O Menino da Porteira: um Cinema Popular Brasileiro

On outubro 11, 2011, in RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

 

Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem? 

O filme “O Menino da Porteira” ganhou um remake em 2009.  A primeira filmagem do clássico da música sertaneja “O Menino da Porteira” foi feita em 1976. “O Menino da Porteira” é um “Cururu” da autoria de Teddy Vieira e Luizinho (da dupla Luizinho & Limeira). Foi gravada originalmente em 1955 por Luizinho & Limeira. Dois filmes foram feitos com o título “O Menino da Porteira”. O primeiro estrelado por Sérgio Reis em 1976 e o segundo pelo cantor Daniel em 2009. O cinesta Jeremias Moreira no texto abaixo explica porque refilmou “O Menino da Porteira”.  Vejamos a sua argumentação. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

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Letra da Música “O Menino Da Porteira”  (Teddy Vieira e Luizinho)

 

Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino

de longe eu avistava a figura de um menino

que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo:

- Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo.

Quando a boiada passava e a poeira ia baixando,

eu jogava uma moeda e ele saía pulando:

- Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando

pra aquele sertão à fora meu berrante ia tocando.

Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontrei,

mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei

Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei

Vendo a porteira fechada o menino não avistei.

Apeei do meu cavalo e no ranchinho a beira chão

Ví uma mulher chorando, quis saber qual a razão

- Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão!

Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração!

Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem

quando passo na porteira até vejo a sua imagem

O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem

Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem.

A cruzinha no estradão do pensamento não sai

Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais

Nem que o meu gado estoure, e eu precise ir atrás

Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais.

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O Menino da Porteira com Sergio Reis: http://www.youtube.com/watch?v=jaYLzTs4mbY

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Sinopse do Filme “O Menino da Porteira” (2009)

Interior do sudeste do Brasil, anos 50. Diogo é um peão de boiadeiro calado, introspectivo, mas de enorme coração. Quando solta a voz na cantoria, todos se encantam. Ao tocar uma grande boiada para a Fazenda Ouro Fino, de propriedade do truculento Major Batista, Diogo passa pelo Sítio Remanso, de Otacílio Mendes, onde conhece e trava amizade com Rodrigo, o menino da porteira. Porém, Otacílio é inimigo político do Major, e Diogo logo percebe a forte tensão que existe pela região. Chegando ao vilarejo, Diogo é procurado por um grupo de pequenos sitiantes que lhe revelam a maneira predatória e violenta como o Major domina o lugar, forçando os criadores a vender gado e terras pelo preço que impõe. Contra os que se recusam, ele costuma usar a violência de seus capangas. Diogo aceita levar o rebanho dos pequenos criadores para ser vendido em melhores condições, em outra região. O Major reage de maneira brutal. A situação entre Diogo e o Major fica cada vez mais insustentável. A cidade está dividida, o clima é de guerra e as consequências serão tragicamente inevitáveis. E como se tudo isso não bastasse, Diogo ainda se encanta com Juliana, a bela enteada do Major. O amor que surge entre eles provoca ainda mais a ira do tirano local.

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Porque refilmar O Menino da Porteira (Jeremias Moreira)

O folder do nosso filme “O Menino da Porteira” inicia-se com o texto “Por um cinema popular brasileiro” porque acreditamos que cinema é, sobretudo uma arte que se faz para o grande publico.

Por isso nos propusemos a praticar um cinema popular. Popular pela narrativa simples e direta, popular no sentido de atrair, também a população periférica e de baixa renda, popular ao escolher temas que motivem o espectador eventual a entrar no cinema.

O cinema brasileiro atravessa uma fase em que se tornam necessários, também, filmes voltados ao mercado e que reencontre o sucesso popular que viveu em muitos momentos. Como por exemplo, com as produções da Cinédia; da Atlântida, com Oscarito e Grande Otelo; da Vera Cruz, com os fenômenos “Mazzaropi” e “O Cangaceiro”. E durante os anos 70 com “Mazzaropi”, “Os Trapalhões” e os “Sertanejos” e que foi retomada em 2005 com “Dois Filhos de Francisco”.

