da demanda por empregos, mas a desregulamentação das condições de trabalho não permitiu que tal demanda fosse atendida dentro de condições adequadas. Nesse contexto, a terceirização dos serviços apareceu como iniciativa e trouxe como consequência a precarização do trabalho. A escola, como reflexo da sociedade, também precarizou seu processo de formação, para atender às urgências impostas pela economia e, assim, tem deixado de cumprir sua função, curvando-se às exigências capitalistas. De um cenário como esse surgem, então, movimentos de reivindicação, como o apresentado pelo documentário “Granito de Arena”que, pautados em valores de justiça e igualdade social, clamam por políticas públicas de incentivo a melhores condições educacionais, profissionais e sociais.

  28. Marina Peixoto disse:

    Por meio dos textos e documentários, é possível perceber que atualmente, com o sistema capitalista em especial nos países subdesenvolvidos, que a educação se consolida cada vez mais como uma mercadoria e o período escolar como um tempo de preparação dos alunos para o mercado de trabalho, dentro dos moldes ajustados por aqueles que são mais beneficiados por esse sistema, que é a elite da sociedade. Nesse caso, estes recebem uma educação para torná-los os trabalhadores que desempenharão o papel de mandante, enquanto a grande massa, serão executores dessas tarefas, que, se tiverem sorte, desenvolveram durante sua vida escolar, habilidades para se adequar a qualquer função e/ou cargo oferecido, caso contrário, farão parte do número de desempregados que cresce a cada dia. A educação está sendo moldada para o comércio, voltada ao desenvolvimento de habilidades físicas e funcionais, mas nenhuma capacitação no sentido de valorização humana/ humanização.

  29. Dayse disse:

    O documentário mostra com clareza a exploração capitalista para com as classes dominadas. Infelizmente notamos que a escola tem como função formar para o trabalho, ou seja a grande massa da população é formada para mão de obra. Porém podemos notar também, como mostra o documentário, que em momentos onde a população de sente usada ela se levanta e reivindica seus direitos. O que me faz pensar que a coisa tá indo de mau a pior, porém, nem tudo está perdido ainda!

  30. Juliane Marigo disse:

    Com base no documentário e nas exposições do Prof. Ricardo Antunes, fica claro como a educação e o trabalho estão presentes na sociedade capitalista de forma totalmente articulada. O sistema capitalista é caracterizado pelo consumo, desigualdade social e desvalorização do trabalho. A classe dominante necessita apenas de mão de obra para assim lucrar mais, neste contexto a educação vem se tornando uma mercadoria, moldada para formar trabalhadores e sem dar a mínima para a formação humana. No documentário, podemos notar esta relação, uma vez que a classe trabalhadora no México sofre com o descaso e junto a isso também sofre a educação. Apesar de a situação ser parecida com o que presenciamos, o vídeo também nos mostra a união da classe de professores lutando por melhorias na educação pública, o que não é nada comum no Brasil.

  31. Muriele Zaneboni disse:

    Percebe-se, a partir dos textos e documentários, que a educação está relacionada ao trabalho, seguindo seus modelos de conceitos e métodos. Atualmente, a educação está voltada para a formação mecanizada, unilateral e capitalista, havendo uma precarização da mesma, como apresentado no documentário “Granito de Arena” (México, 2005). Nesse modelo de alienação, a formação de um cidadão crítico não é seu objetivo. Para que essa realidade seja transformada, é necessário que a educação seja vista de outra forma, como libertação dos oprimidos, visando sua formação omnilateral e crítica, e garantindo aos alunos seus direitos.

  32. Marina T. disse:

    O documentário “Granito de Arena” (México,2005), mostra exatamente como o professor pode mudar a situação do ensino capitalista com o apoio de seus alunos. A partir dos textos e documentários é possível ver que a educação está totalmente relacionada com o trabalho, ilustrando bem o sistema de consumo desigualdade social no qual vivemos, o capitalismo.

  33. João Theodoro disse:

    Eu acredito que as principais relações que existam hoje entre educação e trabalho não se modificaram conforme o tempo e vem bem de encontro com o que estudamos desde a democratização do ensino público e gratuito, reforçando ainda a ideia de que exista uma dicotomia entre o ensino para as classes de elite e um ensino para a classe trabalhadora. Hoje se intensifica os mecanismos de acesso ao ensino superior mas, em sua maioria, são cursos providos da iniciativa privada em que o governo (responsável por garantir educação para todos) financia esse estudo por meio de empréstimo com altas taxas de juros ou por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e a concessão de bolsas de estudos. Como vimos, o governo não consegue controlar o processo de aceleração da economia que cada vez mais necessita de mão de obra qualificada, intensificando as escolas profissionalizantes. O que resulta dessas medidas são cursos, muitas vezes, de curta duração que possa atender as demandas do mercado de trabalho, separando o ensino “prático” do que chamamos de ensino “teórico”. A oferta de uma educação para a formação humana é pouco valorizada e até mesmo objetivada pela lógica do mercado. Até mesmo nos ensinos superiores públicos, que seriam os considerados educados teoricamente, percebemos uma lógica de quantificação da produção científica do que reflexões que possam colaborar com a formação do ser humano enquanto comunidade e sociedade.

  34. Thaila de Oliveira Souza disse:

    o interessante de perceber pelas leituras, debates e vídeos é que a educação sempre acompanhou um processo de trabalho, assim como se prepara de forma fragmentada o trabalhador o mesmo acontece na educação do estudante, isso ocorre desde a formação básica até a a universidade, pois estes cursos de curta duração e/ou técnicos de formação duvidosa acabam formando para competências, para o saber fazer apenas.
    O que podemos ver é que as relações de trabalho e educação em uma sociedade capitalista muito se assemelham, sendo assim, uma educação e sociedade que se comprometam efetivamente com o bem estar e desenvolvimento integral não é possivel nesse sistema

  35. Evaldo César de Oliveira disse:

    Tanto o Documentário como a fala de Ricardo Antunes expressam a realidade em que vivemos enquanto trabalhadores da educação, isto é, sofremos um processo de desvalorização total, cujo descaso cria um abismo salarial entre trabalhadores que possuem curso de nível superior. Embora saibamos desse processo de desconstrução que coloca todos numa vala comum, ainda não conseguimos uma organização capaz de lutar contra essas mazelas, para exemplificar, é só dar uma olhada nas últimas pesquisas eleitorais para presidente. É triste…

  36. Fabiano da Silva Costa disse:

    O que vemos é o acirramento da flexibilização da mao de obra em prol da necessidade de enxugamento dos gastos das empresas. Neste caso a escola publica tem sido orientada pelos governos neoliberais para servir de formadora dessa mao de obra flexivel, acumulando funcoes e diminuindo salarios. Para Ricardo Antunes a precarização do trabalho está ligado a necessidade de diminuição de gastos e aumento de lucros, esta precarização mais uma vez está ligada a flexibilização nao apenas dos direitos trabalhistas como tambem das condições do proprio trabalho e de sua jornada. O empreendedorismo mascara o desemprego com a promessa de criação da propria empresa, a educação tem parte principal neste projeto ao incentivar o empreendedorismo como solução ao desemprego e ao trabalho precarizado. O ensino empreendedor quer formar alunos que sejam flexiveis, nao criticos, mas que sejam capazes de solucionar problemas com poucos recursos, assumindo várias funções, com horarios flexibilizados, sem necessariamente um aumento nos ganhos salariais.

  37. Mayara Rocha disse:

    O que podemos observar atualmente sobre a relação entre trabalho e educação vai bem de frente com a discussão sobre competências, que está ligada a ideia da empresa qualificadora da mão-de-obra, da ideia de flexibilidade no trabalho, onde o trabalhador tem que “saber ser”, tem que dar conta de “saber ser o que precisar”, que seja participativo dentro da empresa, que tenha qualificação formal e saber técnico, que sempre certifique suas competências, provando que está sempre se atualizando, nem que seja por meio de cursos rápidos que não proporcionam a verdadeira qualificação, e que trabalha em cargas horárias exaustivas e não têm valorização salarial nenhuma. Também sobre a relação entre trabalho e educação, Saviani (2001), em seu texto sobre “O Trabalho como princípio educativo frente às novas tecnologias”, aponta uma relação de contradição no processo escolar, em que ele destaca que na escola deve ser dada sim “Instrução para os trabalhadores, porém, em doses homeopáticas”, criando também o trabalhador que deve adquirir conhecimentos, mas apenas aquele mínimo para poder operar a produção.

  38. Pollyana Machado disse:

    A situação está posta diante de nós: precarização das condições de trabalho (salários baixíssimos, condições estruturais ruins, quando não inexistentes), terceirização, desvalorização do trabalho feminino (a professora é a “tia da escolinha”), valorização da ideia das competências e majoritariamente técnico em detrimento do saber teórico e crítico.
    A escola, parte da sociedade, acompanha tais tendências e nós professores devemos ao menos tentar enxergar criticamente toda essa situação para que haja enfrentamento.
    Neste sentido, os documentários assistidos e os textos lidos neste módulo foram fundamentais para minha reflexão, como professora, acerca das relações trabalho/escola/educação.
    Acredito que um dos caminhos para o enfrentamento sejam justamente esses: ler, ouvir que sabe mais sobre o assunto, refletir e construir relações. Se nós professores tivermos essa consciência crítica-reflexiva, quem sabe não conseguiremos, cada um dentro de sua sala de aula, apesar dos pesares, começar a formar cidadão que, ao sair para o mercado de trabalho, também não tenham uma postura de enfrentamento da situação.

