Diego Rivera (1886 – 1957) Vendedora de Flores

 

O Módulo 5 da disciplina Trabalho e Educação aborda a riqueza e a miséria do trabalho na América Latina. Autores como Eduardo Galeano, Francisco de Oliveira e Ricardo Antunes, expõem a pobreza do homem como resultado da riqueza da terra, se há vias abertas para a América Latina, a nova hegemonia mundial, alternativas de mudança e os movimentos sociais, a era da informatização, a época da informalização, entre outros temas. Quanto a essa temática, acaba de ser lançado o livro de Ricardo Antunes “Continente do Labor” pela Editora Boitempo. Em entrevista sobre o novo livro o autor afirma que:

[...] “A América Latina nasceu sob o signo de apêndice das metrópoles Espanha e Portugal, que converteram esse continente num prolongamento. No caso hispânico, um prolongamento de extração de ouro e prata. No brasileiro, além dos metais preciosos, houve a montagem de um processo de produção que Caio Prado Jr. bem chamou de colônias de exploração. Essa montagem se assentava na intensificação do trabalho, seja sob o modo escravista indígena, seja com base na mão de obra africana. Nosso continente, portanto, nasceu para o labor. O labor chama a atenção para a dimensão extenuante, de sofrimento. Se o trabalho é um pêndulo entre criação e servidão, o labor é o pêndulo no seu lado negativo. Vivemos para o enriquecimento externo” [...].

A entrevista completa com Ricardo Antunes pode ser acessada no seguinte link:

 http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,labor-sem-rosto,786078,0.htm

As perguntas para o debate elaboradas para este módulo são as seguintes: há possibilidade de libertação da América Latina, considerando-se sua posição de explorada perante os países ricos? Quais os impactos da reestruturação produtiva do capital no Brasil do ponto de vista dos trabalhadores? Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

27 Comentários “Módulo 5 – Trabalho e Educação – Riqueza e Miséria do Trabalho na América Latina – 1”

  1. Camila Tanure Duarte disse:

    Conforme Francisco de Oliveira, os países latinos são imensamente explorados, sendo até mesmo a democracia superada pelo poder do capital. Ao comparar a América Latina a um ornitorrinco, devido a suas características fortemente marcadas pela desigualdade social e pobreza extrema, o autor envidencia a dificuldade de superação da exploração perante os países ricos.
    Segundo Ricardo Antunes, a reestruturação produtiva do capital busca uma força de trabalho qualificada, mas, por outro lado, fornece baixos salários ao proletariado e incentiva os direitos sociais flexíveis. Desse modo, do ponto de vista dos trabalhadores, os impactos da reestruturação produtiva do capital são negativos e exploradores.

  2. Betânia Aparecida Ferreira Cardoso disse:

    A possibilidade existe sempre para tudo, entretanto, se esta se quer fazer necessária é o problema, creio que a possibilidade pode ser considerada restrita para tal libertação já que a América Latina sempre foi explorada e nada foi realizado a seu favor até agora. Quanto aos impactos da reestruturação produtiva do capital no Brasil, partindo da visão dos trabalhadores, segue por demasiadamente pelos outros países a financeirização, focando somente a produção, ou seja, o lucro que o Brasil em especial proporciona aos demais países, aumentando a terceirização, os subcontratos, os call centers, a informatização e a informalização. Dessa forma, há uma grande redução do proletariado estável e especializado, devido ao modelo utilizado taylorista e do modelo toyotista, ou seja, um aumento de trabalhadores desempregados tem também uma redução dos trabalhadores considerados “idosos” com idade próxima de 40 anos, a desconcentração do processo produtivo devido aos trabalhos domiciliares, aumentando a exploração do trabalho feminino e até indústrias que ao poucos foram desaparecendo do mercado de trabalho. Em suma, homens e mulheres vivem em troca da sua força de trabalho auto alienando-se em relação as suas possibilidades próprias.

  3. Lilian Maria da Silva disse:

    Sobre a primeira questão, acredito que será muito dificil a superação da exploração da América Latina pelos países ricos, devido a sua história de explorada e a grande desigualdade que habita nesses países.
    No que diz respeito à segunda questão, o impacto da reestruturação produtiva sobre os trabalhadores, como em todo modelo de produção capitalista, é exploradora e injusta, pois a reestruturação produtiva almeja uma mão-de-obra qualificada e, em contrapartida a isso, oferece condições precárias de trabalho.

