O Módulo 4 da disciplina Trabalho e Educação aborda as questões da capacitação tecnológica, a revalorização do trabalho, os modos de socialização da reestruturação produtiva, as qualificações e o modelo da competência, entre outras. No texto de Helena Hirata, emerge a problemática do trabalho feminino na sociedade contemporânea. A questão para o debate é a seguinte: diante de todas as mudanças que ocorreram na sociedade, relativas à inserção da mulher ao mercado de trabalho, que fatores contribuem para que ela ainda seja deixada de lado quanto à ocupação de seu espaço submetendo-se ao trabalho aos moldes tayloristas e sendo excluída da “especialização flexível”? E na educação, o fato de ser mulher interfere em que sentido? Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

26 Comentários “Módulo 4 – Trabalho e Educação – Novas Tecnologias, Trabalho e Educação”

  1. Camila Tanure Duarte disse:

    Apesar de a mulher ter conquistado alguns direitos e espaço em relação a sua inserção no mercado de trabalho, ela ainda é vista como uma mão de obra menos valorizada em comparação à masculina, com funções e salários mais baixos.
    As profissões relacionadas à educação não possuem prestígio social, têm baixos salários, além de serem relacionadas aos dons maternos. Devido a esses fatores, é uma profissão relacionada socialmente com as mulheres.

  2. Marilaine Lopes Barboza disse:

    Apesar das mudanças que ocorreram na sociedade, entre elas a inserção da mulher no mercdo trabalho, devemos lembrar que isso não muda as concepções dos homens de uma hora para outra, ou, quase sempre, nunca muda. Mesmo com as transformações que modificaram a conjuntura social, vemos queé muito mais difícil quebrar paradigmas. Pois, por exemplo, não teria necessidade da Lei Maria da Penha existir, se o gênero masculino tivesse internalizado que homem e mulher são sujeitos com direitos iguais e merecem ser tratados com respeito, independente, do sexo. Se a mulher continua fora do processo é porque o preconceito, ainda, é muito grande. O campo educacional é considerado por muitos “lugar de mulher”, mas um preconceito. Pois ambos os sexos são capazes de atuar nele com competência.

  3. Betânia Aparecida Ferreira Cardoso disse:

    Os fatores que contribuem para que a mulher seja deixada de lado de acordo com o texto se refere ao fato das mulheres possuírem menos competência técnica, dessa forma, estas ficam marginalizadas e, por conseguinte não qualificadas, assim, os setores femininos ficam como a “reserva”, para embalar, repor os estoques, enfim atividades não valorizadas como a dos homens são, tendo estas uma desigualdade no salário e nos seus respectivos direitos sociais. Sendo assim, o modelo taylorista foca a rapidez visando sempre o lucro, tratando o grupo feminino em especial como uma intensificação destes. Baseado na competência na produtividade. O homem por sua vez, trabalha no modelo da especialização flexível, o qual é inspirado no modelo empresarial japonês, com um trabalho cooperativo, com polivalência multifuncional. O fato de ser mulher interfere na educação no sentido de que a mulher, ao ser mulher, naturalmente um dia se tornará mãe, o qual irá produzir um cuidar maternal maior, tendo esta distinção entre o homem, cujo papel de pai, não é tão solidificado dessa maneira, podemos dizer que de um modo mais geral, a mulher possui características mais adequadas para essa função.

  4. Livia Camargo Bini disse:

    A conquista das mulheres na sociedade foi muito grande, em todos os sentidos. Principalmente no que diz respeito ao mercado de trabalho, pois, hoje, a mulher está totalmente inserida no mercado de trabalho. Mas também é real o fato de a mulher ainda sofrer certa desvalorização. Os salários das mulheres são bem mais baixos em relação ao dos homens e pouco se vê ainda mulheres assumindo cargos de chefia em grandes empresas. Hoje temos a nossa presidenta, Dilma Roussef, mulher e conquistadora de muitos direitos, mas infelizmente, mulheres assumindo esse tipo de cargo ainda é minoria. Outro fato que chama muita a atenção são em relação ás profissões que na maioria são mulheres que assumem, como a própria área da educação: essas profissões são muito desvalorizadas e sem quase nenhum prestígio social. O fato de ser mulher não interfere em nenhum sentido, acredito eu. A questão é mais cultural, pois, foi-se criado um estigma de que a mulher é mais adequada para atuar nessa área, mas o homem e o papel dele também é importante na educação das crianças, em minha opinião.