  39. Annelize dos Santos Martins disse:

    Percebemos que nos dias de hoje, em nosso mundo capitalista, o consumismo, a disputa, a depreciação do trabalho, a insanidade, tem feito com que o mundo não se preocupe tanto com a educação, mostrando que a educação tem sido tratada como uma mercadoria, e no final tudo o que desejam é a força humana, o dinheiro que os humanos podem propiciar.
    E o que mais vemos dentro de nossos ambientes escolares, são professores que competem entre si, não querendo mostrar o conhecimento que eles possuem, mas como podem ganhar mais dinheiro pela bagagem que possuem. Mas infelizmente muitas vezes essa bagagem de conhecimento não é transmitida ao aluno, mas é mostrada a pessoas para se sentirem “melhores”, e cada vez se formam mais professores que possuem mais interesses no capital que ganharão do que no conhecimento que deveriam passar.
    A educação se tornou um produto, possui disciplinas fragmentadas, e conteúdos que não partem da realidade do aluno, há desinteresse do aluno em ir para escola, e ainda muitos se perguntam o que estão fazendo na escola, pois não veem coisas de sua própria realidade, não entendem algo que não conhecem, e no final, pensam que não terão um futuro digno e com um bom sucesso profissional, pois não sentem vontade de se esforçarem para o sucesso.
    Devemos então ver essa realidade que a educação e o trabalho possuem atualmente, e fazer de tudo para mudar o nosso país, e que este trabalho comece a partir de nós futuros educadores.

  40. Elisa Pavani de Oliveira disse:

    A relação entre trabalho e educação hoje se dá pela necessidade da empresa. O trabalhador deve suprir a necessidade da empresa, adequando à cursos técnicos rápidos, minicursos, para fazer o que precisa ser feito. Essa exigência é cobrada do trabalhador, mas não é reconhecida, pois as questões de carga horária e salarial não estão compatíveis com o nível ao qual se exige do trabalhador. Também vemos hoje em dia, a competitividade que cresce cada vez mais, assim o conhecimento não é mais valorizado, mas sim o “eu ser melhor”.

  41. Rafaela disse:

    A educação nas escolas é planejada para suprir as necessidades do mercado de trabalho, baseada nas técnicas tayloristas e fordistas, ou seja, mais produção com menos custos, formando pessoas como as indústrias produzem mercadorias . A escola capacita o aluno, mas não oferece uma educação para a vida, de forma completa. O aluno deve saber fazer, mas não saber para que esta fazendo, nem mesmo entender a sociedade em que vive. Mesmo formando para o trabalho, há o problema do desemprego, portanto não basta ter qualificação, tem que ter competência, dar ideias, ser dinâmico, ser parceiro da empresa, saber trabalhar em grupo, etc. O documentário “Pequeno grão de areia” mostrou o quanto a comunidade mexicana se preocupa com a educação pública e as lutas por uma educação de qualidade e com condições básicas para alunos e professores. As empresas fazem campanhas como se estivessem preocupadas com a educação, porém a realidade é bem diferente.

  42. Aruana Mariá Menegasso disse:

    A partir do que foi estudado e observado na nossa realidade, o que se vê nos dias de hoje é o trabalho e a educação totalmente precarizados, uma situação vai levando a outra. Atualmente o mercado produtivo tem se desenvolvido de maneira acelerada gerando a necessidade de mão obra especializada e fragmentada, isso faz com que o ensino seja somente profissionalizante e não tenha como preocupação a formação humana do ser, com cursos técnicos rápidos e objetivos, deixando de lado a formação humana do individuo, transformando a educação uma grande mercadoria, onde estuda-se não para aquisição de conhecimento, mas sim para um emprego e uma determinada função. Esse tipo de formação não permite cidadão compreenda ou se veja como parte do produto final que fabricou. O ensino tem de cumprir a duas funções, das instruções formativas aos trabalhadores, mas também permitir que este adquira o conhecimento e consiga desenvolver reflexões sobre sua prática na produção. Nós como professores conscientes em relação a essa realidade temos que lutar como essa total precarização e desvalorização do ensino.

  43. Luciana Brito disse:

    Principais relações entre o trabalho e a educação nos dias de hoje.

    A relação trabalho e educação é uma relação direta, já que a educação está a serviço do trabalho. Ricardo Antunes – Professor de Sociologia da Unicamp e escritor – fala da reestruturação produtiva e das novas formas de acumulação do capital. Também comenta que na área educacional desenvolveu-se a polarização das qualificações: alto nível de qualificação e desqualificação de pessoal o que levou ao modelo de competências, isto é, de especializações. A introdução das novas tecnologias na área do trabalho também levou a uma reestruturação na área do trabalho o que refletiu diretamente na educação, pois não só os alunos necessitam se adequar à essa nova realidade, mas principalmente a classe dos trabalhadores da área de ensino, o que nem sempre acontece. O documentário “Granito de Arena” (México, 2005) de Jill Freidberg, é uma representação muito clara da luta pelo direito à educação como um direito social, da luta dos professores pelo direito de ensinar, não sob direcionamento e controle de um sistema de governo que prioriza mais a privatização, inclusive a privatização do ensino em função do trabalho, do que uma educação com propósito de emancipação humana. Estando alicerçado no sistema capitalista é impossível desvincular a educação do trabalho, já que desde o nascimento, o indivíduo é preparado, em todos os aspectos de sua vida para trabalhar, como se toda a sua vida dependesse disso. Não que trabalhar esteja errado, mas a forma como o sistema valoriza mais o trabalho que o trabalhador é que inverte os papéis numa sociedade. Mesmo estudando uma vida inteira, o indivíduo tem menos valor que o salário que ganha, já que, além de não conseguir suprir suas necessidades básicas ainda é facilmente substituído em caso de não responder às exigências do mercado de trabalho. Essa é a relação trabalho e educação, preparar o trabalhador para o trabalho.

  44. Patrícia Santos disse:

    As relações entre trabalho e educação são pautadas no atendimento às necessidades da sociedade capitalista, ou seja, formação de mão de obra barata e pouco especializada para atender a demanda das empresas. Infelizmente, o sistema educacional atende a essas exigências, fornecendo um conhecimento frágil e fragmentado, desligado da realidade, incapaz de formar um cidadão pensante, articulador de ideias e conceitos. Forma-se apenas para o desenvolvimento das “competências” necessárias ao mercado de trabalho. O corpo docente cada vez mais se adequa aos padrões competitivos do capitalismo, aderindo aos programas de meritocracia sem perceber o quanto estão sendo manipulados. O documentário “Granito de Arena” foi muito marcante, pois nos mostrou uma triste realidade da sociedade mexicana que se estende a diversos países, mas também a necessidade da união de esforços em torno de uma causa para que haja mudanças efetivas. Porém, a recente eleição de um governo que vem, paulatinamente, destruindo a educação em nosso estado, nos revela que esta luta está muito distante da sociedade paulista.

  45. Carla C.G.Nogueira disse:

    Ricardo Antunes nos traz em seus textos que acompanhando a reestruturação produtiva das empresas, a educação caminha nos modelos de competências, onde o aluno é preparado para ser um funcionário flexível, que veste a camisa da empresa, dá conta de qualquer função, porém não é recompensado por todas as funções que exerce. A qualificação e os conhecimentos teóricos e científicos perdem espaço então, já que o que importa é o técnico, o “saber fazer”, o “saber ser”. A escola atualmente perdeu assim sua identidade e características próprias, já que, passa a ser uma mercadoria moldada pelo sistema capitalista que controla além dos conteúdos e currículos, oferecidos aos indivíduos de maneira fragmentada, rasa e completamente distante de sua realidade, tornando-o assim competente ao trabalho e não qualificado e crítico, também a relação de trabalho que existe dentro dessa, ao passo que por meio de avaliações e outras ações incentiva a competição entre os professores, gestores reforçando ainda mais um dos pilares do capitalismo que é a meritocracia, entre alunos e equipe escolar. Por conta disso, a classe de trabalhadores da escola fica cada vez mais fraca e em poucos casos vemos a força e resistência que os professores, alunos e sociedade do México, no documentário “Granito de Areia” têm para lutar contra a precarização de seu trabalho e a imposição por parte do governo de seus interesses na escola. Apesar de uma realidade próxima e triste não podemos somente ver e aceitar. Acredito que por meio, principalmente, do conhecimento e do pensamento crítico e reflexivo, podemos na posição de pedagogos e parte integrante da sociedade, iniciar um trabalho, ainda que pequeno para enfrentar esta realidade social.

  46. Deise Scardelato disse:

    Vivemos um uma sociedade capitalista que nos engole com regras de consumo e alienação. A educação está inserida neste contexto, logo apresenta as mesmas características, a reprodução do sistema, assim somos formados para entrar na empresa e produzir mais valia para o patrão. Para encurtar e baratear a contração pelas empresas cria-se cursos técnicos que são rápidos e que custam ‘baratinho’ para o capitalismo. Uma vez dentro da empresa, esta não fornece qualificação, assim mais uma vez o estudante que agora é trabalhador passa a reproduzir o sistema. O documentário “Granito de Arena” mostra a dura realidade enfrentada pelos professores do México numa luta pela educação. É impressionante ver a luta desses professores que defendem a educação como forma de crescer criticamente.

  47. Poliana Billar Elios Aniceto disse:

    Educação e Trabalho estão diretamente relacionados , considerando o papel atribuído a escola de preparação do indivíduo para o mundo do trabalho. Esta funciona como uma instituição reprodutora do sistema de produção capitalista , formando o individuo para atender as exigências do mercado e oferecendo uma educação cada vez mais fragmentada .

