Comentários dos Textos do Módulo 1 – Trabalho e Educação

On agosto 5, 2010, in TrabEdu, by Fábio Fernandes Villela

Bom Dia Caros Alunos!

O texto de leitura básica 1 pode ser baixado no link a seguir:

ANTUNES, Ricardo; ALVES, Giovanni. As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 25, n. 87, p. 335-351, maio/ago. 2004. Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br>. Acesso em 02 Ago. 2010.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-73302004000200003&script=sci_arttext

Abraços e boa leitura!

Prof. FFV.

31 Comentários “Comentários dos Textos do Módulo 1 – Trabalho e Educação”

  1. Boa Noite Queridos Alun@s!

    O texto complementar da 2ª aula tb pode ser baixado no seguinte link:

    http://www.anped.org.br/reunioes/30ra/trabalhos/GT09-2784–Int.pdf

    Abraços,

    Prof. FFV.

  2. Nicole disse:

    Professor o segundo texto da aula também encontrei na internet, será que vc poderia confirmar se é esse mesmo ? O link é
    http://www.diaadia.pr.gov.br/nre/cornelioprocopio/arquivos/File/Ensinomedioblocos/Encontro3Otrabalhocomoprincipioeducativo.pdf

  3. Fernanda disse:

    Boa tarde professor.
    O texto que elaboramos na aula de ontem, postamos em que lugar no blog? Aqui mesmo, como comentário?
    Obrigada desde já

    Fernanda

  4. Amanda S.; Jhanaina; Nathalya T.; Sabrina disse:

    A Centralidade do Trabalho na Teoria Sociológica

    Amanda de Haro Seno
    Jhanaina Ruedo de Almeida
    Nathalya Tukamoto Silva
    Sabrina Marques Alves

    Todo o sistema, desde o comunismo primitivo até um possível comunismo baseado nas teorias marxistas tem o trabalho como base central uma vez que sem essa categoria nenhum desses sistemas se sustentaria.
    O trabalho é o que diferencia o homem das outras espécies. Com o trabalho ele satisfaz suas necessidades filogênicas e ontogênicas. Dessa maneira, ele se humaniza e sobrevive.
    Sendo assim, o trabalho é uma categoria impossível de ser distinta, tanto para a sociedade e o sistema de determinado contexto quanto para a própria espécie humana.
    O que acontece é que a categoria trabalho assume um determinado “significado” dependendo do sistema econômico vigente.
    Mesmo no sistema capitalista, apesar do avanço tecnológico, o trabalho continua sendo essencial. Pois, este sistema necessita da exploração da mão-de-obra do trabalhador para continuar sua reprodução.
    Com a reestruturação produtiva tem aumentado os postos de trabalhos informais, pois é necessário pensar em uma forma de produção que renda mais com um menor custo.
    Assim, no lugar de dez trabalhadores de emprego formal é necessário apenas um trabalhador informal que cumpra a função de todos os outros.
    É nesse contexto que ocorre o estranhamento. Dada a precariedade a qual o trabalhador é submetido.
    Concluímos, então, que o trabalho não tem como ser extinguido; ele é central e essencial para a existência de qualquer sistema. O que muda é a forma de significá-lo perante as reformulações necessárias à manutenção do sistema.

    Referência Bibliográfica:
    ANTUNES, Ricardo; ALVES, Giovanni. As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 25, n. 87, p. 335-351, maio/ago. 2004. Disponível em . Acesso em 02 Ago. 2010.

  5. Silmara Acosta de Carvalho e Natiele Crislaine da Silva disse:

    A Centralidade do Trabalho na Teoria Sociológica

    De acordo com o autor a classe trabalhadora muda de tempos em tempos ela não é idêntica a do século passado, por exemplo, mas também não esta desaparecendo, nem ontologicamente perdeu seu sentido estruturante.
    A totalidade dos assalariados, homens e mulheres é o conteúdo da classe trabalhadora, vendem sua força de trabalho e não possuem os meios de produção.
    Com a retratação do taylorismo/ fordismo o proletariado que era manual, estável, especializado, etc., passou a diminuir com a reestruturação produtiva do capital.
    O homem ao contrário dos demais animais existentes na natureza, adapta a natureza a si e o ato de o fazer é denominado como trabalho, por conta disso o trabalho vem a ser o que “define a essência do homem” (SAVIANI, 1994, p.152).
    Nas diferentes sociedades (idade média, moderna) é o trabalho, ou melhor, as relações de trabalho é o que vai definir as relações sociais e consequentemente a educação escolar. Está o motivo pelo qual se dá a centralidade do trabalho na teoria sociológica, em outras palavras, a teoria sociológica estuda as relações sociais e estas são definidas pelo trabalho ou modelo de produção que o rege.
    A partir da década de 60, surge a “teoria do capital humano” e com isso a educação passa a ser entedia como decisiva para o desenvolvimento econômico. Temos então a ligação entre escola e trabalho.
    A educação dentro do sistema capitalista é vista como funcional, uma vez que, esta qualifica a mão-de-obra requerida pelas indústrias e empresas.
    Saviani, 1994, explicita essa relação entre trabalho e a escola de forma bastante precisa ao colocar que:
    “o trabalho foi, é e continuará sendo o principio educativo do sistema de ensino em seu conjunto. Determinou o seu surgimento sobre a base da escola primária, o seu desenvolvimento e diversificação e tende a determinar, no contexto das tecnologias avançadas, a sua unificação” (p. 163)
    Ainda na década de 90 o discurso dos empresários passou a se assemelhar ao dos educadores progressistas no que respeito à formação integral dos trabalhadores, entre outros. Vemos então que o que vai ditar os rumos da escola é o trabalho, ou seja, a forma de produção que prevalece em determinado período histórico.

  6. Jaqueline Cortez; Aline; Nicole disse:

    Capitalismo: A Educação para o trabalho?

    Discentes: Jaqueline Cortez;
    Aline;
    Nicole.