  4. Juliana Saab disse:

    A questão da libertação da América Latina em relação à exploração é bem mais extensa e duradoura do que falarmos apenas da atualidade. Ricardo Antunes afirma que a América Latina nasceu sob a exploração. Esse é um caráter difícil de ser apagado – a exploração entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. E essa relação se reflete entre os trabalhadores, uma vez que a maioria das indústrias e empresas são multinacionais. Pagam o salário que querem, e o trabalhador para não ficar desempregado se submete a péssimas condições de trabalho e “salários de fome”.

  5. Roseli Aparecida Francisco disse:

    De acordo com a história de exploração e desigualdade sofridas pelos países da América Latina – vindos do países detentores do poder, gerando a hegemonia exploradora em detrimento as precárias condições de trabalho submetidas a força capitalista de produção – não há possibilidade de superação da exploração enquanto o trabalho for dirigido pelo modelo capitalista de produção. No Brasil essa realidade pode ser resumida em condições precárias de trabalho e baixos salários, ou seja, resumi-se em exploração pelo capital.

  6. Lais Santa Rosa disse:

    Em relação a primeira questão, acredito que não haja possibilidade de uma libertação econômica por parte dos países explorados, isso porque a exploração e a submissão continua com o pensamento alienado alimentado durante todo esse tempo. Refletindo acerca desses aspectos, a América Latina continuará sendo explorada pelos países ricos.
    Pensando na reestruturação produtiva no Brasil essa é vista pelos trabalhadores como um fator negativo, pois explora o trabalho humano e possibilita situações precárias de trabalho, visando sempre os lucros.

  7. Maiara Caroline Pereira disse:

    A América Latina enfrenta uma séria de discordâncias que a torna totalmente explorada marcada por condições extremamente desiguais em relação aos países ricos que são seus maiores “abusadores”. Ao mesmo tempo em que a reestruturação produtiva do capital emerge como qualificadora do trabalho operário e que considera os seus direitos ela acaba por promover uma exploração de seus trabalhadores por meio de salários desiguais e desumanos visando teoricamente apenas o seu lucro. Infelizmente o trabalhador se sujeita a estas condições dada a sua necessidade de sobrevivência, muitas vezes ele nem ao menos possui total domínio de suas idéias ao ponto de considerar o seu trabalho como meio de exploração humana.

  8. Simone F. Lopes disse:

    Segundo Francisco de Oliveira, os países da América Latina são explorados, estando expostos ao poder do capital. O autor nos evidencia que o poder exercido pelos países ricos são fatores de grande exploração. Na segunda questão, onde tratamos a reestruturação produtiva do capital, o autor nos mostra a busca por uma força de trabalho qualificada, porém, com baixos salários. Assim, podemos dizer que as condições de trabalho são totalmente exploradoras.

  9. Mayara Gomes Lapa disse:

    A intensa exploração da América Latina é algo muito difícil de ser revertido, isto porque as desigualdades sociais são extremas. O capitalismo, sistema muito poderoso, é ,evidentemente, o grande condutor de toda essa história de exploração. Frente à essa realidade, percebemos que dificilmente, para não usar a palavra impossível, poderá de fato haver uma superação da exploração. Quanto à reestruturação produtiva, sabemos que os trabalhadores acabam não tendo benefícios quando ela acontece, pelo fato de oferecer baixos salários e estar exposto às mais precárias condições de trabalho, não tendo outra alternativa para sobrevivência.

  10. Talita C. L. Nogueira disse:

    Desde o início da sua colonização os países da América Latina são explorados pelas metrópoles. As pessoas que viviam aqui, como os índios ou os negros em outros países, foram desconsiderados como humanos, sendo usados como escravos. Os países já nasceram com a finalidade de serem para exploração dos países ricos.
    Ao ler a entrevista com Ricardo Antunes, creio que mesmo com os fatores históricos, sociais e culturais que permeiam a origem deste continente, a mudança é possível com a organização dos trabalhadores pela reivindicação de seus direitos.
    No Brasil, o sociólogo disse que na década de 80 tivemos importantes lutas sociais, porém desde 2000, a situação se estagnou.
    Mesmo com a independência dos países, o modelo capitalista nos deixa a mercê das grandes indústrias, que procuram mão de obra barata em nossos trabalhadores, tornando-os cada vez mais alienados, uma vez que empresas multinacionais tem seus produtos confeccionados nos países subordinados, mas seus trabalhadores não reconhecem aquilo que fazem, nunca terão condições de ter o que fizeram.

