Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem?

Os módulos 14 e 15 da disciplina Trabalho e Educação dizem respeito a uma pedagogia da solidariedade.  Conforme apontado nos seminários, a partir dos textos, nos últimos tempos, têm havido debates sobre o futuro da educação em todo o mundo, preparando homens e mulheres para o século 21. As organizações do mundo insistem na necessidade de um rearmamento moral, de uma educação para a solidariedade contraposta à educação técnica de muitos países ricos e desenvolvidos do planeta. Infelizmente, o aumento da informação, com as modernas tecnologias da comunicação, não tem levado a um aumento das redes de solidariedade. A possibilidade de educar para a solidariedade é uma aproximação didática aos valores da solidariedade internacional dentro do contexto mundial da assimetria entre países pobres e ricos. Algumas questões para o debate que surgiram foram:  qual o âmbito cultural da solidariedade? Qual  o âmbito didático da educação para a solidariedade? Como uma educação para a solidariedade pode contribuir para uma sociedade mais justa? Bom trabalho, Prof. Fábio Fernandes Villela.

25 Comentários “Módulos 14 – 15 – Trabalho e Educação – Perspectivas da Educação e Trabalho no Início do Milênio 2”

  1. Michele C. F. S. Silva disse:

    A educação para solidariedade está pautada no construtivismo, ou seja, no respeito ao aluno e sua cultura, no desenvolvimento de um ensino e aprendizagem cotidiana que sejam significativas para os alunos, mesmo no momento de ensinar conceitos tão complexos. O envolvimento dos alunos em atividades pedagógicas, lúdicas, atuais (utilizando novas tecnologias) e ao mesmo tempo reflexivas contribuem para uma educação completa, proporciornando ao educando a oportunidade de vivenciar nos momentos de ensino e aprendizagem situações diferenciadas. A educação para a solidariedade basicamente objetiva situações e atividades diferenciadas, e esse tipo de educação contribui para a formação de indivíduos mais conscientes, capazes de estabelecer relações entre diversos conceitos, fatos e acontecimentos, e sobretudo capazes de respeitar o outro em suas diferenças. Cidadãos que conseguem agir dessa forma, contribuem para a construção de uma sociedade mais justa.

  2. Juliana Saab disse:

    Neste módulo tivemos uma discussão que, particularmente, achei muito interessante, pois foi diferente do que já havíamos discutido e visto. Neste módulo, Leandro Sequeiros (2000) defende a idéia de cultivar na educação a cultura para a Solidariedade, deixando de enxergar a Solidariedade como sentimento de dó ou culpa, fazendo dessa cultura um momento de reflexão e ação. Ele defende que quando temos um sentimento de pena não realizamos a ação, e a idéia de cultura é exatamente fazer acontecer. A solidariedade traz consigo uma reflexão da sociedade, e esta reflexão, junto às atividades direcionadas, podem provocar o desconforto, dessa forma a ação para cobrar direitos e deveres dos políticos. A cultura para a solidariedade defende a idéia de igualdade, dessa forma contribuindo para uma sociedade mais justa.

  3. Camila Tanure Duarte disse:

    A educação para a solidariedade contribui para a formação de indivíduos mais justos, igualitários, que valorizem o coletivo e não somente o individual. Contrária a maioria das práticas educativas observadas atualmente (como a educação técnica), que priorizam o singular e a competição, a educação para a solidariedade objetiva a ajuda e participação de todos. Apesar de muitas vezes ser tida como sinônimo de ter dó, pena de alguém, a solidariedade não equivale a este pensamento, sendo uma cultura de ação.

  4. Lais Santa Rosa disse:

    Com uma educação pautada na solidariedade é possível formar cidadãos cooperativos, que exaltam o altruísmo e um mundo mais justo. Mesmo com esses fundamentos, hoje o que presenciamos é uma educação para a competição e individualista, que causa destruições na sociedade em geral. Com principios contrários e educação solidária não é uma maneira de enxergar o individuo com um olhar de dó, mas é a oportunidade de refletir e agir diante dessa sociedade.

