Grupo de Arte Chinesa faz Apresentação em Rio Preto nesta Sexta-feira

On março 30, 2011, in Miscelan, OPH, by Fábio Fernandes Villela

Grupo de arte chinesa faz apresentação em Rio Preto nesta sexta-feira

Espetáculo da Dança do Dragão e do Leão é uma das grandes atrações

Famoso pelos vários prêmios e apresentações em concursos e campeonatos de Dança do Dragão e do Leão na China e no exterior, o Grupo de Dança do Dragão e do Leão da Universidade de Hubei se apresenta em Rio Preto, no Teatro Municipal, nesta sexta-feira (1/4), às 20h, com entrada franca.

A iniciativa de trazer o grupo chinês ao Brasil é do Instituto Confúcio na Unesp, que recebeu na V Conferência dos Institutos Confúcio em Pequim, em dezembro de 2010, o prêmio de Instituto Confúcio do Ano entre os 322 institutos existentes em 96 países.
A missão do Instituto Confúcio na Unesp é ensinar a língua chinesa, divulgar a cultura e a história da China e fortalecer o intercâmbio cultural e acadêmico entre o Brasil e a China.

Na visita ao Brasil, o grupo irá se apresentar também em Brasília (apresentação fechada na Embaixada da China no Brasil, dia 3/4), Presidente Prudente (Teatro Municipal, dia 5/4), São Paulo (Instituto de Artes da Unesp, dia 6/4) e Campinas (Teatro da PUC, dia 7/4 ). O espetáculo, com uma hora de duração, tem nove apresentações (veja abaixo).

Fundado em 1995 e formado por 25 jovens artistas, o grupo foi premiado em vários concursos e campeonatos, tais como o Concurso Internacional de Especialistas de Dança do Dragão e do Leão da cidade de Hangzhou em 2009; o Festival de Adoração das Raízes Rústicas Chinesas, em Beijing, em 2009; o Concurso Internacional de Dança do Dragão e do Leão, na cidade de Jiujiang, em 2007; o Concurso Internacional de Convidados de Dança do Dragão e do Leão, na cidade de Fenghua, em 2007; e o Festival de Arte de Estudantes Universitários da Província de Hubei em 2007. Em 2009, apresentou-se no Confucius Institute da Universidade de Memphis, nos Estados Unidos.

Confira as novas apresentações do espetáculo:

1. “O Dragão Dourado Dá as Boas-vindas à Primavera” (apresentação da dança do dragão) A dança do dragão surgiu durante a Dinastia Han (de 206 a.C. a 220 d.C). 

2. “Fan Fung Wu Yun” (apresentação de tai chi fan)
O Tai Chi fan é um estilo único de programa de condicionamento de artes marciais, que combina tai chi e outras artes marciais com movimentos de dança. As técnicas do Tai Chi combinado com o fan são utilizadas tanto para atacar como para defender. É uma mistura de apresentação esportiva e artística.

3. “Boxe Mágico Oriental” (show de Tai Chi Chuan)
O Tai Chi Chuan está inteiramente ligado ao Taoísmo da China antiga. É o produto da perfeita combinação da teoria chinesa do pensamento dialético com as artes marciais. No Tai Chi Chuan as teorias do uso do poder do atacante para atacar, a suavidade de se derrotar o forte, a inação contra a ação etc., são todos derivados da filosofia taoísta. É uma forma especial chinesa de apresentar técnicas de saúde e autodesenvolvimento.

4. Show de pipa, xadrez, caligrafia e pintura chinesa em tecido
Usando o som do pipa no fundo da cena, esta apresentação oferecerá ao público um show que combina vários elementos chineses, como antigas vestimentas, caligrafia ao vivo, telas de xadrez, artes marciais etc. O instrumentista pertence à Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade de Hubei. O pintor é estudante da Faculdade de Artes de Hubei e foi aluno do conhecido artista chinês contemporâneo Yan Jiakuan.

5. “Majestoso” (show de facas, armas e bastões)
Com a disseminação de filmes chineses de kungfu, as artes marciais chinesas vêm sendo gradualmente reconhecidas e aceitas por pessoas do mundo todo. Os equipamentos das artes marciais – facas, armas e bastões – são considerados misteriosos e atraem um amplo leque de entusiastas. O show procura minimizar o risco das armas, destacando o condicionamento, efeito do autodesenvolvimento. O objetivo é permitir que o público veja de perto uma arte marcial misteriosa e tenha uma compreensão mais profunda da cultura chinesa.

6. “A Casa dos Punhais Voadores” (apresentações de música folclórica e show de espadas de Tai Chi)
O pipa tem uma história de mais de 2 mil anos e é considerado o “rei dos instrumentos de corda tangidos da China”. “A Casa dos Punhais Voadores” é uma obra famosa de música de pipa. Com técnica narrativa, esta música expressa bem a antiga batalha entre Chu e Han. E as técnicas de tocar pipa podem ser inteiramente mostradas nesta obra musical. A imitação animada e forte de tambores e metais cria uma forte atmosfera de guerra. O instrumentista pertence à Orquestra Nacional Sinfônica da Universidade de Hubei.

7. “Kung Fu Chinês” (boxe coletivo, apresentações de Ba Duan Jin)
O Wushu, também conhecido como artes nacionais ou artes marciais, é um evento esportivo tradicional chinês. Inclui chutar, bater, jogar, agarrar, derrubar, atingir, cortar e apunhalar, além de outras ações. De acordo com certas leis,  as pessoas fazem diferentes combinações de movimentos ofensivos e defensivos de combate com instrumentos ou só com os punhos nus. O Wushu é um valioso patrimônio cultural por meio de longa prática social na China.

8. “Qiao Hua Dan”  (dança)
O Dan é um papel importante na Ópera de Pequim. Hua Dan á a imagem de uma mulher jovem ou de meia idade. Viva e irreverente, ela frequentemente contém elementos de comédia. Apresentada com uma técnica bonita e inovadora, a dança “Qiao Hua Dan” usa trajes da Ópera de Pequim e mostra efeitos de palco brilhantes.