Paulo Emílio Salles Gomes, era um defensor da idéia de cinema popular. E disse, em entrevista à revista Cinegrafia, o seguinte: “Se o pessoal que preparou a Vera Cruz tivesse se preocupado mais cedo em encontrar um ator que fosse a emanação do teatro ligeiro, do mambembe brasileiro, como o Mazzaropi e se tivesse descoberto o veio do cangaço, também antes, e caminhasse mais nestas duas direções, eu penso que a Vera Cruz poderia ter enfrentado melhor as pressões do comercio cinematográfico”.

É nesta tradição de cinema popular que se insere nosso projeto. E meus filmes anteriores parecem confirmar que este é um bom caminho (os três atraíram, só nas salas de cinema, cerca de 7 milhões de espectadores, sendo que apenas o O Menino…, em torno de 4 milhões).

Cinema popular não significa cinema mal feito e apelativo. Significa para mim, antes de tudo, cinema que tenha vínculos com a vida, e por opção minha, com a vida simples do homem que tem ligação afetiva e de sobrevivência com a terra. O homem do interior, o homem do campo.

A historia d`O Menino da Porteira, que fala a música, é um pretexto para falarmos de gente, construir personagens que existem e que estão no imaginário do povo e com os quais ele se identifica. Gente que trabalha, se diverte, ama, odeia, sofre, luta, ganha, perde, e que tem como pano de fundo o vilarejo e o campo. Um microcosmo da política e da economia do país nos anos 50. É desse homem simples, com opiniões fortes, mas quase singelas, que desejo falar.

O paulista mameluco, resultante da miscigenação do português, do índio e do africano, se constituiu como tipo, vivenciou as transformações sociais e econômicas desse interior paulista e deixou raízes – o estilo de vida caipira.

A cultura caipira secular, por mais que se transforme com a modernidade, continua enraizada no modo de ser e agir do homem do interior. A partir dos anos 50, a cultura caipira se disseminou e influenciou o comportamento de um vasto segmento de brasileiros e a música talvez seja a sua expressão mais abrangente.

A evolução sócio-econômica do caipira, enfocada por Antônio Cândido em “Parceiros do Rio Bonito” e por Darcy Ribeiro em “O Povo Brasileiro”, talvez seja o assunto principal do nosso filme, embora citado de modo simples e direto. Coube, porém, tratá-lo de modo verossimilhante como estrutura dramática do roteiro.

Para construção desses personagens conto com a minha história de vida (sou caipira de Taquaritinga), mas também com textos de Waldomiro Silveira e Cornélio Pires que criaram histórias, tipos e personagens extraídos deste contexto caipira.

Portanto, a narrativa adotada no filme será simples, direta e pela verossimilhança. Vejo a verossimilhança como uma opção de liberdade criadora que se situa entre o estereótipo, que queremos fugir, e o realismo, que nem sempre é suficiente para representar a própria realidade.  

Em relação a um conceito fotográfico para o filme, penso numa luz que seja “definidora” de um ambiente rude, empoeirado e causticante e onde pulsam vivências de gente com fortes ligações com a terra.

Rodrigo Naves, no artigo “O Sol no Meio do Caminho” refere-se à luz de Almeida Junior, como “…luz do sol que age sem piedade…” e mais à frente “O sol é o grande personagem deste ‘Caipira picando fumo’..”..

O caipira é tema recorrente na pintura de Almeida Junior e, sem dúvida, sua obra será fonte de referência para composição estética de personagens e ambientações mas, principalmente para conceituar esse tipo de luz “definidora”, ou “uma luz como instrumento do olhar”,como diz Naves, que dê ao ambiente rural caráter e personalidade. 

Nosso filme será rodado no interior do estado de São Paulo, nas regiões de Brotas e Paulínia. Vamos aproveitar cerca de 800 moradores destas cidades como figurantes e pequenos papeis. Diversas fazendas e sítios servirão de locações e cenários. Vamos utilizar serviços de hotelaria, alimentação e transporte. Serão utilizados cerca de 100 cavalos e burros e 4.000 cabeças de gado e o respectivo pessoal para manuseio.

Esses números dão idéia do impacto econômico e geração de emprego temporário que o filme produzirá na região.

A cidade de Paulínia criou o Paulínia Magia do Cinema, um Pólo de fomento ao cinema brasileiro, do qual nosso projeto é um dos contemplados.

Assim como os tradicionais apoiadores de nosso cinema, onde o BNDES se insere, uma cidade do interior, como Paulínia, criar um Pólo Cinematográfico, com leis municipais de apoio e fomento à produção, é como um oásis que ganha importância para nosso cinema e que merece se consolidar.

