Tópicos da Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias 1

On junho 12, 2012, in RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem?

O livro “O que é trabalho” mostra que o trabalho está na base de toda sociedade, estabelecendo as formas de relação entre os indivíduos, entre as classes sociais, criando relações de poder e propriedade, determinando o ritmo do cotidiano. Neste livro esclarecedor, a professora Suzana Albornoz faz uma análise crítica dos diversos modos de conhecer e organizar o trabalho ao longo da história, e discute a possibilidade de construir uma sociedade em que trabalhar rime com prazer e não com submissão. A partir do trecho do filme apresentado, “Jeca Tatu” de Mazzaropi, o que o trabalho tem sido? Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

Sinopse do filme na contracapa do DVD “Showtime”

Jeca é um roceiro preguiçoso de dar dó, mas esta preguiça está com os dias contados, pois seu ranchinho está ameaçado pela ganância de latifundiários sem coração. Agora ele vai usar todo seu jeito matreiro para conseguir seu cantinho de terra. Um clássico da filmografia de Mazzaropi. Às vezes engraçado, em outros momentos, de uma beleza tocante, ele trata com muita singeleza a figura do homem do campo e a questão da reforma agrária neste filme que é uma declarada homenagem do Mazza ao conterrâneo Monteiro Lobato.

Informações Técnicas

Título Original: Jeca Tatu

País de Origem: Brasil / Gênero: Comédia / Tempo de Duração: 95 minutos / Ano de Lançamento:  1960 / Direção: Milton Amaral

Elenco

Amácio Mazzaropi / Geny Prado / Roberto Duval / Nena Viana / Marlene França / Francisco Di Franco / Miriam Rony / Marlene Rocha / Marthus Mathias / Hamilton Saraiva / José Soares / Hernani Almeida / Homero Souza Campos / Eliana Wardi / Marilù

Texto de Apoio: O caipira é o homem rural típico do Brasil

Segundo Câmara Cascudo, caipira seria uma corruptela de “caapora”, palavra de origem tupi que significa “morador do mato”. Outras definições, mais recentes, consideram caipira, matuto ou capiau, o cidadão residente no interior do Estado de São Paulo, o homem ligado ao campo que possui uma identidade e cultura própria – o que de fato era verdade, até meados do século 20, quando os meios de transporte e comunicação de massa interferiram nos costumes locais e regionais, padronizando-os a partir de modelos urbanos.

Nos centros urbanos, justamente, o termo caipira é com freqüência acompanhado por um sentido pejorativo ligado à timidez, à falta de refinamento ou de informação. Mas isso é puro preconceito, o que é uma outra história… De fato, trata-se do desprezo com que parte de nossa moderna civilização industrializada se refere ao passado rural do Brasil.

A cultura caipira do passado – um passado recente em termos históricos – representa a adaptação do colonizador europeu ao Brasil e seu modo de ser, pensar e agir no território brasileiro. O modo de vida caipira inclui o fogão a lenha, o café feito no coador de pano, o leite quente ordenhado da vaca, biscoitos de polvilho, rosquinhas, pães de queijo, broas, bolos de fubá, doces em calda, etc. Sem falar nas geléias, licores de frutas típicas (pequi e jenipapo) e, é claro, na famosa cachaça – que se transformou numa espécie de bebida típica do Brasil.

Um “dedo de prosa”

Nas casas simples, pintadas em azul celeste, rosa, amarelinho, decoradas com fuxicos, toalhas de crochê e colchas de retalho, todos têm direito a um “dedo de prosa” para ouvir um “causo”, passar as horas na janela, sentar na soleira da porta, pitar um cigarro de palha, feito com fumo de rolo picado. Até meados do século 20, essas casas eram feitas de pau-a-pique – madeira trançada e barro batido – e cobertas de palha ou sapé.

Além do interior de São Paulo, ainda podemos encontrar esse modo de vida em Minas Gerais, numa parte de Goiás e de Mato Grosso e também perceber semelhanças com os costumes do sertanejo da caatinga, do caboclo da Amazônia, do vaqueiro do pantanal, do gaúcho ou do caiçara litorâneo.