  48. Bete disse:

    As relações entre o trabalho e a educação nos dias atuais, segundo Ricardo Antunes e o documentário “Pequeno Grão de Areia”, mostra que, infelizmente, a educação não está preparada para lidar com problemas próprios da educação. Em caso de greve, como cita Ricardo Antunes, o mediador, não é o Ministério do Trabalho e nem o da Educação e sim o do Planejamento. O filósofo deixa a questão em aberto: “onde estão, e de que tratam tais ministérios senão de problemas vinculados a eles?” Ressalta ainda que, greve é sinônimo de perda de emprego, pois, devido ao sistema capitalista, há grandes recursos de capital humano, com conhecimentos, competências e atributos, com capacidades de realizar o trabalho para produção econômica, diferentemente do trabalhador livre, que não vende sua mão de obra, mas meios, contratos para se fazer uso de suas habilidades e dessa forma não serem escravizados, como foi a tentativa do governo mexicano em relação aos professores desse país, que lutaram bravamente contra a privatização da educação, falta de condições de trabalho e fizeram denúncias contra acordos do governo com o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional.

  49. Geisinara Fernanda B. Dias disse:

    A entrevista de Ricardo Antunes (No Roda Viva de 03/09/201), o documentário “Granito de Arena” (México, 2005) e as discussões em sala de aula nos possibilitou compreender o quanto a educação brasileira está vinculada às exigências do modelo de produção capitalista. Observa-se que a escola oferece uma formação superficial de diversas áreas de conhecimento para que o aluno desenvolva habilidades e competências necessárias para atender ao mercado de trabalho atual. A escola continua fragmentando o conhecimento sem articular as partes ao todo, partindo de contextos fora da realidade do aluno e, com isso, forma um aluno somente para o trabalho, sem possibilitar-lhes momentos de reflexões e visão crítica sobre o sistema neoliberal. Nesse sentido, constata-se que o capitalismo interfere diretamente no modo como deve ser conduzida a formação escolar básica. Nota-se explicitamente a intencionalidade governamental neoliberal em formar cidadãos flexíveis e competentes, capazes de realizar com êxito várias funções, acumulando, portanto, diversas funções sem a devida recompensa salarial referente a todas as funções exigidas pela empresa; e um cidadão consumidor. Quanto aos docentes, percebe-se também que devido às imposições do sistema neoliberal que gerencia a educação, as péssimas condições de trabalho, a exaustiva jornada de trabalho, a má remuneração salarial, não há espaço e nem tempo para que estes profissionais da educação possam refletir sobre o sistema em que estão inseridos, se tornarem críticos e se dispor a ir à luta em busca de melhores condições de trabalho, em busca de uma educação que tenha como objetivo a formação integral do ser visando à emancipação humana. No Brasil, o professor afirma que precisa sobreviver e, portanto, submete-se a essa dura e cruel realidade imposta pelo capitalismo, reproduzindo o sistema no seu modo de educar e, de certo modo, acaba se acomodando com a situação. Sobre isso, o documentário “Granito de Arena” (México, 2005) de Jill Freidberg, por sua vez, nos comove, nos emociona, nos desperta, nos faz refletir ao ver professores incomodados com o sistema e verdadeiramente comprometidos com a educação do seu país, se dispondo de tudo em busca dos seus objetivos, em busca de justiça, em busca de educação de qualidade para todos.

  50. Edinaldo Nascimento disse:

    Com perspicácia, Ricardo Antunes ao discernir transversalmente sobre as relações implícitas entre trabalho e educação, é gloriosamente feliz quando descreve o produto acabado, cuja manufatura tem sido executada pela classe dominada sob a visão das, ainda, classes dominantes. Infere-se, portanto, que das últimas são esperados pelas primeiras o reconhecimento e valorização que utopicamente permeiam as discussões em âmbito acadêmico, pois, como demonstra exemplarmente o documentário “Granito de Arena”, a educação está fadada a demanda de uma voraz e estrategista “máquina”, o Estado em seu mascarado trono imperial.
    Por fim, porém, sem esgotar-se, a conclusão resultante diante as ações e políticas públicas educacionais, refiro-me aqui, especificamente, ao processo de formação tecnicista, diretivo e de flexibilização para o trabalho que se instalou nos ambientes de ensino, reforça e ratifica a permanente meta da minoria majoritária possuidora do “poder” em relação à manutenção do status quo.

  51. EMANUELLE ZANCHETTA BORGES disse:

    A educação e o trabalho estão associados pelo fato da educação atualmente estar atendendo a necessidade de mão-de-obra barata das industrias, tornando e educação uma mercadoria. Porém acredito que cabe o professor aceitar essa condição, pois como vemos no documentário “Granito de Areia” os professores estão tentando mudar essa situação com ajuda dos alunos.

  52. Mariana Lemes disse:

    Nos dias atuais a função da escola é preparar para o mercado de trabalho, podemos considerar que a sociedade que vivemos baseia-se no capitalismo. Notamos que as politicas neoliberais trás o reflexo que é a precarização da educação e do trabalho. O papel da educação é formar o aluno como futuro profissional, em que pedagogias valorizem o desenvolvimento das competências, aceitando o mercado capitalista, pois vivemos em uma sociedade, onde o consumo é exacerbado, há a desvalorização do trabalho, competição e alienação das pessoas, a escola foi, portanto inserida nesse sistema, a escola pública é um exemplo disso pois passou a ser um trabalho mercantil adequando-se á escola privada.

  53. Patricia Carla Zarpelon disse:

    Percebemos a partir das leituras e das discussões em sala de aula, que a educação atual está associada ao modelo de reestruturação produtiva.
    A partir da década de 60 como afirma Saviani, a educação se torna importante para o desenvolvimento econômico, e assim, durante a modernidade, esta educação passa a ser considerada parte da formação do cidadão.
    Há nesse sentido, uma contradição quanto ao papel da escola, pois, ao mesmo tempo que a classe dominante prega uma educação laica, universal e gratuita, apenas um pequena parte da população tem acesso. No caso, essa pequena parte é formada por trabalhadores, que recebem pequenas instruções, como o texto aborda, recebe instrução em doses homeopáticas, apenas para auxiliar na produção.
    Atualmente, com a reestruturação produtivas, tem-se o modelo de competências e de qualificação. . A qualificação é uma forma política e ideológica, ou seja, são exigência de posto de trabalho. A competência, por sua vez está vinculada ao discurso empresarial. Nesse sentido, tem-se hoje maior competência do que qualificação, o importante é saber fazer, sem levar em consideração a qualificação profissional.

  54. Gisele Cristina Santiago Lopes disse:

    Com a entrevista de Ricardo Antunes e o documentário “Granito de Areia” podemos perceber como nossa sociedade, uma sociedade capitalista, enxerga o trabalho. No passado o que predominava era o trabalho quase que escravo, onde as opiniões dos empregados não importavam, apenas sua mão-de-obra. No documentário que nos foi apresentado, pude ver que o trabalhador é visto muitas vezes apenas como capital humano, e para mim foi revoltante que os professores e alunos tenham sido reprimidos por lutar por mais qualidade na educação. Nesse sentido, acredito que os professores tem papel fundamental na educação, além de educadores, tem também o papel social e político. Ainda que nos dias de hoje, o trabalho do professor não seja valorizado e tratado como fins financeiros para o governo, devemos lutar para o reconhecimento profissional e por uma melhor educação para todos.

  55. Mariana Lemes disse:

    Nos dias atuais a função da escola é preparar para o mercado de trabalho, podemos considerar que a sociedade que vivemos baseia-se no capitalismo. As politicas neoliberais trás o reflexo que é a precarização da educação e do trabalho. O papel da educação portanto é formar o aluno como futuro profissional, em que pedagogias valorizem o desenvolvimento das competências, aceitando o mercado capitalista, pois vivemos em uma sociedade, onde o consumo é exacerbado, há a desvalorização do trabalho, competição e alienação das pessoas, a escola foi, portanto inserida nesse sistema, a escola pública é um exemplo disso pois passou a ser um trabalho mercantil adequando-se á escola privada.

  56. Camila Mendes disse:

    O documentário “Granito de Arena” (México, 2005), mostra o quanto a sociedade trabalhadora é massacrada por esse sistema, que tem formas cada vez mais precárias do direito a educação digna, de qualidade, gratuita e condições melhores de vida e respeito a cultura dos povos.
    Apesar do cenário triste de destruição de direitos mínimos o documentário deixa como exemplo a garra, a luta de um povo, que uniu profissionais da educação, estudantes e pais, e que foi para a rua atrás de seus objetivos, encarando toda opressão manipulada pelo sistema. Vivemos hoje dentro de sociedade capitalista, com características de consumo exacerbado, desvalorização do trabalho, alienação, competição, manutenção dos interesses de uma pequena parcela da população que se mantém no poder (elite) e a escola não se manteve fora desse sistema perverso, pelo contrário, foi engolida por ele.

  57. Maria Rodrigues da Silva disse:

    Em relação trabalho, desde outras épocas até os dias atuais, podemos conviver com o homem vezes a máquina, a loucura do mundo moderno onde o homem precisa estar se atualizando todos os dias para não ser excluído do mundo de trabalho que aumenta suas exigências cada vez mais com os avanços da tecnologia que mudou os hábitos da sociedade e as relações de trabalho.A escola por sua vez tem a função de incluir o homem neste mercado, preparando-o para esse cenário capitalista de interesses de uma pequena parcela da população.

