SWIFT e SANBRA em São José do Rio Preto – SP – Brasil (Anos 50)

Bom Dia Car@S Alun@s!

Convido a tod@s para a  MESA COORDENADA:  A CIDADE NA MODERNIDADE / LA VILLE DANS LA MODERNITÉ no I Colóquio Internacional Poéticas da Modernidade. Um grande abraço a tod@s! Prof. Fábio Fernandes Villela.

Informações: MESA COORDENADA:  A CIDADE NA MODERNIDADE / LA VILLE DANS LA MODERNITÉ

Quarta, 11 de maio · 14:00 – 16:00

Localização Auditório A do IBILCE / UNESP.

São José do Rio Preto, SP, Brazil

Mais informações sobre a MESA COORDENADA: A CIDADE NA MODERNIDADE / LA VILLE DANS LA MODERNITÉ

AS TRANSFORMAÇÕES NA CONCEPÇÃO DAS CIDADES: DO MODERNISMO AO PÓS-MODERNISMO

Ma. Alessandra Cristina dos SANTOS

Doutoranda em Ciências Sociais – IFCH/UNICAMP

UMA CIDADE NA MODERNIDADE: OS LIBANESES, A ORGANIZAÇÃO DA CULTURA E A MODERNIZAÇÃO DE RIO PRETO NOS ANOS 50

Prof. Dr. Fábio Fernandes VILLELA

DEDU – UNESP/IBILCE

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – DO URBANISMO MODERNIZADOR

DA DÉCADA DE 1950 À “PÓS-MODERNIZAÇÃO” DA CIDADE

Prof. Dr. Evandro FIORIN

Docente DPUA – UNESP/FCT

REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A MODERNIDADE NO URBANISMO DA CIDADE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Prof. Dr. José Carlos de Lima BUENO

UNIP/S. J. Rio Preto

TRANSEUNTES E TRAPEIROS: ALEGORIAS DO EXÍLIO, O CHOQUE DE NÃO PERTENCER

Ma. Noemi Campos Freitas VIEIRA

Doutoranda PPG-Letras/ UNESP/IBILCE

UMA REFLEXÃO SOBRE “AMIZADE ESTREITA” EM UM GRANDE CENTRO URBANO BRASILEIRO.

Ma. Bárbara Garcia Ribeiro Soares da SILVA

Doutoranda em Sociologia – IFCH / UNICAMP

http://www.eventos.ibilce.unesp.br/cipm/portugues/index.php

A CIDADE NA MODERNIDADE

A modernidade é uma conjugação do efêmero e o fugidio, do eterno e o imutável, é a experiência do tempo e do espaço, da relação do eu com os outros, das possibilidades e perigos da vida. Está fortemente marcada pela fragmentação e pela insegurança, como Berman (1986, p. 15) bem colocou “ser moderno é ser parte de um universo em que tudo o que é sólido desmancha no ar”. A aparência e a organização da cidade são a base para a análise e realização de uma série de práticas sociais e de sensações possíveis. A revolução industrial provocou uma rápida concentração da população nas áreas urbanas, em decorrência de grandes parcelas de trabalhadores rurais que se deslocaram para as cidades para trabalhar na indústria. Essas transformações ocorreram em épocas e intensidades distintas em cada país, mas de qualquer forma, o espaço urbano sofreu grandes transformações, principalmente estruturais: mudanças nos meios de produção e de transporte, emergência de novas funções urbanas, especialização de setores da cidade, novos órgãos, novos equipamentos coletivos de grande escala, a suburbanização, a mudança no ritmo de vida e o assalariamento dos trabalhadores. E esse turbilhão de acontecimentos faz surgir a necessidade de se pensar a cidade, de entendê-la para modificá-la. O período moderno produziu uma ruptura radical na estrutura, na forma, na organização e nos conteúdos e propósitos da urbanística e da cidade. Para Lamas (2007, p. 297), a formulação da cidade moderna processou-se em moldes difíceis de sintetizar, compreendendo um grande número de experiências e formulações teóricas que não seguiram um processo linear nem tiveram origem num único lugar, tempo ou ambiente cultural. O nosso objetivo é discutir essa variedade de formulações a cerca da cidade moderna, analisar os reflexos da modernidade no cotidiano da cidade, na produção do espaço urbano e nas suas representações, e também, fazer uma análise crítica das mais diversas proposições e ações da urbanística moderna.