Assim como a combinação O Menino da Porteira/Sérgio Reis foi fundamental para o sucesso do primeiro filme, a associação que fazemos agora com o grande ídolo da música sertaneja Daniel, também é uma estratégia de marketing.

Daniel nasceu em Brotas, interior de São Paulo e tem fortes ligações com a música sertaneja de raiz. Nasceu e cresceu impregnado de cultura caipira.

Além disso, em teste pelo método de Viola Spolin, Daniel revelou-se um ator intuitivo de muita sensibilidade. Acredito que após a preparação do elenco estará apto a dar verdade ao personagem do boiadeiro Diogo e, ao encabeçar o elenco do filme, será um reforço a mais na proposta de filme popular.

Gostaria de falar da nossa capacidade de realização. A minha, como diretor: Fui assistente de direção de Luis Sergio Person e Roberto Santos, fui diretor de produção e montador de diversos filmes de publicidade e de longa metragem, dirigi 3 filmes de longa metragem e uma série na TV Cultura de SP. Atuo no mercado de cinema publicitário desde 1980, segmento em o Brasil está entre os quatro melhores do mundo em qualidade, e onde realizei cerca de 1500 filmes. Já fui premiado com o Leão de Ouro no festival de Cannes e Gran-Prix nos de Gramado e Mar Del Prata.  Tenho como ponto forte no meu trabalho a direção de atores e contar histórias. Entre 1970 e 73 fui aluno de interpretação de Eugênio Kusnet, sempre com foco na direção de atores. Ao longo dos anos aprimorei um processo de interpretação com “não-atores” numa mistura dos métodos de Stanislavisk e de Viola Spolin, que me valeu, durante muitos anos, ser considerado o melhor diretor de filmes com crianças.

Moracy do Val, o produtor executivo e co-produtor do projeto é jornalista e produtor cultural. Participou das fundações dos teatros Oficina, Gazeta e Procópio Ferreira. Co-produziu as peças “A Ratoeira”, “Godspell” e “Hair” e os shows “Noite de Bossa” no Teatro de Arena. Co-produziu, também seis filmes de longa-metragem e foi o responsável por um dos maiores fenômenos do show-business brasileiro, o grupo Secos & Molhados.

A JerêFilmes, produtora responsável, atua no mercado publicitário desde 1992 e já realizou filmes para clientes como, Nestlé, Banco do Brasil, Fleyshman-Royal, Sadia, UniLever, Epson e Coca-Cola, entre outros. Alguns, no contexto de campanhas com custos significativos. Portanto, é uma produtora que está habituada a trabalhos de grande porte e com altas cifras e que agora, com a realização deste filme, pretende, também atuar no mercado de conteúdo.

Em síntese, a primeira versão do filme “O Menino da Porteira” foi lançada nos cinemas em 1977 e constituiu-se num dos maiores sucessos de nosso cinema. O numero de espectadores aproximou-se de quatro milhões.

Em sua primeira exibição na TV Record, no domingo de 11 de outubro de 1981, o filme atingiu pico de audiência de 36 pontos, chegando a superar o Fantástico, segundo o IBOPE.

A música de Luizinho e Teddy Vieira, em que se baseou, é a mais gravada e a mais popular do repertório caipira. Sua letra serviu de argumento para o filme e fala de costumes e sentimentos vivenciados por antepassados de muitas famílias brasileiras, a maioria vivendo hoje nas grandes cidades e nas capitais. Um grande sentimento atávico une essas famílias a suas origens e provoca nostálgicas reminiscências.

Em 2008 o lançamento da versão original do filme completará 31 anos, havendo um enorme contingente de potenciais espectadores nascidos após o evento. Sem contar que pode trazer de volta aos cinemas parte dos milhões que assistiram àquela versão tanto no cinema, como na TV e em “home-vídeo”.

A música “O Menino da Porteira” continua a de maior sucesso dentro do gênero, apreciada e cantada pelas novas gerações e conservando o mesmo apelo popular da época do primeiro filme. O site Youtube registra mais de 500 vídeos de jovens cantando “O Menino da Porteira”.