9. Dança do Leão  
A Dança do Leão é especialmente popular na cultura chinesa, com uma história que remonta a mais de mil anos.  É uma forma de dança tradicional, na qual os participantes imitam os movimentos de um leão usando uma fantasia do animal. Em muitas culturas asiáticas o leão é tradicionalmente considerado uma criatura guardiã.

Assessoria de imprensa do Instituto Confúcio na Unesp

Paulistânia – O Brasil Caipira

On março 29, 2011, in RP-CE, by Fábio Fernandes Villela

 

O Violeiro (Almeida Júnior, 1899).

 O documentário “Brasil Caipira”, da série “O Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro,  investiga as origens e as transformações pelas quais passou o chamado “Mundo Caipira” – Paulistânia. Nele, Darcy Ribeiro fala sobre os bandeirantes, a caça aos índios e ao ouro, o surgimento e a descaracterização de mais essa região cultural brasileira. O programa contém imagens originais captadas no Sul de Minas, em Ouro Preto e em São Paulo. Contém imagens da Congada e do Moçambique, danças populares do mundo caipira, filmadas em 1935 por T. Lévi-Strauss. O Jeca Tatu e o Caipiródromo. As influências das matrizes portuguesa e negra. O Rei do Gado. A industrialização e a urbanização. Tom Zé declama Oswald de Andrade. Trechos de textos de Sérgio Buarque de Holanda pontuam o programa. Depoimentos de Antonio Cândido e Roberto Pinho.

Vcs podem acessar o documentário “Brasil Caipira” de “O Povo Brasileiro” de Darcy Ribeiro, no site do Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=aSrIF5F_K9w&feature=related

O que é a “Mundo Caipira” – A Paulistânia? Segue abaixo algumas informações retiradas da Wikipedia. O termo caipira (do tupi Ka’apir ou Kaa – pira, que significa “cortador de mato”), é o nome que os indígenas guaianás do interior do estado de São Paulo, no Brasil, deram aos colonizadores brancos, caboclos, mulatos e negros.

É também uma designação genérica dada, no país, aos habitantes das regiões situadas principalmente no interior do sudeste e centro-oeste do país. Entende-se por “interior”, todos os municípios que não pertencem às grandes regiões metropolitanas nem ao litoral onde existe o caiçara. O termo caipira teve sua origem e costuma ser utilizado com mais frequência no estado de São Paulo. Seu congênere em Minas Gerais é capiau (palavra que também significa cortador de mato), na região Nordeste, matuto, e no Sul, colono.

Origens

O núcleo original do caipira foi formado pela região do Médio Tietê, estão entre as primeiras vilas fundadas no Estado de São Paulo, durante o Brasil colonial, e de onde partiram algumas das importantes bandeiras no desbravamento do interior brasileiro. Os bandeirantes partiam da Vila de São Paulo de Piratininga e desta região do Médio Tietê, nas chamadas “monções“, embarcando em canoas, no atual município de Porto Feliz, para desbravarem o interior do Brasil.

No quadrilátero formado pelas cidades de Campinas, Piracicaba, Botucatu e Sorocaba, no médio rio Tietê, ainda se preservam a cultura e o sotaque caipiras. Nesta região, o caipira sofreu muitas transformações, influenciado que foi pela maciça imigração italiana para as fazendas de café.

Na região norte paulista (de Campinas a Igarapava) povoada posteriormente, no início do século XIX, a presença de migrantes de Minas Gerais foi grande dando outra característica à região.[1][2] Já o Oeste de São Paulo, de colonização recente (início do século XX), já surgiu com a presença italiana, japonesa, mineira e nordestina, também formando uma cultura bem diferente das regiões mais antigas de São Paulo.[3]

Cultura caipira

Assim, bastante isolados, geraram uma cultura bem peculiar e localizada, e, por outro lado, preservaram muito da cultura da época em que o Brasil era uma colônia de Portugal. A chamada “cultura caipira” é fortemente caracterizada pela intensa religiosidade católica tradicional, por superstições e pelo folclore rico e variado.

O caipira usa um falar, o dialeto caipira que, muitas vezes, preserva elementos do falar do português arcaico (como dizer “pregunta” e não “pergunta”) e, principalmente, do tupi e do nheengatu. Nestas duas línguas indígenas não há certos fonemas como o “lh” (ex: palha) e o “l” gutural (ex: animal). Por este motivo, na fala do caipira, a palavra “palha” vira “paia” e “animal” vira algo como “animar”. Este modo de falar, o dialeto caipira, é também conhecido como tupinizado ou acaipirado.

Música caipira

Sua música é chamada de música caipira, posteriormente, para se distinguir da música sertaneja, recebe o nome de “música de raiz” também é conhecida por ‘música do interior’. o compositor Renato Teixeira, com sua composição “Rapaz Caipira“, foi um dos responsáveis pela volta do nome “música caipira”.

A música caipira tem uma temática rural, e, segundo Cornélio Pires que a conheceu em seu estado original, se caracteriza “por suas letras românticas, por um canto triste que comove e lembra a senzala e a tapera” mas sua dança é alegre”. Entre suas mais destacadas variações, está a moda de viola. O termo “moda de viola” usado por Cornélio Pires é o mais antigo nome da música feita pelo caipira. A música é geralmente homofônica ou, algumas vezes, no estilo primitivo do organum.

Contos ou causos do caipira

Também é típico do caipira os “causos”, (historietas contadas através de pai para filho durante séculos), que o caipira gosta de contar.

Os vários tipos de caipira

O tipo humano do caipira e sua cultura tiveram sua origem no contato dos colonizadores brancos bandeirantes com os nativos ameríndios (ou gentios da terra, ou bugres) e com os negros africanos escravizados. Os negros de São Paulo eram na sua grande maioria provenientes de Angola e Moçambique, ao contrário dos negros da Bahia na sua maioria provenientes da Costa da Guiné.