Palavras-chave: modernidade, cidade moderna, urbanismo, espaço urbano.

LA VILLE DANS LA MODERNITÉ

La modernité est une conjonction de l’éphémère et du fugace, de l’éternel et de l’immuable, c’est l’expérience du temps et de l’espace, du rapport du « moi » avec les autres, des possibilités et dangers de la vie. Elle est fortement marquée par la segmentation et par l’insécurité, ainsi que Berman (1986, page 15) a bien défini « être moderne c’est faire partie d’un univers dans lequel tout ce qui est solide se défait dans l’air ». L’apparence et l’organisation de la ville sont la base pour l’analyse et la mise en œuvre d’une série de pratiques sociales et de sensations possibles. La révolution industrielle a provoqué une rapide concentration de la population dans des zones urbaines, conséquence d’une grande partie de travailleurs ruraux qui se sont déplacés en masse vers des villes afin de travailler dans des industries. Ces transformations ont eu lieu dans des époques et des intensités distinctes dans chaque pays mais, quoi qu’il en soit, l’espace urbain a subi des transformations significatives, surtout de nature structurale: des changements dans les moyens de production et de transport, l’émergence des nouvelles fonctions urbaines, la spécialisation des secteurs de la ville, de nouveaux organismes, de nouveaux équipements collectifs à grande échelle, la sous-urbanisation, le changement dans le rythme de vie et le passage à la condition salariée des travailleurs. Et ce tourbillon d’événements déclenche la nécessité de penser la ville, de la comprendre pour la modifier. La période moderne a produit une rupture radicale dans la structure, la forme, l’organisation et les contenus et objectifs de l’urbanistique et de la ville. Selon Lamas (2007, p. 297), la formulation de la ville moderne s’est accomplie dans des modèles difficiles à synthétiser, comprenant un grand nombre d’expériences et de formulations théoriques qui n’ont pas suivi un processus linéaire ni ont été conçues dans un seul endroit, temps ou contexte culturel. Notre but est de discuter à propos de cette variété de formulations autour de la ville moderne, d’analyser les implications de la modernité dans le quotidien de la ville, dans la production de l’espace urbain et dans ses représentations, ainsi que de faire une analyse critique des plus diverses propositions et actions de l’urbanistique moderne.

Mots-clés : modernité, ville moderne, urbanisme, espace urbain.

 

Bom Dia Car@s Alun@s! Tudo Bem?

Estou criando um nova categoria no meu Blog de Aula (Coord) para termos um canal direto de comunicação com a nova coordenação do curso de pedagogia. Vcs podem enviar suas dúvidas, sugestões, reclamações para este espaço no meu Blog de Aula – Mutirão de Sociologia. Acho que isso facilitará e ajudará a comunicação dos alunos com a nova coordenação.

Um grande abraço a tod@s,

Prof. Fábio Fernandes Villela

Coordenador de Curso de Pedagogia – Ibilce – Unesp – Rio Preto

 

Feliz Páscoa a Tod@s!

On abril 20, 2011, in Miscelan, by Fábio Fernandes Villela

 

Bom Dia Car@s Alun@s e Amig@s!

Feliz Páscoa a Tod@s!

São os votos do Prof. Fábio Fernandes Villela.

A imagem acima é de vários ”Pysanka” (ovo pintado artesanalmente, em ucraniano: писанка, plural: pysanky). Os mais belos ovos de páscoa do mundo são feitos pelos ucranianos, com originalidade e desenhos minuciosos e sofisticados. As “pysanka” são produzidas a partir de ovos de galinha, codorna, ganso e outros animais (que botam ovo, é claro!), em um trabalho artesanal super minucioso, carregado de arte e tradição.

Embora não seja um fato muito conhecido, os mais belos ovos de páscoa fabricados no Brasil são originados do Paraná. Por que? Porque no Paraná residem 350.000 ucranianos, dos cerca de 400.000 registrados no Brasil, nas cidades: Mallet, Prudentópolis, Ponta Grossa, União da Vitória, Cruz Machado, Vera Guarani, Rio Azul, Ivaí, Apucarana, Campo Mourão e Curitiba.No Paraná, confeccionar as ”pysanka” é uma arte que vem se perpetuando através das gerações e que se constitui uma marca da cultura milenar do povo ucraniano. Pintar os ovos não é uma tarefa das mais simples. É necessária muita habilidade e técnica, unidas a uma paciência de Jó e uma inesgotável criatividade, já que as “pysanka” são produzidas em grande quantidade e evitam-se repetições de desenhos.