  58. Amanda Amaral Perles disse:

    O documentário “Granito de Arena” (México, 2005), mostra a união, a garra e a difícil luta de estudantes, professores e demais profissionais da educação pela busca de uma educação de qualidade e contra o sistema que tem consumido a escola e a sociedade.
    Pensando na realidade atual, percebe-se que, em função dessa sociedade capitalista, com exacerbado consumismo, alienação e depredação do trabalho, a educação passou a ser um mero produto, uma mercadoria, esta cada vez mais precária e pautada em uma formação voltada para o mercado de trabalho, este que, conserva mão-de-obra barata, pouco especializada e funcionários competentes, que vestem a camisa da empresa e que sejam capazes de cumprir diversas funções e atender as exigências do mercado.

  59. Raiza Oliveira disse:

    Com as leituras, as discussões e os vídeos assistimos, podemos compreender que a educação está intrinsecamente relacionada com o modelo de reestruturação produtiva e o sistema capitalista. Neste sentido, a escola não desempenha o papel de formação crítica, integral e de qualidade para todas as pessoas, mas, pelo contrario se torna ferramenta para a manipulação das pessoas de acordo com os interesses e exigências do modelo de produção capitalista, por meio do ensino baseado em conhecimentos fragmentados e na formação dos jovens para estarem aptos para desenvolver determinadas atividades. Claro que a elite dominante não participa desse processo, pelo contrário, contribui para que esse controle seja cada vez mais intenso.
    Dessa forma, podemos dizer que o modelo capitalista exerce extrema influencia sobre os sistemas de ensino da educação básica, e também do ensino superior. Portanto, a relação entre a educação e o trabalho é direta, já que, nesta sociedade, a primeira está a serviço da segunda.

  60. Jorgeana Basseti disse:

    Assistindo ao documentário “Granito de Arena”, fiquei envergonhada da minha classe, pois vi o quanto não nos unimos para as lutas. Infelizmente a ditadura dos anos 60 e 70 permeia nossa cultura até hoje. Eu nasci na ditadura militar e tenho nas minhas entranhas aquele discurso idiota e patriótico. Está sendo difícil ter que desconstruir isso, mas a verdade liberta, e tenho me apropriado de verdades e das teorias por traz de todo esse processo e isso tem se modificado dentro de mim.
    A escola que tivemos no passado foi o de não deixar com que nós pensássemos e nem ao menos questionássemos, ou seja, foram criando analfabetos funcionais que não tem erros ortográficos e que aceita qualquer tipo de trabalho, pois “um homem sem trabalho é um homem sem honra”, mas em compensação não conseguem ler um texto e interpretá-lo, sem a mínima formação intelectual.

  61. Mariana Santini Arroyo disse:

    Por meio das leituras e das discussões realizadas até o momento, percebemos que a educação atual está associada ao modelo de reestruturação produtiva, ou seja, forma o aluno como futuro profissional, valorizando o desenvolvimento das competências, alienando-se ao capitalismo.
    O documentário “Granito de Arena” mostra a luta de estudantes e educadores pela busca de uma educação de qualidade e contra o sistema.

  62. Ana Beatriz Galbin Gomes disse:

    Considerando que a escola, na sociedade capitalista, forma o aluno de acordo com as necessidades do mercado de trabalho, vemos que a fragmentação do conhecimento é um reflexo da fragmentação do trabalho humano. Nesse sentido, a escola deixa propiciar uma formação integral do estudante para formar indivíduos “aptos” para atender as necessidades do mercado. Vemos uma grande oferta de cursos técnicos, que ensinam os alunos a serem reprodutores, não só do ofício que estão aprendendo, mas também reprodutores do que é imposto pelo capitalismo.

  63. Veridiana Santana de Oliveira disse:

    No filme a sociedade capitalista é mostrada pelo o trabalho que moldado de acordo com a necessidade das grandes empresas, indo na contramão da formação do ser humano com dignidade e direitos, segundo Ricardo Antunes a sociedade nesta situação degradante é da educação é resultado da adequação da escola ao mercado de trabalho e não da formação do indivíduo sendo mercadoria para suprir a formação de mão de obra treinada visto isso na formação de currículos de acordo com as grandes industrias.

  64. Elisa Rincon Vieira disse:

    Após as aulas expositivas, textos e vídeos pode-se constatar que a educação e o trabalho estão ligados, e há alguns anos os trabalhadores encontram-se preocupados com o risco do desemprego. A educação estabelece essa relação com a educação no sentido de um poderoso instrumento na luta pelos seus direitos, para a execução do trabalho com criatividade e a valorização dos trabalhadores.

  65. Sandra P. Silveira disse:

    Neste mundo capitalista a escola é vista como uma indústria produzindo pessoas para o mercado de trabalho, fazendo com que a educação seja de péssima qualidade. O professor se encontra desmotivado pela desvalorização de seu salário e se vê obrigado a seguir um currículo imposto e a competir com seus próprios pares. A sociedade atual está criando seres para servir as necessidades de um setor privado, e não criando cidadãos críticos capazes de refletir e lutar contra a elite.

  66. Silmara de Oliveira Comino Formagge disse:

    Na sociedade capitalista o trabalho é o centro de todas as coisas onde ate mesmo a educação vem para formar um capital humano que se adeque as necessidades das empresas privadas o que segundo o professor Ricardo Antunes é um dos grandes motivos das pessimas qualidades na educação e das revoltas dos trabalhadores por salarios dignos e traz grande insatisfação para muitos educadores. A escola pública acabou se transformando em um mero serviço mercantil, perdendo sua identidade, estimulando a competição entre professores, e adequando seus currículos escolares aos interesses de empresas privadas. Apesar do cenário triste de destruição de direitos mínimos o documentário deixa como exemplo a garra, a luta de um povo, que uniu profissionais da educação, estudantes e pais, e que foi para a rua atrás de seus objetivos, encarando toda opressão manipulada pelo sistema.

  67. Beatriz Stefanie da Silva disse:

    Ao assistir o documentário “Granito de Arena” (México, 2005), o programa Roda Viva com Professor Ricardo Antunes e com as leituras dos textos, podemos perceber que as principais relações entre o trabalho e a educação atualmente mostram cada vez mais a precarização da educação e que a escola acabou se transformando em um mero serviço mercantil e ao assistir ao vídeo é possível ver bem essa situação, tendo a precarização das condições de trabalho dos professores e a tentativa de privatização da educação pública no México. Apesar desta cena triste que acaba com os direitos mínimos o documentário mostra a grande resistência dos profissionais da educação e mostra a luta de um povo para que se tenha melhores condições de trabalho e melhorias na educação, e que assim que sirva de exemplo para todos, pois o Brasil é também um país que ocorre a desvalorização da educação e que necessita de luta para que se tenha melhores condições de trabalho na educação.

  68. Bruna Belluci disse:

    Nesta primeira etapa da disciplina vimos que o trabalho é o que comanda todas as coisas na sociedade capitalista, onde as crianças são educadas desde cedo para esse mundo do capitalismo. Um processo pelo qual a desvalorização gera tudo o que acompanhamos atualmente com a educação. Pela fala de Ricardo Antunes e os documentários assistidos vemos que essa necessidade do trabalho, capitalismo transforma a nossa sociedade educação de péssima qualidade e trabalhadores revoltados com seus salários.

    A escola se transforma então em uma mercadoria, preparam para o mercado de trabalho, preparam as crianças desde sempre para adentrarem no mercado de trabalho pensando sempre na mão de obra.

    E com tantas coisas que nos levam a pensar que a educação não tem mais solução, temos que nos juntar e ver sim que podemos fazer a diferença, devemos nos conscientizar quanto educadores que a mudança só começa acontecer quando nós tivermos plena consciência de que a educação muda, que ela faz a diferença e começarmos a trabalhar para que isso aconteça.

  69. Beatriz Rincão Sanches disse:

    Com o decorrer das aulas e dos documentários assistidos notamos que a educação está cada vez mais precarizada, ou seja, está sendo deixada de lado. Hoje a educação ao meu ver não passa de um comercio, o interesse de hoje é somente no trabalho, portanto, dando enfase no serviço mercantil. Produzir, produzir e produzir. A cada ano que passa além da precarização/ desvalorização da escola existe também a desvalorização do professor e a luta dos mesmos para alcançaram seus direitos e uma educação digna como é mostrado no documentário (Granito de Areia, 2005) referente a educação pública no México. Fazendo ponte com o documentário é possível notar que quanto no México quanto no Brasil a desvalorização pelo professor pela educação é grande e que é necessário a lutas para melhores condições de trabalhos.

  70. Daniela Alves disse:

    Através do primeiro documentário percebemos que os alunos se sentem em defasagem escolar, percebendo não estarem preparados, para o mercado de trabalho capitalista, os jovens também é um grupo excluído nessa sociedade que vivemos. Marx é quem trouxe a definição de trabalho que conhecemos.
    O trabalho deveria servir para nos atender nas necessidades vitais, mas a sociedade capitalista influencia um trabalho alienado e consumista. Com a crise atualmente até mesmo os que estão empregados correm o risco de serem demitidos, assim os jovens se sentem mais distantes ainda do mercado de trabalho.
    No terceiro documentário mostra a força que a classe trabalhadora está tentando reunir para lutar pelos seus direitos, para a busca de uma educação diferente daquela que o capital humano fornece.
    Um professor consciente procura pesquisar junto de seus alunos uma educação moral, efetiva e social para que possamos mudar a realidade financeira e estrutural da sociedade.
    Apesar da destruição da camada popular em relação a escolarização, muitas pessoas tem a consciência de que sem luta não se chega ao objetivo de mudar a sociedade em que vivemos por isso a educação deve atender a novas realidades, diferentes daquelas vistas pelo capitalismo.