Nestes trinta anos, também, o cinema como um todo e em especial o do Brasil passou por aprimoramento técnico-artístico sem precedente. O filme “O Menino da Porteira”, que é pioneiro e considerado um clássico no gênero, merece uma versão compatível com a consistência estética que o atual estágio de nossos realizadores e técnicos é capaz de dar.

Jeremias Moreira

19/03/2009

Texto retirado de: http://www2.uol.com.br/omeninodaporteira/

29 Comentários “O Menino da Porteira: um Cinema Popular Brasileiro”

  1. g. disse:

    eu acho que no passado era muito diferente nao existia muito carro,moto caminhões os povos so usavam cavalos charretes
    mas,agora ja não tem muito isso,a tecnologia está muito avançada hoje !

  2. i. disse:

    Antigamente o trabalho dos boiadeiros era conhecido por todos muitos gostavam dessa profissao,ja nos dias de hoje e tudo avançado usa-se mais caminhoes e trens e outros meios de transportes,embora tambem tem muitos que ainda trabalham com boiadas

  3. t. disse:

    Antigamente os boiadeiros tinham que transportar os bois,eles eram muito impotantes pois nao tinhamos outros meios de levar os bois.atualmente os boiadeiros ou os peões trabalham apenas separando o gado,pois temos meios de transportes pa carrega-los para lugares pertos ou distantes.

  4. d. disse:

    Atigamente o trabalho no campo era muito imprtante pois era cmo esse trabalho que as pessoas viviam.Os boiadeiros erão cmo pião solto n mundo;Hoje as pessoas ne ligam mais cm o trabaho no campo.olha sinceramente eu não gostei do flme pois “O MENINO DA PORTEIRA” morre..”ATÉ A PROXIMA AVENTURA GALERA!!!!!!!!!!!!!!!!!

  5. j. disse:

    eu acho que o boadeiro era o recurso otaquela época e nos dias atuais ese modo de trabalho foi quase estinto.

  6. r. disse:

    Antigamente os boiadeiros usavam mais os cavalos para fazer o transporte do gado.Hoje são usados caminhões para realizar esse tipo de transporte.
    Os donos de fazendas viviam brigando pelos boiadeiro para realizarem seus serviços, e hoje cada fazendeiro contrata seu proprio boiadeiro.

  7. c. disse:

    antigamente era complicadp os boiadeiros tinham que juntar os gado .era mais dificil agora nao agora e muito mais façil os vviam solto e agora nao a vida dos boiadeiros e melhor e façil agora tem o curral para eles ficarem

  8. s. disse:

    se vc comparar é totalmente diferente de hoje com o passado tocar berante, a boiada, andar de cavalo .
    mas hoje o campo quase não encomtramos muitos boiadeiros ,no filme mostra que tinha também dominios de terras, vender gado etc….
    o povo não gostava do homem,e ele queria tomar conta de tudo.

  9. j. disse:

    Na epoca deste filme era muito dificil, pois os boiadeiros tinha que trabalhar somente para um fazendeiro.Mais agora è diferente pois eles são livres para fazer o que bem entender e trabalhar para quem eles quizerem.

  10. m. disse:

    O MENINO DA PORTEIRA

    antigamente tinha que sair de cavalo para tocar boi e vaca e tinha que contatar peões ,hoje e so alugar um caminhao e toacar a boiada para poder transportar

  11. v. disse:

    Antigamente otrabalho dos boiadeiros eram muito complicadohoje é tudo mais fácil tem tratorcaminhão e tudo mais.mais ainda existe boiadeiros do passado.até mais bjos…

  12. l. disse:

    No passado não existia meio de transporte para transporta a boiada,no dia de hoje existe caminhões apropriado para esse tipo de serviço.Com essa condição de hoje o trabalho de boiadeiro esta estinto.

  13. m. disse:

    boom na epoca dos tocadores de boiada a vida deles era bem dificil e bem dolorosa. Eles tinham que fica longe das familias amigos e parentes, nao tinha parada e hoje nao. Hoje com a tecnologia mudou muitas coisas como tranportar a boiada antes era por pastos e agora sao tranportados pelos caminhoes carretas e talvez aviao.