  5. Tabata Julia disse:

    Se analisarmos a história, vemos um grande avanço em relação as conquistas das mulheres, mas mesmo tendo conquistado tantos espaços ainda há muita desvalorização. Isso se dá a cultura machista e capitalista a qual estamos imersos, pois o homem tem o caráter que só ele pode ser o patriarca. E o capitalismo vê as mulheres como um ser não produtor o suficiente. É devido a esses fatores que a mulher encontra dificuldades em atingir suas metas.

  6. Lais Santa Rosa disse:

    Ao longo do tempo, a visao em relação as mulheres sofreu muitas mudanças, mas nem por isso coseguimos enxergar uma mudança significativa que pudesse valorizar as mulheres. Vivemos em uma sociedade em que os homens são considerados melhores e com maior capacidade do que as mulheres. Por conta do sistema vigente, o capitalismo, essa ideia continua estabelecida com raízes fortes, pois segundo a ideologia dominante as mulheres não são capazes de efetuar algumas atividades intelectuais e por isso continua em segundo plano.

  7. Mayara Gomes Lapa disse:

    As mulheres sempre foram alvo de desvalorização em nossa sociedade, em se tratando de qualquer aspecto da vida. Às mulheres cabia apenas o papel de parir e cuidar da casa, dos filhos e do marido. Com o tempo e com a inserção da mulher no mercado de trabalho, a visão quanto ao seu papel na sociedade mudou um pouco. Elas passaram a ganhar espaço, através de reivindicações e manifestações, e hoje sua participação social é muito maior do que antigamente. No entanto, ainda há muito o que ser mudado no que diz respeito ao papel da mulher, ou melhor, a visão que se tem sobre isso. Há preconceito, discriminação e diferenças entre os homens e as mulheres, por vezes mulheres que realizam a mesma função que homens acabam recebendo valores menores do que os deles. Vivemos em meio a uma sociedade um tanto machista e diante dessa cultura a ideia que se propaga é a de que os homens são ‘mais’ do que as mulheres.

  8. Lilian Maria da Silva disse:

    Com o passar do tempo a mulher foi conquistanto seu espaço no mercado de trabalho, entretanto essa conquista não veio junto com a sua valorização profissional. Em muitos casos as mulheres são submetidas a trabalhos com baixos salários e condições inferiores aos homens que exercem a mesma função que elas. No caso da educação, a atuação feminina continua desprestigiada, pois se atribui “dons” para atuar nessa área e não “conhecimentos” específicos como ocorre nas demais profissão.

  9. Juliana Saab disse:

    Ao longo das décadas as mulheres foram conquistando um espaço maior na mercado de trabalho, no entanto, podemos dizer que esse fato não fez com que a mulher fosse mas valorizada. Essas foram necessidades do mercado de trabalho – que viram nas mulheres uma mão de obra barata. Ainda perdura um certo preconceito, de que mulheres devem exercer profissões a partir de seus “dons”, como professora, costureira, etc. E não a valorizam como pessoas que são capazes a partir de seus conhecimentos e estudos.

  10. Maiara Caroline Pereira disse:

    Apesar da série de conquistas em relação ao mercado de trabalho que a mulher vem alcançando nos últimos anos, podemos observar ainda por parte de muitos um preconceito escancarado em relação a inserção do trabalho feminino em diversas áreas. Por outro lado talvez seja apenas no campo educacional o ambiente em que a mulher tenha um espaço maior no mercado de trabalho do que o homem. Isto se dá graças a uma questão meramente social em que a mulher é considerada como detentora de dotes assistenciais que envolvem os cuidados com a casa, com os filhos e etc. Assim na educação a presença da mulher sobressai a do homem e ela passa a ser bem mais vista e aceita, do que em outras profissões que valorizam erroneamente a força e conhecimento masculino como superior a feminina.

  11. Simone F. Lopes disse:

    Apesar das mulheres terem feito grandes conquistas nos últimos tempos, podemos dizer que ela conquistou seu espaço, porém não obteve a valorização. São submetidas a trabalhos e salários inferiores aos dos homens, tal contexto está inserido nos ideais machistas que estão presentes em nossa sociedade. A mulher continua sendo vista como alguém que não é suficientemente produtiva em seu trabalho.

  12. Roseli Aparecida Francisco disse:

    Por meio de muitas lutas em prol de seus direitos a mulher tem conquistado seu lugar no mercado de trabalho, porém esta conquista não ocorre em plano geral, isto porque ainda existe um preconceito que destacam a mão a mão de obra feminina menos qualificada que a masculina, o que mantém a dissociação entre as capacidades dos dois sexos, seguindo paradigmas já introduzidos na sociedade. A partir desta dissociação das capacidades femininas e masculinas, aos homens é destinados os cargos intelectuais e que pagam melhores salários, enquanto que para as mulheres são destinadas ao trabalho manual ou menos remunerado. Na educação um grande exemplo que pode ser dado já na formação é o curso de pedagogia que é em sua maioria constituído por mulheres, assim como este campo de atuação da educação Infantil parece ser relacionado somente ao cuidar, associando a profissão à maternidade.