Assim, o caipira se dividia em quatro categorias, segundo sua etnia, cada uma delas com suas peculiaridades:

Cquote1.svg Coitado do meu patrício! Apesar dos governos os outros caipiras se vão endireitando à custa do próprio esforço, ignorantes de noções de higiene… Só ele, o caboclo, ficou mumbava, sujo e ruim! Ele não tem culpa… Ele nada sabe. Foi um desses indivíduos que Monteiro Lobato estudou, criando o Jeca Tatu, erradamente dado como representante do caipira em geral! Cquote2.svg

Cornélio Pires
  • caipira negro: descendente de escravos, na época de Cornélio Pires chamado de Caipira Preto: Foi imortalizado pelas figuras folclóricas da mãe-preta e do preto-velho que é homenageado por Tião Carreiro e Pardinho nas músicas “Preto inocente” e “Preto Velho“. É, em geral, pobre. Sofre, até hoje, as consequências da escravidão; Cornélio Pires diz dele: “É batuqueiro, sambador, e “bate” dez léguas a pé para cantar um desafio num fandango ou “chacuaiá” o corpo num baile da roça“.
  • caipira branco: descendente dos bandeirantes, uma nobreza decaída, orgulha-se de seu sobrenome bandeirante: os Pires, os Camargos, os Paes Lemes, os Prados, os Siqueiras, os Prados, entre outros. É católico, e se miscigenou com o colono italiano. Pobre, mas é, ainda, proprietário de pequenos lotes de terras rurais: os chamados sítios. Cornélio Pires, em seu livro “Conversas ao Pé do Fogo”, conta que o caipira branco, descendente dos “primeiros povoadores, fidalgos ou nobres decaídos“, se orgulhava do seu sobrenome:
Cquote1.svg Se o caipira branco diz: “Eu sou da família Amaral, Arruda, Campos, Pires, Ferraz, Almeida, Vaz, Barros, Lopes de Souza, Botelho, Toledo”, ou outra, dizem os caboclos: “Eu sou da raça, de tal gente“! Cquote2.svg

Cornélio Pires

[4]

  • caipira mulato, descendente de africanos com europeus. Raramente são proprietários. Cornélio Pires os tem como patriotas e altivos. Diz dele Cornélio Pires: “o mais vigoroso, altivo, o mais independente e o mais patriota dos brasileiros”. Excessivamente cortês, galanteador para com as senhoras, jamais se humilha diante do patrão. Apreciador de sambas e bailes, não se mistura com o “caboclo preto”.

Cornélio Pires informa, em Conversas ao Pé do Fogo, onde descreveu a vida do caipira, que o caipira cafuzo e o caipira “caboré” são raros no Estado de São Paulo.

O caipira na cultura brasileira

O caipira foi estigmatizado por Monteiro Lobato, que conheceu apenas o caipira caboclo, tomando-o como paradigma e protótipo de todos os caipiras. O cineasta Amácio Mazzaropi criou uma personagem, nos anos de 1950, que fez muito sucesso no cinema brasileiro: O Jeca, inspirado no caipira branco (Mazzaropi tinha ascendência italiana).

O cartunista Maurício de Sousa também tem um personagem caipira nas histórias da Turma da Mônica que é o Chico Bento: um menino caipira que representa o confronto da cultura caipira com a urbanização do Brasil. Notável é o fato de as falas nas historietas em quadrinhos do “Chico Bento” serem escritas no dialeto caipira, em vez do português culto, contudo as falas se tornam justificáveis por serem utilizadas em negrito, tecnicamente o erro ficaria subentendido.

O caipira foi retratado com precisão e maestria pelo pintor José Ferraz de Almeida Júnior nas suas obras-primascaipira picando fumo” e “violeiro“. O maior estudioso do caipira foi Cornélio Pires que compreendeu, valorizou e divulgou a cultura caipira nos centros urbanos do Brasil. Cornélio Pires em sua obra Samba e Cateretês, registrou inúmeras letras de música caipiras, que ouviu em suas viagens, e que, sem esta obra, teriam caído no esquecimento. Cornélio Pires registrou também a influência da imigração italiana entrando em contato com o caipira. Cornélio Pires também registrou os termos caipiras mais usados em seu Dicionário do Caipira publicado na obra “Conversas ao pé do Fogo”.

Cornélio Pires foi o primeiro que lançou, em discos de 78 Rpm, a música caipira, hoje chamada de “música de raiz“, em oposição à música sertaneja e produziu cerca de 500 discos em 78 rpm.

Notas

  1. CHIACHIRI FILHO, 1986.
  2. MARCONI, 1991.
  3. MOMBEIG, 1983.
  4. PIRES, Cornélio, Conversas ao Pé do Fogo, Imesp, edição fac-símile, São Paulo, 1986
  5. Ferreira, Aurélio Buarque de Hollanda, “Novo Dicionário da Língua Portuguesa”, 2º edição, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1986.

Bibliografia

  • CÂNDIDO, Antônio, Os parceiros do Rio Bonito, Editora José Olympio, São Paulo, 1957.
  • CHIACHIRI FILHO, José, Do Sertão do Rio Pardo a Vila Franca do Imperador, Franca, Ribeirão Gráfica, 1986.
  • MARCONI, Marina de Andrade, Linguagem na Região de Franca, UNESP, Franca, 1991.
  • MOMBEIG, Pierre, Pioneiros e fazendeiros de São Paulo, Editora Hucitec, São Paulo, 1983.
  • MONTEIRO LOBATO, José Bento de, Urupês, Editora Monteiro Lobato e Cia., São Paulo, 1923.
  • NEPOMUCENO, Rosa, Música Caipira, da roça ao rodeio, Editora 34, 1999.
  • QUEIROZ, Renato da Silva, Caipiras Negros no Vale do Ribeira, Editora da USP, 1983.
  • PIRES, Cornélio, Conversas ao pé do fogo, IMESP, edição fac-similar, 1984.
  • PIRES, Cornélio, Sambas e Cateretês, 2º edição, Editora Ottoni, Itu, São Paulo, 2004.
  • RODRIGUES, Ada Natal, O Dialeto Caipira na Região de Piracicaba, Editora Ática, 1974.

Ver Também

Ligações externas

 

Módulos 3, 4 e 6 – Sociologia da Educação 2

On março 29, 2011, in SocioEdu2, by Fábio Fernandes Villela

Bom Dia Car@S Alun@s!