Primeiro se faz os desenhos a lápis. Depois os traços são cobertos com cera e, só então, a superfície começa a ser colorida. Para proteger as cores, na medida em que vão sendo colocadas, a “pysanka” vai sendo coberta com cera de abelha. Ao final, derrete-se toda a cera e os desenhos surgem como por encanto. Parece complicado e é mesmo. Dependendo da quantidade de desenhos e do detalhamento, um artesão pode levar um dia inteiro para pintar um único ovo. Em alguns casos especiais, até muito mais. Examine atentamente algumas das imagens ilustrativas e você vai entender.

A maioria dos símbolos usados nas pinturas tem um significado religioso ou traduz o desejo de saúde ou fertilidade. De um modo geral, são símbolos que significam uma vontade, um voto de coisas boas, como o amor e a riqueza. Na Ucrânia, cada província tem seus símbolos próprios e característicos registrados nas “pysanka” e é possível verificar a origem do produto a partir dos símbolos usados. Foram descobertos vestígios das pêssanky em escavações arqueológicas. Descobriu-se que os desenhos representavam as forças da natureza, como é comum em muitas culturas, cada uma de uma forma diferente.

Ainda hoje as “pysanka” são consideradas como talismãs e há todo um ritual para que funcionem como tal. Para que possam emanar bons fluídos é necessário que sejam recebidas de presente. A energia vem de quem presenteia para quem é presenteado. Os ucranianos, acreditando nessa tradição, fazem as “pysanka” para presentear amigos e parentes na época da Páscoa, chamada por eles de Valekdein. Para nós, brasileiros, exceto os de origem ucraniana, são palavras estranhas, mas que significam sentimentos bem bonitos e conhecidos. (Texto retirado e reelaborado a partir de: http://www.cyberartes.com.br/artigo/?i=108&m=43).

Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/Pysanka

 

Olá Querid@s  Alun@s,

Gostaria de recomendar a tod@s os cursos ministrados pela Prof. Renata Sbrogio. Já estão agendados, para o segundo semestre, 2 novos cursos para os interessados em Novas Tecnologias na Educação: Web 2.0 na Educação: Teoria e Prática na Sala de Aula e Criando Blogs Educacionais. Lembrando que, os cursos da Unilago são gratuitos e abertos aos alunos e, também, à comunidade em geral que tenha interesse no assunto ministrado.

Vcs podem visitar os sites da Prof. Renata Sbrogio:

http://www.profrenatasbrogio.blogspot.com/

https://sites.google.com/site/profrenatasbrogio/cursos-e-eventos

Saudações a tod@s! Prof. Fábio Fernande Villela.

V EBEM – Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo

On abril 10, 2011, in Miscelan, by Fábio Fernandes Villela

“Marxismo, Educação e Emancipação Humana”

11, 12, 13 e 14 de abril de 2011
Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis – Brasil

O EBEM é um encontro de âmbito nacional que tem por objetivo possibilitar a discussão entre investigadores, professores, estudantes, militantes dos movimentos sociais e os diversos núcleos de pesquisa que abordam o tema da educação na perspectiva teórico-metodológica do materialismo histórico.

Para mais informações, acesse: http://www.5ebem.ufsc.br/

 

Brasileiros de Bairros Pobres estudam Medicina com Bolsa em Cuba

On abril 9, 2011, in Miscelan, by Fábio Fernandes Villela

Brasileiros de bairros pobres estudam medicina com bolsa em Cuba

Um grupo de brasileiros está agora em Cuba participando de uma revolução. São jovens que, a convite do presidente Fidel Castro, estão aprendendo a lidar com armas poderosas: bisturis, agulhas cirúrgicas e livros. Principalmente livros.

A revolução, pequena por enquanto, está ocorrendo na vida de oito estudantes egressos de escolas públicas de bairros pobres em cidades brasileiras. Com bolsas de estudo concedidas pelo governo cubano, eles estão fazendo o curso de graduação na Escola Latino Americana de Ciências Médicas, em Havana, sem pagar nada.

Os bolsistas foram escolhidos entre os alunos da associação de cursinhos pré-vestibulares comunitários Educafro (Educação de Afrodescendentes e Carentes), uma das diversas entidades selecionadas por Cuba para indicar quais devem ser os alunos da instituição.