    A relação entre educação e trabalho é abordada de diferentes maneiras, iniciaremos este texto com um contexto histórico entre essas duas vertentes.
    A educação confunde suas origens com as origens do próprio homem. O homem quando nasce adapta a natureza as suas necessidades, agindo sobre ela. O ato do homem agir sobre a natureza é denominado trabalho. A vida do homem é determinado pelo modo como ele produz essa existência, pois para o homem existir ele deve estar sempre produzindo a sua própria existência, ou seja, agindo na natureza através do trabalho.
    Nos primórdios da sociedade o modo de produção era comum, não havia classes socias, tudo era coletivo. A educação se dava pela relação uns com os outros e com a natureza no próprio processo de trabalho.
    Em determinado momento o homem se fixa na terra e surge a propriedade privada e a divisão dos homens em classes, existia a classe ociosa, dona das terras e a classe que vivia do trabalho, mantendo a si e ao seu senhor. Neste período surge a escola, que em grego significa o lugar do ócio, que era voltado para as classes dominantes e para o restante da população a educação era o prórprio trabalho.
    Na idade média a forma econômica persiste com o modo de produção feudal. Existiam os dominantes (donos dos feudos) e os dominados, que eram o restante da população, tantos os que viviam no campo como os que viviam na cidade, dependiam do campo e da agricultura, a diferença da antiguidade esta que na idade média o trabalho era servil e não mais escravizado. A educação continua sendo frequentada apenas pela classe do ócio, existiam escolas paroquiais, catedraliticas e monacais, todas com atividades consideradas nobres, para passar o tempo, sem relação com o trabalho, pois o ato de trabalhar era para as camadas mais baixas da população.
    No decorrer do tempo o artesanato presente nas cidades se fortaleceu, houve o crescimento da atividade mercantil, do comércio e do processo de troca, originaram as grandes cidades e com elas o burgês que foi acumulando riqueza, investindo na produção, foi nascendo as indústrias, tirando o foco do campo para as cidades.
    A época moderna se baseia na indústria e na cidade, tornando o campo subordinado a cidade, sendo o modo de produção vigente o capitalista. As classes sociais tiveram o rompimento da estatificação e a sociedade passa a ser organizada por um contrato social e não mais por laços naturais de sangue. A escola é generalizada, cria-se um vínculo entre a escola e os padrões urbanos, a educação passa a ter função de formar o cidadão, prepará-lo para a vida na cidade, a forma escolar passa a ser a forma dominante de educação, sendo as duas ate confundidas, quando falamos em escola já se subentende educação, mas quando o caso se inverte surgem denominações como educação não escolar, educação não formal entre outros. O reflexo disso é que hoje a escola tem que assumir todas as funções educativas que antes algumas delas eram desenvolvidas fora da escola, pela família, por exemplo.
    Na década de 60 com a teoria do capital humano a “[...] educação passou a ser entendida como algo não meramente ornamental, mas decisivo para o desenvolvimento econômico.” (SAVIANI, p.151), formando assim uma estreita ligação entre educação e trabalho. Os críticos dessa teoria colocam a educação nesse período como qualidade de mão de obra.
    Saviani (1994) destaca a contradição que existe atualmente na sociedade em relação a educação. De um lado afirma-se que a forma escolar é dominante e é ela que define a educação, em contrapartida outra corrente afirma que educa-se através de múltiplas organizações como sindicatos, partidos, associações, entre outros, sendo a escola apenas uma forma de se educar, mas não a principal.
    Esse paradoxo pode ser disticutido de várias formas, neste presente trabalho focaremos a questão de classe social, já que a partir do momento que surge a divisão dos homens por classes sociais, inicia o antagonismo, uma classe sempre explora outra, influênciando na educação e no papel da escola que é voltado para os interesses das classes dominantes.
    No capitalismo a escola que visa a formação intelectual são para as elites, a escola para as massas são restritas a habilitações profissionais, este modelo foi questionado pela burguesia que lutava por uma escola universal, gratuita e obrigatória, iniciando o debate sobre a importância de uma escola ser universalizada, o autor coloca que essa contradição não acabará, pois ela é reinvindicada pelas massas trabalhadoras, mas as camadas dominantes relutam em expandi-la.
    O saber é forma produtiva, é um meio de produção. Estes são propriedade privada da classe dominante, portante o saber é propriedade privada da elite, se o saber se generaliza, passa a ser apropriado por todos, contrariando as ideias capitalistas, pois o trabalhador só deve deter a força do trabalho.
    A classe trabalhadora hoje compreende a totalidade dos assalariados, ela é formada por homens e mulheres que vendem a sua força de trabalho, não se restringindo aos trabalhadores manuais diretos, mas também a totalidade do trabalho social, a totalidade do trabalho coletivo que vende sua força de trabalho como mercadoria em troca de salário.
    Alguns acreditam que a classe trabalhadora possa a vir desaparecer, outros acreditam que não, que ela só esta em transformação, devido principalmente a internacionalização do capital. A classe trabalhadora se diferencia da do século passado, ela é mais ampla que o proletariado industrial produtivo, ela tem uma conformação mais fragmentada, mais heterogênea e é mais complexificada.
    Desde sua origem o modo capitalista de produção implica um envolvimento do operário, ou seja, formas de captura da subjetividade operária pelo capital, ou mais precisamente da sua “subsunção” à lógica do capital. O que muda é que a forma de implicação do elemento subjetivo na produção do capital, no taylorismo/fordismo, ainda era meramente formal e com o toyotismo tende a ser real, com o capital buscando capturar a subjetividade operária de modo integral.
    No taylorismo e no fordismo a “racionalização total” era meramente formal, pois na linha de montagem as operações produtivas reduziam-se ao “aspecto físico maquinal”. O fordismo propunha uma “racionalização inconclusa”, porque apesar de instaurar uma sociedade “racionalizada”, não conseguiu incorporar à racionalidade capitalista na produção as variáveis psicológicas do comportamento operário, que o toyotismo procura desenvolver por meio dos mecanismos de comprometimento operários, que aprimoram o controle do capital na dimensão subjetiva. O toyotismo não possui a pretensão de instaurar uma sociedade “racionalizada”, mas sim uma “fábrica racionalizada”.
    No toyotismo a alienação do trabalho encontra-se preservada, pois apesar de o operário da fábrica ter uma maior participação nos projetos que nascem das discussões dos círculos de controle de qualidade, com maior envolvimento dos trabalhadores, a subjetividade que então se manifesta encontra-se estranhada com relação ao que produz e para quem se produz.
    Quanto mais o sistema tecnológico da automação e das novas formas de organização do trabalho avança, mais a alienação tende em direção a limites absolutos. Várias formas de fetichizações e reitificações permeiam o mundo do trabalho, com repercussões enorme na vida fora do trabalho, na esfera da reprodução societal, na qual o consumo de mercadorias, materiais e imateriais, também está estruturado pelo capital.
    Mas apesar de o trabalho subordinar-se ao capital, não podemos esquecer que ele é um elemento vivo, em permanente mediação de forças, gerando conflitos e oposições ao outro pólo formador da unidade que é a relação e o processo social capitalista. (Antunes e Alves, 2004)
    Porém, dentro desse panorama, onde a força do trabalho dita as regras sociais, subordinada pelo capital, não se pode ignorar que a educação, é alterada para que mesmo fosse substituído o trabalho manual pelo maquinário, tende a necessidade de se obter mão de obra que precise operá-las, fazer manutenção. Para isso será importante que o operário tenha o mínimo de instrução e quanto mais for moderna, mais instrução. Ai o papel da Educação se bifurcou onde a formação geral, que visa o intelecto, em detrimento das escolas que lecionam o especifico para a produção.
    E com isso, dentro desse impasse, pois a escola de ensino específico (escola profissionalizante) não tem o olhar para o ensino geral e intelectual, mas que sirva somente para produção está sendo repensada, pois o ensino universal que era utópico, onde desenvolva o homem omniliteralmente, que ele se desenvolva em todas as suas potencialidades é um grande requisito para o setor de produção.
    Com base nos textos propostos Saviani (1994) e Antunes e Alves (2004) concluímos que o homem adapta a natureza as suas necessidades através do trabalho.
    No decorrer da história os modos de produção foram mudando conforme o desenvolvimento da sociedade, a educação sempre acompanhou essa evolução, e sempre serviu a seus interesses.
    Hoje o sistema elimina excessos de estoques e perdas e demanda um trabalhador ativo, criativo, multifuncional capaz de participar do processo de produção ao invés de ser um executor de ordens.

  7. Ângela Tonon, Andréa Ussem, Laura Pacifico, Luciana Capelli disse:

    Após as leituras realizadas assim como discussões acerca do tema “A Centralidade do Trabalho na Teoria Sociológica” concluimos que o trabalho do homem dificilmente será substituido pela máquina e novas tecnologias. Entendemos que as mudanças ocorridas, especialmente no último século, são decorrentes de um processo evolutivo, que a princípio trariam bem estar ao ser humano, que teria mais tempo para realizar atividades relacionadas ao lazer, inclusive, às suas relações pessoais!
    Com o avanço tecnológico relacionado ao trabalho, observamos que ao contrário do que possa parecer, isto é, mais tempo livre, o homem está trabalhando cada vez mais. Em outros termos, o homem além de trabalhar mais, agora também faz parte da própria engrenagem, sendo substituido quando não é mais “produtivo” – descartável!
    Ainda analisando a evolução do trabalho, concluimos que o mesmo apenas evoluiu para uma nova tendência, ou melhor, há novas necessidades no mercado de trabalho, o que reflete nas próprias necessidades de consumo.
    O que diz respeito à centralidade do trabalho observa-se que o mesmo encontra-se como peça fundamental para ratificar este período vivido atualmente, com novas exigências, novas formações, qualificação excessiva. Um exemplo utilizado e que ilustra muito bem esta evolução do trabalho, foi a necessidade de se ter a formação em curso do ensino médio para trabalhar em um banco renomado “Caixa Econômica Federal” – Hoje, é preciso o mesmo requisito para exercer esta função, porém a mesma, tornou-se uma opção não mais desejada como anteriormente, ou seja, deixou de ter status quo!
    A intituição financeira continua sendo a mesma, mas o homem, o seu desejo, mudou, pois esta deixou de ser uma carreira atrativa, especialmente para a classe média, que agora almeja novos postos de trabalho, com remuneração ainda mais altas.