Vcs devem deixar as postagens dos Módulos 3, 4 e 6 de Sociologia da Educação 2 nesta área.  Os textos vão do [3] ao [9]. Vcs devem fazer um comentário sobre os conteúdos abordados nos diversos textos (Positivismo, Historicismo e o Marxismo e suas relações com a Educação). Alguns textos da bibliografia básica são do Martin Carnoy [7] e [8].  Quem é Martin Carnoy? Recentemente ele lançou um livro no Brasil: “A Vantagem Acadêmica de Cuba“. Veja a reportagem com o autor abaixo. Saudações, Prof. FFV.

Educação de Qualidade

Pesquisa de economista americano, realizada em países da América Latina, mostra que as práticas de classe são o motivo do sucesso na ilha.

Rodrigo Ratier

MARTIN CARNOY “Em Cuba, a turma trabalha mais, as perguntas do educador levam todos a pensar e ele não para a toda hora para pedir atenção.”

Em 1997, uma pesquisa conduzida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) testou os conhecimentos em Matemática e linguagem de 4 mil alunos de 3ª e 4ª séries de 13 países latino-americanos. Os cubanos têm desempenho muito melhor que os das outras nações. Em 2005, num novo exame, novamente Cuba ocupou o topo da lista. Qual o segredo da ilha para obter resultados tão bons? A pergunta motivou Martin Carnoy, que leciona Educação e Economia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, a realizar um estudo comparativo entre Cuba, Chile e Brasil. Após filmar aulas de Matemática (disciplina em que o desempenho foi mais desigual nos três países) em 36 escolas e entrevistar funcionários da área de Educação de todos os níveis de governo, além de professores, diretores, estudantes e pais, o americano concluiu que boa parte das diferenças está dentro das próprias salas. “Em Cuba, a turma trabalha mais, as perguntas do educador levam todos a pensar e ele não para a toda hora para pedir atenção.” Isso, no entanto, dentro de um ambiente ideologizado e repressivo, o que sugere a necessidade de adaptar as soluções para um contexto democrático. A convite da Fundação Lemann, Carnoy esteve no Brasil em agosto para lançar o livro A Vantagem Acadêmica de Cuba, em que relata as descobertas da pesquisa. Na ocasião, ele detalhou a NOVA ESCOLA o que viu nos três países.

De acordo com sua pesquisa, por que os alunos de Cuba obtêm resultados superiores aos dos outros países da América Latina?
MARTIN CARNOY
Há diversos fatores em jogo, mas eu diria que o principal é o uso eficiente do tempo em sala. Filmamos aulas de Matemática da 3ª série em 36 escolas de Cuba, do Chile e do Brasil e descobrimos que, na ilha, elas são mais focadas na aprendizagem do que nos outros dois países. Como escrevo em meu livro, a qualidade de um sistema educacional depende da qualidade das experiências desenvolvidas em sala de aula.

Com qual atividade o professor brasileiro gasta mais tempo?
CARNOY
Com o trabalho em grupo. Na média das escolas em que pesquisamos, 30% do tempo é dedicado a essa tarefa. No Chile, o índice foi ainda maior, 34%, enquanto em Cuba caiu para 11%. O grande problema é que, na maioria das vezes, os brasileiros estão apenas sentados juntos, ou seja, com as carteiras unidas, mas sem interagir para resolver problemas matemáticos. Cada um trabalha por si ou apenas conversa com os colegas. O verdadeiro trabalho em equipe, que inclui a discussão para resolver a questão proposta, ocorre muito pouco tanto no Brasil como no Chile.

O que toma mais tempo das aulas nas escolas de Cuba?
CARNOY
Lá, 41% do tempo é reservado às tarefas individuais. A vantagem é que os alunos realmente trabalham em 38% do período resolvendo problemas e fazendo exercícios. Enquanto isso, o professor circula entre as carteiras, orientando e tirando dúvidas. Por outro lado, o período dedicado à cópia de instruções é baixo: apenas 2%.

No Brasil, o tempo usado com cópia é maior do que na ilha?
CARNOY
Sim. É três vezes superior ao verificado em Cuba. Numa das salas brasileiras que observamos, a garotada chegou a ficar uma hora copiando enunciados de problemas no caderno, algo que poderia ser resolvido com uma fotocópia ou uma folha mimeografada. Para piorar, não foi explicado o porquê daquele trabalho. Não estou dizendo que o quadro-negro não deva ser utilizado: ele é importante para apresentar conceitos e discuti-los, mas acho que seu uso deve ser rápido. Passar a aula toda escrevendo é, sem dúvida, uma perda de tempo.
Que outras diferenças importantes a pesquisa revelou no que se refere ao uso de tempo?

CARNOY Descobrimos que no Chile e no Brasil despende-se o dobro dos minutos em transições de atividades ou interrupções, como pedidos de silêncio. Isso indica que a prática cubana é mais eficiente, mas também pode ter a ver com o tamanho médio das turmas. Em Cuba, as classes que analisamos tinham em média 17,9 crianças, enquanto nas brasileiras havia 27,9, e nas chilenas, 37,1.

O estudo enfoca ainda o tipo de pergunta feito à meninada. O que os dados demonstram?
CARNOY
Dividimos as questões em três categorias: as repetitivas, as que têm respostas curtas e as mais complexas, que exigem a explicação do raciocínio usado – em Matemática, é essencial descrever o processo que se está aprendendo. Em Cuba, perguntas desse último tipo aparecem em 55% das aulas. Percebi que no Brasil o mesmo não ocorre. Aqui, predominam as perguntas repetitivas, geralmente respondidas em coro. Isso quando são feitas, pois em 25% das aulas brasileiras a que assistimos elas não existiram. Também há pouca discussão sobre os equívocos. Quando alguém comete um erro, o educador geralmente apaga e chama outro para o quadro. Seria muito mais produtivo perguntar: “Onde está o problema? Por que a solução está incorreta?” Do contrário, ninguém entenderá onde errou.