Atualmente, há 180 brasileiros estudando medicina na escola, alguns deles pagando. Entre as organizações que selecionam os alunos estão ONGs, como o MST, e partidos políticos, não só os de esquerda.

Os bolsistas atestam que a fórmula socialista da escola dá certo. “As pessoas que podem pagar pagam e financiam a bolsa para os que não podem”, diz a estudante Denise Aleixo do Nascimento, 21, que há um ano e meio se mudou do bairro do Imirim, em São Paulo, para Havana.

A Escola Latino Americana de Ciências Médicas foi criada em 1999 só para estrangeiros e recebe anualmente 1.500 estudantes de 24 países da América Latina e África.

Apesar de não terem feito nenhuma prova para obter a vaga, os estudantes da Educafro passaram por uma concorrida disputa interna. No ano passado, foram 85 estudantes concorrendo às duas vagas oferecidas. É um vestibular com resultado incomum: todos os candidatos que passam em medicina são jovens que estudaram a vida toda em escolas da rede pública.

“Esses alunos são talentos que o sistema educacional brasileiro jogou fora. Todos eles prestaram vestibular em universidades públicas daqui e não conseguiram passar”, diz o frade franciscano David dos Santos, coordenador da entidade.

Roberto Jaguaribe Trindade, 22, outro bolsista indicado pela Educafro, é o segundo melhor aluno de sua turma, que tem 60 estudantes. No Brasil ele não teve sucesso nas duas vezes em que tentou os vestibulares da Unesp e da Unicamp para medicina.

Para frei David, o êxito dos brasileiros na universidade de Cuba mostra “distorções” no acesso ao ensino superior. “Os vestibulares das universidades públicas fazem hoje uma seleção desonesta, baseada no acúmulo de saber acadêmico, não na capacidade do aluno”, diz.

Para conseguir a bolsa, os alunos dos mais de 150 cursinhos ligados à Educafro têm de obter bom aproveitamento nos estudos, provar que têm interesse na carreira e mostrar afinidade com a proposta da entidade. “Eles têm de provar que têm uma visão social ampla, de solidariedade”, diz frei David, que participa pessoalmente de entrevistas com os candidatos. Neste ano, 143 alunos já manifestaram interesse.

O que os alunos aprendem em Cuba parece retribuir a missão da entidade. Roberto Trindade diz que quer voltar ao Brasil para trabalhar em saúde pública. “Se a gente chegar aqui, entrar em um hospital particular e ficar sentado atrás de uma mesa, esperando gente que pode pagar, vamos contrariar tudo o que a gente está aprendendo lá, sobre como ser um médico solidário. Eu me sentiria mal se fizesse isso.”

Uma das preocupações da Educafro agora é garantir a validação do diploma dos primeiros brasileiros que voltarem formados. Para isso é necessário que uma universidade pública do Brasil reconheça como legítimo o currículo da escola de Cuba.

Outras entidades com bolsistas em Cuba já procuraram a Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

 (Folha OnLine)

Texto retirado de: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_noticias/ensino_superior/id070801.htm

 

Um filme rodado no distrito de Talhado de São José do Rio Preto – SP – Brasil: João de Barro de Raffaele Rossi (1970)

Lançamento: 1970
País: Brasil
Duração: 90 min
Direção e Roteiro: Raffaele Rossi
Música: Maria Aparecida e Denoy de Oliveira
Elenco: Ivan Carlos, Renata Candu, Zé Do Paiol.
DVD – COR
O filme João de Barro de Raffaele Rossi de 1970 foi rodado no distrito de Talhado de São José do Rio Preto – SP – Brasil. Segundo a sinopse, o filme conta a estória de João de Barro, um rapaz ingênuo, cobiçado pelas meninas de uma pequena cidade do interior – Talhado. Para João só existem as canções sertanejas que canta e seu trabalho na olaria. Porém, João é perseguido pelos rapazes, enciumados com o sucesso com a garota mais bonita da cidade. O filme tem como elenco atores como, Renata Gadú, Ivan Carlos, Zé do Paiol e Shirlei Stech.