  11. Ana Teresa S. Fiúsa disse:

    Os países da América Latina sempre foram expolrados pelos países desenvolvidos desde o período da colonização desses países, o que mostra que a libertação desses países nunca aconteceu, e no nosso século ainda encontramos resquicios dessa exploração dos países desenvolvidos na América Latina pelo fato de que esses estão subordinados ao capitalismo e as multicionais que se instalam em seus países para favorecer a economia dos países desenvolvidos, as privatizações das empresas estatais mostra verdadeiramente exploração que recebem, então acredito que os países da América Latina só conseguiriam a libertação da exploração somente com o fim do sistema capitalista.
    Os trabalhores com a reestruturação produtiva continuam sendo explorados pelas empresas e pelo sistema capitalista, uma vez que o seu trabalho é alienador, pois esse trabalhor não consegue se ver no seu trabalho, o que mostra como são imensamente explorados.

  12. MICHELE CRISTINA F. SANTOS disse:

    Acreditamos que não existem mais possibilidades de libertação da América Latina em relação à exploração dos países ricos. Isso porque, o sistema capitalista dominou o mundo, e atrelado a isso estão os países ricos que governam esse sistema desumano que chamamos de socioeconomia. Os ricos por meio de seus serviços e produtos se consagram no mercado, as multinacionais invadiram países que encontram-se abaixo da linha da pobreza. Mas, para esse sistema o que interessa são os lucros, e nada além dessa riqueza. Os países localizados na América latina nasceram em condições de exploração, como revela o próprio autor Ricardo Antunes. Portanto, países que estão debaixo desse jugo à séculos, estão doentes e necessitam de ajuda pra livrar-se dessa doença chamada capitalismo, porém as autoridades que detém o poder e são as únicas que podem representar e retirar o povo dessa situação aliam-se ao inimigo, aos exploradores. Com os governos corrompidos, o povo fica exposto à esse sistema. Felizmente há muito tempo, a escravidão foi abolida em diversos países da América Latina, e em contrapartida o capitalismo se transformou em uma nova forma de escravizar os indivíduos, sobretudo os latinos americanos.
    Para os trabalhadores a reestruturação produtiva configura a exploração rotineira, pois continua visando o lucro. Porém, essa reestruturação se torna ainda pior, porque ela traz algumas novas exigências do mercado empregador que procura profissionais um pouco melhor capacitados, mas que ainda são obrigados a trocar sua mão de obra por vergonhosos salários.

  13. maria cristina labrichosa disse:

    Em relação a primeira questão acredito que há possibilidade sim de uma libertação, mas para isso é necessário a conscientização e mudança do pensamento e cultura dessa população explorada. Muitos acreditam que essa mudança só será possível com uma revolução, derrubando assim o sistema capitalista.
    Em relação a segunda questão no sistema capitalista o trabalhador é explorado e muitas vezes esse trabalhador nem se dá conta do que está acontecendo, torna-se alienado , submetendo-se a condições precárias de trabalho e de vida e acha isso muito natural.

  14. Marilaine Lopes Barboza disse:

    A situação da América Latina, provavelmente, pouco mudará no decorrer dos anos. Porque no sistema em que vivemos, o pobre cada vez fica mais pobre e o rico cada vez fica mais rico. A libertação é o “sonho dourado” dos explorados. No Brasil, mesmo que o governo propague que o país está economicamente bem em comparação a outros tempos. O trabalhor continua ganhando pouco e trabalhando muito para sobreviver.

  15. Josiane Paula Rodrigues disse:

    A libertação econômica da América Latina é impossibilitada no cenário atual, uma vez que as divisas por eles são geradas internacionalizadas para as grandes potências por meio das multinacionais instaladas nestes países. Ainda que a produção e o mercado dos países latino-americanos fosse estritamente nacional, a dependência tecnológica a que estão submetidos os força a importação de mercadorias, e mesmo de matérias-primas processadas. No Brasil, a reestruturação produtiva do capital tem levado a uma grande redução do proletariado estável e especializado, com aumento do contingente de desempregados, a desconcentração do processo produtivo devido aos trabalhos domiciliares, aumentando a exploração do trabalho feminino.

  16. Mariana de Oliveira Brandolezi disse:

    Como apontado na entrevista, os países da América Latina já se organizaram de forma a serem explorados. Isso só ganhou novas formas e intensidades no decorrer do tempo. Diante dessa situação e da opressão causada pelo sistema capitalista, o trabalhador, em muitos casos, se torna apático diante de sua situação de explorado. Uma alternativa para a libertação desses trabalhadores explorados é a organização da classe, as manifestações e as greves. Entretanto, mesmo que prevista na Constituição de 88 (com algumas ressalvas), os trabalhadores acabam sofrendo mais quando fazem greves do que se continuam trabalhando e aceitando sua situação. Esse quadro se agrava cada vez mais e em países considerados mais desenvolvidos, vemos casos de suicídio e morte por excesso de trabalho e nenhuma reação, por medo. Ao perceberem que a situação que os trabalhadores se encontram está afetando a produção, são tomadas medidas pontuais que não resolvem os problemas, só mascaram os sintomas, como o exemplo de acupuntura e massagem para os trabalhadores apresentada na entrevista. Diante dessa realidade fica evidente a desumanização desses trabalhadores que vivem para produzir o que outros vão se apropriar.