  5. Talita C. L. Nogueira disse:

    No âmbito cultural, vimos que a solidariedade remete-se mais a ideia de compensação, de dó ou pena do outro. Neste contexto, o sentimento se sobrepõe as ações. Solidariedade tem a ver com atitudes em favor do bem comum e não apenas de um ou outro lado da sociedade ou simplesmente sentimentos. Neste sentido, educar para a solidariedade reforça os princípios desta ação, de união, seja de um grupo social ou de toda a humanidade, levando a ações de colaboração e ajuda, num espaço onde se estabelece entre os conteúdos de determinados grupos. As novas tecnologias, resumem solidariedade a campanhas de arrecadações de dinheiro. Ajudar é bom, mas a falta de envolvimento com os ajudados, como vemos nestas campanhas , com uma pseudo-solidariedade, nos faz alheios ao processo; as ações que são realizadas com este dinheiro é o que nos levaria a práticas mais solidárias.
    A sociedade baseada nestes princípios tem por finalidade maior contribuir para uma sociedade mais justa, uma vez que as pessoas se comprometeriam de agirem de forma cooperativa e de ajuda ao próximo, num compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas pelas outras.

  6. Tatiani disse:

    O âmbito cultural da solidariedade a concebe como sendo um sentimento de dó, ou pena. Através das discussões que os textos e seminários possibilitaram vimos que solidariedade não é dó, e sim uma reflexão que fazemos sobre a nossa sociedade. Remete a uma ação do coletivo em busca de um bem comum, eliminando o conceito competitivo e classificatório que o sistema capitalista nos impõe. Acredito que uma educação para a solidariedade pode contribuir para uma sociedade mais justa na medida em que possa se formar indivíduos que reflitam não somente pelas suas dificuldades e anseios individuais, e sim naquilo que afeta e prejudica toda a sociedade.

  7. Lilian Maria da Silva disse:

    Respondendo a primeira questão proposta, o âmbito cultural da solidariedade na sociedade em que vivemos, está ligado a um sentimento de pena e compensação das carencias do outro. Essa visão sobrepõe o que deveria ser, em verdade, a solidariedade, pois na medida em que é pensada como assistencialismo, deixa de cumprir seu papel social, na tentativa de crescimento do bem comum (toda a sociedade) e não apenas de uma parcela social.
    Sobre a segunda questão, a educação para a solidariedade contribuirá para um trabalho de cooperação e crescimento junto aos demais indivíduos, onde todos se ajudam e não mais competem entre si.
    Para finalizar, no que diz respeito à última questão, acredito que uma educação para a solidariedade vai ao encontro de uma sociedade mais justa, uma vez que as pessoas, nessa perspectiva, estão dispostas ao crescimento e desenvolvimento mútuo e não apenas de si próprias.

  8. Betânia Ap. Ferreira Cardoso disse:

    O âmbito cultural da solidariedade é que devemos mudar a concepção de solidariedade, pois esta não se trata como muitos dizem ser um sentimento de dó ou pena, devemos proporcionar essa mudança de pensamento, sendo esta de reflexão e ação. No âmbito didático, percebemos que é necessário esse educar, para que todos possam colaborar inserindo juntamente com as crianças através de conteúdos e reflexões propostas que estes percebam essa real necessidade de contribuição para uma sociedade melhor que tanto esperamos. Dessa maneira, uma sociedade mais justa é formada, com essas pessoas se comprometendo a se ajudarem concomitantemente, sendo uma sociedade solidária e igualitária.

  9. Fernanda Mariane disse:

    A educação para a solidariedade visa melhorar o que hoje temos em abundância: o egoísmo, base do capitalismo. Dessa forma, a educação para a solidariedade procura fazer com que as crianças de hoje sejam mais justas, cooperativas umas com as outras e o processo de ensino/aprendizagem é pautado numa educação voltada para o pensamento de uma sociedade mais justa, sem tanta desigualdade como temos atualmente. Entretanto, falta muito para que uma educação voltada para a solidariedade esteja presente nas nossas escolas. A competição, os sistemas de avaliação e o capitalismo enraizado na sociedade em que vivemos dificulta muito essa ação.

  10. Fernanda Mariane disse:

    A educação para a solidariedade visa melhorar o que hoje temos em abundância: o egoísmo, base do capitalismo. Dessa forma, a educação para a solidariedade procura fazer com que as crianças de hoje sejam mais justas, cooperativas umas com as outras e o processo de ensino/aprendizagem é pautado numa educação voltada para o pensamento de uma sociedade mais justa, sem tanta desigualdade como temos atualmente. Entretanto, falta muito para que uma educação voltada para a solidariedade esteja presente nas nossas escolas. A competição, os sistemas de avaliação e o capitalismo enraizado na sociedade em que vivemos dificulta muito essa ação e prejudica esse modelo de educação.