Raffaele Rossi, (Arsiero, Itália, 1938 — Embu Guaçu, São Paulo, 2007), foi um cineasta e roteirista ítalo-brasileiro, tido como um dos grandes diretores do gênero pornochanchada. Chegou ao Brasil em 1954. Sua ligação com o cinema começou em 1963 com a venda de equipamentos. Depois de alguns curtas, e com certa vivência em outros filmes em que fez fotografia, edição e produção, por volta de 1971 aventurou-se na direção em O Homem Lobo, que escreveu e interpretou. Embora o erotismo predomine em sua filmografia, arriscou-se por outros gêneros, como o horror.  O colunista José Luís Rey, do Jornal Bom Dia de Rio Preto, repõe a história do filme em sua crônica “O filme esquecido”:

“Nem adianta procurar, o verbete aparece em pouquíssimos dicionários e compêndios sobre o cinema brasileiro. Mesmo assim, acabo topando, num cantinho da memória, com mais um caso de filme rodado em Rio Preto e, ao que parece, condenado ao cemitério das produções nunca ou muito pouco exibidas. Já acontecera antes com o abortado “A Hora dos Ruminantes”, do cineasta José de Anchieta, que chegou a rodar uma série de sequências e depois engavetou o projeto.

 Quando chegou a Rio Preto, em 1978, disposto a colocar suas mãos de Midas no nicho dos filmes de temática sertaneja, o presidente do Grupo Paris Filmes, Alexandre Adamiu, parecia muito animado. A escolha do cenário, além – é claro – da óbvia identificação entre a cidade e o universo caipira, obedecia também a uma conveniente associação de negócios: a Paris Filmes havia se tornado, pouco tempo antes, a proprietária do prestigiado Cine Central e pretendia investir na região.

 Na época, a participação da empresa em uma produção cinematográfica era meio caminho andado para o sucesso: como grande distribuidora e exibidora, a Paris tinha nas mãos a faca e o queijo para alavancar suas próprias produções. A ideia não poderia ser mais simples: filmar uma história baseada na música “João de Barro”, de Teddy Vieira e Muíbo Cury.

 Adamiu convidou o diretor Rafaelle Rossi – autor de feitos como “A Gata Devassa” e “Roberta, a Gueixa do Sexo”. O elenco reunia belas mulheres, como as atrizes Renata Candu e Shirley Steck, que já haviam se despido em títulos como “Internato das Meninas Virgens” e “Uma Cama Para Sete Noivas”. O protagonista tinha que ser um cantor e, certamente por razões financeiras, a escolha recaiu sobre o obscuro Ivan Carlos, um jovem que tentava iniciar a carreira entoando canções sertanejas, que, então, começavam a se popularizar pelo país.

 O filme foi rodado no povoado de Talhado e, entre alguns participantes locais, contou com uma “ponta” do radialista Olívio Campanha, o “Cuiabano”, que não fazia mais do que entrar no bar, dar um tapa no balcão e pedir uma cachaça. Na história, Ivan Carlos interpretava um rapaz ingênuo e humilde, operário de uma olaria, que gostava de cantar músicas românticas e por isso tornara-se muito popular entre as garotas do lugarejo e, ao mesmo tempo, odiado pelos demais rapazes.

 Não é difícil imaginar o que seguia, até que o oleiro resolvesse expulsar de casa a amada que o enganava, fazendo exatamente o contrário do que o João de Barro fizera na música (“cego de dor, trancou a porta da morada / deixando lá a sua amada / presa pro resto da vida”).

 Acho que o filme foi exibido alguns dias no Cine Central, mas jamais foi lançado em São Paulo e em outros lugares. A carreira do cantor parece ter tido idêntica efemeridade, embora Ivan Carlos tenha vivido minutos de celebridade, como no dia em que recebeu jornalistas para uma entrevista no apartamento onde estava hospedado, no elegante Augustus Hotel, no Centro. A certa altura, pediu para interromper a entrevista, discou um número no telefone e exultou:

 –Manhê! Você não vai acreditar… Até a imprensa tá aqui me entrevistando!!!” (Texto de José Luis Rey retirado de: http://www.redebomdia.com.br/Artigo/1227/O+filme+esquecido).

Vamos passar o filme “João de Barro” de Raffaele Rossi no 2º Seminário “O Trabalho no Século XXI”, a ser realizado de 16 a 18 de março de 2011, no Ibilce – Unesp – Rio Preto. O dia será 18 de março a partir das 8:00h.

Alguns Discos Gravados por Ivan Carlos:

1973 – Compacto – Lado A – A Noviça e Lado B –  Coisas que Lembram Você

S/D – LP – Meu Jovem Sertão

S/D – Compacto – Lado A – Mariazinha/ Casinha Pequenina e Lado B – João de Barro/ Ingratidão

Fotos de  Ivan Carlos  Compacto Vinil Lp

CPD-0043- Ivan Carlos- João de Barros (filme) - MC - Outros Estilos Musicais

Ecos da Paulistânia

Ecos da Paulistânia

Ecos da Paulistânia é uma apresentação musical inspirada em histórias sobre a formação da Paulistânia Caipira.