A moda de viola

O caipira formou sua cultura com uma mistura indígena e européia. Herdou a religiosidade dos portugueses, a familiaridade com o mato, a arte das ervas e o ritmo do bate-pé com os índios. Mas sempre se podem encontrar alguns elementos africanos nos mitos e nos ritos do homem do interior.

A autêntica música caipira, a “moda de viola”, na voz dos violeiros, retratava a vida do homem no campo, a lida na roça, o contato com a natureza, a melancolia e a solidão do caboclo. Mais tarde, com a influência da guarânia paraguaia e do bolero mexicano, começou a ser transformar e hoje, misturado ao estilo “country” norte-americano, a chamada música sertaneja guarda pouco de suas origens. Inesita Barroso é uma cantora e estudiosa da música sertaneja original, que ela e outros estudiosos e músicos preferem chamar de música de raiz.

Jeca Tatu

Nas artes plásticas, o caipira típico foi imortalizado por Almeida Júnior, no quadro que ilustra este artigo. Na literatura, Monteiro Lobato retratou-o em seu personagem Jeca Tatu, do livro “Urupês”. No cinema, o ator e diretor Amácio Mazzaropi assumiu o tipo, com calças rancheiras e “pula-brejo”, paletó apertado, camisa xadrez e chapéu de palha.

O caipira, hoje, volta a ser valorizado e com razão. Ele faz parte da história do Brasil e ajudou a moldar parte de nossa identidade nacional. Procure numa locadora de DVD, por exemplo, um filme de Mazzaropi e certamente você vai descobrir um aspecto muito interessante da cultura brasileira.

Retirado da Página 3 Pedagogia & Comunicação da UOL.

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Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem?

Gostaria de convidar a tod@s para a IV Jornada de Estudos Pedagógicosda Faculdade Aldete Maria Alves (Fama) de Iturama – MG  cujo tema será: “Educação Informal, Formal e Não-Formal e a Atuação do Pedagogo”. O evento será realizado nos dias 04 e 05 de junho.  A IV Jornada de Estudos Pedagógicos é um evento organizado pelo Prof. Esp. Anderson José de Paula e coordenado pela Profa. Mestranda Naime Souza Silva. O evento ocorrerá no Sindicato Rural (SPRI) e na Faculdade FAMA. A realização do evento parte das experiências vividas pelas alunas do 7º semestre de Pedagogia da FAMA a partir da disciplina “Educação em espaços não escolares” ministrada pelo Prof. Anderson José de Paula.

As inscrições poderão ser realizadas na FAMA com as alunas do 7º semestre de Pedagogia ou na data do evento, no local de realização. Valor de inscrição: R$ 15,00, Certificado: 10 horas. Mais informações no (34) 3411-9700 com Naime Souza Silva.

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Local da Apresentação Musical e das Palestras: SPRI – Sindicato Rural

Data – 04/06/12 às 19h

Apresentação Musical: Grupo Coral: “Quem canta seus males espanta” (Alunos da Faculdade Aldete Maria Alves – FAMA e convidados)

Data – 04/06/12 às 19h30m

Tema: Educação Informal, Formal e Não-Formal e a atuação do Pedagogo: caminhos possíveis

Palestrante: Prof. Dr. Fábio Fernandes Vilella (UNESP – Ibilce – São José do Rio Preto)

Data – 04/06/2012 às 21h

Tema: Atuação do Coordenador Pedagógico no Terceiro Setor e na Educação Formal: desafios

Palestrante Pedagoga Esp. Adriana Barbosa O. Marrega (Fundação Credirama Viva / Anglo)

Local dos Relatos: sala 6, 7 e 10 – Escola Municipal Dalva Barbosa Garrido

Relato de experiência

Relatoras: Graduandas do 7º Semestre de Pedagogia

Data – 05/06/12 às 19h

I.E.P. – “Saúde e Qualidade de Vida” (Pedagogia Comunitária – Sala 06)

Casa da Memória – “Resgate histórico ituramense” (Pedagogia Social – Sala 07)

Data – 05/06/12 às 21h

C.V.T. e Projeto Pérola “Eu faço a diferença” (Jornada Ampliada – Sala 06)

CRAS – Projovem – “Combatendo a violência escolar” (Pedagogia Social – Sala 07)

Biblioteca Municipal e Projeto Pequeno Jardineiro – “Leitura em ação” (Jornada Ampliada – Sala 10)