  71. Angelica Camacho disse:

    Hoje os empregos estão cada vez menos estáveis e mais caracterizados por objetivos gerais. Sendo assim, a qualificação é substituída pelo “saber ser”. Dessa maneira, a escola passa a formar cidadãos para competências exigidas pelo mercado de trabalho, como: Raciocínio Lógico; Habilidades requiridas para determinado cargo; Conhecimento técnico geral; Responsabilidade; Iniciativa para a Resolução de Problemas.
    A escola então nos dias atuais passa a ter esse novo sentido de preparação, característica típica da sociedade capitalista na qual vivemos.

  72. Noemi Morelli disse:

    O documentário “Granito de Arena” (México, 2005) mostra a luta dos professores e dos alunos por melhorias na educação publica.
    No programa Roda Viva o Prof. Ricardo Antunes aborda questões do trabalho no mundo capitalista contemporâneo e sobre como isso reflete na educação. Educação e trabalho são inseparáveis. É pela apropriação dos conhecimentos construídos, sistematizados e socialmente necessários que se cria um nível de consciência humana que emancipa o sujeito, para que ele possa participar de forma útil e ativa na construção de seu meio. Enquanto houver, neste País, uma única criança sem educação adequada, todo o esforço por uma nação livre terá sido insuficiente.

  73. Letícia Veste Correia disse:

    Hoje estamos vivendo em uma sociedade capitalista, com consumos exagerados, desvalorização do trabalho, competições, etc… e a escola não se mantém fora desse sistema.
    O documentário “Granito de Arena” (México, 2005) apresenta a história de luta dos professores e dos alunos em defesa de melhorias da escola pública e retrata bem como a sociedade trabalhadora “sofre” com esse sistema. De fato, como defendem os cidadãos mexicanos do documentário, apenas através da educação poderemos conscientizar as pessoas, para que se unam e tentem mudar situações de dominação.

  74. Ludmila Lidiane Liduenha disse:

    As principais relações entre trabalho e educação que destaco tendo como base os materiais aqui disponíveis e os seminários apresentados em sala são: que a educação vem tornando-se uma mercadoria, moldada pelo sistema capitalista tornando a função primordial da educação formal é a socialização para o trabalho.É pela apropriação dos conhecimentos construídos, sistematizados e socialmente necessários que se cria um nível de consciência humana que emancipa o sujeito, para que ele possa participar de forma útil e ativa na construção de seu meio.

  75. Beatriz Rincão disse:

    Beatriz Rincão Sanches disse:
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    setembro 1, 2015 às 12:23 am
    Com o decorrer das aulas e dos documentários assistidos notamos que a educação está cada vez mais precarizada, ou seja, está sendo deixada de lado. Hoje a educação ao meu ver não passa de um comercio, o interesse de hoje é somente no trabalho, portanto, dando enfase no serviço mercantil. Produzir, produzir e produzir. A cada ano que passa além da precarização/ desvalorização da escola existe também a desvalorização do professor e a luta dos mesmos para alcançaram seus direitos e uma educação digna como é mostrado no documentário (Granito de Areia, 2005) referente a educação pública no México. Fazendo ponte com o documentário é possível notar que quanto no México quanto no Brasil a desvalorização pelo professor pela educação é grande e que é necessário a lutas para melhores condições de trabalhos.

  76. Bruna Jacomin disse:

    Pelo fato da educação estar sendo moldada pelo sistema capitalista, pode-se dizer que a mesma está se tornando de fato uma mercadoria, fazendo a educação publica perder sua identidade, e virar um mero serviço mercantil, adequando seus currículos aos interesses da empresas privadas e incentivando ainda mais a competição entre os professores. Assim podemos dizer que a função principal da educação formal é a socialização para o trabalho. O documentário “Granito de Arena” (México, 2005) expressa quanto à sociedade trabalhadora é massacrada por esse sistema, e o quanto a educação é precária. A Educação vem sendo cada vez mais desvalorizada, tanto pela população quanto pelo sistema. Mesmo com todas essas evidencias, o documentário chama atenção em um ponto, mesmo com as condições de trabalho que aqueles professores estão inseridos, eles não perderam a garra de lutar contra as opressões e as manipulações do sistema.
    Portanto mesmo com essas condições, acredito que a maior arma contra este esvaziamento teórico ainda é a educação, voltada para a formação crítica do cidadão.

  77. Ana Claúdia disse:

    As formas atuais de valorização do capital trazem embutidos novos modos de geração da mais valia (quer sob a forma absoluta e/ou relativa), ao mesmo tempo em que expulsam da produção uma infinitude de trabalhos que se tornam sobrantes, descartáveis e cuja função passa a ser a de expandir o bolsão de desempregados, deprimindo ainda mais a remuneração da força de trabalho, pela via da retração do valor necessário à sobrevivência dos trabalhadores e das trabalhadoras.
    Em plena eclosão da mais recente crise global, este quadro se amplia ainda mais e nos faz presenciar uma corrosão ainda maior do trabalho contratado e regulamentado, de que são exemplos os trabalhos terceirizados (com sua enorme gama e variedade), tais como o “falso cooperativismo”, o “empreendedorismo”, o “trabalho voluntário”, que é de fato compulsório, pois quem não o faz não mais encontra emprego etc.
    Com a reestruturação produtiva do capital e sua era da acumulação flexível, volátil, financeirizada e liofilizada, a educação que os ideólogos do capital hoje defendem deve ser a educação volátil, rápida, ágil e enxuta, como as empresas a concebem e a praticam, como nos exemplos das universidades corporativas, uma evidente contradição em termos, pois universidade rima com universalidade e não com corporação.
    Assim, menor tempo de escolarização, ensino não presencial, “multifuncional”, “polivalente” (no sentido restrito que o mercado as concebe) – estas são as concepções que dominam a chamada “educação enxuta e flexível”. Trata-se, então, de outra pragmática, agora compatível com uma sociedade liofilizada e voltada estritamente para os valores do mercado restritivo e destrutivo.

  78. Andressa Parra disse:

    Levamos em considerações que as reflexões realizadas até o momento (textos e documentário), apresenta uma diversidade histórias, trajetórias, demandas e discussões, dito isto nossa sociedade constitui-se marcada pelas rápidas mudanças no mercado de trabalho e pela defasagem dos currículos escolares. É o que retrata o documentário “Granito de Arena” (México, 2005) uma organização de luta dos professores em defesa da escola pública, é uma luta muito forte e comovente, pois buscam por melhores condições de vida. Podemos ressaltar que a precariedade do trabalho está muito presente em nosso cotidiano, percebemos que a mobilização dos trabalhadores é importante, mas não o suficiente.
    Enfatiza-se assim que atualmente, já há algum tempo “o campo geral de educação é o fato de que nesta, a dimensão trabalho constitui-se como categoria central” (BOMFIM, 2007 apud KUENZER, 1991). Sendo assim o trabalho em nossa sociedade capitalista se torna o centro de todos os indivíduos, tornando a educação como fator secundário.

  79. Luany Pyetra disse:

    Devido ao nosso sistema atual ser capitalista, a educação acaba sendo tratada como mera mercadoria, onde se é conduzida para o interesse pessoal daqueles que tem maiores condições e “poderes”. Por meio dos documentários/entrevista, podemos perceber o quanto a profissão de educador é reprimida e desvalorizada, ou mostrando que tudo está interligado pela relação entre trabalho e educação. Mas devemos pensar que a educação deve ter por intuito formar os alunos de uma forma crítica e humanizadora para a sociedade.

  80. Thaís Leite disse:

    Na trajetória dos professores, há demandas e reflexões nas quais os mesmos trazem consigo suas belezas, características e particularidades. Ainda que haja demandas específicas, há uma unidade, uma luta de todos, uma união pela luta social. O trabalho é uma demanda da juventude, não podendo diferenciar aspectos sociais. Entretanto, essa demanda faz-se destinada a quem? Por exemplo, como citado no documentário, há demasiado preconceito quando tratamos dessa demanda destinada aos travestis, assim resta-lhes a prostituição, sem dano moral em vista de não lhe restar alternativa para sobreviver, para se manter.
    A globalização está golpeando todas as famílias.
    Na sociedade em que encontramo-nos, a mesma faz-se baseada em uma economia emergida no capitalismo, com isso, a função primordial delimita-se à socialização para o trabalho. Assim, esta educação pautada nos ideais capitalistas, transforma a escola em nada mais do que mera mercadoria, fazendo com que haja cada vez mais defasagem e menor valorização do ensino.
    O documentário “Granito de Arena” (Grão de Areia), deixa claro a luta de pais e professores contra as classes governamentais para manterem as escolas, o estudo para as crianças. A globalização e o livre comércio são os dominadores e afetam toda a sociedade, a escola rural tem um enfoque mais próximo das pessoas, perdendo a escola rural perde-se também professores. Quando o governo decretou o fechamento da escola Matsunatsa os alunos e famílias invadiram a escola, visto que, quem se formasse já teria farantia de emprego, e essa era a única esperança para muitos. Nesta ditadura disfarçada de democracia, a luta não era apenas por uma escola, era também para educação pública de todos; e através destas lutas conseguiram que os governos de caráter estatais entrassem em um acordo. A expansão da mesma fez-se tão grande e, comovente, que até mesmo cobradores de pedágio uniram-se e deixaram de cobrar passagem, alegando que, o México não está á venda.
    O professor, é sinônimo de luta, até mesmo quando luta o professor está ensinando. Em 2004 mais de 30 mil professores fizeram protestos nas praças, e desde que o Movimento Magisterial surgiu na década de 70 muitos professores sumiram ou foram mortos, até mesmo pelos Charros; Professores que escolheram se juntar ao lado oposto, por muitas vezes responsáveis pelos ataques aos demais professores, e pelo sumisso e morte dos mesmos.
    Contudo, se não houvesse essa demasiada luta, e não fosse tamanha persistência e mobilização desse Grão de Areia em prol da educação, a privatização do ensino público avançaria rapidamente, gerando aproximadamente 4 trilhões de dólares por ano.