  17. Tatiani disse:

    Infelizmente acredito ser impossível a libertação dos países da América Latina perante aos países ricos, pois são esses países que dão condição aos países desenvolvidos de se manter no poder. O que muda ao longo do tempo é a maneira de se explorar e controlar. Os mecanismos de controle e exploração que presenciamos atualmente se diferem muito dos aplicados antigamente, usando de força. Mas essas mudanças de mecanismos não quer dizer que não existe mais a exploração, muito pelo contrário, essa é feita de maneira muito mais eficiente do que antes, já que conta com a alienação do indivíduo. Já em relação a segunda questão acredito que os impactos da reestruturação produtiva do capital no Brasil do ponto de vista dos trabalhadores tem cada vez mais o poder de alienar o trabalhador, pois alguns acreditam realmente que são os “colaboradores” da empresa e que tudo é feito pelo bem deles, quando na verdade o que se ambiciona é lucro e mais lucro para aqueles que detêm o poder.

  18. Patricia Muriel disse:

    A libertação parece um pouco longinqua no momento, vemos que as lutas, as reivindicações estão cada vez menores, o que dificulta o quadro e faz com que o quadro de país explorado e sem possibilidades pareça até certo ponto irreversível, porém precisamos lembrar que não há mudança de paradigma enquanto houver divisão de classes. Enquanto estivermos no regime capitalista, toda a lógica do sistema vai se basear na relação explorador e explorado, portanto, para alcancar a libertação é preciso muita luta.
    a segunda questão muito te a ver com este cenário, a reestruturação produtiva vem para exigir dos trabalhadores qualificação técnica, investimento em si para garantia do sucesso e flexibilização, visando garantia a todos os trabalhadores oportunidades de crescimento, através da qualificação.
    chega a ser engraçado!!! Na verdade poderiamos dizer que a resestruturação produtiva serviu para a produção de bens cada vez mais caros para serem consumidos pelos ricos baseados na exigencia de mão de obra qualificada de baixo custo, ou seja, o trabalhador passa a acreditar que quanto mais se qualifica mais chance tem no mercado de trabalho, se esquecendo de que, neste mesmo mercado, não há lugar para todo mundo e ele, com o tempo, passará a acreditar que a causa do seus insucesso é incompetencia e falta de esforço para crescer na vida. Enquanto uns compram itens carissimos, outros ganham uma miséria para produzi-los.
    Assim, na visão dos trabalhadores, a reestruturação aumentou a exploração e os deixou cada vez mais longe da intencionalidade do trabalho e longe também de poder usufruir de tudo o que produzem.

  19. Livia Camargo Bini disse:

    Os países da América Latina carregam em si um histórico de exploração muito forte, pois já se formaram baseados em características que permeiam um modelo de exploração pelos países ricos. Uma libertação é sempre possível, se levarmos em consideração que tudo é possível se houver luta. No entanto, devido ao grande tempo em que esses povos continuam sendo explorados e nada fazem pra mudar, pelo contrário, parece que já se acostumaram com esse processo de dominação, a impressão que se tem é que nunca haverá uma mudança efetiva.
    Acredito que o maior impacto do modelo capitalista para os trabalhadores é a alienação. Esta se perpetua cada vez mais e serve para manter como está o processo de dominação.

  20. Kathia Jeanice disse:

    O problema da exploração da América Latina pelos países ricos tem raiz na época da colonização, em que os países latino-americanos foram colônias de exploração enquanto os países que hoje são considerados ricos, surgiram como colônias de povoamento. Isso criou um grande abismo social, econômico e político entres eles.
    Com relação ao modelo de produção que é o capitalista, o impacto da reestruturação produtiva sobre os trabalhadores é injusta e exploradora já que exige mão de obra com qualificação em troca de baixos salários e péssimas condições de trabalho.

  21. Fernanda Mariane disse:

    Sempre procuramos pensar positivo em relação as possibilidade de libertação da América Latina, em relação a exploração dos países ricos. Entretanto esses países exploram fortemente os recursos naturais da America Latina, dessa forma há uma grande desvalorização do trabalhador, gerando uma intensa desigualdade social, como vemos em diversos países da America Latina. Uma reestruturação produtiva poderia melhorar a qualificação do trabalho, todavia os salários continuariam baixos, e com isso a exploração continuaria permeando na sociedade.

