Bom Dia Car@s Alun@s! Tudo bem?

Esta é a área da postagem do módulo 1 da disciplina Trabalho e Educação – A Centralidade do Trabalho na Teoria Sociológica. O aluno deve comentar as principais relações entre o trabalho e a educação nos dias de hoje, a partir dos textos e documentários abaixo. Bom trabalho, Prof. Fábio  Fernandes Villela.

1 – Documentário: Diálogos (Direção: Beto Novaes / UFRJ e Eliane Ribeiro / UNIRIO e UERJ)

O documentário apresenta um painel diversificado de rostos, trajetórias, demandas e reflexões de jovens de seis países da América do Sul. São jovens que narram suas experiências de vida, marcadas pelas rápidas mudanças no mercado de trabalho e pela defasagem dos currículos escolares. Descrevem as distintas formas de violência física e simbólica que os(as) atingem como jovens, mulheres, negros(as), indígenas, moradores(as) de áreas rurais e de periferias urbanas. Questões sobre diferentes orientações sexuais e sobre drogas também fazem parte de um rico debate entre jovens que buscam caminhos para fazer valer seus direitos perante a sociedade e o Estado. Apoio: IDRC – International Development Research Centre – Canadá. IBASE/POLIS.

Link no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=IcZxjR4Y6vM

2- Roda Viva com Ricardo Antunes

O professor Ricardo Antunes, titular de Sociologia no IFCH da Unicamp, autor de livros que abordam a temática tais como Adeus ao trabalho? (São Paulo, Cortez, 1995), Os sentidos do trabalho (São Paulo, Boitempo, 1999) e O caracol e sua concha (São Paulo, Boitempo, 2005) e ), entre outros,  afirma que:

[...] Sabemos que o trabalho, concebido como atividade vital, nasceu sob o signo da contradição. Desde o primeiro momento, foi capaz de plasmar a própria sociabilidade humana, por meio da criação de bens materiais e simbólicos socialmente vitais e necessários. Mas também trouxe dentro dele, desde seus primeiros passos, a marca do sofrimento, da servidão e da sujeição. Ao mesmo tempo em que expressa o momento da potência e da criação, o trabalho também se originou nos meandros do “tripalium”, instrumento de punição e tortura. Se era, para muitos, dotado de uma ética positiva (ver as análises de Weber), própria do mundo dos negócios (cujo significado etimológico é negar o ócio), para outros, ao contrário, tornou-se um não valor, estampado na magistral síntese de Marx: “Se pudessem, os trabalhadores fugiriam do trabalho como se foge de uma peste! [...].

[...] Mas o século 20 moldou-se pela estruturação da chamada sociedade do trabalho, em que desde muito cedo fomos educados para o princípio fundante do trabalho. Esse cenário começou a ruir, no entanto, a partir dos últimos 20 anos. Tragicamente, quanto mais a população vem aumentando, menor é a capacidade de incorporar os jovens ao mercado de trabalho. Esta é a situação que vivenciamos hoje: não encontramos empregos para aqueles que dele necessitam para sobreviver e os que ainda estão empregados em geral trabalham muito e não ficam um dia sem pensar no risco do desemprego. Esse medo ocorre não só na base dos assalariados, pois essa tendência cada vez mais avança na ponta da pirâmide social, chegando até os gestores.  [...] (Revista Cult, 139, 2010).

No Roda Viva de 03/09/2012,  o Prof. Ricardo Antunes discutiu com os convidados o mundo do trabalho. O professor, um dos mais destacados sociólogos da atualidade, apresentou  o tema do “trabalho” e suas novas formas de relação dentro do mundo capitalista contemporâneo. O programa pode ser acessado nos seguintes links:

Roda Viva | Ricardo Antunes | 03/09/2012 | Bloco 1:

https://www.youtube.com/watch?v=sxAp_NTtWn8

Roda Viva | Ricardo Antunes | 03/09/2012 | Bloco 2:

https://www.youtube.com/watch?v=0xazrO6qaWk

Roda Viva | Ricardo Antunes | 03/09/2012 | Bloco 3:

https://www.youtube.com/watch?v=eNib0jsEwM0

Roda Viva | Ricardo Antunes | 03/09/2012 | Bloco 4:

https://www.youtube.com/watch?v=tQ4Va_UrmgU

3 – Documentário: Pequeno Grão de Areia

No documentário “Granito de Arena” (México, 2005) de Jill Freidberg retrata a história da organização e luta dos professores em defesa da escola pública, assim como por melhores condições de vida e preservação da identidade cultural das comunidades indígenas mexicanas, a partir da mobilização dos trabalhadores do ensino, dos estudantes e seus pais contra a destruição da Escola Normal Rural MACTUMACTZA – localizada em Tuxtla Gutierrez, Chiapas – México.

Jill Freidberg, diretor estadunidense independente (de Seattle), passou dois anos no sul do México para documentar os esforços dos mais de 100.000 professores, pais, estudantes que lutam para defender o sistema de educação pública do país dos devastadores impactos da política imperialista (da chamada “globalização econômica”). No filme, Freidberg combina imagens de greves e ações diretas com imagens inéditas de 25 anos de arquivo para oferecer um registro desta altiva e inquietante história de resistência, repressão, dedicação e solidariedade.

Os depoimentos de lideranças sindicais, professores, estudantes, pais de estudantes e pesquisadores da área da educação, revelam o processo de precarização e tentativa de privatização da educação pública no México, assim como, de precarização das condições de trabalho dos professores.

São denunciados também os diversos acordos estabelecidos entre o governo mexicano, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), nas últimas décadas, que acarretaram a degradação e destruição de inúmeras escolas públicas e que significaram concretamente a transformação da educação pública em serviço mercantil, limitando o acesso do povo mexicano à educação pública garantida como direito. Direito conquistado desde a revolução mexicana em 1910. Acordos que implicaram também no avanço das políticas de privatização, de baixos salários dos professores, de saturação de alunos por sala, de pouco investimento na educação, de estímulo à competição entre os professores, de redução do número de vagas e, através de “Programas de Qualidade”, da adequação dos currículos escolares aos interesses de empresas privadas como a Ford, Coca-cola, entre outras.

O filme resgata a história de resistência do povo e dos trabalhadores da educação do México a este processo e mostra as raízes das lutas populares recentes na área de ensino e da criação da Coordenadoria Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE). Reveja o documentário no youtube:

Granito de Arena (Pequeno grão de areia)

México, 2005 Diretor: Jill Freidberg

Premiado documentário sobre a luta dos professores, alunos e comunidade, com depoimentos de Eduardo Galeano, Maude Barlow.

Duração: 59 minutos

http://www.youtube.com/watch?v=CbnTYsTlbDc