  81. Nicole Sangalli disse:

    As principais relações entre trabalho e educação nos dias de hoje, ao meu ver, a partir da leitura dos textos e dos documentários assistido em sala de aula, é que a dualidade entre a educação geral e a educação profissional é algo que existe desde as origens da escola. Por meio da definição de trabalho, é possível perceber que é ele quem define a essência da humanidade, mostrando a sua importância para que as pessoas continuem existindo. A partir do surgimento da propriedade privada, a sociedade e as classes sociais acabaram sendo divididas e passaram a existir pessoas donas dos meios de produção e outras para venderem a sua força de trabalho. Nesse momento, o trabalho manual passa a ser desvalorizado pela sociedade e o trabalho intelectual passa a ser valorizado pela sociedade e adquirido através da escola. Essa divisão entre o trabalho e não-trabalho foi privilegiada, e só algumas pessoas podiam viver do não-trabalho, só viviam nessas condições os donos dos meios de produção. A educação nesse contexto era destinada às pessoas que possuíam as terras, as quais não precisavam trabalhar, porque tinham pessoas que trabalhavam para elas, e os trabalhadores recebiam a sua formação no próprio ambiente de trabalho. Entretanto, as pessoas donas dos meios de produção tinham um lugar específico para receber a sua formação, esse lugar era chamado de escola, que era o lugar do ócio, das pessoas as quais podiam viver do não-trabalho. Com o passar do tempo e o crescimento do capitalismo, o mercado de trabalho passou a influenciar as políticas de educação profissional, desenvolvendo uma educação de caráter assistencialista, buscando formar a mão-de-obra necessária ao desenvolvimento econômico, educando os jovens trabalhadores de forma psicofísica para a divisão social do trabalho. Com isso podemos perceber que desde o início da escola a relação entre trabalho e educação sempre esteve presente.

  82. Letícia Gabriela disse:

    A partir da análise do vídeo exibido em sala de aula e das discussões trazidas pelos grupos de seminário, percebe-se que a educação na sociedade capitalista e neoliberal em que vivemos , tem como função ,a socialização para o trabalho, trazendo em seu cerne as relações de produção, e os conteúdos necessários ao sistema vigente. Desse modo, podemos perceber que as escolas públicas nada mais é do que um serviço mercantil, adequando seus currículos aos de empresas privadas, deixando de lado uma fomação omnilateral , no lugar de uma formação voltada para o trabalho alienante; onde é tratada como mais uma mercadoria dentro do sistema capitalista

  83. Silmara Dias disse:

    Antunes e Alves analisam as principais mutações na objetividade e subjetividade do mundo do trabalho, definem a heterogeneidade, fragmentação e complexificação dos processo de transnacionalização do capital e de seu sistema produtivo. Neste sentido, a escola deveria desempenha o papel de formação e atuação crítica, para se contrapor a esta maquinaria perversa do capital, que escraviza a todos. Vimos nos documentarios “Granito de Arena” (México, 2005), exemplos de resistência e luta dos professores que tomam frente a causas que interferem na educação e prejudicam suas comunidades. São exemplos que inspiram a nos como futuras pedagogas a não nos conformar com o atual cenario e os rumos que a educação tem tomado, refletindo sempre nossa pratica cotidiana, visando contribuir com a formação de uma sociedade crítica e consciente da realidade em que vive.

  84. Letícia Gabriela disse:

    A partir da análise do vídeo exibido em sala de aula e das discussões trazidas pelos grupos de seminário, percebe-se que a educação na sociedade capitalista e neoliberal em que vivemos , tem como função ,a socialização para o trabalho, trazendo em seu cerne as relações de produção, e os conteúdos necessários ao sistema vigente. Desse modo, podemos perceber que as escolas públicas nada mais é do que um serviço mercantil, adequando seus currículos aos de empresas privadas, deixando de lado uma fomação omnilateral , no lugar de uma formação voltada para o trabalho alienante; onde é tratada como mais uma mercadoria dentro do sistema capitalista.

  85. Jacqueline Paiva de Rezende disse:

    Hoje em dia vivemos em uma sociedade totalmente capitalista, que transformou a educação em mercdoria e sucateou nossos professores e e as escolas, simplesmente para lucrar com o ensino. A escola pública acabou se transformando em um mercado, perdendo sua identidade, estimulando a competição entre professores, e adequando seus currículos escolares aos interesses de empresas privadas. A respeito do documentário “ Granito de Arena”, vemos a dura realidade das escolas públicas e dos docentes do México, onde fica evidente o descaso com a educação, sem o mínimo de condições para desenvolver uma educação de qualidade para seus alunos. O documentário mostra a luta desses professores para se ter uma educação com melhor qualidade para seu país.

  86. mylena disse:

    O documentário “Granito de Arena” (México, 2005) mostra como a sociedade trabalhadora é massacrada pelo sistema capitalista. Dentro da sociedade encontra-se características de desvalorização do trabalho , alienação, competição e maneiras cada vez mais precárias de qualidade de vida e educação digna. Embora o país diga-se democrático lidamos com um déficit em educação, na qual governantes fazem descaso com organizações, entre elas, a escola. A escola é caracterizada como “mão de obra barata” desta maneira, cabe ao professor aceitar ou não aquilo que é imposto assim como exibe no documentário. A educação está na sociedade atual ligada á mercadoria, visando o interesse lucrativo, e não está atingindo os ideais da educação, como o pleno desenvolvimento de pessoa, exercício de cidadania, qualificação e desenvolvimento pleno de potencialidades do indivíduo. Com o programa Roda Viva e “Granito de Arena” podemos perceber a relação entre trabalho e educação, que está cada vez mais precário já que a escola está se transformando em uma mercadoria, mas também, por outro lado, aborda claramente a insistência dos profissionais da educação em luta para melhorias de trabalho e educação.

  87. Flávia disse:

    Tendo em vista que a sociedade atual gira em torno do capitalismo, o processo educacional não ficaria distante disso, ou seja, a formação dos alunos hoje tende a atender o mercado consumidor, de modo que a educação é apenas mais um produto. Deste modo as relações entre trabalho e a precarização da educação na atualidade são reflexos das políticas neoliberais. O que torna a educação uma mercadoria, deste modo cabe ao professor não aceitar essa condição, pois como vemos no documentário “Granito de Areia” os professores estão tentando mudar essa situação com ajuda dos alunos.

  88. Mecia Conti disse:

    A partir dos estudos e discussões da disciplina foi possível compreender que a educação influencia e é influenciada por todas as transformações sociais, econômicas e políticas que ocorrem no mundo capitalista. Atualmente nos encontramos num panorama de muitas transformações em que as decisões de uma minoria privilegiada regem os destinos de milhares de pessoas. O professor deve estar ciente de seu papel social de formador de ideias e através de sua prática diária ensinar conceitos necessários para que os alunos compreendam, de forma crítica, as estruturas políticas, econômicas e sociais que compõe a realidade e assim assumirem um posicionamento crítico e reflexivo no seu cotidiano, lutando por qualidade de vida e seus direitos. O professor não pode, diante dos obstáculos apresentados pelo Sistema, educacional e do capital, deixar se contaminar por ideologias modernas.Deve lutar sempre por melhorias na educação, onde quer que esteja.

  89. Maiara Carnelossi disse:

    Infelizmente vivemos um uma sociedade capitalista no qual a função da escola é preparar para o mercado de trabalho. A educação, por sua vez, faz parte dessa sociedade e acaba reproduzindo esse sistema, que forma para trabalhar na empresa e produzir mais valia, mais lucro ao patrão. O documentário “Grão de areia” mostra bem a sociedade sendo afetada negativamente pelo capitalismo deixando a educação em situações apavorantes. Mas, ao mesmo tempo, mostra a luta árdua dos professores por uma educação que não favoreça o capitalismo. Nesse sentido, vemos que é preciso que a educação forme o cidadão para atuar de maneira crítica e política, capaz de refletir e lutar contra os sistemas implantados, e que não forme apenas seres alienados.

  90. wanderléa esteves disse:

    O documentário “Granito de Arena” (México 2015) mostra a luta de estudantes e educadores pela busca de uma educação de qualidade e contra o sistema, retrata a força dos professores e de como podem mudar a situação em que vivem saindo do comodismo, com a união de todos os envolvidos tornando mais fácil a luta por seus direitos e por qualidade nas escolas.
    Nossa educação, na sociedade atual, segue um modelo de sistema capitalista, um sistema de reestruturação produtiva, onde quase sempre a educação é direcionada para a formação para o trabalho.
    Cabe aos interessados, professores e alunos, aceitar ou não o que é reproduzido pelo sistema. Muitas vezes ficar de braços cruzados é mais fácil, requer menos trabalho, entretanto como formadores de opinião, precisamos repensar nosso papel na educação e na sociedade, ajudando a formar alunos críticos e que saibam lutar por seus direito.