  22. Jucélia Pena da Silva disse:

    A América Latina vive uma fase de fragmentação, como bem diz a autora Claudia Korol, e isso, infelizmente, faz com que a América Latina seja cada vez mais explorada pelos países detentores do poder e mais distante de uma libertação. Acredito que para a libertação acontecer é necessário a conscientização da América Latina da sua posição de explorada perante os países ricos, e em seguida, é necessário que ela estabeleça ações para que a libertação se realize, mas isso levará algum tempo para acontecer, se acontecer. Quanto aos impactos da reestruturação produtiva do capital no Brasil, podemos ressaltar que eles não são nada animadores, visto que os trabalhadores são cada vez mais explorados, tendo que se submeter, muitas vezes, à precarias condições de trabalho para sobreviver. Infelizmente, podemos observar que muitos trabalhadores não percebem a situação exploradora em que vivem, ficando alienado perante a sociedade cruel e capitalista no qual está inserido, que visa apenas o lucro acima de tudo e de todos.

  23. Tabata Julia disse:

    Sobre a primeira questão, acredito que não haverá superação em relação a exploração exercida pelo paises ricos pois, isso é um ciclo composto por paises explorados e paises que exploram. A partir od momento que um toma a frente será complicado o outro mudar a situação.
    Já a segunda questão, o processo de reestruturação produtiva continua seguindo os moldes da exploração do operário, agora explorando mais e mais. O fato ainda é muito lamentável.

  24. Maria Isabel Gomes de Araujo disse:

    há possibilidade de libertação da América Latina, considerando-se sua posição de explorada perante os países ricos?
    R: Acredito que sim, por meio da tomada dos meios de produção pela classe operária.
    Quais os impactos da reestruturação produtiva do capital no Brasil do ponto de vista dos trabalhadores?
    R: Os impactos no Brasil são os mesmos para qualquer trabalhador do resto do mundo: muita exploração, coisificação do homem e empobrecimento criativo.

  25. Fernanda Vollet disse:

    Acredito que seja difícil essa “libertação” da América Latina, não só no sentido de exploração, mas do ponto de vista da desigualdade econômica e social que existe se compararmos estes países com os países ricos. Um continente que “nasceu para o labor” terá sempre a imagem sofrida do qual a utilidade é para servir aos países ricos, e não para serem comparados a eles. No Brasil ainda existe a imagem da grande desigualdade social, da pobreza, e isso contribui para o título de país EM desenvolvimento, ou seja, possui um padrão diferente dos países ricos.
    A dependência do capitalismo é o que faz do sistema de reestruturação produtiva condição de desigualdades para os trabalhadores, que se submetem a extremos de trabalho para sobreviver, para se manter perante o seu lugar na sociedade.

  26. Carla Rhaissa disse:

    A libertação da exploração dos países da America Latina pelos países ricos, é pouco provável. Já que essa cultura de exploração está enraizada desde da descobertas desde a países, e vista que o único objetivo dos países europeus eram a colonia de exploração na America latina, em busca de riquezas.E em vista que esse sistema só se consolida através da exploração, fica muito difícil se libertar .
    Para mim, o maior impacto das reestruturação produtiva, tanto aqui no Brasil, como no resto do mundo é a alienação, esse desconhecimento que o individuo carrega de alheio ao processo de produção, ele não se vê com um ser ativo mais apenas como um receptor, ele vende a sua mão-de-obra, produz, é pago por isso (teoricamente), e em seguida compra seu próprio trabalho.

  27. Paula Bastos de Oliveira disse:

    A história registra a forte exploração das terras na América Latina, sendo está marcada por muitas batalhas, suor e sofrimento. Apesar das tentativas de superação em relação a exploração, o que ocorre é ciclo reproduzido pela lógica capitalista, que ao invés de mudar as condições do homem só mutiplica as transgressões ocorridas nessa região. O que mudaram foram as formas de exploração e de alienação, pois mesmo que ganhando mais a propaganda capitalista escravisa o homem pela necessidade de consumo e o faz trabalhar apenas para atender as sauas necessidades futeis, mais que se tornam um inconveniente na vida do indivíduo. O que pode ocorrer, acredito, são movimentos, pequenas ações contra essa exploração, mas para que ocorra essa revolução se faz necessário a mudança de mentalidade de diversos setores, e esses por sua vez não se interessam pela concientização e libertação do homem, mas apenas pelo lucro.

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