  11. PATRICIA MURIEL DE SOUZA disse:

    É necessário deixar de ver a solidariedade como assitência e desenvolver ações que possam auxiliar no desaparecimento do individualismo. A educação pode contribuir para auxiliar no desenvolvimento do sentimento de cooperação e trabalho em conjunto buscando uma sociedade mais justa e igualitária. Portanto é, como sempre, importante superar as relações que existem devidoao capitalismo, que faz com que todos acreditem que solidariedade é dar presentinhos a quem precisa e que devemos ser os melhores em tudo o que fazemos, mas essas atitudes não resolvem o problema.

  12. Simone F. Lopes disse:

    Uma educação voltada à solidariedade, busca a formação de uma sociedade onde os indivíduos presentes nela sejam mais justos, igualitários e que valorizem o coletivo e não somente o seu mundo, sendo um ser individualista, o que é o comum de presenciarmos na sociedade atual. As práticas educativas atuais, tem formado de acordo com as políticas públicas e com o sistema, que não prioriza o ser solidário e tampouco o bem comum, o que temos é uma educação que é competitiva e padronizadora. Logo, temos seres que estão prontos para competir com seus pares sem pensar em cooperativismo, em ajudar aos outros, agindo sempre em benefício próprio.

  13. maria cristina labrichosa disse:

    Com uma educação pautada na solidariedade é possível formar cidadãos que entendam o verdadeiro significado da solidariedade, pois até hoje confundimos com a piedade, a caridade. Temos que ser solidários no sentido de ajudar o outro a crescer, evoluir, caminhar juntos. Neste sentido, educar para a solidariedade é ensinar o verdadeiro sentido da solidariedade e dessa forma preparar as crianças para que no futuro possam colaborar para uma sociedade mais justa e igualitária. A sociedade baseada nestes princípios consegue transformar o mundo na medida que todos irão trabalhar juntos, unidos para o crescimento de todos, aprendendo a dividir ao invés de apenas somar, acumular, aprendendo a compartilhar ao invés de querer tudo para si.

  14. Josiane Paula Rodrigues disse:

    Embora a solidariedade, como elemento cultural, tenha em sua estrutura elementos como compaixão e altruísmo, na educação ela está mais relacionada ao respeito mútuo e a cooperação entre os atores do ambiente educacional, visando a construção de um espaço de interação para o ensino, possibilitando a promoção de atividades educativas. A educação para a solidariedade objetiva a formação de um indivíduo pleno, consciente de seu papel social, capaz de interferir positivamente, em benefício dos outros e de si próprio, visando uma sociedade mais igualitária.

  15. Livia Camargo Bini disse:

    A solidariedade na sociedade capitalista é confundida com sentimento de pena, mas uma educação que se volte para a solidariedade é bem distinta desse sentimento de piedade. Pelo contrário, acredito, com o estudo desses modulos, que uma educação solidária é parte fundamental da formação de indivíduos mais justos, que sejam formados de forma plena e consciente, que pensem mais coletivamente e ao pensar em si, pensem no seu papel perante a sociedade.

  16. Tabata Julia disse:

    Módulo substituído pela apresentação do seminário.

  17. Maiara Caroline Pereira disse:

    A solidariedade na cultura envolve uma questão de assistência e pena relacionada ao próximo. O correto, no entanto é pensar na solidariedade como meio de se atingir a igualdade das camadas sociais. A educação solidária é um caminho para se alcançar a cooperação entre os indivíduos, sendo um dos meios capazes de amenizar as diferenças sociais e promover a eliminação de relações de poder uma vez que os que muito tem trabalham em prol de condições melhores para os mais necessitados. A educação para solidariedade é um meio de abolir o egocentrismo tão presente na sociedade capitalista na busca de uma sociedade mais justa por meio da efetivação de ações que promovam o desenvolvimento de todo um contexto social.

  18. Roseli Aparecida Francisco disse:

    Postagem trocada pelo seminário.