Segundo Darcy Ribeiro, em seu livro  ”O Povo Brasileiro”, a Paulistânia é uma área cultural que abrange o centro-sul do Brasil, desde São Paulo, Espírito Santo e estado do Rio de Janeiro, na costa, até Minas Gerais e Mato Grosso, estendendo-se ainda sobre as áreas vizinhas do Paraná.

Desde sempre, a Paulistânia Caipira vem recebendo gente de todos os cantos do mundo que trouxeram de longe suas culturas e modos de vida, suas violas, sanfonas e tambus, seus cantos, ritmos e histórias. A aproximação desses povos com os Filhos dessa Terra foi inevitável, e foi através de conflitos, da dor e também do amor que os povos nativos e os povos do além-mar uniram seus cantos, suas danças, seus ritos e ritmos para amenizar as dores do parto de um povo novo.
 
O relacionamento entre povos de origem tupi e portugueses, as bandeiras, o ciclo do ouro, a origem da cultura caipira, a implantação das fazendas de café e o êxodo rural são momentos históricos fundamentais na formação da cultura dessa região. Inspirado em histórias desses momentos, o espetáculo apresenta arranjos de cantigas de manifestações culturais como a Congada, a Folia de Reis e o Vissungo; estilos musicais como a Guarânia e a Moda de Viola; além de canções próprias e de grandes compositores brasileiros que dialogam com o tema sugerido.

Os temas musicais são permeados de histórias que situam o público, de forma poética, no contexto de cada passagem histórica.

Em 2008, esse projeto musical foi contemplado pelo edital PAC da Secretaria de cultura de Estado de São Paulo e circulou cidades no interior e CEUs na capital paulista

Segue texto do Doutor Salomão Jovino sobre o espetáculo:

“A Paulistânia não foi nem é um espaço geográfico, é uma quimera literária e no entanto, não o é enquanto fato cultural, esta mais ligada à uma projeção identitária de hoje para futuro, do que uma real experiência histórica da passado  e nisso reside sua beleza e vitalidade. Pra mim é estimulante apreender de que maneira, jovens paulistas movidos por um sentimento de inconformismo diante da sociedade em que vivem se lançam em um projeto estético hercúleo de pesquisa que visa a (re)valorização do passado.

Eles (vocês) capturam elementos da cultura musical, instrumentos, modos, motes, sonoridades, articulam com fragmentos da literatura histórica, antropológica e sociológica( que também sonhou compreender esse país) para construir uma narrativa vivas, coloridas, totalmente nova, sem ser inovadora, amplamente reconhecível sem ser piegas, culturalmente paulista sem ser excludente.

Ansiamos por isso, um olhar capaz de fazer nossa conciliação com nossas próprias origens e nos remeter prum futuro de múltiplas identidades intercambiáveis e em movimento e um gozo de plena cidadania. Parabéns.”

Ficha Técnica

“O projeto Ecos da Paulistânia foi inspirado na obra de Darcy Ribeiro e Kaká Werá e é dedicado à esses grandes autores brasileiros. Dedicamos também, especialmente aos nossos ancestrais que fizeram de sua vida a nossa história.”

Arranjos e Atuação Artística:
Leandro Pfeifer (Vocal, Compositor, Violão, Cavaquinho e Percussão).
Domingos de Salvi (Viola Caipira)
Tatiana Zalla (Vocal e Contadora de Histórias)
Rosângela de Macedo Santos (Vocal e Percussão)
Felipe Soares (Sanfona e Percussão)
Melina Cabral (Percussão e Vocal).

Concepção do Projeto: Leandro Pfeifer .
Produção: Leandro Pfeifer e Tatiana Zalla.
Pesquisa: Leandro Pfeifer, Tatiana Zalla, Domingos de Salvi e Rosângela Macedo. Organização de textos (espetáculo e divulgação): Tatiana Zalla e Leandro Pfeifer.
Arte final do cartaz: André Lau.
Fotos para o cartaz: André Dib.
Iluminação: Beatriz Fortes.
Bibliografia Principal: O Povo Brasileiro (Darcy Ribeiro), Tupã Tenondé e Terra dos Mil Povos (Kaká Werá).