  14. w. disse:

    o filme trás a historia de um boiadeiro,que antigamente andavamde cavalo para transportar boi,agora é usado mais veiculos como meio de trasporte do gado.agora ficol mais facil para os boideiros no campo por ter mais opçoes de trafego

  15. g. disse:

    na epoca dos boiadeiros era diferente , eles ficavam andando ao mundo a fora a procura de serviços com fazendeiros ricos para poder mexer com os seus rebanhos.
    Hoje não há mais desses boiadeiros que andavam o mundo a fora a procura de serviços.

  16. l. disse:

    no sec xx, a boiada era conduzida pelo boiadeiro,com berrante, montado a cavalo…
    os boiadeiros nao tinham um lugar fixo para trabalhar, dormir ou fazer suas necessidades.
    hoje, com a modernizacao do sec xx1, temos a facilidade de tranportar o gado com mais rapidez e mais conforto para o gado e para os “BOIADEIROS”….

  17. b. disse:

    Antigamente, os trabalhos dos boiadeiros eram bem dificil,pois eles tinham que enfrentar muita coisa para lidar com os bois.
    Os boiadeiros tinham muita cabeça de gado e tinham lugar para ficar.
    Todos os boiadeiros sempre teve uma dificuldade para enfrentar as feras.

  18. j. disse:

    eu acho que atingamente o boiadeiro era o recurso daquela época,para levar a boiada ao destino era muito dificil,e arriscado.
    nos dias atuais esse recurso foi estinto.Veiculos fazem esse trabalh o.

  19. t. disse:

    o trabalho no campo de antigamente era sofrido ,tinha que viajar dias para entregar o gado,tinham varios vaqueiros para realizar o manejo do gado ,eles tinham muitas dificuldades em lugar para dormir e cozinhar.
    hoje é tudo mais facil,tem hotel ,tem lanchonetes,e para o manejo tem carretas apropriadapara o gado,nao precisa de muitas pessoas para faser o transporte e varias outras coisas e com a evoluçao da tecnologia fica tudo mais facil.

  20. i. disse:

    O menino da porteira

    Esse filme conta uma história baseada em uma música do cantor Daniel.Ocantor no filme fez o papel de boiadeiro,em que o menino Rodrigo se inspirava.
    se esse filme fosse trago aos dias de hoje seria bem diferente porque hoje não é como naquele tempo pois hoje são feitas apresentaçoes com os bois em rodeios,por exemplo etudo ja é bem modernizado.

  21. p. disse:

    O filme do menino da porteira,eu gostei muito.Antes a vida dos pioes eram muito dificil por como eles viviam, tinham que brigar com os outros donos de sitio ,e muitas vezes eles matavam um aos outros .No filme matou o menino que nem tinha nada ver com a briga dos boiadeiros e o Menino tinha um sonho de ser um piao e de tocar berante ,a historia e muito bonita.

  22. a. disse:

    para comesar este filme foi um exemplo para minha vida principalmente a musica hoje ja nao existe mais boiadeiros como atingamente mundo vem sempre mundando, no filme os boiadeiros tinham que brigar pelo oque quiriam ,e ate os que nao tinham cupa acabavam sendo prejudicado hoje é cada um por si.,

  23. c. disse:

    o trabalho no campo de antigamente era muito sofrido,com muitas dificuldades.os boiadeiros tinham de levar a boiada com cavalos.a lugares muitos distantes e tinham muitas dificuldades para dormir e cozinhar.
    hoje com a modernizaçao o transporte é feito com caminhoes.hoje tambem existe hoteis para os boiadeiros dormirem,cozinhar etc.

  24. m. disse:

    A VIDA DE UM BOIADEIRO

    na epoca a vida no campo era de muita tradiçao,entreas pessoas que criavam gado ou cavalos,mas só uma pessoa era importante na vida do gado um grande boiadeiro.
    o boiadeiro tinha o trabalho de tocar o gado nos pastos do major,os boiadeiros na epoca tinha grande rivalidade entre os outros serventes do major;hoje emdia é muito diferente ja nao existe muita rivalidade entre os trabalhadores,a vida no campo é diferente,os trabalhos nas fazendas sao feitas com maquinas agricolas,e os boiadeiros nao tem trabalho nenhum,é so cuidar do gado e viver feliz,isso é a vida de um boiadeiro.