  91. Fernanda Rissardi Gonçalves disse:

    A sociedade capitalista, na qual estamos inseridos atualmente, direciona que a escola forme alunos condizentes com o sistema vigente. Alunos alienados no que concerne à realidade do mundo e à exploração exacerbada. Alunos com “treinamentos” e “adestramentos” propostos pela instituição escolar no intuito de se adequar às normas de trabalho. Creio que a educação, em sua totalidade, deveria formar cidadãos críticos de seus direitos e deveres, bem como sobre a dominação da elite perante toda a sociedade.
    No documentário “Granito de Areia” é possível depreender a gravidade que o sistema capitalista causa frente à instituição escolar e, especialmente, na vida dos alunos. Contudo, os professores, independente das dificuldades deparadas pelo caminho, ensinam seus alunos para que de fato se formem cidadãos conscientes da sociedade em que vivemos.

  92. Janaine Braga disse:

    Com base nas afirmativas de Bonfim (2007), pode-se apreender que a partir dos anos 90, ficou mais forte a articulação da relação entre educação e trabalho. Contudo, este ideal que também tem caráter pedagógico aconteceu dentro de um processo contraditório, pois ao passo que aumentaram as exigências de qualificação e habilidades a escola sofreu grande processo de precarização. Vários ataques à educação aconteceram, bem como está explanado no documentário “Granito de Arena” (México, 2005) de Jill Freidberg, no qual o autor exemplifica os vários acordos que foram realizados entre o governo mexicano e o FMI, que culminaram no fechamento de muitas escolas públicas e ataques as condições de trabalho dos professores.
    Somado a todo esse contexto está a dificuldade que os jovens e idosos encontram de se incorporar ao mercado de trabalho, todo esse processo doloroso à classe trabalhadora ocorre, pois o sistema capitalista cobra duramente dos indivíduos respostas às quais ele não fornece subsídio.

  93. Marina Martins disse:

    Os textos e as discussões em sala de aula nos possibilitou compreender o quanto a educação está vinculada às exigências do modelo de produção capitalista, o quanto as teorias se relacionam com a ideologia da classe dominante. Observa-se que a escola oferece uma formação superficial de diversas áreas de conhecimento para que o aluno desenvolva habilidades e competências necessárias para atender ao mercado de trabalho atual. A escola continua fragmentando o conhecimento sem articular as partes ao todo, partindo de contextos fora da realidade do aluno e, com isso, forma um aluno somente para o trabalho, sem possibilitar-lhes momentos de reflexões e visão crítica sobre o sistema neoliberal.
    Nesse sentido, constata-se que o capitalismo interfere diretamente no modo como deve ser conduzida a formação escolar básica. Nota-se explicitamente a intencionalidade governamental neoliberal em formar cidadãos flexíveis e competentes, capazes de realizar com êxito várias funções, acumulando, portanto, diversas funções sem a devida recompensa salarial referente a todas as funções exigidas pela empresa; e um cidadão consumidor.
    O papel da educação, portanto é formar o aluno como futuro profissional, em que pedagogias valorizem o desenvolvimento das competências, aceitando o mercado capitalista, pois vivemos em uma sociedade, onde o consumo é exacerbado, há a desvalorização do trabalho, competição e alienação das pessoas, a escola foi, portanto inserida nesse sistema. que gerencia a educação, as péssimas condições de trabalho, a exaustiva jornada de trabalho, a má remuneração salarial. O documentário “Granito de Arena” (México, 2005) de Jill Freidberg, por sua vez nos mostra, nos faz refletir ao ver professores incomodados com o sistema e verdadeiramente comprometidos com a educação do seu país, se dispondo de tudo em busca dos seus objetivos, em busca de justiça, em busca de educação de qualidade para todos.
    Percebemos a influência do modo de produção capitalista desde a formação na educação básica, na educação profissionalizante e a na forma de organização do trabalho. Também a importância de pensar trabalho e educação na perspectiva de compreensão do ser humano.

  94. Janaine Braga disse:

    Com base nas afirmativas de Bonfim (2007), pode- se apreender que a partir dos anos 90, ficou mais forte a articulação da relação entre educação e trabalho. Contudo, este ideal que também tem caráter pedagógico aconteceu dentro de um processo contraditório, pois ao passo que aumentaram as exigências de qualificação e habilidades a escola sofreu grande processo de precarização. Vários ataques à educação aconteceram, bem como está explanado no documentário “Granito de Arena” (México, 2005) de Jill Freidberg, no qual o autor exemplifica os vários acordos que foram realizados entre o governo mexicano e o FMI, que culminaram no fechamento de muitas escolas públicas e ataques as condições de trabalho dos professores.
    Somado a todo esse contexto está a dificuldade que os jovens e idosos encontram de se incorporar ao mercado de trabalho, todo esse processo doloroso à classe trabalhadora ocorre, pois o sistema capitalista cobra duramente dos indivíduos respostas às quais ele não fornece subsídio.

  95. Rebeca Gomes disse:

    Após assistir a vários documentários que nos levam a refletir sobre a relação trabalho e educação, pude ver o quanto um interfere no processo do outro, onde uma educação é construída em função de criar mãos de obras baratas para atender as necessidades de quem está no poder e não ter conhecimento suficiente para questionar.
    No documentário Diálogos, vemos o oposto a essa tendência, onde jovens se reuném para questionar, debater e pensar o que fazer em relação as problemáticas existentes na sociedade.
    O Prof. Ricardo Antunes no Roda Viva, traz questões do trabalho e suas novas formas de relação dentro do mundo capitalista contemporâneo. Em diálogo, aborda o crescimento de serviços terceirizados, sendo característica da precarização do mesmo, além de abordar o aumento na procura pelos concursos públicos.
    E por último e muito importante também o vídeo “Granito de Arena”, fala sobre a luta dos professores mexicanos, lutando pelo direito de ensinar, o que gerou muita violência. É muito triste vermos cenas assim e perceber que a sociedade não melhorou, que vemos professores apanhando por lutar pelo direito a uma melhor qualidade de educação, que o resultado seria a melhora em todas as áreas de trabalho.

  96. Marieli Bianchi disse:

    Percebemos em nossa sociedade reflexos do processo de estruturação e reestruturação social e capitalista.
    Os autores estudados retratam os aspectos e consequências dessa realidade. Vivenciamos os aspectos humanos tratados como mercadoria diante do capital, o trabalho fragmentado utilizado como uma força estrutural regente do mercado cada vez mais tendo que se ajustar as exigências da dinâmica e constante transformação da sociedade.
    compreendemos que a Educação é comercializada e sua função principal é educar para manutenção do capital, se perdendo do sentido mais humano, ao assistir o documentário “Granito de Arena” é nítido esse embate na luta dos professores.

  97. Ana Marta disse:

    A educação na sociedade contemporânea (capitalista) tem a função de “preparação para o trabalho”. No documentário “Granito de arena” mostra as formas precárias, com que a educação é tratada. Mostra as passeatas que alunos, pais e professores fizeram contra a privatização de escolas. Com isso, o governo fechou todos esses estabelecimentos.

  98. Vera Lúcia Vançan disse:

    O sistema capitalista torna o indivíduo escravo do trabalho. Quanto mais necessidade de consumo, mais a necessidade de trabalho. O homem entra em um círculo vicioso e não percebe o quanto o sistema determina suas escolhas. A educação por sua vez serve também ao mesmo sistema, formando jovens para servir o capitalismo. Desde cedo o indivíduo acredita que o estudo tem a função de capacitá-lo profissionalmente. Assim, todos esquecem que a função principal da escola deveria ser a de formar indivíduos livres e capazes de pensar e tomar decisões. Até mesmo os professores que deveriam preparar o aluno de forma integral, para a cidadania, acaba entrando nesse círculo.
    Se os profissionais se organizam para lutar por seus direitos, a própria legislação favorece o sistema, o que faz com que muitos aceitem passivamente as decisões dos superiores.

  99. Caroline Teixeira Alves de Novaes disse:

    Neste primeiro momento da disciplina percebemos que a sociedade capitalista vem transformando a educação em mercadoria. O alto nível de defasagem no ensino dos jovens estudantes ficou claro no documentário “Granito de Arena” (México, 2005), onde vemos que a escola vem transformando a educação atual em função dessa sociedade capitalista, estimulando o consumismo excessivo, a alienação e depredação do trabalho. Vimos neste começo da disciplina que a educação está passando a ser um mero produto se tornando cada vez mais precária. A educação está sendo pautado em uma formação voltada para o mercado de trabalho (capitalista, e de exploração), sistema este que, busca uma mão de obra pouco especializada mais que veste a camisa da empresa sem muitas exigências.
    O que mais me chamou a atenção no documentário “Granito de Arena” (México, 2005) foi quando um jovem disse que pensava que todos os problemas financeiros que sua família tinha eram problema dele também. Este depoimento me fez pensar a forma com que a educação vem transformando os alunos em meros capitais humanos, mais preocupados com o consumismo e com a dificuldade financeira do que com uma formação crítica.