Ecos da Paulistânia

Músicas e texto podem ser acessados em: http://www.encantoria.com/ecosdapaulistania

Prefeitura de Araraquara inaugura Primeira Creche do Campo

On abril 5, 2011, in EduCoop, Geo, Gepedoc, RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

Em Solenidade que contou com a presença de mais de 600 pessoas, o prefeito Marcelo Barbieri inaugurou a primeira creche do campo da região de Araraquara

Com um público de mais de 600 pessoas, entre autoridades e comunidade local, que lotaram o espaço reservado para a solenidade de inauguração, a Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal da Educação, entregou nesta terça-feira (22) a primeira unidade de educação infantil do campo, no Assentamento Bela Vista.

O novo prédio, anexo, à Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Hermínio Pagotto, que leva o nome do ex-deputado estadual Waldyr Alceu Trigo, recebeu o investimento de R$ 650 mil para a construção e atenderá, já a partir desta quarta-feira (23), crianças de zero a cinco anos filhos dos assentados e dos moradores dos lotes próximos à Fazenda Bela Vista, que receberão também o transporte escolar gratuito.

Para o prefeito Marcelo Barbieri, a entrega da creche, que integra o complexo educativo do campo, atende a uma reivindicação antiga e justa. O Assentamento Bela Vista merece ser valorizado como investimento público que garanta o acesso à saúde, lazer, trabalho e educação. Uma creche aqui representa, entre outras inúmeras vantagens, mais renda, pois permite que a mãe também trabalhe no campo e colabore com a renda da família, falou o prefeito.

Toda mãe tem o direito de deixar seu filho em num local adequado, onde possa se alimentar bem, dormir, brincar e aprender. Nesta unidade, assim como em todas as creches de Araraquara, as crianças também terão acesso aos laboratórios de informática equipados com o que há de mais moderno em computadores e à lousa digital, pois estamos investindo em Educação para todos, sem exceção, e os alunos dos assentamentos têm e merecem este direito, afirmou Marcelo.

O secretário municipal da Educação, Orlando Mengatti Filho (Nino), destacou as melhorias feitas na área rural como meio de inclusão. É impossível aceitar que a mulher do campo não tivesse os mesmos direitos que a da cidade. Por isso, o prefeito Marcelo tem a preocupação de resgatar a dignidade dessas pessoas, garantindo justiça na igualdade dos direitos. Prova disso é a entrega desta creche, assim como fez na implantação de internet banda larga que tirou a divisão que existia entre os moradores do campo e da cidade, um março na história deste assentamento, declarou Nino.

Para o vereador presidente da Câmara Municipal, Aluisio Braz (Boi), o prefeito Marcelo prova a cada dia que governa para toda a cidade sem distinção, levando serviços onde quer que precise. Vejo as estruturas, equipamentos, internet, formação para professores – tudo de primeira qualidade. Com isso, ele está construindo uma história de melhorias e respeito que jamais serão esquecidas pelos moradores do assentamento e de toda a cidade, aclamou o vereador.

O coordenador de Ensino do Interior, Rubens Mandetta, agradeceu pela oportunidade de participar, em nome do secretário Estadual da Educação, da conquista do benefício. Ficamos satisfeitos e emocionados quando vemos um prefeito como o Marcelo, que tem comprometimento com seus ideais e luta a vida toda por eles. Agradeço pela oportunidade de estar aqui presenciando este grande avanço na educação de Araraquara, declarou.

A festa realizada pela equipe da escola para receber o prefeito, comunidade e autoridades, liderada pela diretora do complexo educativo do campo no Bela Vista, Adriana Morales Caravieri, contou com apresentação dos alunos em diversas coreografias que remetem à origem rural da comunidade, com músicas e poemas que resgatam as origens do Assentamento e de trabalhadores que usam a terra como matéria-prima.

Concretização de um sonho

Os investimentos da Prefeitura na educação do campo inserem Araraquara em um cenário diferente da realidade apresentada no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pnera) apenas 5% das crianças até os seis anos de idade freqüentam escolas da educação infantil no campo, e somente 3% estão em creches.

Apenas nos assentamentos do Brasil, há 800 mil famílias. São 6.500 assentamentos, nos quais a maior parte das crianças não tem garantido o direito de aprender e a resolução que estabelece as diretrizes nacionais para a educação infantil do campo reafirma o direito de as crianças freqüentarem escolas próximas às suas residências.