O material didático apresenta diferenças significativas nos três países?
CARNOY
No Brasil, os livros didáticos são abrangentes, mas pouco profundos. Digo que têm 1 quilômetro de diâmetro e 1 centímetro de profundidade. Eles também possuem muitas informações teóricas, provavelmente para servir como guia de apoio ao docente, já que a formação dele é fraca. Na maioria das vezes, ele não consegue apresentar todo o conteúdo trazido pelo material. Em Cuba, há menos variedade de temas, mas cada assunto é explorado detalhadamente e com mais exercícios. O resultado é que no Brasil é bem menor a exigência em termos de habilidades cognitivas.

Como todos esses fatores interferem no desempenho dos alunos?
CARNOY
Entre as três nações, o Brasil ficou em último no nível de proficiência matemática. Em uma escala que vai até 5, ele tirou 2,2, enquanto o Chile ficou com 3,2, e Cuba, com 3,8. Numa das salas brasileiras, a compreensão dos conceitos não atingiu nem o nível básico, pois as atividades se baseiam quase exclusivamente na memorização e na cópia mecânica. O país também teve a pior posição quanto à média de atenção dos estudantes e ao grau de disciplina. Pela linguagem corporal e pelas atitudes em sala, é visível quando os brasileiros ficam entediados. Aí, se desligam da tarefa e passam a brincar ou a participar de conversas paralelas. No outro extremo estão os cubanos, que têm um envolvimento maior. Muito disso se deve ao bom planejamento. Quando alguém termina uma tarefa, já se apresenta outro desafio. Então, não dá tempo de se aborrecer.

Por que os educadores cubanos conhecem os alunos melhor do que os brasileiros?
CARNOY
Primeiro porque a rotatividade dos estudantes cubanos é bem menor do que nas escolas brasileiras. Eles tendem a ficar por vários anos na escola em que ingressam. Segundo porque em Cuba os mestres seguem com a mesma turma da 1ª à 6ª série. Além de terem maior familiaridade com ela, já conhecem os problemas e se esforçam para que não se repitam no ano seguinte.

De que maneira a equipe gestora colabora para a qualidade do ensino?
CARNOY
O ponto principal é que, em Cuba, diretores e vice-diretores supervisionam de perto o trabalho docente entrando constantemente em sala para ver se o currículo está sendo cumprido e como é ensinado. Os educadores estão acostumados a ser apoiados didaticamente e ser avaliados pelos gestores. É um trabalho focado no aprendizado. Além disso, os diretores conhecem muito bem os estudantes e as medidas adotadas para garantir que cada um avance.

Além do que ocorre dentro da escola, que outros fatores podem influenciar a aprendizagem?
CARNOY O modelo que utilizamos inclui o chamado capital social gerado pelo Estado, que diz respeito à atuação do governo na organização do sistema educacional. Ao definir o currículo, a distribuição de alunos pelas escolas, o recrutamento e a formação docente em serviço, o Estado tem um impacto importante na atmosfera da sala. Isso se reflete no comportamento dos pequenos, nas poucas faltas dos professores e no compromisso deles e dos gestores com a melhoria da aprendizagem, além da expectativa dos pais em relação à escola. Somam-se a esse cenário a garantia de condições de saúde e de segurança e o combate ao trabalho infantil, que também são essenciais à aprendizagem. No entanto, em virtude da atuação da administração governamental centralizada e hierárquica, os métodos de ensino e o currículo são rigidamente impostos. Como não se trata de uma democracia, o ambiente estimulante para o estudo não ocorre com a participação das famílias em reuniões de conselhos escolares, por exemplo.

A formação dos professores em Cuba é de melhor qualidade?
CARNOY
Sim, especialmente em Matemática. Primeiro porque os estudantes aprendem um bom conteúdo no Ensino Médio e isso tem um efeito importante na forma de atuar quando se tornaram professores. Segundo porque a formação inicial tem foco claro em como ensinar o currículo nacional. No Brasil, além de a Educação Básica ser mais fraca, a formação inicial ou é insuficiente, ou é excessivamente teórica. Os recém-formados sabem muito sobre teorias do ensino e pouco sobre como ensinar.

Como a ilha consegue atrair bons profissionais pagando salários de cerca de 35 reais?
CARNOY
Os salários lá são fixados pelo Estado – que supre necessidades básicas, como moradia e alimentação – e, de fato, os educadores ganham mal. Mas, como a economia de mercado é muito pequena, as outras profissões também são mal remuneradas. Essa situação vem mudando nas províncias turísticas, onde as economias são dolarizadas e uma arrumadeira de hotel pode ganhar o triplo de um professor. Por enquanto, quem se sai bem no Ensino Médio ainda é atraído para o Magistério, considerado uma profissão de relativo prestígio. No Brasil, é preciso recuperar o salário do setor para que ele se equipare ao de outras ocupações de nível superior e atraia os melhores. O Chile deu um passo importante: nos últimos 13 anos, triplicou o salário dos docentes. Como resultado, a nota mínima para ingresso nas faculdades de Educação subiu até 10% entre 1998 e 2001.

Seu livro afirma ainda que a desigualdade também interfere no resultado educacional. Como isso ocorre?
CARNOY
Em geral, as crianças frequentam escolas com colegas muito parecidos em termos socioeconômicos. No Brasil, 80% das famílias que estão entre os 20% mais pobres da pirâmide social mandam os filhos para escolas que atendem moradores de lares com rendas similares. De um lado, o resultado é uma concentração dos que têm origem semelhante em uma mesma instituição. Nas escolas de classe baixa, como a clientela tem uma procedência familiar muito parecida – em geral, com pais pouco escolarizados -, não há bons modelos em que se inspirar. Além disso, nossa pesquisa mostra que esse tipo de escola atrai os piores mestres, que possuem expectativas reduzidas sobre o que a garotada pode aprender.

Para finalizar, quais lições de Cuba o Brasil não deveria seguir?
CARNOY
Penso que por aqui existe muito mais liberdade de crítica e de questionamento. Há mais caminhos para ser criativo no Brasil do que em Cuba. A possibilidade de um profissional de Educação dizer “Eu não concordo com isso” e não ser punido de alguma forma simplesmente por não se ajustar à ideologia dominante é fundamental.

Fonte: Revista Escola – http://revistaescola.abril.com.br/

Retirado de: CONTROVÉRSIA

Módulo 3 – Expressão Artística e Corporal

On março 29, 2011, in ArteEdu1, by Fábio Fernandes Villela

Bom Dia Car@s Alun@s!