  19. Carla Rhaissa disse:

    O texto de Leandro Saqueiros (2000) traz uma ideia diferenciada, a de desvinculação da Solidariedade com o sentimento de piedade. Ser solidário não consiste apenas em ajudar quem necessita, mas de cooperar com o próximo. Assim, em uma sociedade regrada a base no individualismo e da competição; a Educação para a solidariedade consiste no respeito pelo próximo, na união e na cooperação de uma sociedade na busca por um único objetivo, a igualdade de classes.

  20. Fernanda Vollet disse:

    Acredito que o âmbito cultural da solidariedade vai além da “ajuda aos que precisam”, implica o respeito e igualdade.
    A educação para a solidariedade é possível de ser aplicada segundo uma metodologia construtivista e de aprendizagem significativa, onde o aluno não seja influenciado por ideologias direcionadas pelo professor, onde ele possa ter a oportunidade de ter contato com pessoas e opiniões diferentes a fim de desenvolver suas próprias ideias, aprendendo a respeitar os outros.
    A criança com uma formação solidária tem a oportunidade de desenvolver características de respeito ao próximo, respeito as diferenças, compreender a importância da afetividade, aprender a cooperar e colaborar e desenvolver atividades em grupo, o que certamente envolve a construção de uma sociedade mais justa.

  21. Paula Bastos de Oliveira disse:

    Módulo substituído pela apresentação do seminário.

  22. Mariana de Oliveira Brandolezi disse:

    A educação para solidariedade se contrapõe à educação presente atualmente. No sistema capitalista a solidariedade não é privilegiada, o que se privilegia e se incentiva desde muito cedo é a competição. Escolas que formulam gráficos com desempenho do aluno comparado ao resto da classe, que classifica segundo a nota, que separa àqueles que reproduzem a ordem social e marginaliza quem não se adequa. A solidariedade atualmente é entendida como ajudar àqueles que são desprivilegiados e essa visão já evidencia o caráter marginalizador do sistema, onde algumas pessoas se consideram privilegiadas socialmente devem se solidarizar com àqueles que não o são, àqueles dignos de dó. Essa visão de sociedade é colocada por uma ótica capitalista. Todos esses aspectos existentes na educação atual se contrapõem com a educação para a solidariedade, onde são todos unidos por um objetivo comum, os interesses de grupos não são divididos e opostos.

  23. Mayara Gomes Lapa disse:

    Uma educação que trabalhe a solidariedade em âmbito cultural visaria o respeito ao próximo, o benefício do próximo e não o individualismo como vemos no sistema capitalista. Deste modo, em uma sociedade que esteja presa aos moldes do capitalismo dificilmente conseguirá promover uma educação que tenha como prioridade a solidariedade. As escolas necessitam desenvolver em prática educativa medidas para a promoção de valores, como por exemplo, ser solidário. Uma sociedade moldada a partir de parâmetros educacionais com valores solidários, provavelmente seria uma sociedade de paz, com menos individualismo, guerras e lucros a qualquer custo.

  24. Ana Teresa S. Fiúsa disse:

    O ambito cultural da solidariedade visa colaboração dos indivíduos e harmonia para se viver em sociedade, ou seja, justamente o contrario o que se vê na didática da educação atual, onde os alunos são estimulados para serem competitivos e melhores que os outros, as avaliações dos alunos nas escolas atualmente estão aí para comprovar isso, pois os alunos são classificados e as notas julgam o seu desempenho, os seus conhecimentos, de uma maneira injusta, pois classificar os alunos só estimula essa competição cada vez mais acelerada dos indivíduos para viver em sociedade. Então acredito que uma educação para solidariedade deve visar a colaboração, a harmonia, estimular o respeito a vida, a saude, a educação, eliminando qualquer tipo de divisão e desigualdade na escola, buscando assim o bem comum e a solidariedade para com todos os individuos sejam eles ricos ou pobres.

  25. Jucélia Pena da Silva disse:

    Comenta-se muito em solidariedade nos dias atuais, porém pouco se faz para que a sociedade seja realmente solidária. É muito comum assistirmos grandes empresas dizendo que possui vários programas sociais, de solidariedade e ajuda à pessas necessitadas. Mas, será que isso é ser solidário? Acredito que não. Para mim, muitas dessas atitudes são para iludir, cada vez mais a sociedade, de forma que todos acreditem que essas organizações se preocupam realmente com o próximo. Uma educação para a solidariedade contribuirá para uma sociedade mais justa quando formar indivíduos reflexivos, conscientes dos problemas sociais, e seres humanos que visam o bem comum.

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