  25. Luzia mantovani disse:

    O Curso de Arte, cinema e Educação do Campo chega num bom momento em Promissão. A maioria gosta, outras reclamam, mas todos reconhecem a maravilha que é o estudo da arte. O Filme “menino da porteira” meche com os mais profundos sentimentos humanos bons e ruins . Traz memoria para todos de uma passado sempre presente, já que a maioria de nós tem origem rural. A figura de Daniel como cantor reconhecido que canta cultura, que faz da musica arte que humaniza, é sem duvida, junto á Zé de Abreu, a maldade em pessoa (no filme) e a doçura do menino (que não sei o nome real), junto á marcante figura do boi, formam um quarteto maravilhoso nesse cenário. È visivel, a maldade, a dignidade, o sofrer e o cantar a humanizarem quem o assiste. Até o proximo.

  26. reila disse:

    o curso de Arte, cinema e Educação, cria-se muita expectativa em como se trabalhar arte, na Educação.
    O Menino da Porteira salta da descrição de paisagens , vai para o musical (interpretações de músicas de raiz incorporadas suavemente na trama), dialoga com o romance e desemboca em um faroeste (cenas de bang bang interessantíssimas). Um flerte com diversos gêneros que desenha um peão que fica mais interessante ainda quando se torna um caubói. o filme retrata ainda o universo das fazendas, boiadas, mandas-chuva, bolos de fubás, e extensos campos verdes e drasticamente encerra num ambiente de sofrimento. adorei o filme, moro no meio rural desde quando nasci, e esse ambiente todo me emociona muito.

  27. Lidiane disse:

    As professoras e professores de Promissão, têm o privilégio de participar do curso de Arte, cinema e Educação do Campo, pois é um espaço em que podemos conhecer, reconhecer e vivenciar o campo através da arte. O debate que envolve as questões do campo sempre fez parte do município, se intensificando com a chegada de famílias oriundas principalmente da região de Campinas. Alguns conflitos foram estabelecidos neste momento, trazendo para a realidade do município demandas não existentes em outros tempos. Demandas que foram apresentadas com a mobilização das famílias acampadas e posteriormente assentadas, mostrando que algo era preciso ser feito para mudar a realidade. Vendo o filme “O menino da porteira”, me deparei com imagens semelhantes à algumas situações que vivemos no acampamento e no assentamento, como: a necessidade da mudança, a solidariedade (mutirão de construção da casa de um dos sitiantes), conflitos com desigualdade de direitos (que ainda acontecem com frequência ocasionando na morte de agricultores), a tomada de consciência sobre os direitos, em especial o direito de decidir; a perda, a musica presente em vários espaços, a liberdade que o campo possibilita às crianças, a singeleza, alguns valores e uma coisa muito interessante foi a forma como, mesmo levando ao conflito, a organização e a união de objetivos demonstraram ter uma força tremenda. E penso ser isso a principal vertente para o entendimento e o desenvolvimento do debate sobre a educação do campo, que visa uma escola organizada de acordo com a realidade, com objetivos muito claros para que seja uma escola de qualidade e principalmente que seja valorizada, que desapareça a ideia de que o campo quer privilégio, o campo quer apenas ser valorizado, quer ser visto como parte da sociedade que por muito tempo foi excluída e precisa que seus diretos sejam garantidos. Por fim, está sendo muito gratificante participar do curso…

  28. luis gustavo disse:

    penso nas organização que menino da porteira sempre que via uma porteira ele subia e de cima da porteira;ele gritava toca o berrante seu moço e seu moço jogou uma moeda e o menino sai pulando de alegria penso nisso quando era criança fazia a mesma coisa não podia ver uma porteira que já tava em cima. É privilegio participar do curso tendo prazer de rever as professoras, sendo assim valorizo o que quer alcançar o desenvolvimento do debate do campo, principalmente que seja valorizado o campo e que precisa ser visto como parte da sociedade.

  29. Ivani disse:

    Estou feliz pelo curso cinema e arte no campo porque vem a tona os valores que se perdem com o tempo que é a terra da nossa gente sofrida com o descaso dos políticos, o fogão de lenha que esquenta a união e o respeito da verdadeira família feita por Deus, a liberdade real que é o espaço que as crianças tinham antigamente para brincar(hoje estão trancadas sem amigos, sem atenção com máquinas sem sentimentos), a valorização do trabalho braçal, do trabalho artesanal, do trabalho manual,
    do trabalho artesanal etc.
    O filme nos faz refletir também sobre tudo isso.Gostei muito.Obrigada.

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