  13. Talita C. L. Nogueira disse:

    É inevitável que vejamos as conquistas alcançadas pelas mulheres no decorrer dos anos no que diz respeito à garantia de seus direitos.
    Foi uma vitória política, porém a cultura da sociedade ainda é baseada na divisão sexual do trabalho.
    Acredito que a cultura é um dos fatores que contribuem para que as mulheres ainda sejam deixadas de lado quanto à ocupação de seus espaços submetendo-se ao trabalho aos moldes tayloristas.
    Neste contexto, as mulheres formam o exército industrial de reserva no qual são mobilizadas quando o capital necessita delas e voltam para a “reserva” (a esfera doméstica) quando se instaura a concorrência masculina pelo emprego assalariado. Esta instabilidade aumenta o emprego informal assumido por elas.
    Na educação, a mulher tem sim mais espaço, mas isso não é uma conquista. A mulher é bem vista neste setor por seus atributos maternais. O olhar para ela não é de profissional, mas de cuidadora, o que implica a desvalorização profissional, uma vez que a encara como uma pessoa com o dom de ensinar.

  14. Ana Teresa S. Fiúsa disse:

    No decorrer da historia ficou clara as conquistas das mulheres em relação aos seus direitos, pois antes as mulheres eram somente donas de casa e hoje elas conseguiram inserir-se no mercado de trabalho graças a conquita de seus direitos.
    Infelizmente as mulheres não recebem o mesmo salário e as mesmas funções que os homens em uma empresa em moldes tayloristas, e isso contribui para que a sua posição nessas empresas sejam apenas para a reserva, diferentemente da do homem o qual se especializa para desempenhar a sua função, dessa forma isso se deve ao fato de que na nossa sociedade capitalista a mulher ainda é entendida com menos capacidade que os homens, o que menospreza o trabalho das mulheres.
    Na área da educação certamente a mulher tem mais oportunidade, pois são encaradas como cuidadoras no sentido maternal e não como profissionais que estão ali para educar, desvalorizando assim a profissão de professor.

  15. maria cristina labrichosa disse:

    A mulher se inseriu no mercado de trabalho a partir do momento em que as condições financeiras das famílias foram se tornando insuficientes, sendo necessário completar o orçamento familiar. Isto trouxe alguns agravantes no tocante às responsabilidades perante o lar, conseqüentemente a mulher tem que se desdobrar para conseguir cumprir com seu dever de esposa, dona de casa e mãe possuindo assim, uma dupla jornada. Apesar da evolução da mulher dentro de uma atividade que era antes exclusivamente masculina, e apesar de ter adquirido mais instrução, os salários não acompanharam este crescimento, pois segundo pesquisas as mulheres ainda ganham cerca de 30% a menos que os homens exercendo a mesma função, e conforme o salário cresce, cai a participação feminina, e a cultura é um dos fatores que contribuem para que as mulheres ainda estejam nessa posição de desigualdade, submetendo-se ao trabalho aos moldes tayloristas. Na educação a mulher ainda é vista como mãe vinculando assim a educação infantil como sendo maternal e não como profissional.

  16. Josiane Paula Rodrigues disse:

    A intensificação da participação das mulheres no mercado de trabalho, a partir da segunda metade do século XIX, contribuiu para a consolidação do sistema capitalista. Embora algumas leis trabalhistas tenham propiciado que elas assumissem essa posição, em geral, possuem menos capacitação técnica e, dessa forma, sua atividade fica restrita a setores não valorizados, considerando ainda a desigualdade no salário oferecido para cargos femininos, embora as estatísticas apontem que este cenário vem se revertendo. As mulheres estão sujeitas ainda a diferentes pressões sociais, como impedimento por parte dos pais, marido e outros familiares e “obrigações implícitas” como o dever de gerenciar a casa e cuidado com os filhos, que dificultam seu investimento em capacitação profissional. As mulheres ainda estão em uma condição de desvantagem em relação aos homens, pois continua existindo muito preconceito e discriminação. O campo educacional é, talvez, um dos ambientes em que a mulher tenha mais espaço. A questão social, em que a mulher é considerada como detentora de dotes assistenciais exerce forte influencia na formação do estereótipo de que elas sejam melhores educadoras. Assim, na educação, a presença da mulher sobressai a do homem e ela passa a ser bem mais vista e aceita, do que em outras profissões que consideram erroneamente a força e conhecimento masculino superior a feminina.