  8. Andréia Tamashiro, Fernanda, Giselle e Ivanna disse:

    Discentes: Andréia Tamashiro, Fernanda Passarini Melo, Giselle Mara e Ivanna Rodrigues de Melo

    A Centralidade do Trabalho na Teoria Sociológica

    Após a leitura e discussão do texto “As mutações do mundo do trabalho na era da mundialização do capital”, de Ricardo Antunes e Giovanni Alves e do texto “O trabalho como princípio educativo frente as novas tecnologias” de Demerval Saviani, elaboramos uma síntese sobre a centralidade do trabalho dentro da Teoria Sociológica.
    Segundo os autores Antunes e Alves, encontramos uma classe trabalhadora mais fragmentada, heterogênea e diversificada. Os autores afirmam que “a classe trabalhadora hoje compreende a totalidade dos assalariados, homens e mulheres que vivem da venda da sua força de trabalho [...].” (ANTUNES; ALVES, 2004, p. 336).
    O autor Saviani (1994), afirma que a educação coincide com a existência humana, ou seja, não conseguimos separar quais são os órgãos da educação e quais são as origens do trabalho. Para ele, o trabalho sempre será o princípio educativo do sistema de ensino.
    Para a teoria sociológica o trabalho é o que diferencia o homem de todos os outros animais. Foi a partir do trabalho que os homens aprenderam a suprir suas necessidades, podendo então, sobreviver no ambiente em que vive. Segundo Saviani
    “O ato de agir sobre a natureza, adaptando-a às necessidades humanas, é o que conhecemos pelo nome de trabalho. Por isto podemos dizer que o trabalho define a essência humana. Portanto, o homem, para continuar existindo, precisa estar continuamente produzindo sua própria existência através do trabalho.” (SAVIANI, 1994, p. 152).
    Podemos inferir que o trabalho se tornou uma categoria que não pode ser excluída, não importa qual seja o sistema em que vivemos, não conseguimos mais sobreviver sem o trabalho. No sistema atual, o capitalista, existe um imenso avanço nas tecnologias, na mão de obra especializada, mas mesmo assim o trabalho humano não é dispensado, continua sendo parte fundamental para o sistema.
    Com a retenção do taylorismo e fordismo, os trabalhadores extremamente especializados em uma única função ficaram desempregados, pois foram substituídos por máquinas, por trabalhadores “polivalentes e multifuncionais” (ANTUNES; ALVES) da era toyotista, ou seja, foram substituídos por trabalhadores que podiam realizar varias funções, deixando o custo mais barato, pois ao invés de ter vários trabalhadores realizando várias funções, contratavam apenas um que fazia todas as funções necessárias. Isso acarretou no aumento do trabalho informal, uma maneira que os donos das fábricas, indústrias pensaram para ter uma forma de produção com renda maior e custo menor.
    Finalizando, percebemos que o trabalho que visa uma produção maior com gastos menores, deixando os trabalhadores em uma vida precária, acaba acarretando no estranhamento. Para os autores, para nós e para a teoria sociológica, o trabalho é essencial para a existência de qualquer sistema e essencial para a sobrevivência dos humanos.

    ANTUNES, Ricardo; ALVES, Giovanni. As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 25, n. 87, p. 335-351, maio/ago. 2004. Disponível em . Acesso em 02 Ago. 2010.

    SAVIANI, Demerval. O trabalho como princípio educativo frente às novas tecnologias. In: FERRETTI, Celso J. ET. AL. Tecnologias, trabalhos e educação: um debate multidisciplinar. 2ª ed. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 151-168.

  9. Jaqueline Guimarães - Mariana Puppo - Patricia Ribeiro disse:

    Mutações no mundo do trabalho

    A classe trabalhadora atual compreende homens e mulheres assalariados, que vivem da venda da sua força de trabalho e que não possuem os meios de produção. Mas ela vem presenciando um processo multiforme, cujas principais tendências são: a redução do proletariado industrial, fabril, tradicional, manual, estável e especializado, herdeiro da era da indústria verticalizada de tipo taylorista e fordista, por causa da reestruturação produtiva do capital, reduzindo fortemente o conjunto de trabalhadores estáveis com empregos formais; aumento do novo proletariado fabril e de serviços nas diversas modalidades de trabalho precarizado. São os terceirizados, subcontratados, part-time, sendo trabalhos informais e altos níveis de desemprego; aumento do trabalho feminino, mas com remuneração em media inferior em relação a o recebido pelo sexo oposto; expansão dos assalariados médios no “setor de serviços”, por causa da desindustrialização e privatização; crescente exclusão dos jovens, que acabam em trabalhos precários, ou desempregados; exclusão dos trabalhadores considerados “idosos” pelo capital, que aderem ao trabalho informal, aos desempregados, aos “trabalhos voluntários”; expansão do “Terceiro Setor” para compensar o trabalho desemprego estrutural, baseado no trabalho voluntário de caráter assistencialista, com o papel de dar funcionalidade ao sistema; expansão do trabalho em domicílio, com a expansão das formas de flexibilização e precarização do trabalho e com o avanço da horizontalização do capital produtivo; transnacionalização do capital e de seu sistema produtivo, processo de mundialização, mesclando sua dimensão local, regional, nacional, com a internacional, estratificando e fragmentando a classe trabalhadora.
    A classe trabalhadora, diante desta, perspectiva não é idêntica àquela existente no século passado, mas não desapareceu e nem perdeu o seu sentido estruturante.
    Nas condições de trabalho no regime capitalista, a alienação/estranhamento acontece no pólo mais intelectualizado da classe trabalhadora, com formas de fetichismo mais particularizadas, mais complexas, devido à maneira de “envolvimento” e interação entre trabalho vivo e maquinaria, e, no entanto, esta alienação/estranhamento é ainda mais intensa nos ramos precarizados da força humana de trabalho, que vivenciam sob condições de precarização desumanizadoras. Em resposta a esta situação, muitas são as manifestações de revolta contra os estranhamentos entre os que foram expulsos do mundo do trabalho e impedidos de ter uma vida dotada de algum sentido.
    Estamos vivendo um processo histórico de desintegração, quanto mais o sistema tecnológico da automação e das formas de organização do trabalho avança, mais a alienação tende em direção a limites absolutos.
    Esse contexto constrange ainda mais o afloramento de uma subjetividade autêntica, pois há um domínio do capital na vida fora do trabalho. A alienação e os novos fetichismos que permeiam o mundo do trabalho impedem a autodeterminação da personalidade e a multiplicidade de suas qualidades e atividades, pois a classe é transformada em “sujeito-objeto”, para a auto-afirmação e a reprodução de uma força estranhada.

    Dessa forma, o mundo do trabalho atual tem recusado os trabalhadores herdeiros da “cultura fordista”, fortemente especializados, que são substituídos pelo trabalhador “polivalente e multifuncional” da era toyotista. Muitos são os incluídos e excluídos para pertencerem ou não na classe trabalhadora. Compreender a classe trabalhadora hoje implica entender o conjunto de seres sociais que vivem da venda da sua força de trabalho por um salário, entendendo sua conformação mais fragmentada, mais heterogênea e mais complexificada. Por fim, entender as novas relações de trabalho requer entender que por mais que a tecnologia avance no sentido de substituição da mão-de-obra, o caráter estruturante da classe trabalhadora se modifica, mas não perde a sua essência.

  10. Jessica; Nayara; Taciana disse:

    A Centralidade do Trabalho na Teoria Sociológica

    Diferente do que algumas teses defendem, a classe trabalhadora do século XXI, não esta a ponto de ser extinta, tão pouco o fim do trabalho esta próximo. Na realidade, o que vem ocorrendo são mudanças no mundo do trabalho, onde, por conseguinte, a classe trabalhadora de hoje, está cada vez mais fragmentada, mais heterogênea e mais diversificada.
    Para se compreender a nova forma de ser do trabalho, é preciso partir de uma concepção ampliada desta categoria, abrangendo “a totalidade dos assalariados, homens e mulheres que vivem da venda da sua força de trabalho”. (ANTUNES, 2004, p. 336). Ou seja, não se deve restringir apenas aos trabalhadores manuais diretos, reduzidos a partir da reestruturação produtiva do capital, mas compreender também os trabalhadores que vendem sua força de trabalho como mercadoria em troca de salário.
    A diferenciação humana é o trabalho, (é assim que o homem “humaniza-se”), porém tal categoria vem sofrendo inúmeras modificações no decorrer dos tempos, mas mesmo com todas as modificações ocorridas na classe trabalhadora, não podemos afirmar que ela está fadada ao fim. As transformações que ora ocorrem não superaram a produção, nem eliminaram o trabalho.
    Em toda a História da humanidade podemos notar as modificações das formas de trabalho no decorrer dos anos e como a classe trabalhadora também se modificou. A atividade humana embasada no trabalho e na acumulação de riquezas continua a existir, e o trabalho continua sendo o centro desse modo de produção e de qualquer outro. Concluímos que sem a existência do trabalho não há como existir qualquer sociedade humana.

    ANTUNES, Ricardo; ALVES, Giovanni. As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 25, n. 87, p. 335-351, maio/ago. 2004. Disponível em . Acesso em 02 Ago. 2010.