Vcs pode deixar as postagens do Módulo 3 nesta área. Saudações, Prof. FFV.

Uma dica importante para quem quiser aprofundar as questões de metodologia do ensino de arte são os Textos Complementares (TC) da lista de discussão. Os textos são:

TC 001 – Biografia György Lukács (Budapeste, 13 de abril de 1885 – Budapeste, 4 de julho de 1971)

TC 002 – Lukács e a ontologia: uma introdução – Sérgio Lessa

TC 003 – Ética e ontologia em Lukács e o complexo social da educação – Mônica Mota Tassigny

TC 004 – A recepção de Lukács no Brasil – Celso Frederico

TC 005 – Cotidiano e arte em Lukács – Celso Frederico

TC 006 – Arte e formação humana em Lukács e Vigotski – Newton Duarte

TC 007 – Lukács e a estética marxista: síntese, esboço ou tentativa – Juarez Torres Duayer

TC 008 – Realidade e criação cultural: A estética em Lukács – Dagmar Manieri

 

IV Seminário Científico Internacional de Teoria Política do Socialismo:

Antonio Gramsci: As Periferias e os Subalternos

Data: de 15 a 18 de agosto de 2011.

Local: Universidade Estadual Paulista – Faculdade de Filosofia e Ciências/. Marília.

Ementa

Gramsci é um autor que pensa a partir do ponto de vista das periferias e dos subalternos. Sardo de origem, Gramsci pensa a questão meridional como problema da periferia do capitalismo italiano e da massa camponesa subalterna. Desde logo pensa a revolução russa com revolução da periferia e o próprio movimento de fábrica de Turim como movimento periférico do americanismo fordismo. O Risorgimento é uma manifestação reflexa e periférica da revolução francesa. O fascismo é duplamente periférico: da revolução russa contra a qual reage e do fordismo, o qual procura assimilar. A própria revolução russa tende a se desenvolver como periferia, depois de ter sido centro momentaneamente. Norte e Ocidente é o centro (conforme longa tradição), enquanto Sul e Oriente é periferia subalterna. As classes subalternas é uma periferia da classe dirigente. Em suma, na reflexão de Gramsci há uma dialética entre centro e periferia, uma análise do desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo, na qual a periferia se faz centro sempre que expressa uma inovação revolucionária.

Justificativa

O ano de 2011 registra o 120º ano do nascimento de Antonio Gramsci é uma tradição já consolidada internacionalmente de serem realizados encontros científicos de variada ordem para colocar em pauta a obra desse importante intelectual italiano. A própria Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista tem consolidada uma trajetória de discussões por meio de seminários internacionais de alto gabarito sobre a obra de Gramsci. Nos últimos dez anos, realizamos — sempre por iniciativa do Instituto Astrojildo Pereira, do Grupo de Pesquisa Cultura e Política do Mundo do Trabalho e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UNESP – nada menos do que cinco eventos internacionais de porte, com a presença de estudiosos e especialistas reconhecidos amplamente. O último desses eventos foi realizado em 2007, por ocasião dos 70 anos da morte de Gramsci.

No entanto, o mesmo Grupo de Pesquisa — que agrega professores universitários e acadêmicos de Pós-Graduação – organiza eventos com o título de Teoria Política do Socialismo, de óbvio caráter mais amplo e flexível. Nessa série, decidimos — neste ano de 2011 — incluir a obra de Gramsci pelos motivos já aludidos, mas lembrando o estupendo sucesso acadêmico, intelectual e de participação que foi o III Seminário Internacional de Teoria Política do Socialismo, realizado em 2009, e que abordou a obra de Georg. Lukacs. O livro com os resultados daquele encontro deverá ser lançado por aocasião do IV Seminário dessa série.

Neste IV Seminário Internacional, que estará debruçado sobre determinado aspecto da obra de Gramsci estarão presentes acadêmicos da Itália, da Inglaterra, dos EUA, da Argentina, México, Cuba, além dos brasileiros.

Objetivos Gerais

1 – O IV Seminário Internacional de Teoria Política do Socialismo: Antonio Gramsci: periferias e subalternos visa aprofundar a discussão que vem sendo travada no seio do GP Cultura e Política do Mundo do Trabalho e agregar o conhecimento oferecido por intelectuais convidados de notório renome e produção dentro do tema em debate, oferecendo um retorno importante para outras instituições acadêmicas e culturais do país.

2 – O Seminário visa também oferecer elementos de discussão e subsídios teóricos e metodológicos aos estudantes do GP e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, na elaboração de suas pesquisas científicas.

3 – O Seminário busca despertar interesse e oferecer novas possibilidades de pesquisa aos estudantes de Graduação, principalmente dos cursos de Ciências Sociais, Relações Internacionais, Filosofia e Pedagogia da FFC, mas também de outras unidades da UNESP.

4 – O Seminário deverá culminar com a publicação de um livro com os resultados atingidos nas discussões propostas.

Objetivo específico

Discutir e difundir a obra teórico-política de Antonio Gramsci, em particular no que concerne a sua capacidade crítica de pensar desde o ponto de vista das periferias, o que realça a sua radicalidade crítica. Assim poderemos analisar as condições existentes de pensar com Gramsci e interagir com os fenômenos do mundo contemporâneo, presentes no cenário mundial, latino-americano e em particular no Brasil.