  17. Tatiani disse:

    Realmente foram muitas as mudanças que ocorreram em relação aos direitos das mulheres, muitas conquistas foram alcançadas ao longo do tempo, e hoje é totalmente reconhecida o valor que a mulher possui, sendo que em algumas situações até mais do que os homens. Mas assim como qualquer paradigma, existem certa resistência a tal valor que a mulher construi. Infelizmente para alguns existem certos trabalhos dedicados exclusivamente aos homens, considerando as mulheres incapazes de exerce-las. Na concepção dessas pessoas que pensam desse forma, o que resta a mulher são trabalhos como a educação, que infelizmente são considerados menos importante do que outros aspectos.

  18. Jucélia Pena da Silva disse:

    Mesmo diante de todas as mudanças ocorridas na sociedade ao longos desses anos, a mulher ainda está conquistando, e cada vez mais, o seu espaço no mundo do trabalho. É evidente que, atualmente, a mulher já possui um grande valor no mercado de trabalho, muito diferente de quando ela começou a trilhar esse caminho. As mulheres já conquistaram muitos direitos. Quanto o espaço feminino na educação, tenho a impressão que é onde as mulheres mais tem espaço, sendo muitas vezes considerado um espaço totalmente de atuação feminina. Percebi-se que, nessa perspctiva, a sociedade não evolui quase nada. Diante disso, vale ressaltar que grande parte das profissionais de educação não são valorizadas, sendo muitas vezes apenas consideradas “cuidadoras” de crianças.

  19. Patricia Muriel disse:

    Falar sobre a questão da mulher e suas conquistas, significa relembrar toda a trajetória de reivindicações por dieitos iguais, pela liberdade de expressão e pela igualdade. Notoriamente são muitas as conquistas e se expandem por todos os setores da economia. atualmente, segundo diversas pesquisas já apontam, as mulheres são a maioria nas universidades e tem melhor formação, o que não garante ainda a igualdade de direitos e oportunidades.
    em trabalhos mais intelectuais, apesar de discrepancia entre os salários, as mulheres estão ganhando espaço devido a mão de obra qualificada de baixo custo, porém, em setores de produção de bens e trabalhos que exigem força físca, ainda estamos em grande desvantagens, e estas quesões passam muito pela cultura.
    Culturalemente falando, os homens são muito mais competentes e habilidosos, o que estimula o crescimento do trabalho feminino baseado no sistema Taylorista, onde não há necessidade da polivalencia. Muito ainda deve ser trilhado para que as mulheres alcancem seu espaço e passem a ser tratadas como iguais; cada vez mais vemos as mulheres em todos os setores profissionais e estas se saem muito bem.
    acredito assim, que, atualmente, além da falta de luta pela reivindicação dos direitos, a questão é muito mais social e economica do que qualquer outra coisa.
    Já na educação, também baseado na cultura, o perfil do educador é de alguem que se preocupa com o crescimento e desenvolvimento dos alunos e estas são caracterisiticas femininas, devido a questão da maternidade; nesta área os homens sofrem muita resistencia quanto a sua inserção e por este fato, as mulheres tem preferencia; Ou seja, também uma questão cultural, social e do capitalismo.

  20. Kathia Jeanice disse:

    São muitos os avanços que a mulher tem conquistado nos últimos anos, porém ainda há muita desvalorização e preconceito no mercado de trabalho. Na área da educação, a mulher tem um espaço maior com relação ao homem, isto se dá pelo papel da mulher na sociedade com a responsabilidade na educação dos filhos que acaba sendo transferida para o campo profissional.

  21. Fernanda Mariane disse:

    Com o passar do tempo nas sociedades, a mulher passou a participar e exercer um papel muito importante dentro do mercado de trabalho. Entretanto, ainda a presença masculina parece ser mais importante dentro do mercado de trabalho do que a feminina, tento até mesmo salários inferiores aos dos homens, fazendo o mesmo serviço, e algumas vezes tendo dupla jornada, sem contar o trabalho familiar. Infelizmente, assim como a mulher não tem muito prestígio salarial, na educação não é diferente. A desvalorização dos profissionais da educação é muito grande. Esperamos que, assim como a valorização da mulher, exista também a valorização de todos os profissionais da educação.