  11. Léia/Nathália Priscila disse:

    O trabalho é categoria fundante do ser humano, atividade vital que socializa e objetiva o homem, sendo portanto, um processo educativo, portanto, a divisão do trabalho é uma questão principal da educação. Na sociedade capitalista, o trabalho passa a ser uma necessidade de sobrevivência cujas relações se transformam e diante das quais o homem se torna cada vez mais estranhado, “vendendo sua força de trabalho como mercadoria em troca de salário”.(ANTUNES; ALVES, 2004).
    A divisão do trabalho surge com a sociedade de classes e a propriedade privada, deixando uma parcela da sociedade desprovida dos meios de produção de sua existência, dando origem ao trabalho assalariado.
    Com o desenvolvimento industrial/tecnológico surge também a necessidade de trabalhadores polivalentes, capazes da atender diversos setores fabris, tornando importante que a educação chegue à todas as classes sociais. Longe de ser uma educação que sirva para a emancipação do ser humano, o que se tornou disponível é uma educação centrada no mundo do trabalho para formar mão de obra compatível com as necessidades do mercado de trabalho.
    A expansão do capital resultou em mudanças na classe trabalhadora que, diante da instabilidade gerada pela reestruturação produtiva, aumento do trabalho precarizado e a terceirização da mão de obra se confronta com a redução do trabalho estável. Surgem a ONGs e o chamado Terceiro Setor, que não é a solução dos problemas, apenas um paliativo.
    Enquanto se desenvolve a sociedade do consumo, os trabalhadores se tornam cada vez mais alienados e estranhados ao seu trabalho e mesmo quando se propõe a participação e envolvimento dos trabalhadores no desenvolvimento do trabalho, o que se busca é uma melhor lucratividade em detrimento da valorização do trabalhador, “ampliando as formas modernas de fetichismo”. (ANTUNES; ALVES, 2004).
    Voltando ao princípio de que o trabalho educa, “a relação entre a divisão do trabalho e a educação e o ensino não é uma mera proximidade, nem tampouco uma simples consequência; é uma articulação profunda que explica com clareza os processos educativos e manifesta os pontos em que é necessário pressionar para conseguir sua transformação, conseguindo não só a emancipação social, mas também, e de forma muito especial, a emancipação humana”. (MARX; ENGELS, 2004).

    ANTUNES, Ricardo; ALVES, Giovanni. As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 25, n. 87, p. 335-351, maio/ago. 2004. Disponível em . Acesso em 02 Ago. 2010.

    MARX, Karl; ENGELS, Friedriich. Textos sobre Educação e Ensino. Tradução de Rubens Eduardo Frias. 4ª ed. – São Paulo: Centauro, 2004).

  12. Andréia Tamashiro, Fernanda, Giselle e Ivanna disse:

    Discentes: Andréia Tamashiro, Fernanda Melo, Giselle Mara e Ivanna Melo

    Módulo 2: “As modalidades históricas do processo de trabalho capitalista”

    Diferente dos modelos tecnológicos fordistas e tayloristas que partem do pressuposto de um trabalho linear, padronizado e repetitivo, as novas tecnologias demandam por uma nova modalidade alicerçada na integração e flexibilidade. Desse modo, se há uma mudança nas funções dos trabalhadores na sociedade, o processo de trabalho incide sobre diferentes combinações.
    Segundo Machado (1998), nessa perspectiva de que o processo de trabalho necessita acompanhar as novas transformações tecnológicas surge, também, no sistema capitalista empresas com o objetivo de desenvolver alta tecnologia e novos processos de produção de modo a acompanhar esse sistema, a atual revolução científica-cultural que se manifesta no campo da microeletrônica, avanços esses que constituem alavancas ao desenvolvimento de uma série de limites antes impostos ao homem tendo como objetivo sua utilização, de modo a intensificar cada vez mais o trabalho, para uma maior concentração de riquezas e, portanto, maior poder social.
    Dentro do padrão de tecnologia atual as características dos países periféricos como mão de obra e matérias primas abundantes e baratas perdem a importância. O novo padrão de tecnologia demanda uma nova linguagem, de instrumentos e estilos de organização relativamente comuns por todos os setores sendo o conhecimento, o aperfeiçoamento da experiência produtiva e o dos hábitos de trabalho fatores culminantes ao desenvolvimento das forças produtivas. Nesse sentido para o capital é imprescindível o aperfeiçoamento dos meios de produção incidindo em um aumento da produtividade.
    A autora afirma que se a mecanização da produção representava a substituição do trabalho braçal pela máquina, as novas tecnologias representam hoje novas possibilidades para a técnica maquinizada. Os novos instrumentos técnicos se caracterizam principalmente pela funcionalidade, pela alta flexibilidade de atender demandas de produtos diversificados sem riscos de alta obsolescência chamados de flexibilidade tecnológica. Essa que traduz em um crescimento produtivo do trabalho, redução de gastos e assim contribuindo no aumento da eficiência do conjunto da produção social.
    Esse novas demandas da tecnologia trazem, portanto, novos elementos a tendência contraditória do desenvolvimento do capitalismo, pois aumentam-se os gastos com capital constante e torna-se mais elevadas as despesas com o capital variável, tendo como consequência uma exigência maior quanto a qualificação da força de trabalho surgindo então a necessidade e desafios pertinentes ao aperfeiçoamento, ao domínio de novas especialidades e à mudança nas atividades nas quais aqueles que não aderirem a essas transformações são excluídos do sistema econômico vigente.
    As características cruciais que permeiam esse novo sistema tecnológico estão calcados no processamento rápido, intenso e confiável de informações de modo a garantir imediata resposta às demandas apresentadas no ambiente de trabalho. Nessa perspectiva para a realização desse sistema ágil cresce no campo tecnológico a possibilidade de prévia determinação, um exemplo disso é uma área de crescimento dentro das empresas: a programação.
    A programação, segundo Machado (1998), se caracteriza por um conhecimento teórico e prático que consiste na elaboração de projetos, na especificação do processo de execução, na transformação do processo de execução em programa, na preparação do relatório, na realização de teste e orientação do técnico quanto às regras para utilização. Após esses passos o técnico oferecerá a empresa uma manutenção preventiva.
    Nesse sentido o trabalhador, quando se depara com um novo sistema a ser operado com eficiência, precisa ser flexível e aberto a novas transformações. O novo conteúdo de trabalho exige menor força física e menor peso nas atividades diretas à produção, ou seja, a desmaterialização transpondo assim para uma maior força intelectual de modo a fazer com que o cérebro interaja com os equipamentos de modo que cada instrução de transforme em ação. Assim o trabalhador deve conhecer os significados dos símbolos, o domínio de linguagens tecnológicas permitindo a substituição do aprender fazer pelo aprender a aprender, ou seja, a política das qualificações.
    Na relação entre educação e trabalho Kuenzer (2002) afirma que o modo de produção capitalista proporciona uma exclusão includente e uma inclusão excludente. Na exclusão includente o trabalhador é excluído do mercado de trabalho e reintegrado por meio de terceirização ou trabalho informal, com isso ele perde direitos e passa a trabalhar em condições precárias. Já a inclusão excludente é a tentativa de minimizar a precarização cultural melhorando as estatísticas educacionais de maneira distorcida, é a criação de uma força de trabalho de acordo com suas necessidades.
    Assis (1998) afirma que as teses de qualificação de trabalho seguem duas vertentes, alguns autores afirmam que no futuro ocorrerá a desqualificação do trabalho, já a segunda vertente afirma que haverá uma popularização das qualificações, assim teremos um número restrito de postos de trabalhos de altos níveis e um grande número de trabalhos desqualificados. No entanto, se tem observado que as novas tecnologias tem se feito acompanhar de qualificação mais elevada da força de trabalho, implicando no reposicionamento da educação e na formação profissional, para que essas possam atender as demandas mais especializadas do setor produtivo.
    Em suma conclui-se que o papel da tecnologia da informação tem se tornado primordial ao sistema devendo ser também propulsora à integração de pautas de reinvindicações por sociedades mais justas, ou seja, não somente desenvolver a tecnologia para produzir melhor como também com o intuito de produzir novas soluções tecnológicas que se adequem às necessidades da sociedade em geral.

    MACHADO, Lucília Regina de S. A educação e os desafios das novas tecnologias. IN: FRIGOTTO, Gaudêncio. (Org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 1. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 169-188.

    KUENZER, Acacia Zeneida. Exclusão includente, inclusão excludente. In: LOMBARDI, José Claudinei; SAVIANI, Demerval; SANFELICE, José Luís. (Org.). Capitalismo, trabalho e educação. 1. ed. São Paulo: Autores Associados, 2002, p. 77-95.

    ASSIS, Marisa de. A educação e a formação profissional na encruzilhada das velhas e novas tecnologias. In: FRIGOTTO, Gaudêncio. (Org.). Educação e crise de trabalho: perspectivas de final de século. 1. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 189-203.