Programa

Dia 15 de agosto

Das 14 às 18 h: inscrição e registro dos inscritos

Das 18 ás 19 h: apresentação de livros e revistas

Das 19h30min às 23 h: Mesa redonda I: Ideologias subalternas

Marcos Del Roio (Brasil)

Edmundo Fernandes Dias (Brasil)

Massimo Modonesi (México)

Dia 16 de agosto

Das 09 h às 12 h.: Mesa redonda II: Espaços subalternos

Dermerval Saviani (Brasil)

Giovanni Semeraro (Brasil)

Derek Boothman (Itália)

Fábio Frosini (Itália)

Das 14 às 18 h.: Sessão de Comunicações

Das 19h30min às 23 h: Mesa redonda III: Cesarismo periférico

Lincoln Secco (Brasil)

Carlos Nelson Coutinho (Brasil)

Fortunato Cacciatore (Itália)

Dia 17 de agosto

Das 09 às 12 h.: Mesa redonda IV: Cultura e lingüística

Anita Helena Schlesener (Brasil)

Lea Durante (Italia)

Das 14 às 18 h.: Sessão de Comunicações

Das 19h30min às 23 h.: Mesa redonda V: Imperialismo e hegemonia

Virginia Fontes (Brasil)

Jorge Luis Acanda (Cuba)

Andréa Catone (Itália)

Dia 18 de agosto

Das 09 às 12 h.: Mesa redonda VI: Revolução passiva e periferia

Álvaro Bianchi (Brasil)

Rita Médici (Itália)

Adam Morton (Inglaterra)

Das 14 às 18 h.: Sessão de comunicações

Das 19h30min às 23 h.: Mesa redonda; VII: Grupos sociais subalternos

Rosemary Dore (Brasil)

Isabel Monal (Cuba)

Guido Liguori (Itália)

SESSÕES DE COMUNICAÇÃO

Temas:

1 – O pensamento político de Gramsci

2 – Gramsci e a educação

3 – Gramsci e as periferias, Gramsci nas periferias.

4 – Teoria política marxista de Marx a hoje

5 – Movimentos sociais nas periferias

6 – Organização, cultura e política do mundo trabalho

7 – Crítica cultural

Promoção

Departamento de Ciências Políticas e Econômicas

Grupo de Pesquisa Cultura e Política do Mundo do Trabalho

Instituto Astrojildo Pereira

International Gramsci Society

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Comissão Organizadora

Anderson Deo

Angélica Lovatto

Antonio Carlos Mazzeo

Jair Pinheiro

Jordana Souza Santos

Marcelo Lira Silva

Marcos Tadeu Del Roio

Maria Orlanda Pinassi

Paulo Ribeiro da Cunha

Sara Curcio

Comissão Cientifica

Antonio Carlos Mazzeo (Unesp-Marília)

Carlos Nelson Coutinho (UFRJ)

Célia Tolentino (Unesp-Marilia)

Domenico Losurdo (Uniurbino)

Giovanni Semeraro (UFF)

Guido Liguori (IGS- Itália)

Jair Pinheiro (Unesp-Marília)

Lincoln Secco (USP)

Lucio Flavio de Almeida (PUC-SP)

Marcos Del Roio (Unesp-Marília)

Maria Orlanda Pinassi (Unesp-Araraquara)

Paulo Ribeiro da Cunha (Unesp-Marília)

Maiores informações: http://www.marilia.unesp.br/index.php?CodigoMenu=7442&CodigoOpcao=7442

 

Módulo 2 – Sociologia da Educação 2 – O Barão de Münchhausen

On março 19, 2011, in SocioEdu2, by Fábio Fernandes Villela

O Barão fictício criado pelo escritor alemão Rudolf Erich Raspe (1736-1794).

A partir das leituras do Módulo 2 de Sociologia da Educação 2 (Paixão; Zago) e (Löwy) , aponte as principais características do “Princípio do Barão de Münchhausen”. 

Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

Aniversário de Rio Preto

On março 19, 2011, in Miscelan, OPH, RP-CE, by Fábio Fernandes Villela
São José do Rio Preto em 1942
Bom Dia Amig@s!

Hoje é aniversário de Rio Preto, nossa Big Black River, parabéns e obrigado por tudo:

http://www.youtube.com/watch?v=YDvsHTpvFLc

Um grande abraço a tod@s, Prof. Fábio Fernandes Villela

 

Bom Dia a Todos!

Gostaria de convidar a todos para a apresentação da “Cátedra da Unesco em Educação do Campo e   Desenvolvimento Territorial” pelo Prof. Dr. Bernardo Mançano Fernandes   (UNESP/Presidente Prudente), durante o 2º Seminário “O Trabalho no Século XXI”, hoje, no dia 17 março, quinta-feira, a partir das 19h:30min., Aud. B.

A cátedra é um instrumento da Organização das Nações Unidas para a  Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para fomentar a cooperação  internacional no ensino superior. Coordenada pelo professor Bernardo  Mançano Fernandes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT), a  cooperação tem entre seus objetivos instituir projetos de ensino e  pesquisa, prestar serviços de extensão à comunidade, lançar publicações e realizar eventos relacionados à questão rural brasileira.

O website do 2º Seminário “O Trabalho no Século XXI” pode ser acessado em:

http://www.fabiofernandesvillela.pro.br/eventos/seminario-trabalhador-2011/home

Um grande abraço a todos, até lá!

Prof. Fábio Villela
Dedu – Ibilce – Unesp

 

Módulo 2 e 3 – Expressão Artística e Corporal

On março 17, 2011, in ArteEdu1, by Fábio Fernandes Villela

Bom Dia Alun@s! Tudo Bem?

Gostaria que vcs assistissem e elaborassem um comentário sobre os seguintes vídeos de Metodologia do Ensino de Artes:

Metodologias de Ensino em Artes Visuais:

http://www.youtube.com/watch?v=bOF4CKClSy4

Ana Mae Barbosa:

http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=PSaZT9CqqbE&feature=endscreen

http://www.youtube.com/watch?v=P2jBmBspKjM

http://www.youtube.com/watch?v=GEyFkpAWoa0

Proposta Triangular:

http://www.youtube.com/watch?v=6DUX5tx3ZSo

Recomendo também vcs olharem o site da Artística Plástica Edith Derdyk, da qual leremos alguns textos: http://www.edithderdyk.com.br/

Quem é Edith Derdyk? Edith Derdyk fez o curso de Licenciatura em Artes Plásticas pela FAAP (1977/1980). Realizou inúmeros trabalhos gráficos como capas de livro, capas de disco e ilustrações (as capas realizadas em conjunto com o fotógrafo Gal Oppido para o grupo de música popular RUMO). Foram editados 2 audiovisuais com caráter de ensaio (fotos de Carlos Fadon e trilha original composta por Paulo Tatit). Estes foram exibidos entre 1982/1985 no MIS, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Teatro Lira Paulistana, FAU e CCSP.