  22. Michele C. F. S. Silva disse:

    A história social da mulher evidencia o menosprezo e desvalorização perante a figura masculina. No momento em que as mulheres necessitaram inserir-se no mercado de trabalho essa descalorização foi mantida. Em relação a educação, a mão-de-obra feminina domina os espaços escolares, esse deve ser um dos motivos de o trabalho com educação ser uma área tão desvalorizada.

  23. Maria Isabel Gomes de Araujo disse:

    diante de todas as mudanças que ocorreram na sociedade, relativas à inserção da mulher ao mercado de trabalho, que fatores contribuem para que ela ainda seja deixada de lado quanto à ocupação de seu espaço submetendo-se ao trabalho aos moldes tayloristas e sendo excluída da “especialização flexível”?
    R: Primeiramente, o modelo taylorista ignora as necessidades das trabalhadoras, além do contexto social, gerando conflitos e choques. Como consequência disso, as trabalhadores se sentem exploradas, uma vez que que esse tipo de administração nada mais é do que uma técnica para fazer o operário trabalhar mais e ganhar relativamente menos, transformando o trabalhad@r em uma máquina. O operário é tratado como uma engrenagem do sistema produtivo, passivo e desencorajado de tomar iniciativas, já que os gerentes não ouvem as idéias das classes hierárquicas inferiores, uma vez que essas eram consideradas desinformadas.Diante de sociedade machista, para a mulher, todas essas ações são intensificadas e massantes.

    E na educação, o fato de ser mulher interfere em que sentido?
    R: Na educação brasileira, o fato de vc ser mulher, homem, criança, negro, branco, portador de deficiencia, não portador de deficiencia, rico, podre crente, ateu enfim, o fato de vc ser qualquer uma dessas alternativas interfere absolutamente, pois é totalmente ignorado pela ideologia vigente que apenas vida a padronização da massa. Ainda está em construção uma educação emancipadora, levando qualquer humano a desenvolver suas capacidades plenas, essa educação está em construção, sendo prevista para ser utilizada em nossa sociedade humana daqui aproximadamente uns mil anos, após a superação do atual sistema.

  24. Fernanda Vollet disse:

    Embora exista um grande histórico de manifestações feministas, a cultura social ainda tem grande influencia contrária, inclusive nos padrões do mercado de trabalho. A ideia de que o trabalho para as mulheres está ligado aos dons e a capacidades femininas limitou a ocupação no mercado de trabalho a serviços segundo o modelo taylorista, ou seja, este não necessita de uma qualificação.
    Existe ainda uma influencia na área da educação no sentido de que o trabalho de professor está relacionado ao cuidar, característica até certo ponto maternal atribuída às mulheres. Por consequência é um trabalho não tão bem remunerado e nem tão valorizado pela sociedade do nosso país, apesar de reconhecerem politicamente que é preciso investir em educação para a formação dos “futuros cidadãos”

  25. Carla Rhaissa disse:

    Apesar do grande espaço que a mulher vem ocupando atualmente no mundo, há ainda um velho preconceito culturalmente formando ao longo da história. Há ainda também, um conceito equivocado de incapacidade feminina perante algumas funções, e assim, a marginalização da mulher para o mercado de trabalho. Apesar das mulheres que as mulheres vêm ganhando espaço em muitos setores, considerados exclusivos masculinos; mas mesmo com o mesmo nível de escolarização, e a mesma competências os salários femininos muitas vezes são considerados baixos se comparados com o do homens.
    O fato da predominância da mulher na educação, é outro fator cultural historicamente construído, já que antes a educação, principalmente a infantil era vista como o mero cuidado, e ligado a maternidade. E falta de valorização e status da profissão acarreta os baixos salários.

  26. Paula Bastos de Oliveira disse:

    Apesar de todas as conquistas que as mulheres conquistaram ao longo da história é fato que o estereótico de fragilidade e incapacidade para certas áreas fazem com que o trabalho feminino continue na argem da economia e sociedade. Mesmo já provando a sua capacidade, ainda não foi superadas aquela ideia que a mulher serve para certas funções e o homem para outras, ou de que o homem é o provedor e portanto deve ter mais condições. Dessa forma somos colocadas em cargos que não demandam tanta formação ou habilitação, submetendo-nos a salários inferiores aos dos homens.
    Na educação ainda vejo que a maioria a exercer essa função são mulheres. Ainda é comum ouvirmos que o magistério é um dom e não pode ser aprendido e que a mulher encaixa-se no perfil de professora por sua característica inata de maternidade e cuidado. Percebo também que o pensamento de que esse é um trabalho “mais leve”, que não demanda tanto do profissional encaxa nos quesitos necessários para ser um bom professor. Além do mais os baixos salários que inferiorizam a prárica educativa.

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