  13. Andréia Tamashiro, Fernanda, Giselle e Ivanna disse:

    Professor, como o senhor não avisou nada a respeito do texto da aula passada, e não abriu um tópico novo para postar o texto do módulo 2, postei aqui mesmo o do meu grupo. Se depois tiver que postar em outro tópico, eu posto, mas é só para garantir que fizemos no prazo.
    Abraços, Fernanda

  14. Jaqueline Guimarães, Mariana Puppo e Patricia Ribeiro disse:

    Módulo 2: “As modalidades históricas do processo de trabalho capitalista”

    Trabalho, tecnologias e educação

    O processo de trabalho, mediando relações entre capital e trabalho, tem transformado a ciência em força produtiva direta e especifica de investimento produtivo capitalista. Este avanço tecnológico não garante uma sociedade sem pobreza, pois é modelado pelas classes dominantes e configura uma agregação de interesses políticos – econômicos, um poder social.
    A desigualdade no plano de divisão internacional do trabalho acentua-se com o desenvolvimento da crise do capitalismo, devido à mudança de padrões tecnológicos que provoca saltos qualitativos no capitalismo. Um processo restritivo, heterogêneo e não coetâneo.
    Os instrumentos de trabalho constituem a espinha dorsal de toda a produção e crescem em importância com a atual revolução científica – técnica. Para o capital é muito importante o aperfeiçoamento dos meios de produção para o aumento da produtividade. Políticas para este aperfeiçoamento visam alternativas para perdas das propriedades técnicas produtivas e seu desgaste físico e desatualização.
    O processo de trabalho baseada na automação, estabelece princípios utilizado pela organização clássica anterior, como a implementação do fluxo continuo da produção. Este modelo fordista mostra-se ainda presente e adequado em muitos objetivos produtivos, mas tem sido ameaçado pelos seus próprios limites.
    As inovações organizacionais subvertem este modelo de trabalho autoritário, trazem formas mais participativas, integradas, grupais e democráticas.
    Por pressão da concorrência, as empresas buscam uma produção mais qualitativamente diferenciada. Procuram sair das crises através da renovação do capital fixo; diminuindo estoques, tempo de produção e comercialização; atender mercados distintos e montar uma organização mais leve e ágil.
    À medida que a concorrência no mercado capitalista aumenta surge a disputa também por informações, conhecimentos, investigações científicas e tecnológicas a fim de apropriá-las como forma de domínio. Desse modo a necessidade por informações também se reflete na força de trabalho, na necessidade de aperfeiçoamento profissional, de qualificações, de especializações entre outros “chamados” à busca ao conhecimento.
    A força física do trabalhador vem sendo substituída pela necessidade de aprimoramento de conhecimentos, muitos produzidos pelos próprios trabalhadores e codificado pelas máquinas. O homem agora passa a usar a tecnologia para superação e melhoria do seu trabalho, como é o caso de programas de computadores, softwares, introduzindo um novo objeto simbólico ao trabalho.
    Nesse momento, a relevância entra na capacidade intelectual, na capacidade de aprender a usar a tecnologia para trabalhar, é o momento de inovações. Os requisitos se revelam na competência em analisar gráficos, painéis, em possuir habilidades para operar os programas, enfim, é o saber intelectual que restringe a seleção revelando uma nova maneira de trabalhar a informação através do raciocínio ágil e lógico.
    Outra novidade é o trabalho em grupo, em equipe, flexibilidade, interação, participação e uma perda de importância de categorias fixas de trabalho. É preciso se tornar polivalente e ser capaz de se adequar as necessidades e mudanças tanto de trabalho quanto de mercado. A tendência a essa nova necessidade revela uma definição de estar sempre preparado e disposto a aprender.
    Nessa perspectiva da informação e do conhecimento acentua-se a reprodução da desigualdade social, pois agora a determinante passa a ser a capacidade e possibilidade de obter o domínio do conhecimento.
    A educação se torna necessária e imprescindível na preparação e desenvolvimento das habilidades gerais e especificas, dando base ao individuo para prosseguir e obter cada vez mais conhecimentos científicos e tecnológicos que o façam despertar para a consciência, não só da sua responsabilidade com o trabalho, mas também a responsabilidade social e como sujeito que atua e transforma a sociedade como um todo.

  15. Aline, Nicole e Jaqueline c. disse:

    Discentes: Aline, Nicole e Jaqueline Cortez

    Exclusão Includente e Inclusão Excludente

    O regime de acumulação ao aprofundar as diferenças de classe aprofunda a dualidade como expressão, a partir destas considerações fica claro que devemos buscar o novo papel atribuído ao Estado neoliberal no que diz respeito à educação em suas relações com o trabalho.
    A pedagogia toyotista se apropria de concepções elaboradas de concepções elaboradas pela pedagogia socialista. Essa apropriação tem levados muitos a imaginar que as políticas e propostas pedagógicas passaram a contemplar aos que vivem do trabalho do ponto de vista da democratização.
    A escola sempre esteve e esta vinculada as ideologias, pois ela forma os que irão comandar e os que serão comandados, por isso o conhecimento científico e o saber prático são distribuídos desigualmente, contribuindo ainda mais para aumentar a alienação dos trabalhadores.
    A escola é a materialização dessa divisão. Não é por coincidência que a classe que detém o poder é a que possui também os instrumentos para a elaboração do conhecimento. A escola reproduz esta fragmentação através de seus conteúdos, métodos e formas de organização e gestão.
    Não podemos esquecer que no âmbito da pedagogia toyotista as capacidades mudam e são chamadas de competências, fala-se em desenvolvimento de competências. Ao invés de habilidades psicofísicas, fala-se em desenvolvimento de competências cognitivas complexas, mas sempre com objetivo de atender às exigências do processo de valorização do capital.
    O trabalho dos profissionais da educação deve ser fundamentado em uma pedagogia emancipatória que tenha como objetivo superar a contradição entre capital e trabalho. Caso contrário, pode simplesmente vir a corresponder a substituição do trabalhador especializado do taylorismo/fordismo pelo trabalhador multitarefa.
    A finalidade do trabalho pedagógico articulado ao processo de trabalho capitalista é o disciplinamento para a vida social e produtiva, em conformidade com as especificidades que os processos de produção, em decorrência do desenvolvimento das forças produtivas, vão assumindo.
    O trabalho pedagógico fragmentado respondeu e continua respondendo, ao longo dos anos, às demandas de disciplinamento do mundo do trabalho capitalista, organizado e gerido segundo os princípios do taylorismo/fordismo, em três dimensões: técnica, política e comportamental.
    A partir de 1990 com a globalização da economia, com a reestruturação produtiva e com as novas formas de relação entre Estado e sociedade civil a partir do neoliberalismo, mudam radicalmente as demandas de disciplinamento, e, em decorrência, as demandas que o capitalismo faz à escola.
    Nesta nova forma de realização, exigem a educação de trabalhadores de novo tipo e, em decorrência disso uma nova pedagogia. Da mesma forma, os métodos flexíveis de organização e gestão de trabalho, não só exigem novas competências, como também invadem a escola com os novos princípios do toyotismo. No que tange à nova pedagogia, ela encontra sua melhor expressão na pedagogia das competências.
    O trabalho pedagógico nessa pedagogia decorre principalmente no princípio da flexibilidade como condição para a produção segundo a demanda. Visa formar trabalhadores e pessoas com comportamentos flexíveis, de modo que se adaptem, com rapidez e eficiência, a situações novas, bem como criem respostas para situações imprevistas.
    A formação dos chamados trabalhadores flexíveis mostra que, embora presente no discurso a recomposição da unidade, nunca estiveram tão distantes da prática o poder de decidir, de criar ciência e tecnologia, de intervir em processos cada vez mais centralizados, tecnológica e gerencialmente. Pelo contrário o trabalho da maioria está cada vez mais desqualificado, intensificado e precarizado, como resultado do novo regime de acumulação.
    A divisão entre os que possuem os méis de produção e os que vendem sua força de trabalho cada vez mais se acentua na acumulação flexível.
    A unitariedade como um dos objetivos do toyotismo no trabalho e na educação, acentua cada vez mais a separação entre trabalhadores e dirigentes, entre trabalho intelectual e trabalho instrumental.
    É importante salientar que através dos processos de inclusão excludente, a educação escolar e não escolar se articula dialeticamente aos processos de exclusão includente existentes no mundo do trabalho, fornecendo ao cliente – o capital- a força de trabalho disciplinada técnica e socialmente na medida das suas necessidades, como reza a boa cartilha do toyotismo.
    As novas tecnologias postas na sociedade cobram uma nova formação, profissionais flexíveis e polivalentes, neste contexto a educação ganha uma nova dimensão, pois é através dela que as novas capacidades e habilidades serão desenvolvidas, surgindo uma nova relação entre educação e trabalho, se antes formavam-se as habilidades manuais, hoje a formação é voltada para os conhecimentos gerais teóricos e conceituais, tendo a educação um papel ativo e estimulador .

