Módulo 8 – Sociologia da Educação 3

On outubro 24, 2011, in SocioEdu3, by Fábio Fernandes Villela

O cineasta Michael Moore, examina o efeito do domínio corporativo sobre os americanos, no entusiasmado documentário “Capitalismo: uma História de Amor”. O documentário foi escrito, dirigido e produzido por ele, aborda o sistema que, em suas palavras, “permite, encoraja e, o mais importante, garante a corrupção.”

O assunto que Moore vem analisando em toda a sua carreira: o desastroso impacto da dominação corporativa no cotidiano dos americanos (e, por consequência, no resto do mundo). Mas desta vez, o culpado é bem maior que a General Motors e a cena do crime vem mais ampla que Flint, no Michigan. Do centro da América, aos corredores do poder em Washington, do epicentro financeiro global em Manhattan, Michael Moore mais uma vez leva o público a um território não mapeado. Com humor e indignação, Capitalismo: Uma História de Amor explora um tabu: qual o preço que a América paga por seu amor ao capitalismo? Anos atrás, esse amor parecia tão inocente. Hoje, contudo, o sonho americano parece mais um pesadelo, com as famílias pagando esse preço com seus empregos, suas casas e suas economias.

Moore nos leva aos lares das pessoas comuns, cujas vidas viraram de cabeça para baixo, e procura explicações em Washington e em toda a parte. O que ele descobre são os familiares sintomas de um caso de amor que não deu certo: mentira, abuso, traição… e 14 mil empregos perdidos todos os dias. “Capitalismo: Uma História de Amor” é ao mesmo tempo uma compilação dos trabalhos anteriores de Moore e uma visão do que um futuro mais esperançoso poderia ser. O documentário diz respeito a Reestruturação Produtiva na sociedade contemporânea. A pergunta para o debate, a partir dos textos lidos (textos 5 – 6 – 7 – 8), é a seguinte: quais os impactos da Reestruturação Produtiva na Educação? Saudações, PRof. Fábio Fernandes Villela.

7 Comentários “Módulo 8 – Sociologia da Educação 3”

  1. josiane castamann disse:

    O impacto da Re-estruturação positiva na Educação

    O impacto que a educação esta diretamente ligado a nova reformulação do ensino fazendo dele o principal aliado na manutenção da hegemonia politica e social de uma sociedade liberal e capitalista transformando o individuo em um ser responsável por tudo dentro da sociedade civil seu desempenho depende de si próprio tirando do Estado alguns deveres transferindo para um terceiro setor que foi criado pelas grandes empresas onde faz da grande massa cada vez subordinada a elite, a escola passa a ter como principal função educar de acordo com os valores morais e civis que a elite preza para assim manter sua hegemonia sem grandes conflitos.
    Tem como principal foco uma educação de competitividade e busca desenfreado pela colocação social formando seres intelectuais incapazes de administrar sua própria liberdade,forma para suprir a necessidade do mercado,uma educação nova para favorecer um velho conhecido o capital. A educação passa a ser vista como mercadoria, outro impacto foi a privatização do ensino mais uma vez elitizando principalmente o ensino superior deixando para a massa popular o superior técnico oferecido pelo terceiro setor onde sai para o mercado de trabalho com a qualificação necessária pra as industrias cooperando pra aumentar o capital mantendo assim a hegemonia da classe dominante.

  2. Paula Rocha disse:

    A reestruturação produtiva reflete-se na educação diante da necessidade que o sistema capitalista tem de formar técnicos de fábrica, produtivos e competentes, que sejam criativos, saibam trabalhar em equipe, ou seja, tenham as habilidades básicas que o mercado de trabalho atual exige. Neste contexto, a educação como instrumento ideológico hegemônico reforça a necessidade do sistema preparando esta mão de obra com currículos escolares que buscam enfatizar as competências necessárias para a empregabilidade, dando a ilusão de ganho para o trabalhador.

  3. Damires disse:

    A re-estruturação positiva na educação esta diretamente ligado a nova reformulação do ensino, com esse método reprodução de conteúdo, fazendo da educação o principal aliado na manutenção da hegemonia política e social de uma sociedade liberal e capitalista transformando o individuo em um ser responsável por tudo dentro da sociedade civil seu desempenho depende de si próprio tirando do Estado alguns deveres transferindo para o terceiro setor. Formando uma sociedade moldada na educação competitiva que está sempre em busca da ascensão social, que acaba pendendo o prazer de viver em liberdade, se tornando presa ao sistema capitalista de trabalho. Pois interesse do gorverno é formar cidadão para atender a necessidade de mão de obra barata que existe dentro do setor industrial e comercial.

  4. Cláudia disse:

    Os impactos da Reestruturação Produtiva na Educação seriam, entre outros, uso da escola como grande arma e/ou instrumento na legitimação da hegemonia para disseminar os valores característicos da classe dominante, de modo que tais valores passem a ser compartilhados e legitimados também pela classe dominada, ou seja, dominação da classe burguesa sobre a classe trabalhadora, por meio da escola, na difusão da ideologia hegemônica capitalista. Inserindo sentimento de conformidade na classe trabalhadora, conseqüentemente impedindo o aumento do nível de consciência de uma possível contra-hegemonia, mantendo a sociedade com divisão de classes.

  5. Andréa Petreca disse:

    Pensando numa reestruturação produtiva que visa manter a estabilidade dos interesses burgueses ao mesmo tempo em que “domina” a classe trabalhadora de modo com que ela não perceba o que está acontecendo, numa forma de alienação, a escola forma o indivíduo que atuará como mero cumpridor de funções e a burguesia continua na dominação explorando a classe subalterna e privando-a do exercício da cidadania.
    A educação seria, nesse sentido, a própria reprodução do sistema capitalista, “educando” para o mercado, ou seja, formando operários para a burguesia, alienando os alunos e fortalecendo o domínio da classe burguesa.
    No filme Moore denuncia que políticas capitalistas beneficiaram um por cento, ou seja, os mais ricos e assim como o sistema destruiu famílias, a escola pode destruir a formação d eum cidadão crítico e participativo

  6. Franciele Baptista disse:

    A Reestruturação Produtiva influenciou na educação de forma com que esta sirva para a disseminação da ideologia burguesa. Desta forma, o capitalismo usa a instituição escolar para formar cidadãos não-críticos que concordam com o que é imposto e não agem no sentido de transformar a realidade em que estão inseridos; estes simplesmente irão trabalhar na manutenção do pensamento capitalista. E é por isso que hoje podemos presenciar casos em que grandes empresários e bancários se beneficiam cada vez mais com reduções de taxas e impostos, enquanto que centenas de famílias perdem tudo o que possuem por conta de dívidas geradas por altos impostos que partem dos bancos capitalistas, fato muito bem retratado no ducumentário de Michael Moore.

  7. Monise Matucci disse:

    De acordo com os textos, a Reestruturação Produtiva refere-se às transformações que vêm ocorrendo no trabalho, sendo esta cheia de inovações tecnológicas e organizacionais. Na educação, este processo de Reestruturação Produtiva ocasiona a aprendizagem voltada somente para o mercado de trabalho, ou seja, prepara o cidadão para viver em uma sociedade cada vez mais competitiva, na qual aqueles que possuem baixa escolaridade são quase excluídos deste mercado. Deste modo, o capital garante sua hegemonia, oprimindo os trabalhadores e tornando-os alienados.

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