Escreveu e ilustrou 3 livros infantis: Estória Sem Fimmm (Summus Editorial/1980), O Colecionador de Palavras e A Sombra da Sandra Assanhada (ambos editados pela Editora Salesianas / 1986 e 1987 respectivamente). Atualmente está coordenando a Coleção Siricutico com as canções do selo Palavra Cantada, editados pela Cosac&Naify. Foram publicados 2 livros teóricos de sua autoria: Formas de Pensar o Desenho e O Desenho da Figura Humana, ambos editados pela Editora Scipione, 1988 e 1989 respectivamente. Lançou o livro Linha de Costura, pela Editora Iluminuras em 1997. Produziu o livro Vão (Edição Independente/1999); O que fica do que escapa (Edição Independente/2000); Fresta e Fiação (Edição Independente/2004). Em 2001 lançou pela Editora Escuta o livro Linha de Horizonte – por uma poética do ato criador.

Tem participado de exposições coletivas e individuais desde 1981 no Brasil e no exterior. Em 1996 foi convidada para ser uma das 4 artistas representando o Brasil na mostra Arte através dos oceanos, Copenhague, Dinamarca. Também participou de Sombras e Espelhos no MAM-SP e CCBB-RJ, curadoria de Aracy Amaral em 1994 e 1995. Em 1996 participou de 15 Artistas Brasileiros, curadoria de Tadeu Chiarelli, no MAM-SP E RJ. Em 1998 participou da exposição Arte Brasileira sobre Papel, organizada pelo MAM/SP com os trabalhos de acervo, curadoria de Tadeu Chiarelli. Também realizou em 2002 uma exposição individual como artista convidada no Centro Cultural São Paulo.Em 2003 participou da mostra Tecendo o Visível no Instituto Tomie Ohtake, curadoria de Agnaldo Farias. Em 2003 realizou as individuais Campo Dobrado no Museu de Arte de Santa Catarina / Florianópolis e Declive na Haim Chanin Fine Arts em Nova York / EUA. Tem participado de Feiras Internacionais (Arco, Miami Basel) representada pela Marília Razuk Galeria de Arte, onde realizou a individual Ângulos, em 2004.

Em 1999, conjuntamente com o artista Claudio Cretti, realizou o cenário para um pocket ópera Tupi tu és, dirigido por Ivaldo Bertazzo no SESC-Ipiranga e Teatro Municipal. Realizou em 2004 a cenografia para a peça Prova Contrária, dramaturgia de Fernando Bonassi e direção de Débora Dubois. SESC-Belenzinho. Em 1990 foi contemplada com a Bolsa para Artes Visuais/FIAT, resultando na exposição Viés, realizada no MASP. Em 1993 foi contemplada com uma bolsa como artista residente pelo MAC-USP, para desenvolver um trabalho por 2 meses, em Vermont Studio Center,USA. Em 1999 foi contemplada com uma bolsa dentro de um programa de pesquisa pela Instituição The Rockefeller Foundation como artista pesquisadora residente em Bellagio Center, Itália (maio/1999). Em 2002 foi contemplada com a Bolsa Vitae de Artes / Fundação Vitae. Foi contemplada pelo APCA (Associação Paulista dos Críricos de Arte) categoria Tridimensional do ano de 2002. Em 2004 ganhou Prêmio Revelação de Fotografia/Porto Seguro. Em 2007 é contemplada com Bolsa como artista residente no The Banf Centre/Canadá.

Tem trabalhos em coleções públicas: Pinacoteca do Estado de São Paulo; Fundação Padre Anchieta/São Paulo; Câmara Municipal de Piracicaba; Museu de Arte de Brasília; Museu de Arte Moderna -São Paulo; Instituto Cultural Itaú – SP; Secretaria Municipal da Cultura – Santos; Museu de Arte de Santa Catarina, Museu de Arte Moderna da Bahia; Dragão do Mar- Fortaleza; CCSP; Porto Seguro Fotografia; De Paw Institute/Indiana; Prefeitura de Nurnberg/Alemanha.

Em 2003 realizou as individuais Campo Dobrado no Museu de Arte de Santa Catarina / Florianópolis e Declive na Haim Chanin Fine Arts em Nova York / EUA. Tem participado de Feiras Internacionais (Arco, Miami Basel) representada pela Marília Razuk Galeria de Arte, onde realizou a individual Ângulos, em 2004. Em 2005 realizou a exposição individual Manhã como artista convidada do Paço das Artes. Em 2007 realizou exposição individual na Estação Pinacoteca do Estado de São Paulo, na Galeria de Marília Razuk e sala Especial de Fotografia/Prêmio Porto Seguro de Fotografia. Atualmente tem ministrado cursos livres e de aprofundamento para professores no Instituto Tomie Ohtake, Collégio das Artes e Fullframe Escola de Fotografia e b_arco/galeria Virgílio.

Texto retirado do site: http://www.edithderdyk.com.br/

 

Boa Noite a Todos!

Gostaríamos de convidar a todos para a conferência e lançamento do livro: “Nas Margens da Boiadeira: Territorialidades, Espacialidades, Técnicas e Produções no Noroeste Paulista” do Prof. Dr. Humberto Perinelli Neto (DEDU / UNESP / Rio Preto).

“Nas Margens…” é uma coletânia que mostra, com muita clareza, a riqueza das análises locais e regionais empreendidas por um grupo de historiadores e geógrafos. Esses autores, por meio de diferentes objetos, métodos e abordagens teóricas, revelam-nos uma mutiplicidade de aspectos como ocupação histórica, pecuária, questão fundiária, temática urbana-rural, agricultura familiar, economia cafeeira e cadeia produtiva de leite. Todos esses textos convergem para a caracterização da formação socioespacial da região Noroeste de São Paulo.

 Será dia 16-03, a partir das 14:00h no Aud. A, durante o 2º Seminário “O Trabalho no Século XXI”. A agenda do seminário pode ser acessada em:

 http://www.fabiofernandesvillela.pro.br/eventos/seminario-trabalhador-2011/home

 Até lá!

Prof. Fábio Villela

Dedu – Ibilce – Unesp