  16. Jaqueline Cortez; Aline; Nicole disse:

    A educação como condição para o trabalho

    Com as transformações ocorridas na sociedade o perfil do trabalhador exigido pelo mercado é outro, a necessidade é de um trabalhador reflexivo, polivalente e que saiba manusear as novas tecnologias que estão sendo introduzidas no processo de produção, e marcam as mudanças no processo de trabalho.
    As tecnologias são o suporte para esta mudança, pois devido ao seu status/ poder social, vem ganhando espaço e se transformando numa área de investimentos do capital, que longe de democratizar os processos de produção volta-se para a intensificação do trabalho e concentração da riqueza.
    Outro fator importante é que com o uso das tecnologias a divisão do trabalho sofre uma diluição, uma vez que as tarefas específicas que caracterizavam os meios de produção fordista/taylorista deixam de existir, transformando a maneira pelo qual o processo de trabalho é desenvolvido.
    Os instrumentos de trabalho ganham uma singular importância pois apesar de não produzir mais-valia constituem-se numa das condições essenciais para o aumento da produção. Assim faz-se uso de diversas tecnologias que tem a capacidade de múltiplas combinações para que não fiquem obsoletas tão rápido, essa característica chamada flexibilização tecnológica traz a funcionalidade como fator marcante no novo processo de trabalho.
    Essa nova forma de conduzir o processo de produção padroniza as atividades resultando num declínio da criatividade e imaginação dos trabalhadores, nessa nova realidade é a máquina que executa a função anteriormente pertencente ao operário, exigindo flexibilidade deste para lidar com uma variedade de funções que antes não realizava, pois a parcelarização do trabalho não é mais primordial devido às tecnologias terem sido incorporadas na produção.
    A informação ganha destacada importância e passa a ser demandada do trabalhador um maior nível de abstrações, para trabalhar com a máquina não basta uma educação do “aprender a fazer” mas sim a filosofia do “aprender a aprender”, enfatizando a força do grupo e a fidelização a empresa.
    O que tem gerado muitas discussões é se essa maior qualificação do coletivo traz benefícios aos indivíduos isoladamente, pois apesar do grande desenvolvimento no sentido de inovar os processos de produção, este mesmo desenvolvimento não chega ao sistema educacional com tanto êxito. Para adequar a escola a essa nova realidade a politecnia seria uma forma de equilibrar a dualidade formação geral X formação técnica, colocando a categoria trabalho como central, possibilitando a aproximação com a práxis social.
    A formação dos chamados trabalhadores flexíveis mostra que, embora presente no discurso a recomposição da unidade, nunca estiveram tão distantes da prática o poder de decidir, de criar ciência e tecnologia, de intervir em processos cada vez mais centralizados, tecnológica e gerencialmente. Pelo contrário o trabalho da maioria está cada vez mais desqualificado, intensificado e precarizado, como resultado do novo regime de acumulação
    É importante salientar que através dos processos de inclusão excludente, a educação escolar e não escolar se articula dialeticamente aos processos de exclusão includente existentes no mundo do trabalho, fornecendo ao cliente – o capital- a força de trabalho disciplinada técnica e socialmente na medida das suas necessidades, como reza a boa cartilha do toyotismo.

    MACHADO, Lucília Regina de S. A educação e os desafios das novas tecnologias. IN: FRIGOTTO, Gaudêncio. (Org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 1. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 169-188.
    KUENZER, Acacia Zeneida. Exclusão includente, inclusão excludente. In: LOMBARDI, José Claudinei; SAVIANI, Demerval; SANFELICE, José Luís. (Org.). Capitalismo, trabalho e educação. 1. ed. São Paulo: Autores Associados, 2002, p. 77-95.
    ASSIS, Marisa de. A educação e a formação profissional na encruzilhada das velhas e novas tecnologias. In: FRIGOTTO, Gaudêncio. (Org.). Educação e crise de trabalho: perspectivas de final de século. 1. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 189-203.

  17. Nathália P., Léia disse:

    As modalidades históricas do processo capitalista

    O trabalho repetitivo e padronizado que caracterizava os modelos de produção taylorista e fordista já não serve para nossa atual sociedade tão dinâmica que preza pela flexibilidade dos trabalhadores. Não basta apenas saber apertar o botão tem que saber montá-lo também!
    O desenvolvimento da tecnologia é estimulado pela necessidade da produção material, esta tecnologia que para o homem constituiria sua libertação dos limites impostos pela natureza e por sua condição física, acaba sendo utilizada para intensificar o trabalho e concentrar riquezas, já que a maioria da população não tem acesso a ela, assim constitui-se um novo poder social.
    A mudança de um modelo fordista-taylorista para um modelo flexível não se dá de forma linear, podemos encontrar estes modelos operando em uma mesma empresa, pois apesar de serem lógicas organizacionais diferenciadas elas atendem à lógica da acumulação.
    Diante dessas mudanças no modo de produção o trabalhador tem que ter uma formação geral que lhe confira uma formação politécnica o que pressupõe uma formação ampla, integrada, flexível e critica, o que requer um sistema de ensino compatível com as novas exigências da sociedade.

  18. Adriele Barbosa, Ângela Tonon, Luciana Capelli e Melina Fernandes disse:

    A EDUCAÇÃO E OS DESAFIOS DAS NOVAS TECNOLOGIAS

    Acompanhando a evolução tecnológica é visto que a educação assume um novo papel na sociedade contemporânea.
    Qual papel seria este?
    Esta é a pergunta que permeia a rotina de todos os profissionais envolvidos com a educação e também a sociedade.
    Diante desta questão e por meio da leitura de textos dirigidos e também filmes que retratavam o assunto, concluímos que a função da educação seria formar cidadãos autônomos, no entanto, verificamos que na prática escolar formam-se indivíduos dependentes. Dependentes da tecnologia, de seus brinquedos eletrônicos, controle remoto, calculadoras eletrônicas, entre muitos outros produtos, o que resulta consequentemente, em um distanciamento nas relações entre os indivíduos.
    De posse destas novas ferramentas, cabe ao professor utilizá-las a favor da educação enquanto mediador de seu trabalho, algo que possa complementar a sua prática pedagógica, afinal de contas o mundo inteiro está acessível em nossos computadores.

  19. Natiele C. da SIlva, Paula G. Ribeiro e Silmara A. de Carvalho disse:

    As modalidades históricas do processo de trabalho capitalista

    Quando ocorre tranformações nas funções dos trabalhadores, ocorre também mudanças que irão incidir sobres as relações sociais do processo de trabalho capitalista.
    O desenvolvimento progressivo é estimulado ela necessidade de produção material, oqe torna a produção um processo tecnológico. E vai ser a atividade de conhecimento (presente no processo de trabalho) que vai mediar as relações do trabalho e do capital.
    Na nova forma de organização do trabalho (a sistemofatura) temos a necessidade de um trabalhador flexivel que consiga desempenhar as mais diversas funçoes. Não há mais especialistas em determinadas funçẽs, pelo contrário o trabalhador sabe um pouco de tudo e nada ao mesmo tempo.
    Ao contrário das modalidades do processo de trabalho fordista e teylorista que se prendiam na produção de massa, o atual modelo de produção, exige um capital circulante e a redução de custos de forma que as novas tecnologias tem sido elaboradas para este fim.
    As práticas inscritas no modo de produção capitalista aumentam cada vez mais a separação entre trabalhadores e dirigentes, entre trabalho intelectual e trabalho instrumental, mesmo que o discurso aponte a união como um dos objetivos do toyotismo no trabalho e na educação.
    De acordo com estudos o processo que esta em curso pode ser denominado como “exclusão includente”. Há várias estratégias para excluir o trabalhador do mercado formal, em que tinha direitos assegurados e condições de trabalho e, ao mesmo tempo, são colocadas estratégias de inclusão no mundo do trabalho, mas sob condições precárias. Trabalhadores então são desempregados e reempregados com salários mais baixos, mesmo com carteira assinada, ou então reintegram ao trabalho em empresas terceirizadas prestando os mesmo serviços o serviços na informalidade.
    Na “inclusão excludente” são as estratégias de inclusão nos diversos níveis e modalidades da educação escolar aos quais não correspondam aos necessários padrões de qualidade que permitem a formação de identidades autônomas intelectual e eticamente.
    Através do processos de inclusão excludente, a educação escolar e não escolar se articula dialeticamente aos processos de exclusão includente existentes no mundo de trabalho fornecendo o capital e a força de trabalho.
    As discussões sobre educação e as novas tecnologias não se encerraram, visto que ainda está ocorrendo a transição dos paradigmas tradicionais para as novas.
    Muitos estudiosos ainda não sabem o resultado dessa modernização sobre o trabalho e estão longe de chegar a um consenso. Alguns acreditam que o emprego irá diminuir, outros pensam que apesar de algumas categorias serem destruídas, haverá a compensação pela criação de postos de trabalhos em outros setores.
    De acordo com pesquisas, o nível de qualificação de mão-de-obra crescerá com a implantação das novas tecnologias, a prioridade será de aptidões cognitivas e conhecimentos teóricos, deixando em segundo plano habilidades manuais que são fundamentais ao trabalhador tradicional. Dessa forma haverá também uma valorização da educação, visto que somente a escola poderá preparar o trabalhador para as novas capacidades intelectuais que serão exigidas pelas Nts.