  100. Nayara Koseki disse:

    A partir das aulas expositivas, textos e documentários, podem-se constatar que a educação e o trabalho estão ligados, e há alguns anos os trabalhadores encontram-se preocupados com o risco do desemprego. Atualmente estamos vivendo numa sociedade com o sistema capitalista, com consumo exagerado, desvalorização o trabalho, alienação, competição e que atingiu também a escola. Portanto, a educação estabelece essa relação com a educação no sentido de um poderoso instrumento na luta pelos seus direitos, para a execução do trabalho com criatividade e a valorização dos trabalhadores.
    O documentário “Granito de Arena” (México, 2005), mostra a luta dos professores pela educação no México, mostrando uma realidade não muito distante do Brasil, porém mais precária. A insistência e a perseverança chamam a atenção no documentário, visto que no Brasil a educação está cada vez mais desvalorizada, tanto pela população quanto pelos estudantes.
    Já o documentário do Roda Viva com o professor Ricardo Antunes, trouxe questões do trabalho e suas novas formas de relação dentro do mundo capitalista contemporâneo. Em diálogo, o professor aborda o crescimento de serviços terceirizados, sendo característica da precarização do mesmo, além de abordar o aumento na procura pelos concursos públicos.

  101. Viviane Borges disse:

    Todas as discussões até aqui feitas nos mostram que a educação acompanha o processo de trabalho e que a mesma se encontra precária; voltada para formação mecanizada, fragmentada, unilateral e capitalista como nos foi mostrado no documentário “Granito de Arena”. Fica claro que as relações de trabalho e educação em uma sociedade capitalista muito se assemelham, portanto, uma educação e sociedade que se comprometam efetivamente com o bem estar e desenvolvimento integral não é executável neste sistema.

  102. Camila Pavaneli disse:

    Na atual conjuntura, a educação está diretamente ao modelo de reestruturação capitalista. Desse modo, a escola desempenha o papel de reprodutora de conhecimento, uma vez que o aluno não é levado a reflexão, a criticidade, mas pelo contrário, são formatados para o mercado de trabalho. Neste contexto, a classe trabalhadora é massacrada pelo sistema e que por vezes acreditam que seus fracassos é devido aos seus poucos esforços. A fim de se manter sublime no contexto social e superar suas constantes crises, o capital utiliza diversas ferramentas para esculpir a sociedade de acordo com o molde que lhe convêm. Uma de suas principais características é a transformação dos seres humanos em mercadorias e, principalmente, em máquinas geradoras de riquezas. A principal ferramenta é a escola, cujo papel é a formatação do homem para o trabalho alienado, os alunos acabam sendo transformados em mero produto capitalista.
    O que vemos na escola são professores desqualificados, mal renumerados. A sua formação continuada, em especial em escolas particulares, é extinta. O reflexo disso pode ser visto na precarização e na desvalorização do ensino. Como podemos formar alunos críticos se nem os professores são?

  103. Maely Xavier disse:

    O documento “Granito de Arena” discute sobre a situação de professores e alunos em relação à luta que enfrentaram em busca de melhorias na educação. Tal luta foi realizada a partir de protestos e ocupações em instituições escolares.
    Além de enfatizar que não há formas de separar o trabalho da educação, pois ambos devem andar juntos.
    Como vivemos em uma sociedade capitalista a educação acaba por se tornar em uma mercadoria, ou seja, elimina a idéia de que a educação publica trata-se de uma cultura, onde podem participar toda a sociedade. Dessa forma, o professor se torna o responsável a reivindicar pelas melhorias da educação, como o direito de ensinar.

  104. Hayanne Zahra disse:

    Hoje, vivemos em uma sociedade capitalista, competitiva, com características de intenso consumismo. Nessas condições encontramos também a escola/ educação, vista como mercadoria, relacionada com o modelo de reestruturação produtiva. Essas questões atentam para a falta de preocupação com a educação, a qual se tornou um produto. A oferta da educação não é valorizada e visa a objetivação da lógica do mercado. De acordo com isso, podemos perceber que, nessa sociedade fundamentada no sistema capitalista, a função da educação é a socialização para o (mercado de) trabalho. É possível vermos essas questões no texto de Bonfim (2007), o qual retrata a ideia gerada nos estudos do GTTE de que não se pode dissociar a escola da sociedade a qual pertence.
    Com base no documentário “Granito de Arena” (México, 2005) vemos, nitidamente, como a classe trabalhadora é apunhalada pelo sistema capitalista, o qual possui uma educação precária. A luta constante pelos direitos mínimos que a sociedade merece é percebida no documentário com a união de todos que retratam o triste cenário de desvalorização.

  105. Angela Davanzo disse:

    O mundo contemporâneo juntamente vinculado à moda do capitalismo emerge da complexificação das relações sociais impondo ao indivíduo a criação de infinitas atividades que tenham a função de mediar a reprodução social.
    Nisto a educação se limita na atividade fundada pelo trabalho, com a função de reproduzir e universalizar o indivíduo, cujas objetivações, valores, ideias, conhecimentos, habilidades, hábitos e descobertas, são socializados historicamente, determinados e repassados para as novas gerações de forma alienadora.
    Contudo, a educação passa a contribuir como atividade atuando na subjetividade dos interesses do capital, tornando assim, um lócus privilegiados para a reprodução das relações sociais arraigadas ao modelo predominante do capital. Para isto, a educação no sistema capitalista corresponde a uma educação voltada para atender às necessidades do capital em seu processo de expansão e acumulação ampliada da minoria.

  106. Ana Regio disse:

    As leituras e discussões em sala, possibilitaram a percepção de que a educação atual está associada ao modelo de reestruturação produtiva. A partir da década de 60, a educação se torna importante para o desenvolvimento econômico, e assim, durante a modernidade, esta educação passa a ser considerada parte da formação do cidadão, havendo uma contradição quanto ao papel da escola, pois, ao mesmo tempo em que a classe dominante prega uma educação laica, universal e gratuita, apenas um pequena parte da população tem acesso, sendo esta parte os trabalhadores, que recebem o ensino em doses homeopáticas, como bem cita o texto de Saviani, não fazendo parte do todo deste ensino. Atualmente, com a reestruturação produtiva, tem-se o modelo de competências e de qualificação. A qualificação é uma forma política e ideológica, ou seja, são exigências de posto de trabalho. A competência, por sua vez está vinculada ao discurso empresarial. Nesse sentido, tem-se hoje maior competência do que qualificação, o importante é saber fazer, sem levar em consideração a qualificação profissional. A oferta de uma educação para a formação humana é pouco valorizada e até mesmo objetivada pela lógica do mercado. Até mesmo nos ensinos superiores públicos, que seriam os considerados educados teoricamente, percebemos uma lógica de quantificação da produção científica do que reflexões que possam colaborar com a formação do ser humano enquanto comunidade e sociedade.

  107. Franciane disse:

    O documentário Diálogos apresenta os depoimentos de jovens de áreas rurais e de periferias urbanas de países da América do Sul sobre suas experiências de vida influenciadas pelas rápidas mudanças no mercado de trabalho e pela defasagem dos currículos escolares. No programa Roda Viva, com o professor Ricardo Antunes, é feita uma análise da importância do trabalho para a criação de bens materiais socialmente necessários, mas também o fato de que trouxe dentro dele (trabalho) a marca do sofrimento, da servidão e da sujeição. Mostra como o século XX moldou-se pela estruturação da chamada sociedade do trabalho e como, nas últimas décadas, esta estrutura começou a rir com o aumento do desemprego estrutural no atual processo de globalização da economia mundial. No documentário Granito de Arena (México – 2005), Jill Freidberg mostra a história da organização e da luta dos professores em defesa da escola pública, além da preservação da identidade cultural e melhoria das condições de vida das comunidades indígenas mexicanas, especialmente em Chiapas, no sul do México, onde surgiu, na década de 1990, o EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional). Este grupo surgiu para defender a estrutura fundiária dos ejidos, a cultura e a organização social dos ameríndios que estavam sendo ameaçados pelos governos neoliberais do México sob influência dos EUA e de instituições financeiras internacionais como o FMI e o BIRD que ocasionaram a degradação e destruição de inúmeras escolas públicas com intenção de transformar a educação pública em serviço mercantil limitando o acesso do povo mexicano à educação pública garantida como direito constitucional. Fica cada vez mais visível na sociedade capitalista atual a grande influência do intenso processo de globalização e do neoliberalismo na estrutura social do trabalho com a exploração crescente dos trabalhadores assalariados que vivem, constantemente, ameaçados pelo desemprego estrutural e na formação educacional dos indivíduos cuja educação, deverasmente, influenciada pela dinâmica do sistema capitalista. Mas é importante destacar as organizações de grupos sociais para lutar pelos direitos ao trabalho, educação, saúde, moradia, etc para ter uma vida digna que possibilite o progresso social e econômico, principalmente, da população marginalizada nas sociedades capitalistas.

  108. Wanderléa Esteves disse:

    Professor Fábio e colegas de sala,

    Foi Muito bom conhece-los, contribuíram com muitas coisas boas nesses 4 anos…ficarão em minha memória e em meu coração pra sempre, tenham todos um feliz natal e um lindo 2016…Amo vcs.

  109. Numiá disse:

    A educação atual está pautada pelas leis capitalistas, onde as normas são impostas por bancos internacionais com o objetivo de “ataque a pobreza”, mas o que acontece na prática é o engessamento da educação ao modelo neoliberal, uma educação que vem como medida compensatória para ‘acalmar os ânimos’ da classe mais pobre e prepará-los para o aumento da produtividade e contenção demográfica, impondo aos países subdesenvolvidos todas as regras que interessam ao capitalismo e a manutenção desta diferença de classes sociais que o mantem.

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