De acordo com a diretora Adriana, mesmo com as dificuldades reconhecidas, foi constatado que a educação infantil no município de Araraquara vive um momento ímpar, pois, de acordo com ela, a comunidade escolar, as famílias dos assentamentos, apoiados pelo governo municipal, procuraram a oferta do atendimento de creche e de pré-escola e o poder público, sensibilizado com a necessidade e consciente de sua responsabilidade, se organizou para atender essas demandas.

Hoje temos esta inauguração que vem coroar os anseios e as lutas de uma comunidade que por duas décadas vem pleiteando do poder público a efetivação desse direito, destacou Adriana. Percebemos o alto grau de comprometimento e dedicação do prefeito e secretários com a causa do povo, nos trazendo ainda mais admiração, acrescentou a diretora.

A gerente de Educação Infantil, Viviane Cereda, destacou os desafios da nova unidade. Sempre que começamos uma obra de construção ou reforma duas palavras me vêm à cabeça: desafio e superação, pois procuramos o melhor, tanto na organização dos espaços como no mobiliário, equipamentos e brinquedos. Isso porque acreditamos que cada criança merece o que de melhor pudermos oferecer. Essa escola nos proporciona um desafio especial, pois aliamos a nossa experiência em educação infantil à experiência em ensino no campo, muito bem conduzido pela diretora, há mais de dez anos aqui, disse Viviane.

Estrutura

A área de aproximadamente 15 mil m², distante mais de 20 quilômetros da cidade, possui agora um complexo educativo no campo com uma estrutura completa para atendimento na Educação Básica. O investimento nesta obra, segundo o secretário de Obras, Valter Rozatto, somando à construção da creche e às melhorias feitas na EMEF, é de cerca de R$ 900 mil.

O prédio conta com um berçário com lactário e sala de banho; sala de multimeios com cantinho de brinquedo, fantasia e TV e espaço para repouso; sala para atividades com mesas e cadeiras, espaço para jogos e cantinho de leitura; lavanderia com depósito; sanitários com acessibilidade; depósito; e amplo espaço de convivência.

A EMEF também recebeu diversas melhorias. A cozinha que atenderá as duas unidades foi ampliada e passou por reforma geral, incluindo as despensas, colocação de forro de PVC no refeitório e pintura geral da unidade. Na área externa, foi construído um quiosque para atividades e eventos, além de duas passarelas – interligando as unidades (CER E EMEF) e, também, interligando o prédio da escola à quadra de esportes e à área de laboratórios.

Toda a área livre do complexo educativo do campo foi revitalizada. O espaço recebeu novo gramado e serviços de paisagismo. A quadra de esportes também passou por reforma no ano passado e recebeu pintura completa e iluminação.

Waldyr Alceu Trigo

O CER recebeu o nome de Waldyr Alceu Trigo, grande apoiador do Assentamento Bela Vista.

O prefeito Marcelo lembrou da luta que o ex-deputado travou junto ao governo estadual para garantir aos assentados o direito à terra. O Waldyr sempre acompanhou o processo de evolução deste assentamento, trabalhando conosco em prol de melhorias para os moradores e brigando junto ao Governo pelo direito à terra. Sempre lutamos pela democracia no país e, desde jovem, tivemos grandes ícones nesta batalha, como o Waldyr, que nos serviu de referência pelo compromisso e pela seriedade, falou.

Presente no evento, o filho de Waldyr, Fabiano Trigo, destacou a alegria em receber a homenagem em nome da família. Meu pai se dedicou muito ao assentamento Bela Vista, pois tinha o sonho de melhorar as condições de quem mora no campo. Estar aqui hoje, vendo esta escola com toda a estrutura que vai garantir um futuro digno para as crianças, vejo que a luta dele valeu a pena, falou emocionado.

Além de médico, farmacêutico-bioquímico e biomédico, Waldyr foi prefeito de Sertãozinho entre 1977/1982, e deputado estadual em 1983/1987 e 1987/1991. Eleito constituinte com 59.094 votos fez parte das Comissões Permanentes de Saúde, Trabalho, Fiscalização e Controle da Assembléia Legislativa e, na Constituinte, foi membro efetivo da Comissão da Ordem Econômica e Social e suplente das comissões do Poder Executivo e de Sistematização.

Extraído de: Prefeitura Municipal de Araraquara  -  22 de Março de 2011