  20. Amanda Seno; Jhanaína; Nathalya Tukamoto; Sabrina disse:

    Amanda de Haro Seno
    Jhanaina Ruedo de Almeida
    Nathalya Tukamoto Silva
    Sabrina Marques Alves

    As modalidades históricas do processo de trabalho capitalista

    O processo de trabalho capitalista se transforma proporcionalmente às demandas que surgem no sistema de novas formas de produção para que o mesmo se mantenha vigente.
    Os meios de produção são, conforme Machado, capazes de demarcar e distinguir épocas históricas já que indicam o nível de desenvolvimento social alcançado pela sociedade em determinado contexto. Quando são feitas transformações nas formas de trabalho acontecem também, segundo Machado, um conjunto de mudanças que acabam por interferir nas combinações, relações sociais do processo de trabalho.
    A mudança que destacaremos aqui é a educacional, que acompanha todas as transformações do mundo do trabalho, uma vez que, é aquela que diretamente forma a mão-de-obra necessária.
    Conforme Machado, as necessidades de produção material convertem a produção em um processo tecnológico. Para acompanhar as novas necessidades da sociedade, atender a demanda e produzir lucros maiores e mais rapidamente as empresas tem cada vez mais investido em novas tecnologias e em novos processos de produção.
    O investimento em tecnologias, entretanto, não garante que toda a sociedade terá acesso a estes avanços, pois isso depende das relações sociais que são estabelecidas a cada mudança ocorrida na divisão do trabalho pelas novas formas de produção. Quanto mais tecnologicamente se desenvolve os meios de produção maior a desigualdade na divisão do trabalho. Agora existem os especialistas, os técnicos, os trabalhadores efetivos, os terceirizados, que atuam nas indústrias e na prestação de serviços, ou seja, o trabalho está cada vez mais fragmentado e trabalhador é desvalorizado. Em outras palavras, seja em uma metalúrgica, em um supermercado ou em uma empresa de telefonia o sistema age da mesma forma sem distinção qualquer, uma vez que seu objetivo maior é a concentração da riqueza produzida nas mãos de uma pequena parcela da sociedade à custa da intensificação do trabalho para a grande parcela restante.
    Quando se investe em tecnologias o capitalista pode diminuir a força de trabalho, ou o investimento na formação dos trabalhadores na mesma proporção em que aumenta a produtividade. Daí a razão pelo qual nem todos os trabalhadores tenham acesso àquilo que produzem direta ou indiretamente. Um só operário dentro de uma fábrica pode comandar dez funções diferentes e assim, passa a valer por dez operários, além disso, não é mais necessário que ele passe anos em um curso para que possa trabalhar, para isso basta que ele leia um manual ou faça um cursinho rápido desenvolvido por um número pequeno, e muito melhor remunerados de especialistas. É essa diversidade de competências do trabalhador das novas formas de produção que o diferencia do trabalhador taylorista-fordista que executava apenas uma função para o qual era formado especialista, ganhava mais e produzia menos. Resumindo, segundo Machado, as inovações tecnológicas permitiram o crescimento da produtividade e favoreceram a redução dos gastos com salários, o trabalhador não mais se reconhece em seu trabalho, isso é o que chamamos estranhamento.
    Nesse novo contexto da produção, segundo Machado, as empresas passam a buscar formas de reduzir os custos de capital e as necessidades de capital circulante diminuindo os estoques, encurtando o tempo gasto com a fabricação e a comercialização, melhorando a qualidade da produção, tudo isso pautado na flexibilidade para atender a mercados distintos e se organizar de modo a agilizar respostas às necessidades emergentes.

    Para essa nova organização do trabalho é necessária uma nova forma de formação do trabalhador. Se torna necessário a existência de uma nova coletividade de trabalhadores que ao mesmo tempo em que são qualificados no sentido de serem polivalentes, de fácil deslocamento de função e tudo o mais, sejam desqualificados no sentido de não possuírem o conhecimento total sobre a função que exercem. Dessa forma a categoria trabalho se torna dual e passa a se dividir em: trabalho manual e trabalho intelectual o que passa a ser um dos argumentos para a necessidade da divisão do trabalho – ou você forma o indivíduo para pensar ou para executar e é aí que entra a necessidade de diversas modalidades de ensino no meio educacional.
    A partir do que foi colocado acima os sistemas educacionais passam a ter que formar o trabalhador intelectual e o trabalhador manual que por sua vez se dividem em especialistas, técnicos, trabalhadores efetivos, terceirizados, entre outros. Então a educação se afasta da responsabilidade de formação humana e passa a reproduzir dentro de suas instituições as condições para auxiliar o sistema capitalista na sua manutenção, ou seja, passa a ajustar a cultura e as ideologias que lá dentro circulam, bem como as relações sociais nela existentes, de acordo com condutas e ideologias demandadas pelo sistema em cada contexto.
    Para o contexto atual, de flexibilidade na produção, é necessário formar o trabalhador motivado, criativo, curioso que busque soluções para seus problemas e que busque aprender; que seja também cooperativo, responsável, organizado e tenha, acima de tudo, disciplina e assiduidade, ou seja, que tenha comprometimento total com a “sua” empresa e seu trabalho. Para atender a demanda de formação desse novo trabalhador, basta que a escola o forme para resolver problemas, dar soluções e executar sua função mecanicamente, sem pensar nem refletir já que isso demanda tempo, o que interfere diretamente na produtividade.
    Inserida no contexto da flexibilidade e da fragmentação do saber teórico da práxis, segundo Kuenzer, a escola expressa e reproduz isso através de seus conteúdos, métodos e formas de organização.
    Ao exigir do trabalhador competências e não conhecimentos específicos o sistema esvazia sua atividade (seu trabalho), reduz as necessidades de qualificação e intensifica o uso da sua força de trabalho uma vez que ele exerce mais funções, explorando-o mais. Sendo assim, podemos perceber que o trabalho pedagógico sempre estará articulando ao processo de trabalho capitalista, objetivando, segundo Kuenzer, disciplinar as pessoas para a vida social e produtiva, em conformidade com as especificidades que o processo de produção, em decorrência do desenvolvimento das forças produtivas, vai assumindo. Em outras palavras, não é mais necessário formar mão-de-obra excedente com determinadas competências para tarefas especificas, mas, trabalhadores com comportamentos flexíveis que se adaptam a novas situações e imprevistos, ou seja, como dito anteriormente, um trabalhador polivalente que saiba executar várias funções usando os conhecimentos necessários embora sem compreender e dominar o conhecimento da totalidade de seu trabalho, em outras palavras, basta que ele tenha raciocínio lógico, técnicas, responsabilidade, entre outros, não há a necessidade de que ele seja reflexivo e critico.
    Para concluir dizemos que o processo de trabalho capitalista se transforma e sempre irá se transformar quando houver riscos ao sistema e isso for demando para sua manutenção. Com sua transformação todo o contexto social se transforma já que as relações sociais se orientam conforme as relações de trabalho. Sendo assim, as modalidades do processo de trabalho capitalista são históricas uma vez que são determinantes para caracterizar a sociedade do contexto a que pertence.

  21. Amanda Seno; Jhanaína; Nathalya Tukamoto; Sabrina disse:

    Referência do texto acima, havia me esquecido.
    MACHADO, Lucília Regina de S. A educação e os desafios das novas tecnologias. IN: FRIGOTTO, Gaudêncio. (Org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 1. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 169-188.
    KUENZER, Acacia Zeneida. Exclusão includente, inclusão excludente. In: LOMBARDI, José Claudinei; SAVIANI, Demerval; SANFELICE, José Luís. (Org.). Capitalismo, trabalho e educação. 1. ed. São Paulo: Autores Associados, 2002, p. 77-95.
    ASSIS, Marisa de. A educação e a formação profissional na encruzilhada das velhas e novas tecnologias. In: FRIGOTTO, Gaudêncio. (Org.). Educação e crise de trabalho: perspectivas de final de século. 1. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 189-203.

  22. Amanda Sanches, Nathália Latorre, Valéria Bertassi disse:

    Resumo Texto: As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital

    O texto de Ricardo Antunes e Giovanni Alves – As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital – faz uma ampla análise das principais transformações do mundo do trabalho tendo como a idéia que centraliza o texto e norteia toda a discussão, a compreensão de como é e quem integra hoje em dia a classe trabalhadora.
    Para tanto os autores enumeram o que acabam por denominar de tendências das transformações desse mundo do trabalho afirmando então que “a classe trabalhadora hoje compreende a totalidade dos assalariados, homens e mulheres que vivem da venda da sua força de trabalho” acrescentando que também fazem parte desses integrantes os “despossuídos dos meios de produção.”

    Texto: Há 21 anos “educação e trabalho” transformou-se em “trabalho e educação”: da construção da identidade marxista aos desafios da década de 90 pelo GTTE da Anped.

    O texto fala sobre a construção do GTTE e as mudanças e influências que estes sofreram com o passar do tempo, em especial, sobre o GT de “Educação e Trabalho” que passou a se chamar “Trabalho e Educação em 1989. Esta mudança ocorre porque o trabalho passa a ser visto como tema central da sociedade (o argumento usado para que ocorresse a troca do nome) e também como um princípio educativo, ou seja, é através dele que se compreende o fenômeno educativo. Na década de 90 surgiram novos temas sobre trabalho neste GT o que resultou em um alinhamento deste com o marxismo. Alguns temas discutidos no GT estavam próximos de temas discutidos em educação como a “formação integral dos trabalhadores”, um “modelo de qualificação menos fragmentado”, “o aumento da escolaridade dos trabalhadores”, etc. Mas a atenção voltada para a educação em si fica muito dispersa e desprestigiada, as pesquisas são mais de cunho sociológico, econômico e filosófico e a escola é valorizada desde que responda criticamente ao reprodutivismo e à Teoria do Capital Humano.

  23. Andrea Ussem Wehbi, Laura Pacifico Sparvoli disse:

    As Modalidades Históricas do Processo de Trabalho Capitalista

    Mudanças nas formas de trabalho são decorrentes de uma gama de transfomações sociais e culturais, cujo objetivo seria o de ajustar a função do trabalho exercido com o desenvolvimento tecnológico de produção.
    O trabalho humano, considerado vivo, é resultado de uma série de fatores relativos à própria organização da produção e da tecnologia. Em outras palavras, o trabalho vivo, está intrinsecamente ligado à qualidade, e, de certa forma, está relacionado à qualificação cada vez maior de trabalhadores, visando o aumento e eficiência da produção.
    Tal situação é fomentada pelo desenvolvimento científico e tecnológico, além do conhecimento propriamente dito inserido no processo de trabalho, quando termina por intermediar as relações entre capital e trabalho, transformando-o em força produtiva que se faz presente em áreas como a química, a física e a biologia.
    Apesar de toda evolução e revolução técnico-científica, que a princípio propiciariam ao homem a superação dos limites impostos pelas forças da natureza, o que se vê são exigências sobre-humanas, superações, qualificações, horas de horas de dedicação ao trabalho – mesmo nos momentos de descanso. Além disso, não há a menor garantia de que esse desenvolvimento high-tech superaria a desigualdade sócio-econômica, ao contrário, reforçou a concentração da riqueza, que permanece nas mãos da classe hegemônica, detentora dos meios de produção e do conhecimento tecnológico (que muitas vezes financia). Reforço da alienação do trabalhador, pois a venda de sua força de trabalho está dissociada da aquisição do conhecimento, pertencente ao dono do capital.
    O aperfeiçoamento dos meios de produção condiciona a produção, já que aumentam a produtividade, remodela a relação entre meio de produção e quantidade de trabalhadores, alterando a relação homem-máquina. Agora, um trabalhador é capaz de exercer a função de vários ao mesmo tempo. E, além disso, as novas tecnologias criam novos postos de trabalho, surgem novas funções de monitoramento e logística. Se antes tínhamos a especialização no seu grau máximo, intensificando o trabalho e mecanizando-o, a gestão apoiada no avanço tecnológico d0o processo de produção aumenta sua eficiência, diminuindo gastos e reduzindo salários e número de trabalhadores, aumentando a margem de lucro.
    Enfim, esta nova forma de trabalho requer novas formas de organização, como trabalho em equipe e parcerias. Torna o trabalhador responsável pelo equipamento utilizado, exige-se que ‘vista a camisa’ da empresa e que dê sugestões para o gerenciamento ou soluções de problemas. A informação e seu domínio tornaram-se a matéria-prima do trabalho.

  24. Melina Fernandes disse:

    Trabalho e Educação: os rumos deste elo

    De acordo com as leituras realizadas sobre o assunto e tendo como base as discussões sobre o tema em sala de aula, podemos destacar a princípio que a atual sociedade que está em constantes mudanças, e que de acordo com o Antunes “a classe trabalhadora não é idêntica àquela existente em meados do século passado, ela também não está em vias de desaparição, nem ontologicamente perdeu seu sentido estruturante.” (Antunes, 2004).
    Sendo assim, o que verificamos é que o homem, não possuindo meios de produção, vende sua força de trabalho, adaptando assim, a natureza a si. Verificamos nas diferentes sociedades que é o trabalho que define as relações sociais e, portanto, a educação escolar desses grupos sociais, sendo assim, fica fácil entender o motivo das relações de trabalho ser objeto de estudo da teoria socióloga, mediada pelas relações sociais.
    Observamos o importante papel que a educação passa a desempenhar a partir da década de 60. Com a teoria do capital humano a educação passa a ser vista como aliada para o desenvolvimento econômico, passando então a criar um decisivo elo entre trabalho e escola. A partir deste momento, a escola deverá qualificar a mão de obra, auxiliando assim a economia das indústrias e das empresas do sistema capitalista.
    Enfim, concluímos que o que vai ditar os rumos da educação será sempre o modelo de trabalho que rege a sociedade, ou seja, a forma de produção que prevalece. O trabalhador terá sempre que se adaptar às “solicitações” do mundo capitalista, já os que não se enquadrarem aos apelos do capitalismo, serão aniquilados pelo próprio sistema de trabalho que insistimos em cultivar e participar arduamente.

  25. Melina Fernandes disse:

    Referência Bibliográfica:
    ANTUNES, Ricardo; ALVES, Giovanni. As mutações no mundo do trabalho na era da mundialização do capital. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 25, n. 87, p. 335-351, maio/ago. 2004. Disponível em . Acesso em 27 Ago. 2010.

  26. Patrícia Ribeiro, Mariana Puppo e Jaqueline Guimarães disse:

    Relações conflituosas na América Latina: riqueza e pobreza

    Galeano traz em seu texto um relato sobre os impasses da vinda de Cristóvão Colombo no período das navegações a procura de riqueza em terras novas, o que resultou no descobrimento da América.
    Galeano começa descrevendo a história do descobrimento do continente Latino Americano, onde reside um povo, os nativos, que sobrevive numa terra fértil e generosa, propícia para a agricultura e com muitos recursos minerais. Desta relação primeira, podemos considerar quase uma relação harmônica entre homem e natureza, que foi totalmente transformada com a invasão do território por espanhóis e portugueses a busca de ouro e prata.
    A vinda dos espanhóis, com o intenso desejo pela prata e pelo ouro, desencadeou um período de profunda exploração colonial da América, marcado por relações desumanas dos espanhóis sobre os nativos da América. Os primeiros obrigavam os segundos a trabalharem para eles à procura de ouro, principalmente. Este trabalho, por meio da exploração do homem pelo homem, assegurada pelo sistema capitalista, visava somente uma forma de os colonizadores adquirirem riqueza e lucro, e, consequentemente, ao seu país de origem. Portanto, podemos afirmar que a riqueza de uns se dá necessariamente da miséria de outros e é essa a relação que se travou entre os países capitalistas mais desenvolvidos e as nações da América Latina. Nas palavras de Galeano (1996), “a história do subdesenvolvimento da América Latina integra (…) a história do desenvolvimento do capitalismo mundial. Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossa riqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dos outros: os impérios e seus agentes nativos”.
    Constatamos que os mecanismos de poder, os modos de exploração e expropriação, são práticas que existem a muitos anos, mas que sempre têm um objetivo comum, a exploração econômica, ou seja, o lucro de uns e a miséria de outros. No caso da America Latina, essa situação resultou na sua dependência econômica e ao seu subdesenvolvimento, relacionado com as novas formas e mecanismos atuais de exploração.

    GALEANO, Eduardo. A pobreza do homem como resultado da riqueza da terra. In: As veias abertas da América Latina. 46ª Ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1996.

  27. Adriele Barbosa disse:

    Módulo 1: A centralidade do trabalho na teoria sociológica

    De acordo com as leituras feitas, pude observar que o trabalho permanece na condição de centralidade quando não existe outro modo de substituição deste. Mesmo com a tecnologia avançando a cada dia e chegando a “todos”os lugares, a mão-de-obra continua sendo necessária para manusear esta tecnologia, mantendo-se necessário.

  28. Tom disse:

    infield@crump.gimme” rel=”nofollow”>.…

    ñïàñèáî!…

  29. lee disse:

    hoogli@seam.disrobe” rel=”nofollow”>.…

    áëàãîäàðñòâóþ….

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